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RESGATE HISTÓRICO - O que o Bom Senso e a democracia corintiana tem em comum ● PÁGINA 6

EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL-LABORATÓRIO DO CURSO DE JORNALISMO DA UFV ● ANO 11 ● FEVEREIRO DE 2014

“COPA DEIXARÁ UM LEGADO MUITO INTERESSANTE PARA O PAÍS” Professor Próspero Paoli, em entrevista ao OutrOlhar, analisa Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e esportes em Viçosa ● PÁGINAS 4 E 5

Fotografia Felipe Pacheco Foto Divulgação

Reprodução Facebook

Foto Divulgação

LUVE REPRESENTA A UFV NOS ESPORTES Saiba um pouco da história da atlética e seus planos para 2014 ● p.4 e 5

DE VIÇOSA PARA TODO O BRASIL Profissionais formados na cidade ganham espaço em grandes clubes ● p.7

ATLETAS BONS DE MIRA Clube de Tiro de Viçosa é campeão mineiro e já treina pensando no nacional ● p.3


OUTROLHAR ESPORTES FEVEREIRO DE 2014

AO LEITOR “A taça do mundo é nossa. Com brasileiros não há quem possa. Êh eta esquadrão de ouro. É bom no samba, é bom no couro.” A música de Wagner Maugeri, Maugeri Sobrinho, Vitor Dagô e Lauro Müller, gravada pelo conjunto “Titulares do Ritmo” em 1958, por ocasião da Copa do Mundo na Suécia, se interpretada com outros olhos, condiz um pouco com a realidade da competição programada

para acontecer este ano no Brasil. Tal canção, à época, tinha o objetivo de enaltecer o scratch canarinho que era uma das melhores equipes de futebol do mundo. No entanto, a sua segunda frase Com brasileiros não há quem possa pode ser interpretada pela “esperteza” de nossos governantes, com relação à queda de braços e diferenças instauradas entre o povo brasileiro, a

FIFA (entidade maior do futebol mundial responsável pela Copa) e o Governo Federal. Ao trazer a competição para o nosso país, os governantes se comprometeram a realizar obras que trariam um legado e progressos para a sociedade. Pelo menos, nos locais escolhidos como sede dos jogos. Paralelamente, houve um comprometimento de que não seria gasto um só centavo do dinheiro público nas referidas obras, uma vez que tudo seria financiado com a iniciativa privada.

por Lucas Gandra

suas atividades. Porém, ainda em algumas situações parece haver resquícios deste pensamento pequeno ao mundo das lutas. Após o segundo combate entre Chris Weidman e Anderson Silva, o deputado federal José Mentor (PT-SP), autor de um projeto de lei que proíbe a transmissão do esporte, seja em TV aberta ou fechada, disse que “MMA não é esporte”. Isso por considerar as imagens da lesão do atleta brasileiro forte demais. Sim, é uma imagem forte. Mas não é algo que se vê todo dia. Principalmente no MMA profissional. Essas lesões graves, contusões que resultam na quebra de algum osso, também são recorrentes no futebol. Talvez, tanto quanto. Além disso, não se fala nas outras modalidades de lutas tão prejudicais a saú-

de do atleta quanto o MMA. Exemplo disso é o boxe. De acordo com um levantamento publicado no Journal of Combative Sport, mídia especializada na categoria, mais de 1.250 óbitos foram registados desde 1741. E a estimativa é que esse número seja ainda maior. Isso porque o MMA permite que a luta seja vencida de diferentes maneiras, no boxe, o nocaute é a única maneira de se vencer sem que haja interferência dos juízes. E os golpes são predominantemente na cabeça. Outro ponto é o respeito. Os lutadores profissionais sabem como é penoso e desgastante o treino. Antes de uma luta, são cerca de três meses, às vezes mais, se dedicando a preparação para o combate. Todos entram no octógono cientes e preparados para enfrentar qualquer adversidade e assim, respei-

Em suma, nada disso aconteceu. O orçamento de gastos previstos já triplicou, a grande maioria das obras prometidas com vistas ao transporte urbano (integração de trânsito, metrô e aeroportos) não saíram e nem vão sair do papel, assim como a modernização dos aeroportos, a inauguração do trem bala entre São Paulo e Rio. Enfim, tudo o que foi prometido para se trazer a Copa do Mundo para o Brasil vai ficar somente no campo das promessas. Com brasileiros não há quem possa.

tando o seu oponente. No fim do ano passado uma imagem me comoveu. A luta entre os pesos-pesados Antônio “Bigfoot” Silva, o Pezão, e o neozelandês, Mark Hunt, durou cinco rounds. Foi uma luta épica. E após o termino do combate, 25 minutos de trocação, muitos golpes desferidos em um e outro, os dois lutadores se abraçaram e o brasileiro, um atleta de 120 quilos agradeceu ao seu oponente por lhe proporcionar aquela luta magnífica e, então, algumas lágrimas brotaram em seus olhos. Mostrando o lado bem humano do lutador. Na cidade de Viçosa, em novembro de 2013, a Câmara Municipal dos Vereadores teve uma iniciativa estimável ao conceder uma honraria ao lutador viçosense de MMA, Wagner Silva. É o reconhecimento, mais que do atleta, do esporte em si.

