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N.º 68 Distribuição Gratuita 2.º trimestre de 2017

notícias

Projeto + Comunidade_

DINAMIZA O BAIRRO DAS OLAIAS Brasil_

19º Prémio_

JORNALISMO CONTRA A INDIFERENÇA

24 ANOS de presença

AGORA TAMBÉM EM

FORMATO DIGITAL


N.º 68 Distribuição Gratuita 2.º trimestre de 2017

notícias

04 Brasil: 24 anos de presença e de apoio continuado

18 Breves Quadro de Honra Nacional Internacional

08 19º Prémio AMI

Mecenato

Jornalismo Contra Projeto + Comunidade_

dinamiza o bairro das olaias brasil_

19º Prémio_

Jornalismo Contra a indiferença

24 anos de presença

a Indiferença

12 2ª edição

“Um Click para

a Inclusão Social”

AGORA TAMBÉM EM

23 Informações

s a i c í not

formato diGital

22 Agenda + Loja AMI

14 Projeto + Comunidade

istribu N.º 68 D

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estr 2.º trim Gratuita

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SUMÁRIO + EDITORIAL

TRINTA ANOS DE MISSÕES: factos e memórias

Fernando de La Vieter Nobre Presidente e Fundador da AMI

Setembro de 1987. Começa em Lugadjole, no sector do Boé, região de Gabu, na Guiné-Bissau, a primeira missão da AMI no terreno. Foi uma missão histórica, extremamente difícil por várias razões. Primeiro, porque demorando os fundos da então Comunidade Europeia a chegar, a missão arrancou exclusivamente com fundos próprios da minha irmã Leonor, da Luísa Nemésio, hoje minha mulher, e sobretudo meus, numa altura em que ainda tinha o meu consultório no Algarve. Depois, porque as acessibilidades a Lugadjole eram muito duras e o isolamento, total. Recordo, com saudade, o nosso Chefe de Missão dos primeiros dois anos, Jorge Gaspar. Lugadjole foi o meu Lambaréné, o lugar onde mais me aproximei do meu herói e mentor, o Dr. Albert Schweitzer. Aí tive o meu hospital do mato, tendo lá operado em condições incríveis. De notar que continuamos ativos, 30 anos depois, nas regiões de Quinara e Bolama. Desde então, a AMI desenvolveu uma ação ímpar e inigualável em Portugal, não tenho nenhum receio em afirmá-lo. Missões em 82 países, em todos os 5 continentes, África, Ásia, América, Europa e Oceânia. Fizemo-lo sem olhar a credos, raças e regiões do Planeta, respeitando sempre a nossa Carta de Princípios desde os primórdios da nossa causa: cada ser humano é um Ser Único e Insubstituível merecedor de toda a nossa atenção e do nosso incondicional Amor. Nesses 82 países, onde desenvolvemos perto de 400 missões e projetos e onde participaram largas centenas de “missionários” (médicos, enfermeiros, logísticos, assistentes sociais, educadores de infância, nutricionistas…), ajudámos a minorar o sofrimento, o isolamento e a angústia de milhões de pessoas, de seres humanos iguais a si e a mim.

Nesses 30 anos, as missões humanitárias e de desenvolvimento foram de tal importância, eficácia, ousadia e impacto, que vincaram de forma indelével e indiscutível, que a AMI é, de facto, “a presença humanitária portuguesa no Mundo”: as guerras no Golfo Pérsico, os terramotos no Irão, Paquistão, Haiti e Nepal, as chuvas torrenciais e ciclones (no Bangladesh, Honduras, Venezuela, Moçambique), o genocídio no Ruanda, as epidemias de cólera e de dengue na Guiné-Bissau e em Cabo Verde, o tsunami no Sri Lanka … e as utilíssimas missões em cenário de guerra em Angola (nos dois lados da então guerra civil), Bósnia, Kosovo e Iraque. Para já não falar dos projetos na Papua, em São Tomé, no Brasil e em dezenas de outros países com os chamados PIPOL (Projetos Internacionais de Parcerias com Organizações Locais). Em 1994, considerámos que a missão deveria continuar e expandir-se para Portugal, onde a nossa missão social se tornou também num marco decisivo na ajuda concreta aos portugueses e aos imigrantes residentes entre nós e que fizeram parte da história da AMI: Centros Porta Amiga espalhados pelo nosso país, Abrigos para os sem-abrigo, Equipas de Rua e … inúmeros outros projetos. Mercê de um passado e de um presente, onde temos a perfeita noção que poderíamos ter feito muito mais. Mas fizemos o que humanamente nos foi possível graças à paixão e ao espírito de serviço em prol dos outros que nos anima, determina e conduz. Estamos determinados a enfrentar as incertezas e os desafios que o futuro desde já encerra e nos reserva, dando a melhor resposta aos dramas ambientais que se avizinham, e dando o nosso contributo para uma evolução ética e espiritual de que o Mundo tanto necessita para o Bem do nosso futuro coletivo.

