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Jornal

da Graduação Ano III - Número 6 - Julho - Agosto / 2013

Matrícula para o segundo semestre movimenta a Rural

Feira Grátis da Gratidão chega à Rural e reúne alunos, professores e técnicos

Ginástica laboral agita a Rural e promove qualidade de vida aos funcionários


Em Trânsito

Mobilidade

De Tocantins para Minas Gerais

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osso país impressiona por suas dimensões continentais. Dono de uma área que abrigaria tantos outros países, o Brasil possui diversas Universidades e pólos produtores de conhecimento científico. Nesse eixo de conhecimentos propostos pelas diversas Instituições de Ensino Superior, um aluno que possa transitar para além da cidade ou estado onde estuda acaba conhecendo novas e diversas práticas culturais e acadêmicas. O estudante do oitavo período de Agronomia, Jailson Silva Sousa, é natural de São Miguel, cidade situada no estado de Tocantins.

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Foto:Mariana Ribeiro

Com o foco voltado para uma futura pós-graduação, o discente acredita na mobilidade como oportunidade para primeiros contatos com a instituição de destino, que tem nome de peso na sua área. Jailson partiu no dia 10 de

Por Lucas Lacerda Aluno do 5º período de Jornalismo

maio para a Universidade Federal de Viçosa, que fica no Estado de Minas Gerais, para cursar 5 meses na Graduação. Um dos atrativos apontados foi a boa estrutura da Instituição atividades em práticas. De acordo com o estudante, há uma tendência no campo de trabalho para os agrônomos: uma vertente é o trabalho de fato, lidando diretamente com empresas e o mercado. A outra se encontra na pesquisa e nos diversos níveis de pós-graduação. Sobre a questão de ementas diferenciadas e pré-requisitos, a assistência dos setores de mobilidade foi vital para a inscrição do aluno em algumas disciplinas. Ele partiu animado e já em contato com os estudantes da Universidade de Viçosa, adicionando mais um lugar à sua trajetória na Graduação. Jailson Silva Sousa, é natural de São Miguel, cidade situada no estado de Tocantins.

Expediente: Pró-reitora de Graduação: Lígia Machado / Pró-reitor Adjunto de Graduação: Leonardo de Gil Torres / Diretora do Departamento de Assuntos Acadêmicos e Registro Geral (DAARG): Marta Maria Figueiredo / Diretora da Divisão de Registros Acadêmicos: Marlene Sebastião da Cruz / Diretora da Divisão de Matrícula: Anazir Correa / Jornalista: Sabrina Dias / Estagiários: Lucas Lacerda, Mariana Ribeiro, Phelype Gonçalves e Victor Sena / Diagramação: Sabrina Dias e Victor Sena / Artes Gráficas: Vitor Apolinário / Foto da Capa: Lucas Lacerda / Rodovia BR 465, Km 7, antiga Rodovia Rio São Paulo, Sala 92 do Pavilhão Central da UFRRJ. Seropédica/RJ - 23897-000. Telefones para contato: 21 2682-1112 / 21 2681-4699 Telefax: 21 2682-2810. E-mail: comunicacao.prograd@gmail.com / Twitter: @prograd_UFRRJ / Facebook: facebook.com/PROGRAD.UFRRJ Blog: www. blogdagraduacao.blogspot.com


O projeto foi criado por Natalia Irena e Tamara Eller, duas alunas de Educação Física da Rural, que sentiram a necessidade de propor algo em que elas pudessem praticar e estagiar, já que no município não encontraram essa oportunidade. Desse modo, foi feita uma proposta ao professor do curso José Camilo Camões, que orientou o projeto e fez com que ele saísse do papel e fosse posto em prática. Para a ideia ser um sucesso entre os servidores, a equipe formada por alunas de educação física contou também com forte apoio da Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas (CODEP), que atua na Universidade justamente para o bem estar do profissional. As primeiras aulas aconteceram em novembro de 2010, feitos em dois setores que totalizavam apenas 11 integrantes,