Na presente edição do jornal OutrOlhar, você leitor, poderá desfrutar de temas como este e outros relativos ao esporte nacional. Além disso, abordamos ainda variadas modalidades em nível nacional, regional e local. Tudo fruto das pesquisas, dos estudos e da aplicação do conteúdo da disciplina Jornalismo Esportivo, do Curso de Jornalismo da UFV, durante o semestre que ora se encerra. Um boa leitura. Joaquim Sucena Lannes

QUEM LUTA, NÃO BRIGA

Durante muito tempo associado à marginalidade, a ser um esporte praticado por bandidos e brigadores de rua, o MMA, felizmente, tem dissipado um pouco desta visão. E os valores que norteiam a vida de um verdadeiro lutador, como a disciplina, organização, compromisso e, acima de tudo, o respeito, se sobrepõem ao preconceito. As razões para que isso venha acontecendo são variadas. O aumento do número de praticantes sendo mulheres ou crianças aumentou. Desde 1993, com a criação do UFC, o esporte vem sofrendo alterações. Regras foram impostas ao combate. E o maior destaque dos lutadores nas mídias, mostra que eles são pessoas educadas e profissionais capacitados para desenvolverem as

Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Viçosa (UFV), atualmente sob responsabilidade da turma de 2014, na disciplina Jornalismo Esportivo.

Felipe Pacheco, Hugo Amichi, Kamilla Bernardes, Lílian Moura, Lucas Humberto, Pedro Vital. Participação especial de Lucas Gandra e Robson Passos TURMA

EDITOR

Prof.° Joaquim Sucena

Lannes MONITOR Lauzemir

Carvalho

Felipe Pacheco e Lucas Humberto DIAGRAMADORES

EDITOR DE ARTE Felipe EDITOR

Pacheco

FOTOGRÁFICO

REVISOR Hugo

Amichi

Centro de Ciências Humanas Letras e Artes - CCH APOIO

REITORA

Prof.ª Nilda de Fátima

Ferreira DIRETOR DO CCH

Prof.° Walmer

Faroni CHEFE DO DCM

Prof.° Joaquim

Sucena Lannes

INVESTIMENTO DE PESO PARA LEVANTAR O ESPORTE NACIONAL

COORDENADORA DO CURSO

por Lílian Moura

Lopes Bretas

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DE JORNALISMO Prof.° Foto Divulgação

Já tradicional no levantamento de peso, Viçosa tem um dos três centros de treinamento da modalidade credenciados para o treinamento de atletas da confederação brasileira desse esporte. Maria Elizabete Jorge, a “vovó do peso”, fez história por ter disputado uma olimpíada aos 40 anos, e dando destaque a Viçosa entre s cidades do interior de Minas Gerais. Atualmente, com uma estrutura bem diferente e desde 2013 com materiais de qualidade olímpica, os mesmos usados nas Olimpíadas de Londres, o centro de treinamento de Viçosa tem barras masculinas e femininas, suportes, plataformas, cava-

letes de agachamento e muitos quilos de discos novos. A ideia é manter a tradição de revelar atletas por aqui. Os atletas do centro tem tudo isso a disposição para aprimorar suas performances e buscar uma vaga nas olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. A equipe já foi tri-campeã brasileira na categoria adulto masculina e campeã no Sub 20, além de em 2011, ter formado seis dos dez melhores levantadores de peso do Brasil. O coordenador do espaço, professor Pedro Meloni, espera que pelo menos dois atletas de Viçosa consigam vagas entre as cinco disponíveis para as Olimpíadas de 2016. No momento em que todo o país se prepara para

Lucas

Humberto

Mariana

Vila Gianetti, casa 34, Campus Universitário 36570-000 ENDEREÇO

Viçosa - MG Tel.: 3899-2879 www.com.ufv.br Os textos assinados não refletem necessariamente a opinião da Instituição ou do Curso, sendo da responsabilidade de seus autores e fontes. Cópias são autorizadas, desde que o conteúdo não seja modificado e que sejam citados o veículo e o(s) autor(es).

Viçosa tem Centro de Treinamento a nível olímpico para o peso. receber grandes eventos esportivos fica o questionamento sobre o quanto o governo brasileiro de fato investe no esporte olímpico. Viçosa têm uma estrutura capaz de auxiliar na formação de atletas de alto nível

em uma modalidade. Por que outros centros com a mesma qualidade não são construídos para atender atletas de outras modalidades? Levantar o nível do esporte no país seria uma boa ideia não só para 2016.


OUTROLHAR ESPORTIVO FEVEREIRO DE 2014

ELITE DO TIRO EM MINAS É DE VIÇOSA

Acertar o alvo é fundamental nesse esporte. É preciso ter foco e precisão. Adjetivos que também servem para definir o Clube de Tiro Esportivo viçosense Red Fox. Com muito foco, dedicação e acertos, o clube, que tem apenas dois anos, já conquistou os primeiros lugares no Campeonato Mineiro da categoria. O campeão foi Rafael de Souza Valente e o segundo lugar ficou com Evandro Fagundo Rocha. As vitórias motivaram ainda mais o grupo. -Ver o Clube se destacar no estado inteiro é muito prazeroso e o sentimento é ainda maior quando lembro das árduas batalhas, que é praticar Tiro Esportivo no Brasil - diz orgulhoso o presidente do clube, José Maria David. Os atiradores têm idades variadas, sendo o mais novo com 13 anos e o mais velho com 57. Uma curiosidade da equipe é que não há mulheres entre os praticantes, mesmo que esse seja um desejo do clube, já que existem competições específi-

Foto Divulgação

por Lílian Moura

Treinos acontecem todos os domingos no Colégio de Viçosa visando o aprimoramento da pontaria dos participantes. cas para elas. Mas na cidade, elas ainda parecem não se interessar pela prática do esporte. O Red Fox tem 18 filiados que agora concentram as atenções e os treinos, que acontecem aos domin-

gos no Colégio de Viçosa, para se prepararem para a disputa da competição nacional. O plano é estar entre os primeiros mais uma vez e colocar o nome do estado e de Viçosa em destaque no cenário brasileiro da moda-

lidade. Os atletas ainda tem um objetivo maior mudar a triste classificação dos atletas mineiros no campeonato do ano passado onde apenas três competiram no total de 150 atletas de todo o Brasil.