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24 ANOS DE PRESENÇA E DE APOIO CONTINUADO A AMI está presente no Brasil desde 1993 na sua vertente de apoio técnico-financeiro a organizações locais. O trabalho tem sido desenvolvido com diferentes organizações que intervêm em áreas variadas em alguns pontos do país. O Ceará ocupa menos de dois por cento do território brasileiro e localiza-se na Região Nordeste do Brasil, fazendo fronteira com os Estados do Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. É também uma das zonas mais pobres, áridas e isoladas do Brasil. O Município de Milagres dista 500 km da capital do Estado, Fortaleza e a sua economia baseia-se na agricultura de sequeiro, nas médias e pequenas empresas e no emprego informal. Um pouco como no resto do Brasil, o Estado não tem uma presença tão forte como o concebemos na Europa e as questões sociais estão sobretudo a cargo das ONG, que realizam trabalhos 04 |

voltados para a problemática da criança, do adolescente e da mulher. Quem chega a Milagres apercebe-se rapidamente que ainda muito há por fazer, numa localidade onde o saneamento não chega a todas as casas e onde a recolha de lixo não existe, as ONG tomam um papel preponderante no desenvolvimento local. Parceira da AMI desde 2001, a Associação Comunitária de Milagres (ACOM) é uma das mais importantes nesta cidade. Nasceu a 24 de janeiro de 1983, quando um grupo de mulheres trabalhadoras de baixos rendimentos decidiu investir na criação de um espaço adequado para acolher os seus filhos. Rapidamente, esse projeto ganhou consistência com a prestação de serviços de educação, formação, saúde, nutrição e lazer. Estava lançada a semente para concretizar as reivindicações e aspirações da comunidade.


BRASIL

A PRIMEIRA INTERVENÇÃO DA AMI NESTE PAÍS REMONTA A 1993, NO ESTADO DO CEARÁ, ATRAVÉS DA PARCERIA COM A ONG PESTALOZZI DE MILAGRES, MAS FOI A ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA DO MUNICÍPIO DE MILAGRES (ACOM) A ORGANIZAÇÃO COM A QUAL SE DESENVOLVEU O MAIOR NÚMERO DE PROJETOS NO LOCAL. EM 2012, O CAMPO DE ATUAÇÃO ALARGOU-SE PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO, ONDE SE INICIOU UM PROJETO COM A ONG METAMORFOSE. Com a missão de “contribuir no desenvolvimento compartilhado integral de crianças e adolescentes, mulheres e famílias do Município de Milagres – Ceará, através de ações concretas e sistemáticas oportunizando condições de vida digna” e a visão institucional de “vivência de uma sociedade livre, justa e fraterna, alcançando através de ações protagônicas de crianças, adolescentes e famílias, que conquistaram a cidadania através da formação, organização e mobilização social”, há mais de 30 anos que a ACOM tem promovido projetos em prol da comunidade de Milagres. Hoje, através de uma equipa multidisciplinar dedicada, desenvolve projetos nas áreas de formação/educação, saúde e nutrição, desenvolvimento agrocomunitário e Direitos Humanos. Tem em curso vários projetos e foi pioneira nas vertentes relacionadas com a problemática da mulher e da moradia popular. Foi assessora na criação de 29 ONG em Milagres e municípios de atuação e encabeçou o movimento de ONG que resultou na criação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. | 05


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Nestes 16 anos de cooperação entre a AMI e a ACOM foram financiados vários projetos na área da saúde e educação. A excelente relação permitiu a evolução da mesma, tendo avançado em 2009 a Aventura Solidária no país e em 2011 a integração de estagiários de medicina e enfermagem no Hospital e Maternidade Madre Rosa Gattorno (HMMRG). Em 2012, a AMI alargou o seu campo de atuação para outros pontos do Brasil, nomeadamente para a cidade do Rio de Janeiro, local onde se estabeleceu uma parceria com a organização Metamorfose. A primeira parceria com esta organização visou apoiar o projeto “Tá ligado na prevenção” que teve como objetivo primordial contribuir para a melhoria dos conhecimentos de prevenção da saúde e práticas saudáveis da comunidade de Xerém, em Duque de Caxias. A mais recente parceria da AMI com uma ONG brasileira foi celebrada em 2016, ano em que se iniciou uma nova parceria com o Instituto Maria José Batista Lacerda, através do projeto “Formação, Produção e Comercialização nos empreendimentos de Economia Solidária: Uma Abordagem Agroecológica de Género e Técnico-Operativa”. O objetivo é promover a sustentabilidade das organizações, através da capacitação dos seus membros e o fornecimento de ferramentas de apoio à produção e também, fomentar a dinamização comunitária e a igualdade de género. Um projeto beneficia diretamente 48 pessoas. No total, a Fundação AMI enviou 14 expatriados para o Brasil e investiu, em 17 anos, o montante de 751.985€ neste país. 06 |

AVENTURA SOLIDÁRIA Em 2009, deu-se início a um novo tipo de parceria com a ACOM: o desenvolvimento de projetos ao abrigo do programa Aventura Solidária da AMI. Este programa pretende estabelecer pontes entre culturas levando grupos de “aventureiros” que tenham vontade de participar e cofinanciar um projeto de desenvolvimento concreto e ainda, realizar atividades de lazer sugeridas e organizadas pelas populações locais, durante 10 dias. Desde então, realizaram-se sete Aventuras Solidárias e foram financiados oito projetos neste âmbito: A primeira Aventura Solidária, realizada em agosto de 2009, teve como objetivo geral melhorar a qualidade do atendimento institucional a crianças, adolescentes, famílias e comunidade. Para tal, foi remodelado o auditório e a sala da Oficina de Artes Visuais. Foram diretamente beneficiados 150 crianças, 212 adolescentes e 391 famílias. Seguiram-se mais cinco edições, cada uma com objetivos e realizações distintas, que beneficiaram mais de 1600 pessoas. A última edição, até à data, deste projeto financiou o projeto “Saúde, Educação e Arte: Um encontro com a cidadania” e realizou-se em junho de 2017. Foram beneficiados 40 educandos do grupo de ativistas, 212 crianças e adolescentes, 544 idosos e os 7.500 utentes do Hospital da instituição.


