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1o DIA 6 maio 2014

A educação financeira agrega valor à sociedade

➜ Somente um mercado que educa financeiramente seus parceiros e clientes cresce e agrega valor à sociedade. Essa foi a conclusão do painel “Iniciativas de Educação Financeira – o que é seguro, para que serve, qual o valor para o segurado”, moderado pelo presidente da FenaCap, Marco Barros. A diretora de produtos da Icatu, Aura Rebelo Fioretti, disse que pesquisas mostram que é preciso construir algo que não seja chato nem difícil,

características citadas pelos participantes dos estudos. “Ficou claro que a educação financeira tem de ser direcionada a todas as camadas da sociedade”, afirmou. A simplicidade é o caminho do sucesso para a educação financeira, na avaliação de Olinda Campos, gerente de Comunicação e Marketing da Brasilcap. “Criamos muitas alternativas no portal e a que mais nos orgulha é ter clientes premiados para contar sua experiência de poupar e

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Ingo Dietz (Allianz), Olinda Campos (Brasilcap), Marco Barros (FenaCap), Aura Fioretti (Icatu) e Alfredo Lalia (HSBC)

Práticas com foco em seguros

➜ Vender seguro exige investi-

mento em educação financeira para todos os envolvidos no processo, segundo experiências compartilhadas no painel “Lições e práticas internacionais de educação financeira com foco em seguros”. Auri Carrasco Eléspuru, gerente da La Positiva Seguros Generales, falou sobre a experiência de implantação

do microsseguro na operação da seguradora peruana. “Vender seguro para pessoas não bancarizadas é algo desafiador”, opinou. Bárbara Magnoni, presidente da EA Consultants, mostrou dados de pesquisas realizadas nas Filipinas e no Brasil, com resultados comuns: é preciso investir na oferta de produtos, pois os clientes conheciam muito pouco sobre seguro, mesmo aqueles que adquiriram apólices embutidas em crédito. Paulo Marraccini, presidente da FenSeg e moderador do painel, explicou sobre um

realizar sonhos com os títulos de capitalização”. Para Alfredo Lalia, CEO da HSBC Seguros, as iniciativas devem detectar o que as pessoas esperam do futuro quando o tema é previdência. Um dos projetos do banco, disse ele, é a pesquisa sobre aposentadoria feita em vários países, que está na sétima edição. “Os resultados ajudam a criar ações mais efetivas na oferta de produtos e serviços”, pontuou. A experiência da Allianz com a educação de jovens foi mostrada pelo diretor Igor Dietz. A iniciativa “My Finance Coach” visa educá-los sobre o orçamento financeiro necessário para realizar sonhos. “Eles são treinados por nossas colaboradoras e o projeto chega agora ao Brasil”. Marco Barros ressaltou a importância da educação financeira para se criar um mercado forte. “A educação é o que liberta e esclarece a população, e garante mais qualidade de vida à sociedade. Escolhas bem feitas criam um mercado forte”. ●

Bárbara Magnoni (EA Consultants), Paulo Marraccini (FenSeg) e Auri Eléspuru (La Positiva Seguros Generales)

antigo projeto, Educar para Proteger, criado em parceria com o Sincor-SP. “É um projeto que precisa ser retomado pela diretoria do Sindicato para que a educação financeira com foco em seguros seja levada às escolas”, sugeriu.●

Silas Rivelle, Solange Beatriz e Vladimir Freneda conversam com jornalistas

Confiança nas Ouvidorias ➜ Os consumidores dão

mostras de que confiam nos serviços prestados pelas ouvidorias das seguradoras. Em 2013, segundo a nova edição do Relatório de Ouvidorias da CNseg, foram 66.623 atendimentos ou uma média diária de 180 registros, 44% a mais que no ano anterior. “Esse crescimento demonstra que o consumidor confia na solução oferecida pelas ouvidorias. É também um fator de educação do público”, afirmou o presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg, Silas Rivelle, na coletiva de imprensa. Segundo a diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz, outro aspecto positivo dessa opção do consumidor pelas ouvidorias se reflete na Justiça. “Grande parte dessas questões pode ser resolvida consensualmente, através das ouvidorias. Isso desafoga a Justiça, que está repleta de processos”, salientou. Já o presidente da Comissão de Relações de Consumo da CNseg, Vladimir Freneda, destacou que o mercado se preocupa em investir cada vez mais na informação. “A comissão vê um constante amadurecimento do mercado nessa questão”, frisou. ●