-O melhor colocado daqui de minas ficou na 56º posição. Não temos a pretensão de sermos campeões Brasileiro em 2014, mas a meta é estar pelo menos entre os cinco melhores- afirma o presidente.

Silva Peluso, aluno do segundo período de Educação Fisica na UFV pratica o esporte a 6 anos, em Ubá. Vindo estudar em Viçosa, está agora ligado ao projeto. De acordo com o estudante, os times de Viçosa e Ubá sempre faziam um intercambio de jogadores, nunca participando de um amistoso sem convidar o outro para se juntar a equipe. Com a implantação oficial do projeto, a viabilidade da prática do

esporte seria maior, e o time teria mais destaque para crescer. - O LIFA (Liga do Norte Fluminense), no Rio de Janeiro, nos convidou para participar do campeonato deles. O problema é que ninguém daqui da região tem disponibilidade e verbas para ir até lá durante os 6 meses do campeonato. Só de passagem seria 100 reais a ida e volta, todos os meses, tirando alimentação e outras coisas. Se o proje-

to passar, iremos levar o nome da UFV para a liga, e isso pode fazer o time crescer muito. Muita gente ta gostando do esporte, então ele vai crescer. – Comentou entusiasmado o estudante. Atualmente o time está aberto para todos que desejam praticar o esporte. Os treinos são abertos, e se pede para o interessado vir apenas com calçado adequado e proteção bucal, bastando procurar um dos mem-

bros da equipe na pagina do Facebook do time Viçosa Lions. - O futebol americano é um esporte muito eclético e sem preconceitos. Não precisa de idade, corpo ou tamanho especifico. O jogo trabalha com todos os tipos físicos: Do gordo ao magro, do forte ao rápido, do baixinho ao altão. Ele tem essa qualidade de não ter nenhum tipo de preconceito, pois no esporte se precisa de todos. – Completa Willer.

FUTEBOL AMERICANO INVADE OS GRAMADOS DA UFV

por Lucas Humberto

Atletas entusiastas do futebol americano das cidades de Viçosa e Ubá em momento de confraternização após treinarem juntos.

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Reprodução Facebook

Nem só de Futebol vive o Brasil. Cada vez mais outros esportes tem se destacado no cenário nacional, como o Vôlei e o Handball. Um pouco mais discreto do que estes dois gigantes esportivos, um outro esporte popular principalmente nos Estados Unidos tem conquistado o coração dos brasileiros: O Futebol Americano. Em Viçosa o esporte está para ganhar mais um reforço: Um projeto para realização de treino e prática do jogo na UFV. Organizado por alunos ligados ao time amador de Viçosa, o Viçosa Lions, o projeto procura viabilizar a compra de alguns equipamentos essenciais para o treino, além de um local para se treinar. O projeto busca divulgar mais o esporte para a comunidade viçosense, que ainda desconhece as regras e a prática do esporte. Willer Afonso da


OUTROLHAR ESPORTIVO FEVEREIRO DE 2014

NO OLHAR DE PAOLI, EVENTOS NO P por Hugo Amichi e Lílian Moura Graduado na Universidade Federal de Viçosa em 1985, Próspero Brum Paoli fez o seu mestrado em Treinamento Esportivo na Universidade Federal de Minas Gerais. Doutor pela Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro, onde defendeu em 2007 sua tese em Processos de Seleção e Detecção de Talentos no Futebol. Professor da UFV desde julho de 1985, apresentou um telejornal regional durante três anos em Viçosa, e um bloco de esportes durante oito. Teve participação intensa na formação de grandes nomes oriundos da UFV, como do treinador de futebol Ney Franco. Paoli tem contato direto com o futebol brasileiro e até mesmo com as seleções do Brasil na era Mano Menezes. Voluntário inscrito para a próxima Copa do Mundo, Próspero, que já participou de outras edições, espera se aproximar e viver ainda mais o clima desse grande evento, agora no Brasil. Com tanta bagagem, ele responde ao Outrolhar questões sobre Copa do Mundo no Brasil, Olimpíadas do Rio de janeiro 2016 e sobre o esporte na cidade de Viçosa. OO: Como você vê a realização da Copa do Mundo no Brasil? P: É uma oportunidade ímpar. Principalmente pra

nós que somos do meio futebolístico. Os olhares do mundo inteiro vão estar voltados para o Brasil. Com certeza é um fato que vai abrir grandes oportunidades. Eu vejo que o futebol brasileiro tem muito a caminhar e ter a Copa do Mundo aqui deixa um legado muito interessante. Nós tivemos uma melhoria dos estádios. Esperamos que tenhamos também um legado da Copa no que se refere a questão da infraestrutura, principalmente mobilidade. Mesmo que a coisa esteja devagar, nós temos preocupações, mas também temos melhorias. É claro que nós temos legados positivos, mas nós também temos as obras superfaturadas. Vide a Arena da Baixada, o estádio do Atlético Paranaense, que é a obra mais atrasada da Copa, ela está em 85%, com sérias preocupações, um orçamento que pulou 46% além do que era previsto. O que aconteceu também em Brasília, no Maracanã, em outros estádios também. OO: A CBF se preocupou em ter um time competitivo para a Copa? P: O Mano Menezes fez um trabalho muito bom à frente da seleção. A base da seleção do Felipão foi boa parte montada pelo Mano. A cada duas copas