CRONOLOGIA 1993 Parceria com a ONG Pestalozzi de Milagres, no Estado do Ceará, onde foi desenvolvido o projeto “Programa de Assistência Médica e Sanitária”, cujo principal objetivo foi melhorar a assistência médica à população. Este projeto

2001

incidiu sobre toda a população do Município de Milagres, cerca de 30.000 pessoas.

A AMI regressou ao Nordeste Brasileiro e ao Município de Milagres, desta vez para avançar,

2005

no ano de 2001, com o apoio à ACOM. O primeiro trabalho desenvolvido com este parceiro foi o projeto de “Melhoria Instrumental

Projeto “Inovar o atendimento da Saúde Social do Hospital e Maternidade Madre Rosa Gattorno” com o objetivo de contribuir para a

e Funcional da Associação Comunitária de Milagres e Construção de um Centro de Desenvolvimento integrado de crianças e

prestação de cuidados de saúde de qualidade e

adolescentes”. Com ele fez-se a reabilitação

equidade à comunidade que procura os serviços

do Hospital e Maternidade Madre Rosa

de saúde do Hospital e Maternidade Madre

Gattorno (HMMRG), melhorou-se a qualidade e

Rosa Gattorno. O mesmo durou até 2009 e

diversidade dos serviços prestados no Hospital

permitiu apoiar 1.888 beneficiários mensalmente e 406 famílias associadas. A AMI contou para este projeto com o cofinanciamento do Grupo Espírito Santo Viagens/Top Atlântico.

2011

e comprou-se equipamento médico e de formação. Os beneficiários deste projeto, que durou até 2004, foram os cerca de 30.000 munícipes de Milagres.

2011

Início da integração de estagiários de Medicina e

Projeto “Saúde, Educação e Dignidade -

Enfermagem formados em Portugal no HMMMRG

Direito de Todos” que previa a aquisição

durante dois meses, permitindo enriquecer o processo de aprendizagem destes jovens e

de instrumentos básicos da rotina funcional do hospital operado pela ACOM para um

fomentando o processo de educação para

atendimento mais humano e de melhor

o desenvolvimento. Até hoje, foram enviados

qualidade junto da comunidade. Cerca de

para o local 9 estagiários de Medicina e um de

10.000 pessoas beneficiaram mensalmente

Enfermagem (sete estágios com o apoio do Novo

deste projeto que se prolongou até 2015.

Banco – programa NBup e três estágios com o apoio da Associação Move-te Mais, Faculdade de Medicina de Lisboa).

2017 Projeto “Saúde, Educação e Arte: Um encontro com a cidadania” que prevê atividades que visam garantir o acesso à saúde em serviços especializados específicos no Município e ainda, a promoção da adoção de práticas saudáveis pela população. Este projeto beneficia diretamente 1.452 pessoas em atividades de promoção da saúde, das quais 40 ativistas, e 8.044 utentes do HMMRG. O orçamento total é de 178.083,89 EUR e a AMI assume o valor de 150.053,64 EUR.

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19ª edição do Prémio AMI

O Presidente da República presidiu a cerimónia de entrega do 19º Prémio

JORNALISMO CONTRA A INDIFERENÇA População excluída pelo sistema e pelo país foram os protagonistas dos trabalhos vencedores. Reportagens de jornalistas da SIC, do Público e da RTP foram distinguidas na 19ª edição do Prémio AMI – Jornalismo Contra a Indiferença. Fotos: Alexandre Fernandes

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A Fundação Calouste Gulbenkian foi o cenário de mais uma cerimónia de entrega do Prémio AMI – Jornalismo Contra a Indiferença, que este ano decorreu dia 22 de maio. Na ocasião, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou profundo reconhecimento aos jornalistas presentes. “Eu não sei o que seja jornalismo, verdadeiro jornalismo, que não se defina contra a indiferença”, afirmou. Ao lado do Presidente da República esteve o primeiro voluntário da AMI, José Lebre de Freitas. Os dois foram homenageados pelo Presidente da instituição, Fernando Nobre. 08 |

Sofia Pinto Coelho, da SIC, trouxe a temática da inclusão e da dignidade com a reportagem “Renegados”, que revelou o caso de milhares de pessoas nascidas em Portugal cuja cidadania lhes foi negada. Depois de receber o prémio, a jornalista pediu que “não se esqueçam dessas pessoas”. Em resposta, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o caso da lei da nacionalidade estava “para apreciação próxima” no Parlamento, como aliás veio a confirmar-se dias depois. Sofia Pinto Coelho falou da importância de iniciativas como esta, “sobretudo a da AMI, que tem uma grande visibilidade, já para não falar do apoio financeiro”.


AMI

Eu não sei o que seja jornalismo, “ verdadeiro jornalismo, que não se defina contra a indiferença. ” Marcelo Rebelo de Sousa

O júri do Prémio e os jornalistas cujos trabalhos foram premiados este ano

Sofia Pinto Coelho (SIC)

Joana Gorjão Henriques (Público)

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A Fundação Calouste Gulbenkian foi o palco da cerimónia de entrega deste ano

Joana Gorjão Henriques, do Público, colocou em causa a imagem que Portugal tem de si próprio ao retratar, com base em mais de 100 entrevistas realizadas em 5 ex-colónias africanas, as heranças do colonialismo e a forma como marcou as relações raciais. A série de reportagens também deu origem ao livro “Racismo em Português – o lado esquecido do colonialismo”, com edição da Tinta-da-China, do Público e da Fundação Francisco Manuel dos Santos. “Foi um trabalho árduo e exaustivo”, lembrou.