EXPEDIENTE Publicação da Superintendência de Comunicação da CNseg Produção: Via Texto Projeto gráfico: Maraca Design

1o DIA 6 maio 2014

Jayme Garfinkel, observado por Solange Beatriz, fala na abertura oficial do evento...

Educação financeira: o pilar de proteção do consumidor ➜ A 4a Conferência de Proteção do Con-

Economista abordou o conceito de troca entre presente e futuro

O valor do amanhã ➜ Como se forma nossa

preferência através do tempo? Há duas possibilidades, numa via de mão dupla: abrir mão de algo no presente, para ter mais no futuro; ou abrir mão de algo no futuro, para ter uma satisfação imediata. Na palestra “O valor do amanhã”, o economista Eduardo Gianetti abordou o conceito de troca entre presente e futuro, afirmando que ao longo do tempo é natural a alternância entre uma situação e outra, para satisfazer desejos ou projetos pessoais. “O problema são os excessos”, afirmou. continua na página 2

sumidor de Seguros, aberta na manhã de ontem, no Hotel Caesar Business, em São Paulo, reuniu cerca de 300 participantes para discutir, durante dois dias, temas relevantes ao aprimoramento das relações entre segurados e empresas. A abertura do evento, que integra a agenda oficial da Semana Nacional de Educação Financeira, ficou a cargo do primeiro vice-presidente da CNseg, Jayme Brasil Garfinkel, que representou o presidente Marco Antonio Rossi; e da diretora-executiva da Confederação, Solange Beatriz Palheiro Mendes. Segundo Garfinkel, são objetivos permanentes da indústria de seguros a comunicação clara e a adoção de boas práticas com os consumidores. “Melhorar a relação com o público e aperfeiçoar a educação financeira são metas do nosso mercado”, ratificou. A contínua expansão do mercado a taxas superiores às registradas pela economia brasileira e os índices crescentes de satisfação dos clientes – constatados com a redução do número de reclamações – foram destacados por Garfinkel, que reafirmou a importância do setor de seguros ao lembrar que, anualmente, são pagos à sociedade, em indenizações, resgates e benefícios, cerca de R$ 150 bilhões. Para Solange Beatriz, o evento é um dos mais importantes fóruns promovidos pela CNseg e pela Escola Nacional de Seguros, e faz parte da programação da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), inciativa do Governo Federal, coordenada

...que contou com cerca de 300 participantes

pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF), do qual a Confederação faz parte como representante da sociedade civil. A diretora reforçou a importância da participação efetiva do setor nesta ação de âmbito nacional, para ajudar a implementar políticas sinérgicas sobre educação financeira, inclusão e proteção do consumidor e educação securitária. “A indústria de seguros abrange uma gama enorme de produtos e está cada vez mais consciente de que a educação financeira é o processo indispensável à proteção de seu consumidor”, assinalou. Participaram da cerimônia da abertura representantes das quatro Federações associadas à CNseg; o superintendente da Susep, Roberto Westenberger; o diretor-executivo da Escola Nacional de Seguros, Roberto Campos; e a secretária-geral da ANS, Carla de Figueiredo Soares, além de executivos do mercado e profissionais ligados a órgãos de defesa do consumidor. ●