você tem uma mudança nos jogadores. Uma mudança radical, em torno de 70%. E no Brasil o Mano Menezes fez a transição, que por aqui sempre foi muito complicada e derrubou muitos treinadores. O Felipão já pegou essa base feita pelo Mano e definiu logo a forma e ideia de jogo dele. Ele montou o novo grupo. Eu tenho certeza que a seleção, jogando em casa, com a questão positiva que ficou da Copa das Confederações, quando todo mundo falava que o Brasil ia ser goleado pela Espanha e ganhou por 3 a 0, está muito confiante. O grupo está focado, formado. Eu digo que dos 11, 10 estão definidos. OO: Se o Brasil ganhar a Copa, o povo vai esquecer os transtornos causados antes da realização do mundial? P: Não. Num determinado momento da história a seleção foi usada como uma espécie de cortina no que estava acontecendo na política do país. Mas hoje não. Até porque o povo não vai assistir a Copa do Mundo. O povo mesmo não vai ao estádio. Para você ter uma ideia o ingresso para a final está custando cerca de 1800 reais. Com aquelas manifestações que aconteceram no ano passado, parece que o povo brasileiro tomou coragem e mesmo

que aquilo não tenha surtido tanto efeito, o Brasil ganhar a Copa não vai fazer o povo esquecer. Mesmo porque nós estamos em um ano de eleição, as mazelas e problemas são tantos que dificilmente o fato de ganhar uma Copa do Mundo mude algo. Pode ser que no domingo, 15 de julho, tenhamos uma grande comemoração, o povo vá pra rua fazer festa, mas na segunda-feira já volta tudo ao normal. Eu acredito que nós vamos ter muitas manifestações e a Fifa e o governo brasileiro também tem quase certeza disso. OO: O que dá mais trabalho pra organizar num país, uma Copa do

Mundo ou uma Olimpíada? P: São os dois maiores eventos esportivos do planeta. Mas eu diria que a Copa do Mundo, pelo fato de envolver um país inteiro, se torna mais complicada. As Olimpíadas vão acontecer só em um local, Rio de Janeiro. Então eu vejo que a Copa, até também pela própria importância está em um patamar superior. OO: Em Londres, a Grã Bretanha teve uma participação efetiva no quadro de medalhas, com a China aconteceu o mesmo em Pequim. O Brasil é um país com pouca tradição, e faltam políticas de incentivo à

LUVE, A ASSOCIAÇÃO QUE PROJETA

Raprodução Facebook

por Felipe Pacheco Uma história de mais de cinquenta anos que traz importantes passagens, como participações significativas em etapas estaduais e nacionais de Jogos Universitários, a revela-

ção de nomes reconhecidos no esporte, como o treinador Ney Franco, e até mesmo a participação em um torneio de vôlei em Israel representando o Brasil. Tudo isso recon-

Time de handebol feminino da LUVE em evento na UFV

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ta um pouco dos anos de existência da Associação Atlética Acadêmica da UFV, a LUVE. Fundada em 05 de abril de 1962, a Luve tem como missão promover a atividade esportiva dentro do campus universitário. Atualmente, a associação oferece 19 modalidades para os estudantes, que vão desde os tradicionais esportes de quadra (futsal, handebol, basquete e vôlei) até as práticas de lutas e ciclismo. Mesmo com o objetivo de desenvolver o esporte em caráter competitivo, o novo presidente da Luve, o estudante Victor Lana Gon-

çalves (21), acredita que o grande diferencial da atualidade seja a promoção do esporte também como forma de lazer para a comunidade acadêmica. -A gente acaba gerindo o esporte no âmbito competitivo, prioritariamente. A nossa prioridade na Universidade são as equipes de competição. Mas, também, promover o esporte enquanto lazer. É uma área onde nós também atuamos. – explica o novo presidente. Os últimos anos foram marcantes para a Luve em termos de resultado, principalmente em 2011 e 2012. Sem excluir o ano

de 2013, a associação conseguiu incluir equipes entre os oito melhores times universitários do país em modalidades como o futsal feminino e o basquete masculino, que chegaram até a fase nacional dos Jogos Universitários. Além disso, a conquista de maior destaque veio no ano passado, com a equipe masculina de futebol de campo, que atingiu o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro Universitário. Mas para Victor, o maior trunfo dos times da Luve é ser uma das melhores equipes de Universidade Federal nas competições que dispu-


OUTROLHAR ESPORTIVO FEVEREIRO DE 2014

PAÍS BENEFICIAM ESPORTE LOCAL

Próspero Brum Paoli outros esportes. A CBB (Confederação Brasileira de Basquete) está sempre devendo, fazendo empréstimos para se organizar e não consegue, os torneios são mal organizados. Então, até que ponto algumas Confederações, como a de basquete, tem culpa nessa tragédia anunciada que pode ser a participação do Brasil? Presidentes de confederações ficarem eternamente no cargo é um aspecto muito negativo no país. Segundo, é que falta um investimento, muitas das vezes por desconfiança mesmo. Porque ninguém investe pra não ter retorno. E pra ter re-

torno precisa de mídia. É claro que hoje nós temos SporTV, ESPN, Fox, Eles ficam procurando esporte pra transmitir. Mas tudo tem um interesse. Então quem devia estar dentro dessa questão é que, primeiro, essa questão do poder, esses anos e anos com a mesma pessoa no poder. Segundo, é a falta de investimento mesmo, e até outras vezes de uma adaptação também do próprio esporte àquilo que a TV quer. OO: Dentro do tema das Olimpíadas, no futebol existe uma obsessão que o brasileiro tem por essa conquista, que é a única que a gente não tem. A geração passada