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À AMI, a jornalista falou da ligação entre os dois casos premiados: “A questão da lei da nacionalidade e de haver uma geração de imigrantes portugueses que nasceu em Portugal e que não tem nacionalidade decorre do processo de colonização e do facto de nós, como país, não termos feito a reflexão necessária sobre o lado violento da nossa história”. O júri, constituído por Sofia Arede e Sofia da Palma Rodrigues, vencedoras da edição anterior, Filipe Vasconcellos, voluntário da AMI, Ana Rosado, Amiga da AMI, e Fernando Nobre, decidiu distinguir também mais três trabalhos com uma menção honrosa. O primeiro, “Grande Reportagem – Angola”, de Susana André, da SIC, foi reconhecido pela coragem em mostrar a realidade tal como os cidadãos a exprimem.

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Já o segundo, “Eu é que sou o Presidente da Junta”, de Miriam Alves, da SIC, foi destacado por provar como a política se pode exercer ao serviço das populações no patamar do poder local. E o terceiro, “Lágrima que deito”, de Mafalda Gameiro, da RTP, foi citado pelo júri como um alerta chocante para a realidade da violência no namoro. Também participaram da segunda reportagem o repórter de imagem Filipe Ferreira, o editor de imagem Marco Marteleira, com produção editorial de Sandra Cadeireiro e grafismo de Patrícia Reis. Na terceira obra, a imagem é de António Antunes, a edição de Sara Cravina, a pesquisa de Rita Rodrigues e a produção de Cristina Godinho. Os vencedores dividiram um prémio no valor de 15.000 euros (cofinanciado a 50% pelo Novo Banco) e uma escultura da autoria de João Cutileiro. No fim da celebração, o Presidente da República apelou a um mundo que “aprenda a não ser indiferente perante milhões de pessoas que continuam a não ter o direito a viverem e a serem consideradas como pessoas, para o bem da democracia, da igualdade, da liberdade, da fraternidade e da solidariedade”.


ami.org.pt


2ª EDIÇÃO DE “UM CLICK PARA A INCLUSÃO SOCIAL” Formar e preparar os jovens através da fotografia

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Utilizar a fotografia como instrumento de inclusão e de estímulo da criatividade, promovendo as competências e a capacitação de jovens é o objetivo deste projeto. Agora que se inicia a sua segunda edição, a decorrer nas cidades do Porto e VN de Gaia, fomos falar com os jovens que participaram na sua primeira edição.

Um click pela inclusão social é uma proposta de intervenção social financiada pela Fundação para a Juventude Jumbo, que utiliza a fotografia participativa como um instrumento de inclusão, de diálogo intercultural, e de estimulação da criatividade, através de técnicas de promoção de empowerment individual e comunitário. O projeto arrancou em 2016 e culminou com uma exposição coletiva e a criação de uma Bolsa Social de Fotógrafos. Ser fotógrafo foi aliás coisa que, até participarem este projeto, nunca tinha passado pela cabeça de muitos dos jovens que o integraram. Pelo menos, de forma muito séria. É o caso de Jocelino Neves, 18 anos, acabado de chegar a Portugal vindo de São Tomé e que refere que este este projeto “foi uma forma de acelerar e ajudar a sua integração”. Para ele, a fotografia 12 |

“abriu-lhe os horizontes e fê-lo crescer a nível pessoal e profissional” e permitiu-lhe “expressar melhor o que sente”. Outra fotógrafa improvável foi Priyal, de 15 anos. Para ela, esta “foi uma oportunidade fantástica” que a ”ajudou a decidir o seu próprio futuro”. Depois do curso quer ”seguir e estudar fotografia”, uma arte que a “ajudou a descobrir outros interesses e profissionais de muito boa qualidade”. Com 28 anos, Cátia é a mais velha deste grupo. “Estava desempregada quando surgiu esta oportunidade”. “Abriu-me horizontes, aumentou o meu querer e a minha confiança”. De todos, é a que tem mais ligações com a fotografia, uma vez que “na família, há interesse por esta arte”.


AMI

Benazir Ussene

Bruna Silva

Camila Moisés

Cátia Costa

Priyal Vassaramo

Jocelino Neves

Bruna, de 22 anos, tem um percurso parecido com o da Cátia. “Estava desempregada e estava a pensar em criar o meu próprio projeto quando esta oportunidade apareceu”. Graças à sua experiência no Click, pensa agora “retomar os estudos e profissionalizar-se nesta área”. Quem acompanhou todos estes jovens ao longo do curso foi o diretor-adjunto da Porta Amiga de Chelas, Narciso Borges que, em tom de brincadeira, “lamenta não ter podido fazer também o curso, mas já não me enquadro”. Curso que, nas suas palavras, foi algo de “desafiante para a sua equipa, porque foi também um momento de aprendizagem”. Enquanto responsável por um equipamento que “procura respostas para os jovens,

foi bom vê-los crescer. Alguns já voltaram a estudar e voltaram para a faculdade por causa deste projeto e isso não é só marcante, é algo de muito importante”. Na primeira edição do Click, a Restart foi o parceiro formativo e esta segunda edição conta com o Instituto Português de Fotografia.