1o DIA 6 maio 2014

O desafio de regulamentar e proteger

➜ Mudar o foco da Susep, que tem uma postura policialesca e não visa ao desenvolvimento do mercado, faz parte dos planos do superintendente do órgão regulador, Roberto Westenberger. “A máquina emperrada pelo processo democrático muitas vezes atrasa o timing do lançamento de novos produtos. Isso será corrigido, vamos induzir o crescimento”, disse ele, durante o primeiro painel do dia, que discutiu a “Transversalidade das Políticas Públicas de Proteção ao Consumidor de Seguros” e contou com a participação de Carla de Figueiredo Soares, secretária-geral da ANS, que regula o segmento de Saúde Suplementar. Westemberger defendeu também a internacionalização da Susep que, segundo ele, tem foco centrado apenas no Brasil, deixando de se beneficiar de novos processos

Consumir agora ou no futuro? ➜ O emaranhado universo

das escolhas de compras dos consumidores em relação ao tempo (trocas intertemporais) foi o tema abordado pelo economista Eduardo Gianetti, na pales-

e financiamentos disponíveis no exterior; e o equilíbrio entre os principais players do mercado, de modo a atender os interesses do consumidor, das seguradoras e dos corretores. “Obviamente isso vai depender dos investimentos em modernização, inovação e capacitação, tanto dos nossos empregados como dos consumidores, por meio dos programas de educação financeira”, acrescentou. Os avanços já obtidos e os desafios futuros da ANS para consolidar o equilíbrio das relações entre consumidores, empresas privadas e órgãos reguladores foram destacados por Carla Soares. “O foco da ANS está em promover o interesse público e regular as operações, levando em conta todos os atores e garantindo o equilíbrio do setor”, disse. Mediadora do debate, a

tra “O valor do amanhã”. Ele buscou ampliar o entendimento das motivações dos consumidores entre assumir, diante da vida, uma postura credora (pagar no presente para ter benefício no futuro) ou devedora (consumir no presente e pagar no futuro). Segundo ele, as duas opções fazem sentido diante de situações diversas. “O perigo são os excessos”, advertiu.

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1o DIA 6 maio 2014

PAINEL 2

PAINEL 1

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Da esq./dir.: Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi), Solange Beatriz Palheiro Mendes (CNseg), Carla Soares (ANS) e Roberto Westenberger (Susep)

Órgãos que regulam o mercado, Susep e ANS defendem o equilíbrio das relações entre empresas e consumidores.

Eduardo Gianetti analisou as escolhas de compras dos consumidores

diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz, afirmou que é dever dos órgãos reguladores desenvolver o mercado, ressaltando, no entanto, que o excesso de regulamentação inibe os negócios. “Cabe ao regulador criar estímulos para o crescimento, mas não é uma tarefa fácil regular o segmento de saúde, que conta com mais de 50 milhões de participantes”, avaliou. O presidente da FenaPrevi,

Osvaldo do Nascimento, defendeu regras estáveis de longo prazo e padronização de produtos. “O VGBL e o PGBL são produtos padronizados, mudam apenas as taxas de administração. Mesmo assim, o cliente tem direito à portabilidade, sem qualquer ônus”, ressaltou. Ele chamou a atenção para o crescimento das reservas do mercado de Previdência Privada, que eram de R$ 3 bilhões, em 2003, e chegaram a R$ 370 bilhões no ano passado. ●

Num paralelo com a realidade brasileira, Gianetti lembrou que o País é hoje um dos maiores mercados de energéticos, ao passo que é o 17º no ranking mundial de seguros. Ele citou uma pesquisa feita com crianças, mostrando que a decisão da compra imediata ou postergada tem vinculação com o ambiente familiar e pode mudar de acordo com o tempo. Nas crianças mais