era considerada muito forte pra ganhar e acabou sendo vice. Como você vê o trabalho da base do Brasil para revelar jogadores para conseguir esse título? P: Esse é um problema sério da CBF. Ela tá preocupada com os patrocínios, não se preocupa com a base. O Parreira, logo que assumiu, eu perguntei pra ele no footecom do ano retrasado. Ele disse que isso não é problema da CBF, que é problema dos clubes. Mas eu vejo como um problema da CBF. E ela, como uma entidade maior, tem que dar o norte. O Mano Menezes, quando assumiu a seleção brasileira, tinha um projeto. Ele colocou o Ney Franco pra ser o coordenador técnico das seleções de base. Eu estive muito presente nesse tempo do Mano e do Ney. Eu me lembro muito bem de eu falando isso pro Ney: “Nós precisamos reunir na Granja, durante três dias e trazer pra cá os gestores da base dos principais clubes do Brasil e discutir o futebol de base no futebol brasileiro.” Foi o que o Ney e o Mano fizeram. Eu até dei uma palestra para os gestores. Eu levantei dezoito variáveis e fiz uma palestra em cima delas. Foi a primeira vez que nós conseguimos sentar com quarenta clubes do Brasil, com quarenta gestores e discutir o fute-

bol de base. OO: As Olimpíadas vão ser realizadas no Rio de Janeiro, mas o senhor acha que o evento vai beneficiar cidades próximas ao Rio? Mais especificamente Viçosa? P: O futebol vai estar em outras cidades, por exemplo, São Paulo e Belo Horizonte vão receber jogos. Mas, Viçosa, por exemplo, nós vamos receber aqui equipes para treinamento de levantamento de peso. Está praticamente fechado. E nós deveremos receber delegações que farão a fase de treinamento, aqui, em Viçosa. Então, pra essa área de meio acadêmico é muito importante receber eventos como a Copa do Mundo e Olimpíadas. Os pesquisadores e os cientistas vão vir pra cá. Nós podemos receber delegações de outros esportes também, como natação. A UFV tem estrutura. A Universidade está muito bem cotada para receber equipes na fase de treinamento. OO: Viçosa recebe incentivos do governo para a prática de esportes em comunidades? P: Conseguimos comprar equipamentos de primeira linha para análise tática. Nós vamos buscar recursos sim, dentro daquilo que é possível. Essa do futebol feminino, o Renê esteve aqui e gostou muito do que nós apresentamos para ele. Nós apre-

sentamos uma proposta para inserir um centro de treinamento de futebol feminino aqui, porque o que o governo ta pensando é interessante, porque a FIFA vai deixar um legado no Brasil de cerca de 120 milhões de reais para serem investidos em futebol feminino aqui. E nós queremos aproveitar alguma coisa desses 120 milhões e nós queremos ter, aqui, dentro da Universidade Federal de Viçosa, um centro de treinamento em futebol feminino. Eu sou professor da Universidade desde julho de 1985 e a gente vê que a Universidade cresceu de forma qualitativa, criaram mais cursos de graduação, mestrado, doutorado, ampliamos a nossa estrutura de prédios, mas a gente observa é que na medida que a Universidade cresceu de forma qualitativa, em termos de investimentos na área de esporte e lazer, de espaço físico pra prática esportiva, nós ficamos aquém. A Reitora está preocupada com isso. E nós precisamos dessas áreas. OO: O povo brasileiro está preparado para receber esses dois grandes eventos esportivos? P: Nós vamos ter muito problema. Mas é o seguinte, eu acho que no dia do jogo, eles vão decretar feriado no local.

equipes da associação. A ideia é criar pequenos torneios em diferentes modalidades, para que os estudantes tenham mais tempo de mostrar suas habilidades, e os treinadores mais tempo de observar possíveis jogadores para os seus times. -Será um mês de pequenos jogos em cada modalidade onde nossos técnicos poderão observar. Não vai ter mais aquela pressão de, hoje você ir lá pra ser selecionado. Às vezes o estudante está machucado, tá de mau humor, não tá bem fisicamente, então o torneio início dá um prazo maior

para quem tem interesse em ingressar na Luve. – explica Victor, mostrando acreditar que essa mudança será positiva na integração entre a associação e os estudantes da Universidade.

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TA VIÇOSA NO CENÁRIO NACIONAL

tam. -Nós chegamos nos JUBS (Jogos Universitários Brasileiros), éramos uma das pouquíssimas universidades federais com equipe. Nós enfrentávamos times de São

Paulo, Santa Catarina que traziam jogadores profissionais, e a gente estava lá com uma equipe prioritariamente universitária. – conta Victor, que acredita que a Luve alcançou nesses anos a condição de

melhor associação atlética de Minas Gerais. Para 2014, uma das principais novidades da Luve será a extinção das seletivas, processos pelos quais os alunos tentavam ingressar nas diversas

Equipe de basquete LUVE

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Cerimônia no Salão Nobre da UFV empossou nova gestão e premiou atletas e técnicos


OUTROLHAR ESPORTIVO FEVEREIRO DE 2014

ESPALHADO PELO MUNDO, CASADOS X SOLTEIROS MANTÉM A TRADIÇÃO EM PONTE NOVA

Foto por Pedro Vital

por Pedro Vital

Campo de futebol. 11 homens de cada lado. Uniforme. Árbitro contratado. Bola oficial. Torcida presente. Jogo pegado. Clima de final de campeonato. Empate em 2x2. Decisão nos pênaltis. Todos os ingredientes de um jogo profissional, certo? Talvez não na Vila Alvarenga, bairro da zona oeste de Ponte Nova. A descrição aci-

ma é de um dos clássicos mais tradicionais do futebol mundial: Casados x Solteiros. A costumeira ‘pelada’ de final de ano acontece há quase 50 anos no bairro. -Esse evento une todo mundo aqui do bairro. Além da tradição, o clima de rivalidade é grande o ano inteiro. Os casados arrumam desculpas e prometem que vão vencer nesse ano, como sempre fizeram