Por Mariana Ribeiro Aluna do 3º período de Jornalismo

mas o projeto se expandiu e atingiu, no final de 2012, a marca de mais de 350 funcionários atendidos. Para atender a demanda que acabara de crescer, mais 6 alunas foram convocadas a integrar o grupo. – As aulas laborais tem uma aceitação forte e a frequência de alunos é bem grande – conta Natália Irena, uma das fundadoras do projeto que visa a qualidade de vida dos funcionários da Universidade, e que hoje já se encontra formada. O intuito das aulas é influenciar os servidores a terem uma vida saudável, ajudando o funcionamento adequado dos membros tanto inferiores quanto superiores. Os movimentos repetidos diariamente prejudicam o rendimento do profissional, tornando o trabalho cansativo e maçante. Na laboral, as estagiárias utilizam bambolês que ajudam em atividades como alongar a coluna e prevenir as dores indesejadas causadas por algum mau jeito futuro. Alongamento, auto massagem e atividades divertidas com dança também são fundamentais no projeto, pra descontrair e fazer com que os servidores saiam da rotina. Além de fazerem dinâmicas que descontraem e relaxam as tensões musculares causadas por algum tipo de estres-

O projeto de oferecer Laboral foi criado por Natalia Irena e Tamara Eller, duas alunas de Educação Física da Universidade Rural

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cenário mais propício para relaxar de um dia de trabalho não poderia ser outro, se não a linda e exuberante Universidade Rural. Nas manhãs e tardes, de segunda à quinta, são feitas as aulas laborais direcionadas aos servidores públicos da UFRRJ, que normalmente ficam de 8h às 17h curvados em frente a um monitor luminoso.

Por Dentro Rural

As laborais são minutos sagrados para descontrair e relaxar os servidores da UFRRJ, quebrando a rotina e mantendo a qualidade de vida

da

Um tempo para dar tempo


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Foto: Mariana Ribeiro As primeiras aulas do projeto de Laboral aconteceram em novembro de 2010. No fim de 2012, mais de 350 funcionários eram atendidos

se, eles socializam com outros servidores, que às vezes trabalham tão perto, mas não se comunicam ou não se conhecem.

Uma das estagiárias do projeto é Amanda Silva, estudantes do décimo período de Educação física. Ela acredita que a laboral já tenha livrado muitos funcionários de lesões possivelmente causadas pelo desconforto do dia a dia. Amanda já está na etapa final de sua graduação e pensa em trabalhar com coletivas e ainda cogita a possibilidade de ir para a área de educação infantil.

Foto: Mariana Ribeiro

– As meninas vão ao departamento chamar para a aula laboral. As aulas tiram do desconforto, e fazem a gente voltar bem mais leve para encarar mais um dia. Esse projeto é muito importante porque melhora o rendimento no trabalho, e melhora o convívio com os colegas, que às vezes nem conversamos direito – diz Tatiane Alves,

que trabalha no Departamento de Materiais, Serviços e Aquisições da UFRRJ (DMSA).

As aulas são um momento de descontração e interação com a natureza


Calouros se matricularam em cursos de graduação com entrada no segundo semestre de 2013

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Primeira etapa: matrícula!

Por Victor Sena Aluno do 5º período de Jornalismo

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urante a última semana do mês de junho, a primeira chamada das matrículas para o ingresso em 2013.2 movimentou o P1. Na Rural, 39 cursos tem entrada no segundo semestre letivo e ofereceram, incluindo todos os campi, 1510 vagas para a graduação em cursos como Relações Internacionais e Educação Física.

Kivia Silveiro, 18 anos, passou para Farmácia e está animada para que as aulas comecem logo. – Eu tô tranquila. Fiquei feliz em passar, era o que eu queria. Sei que vai ser um curso difícil, mas vou me dedicar – disse a caloura, que estudou o Ensino Médio no Colégio Técnico da Universidade Rural (Ctur) e mora em Seropédica.

Durante as matrículas, alguns pais acompanham os filhos. Ficam preocupados, perdidos com os calouros ao procurar a sala de Pró-reitoria de Graduação e, entre uma coisa e outra, tiram fotos no Prédio Principal. Acompanhando a filha Raiane Santos, 17, que passou para o curso de História, Silvania Santos foi uma das muitas mães orgulhosas que estavam ao lado dos filhos na matrícula do próximo semestre. – Desde pequena ela queria ser juíza, mas também gostava bastante de História. Foi a segunda vez que ela passou para uma universidade. Estou orgulhosa – declarou. A princípio, Raiane vai voltar para casa todos os dias porque mora relativamente perto: em Bangu, na Zona Oeste. – Eu fiz o Enem ano passado e não aguento mais ficar sem fazer nada. Estou muito ansiosa. Quero fazer novas amizades, quero estudar – disse Raiane, que não gostava de História até descobrir, através de uma amiga, que História não é decorar, é aprender.