Boas práticas de vendas nas redes de varejo

➜ O painel “Boas práticas para a venda de seguros em organizações varejistas” reuniu o prof. de Direito Constitucional da PUC-SP Marcelo Sodré; o diretor-executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes; o vice-presidente de Operações da Livraria Saraiva, Pierre Berenstein; o presidente da Comissão de Relações de Consumo da CNseg, Vladimir Freneda; e o diretor da BB Mapfre, Bento Zanzini, moderador. O dirigente do Procon lembrou que, embora não esteja no topo das queixas

dos consumidores, as reclamações contra seguradoras avançaram nos últimos três anos. “É uma sinalização de que os problemas estão crescendo”, afirmou ele. Vladimir Freneda destacou que o mercado está empenhado em corrigir eventuais falhas e que as novas normas fixadas pelas Susep têm justamente este propósito. Entre os desafios, ele citou: necessidade de se desenhar produtos mais adequados aos anseios do público emergente; simplicidade na comunicação e entendimento das condições dos

seguros ofertados; agilidade no pagamento dos sinistros; e ações em prol da educação financeira. “É preciso consolidar esta etapa criada pelos novos regulamentos”. Já o representante da Saraiva relatou a experiência bem-sucedida da empresa na venda de seguros (contra roubo e furto e garantia estendida), e o prof. Marcelo Sodré listou alguns cuidados que devem ser adotados para atender melhor o consumidor, como, por exemplo, educá-lo antes de cobrar seus deveres. ● Debatedores do painel: Marcelo Sodré (PUC-SP), Paulo Góes (Procon-SP), Bento Zanzini (BB Mapfre), Vladimir Freneda (CNseg) e Pierre Berenstein (Saraiva)

Uma pesquisa com crianças mostrou que a decisão da compra imediata ou não está ligada ao ambiente familiar e pode mudar com o tempo.

jovens e com famílias desestruturadas, a preferência pela compra imediata é preponderante; ao passo que, naquelas mais estruturadas, as crianças podem aceitar adiar a compra, em troca de recompensas futuras. O experimento envolveu a oferta de um ou dois chocolates. As crianças de 4 a 12 anos eram colocadas perante uma barra de chocolate e precisavam supor-

tar o desejo de devorá-la. Aquelas que suportassem a espera de 20 minutos levavam duas barras, as que não, apenas uma. A pesquisa acompanhou as crianças durante anos e comprovou que as que conseguiram aguardar para ter direito ao prêmio em dobro foram mais bem-sucedidas na vida, ao passo que as impacientes tinham mais desajustes.●


1o DIA 6 maio 2014

O desafio de regulamentar e proteger

➜ Mudar o foco da Susep, que tem uma postura policialesca e não visa ao desenvolvimento do mercado, faz parte dos planos do superintendente do órgão regulador, Roberto Westenberger. “A máquina emperrada pelo processo democrático muitas vezes atrasa o timing do lançamento de novos produtos. Isso será corrigido, vamos induzir o crescimento”, disse ele, durante o primeiro painel do dia, que discutiu a “Transversalidade das Políticas Públicas de Proteção ao Consumidor de Seguros” e contou com a participação de Carla de Figueiredo Soares, secretária-geral da ANS, que regula o segmento de Saúde Suplementar. Westemberger defendeu também a internacionalização da Susep que, segundo ele, tem foco centrado apenas no Brasil, deixando de se beneficiar de novos processos

Consumir agora ou no futuro? ➜ O emaranhado universo

das escolhas de compras dos consumidores em relação ao tempo (trocas intertemporais) foi o tema abordado pelo economista Eduardo Gianetti, na pales-

e financiamentos disponíveis no exterior; e o equilíbrio entre os principais players do mercado, de modo a atender os interesses do consumidor, das seguradoras e dos corretores. “Obviamente isso vai depender dos investimentos em modernização, inovação e capacitação, tanto dos nossos empregados como dos consumidores, por meio dos programas de educação financeira”, acrescentou. Os avanços já obtidos e os desafios futuros da ANS para consolidar o equilíbrio das relações entre consumidores, empresas privadas e órgãos reguladores foram destacados por Carla Soares. “O foco da ANS está em promover o interesse público e regular as operações, levando em conta todos os atores e garantindo o equilíbrio do setor”, disse. Mediadora do debate, a

tra “O valor do amanhã”. Ele buscou ampliar o entendimento das motivações dos consumidores entre assumir, diante da vida, uma postura credora (pagar no presente para ter benefício no futuro) ou devedora (consumir no presente e pagar no futuro). Segundo ele, as duas opções fazem sentido diante de situações diversas. “O perigo são os excessos”, advertiu.