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PROJETO + COMUNIDADE Uma resposta diferente para os problemas de sempre

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O bairro “Portugal Novo”, situado no bairro das Olaias em Lisboa, não tem tutela jurídica pelo que não existe um diagnóstico real da população residente, estando conotado pela frequente ocupação abusiva de casas, o que coloca em causa um dos princípios básicos de bem-estar do ser humano: a segurança habitacional. Os problemas habitacionais do Bairro Portugal Novo criaram, ao longo do tempo, graves problemas de segurança e frequentes tensões culturais. Nesta zona coabitam os habitantes do Bairro Portugal Novo e do Bairro de Realojamento das Olaias sendo que são quatro os principais grupos culturais: portugueses, de etnia cigana, africanos e hindus. Estas diferenças culturais constituem uma riqueza mas para tal, necessitam de intervenção comunitária de modo a evitar focos de desentendimentos e más relações de vizinhança. Esta população vive num contexto de segregação urbanística que se traduz na visível escassez de serviços e equipamentos ao seu dispor, pelo que urge a criação de um espaço que combata esta carência. Tendo em conta as necessidades identificadas pela AMI no bairro através da prática diária e da implementação de projetos anteriores, tem-se revelado crescente 14 |

a necessidade de ampliar o âmbito desta intervenção numa perspetiva mais comunitária e alargada. Por outro lado, a escassez de instituições e equipamentos sociais capazes de fazer face às necessidades sentidas no Bairro Portugal Novo, fez-nos abraçar este projeto. O projeto + Comunidade surge como forma de colmatar algumas lacunas identificadas no bairro. Pretende-se que seja um espaço aberto e útil para a população. O projeto procura fomentar a melhoria da qualidade de vida e a coesão social da comunidade, através da dinamização de diversas atividades com vista à inclusão, promoção, capacitação e participação dos moradores do bairro. As principais atividades desenvolvidas neste espaço são o Gabinete de Mediação Comunitária – disponibiliza a toda a comunidade um local onde se possa dirigir para esclarecimento dúvidas relativas a questões


AMI

sociais (ex.: pedido de médico de família, pedido de RSI, banco alimentar, outros), encaminhamento para serviços e instituições, apoio no preenchimento de documentos (ex.: currículo, inscrições em instituições, outros); o Gabinete + Saúde – dinamizado semanalmente pela Associação VoxLisboa, promove rastreios de saúde e aconselhamento médico e de enfermagem por forma a permitir fazer a prevenção e o despiste precoce de determinadas doenças podendo, de uma forma mais direta, encaminhar a população para os centros de saúde; as Reuniões comunitárias – Dinamização de reuniões comunitárias com a presença das instituições que atuam no bairro e no meio envolvente e com os representantes das diferentes comunidades do bairro, com o intuito de compreender as necessidades, problemáticas e preocupações das mesmas, bem como encontrar soluções conjuntas para casos individuais e coletivos. Encaminhar a comunidade para respostas sociais existentes e criar uma rede comunitária; o Atelier Sénior

– Aqui o objetivo é combater o isolamento social e trabalhar as competências pessoais e sociais, bem como a motivação e autoestima, através de atividades lúdicas, trabalhos manuais, atividades de motricidade, passeios, de forma a promover a participação ativa, potenciando assim a melhoria da qualidade de vida. Com uma duração de um ano (termina a 16 de outubro), irá ter posteriormente um período de sustentabilidade onde se pretende dar continuidade às atividades desenvolvidas. Conta com o apoio do programa BIPZIP da Câmara Municipal de Lisboa, tendo como entidade parceira formal a Associação VoxLisboa. Ao longo da implementação do projeto, tem-se vindo a construir uma rede de parcerias da qual já fazem parte a Junta de Freguesia do Areeiro, a Gebalis, a PSP, a Pastoral dos Ciganos, entre outras.

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AMI Alimenta é um projeto que estimula o crescimento sustentável e aumenta a competitividade. Os parceiros envolvidos têm uma filosofia de valores sociais que contribuem para alertar consciências e despertar o consumidor para uma inovadora forma de consumo sustentável e solidário.

Ajudar é um bem essencial. O AMI Alimenta é dirigido a todos os consumidores portugueses que querem ajudar a alavancar a economia portuguesa ao escolher produtos nacionais e de boa qualidade a um preço justo e que querem ser socialmente responsáveis, ao ajudar uma causa sem despender dinheiro extra, apenas comprando produtos de consumo básico, que fazem parte da sua “lista de supermercado”. O AMI Alimenta tem no seu ADN um valor social que se coaduna com a vertente económica e ambiental de sustentabilidade.

Lojas onde poderá encontrar os nossos produtos solidários AMI Alimenta Lojas selecionadas Continente Lojas aderentes do Intermarché Lojas selecionadas do E-leclerc Ações pontuais no ALDI

Saiba mais em: ami.org.pt


Quadro de Honra_ Cartaz A2.pdf

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27/07/2017

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Resultados do Peditório Nacional da AMI C

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“A VER O MAR” Inaugurada dia 11 de Agosto, a exposição coletiva “A Ver o Mar” reúne trabalhos de artistas de renome como Jaime Isidoro, Armando Alves, João Carqueijeiro, Paulo Neves e Henrique do Vale e estará patente no Centro de Congressos do Estoril até dia 23 de agosto, podendo ser visitada todos os dias entre as 18h e a meia-noite. A inauguração desta mostra, organizada pelo núcleo cultural da AMI (AMIarte) foi presidida pelo edil da Câmara de Cascais.

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Abrigo do Porto foi ao teatro O Clube de Leitura e Debate do Abrigo do Porto foi ao Teatro Nacional de São João assistir à peça MacBeth de William Shakespeare. Antes de assistirem à representação, um resumo da peça foi lido e explicado, tendo em conta a sua complexidade.

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Estão já apurados os resultados de mais um Peditório Nacional de Rua da AMI. Realizado entre os dias 1 e 4 de junho, angariou um total de €28.014,96 em Portugal Continental e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Esta ação de angariação de fundos e de divulgação contou com a participação de dezenas de voluntários e colaboradores em praticamente todos os distritos de Portugal. A AMI agradece a todos quantos contribuíram com um donativo para as missões desenvolvidas em Portugal e no estrangeiro, bem como a todos os que participaram no peditório.