– Senti orgulho. Fiquei muito feliz por ter passado para uma Federal. Estou um pouco nervosa, mas na hora que as aulas começarem passa – disse.

Satisfeita com o ingresso do filho em uma Universidade Federal, Margareth Santos é de Nova Iguaçu e acompanhou seu filho Lucas Santos na matrícula.

Futura estudante entrega os documentos para a funcionária da Pró-Reitoria de Graduação, Anazir Corrêa, conferir

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Foto:Victor Sena

De Mangaratiba, a futura estudante de Administração Pública, Tatiane Ferreira se surpreendeu ao saber que as aulas do segundo semestre começam apenas em outubro. Nesta sua primeira graduação, as expectativas são de conseguir concluir o curso.


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– Estou muito feliz, ainda mais porque ele passou para uma instituição federal, de renome. Tenho certeza que a a Rural vai abrir muitas portas para ele – disse Margareth. Lucas queria Engenharia Química, mas se matriculou em Engenharia Agrícola porque queria entrar logo na Rural e sua nota era suficiente apenas para esse curso.

Com uma graduação no currículo, de licenciatura em Educação Física, e já no mercado de trabalho, Weverton Gonçalves, 24 anos, decidiu tentar ingressar na Rural, no curso de Agronomia. De Juiz de Fora, ele trabalhava dando consultoria de saúde às empresas interessadas na qualidade de vida de seus funcionários.

De Volta Redonda (RJ), Thainara Leal estuda Química no campus da UFF em sua cidade, mas passou para Engenharia Química na Rural. – A Engenharia Química sempre foi o meu sonho. Em princípio, eu fiquei feliz ao passar para a Rural, mas era um sonho um pouco distante porque tem a questão financeira de ficar longe de casa – disse a caloura, que decidiu vir apesar das dificuldades. – Minha mãe ficou

Lucas Santos é um futuro aluno de Engenharia Agrícola

eufórica quando eu passei porque não tem pessoas de muito estudo na minha família. Thainara vai continuar a estudar na UFF até o fim do seu período para poder cortar disciplinas quando vier para a UFRRJ. – Vou terminar esse período de 2013-1 que estou fazendo lá para poder aproveitar três matérias aqui. A Rural vai me proporcionar muitas oportunidades. O curso de Engenharia Química tem tradição e é bom.

Foto:Victor Sena

– Eu queria mudar de área, eu estava desmotivado. Queria ir para outra coisa que eu me identificasse mais. Gosto da área de pesquisa. No curso de Agronomia daqui tem bastante. Desde pequeno sempre tive muito contato com a área rural – disse o futuro ruralino, que pretende morar no alojamento.

Foto:Victor Sena

– Até as aulas começarem eu não sei o que faço. Não sei se estudo ou descanso disse, brincando. – Eu espero bons professores, um ambiente agradável. Quero aprender coisas da vida, não só acadêmicas. Quero experimentar coisas novas.


Fala aí

aluno

Aluna leva o nome da Rural à Câmara dos Deputados Programa abre espaço para que universitários conheçam o dia a dia dos parlamentares

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ernanda Santos de Souza Ayres, aluna do 4º período do curso de administração pública da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), representou o Estado do Rio de Janeiro — onde nasceu — e sua instituição de ensino no “Programa Estágio-Visita de Curta Duração”, oferecido pela Câmara dos Deputados, em Brasília. O projeto, que teve início em 2003, ofertado a cada 30 dias — com exceção dos meses nos quais há recesso parlamentar e início de sessão legislativa — é aberto a universitários de todas as áreas de graduação e, segundo Fernanda, a alunos de pós-graduação. A estudante, que nunca tinha vivido algo parecido, descobriu a oportunidade navegando por sites na internet, até chegar ao endereço eletrônico da Câmara. E, de acordo com a ruralina, unir experiência teórica com o cotidiano foi o ponto essencial para querer se inscrever no estágio. — Eu me interessei porque já sou graduada em direito e faço administração pública por acreditar que são áreas que se complementam, além de vivenciar a prática bem no foco — contou. Para fazer parte, o interessado deve ser indicado por um deputado, que só pode fazer duas indicações por ano. Fernanda pegou a listagem das assessorias de cada parlamentar, no mesmo site que se inscreveu, e começou as ligações.