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Da esq./dir.: Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi), Solange Beatriz Palheiro Mendes (CNseg), Carla Soares (ANS) e Roberto Westenberger (Susep)

Órgãos que regulam o mercado, Susep e ANS defendem o equilíbrio das relações entre empresas e consumidores.

Eduardo Gianetti analisou as escolhas de compras dos consumidores

diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz, afirmou que é dever dos órgãos reguladores desenvolver o mercado, ressaltando, no entanto, que o excesso de regulamentação inibe os negócios. “Cabe ao regulador criar estímulos para o crescimento, mas não é uma tarefa fácil regular o segmento de saúde, que conta com mais de 50 milhões de participantes”, avaliou. O presidente da FenaPrevi,

Osvaldo do Nascimento, defendeu regras estáveis de longo prazo e padronização de produtos. “O VGBL e o PGBL são produtos padronizados, mudam apenas as taxas de administração. Mesmo assim, o cliente tem direito à portabilidade, sem qualquer ônus”, ressaltou. Ele chamou a atenção para o crescimento das reservas do mercado de Previdência Privada, que eram de R$ 3 bilhões, em 2003, e chegaram a R$ 370 bilhões no ano passado. ●

Num paralelo com a realidade brasileira, Gianetti lembrou que o País é hoje um dos maiores mercados de energéticos, ao passo que é o 17º no ranking mundial de seguros. Ele citou uma pesquisa feita com crianças, mostrando que a decisão da compra imediata ou postergada tem vinculação com o ambiente familiar e pode mudar de acordo com o tempo. Nas crianças mais

Boas práticas de vendas nas redes de varejo

➜ O painel “Boas práticas para a venda de seguros em organizações varejistas” reuniu o prof. de Direito Constitucional da PUC-SP Marcelo Sodré; o diretor-executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes; o vice-presidente de Operações da Livraria Saraiva, Pierre Berenstein; o presidente da Comissão de Relações de Consumo da CNseg, Vladimir Freneda; e o diretor da BB Mapfre, Bento Zanzini, moderador. O dirigente do Procon lembrou que, embora não esteja no topo das queixas

dos consumidores, as reclamações contra seguradoras avançaram nos últimos três anos. “É uma sinalização de que os problemas estão crescendo”, afirmou ele. Vladimir Freneda destacou que o mercado está empenhado em corrigir eventuais falhas e que as novas normas fixadas pelas Susep têm justamente este propósito. Entre os desafios, ele citou: necessidade de se desenhar produtos mais adequados aos anseios do público emergente; simplicidade na comunicação e entendimento das condições dos

seguros ofertados; agilidade no pagamento dos sinistros; e ações em prol da educação financeira. “É preciso consolidar esta etapa criada pelos novos regulamentos”. Já o representante da Saraiva relatou a experiência bem-sucedida da empresa na venda de seguros (contra roubo e furto e garantia estendida), e o prof. Marcelo Sodré listou alguns cuidados que devem ser adotados para atender melhor o consumidor, como, por exemplo, educá-lo antes de cobrar seus deveres. ● Debatedores do painel: Marcelo Sodré (PUC-SP), Paulo Góes (Procon-SP), Bento Zanzini (BB Mapfre), Vladimir Freneda (CNseg) e Pierre Berenstein (Saraiva)

Uma pesquisa com crianças mostrou que a decisão da compra imediata ou não está ligada ao ambiente familiar e pode mudar com o tempo.

jovens e com famílias desestruturadas, a preferência pela compra imediata é preponderante; ao passo que, naquelas mais estruturadas, as crianças podem aceitar adiar a compra, em troca de recompensas futuras. O experimento envolveu a oferta de um ou dois chocolates. As crianças de 4 a 12 anos eram colocadas perante uma barra de chocolate e precisavam supor-

tar o desejo de devorá-la. Aquelas que suportassem a espera de 20 minutos levavam duas barras, as que não, apenas uma. A pesquisa acompanhou as crianças durante anos e comprovou que as que conseguiram aguardar para ter direito ao prêmio em dobro foram mais bem-sucedidas na vida, ao passo que as impacientes tinham mais desajustes.●