– brinca o solteiro Higor Sette que emenda uma provocação. E complementa: -Os solteiros chamam eles de velhos que não aguentam mais jogar bola. O duelo é organizado com dois meses de antecedência. São designados um solteiro e um casado para providenciarem o campo, a bola e os uniformes, além da festa que acontece depois. Higor explica o grau de

Dalmirzinho chuta da entrada da área e marca o segundo gol do time dos Solteiros.

seriedade com o qual o jogo é organizado. - Nós levamos muito a sério, pois, apesar de ser uma confraternização, todos nós armamos o time e jogamos pra ganhar, então, geralmente, é bem organizado tanto pela pessoa que é responsável pelos solteiros quanto a responsável pelos casados. Procuramos saber as condições do gramado, se terá bola suficiente, uniforme ajeitado. É planejado tudo nos mínimos detalhes – revela Higor que já foi alertado sobre uma possível troca de time no futuro: “Eu namoro há quase quatro anos e já falaram que eu deveria entrar pro time dos Casados”, complementa. Nessa pelada, ou “jogo do ano” para o pessoal da Vila Alvarenga, tem espaço para todos. A faixa etária dos participan-

tes do encontro vai de 16 a 50 anos de idade. Depois do jogo, nada de confusão: é churrasco e muita festa. - Na festa comparecem as namoradas, as esposas e os amigos que não jogaram. Normalmente, a festa dura a tarde inteira, com o pessoal conversando sobre o jogo e discutindo. Ainda rola muita polêmica no churrasco – explica Higor. O jogo aconteceu, em dezembro, no campo do Pontenovense. Com o sol escaldante das 11 da manhã, o time dos Solteiros abriu 2 a 0 no primeiro tempo, mas relaxaram e permitiram o empate da equipe dos Casados na segunda etapa. A partida teve que ser decidida nos pênaltis. Vitória dos Solteiros por 4 a 2 com uma contribuição de Higor, que acertou a segunda cobrança.

O FUTEBOL DEIXOU DE SER O ÓPIO DO POVO por Hugo Amichi

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Foto Reprodução

A época era o inicio da década de 1980. O Brasil passava por um momento conturbado de sua história política. A ditadura completava quase 20 anos e a população já não aguentava mais repressão, violência e a falta de liberdade. Alguma grande transformação tinha de ocorrer e o futebol foi importante parte desse processo. O esporte mais popular do planeta já estava enraizado culturalmente em terras tupiniquins. O Brasil era conhecido como o país do futebol. O esporte levava milhares de pessoas aos estádios e fazia com que os jogos não fossem apenas espetáculos esportivos, mas também grande propaganda política do governo. Pois bem, na década de 1980 isso começou a mudar. O futebol deixou de ser o ‘’ópio do povo’’ e passou a agir com ele, na busca de um interesse comum. A famosa Democracia Corintiana teve inicio em 1981, fez com que um pequeno ato democrático desse certo e se tornasse exemplo para o país mudar.

O Corinthians estava em uma crise sem precedentes, o time paulista colecionava resultados assustadoramente ruins, chegou a ser rebaixado no certame nacional. Aliados ao novo diretor de futebol do time (o sociólogo Adílson Monteiro Alves) os corintianos Sócrates, Vladimir, Casagrande, entre outros jogadores aplicaram uma nova gestão ao clube: nenhuma decisão seria tomada apenas pelo presidente Waldemar Pires, todos do elenco, os funcionários e dirigentes votariam no que seria melhor para a equipe. Para Bruno Barreto, sociólogo e estudioso sobre os movimentos políticos no esporte brasileiro, essa atitude corintiana foi o começo do fim do período ditatorial no Brasil. -Eu considero a Democracia Corintiana o começo das manifestações que ocorreriam no Brasil dali pra frente. As ‘’Diretas Já’’ em 1984 têm grande influencia deste período histórico no Corinthians. O futebol deixou de ser o ‘’ópio do povo’’ e começou a agir junto com as multidões que queriam o fim do período mais som-

Bom Senso F.C. busca melhorias para os atletas de futebol brio na história do país. Já se passaram 33 anos da grande transformação que aliou política e futebol no país. Mas o ano de 2013 trouxe uma nova página para essa história, que ainda não podemos afirmar que vai dar certo, mas podemos acreditar num destino novo para o futebol brasileiro. Em 30 de setembro de 2013, vários atletas, de diferentes agremiações do

país, assinaram um termo para começarem a querer melhorias na classe. Foram recolhidas 300 assinaturas e o movimento ganhou apoio de vários técnicos e alguns dirigentes. São cinco pontos básicos do acordo a serem discutidos com a CBF. O movimento já teve alguns protestos em jogos do Campeonato Brasileiro, um minuto de silêncio, jogadores das equipes sentados

ou de braços cruzados, tudo para mostrar a caótica situação do futebol no Brasil. -O Brasil está passando por mais um processo de grandes manifestações. Durante a Copa das Confederações em junho vimos claramente o descontentamento da população com questões básicas do país como saúde, segurança, educação e transporte público adequado. Os jogadores de futebol estão fazendo o mesmo - explica Bruno. Se o Bom Senso F.C e as manifestações pol��ticas de 2013 vão dar resultado ainda é cedo para descobrir. Mas uma questão é inegável, e nunca pode ser deixada de lado: o futebol, esporte que está na cultura do Brasil, não pode ser subjugado, ele é importante movimento de mudança da mentalidade da nação. Brasileiro ama o futebol, e se um dia ele foi o ‘’ópio do povo’’ mostramos que com movimentos corretos, como em 1981 e com as novas manifestações há uma forma de fazer com que a política e o esporte sejam aliados para a melhoria geral da nação.