Por Phelype Gonçalves Aluno do 5º período de Jornalismo

Durante os dias no estágio, os universitário assistem à palestras ministradas por funcionários da casa e conhecem o funcionamento do legislativo, além de visitarem setores do local e de irem ao plenário. — Gostei de tudo, principalmente da visita que fiz ao Departamento de Comissões (o Decom) e de ter assistido à plenária presidida por Joaquim Barbosa (ministro e atual presidente do Supremo Tribunal Federal) — disse. Como representante do Rio de Janeiro e ruralina, a universitária disse que o programa contribuiu para ter um conhecimento mais prático do cotidiano parlamentar e de ter aguçado a necessidade de ela se inteirar mais sobre assuntos relativos às leis no país. — Fiquei muito orgulhosa de ser representante do meu estado e de levar o nome do meu lugar e o da UFRRJ pra fora do meu território. Além disso, pude ver de perto aquilo que conhecia somente através das mídias, o que despertou em mim o interesse de acompanhar mais os assuntos pertinentes ao Poder Legislativo — finalizou. Para quem se interessou pelo programa, o estágio ainda entrega certificado de participação no fim do evento. Para mais informações, acesse o site: http://www2.camara.leg.br/responsabilidade-social/edulegislativa/estagios/estagio-visita

— Liguei pra três assessorias. Uma me informou que o deputado que eu estava tentando não indica aluno nenhum. Fiquei chateada. Mas as outras duas aceitaram me indicar. Optei por uma delas. Tive muita sorte, a minha escolha trouxe uma pessoa muito simpática — revelou.

— A rotina era pesada: começava às 7h30, que era a hora que o ônibus passava pra pegar a gente no alojamento. Às 8h tomávamos o café. Toda alimentação (café, almoço e jantar) acontecia dentro da Câmara, nos restaurantes lá de dentro. E, às 8h30 começavam as atividades — contou Fernanda.

Fernanada com as companheiras de estágio em Brasília

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Os participantes convocados têm direito à alimentação e à hospedagem, concedidas pelo programa. A hospedagem é um convênio entre a Câmara e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Porém, o dia a dia dos selecionados — que ficam em Brasília cerca de uma semana — não é fácil.


Espaço do Aluno

Educação

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”1 Um epílogo do I Seminário de Ensino de História nas Redes de Formação da UFRJ 2 Por Eriknatan Clementino Medeiros3 e Aline Freitas4

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os professores serem indagados pelos educandos com a conhecida questão na ponta da língua: Porque eu tenho que aprender História? De fato a pergunta não é simples, e movimenta debates calorosos nos meios acadêmicos.

Participaram do evento Professores pesquisadores de ensino de História, graduandos envolvidos em projetos de pesquisa e extensão, pós-graduandos, professores do Ensino Superior, graduandos e os Professores regentes da Educação Básica. Acreditamos que os últimos foram os que mais se beneficiaram com o momento. Partimos desse espaço com algumas considerações que julgamos pertinentes, no sentido proposto pela sábia Cora Coralina.

O que se observa é um discurso reprodutivo, que começa muitas das vezes ainda no início da trajetória educacional chegando até o nível superior. Estes questionamentos não ocorrem somente no campo da história, não sendo ela a única a ter sua fundamental importância contestada. Isto ocorre em quase todos os campos do saber. O que deixa claro que, ainda hoje, é muito presente o ranço do descrédito e a pouca importância atribuída à educação, estigmas que foram surgindo devido à própria história da educação.

s estudantes do Curso de História da UFRRJ, Campus de Seropédica representaram a Universidade no I Seminário de Ensino de História nas Redes de Formação: impactos nas escolas públicas do Rio de Janeiro, que aconteceu do dia 4 a 6 de julho na Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Campus Praia Vermelha.

Observamos cada vez mais a necessidade da busca pelos educadores, no proposto pelo próprio Celso Antunes, de “outras estratégias de ensino”, para inovarem as suas aulas, e para que não sejam meramente expositivas. Nesse sentido, contribuindo para uma aprendizagem significativa5. Todavia, é ainda muito notável no ambiente escolar,

No entanto, muitos fatos no âmbito educacional, contribuem para a perpetuação desta concepção, entre eles, a falta de atividades que atribuam um significado real ao aprendizado proposto, com atividades práticas e contextualizada. Falta de incentivo ao prazer de aprender, de modo que os estudantes se sintam capazes, também uma conscientização de que o aprendizado nem sempre é prazeroso, mas necessário, e que assim também será na vida. Ainda que seus esforços não resultem no esperado, será sempre melhor do que não se esforçarem.