Dia da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento As migrações são um dos temas na ordem do dia. Estes movimentos populacionais resultam num contacto e uma partilha cada vez maiores, promovendo a diversidade cultural, linguística e religiosa. Porém, os efeitos desta diversidade não são só benéficos e continuamos a assistir a atos radicais e a conflitos, baseados na intolerância e no desrespeito pelas diferenças. Com o objetivo de mitigar situações desta natureza, as instituições e organizações de todo o mundo têm vindo a trabalhar na promoção do diálogo intercultural, fomentando a interação e participação dos povos através de experiências de partilha, valorização e aceitação da diversidade.


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Visita ao Parque Temático da Madeira No passado dia 1 de agosto, 12 beneficiários do Centro Porta Amiga do Funchal visitaram o Parque Temático da Madeira. Esta atividade realizou-se no âmbito do apoio financeiro que a Câmara Municipal do Funchal disponibilizou ao Centro Porta Amiga para o ano 2017.

AMI Alimenta A marca solidária da AMI marcou presença nos 3 dias da Alimentaria&Horexpo, de 4 a 6 de junho, exclusivamente dirigida aos profissionais da área. Foram 3 dias com muitas visitas ao stand, muitos contactos e visibilidade da marca aos produtores, meios de comunicação da especialidade e distribuidores. Uma iniciativa que só foi possível graças ao trabalho conjunto entre a AMI e a José Salgado Unipessoal.

Dia de África Celebrou-se no dia 25 de maio, o Dia de África, um continente que esteve desde sempre ligado à nossa história. Desde 1987, já estivemos em 29 países africanos, com mais de 1100 voluntários. Atualmente temos uma missão com expatriados na Guiné-Bissau e 11 projetos em parceria com organizações locais noutros países (Chade, Gana, Burundi, Uganda, Moçambique e Madagascar).

Angariação de Amigos da AMI A AMI iniciou, no passado dia 17 de julho, uma ação “Face to Face” de angariação de Amigos da AMI nas cidades de Lisboa e Porto. Os Amigos da AMI são doadores que assumem um papel de destaque na concretização da missão da AMI, uma vez que é graças aos seus contributos regulares que é possível orçamentar as atividades da AMI de forma programada e responder mais rapidamente em situações de emergência. Nesta ação, os angariadores estão devidamente identificados tendo recebido formação adequada, o que lhes permite esclarecer qualquer dúvida ou questão que lhes seja colocada.

Dia do Ambiente Celebrou-se no dia 5 de junho, o Dia Mundial do Ambiente, este ano subordinado ao tema “Conectar as pessoas à natureza - na cidade e na terra, dos polos ao equador”. Um bom motivo para relembrar o projeto Ecoética, através do qual a AMI já reabilitou mais de 120.000 m2 de terrenos florestais, uma forma de reforçar os laços entre a população e o meio ambiente.

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Internacional_

Malásia

Nicarágua

A AMI retomou a parceria com a ONG Dignity for Children, na Malásia. No âmbito da intervenção PIPOL (Projetos Internacionais em Parceria com Organizações Locais) será financiado o projeto Empowering Community Teachers through Training, que pretende realizar formação em metodologia Montessori a 45 professores, provenientes de vários países asiáticos. O objetivo final desta intervenção é melhorar a qualidade de educação em comunidades vulneráveis do Sudeste Asiático. Este projeto contribui para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (Educação de Qualidade) terá a duração de 6 meses e o seu orçamento é de 15.026€.

No passado mês de julho terminou o projeto Fortalecimiento de la red de parteras tradicionales de 11 comunidades de Prinzapolka, implementado pelo parceiro Acción Médica Cristiana (AMC). Este projeto, que arrancou no final de 2015, alcançou dois importantes resultados: por um lado, contribuiu para fortalecer o modelo regional de saúde (MASIRAAN) na sua articulação com a rede comunitária de saúde; e, por outro, conseguiu reforçar a capacitação de 40 parteiras e a suas ligações com a sede do Ministério de Saúde no município de Prinzapolka. Apostando nos bons resultados desta parceria, a AMI resolveu selecionar um médico para dar continuidade no apoio da AMC nas comunidades remotas e de difícil acesso da Región Autónoma Caribe Norte (RACCN) na Nicarágua.

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Uganda O parceiro Mission for Community Development (MCODE) terminou em junho o projeto Strengthening community hygiene and Improved Child Health in Buikwe, Uganda cujo objetivo de promover a higiene e saúde materno-infantil foi atingido com êxito. Após dois anos do seu arranque, esta iniciativa contribui para a melhoria dos padrões de qualidade da água e saneamento nas zonas rurais da área de intervenção através da criação de 5 comités de gestão de recurso hídricos. O projeto melhorou ainda os hábitos de higiene nas comunidades-alvo através de campanhas de sensibilização e construção de mais de 500 tippy-taps (pontos de lavagens da mãos). Finalmente, contribuiu para reforçar a saúde materno-infantil com a distribuição de 300 redes mosquiteiras e campanhas de prevenção, criando também uma mais próxima ligação entre as mães grávidas e o sistema de saúde local.

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Estágios de Cooperação Internacional AMI/NBUP‘17 Pelo décimo segundo ano consecutivo a AMI está a desenvolver, em parceria com o Novo Banco, os Estágios de Cooperação Internacional AMI/NBUP. Em 2017, foram selecionados três estagiários de Enfermagem e Medicina. Os estágios, com duração de dois meses, irão decorrer nos projetos com os parceiros da AMI no Brasil e na Colômbia. Esta é uma oportunidade dos jovens estudantes conhecerem e trabalharem num contexto de Cooperação Internacional com as equipas da AMI. A todos os participantes desejamos uma excelente Missão!