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A educação financeira agrega valor à sociedade

➜ Somente um mercado que educa financeiramente seus parceiros e clientes cresce e agrega valor à sociedade. Essa foi a conclusão do painel “Iniciativas de Educação Financeira – o que é seguro, para que serve, qual o valor para o segurado”, moderado pelo presidente da FenaCap, Marco Barros. A diretora de produtos da Icatu, Aura Rebelo Fioretti, disse que pesquisas mostram que é preciso construir algo que não seja chato nem difícil,

características citadas pelos participantes dos estudos. “Ficou claro que a educação financeira tem de ser direcionada a todas as camadas da sociedade”, afirmou. A simplicidade é o caminho do sucesso para a educação financeira, na avaliação de Olinda Campos, gerente de Comunicação e Marketing da Brasilcap. “Criamos muitas alternativas no portal e a que mais nos orgulha é ter clientes premiados para contar sua experiência de poupar e

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Ingo Dietz (Allianz), Olinda Campos (Brasilcap), Marco Barros (FenaCap), Aura Fioretti (Icatu) e Alfredo Lalia (HSBC)

Práticas com foco em seguros

➜ Vender seguro exige investi-

mento em educação financeira para todos os envolvidos no processo, segundo experiências compartilhadas no painel “Lições e práticas internacionais de educação financeira com foco em seguros”. Auri Carrasco Eléspuru, gerente da La Positiva Seguros Generales, falou sobre a experiência de implantação

do microsseguro na operação da seguradora peruana. “Vender seguro para pessoas não bancarizadas é algo desafiador”, opinou. Bárbara Magnoni, presidente da EA Consultants, mostrou dados de pesquisas realizadas nas Filipinas e no Brasil, com resultados comuns: é preciso investir na oferta de produtos, pois os clientes conheciam muito pouco sobre seguro, mesmo aqueles que adquiriram apólices embutidas em crédito. Paulo Marraccini, presidente da FenSeg e moderador do painel, explicou sobre um

realizar sonhos com os títulos de capitalização”. Para Alfredo Lalia, CEO da HSBC Seguros, as iniciativas devem detectar o que as pessoas esperam do futuro quando o tema é previdência. Um dos projetos do banco, disse ele, é a pesquisa sobre aposentadoria feita em vários países, que está na sétima edição. “Os resultados ajudam a criar ações mais efetivas na oferta de produtos e serviços”, pontuou. A experiência da Allianz com a educação de jovens foi mostrada pelo diretor Igor Dietz. A iniciativa “My Finance Coach” visa educá-los sobre o orçamento financeiro necessário para realizar sonhos. “Eles são treinados por nossas colaboradoras e o projeto chega agora ao Brasil”. Marco Barros ressaltou a importância da educação financeira para se criar um mercado forte. “A educação é o que liberta e esclarece a população, e garante mais qualidade de vida à sociedade. Escolhas bem feitas criam um mercado forte”. ●

Bárbara Magnoni (EA Consultants), Paulo Marraccini (FenSeg) e Auri Eléspuru (La Positiva Seguros Generales)

antigo projeto, Educar para Proteger, criado em parceria com o Sincor-SP. “É um projeto que precisa ser retomado pela diretoria do Sindicato para que a educação financeira com foco em seguros seja levada às escolas”, sugeriu.●