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Foto: Arquivo Pessoal

Contudo, nesse ensaio não pretendemos nos aprofundar em nenhuma questão, e sim, propor algumas reflexões explicitadas a partir da participação no Seminário em questão, no que concernem os desafios de ensinar para um público que em seu cotidiano está cercado de tecnologias, atividades interessantes e muitas informações, sua maior parte via internet. Dessa forma, julgando como inútil qualquer conhecimento que demande dedicação, como os construídos na Escola.

Da esquerda para a direita: Felipe Fazolino (9º período), Soraia Ramos (6º período), Fabiano Figueiredo (6º período), Tiago P. da Silva (3º período), Vanir Júnior (6º período/Membro do Diretório Acadêmico de História - Gestão Ágora), Eriknatan C. Medeiros (5º período), Rafael Oliveira (6º período/Membro do Diretório Acadêmico de História - Gestão Ágora), Marcelle Sestare (6º período), Rafael Santos (6º período), e Nathalia N. Bastos (6º período)

Para os profissionais da educação, fica cada vez mais difícil garantir que os estudantes assimilem os conteúdos trabalhados. O bombardeio de informações que lhes chegam e os diferentes meios pelos quais têm acesso, facilitam para que os educandos sintam uma constante necessidade de informações rápidas e novas, ainda que na maioria das vezes seus conteúdos sejam pouco úteis ou mesmo duvidosos, não sendo muitas das vezes questionados ou analisados criticamente. Leia o texto na íntegra em: http://blogdagraduacao.blogspot.com.br/2013/07/um-epilogo-do-i-seminario-de-ensino-de.html


Feira Grátis da Gratidão conquista espaço na UFRRJ e promove a integração

Giro Pela Rural

Valor máximo para preços abaixo de zero

Por Phelype Gonçalves Aluno do 5º período de Jornalismo

ponsável por trazer a ideia para a UFRRJ, e se diz maníaco pela feira. Chegandoi a realizar uma edição por mê. A primeira vez que ocorreu no Estado foi no Parque Guinle, em Laranjeiras, e recebeu cerca de 10 pessoas. Os encontros são sempre marcados pela internet, no Facebook. Nessa estreia, compareceram muito menos indivíduos do que os confirmados no evento na rede social. Depois da experiência primitiva, o movimento foi ganhando adeptos e colhendo pensamentos com as mesmas ideologias da feira. De lá pra cá já são mais de 40 edições realizadas em vários lugares e está sempre em expansão. De acordo com o universitário, geralmente confundem a Feira Grátis da Gratidão com a Feira de Troca, e não é. A primeira é dar por dar, sem querer nada em troca; é livre. Esse é o propósito, e não há líderes. Todos podem aproveitar a ideia e realizar o evento em qualquer lugar. Foto: Phelype Gonçalves

Desmitificando a primeira vez Com o maior horário já realizado — oito horas —, a UFRRJ cedeu espaço à Feira Grátis da Gratidão e conheceu todos os benefícios que ela pode trazer, no último dia 7 de agosto. Para o responsável por trazer a ideia para a comunidade ruralina, Matheus Sousa, o evento tinha que ser harmônico para os presentes.

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Feira Grátis da Gratidão é uma proposta parecida com as “Gratiferias” — feiras realizadas em Buenos Aires, na Argentina, que estimulam as pessoas a fazerem doações de quaisquer materiais, e levar, caso queiram, algum outro item para si próprio —, porém, além de incorporar esse conceito, não se limita a objetos ou somente coisas materiais. Trazida para o Rio de Janeiro por Francisco Ottani, massoterapeuta, após uma viagem à Argentina, a Feira grátis da Gratidão é um evento que recebe todos os tipos de público, de idades e pensamentos diversos. O objetivo é fazer diferentes pessoas interagirem entre si, incitar o desapego material e criar a percepção de verdadeira utilidade de tudo o que há no mundo. Frutos da árvore Amizade Matheus Sousa, aluno do primeiro período de Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), amigo de Ottani, é um apaixonado pela feira. Acostumado com a rotina da interação e do movimento realizado em diversos lugares no Estado do Rio, é o res-

De acordo com Alexandre Martins Vianna, professor do Departamento de História da UFRRJ, que já tinha ouvido falar de outras edições fora da Rural, a feira é muito positiva e é algo totalmente novo dentro do campus. — É minha primeira experiência em uma. Recomendo e acho que poderia, inclusive, ser algo que saísse de dentro da Instituição para fora, paro o município de Seropédica. Além disso, a iniciativa é de um aluno recém-ingresso na UFRRJ. É um movimento que nos faz perceber a importância das redes sociais como algo positivo, no sentido de unificar e propagar boas ideias — disse o docente ao saber que a organização da feira sempre é feita por eventos criados no Facebook. Leia a matéria na íntegra em: http://blogdagraduacao. blogspot.com.br/2013/08/valor-maximo-para-precos-abaixo-de-zero.html