BREVES Mecenato_

Impact HUB A AMI participou na 1ª Edição da Escola de Impacto, em parceria com a Impact HUB e a Fundação Ageas Agir com Coração, um programa de 3 meses destinado a pessoas em situação social vulnerável através de iniciativas empreendedoras. Leia as entrevistas deste projeto no BLOG

Regresso às aulas Campanha Kit Salva Livros e agenda escolar

Aventura Solidária ainda tem lugares Ainda há lugares disponíveis para aventura solidária no Senegal de 24 de novembro a 3 de dezembro. +info aventura.solidária@ami.org.pt

Campanha escolar solidária Jumbo Esta Campanha realiza-se, como é habitual, entre 21 de agosto e 2 de setembro e o seu mecanismo é muito simples. Os supermercados Jumbo disponibilizam vales de 1€ a 5€ e convidam os seus clientes a adquirirem-nos. Estes vales, cujo valor será duplicado pelo grupo Auchan, serão convertidos em mochilas, devidamente equipadas com todo o material escolar e distribuídas a 3443 crianças dos 6 a 18 anos do Continente e ilhas a partir 18 de setembro. Quem estiver interessado em participar na ação de triagem e preparação do material em Lisboa 15 e 16 de setembro poderá contactar: voluntariado@ami.org.pt

© Jérôme Pin

Os centros Porta Amiga da AMI apoiam milhares de crianças e jovens em Portugal, em particular no regresso à escola. Ao adquirir o Kit Salva Livros e a Agenda Escolar 2017/2018, está a contribuir para os ajudar. O valor do Kit Salva Livros é de 6€, dos quais 1€ reverte para a AMI, e encontra-se disponível nas lojas Staples, Jumbo, Continente, Nouvelle Livrairie française, Portfolio, Fnac e loja online AMI em www.ami.org.pt. A Agenda Escolar está disponível nas lojas Staples, Jumbo, Fnac, Portfolio e loja online AMI em www.ami.org.pt e, a exemplo do kit, custa 6€ dos quais 1€ reverte para a AMI.

Campanha MEO Emergência Pedrógão Grande Desde 21 de junho foi possível aos clientes MEO, trocar 100 pontos, equivalentes a 3€, para ajudar, através da AMI, as famílias que foram atingidas nos seus domicílios pelos incêndios que assolaram a região centro do país no passado mês de junho. Conseguiu-se 10.296€. A Delegação Centro da AMI, em conjunto com a Câmara Municipal, estão a proceder ao levantamento dos reais estragos e das necessidades existentes. O valor será convertido em mobiliário, electrodomésticos e utensílios domésticos para as famílias atingidas na fase de pós-emergência após reabilitação das casas. | 21


Agenda aMI Agosto, 11 Exposição “A Ver o Mar” – Centro Congressos Estoril Agosto Campanha Escolar Auchan/AMI Setembro, 30 Encontro Aventureiros Solidários (Lisboa)

Loja aMI A Loja AMI já possibilita donativos online e dispõe de outros artigos que podem ser adquiridos no site loja.ami.org.pt Ao comprar qualquer um dos artigos da loja AMI estará a contribuir para a realização dos nossos projetos e missões. Pode também fazer a sua escolha, preencher e enviar-nos o cupão abaixo, junto com o cheque no valor total dos artigos acrescido das despesas de envio indicadas.

1

Usufrua de 40% de desconto na loja online, em todos os artigos com preços superiores a 3€, exceto livros e coração solidário. Portes de envio _ Encomenda Portugal

3

2

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1 Kit Salva Livros _6€

Inferior a 50€

50€ e superior

5€

Grátis

Europa, América do Norte e África

10€

Grátis

América do Sul, Ásia e Oceania

15€

Grátis

2 Agenda Escolar (11x21cm) _6€ 3 Estojo de madeira _4,5€ 4 Set pintura _15€ 5 Bloco de Notas (14x18cm) _3€ [Mais artigos em www.ami.org.pt]

Nome

Impresso em papel 100% reciclado

Morada Código Postal Telefone Como adquiriu a nossa revista Descrição do Produto

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Caso não autorize que os seus dados sejam processados e armazenados informaticamente, assinale com uma cruz.

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Valor Total


INFORMAÇÕES

VOLUNTÁRIOS PRECISAM-SE CPA CASCAIS

ABRIGO DO PORTO

Função: Apoio para as férias das crianças do Espaço EPES

Função: Médico de clínica geral Periodicidade: 1 a 2 vezes por mês Função: Psiquiatria Periodicidade: 1 a 2 vezes por mês

CPA PORTO Função: Advogado(a); Função: Enfermeiro(a); Função: Psiquiatra; Função: Licenciado em Marketing; Função: Designer Gráfico; Função: Indiferenciado/Empregada Limpeza (apoio à copa) Periodicidade: fins de semana e feriados

CPA GAIA Função: Enfermeiros para Gabinete de Enfermagem e apoio à Equipa de Rua

NACIONAL

voluntariado@ami.org.pt

[FICHA DE CANDIDATURA ONLINE]

Este número da AMI Notícias foi editado com o especial apoio da revista VISÃO (Distribuição), LIDERGRAF (Impressão e Acabamento), COMPANHIA DAS CORES (Design) e CTT – Correios de Portugal Autorizada a reprodução dos textos desde que citada a fonte. AMI Fundação de Assistência Médica Internacional R. José do Patrocínio, 49 – Marvila, 1959-003 Lisboa ami.org.pt | fundacao.ami@ami.org.pt Ficha Técnica Publicação Trimestral Diretor Fernando Nobre Diretora-Adjunta Leonor Nobre Redação Paulo Cavaleiro Edição Luísa Nemésio Fotografias AMI e Alexandre Fernandes Colaboram neste número Alexandre Fernandes, Andreia Carvalho, Julia Bender Paginação Ana Gil e Diana Esteves Tiragem 54.000 exemplares Depósito Legal DL378104/14

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Obrigado por ajudar as equipas da AMI a prosseguirem o seu trabalho humanitário. Graças a si, os voluntários da AMI podem atuar em Portugal e nos países mais carenciados do Mundo! Porque muitos precisam de nós, nós precisamos muito de si!