OUTROLHAR ESPORTIVO FEVEREIRO DE 2014

TITULAR ABSOLUTO NO BANCO JOGOS

por Kamilla Bernardes

JOGOS

GRUPO B

x BRASIL Croácia 12/06 17:00 13/06 16:00 mon teve experiência direcionamento atiDois caminhos parex México Camarões 13/06 13:00 13/06das18:00 após a vidades e 18/06 disciplinas cidos na parecida logo x México 17/06 para 16:00sonhosBRASIL 16:00 profissiocomplementares no pemesma direção: ser trei- sua formação x Croácia Camarões 18/06 18:00 18/06 13:00 nador profissional. O nal, com auxílio do pro- ríodo de gradução na x BRASIL Camarões 23/06 17:00 23/06de 13:00 atuprimeiro passo? Amar fessor e conhecedor de UFV para a área x Croácia México 23/06 17:00 23/06 13:00 os esportes e dedicar treinamento esportivo ação pretendida foi de

x Espanha e que muitos deles fox Chile ram importantes para x Espanha o reconhecimento recex Austrália bido hoje. “O Henrique x FurtadoAustrália me comunicou x da vaga Holanda para treinador

Holanda

Próspero Brum fundamentalGRUPO importânuma graduação 1º à prá2º Paoli, a GRUPO C D tica e aprofundamento quem demonstra pro- cia. Plauto Machado resx Colômbia Grécia salta ainda que funda gratidão e admio espíridas modalidades. 14/06 13:00 14/06 16:00 ração. to de equipe foi iniciado Antes de cursar Edux Japão 14/06 22:00 14/06 18:00 Antes de chegar a com os amigos no curso, cação Física na UFV, x Colômbia 19/06 13:00 19/06 16:00 Plauto jogava vôlei em treinador da categoria x Grécia Japão 19/06 19:00 20/06 13:00 sua cidade Ouro Branco, pré-infantil da AssociaColômbia 16:00 24/06 13:00 ção AtléticaxPonte Preta, a24/06 cerca de 140 km de Vi- Japão x foi treina24/06 Enquanto 17:00 24/06 13:00 Ramon Lima çosa. Ramon, Grécia nativo, jogava futebol e dor no Centro2ºEsportivo 1º 1º 2º GRUPO E GRUPO F se apaixonava pelo es- Ubaense, em Ubá, onde x x relata ter acrescido boa porte Argentina Equador Bósnia 15/06 nos 13:00 campinhos Suíça 15/06 19:00 parte de suaxexperiência da cidade. Para ambos, França x Irã Honduras Nigéria 15/06 16:00 16/06 16:00 com o futebol de campo. a20/06 descoberta da aptix x Suíça França Argentina Irã 16:00 21/06 13:00 dão pela liderança de Já Plauto, em sua trajex x Honduras Equador Nigéria 20/06 19:00 21/06 18:00 Bósnia tória antes do comando um grupo nos esportes x Honduras Suíça Nigéria Argentina 25/06 16:00 25/06 13:00 da equipe xde voleibol se deu ao decorrer dos x x Equador Bósnia Irã França mirim do Cruzeiro, fez, anos estudo. Como 25/06 de17:00 25/06 13:00 durante sua formação, alunos da universidade, 1º 2º 1º 2º GRUPO G GRUPO H foram atletas da Asso- diversos estágios em grandes centros de vôciação Atlética Acadêx x Bélgica Alemanha Portugal Argélia 16/06 13:00 17/06 13:00 lei como Mackenzie-BH, mica, a LUVE. Lá, Plauto x x Rússia Gana EUA Coreia do Sul 16/06 19:00 17/06 18:00 UFJF e Minas Tenis Cluviveu as diversas funx x Bélgica Alemanha Gana Rússia 21/06 16:00 22/06 13:00 ções em uma comissão be, onde acompanhax x Coreia do Sul EUA Portugal Argélia 22/06 18:00 22/06 16:00 os treinamentos das técnica de voleibol, até va x x EUA Alemanha Bélgica Coreia do Sul 26/06 13:00 26/06 17:00 profissionais. se tornar o treinador equipes x Para os xex-alunos, o Plauto, ex-aluno26/06 da equipe feminina. Ra-Portugal Gana Rússiaseus atletas. 26/06 13:00 da UFV,17:00 agora no comandoArgélia do vôlei do Cruzeiro, orientando

Final 28 de junho - Belo Horizonte - 13:00

4 de julho - Fortaleza - 17:00

8 de julho - Belo Horizonte - 17:00

13 de julho - Rio de Janeiro - 16:00

28 de junho - Rio de Janeiro - 17:00

30 de junho - Brasília - 13:00

4 de julho - Rio de Janeiro - 13:00

29 de junho - Fortaleza - 13:00

5 de julho - Salvador - 17:00

12 de julho - Brasília - 17:00

9 de julho - São Paulo - 17:00

29 de junho - Recife - 17:00

01 de julho - São Paulo - 13:00

5 de julho - Brasília - 13:00

01 de julho - Salvador - 17:00

7

Foto Divulgação

comandando Austrália a equipe do Chile SADA FUNEC CONTAGEM na superliga B. Holanda Outro que fez parte das Espanha minhas amizades desde Chile a UFV e hoje trabalha do 1º Cruzeiro. Henrique 2º aqui também é o João também foi amigo de Filipe de Paula ele atua x como Costa Rica curso naUruguai universidade Preparador Físico e hoje Inglaterra é técnico do Inacategorias de base x das Itália fanto juvenil aqui e esta x do SADA.” Uruguai Inglaterra x Itália Costa Rica x Itália Uruguai x Costa Rica Inglaterra