Silas Rivelle, Solange Beatriz e Vladimir Freneda conversam com jornalistas

Confiança nas Ouvidorias ➜ Os consumidores dão

mostras de que confiam nos serviços prestados pelas ouvidorias das seguradoras. Em 2013, segundo a nova edição do Relatório de Ouvidorias da CNseg, foram 66.623 atendimentos ou uma média diária de 180 registros, 44% a mais que no ano anterior. “Esse crescimento demonstra que o consumidor confia na solução oferecida pelas ouvidorias. É também um fator de educação do público”, afirmou o presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg, Silas Rivelle, na coletiva de imprensa. Segundo a diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz, outro aspecto positivo dessa opção do consumidor pelas ouvidorias se reflete na Justiça. “Grande parte dessas questões pode ser resolvida consensualmente, através das ouvidorias. Isso desafoga a Justiça, que está repleta de processos”, salientou. Já o presidente da Comissão de Relações de Consumo da CNseg, Vladimir Freneda, destacou que o mercado se preocupa em investir cada vez mais na informação. “A comissão vê um constante amadurecimento do mercado nessa questão”, frisou. ●

EXPEDIENTE Publicação da Superintendência de Comunicação da CNseg Produção: Via Texto Projeto gráfico: Maraca Design

1o DIA 6 maio 2014

Jayme Garfinkel, observado por Solange Beatriz, fala na abertura oficial do evento...

Educação financeira: o pilar de proteção do consumidor ➜ A 4a Conferência de Proteção do Con-

Economista abordou o conceito de troca entre presente e futuro

O valor do amanhã ➜ Como se forma nossa

preferência através do tempo? Há duas possibilidades, numa via de mão dupla: abrir mão de algo no presente, para ter mais no futuro; ou abrir mão de algo no futuro, para ter uma satisfação imediata. Na palestra “O valor do amanhã”, o economista Eduardo Gianetti abordou o conceito de troca entre presente e futuro, afirmando que ao longo do tempo é natural a alternância entre uma situação e outra, para satisfazer desejos ou projetos pessoais. “O problema são os excessos”, afirmou. continua na página 2

sumidor de Seguros, aberta na manhã de ontem, no Hotel Caesar Business, em São Paulo, reuniu cerca de 300 participantes para discutir, durante dois dias, temas relevantes ao aprimoramento das relações entre segurados e empresas. A abertura do evento, que integra a agenda oficial da Semana Nacional de Educação Financeira, ficou a cargo do primeiro vice-presidente da CNseg, Jayme Brasil Garfinkel, que representou o presidente Marco Antonio Rossi; e da diretora-executiva da Confederação, Solange Beatriz Palheiro Mendes. Segundo Garfinkel, são objetivos permanentes da indústria de seguros a comunicação clara e a adoção de boas práticas com os consumidores. “Melhorar a relação com o público e aperfeiçoar a educação financeira são metas do nosso mercado”, ratificou. A contínua expansão do mercado a taxas superiores às registradas pela economia brasileira e os índices crescentes de satisfação dos clientes – constatados com a redução do número de reclamações – foram destacados por Garfinkel, que reafirmou a importância do setor de seguros ao lembrar que, anualmente, são pagos à sociedade, em indenizações, resgates e benefícios, cerca de R$ 150 bilhões. Para Solange Beatriz, o evento é um dos mais importantes fóruns promovidos pela CNseg e pela Escola Nacional de Seguros, e faz parte da programação da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), inciativa do Governo Federal, coordenada

...que contou com cerca de 300 participantes

pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF), do qual a Confederação faz parte como representante da sociedade civil. A diretora reforçou a importância da participação efetiva do setor nesta ação de âmbito nacional, para ajudar a implementar políticas sinérgicas sobre educação financeira, inclusão e proteção do consumidor e educação securitária. “A indústria de seguros abrange uma gama enorme de produtos e está cada vez mais consciente de que a educação financeira é o processo indispensável à proteção de seu consumidor”, assinalou. Participaram da cerimônia da abertura representantes das quatro Federações associadas à CNseg; o superintendente da Susep, Roberto Westenberger; o diretor-executivo da Escola Nacional de Seguros, Roberto Campos; e a secretária-geral da ANS, Carla de Figueiredo Soares, além de executivos do mercado e profissionais ligados a órgãos de defesa do consumidor. ●


Newsletter 4ª Conf - 1º DIA - 6 maio 2014