Como colaborar com a AMI Deposite um donativo na conta da AMI n.º 015 27781 0009 do Novo Banco | Envie o seu donativo em cheque nominal diretamente para qualquer uma das direções da AMI. | Faça o seu donativo em qualquer caixa multibanco, selecionando a opção “Ser Solidário”. Depois, basta escolher a importância com que quer contribuir. | Participe ativamente como voluntário nos Centros Porta Amiga, na sede da AMI ou nas Delegações | Inscreva-se como voluntário contactando voluntariado@ami.org.pt | Adira às Campanhas de Reciclagem (reciclagem@ami.org.pt) | Faça reverter parte do seu IRS para a AMI | Participe na Aventura Solidária no Senegal, Brasil ou Guiné-Bissau (aventura.solidaria@ami.org.pt)

Como contactar a AMI E-mail: fundacao.ami@ami.org.pt | Internet: www.ami.org.pt Sede Fundação AMI – Rua José do Patrocínio, 49, 1959-003 Lisboa | T. 218 362 100 | Fax 218 362 199 Delegações Norte T. 225 100 701 | Centro T. 239 842 705 | Madeira T. 291 201 090 | Açores – Terceira T. 295 215 077 | Açores – S. Miguel T. 296 305 716 Centros Porta Amiga Lisboa – Olaias T. 218 498 019 | Lisboa – Chelas T. 218 591 348 | Porto T. 225 106 555 | Almada T. 212 942 323 | Cascais T. 214 862 434 | Funchal T. 291 201 090 | Coimbra T. 239 842 706 | Gaia T. 223 777 070 | Angra T. 295 218 547 Abrigos Noturnos Lisboa (em colaboração com a C. M. Lisboa) T. 218 152 630 | Porto T. 225 365 315 LEI DO MECENATO – ATIVIDADES DE SUPERIOR INTERESSE SOCIAL Art.º 61, alineas b) e e) do N.º 3 e N.º 4 do Art.º 62 e Art.º 63 do Decreto-Lei 215/89 de 21 de junho, renumerado e republicado como Anexo II ao Decreto-Lei 108/2008 de 26 de junho). O seu donativo é totalmente dedutível nos impostos, majorado em 40%.

Serviços AMI Cartão Saúde Contacto 213 Nº8235

[SAIBA MAIS]

VALIDADE: 02/19

303 600

Desejo tornar-me Amigo da AMI com o n.º Desejo atualizar a minha inscrição como Amigo da AMI n.º

[PREENCHIMENTO ONLINE]

(a atribuir pelos nossos serviços)

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Código Postal (*):

N.º Contribuinte (*): Profissão: Data de Nascimento:

Para emissão de recibo deverá sempre devolver-nos este cupão devidamente preenchido ou contactar a AMI através do 218 362 100

N.º B.I. (*): Telefone: E-mail: –

Desejo contribuir com:

Formas de pagamento (marque com um x)

Pagamento online: loja.ami.org.pt (não necessita envio de comprovativo)

Multibanco. Entidade 20 909 e Referência 909 909 909

Transferência bancária (ordem permanente): Eu, (nome do 1.º titular) banco

ao abaixo assinado, autorizo o meu

a transferir da minha conta com o IBAN

IBAN PT50000700150039372000265, a partir de (dia) com a periodicidade

Cheque endossado à AMI n.º:

Mensal

Trimestral

/ (mês)

para a conta da AMI do Novo Banco com o

/ (ano)

Semestral

, a quantia de

/

(por extenso),

Anual

Vale Postal

(Assinatura igual à do Banco)

Envie este cupão num envelope (não necessita selo) para: AMI – Remessa Livre 25049 – 1148 Lisboa Codex (Para as modalidades de depósito, multibanco e transferência bancária envie-nos cópia dos talões comprovativos para emissão de recibo, s.f.f.) (*) Campos de preenchimento obrigatório para emissão de recibo

O seu donativo é dedutível nos impostos nos termos do Decreto-lei n.º 74/99 de 16 de março, conjugado com o n.º 2 do artigo 2 do Estatuto do Mecenato. Em cumprimento da Lei nº 67/98, de 26 de outubro, que aprova a Lei da Proteção de Dados, todos os dados pessoais obtidos mediante o preenchimento deste cupão serão inseridos num ficheiro informático da responsabilidade da Fundação AMI e destinam-se a ser utilizados, exclusivamente, para o envio de informação por correio, e-mail ou sms. É garantido o direito de acesso, retificação ou eliminação dos dados, podendo exercer esse direito pessoalmente ou por escrito para a Rua José do Patrocínio, n.º 49 1959-003 Lisboa. Caso não autorize que os seus dados sejam processados e armazenados informaticamente, assinale com uma cruz.

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AMI Notícias nº 68 - 2º Trimestre de 2017  

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