OUTROLHAR ESPORTIVO FEVEREIRO DE 2014

AS RAQUETES ESTÃO DE VOLTA

Foto Felipe Pacheco

Um esporte que teve grandes ídolos no passado, como Maria Esther Bueno, Edson Mandarino e Tomas Koch. Depois, em uma fase mais recente, um nome como ícone mundial. A partir do final dos anos 90, Gustavo Kuerten, o Guga, impulsionou o tênis ao patamar de esporte que despertava a curiosidade dos brasileiros. Com isso, muitas pessoas resolveram experimentar a nova moda, e passaram a praticar o tênis por

curiosidade, como o estudante José Nunes (21): -Eu comecei a jogar tênis, aproximadamente, no ano de 2001, muito pela popularidade que o esporte ganhou com o sucesso do Guga. Foi curiosidade mesmo, mas acabei gostando e me dediquei por um tempinho, chegando inclusive a disputar campeonatos. – afirma o estudante, que praticou o esporte por quatro anos. Em Viçosa, a afirmação do esporte começa a evoluir, como uma criança que dá as primeiras

Quadras da UFV são opção para quem não é sócio de clubes

raquetadas numa bolinha. No clube Campestre, o esporte já é uma opção consagrada, tendo seus praticantes consolidados. Para quem não é associado do clube ou qualquer outro, uma alternativa é a prática nas quadras do Departamento de Educação Física da UFV. A estrutura conta com três locais de jogo, além de dois ambientes com três paredões, ideal para quem quer treinar sozinho e aperfeiçoar suas habilidades. Para alavancar ainda mais o tênis, a empresa júnior do curso de Educação Física, a EFICAP, começou a promover no ano passado abertos de tênis que carregam o nome da associação. Eles ficam responsáveis pela organização do torneio, que acaba se tornando uma forma de integrar os tenistas da cidade. Para o diretor de relações públicas da empresa, Filipe Gomide Carelli, a alternativa vem sendo um sucesso e está conse-

Foto Felipe Pacheco

por Felipe Pacheco

Tenistas utilizam a internet para combinar partidas em Viçosa

guindo atingir seus objetivos. Porém, para ele um ponto ainda freia o desenvolvimento do esporte e o surgimento de novos tenistas: -A criação dos torneios de tênis da EFICAP foi positiva, a gente teve uma resposta muito boa do público no primeiro. Nesse segundo o número de participantes caiu um pouco, o que fez com que a gente colocasse mais jogos para cada tenista, o que os agradou. Nós já estamos planejando a próxima competição. O que atrapalha um pouco

JOGOS 1º

12/06 13/06 17/06 18/06 23/06 23/06

17:00 13:00 16:00 18:00 17:00 17:00

GRUPO C

14/06 14/06 19/06 19/06 24/06 24/06

GRUPO E

15/06 15/06 20/06 20/06 25/06 25/06 16/06 16/06 21/06 22/06 26/06 8 26/06

13:00 19:00 16:00 18:00 13:00 13:00

GRUPO B Croácia Camarões México Croácia BRASIL México

Colômbia Colômbia Japão Japão Grécia

x x x x x x

13:00 16:00 16:00 19:00 16:00 17:00

GRUPO G

x x x x x x

13:00 22:00 13:00 19:00 16:00 17:00

JOGOS

BRASIL México BRASIL Camarões Camarões Croácia

Grécia Japão Grécia Colômbia

x x x x x x

x x x x x x

14/06 14/06 19/06 20/06 24/06 24/06

Equador Honduras França Equador Suíça França

15/06 16/06 21/06 21/06 25/06 25/06 17/06 17/06 22/06 22/06 26/06 26/06

x x x x x x

Holanda Austrália Chile Holanda Espanha Chile 2º

Uruguai Inglaterra Uruguai Itália Itália Costa Rica

x x x x x x

19:00 16:00 13:00 18:00 13:00 13:00 13:00 18:00 13:00 16:00 17:00 17:00

Espanha Chile Espanha Austrália Austrália Holanda

16:00 18:00 16:00 13:00 13:00 13:00

GRUPO H Portugal EUA Gana Portugal Alemanha Gana

16:00 18:00 16:00 13:00 13:00 13:00

GRUPO F

Alemanha Gana Alemanha EUA EUA Portugal

13/06 13/06 18/06 18/06 23/06 23/06

GRUPO D

Suíça França Suíça Honduras Honduras Equador

é que o tênis é considerado um esporte elitista, existe uma exigência muito grande de materiais em perfeito estado, de uma boa quadra. Acho que por isso esse crescimento acontece de uma forma lenta e gradativa. – explica o estudante de Educação Física. Para facilitar ainda mais aos adeptos do esporte, tenistas de Viçosa criaram um grupo no facebook, uma maneira de se conhecerem e combinarem jogos entre eles.

Costa Rica Itália Inglaterra Costa Rica Uruguai Inglaterra 2º

Argentina Irã Argentina Nigéria Nigéria Bósnia

x x x x x x

Bósnia Nigéria Irã Bósnia Argentina Irã 2º

Bélgica Rússia Bélgica Coreia do Sul Coreia do Sul Argélia

x x x x x x

Argélia Coreia do Sul Rússia Argélia Bélgica Rússia


Edição especial Esportes 2014