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Alunos interagem durante a Feira Grátis organizada na UFRRJ

— Quis que as pessoas entendessem a causa, que se integrassem, se conhecessem, se relacionassem, pois foi um momento que todos estiveram voltados para os mesmos propósitos — revelou o estudante que pretendia fazer as pessoas enxergarem o que é ou não necessário pra elas. — Não tem porque alguém ter dois livros repetidos, como aconteceu comigo. Era ver e perceber o que é ou não essencial, e só — finalizou.


Giro Pela Rural

Rural realiza sua IV Semana de Letras no IM Por Mariana Ribeiro Aluno do 3º período de Jornalismo

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Foto: Mariana Ribeiro

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Existem novas tecnologias como: facebook, twitter, youtube, blogger entre outras, e se os alunos tão a maior parte do tempo utilizando esses recursos, nada melhor do que o professor migrar para eles também, a fim de haver uma aproximação. Os novos leitores, que já nasceram no mundo das redes, são mais flexíveis, empreendedores, criativos, e possuem grande aceitabilidade com o novo. E se há um novo leitor deve-se também ter um novo educador!

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Instituto Multidisciplinar realizou entre os dias 15 e 19 de julho, a IV Semana do curso de Letras. Em cada dia do evento foram ministradas duas palestras, que foram proferidas por cinco professores convidados de Instituições do Rio de Janeiro e a professora Patrícia Fuentes-Lima da Universidade da Carolina do Norte- Chapel Hill, que articulou duas palestras nos dias 15 e 16. A professora trabalha com o ensino da Língua Portuguesa para estrangeiros em Chapel Hill e tratou do modo de ensinar Português para estadunidenses, mostrando a visão do estrangeiro em relação a nossa identidade e nossa a cultura. O evento em si foi feito com intuito de tratar o uso da tecnologia no ensino das Línguas e tentar compreender se realmente essa parceria contribui ou prejudica o ensino na hora de trabalhar questões de linguagem e cultura. Na quinta (18), a palestrante Patrícia Góes, Graduada e Pós-Graduada em Língua Portuguesa e Literatura pela UERJ, é professora de Língua Portuguesa e Literatura na Rede Estadual do Rio de Janeiro e membro da Equipe de Leitura da Secretaria de Educação de Duque de Caxias.

A palestrante falou sobre tecnologia na leitura e na literatura, onde apontou mecanismos tecnológicos que podem ser inseridos nas salas de aula, dando exemplos como o site book trailer que mostra os últimos lançamentos literários por meio de uma apresentação em filme que produz um interesse maior na hora de escolher um livro para leitura. Os alunos de hoje fazem mais de uma coisa ao mesmo tempo, e isso faz com que essa nova geração seja mais sem paciência e mais inserida no meio tecnológico, o que impulsiona a escola a adequar seu método de ensino, se adaptando aos “novos” alunos da era tecnológica.

A existência de um novo leitor força o surgimento dessas tecnologias que requerem menos esforço e são bem mais ágeis. Transportar dez livros seria bem pesado e volumoso, mas com os avanços tecnológicos, dentro de um objeto leve, é possível carregar todos eles. Hoje o que importa é a quantidade e diversidade de fontes e não a qualidade do texto que se lê. Patrícia levantou os conflitos do livro com o computador, e levantou questões para reflexão, que ainda não possuem uma resposta como: Será que os livros vão acabar? Será que com os avanços tecnológicos vamos começar a ler mais? A educadora deixou uma frase de Bill Gates, a fim de mostrar que até um dos pioneiros na revolução do computador pessoal sabia o valor de um livro. “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.” - Bill Gates “Espero que a partir das minhas experiências, que foram passadas hoje aqui, vocês possam colocar em prática o uso da leitura em sala de aula, e que sejam, antes de tudo, educadores apaixonados pela leitura”- despediu-se Patrícia Góes. Leia a matéria na íntegra em: www. http://blogdagraduacao.blogspot.com.br/2013/07/rural-realiza-sua-iv-semana-de-letras.html

Jornal graduacao julho agosto 2013  

Veículo direcionado aos alunos de graduação da UFRRJ

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