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O professor e os desafios do século XXI

Revista do Colégio Farroupilha - Ano XXI - N° 110 - Novembro e Dezembro de 2013


Expediente: Nº 110 – Novembro e dezembro de 2013 Revista Bimestral do Colégio Farroupilha Presidente da Associação Beneficente e Educacional de 1858 – ABE 1858 Fernando Carlos Becker Diretora Pedagógica Marícia Ferri Diretor de Administração e Finanças Milton Fattore Jornalista Responsável Cláudia Oliveira MTB 8138 Coordenação Geral Tiago Schmitz Comunicação e Marketing comunicacao@colegiofarroupilha.com.br Diagramação Design de Maria | designdemaria.com.br Revisão Textual Laboratório de Português Capa Professora Maria Aparecida de Almeida e os alunos Frederico Guilherme Flores Soares Bredemeier e Marthina de Castro, ambos da 2ª série do Ensino Médio. Ouvidoria Farroupilha ouvidoria@colegiofarroupilha.com.br (51) 3382 1889 Tiragem 1.500 exemplares Versão Online www.colegiofarroupilha.com.br Como instalar o leitor de QR Code no seu celular Inventado no Japão em 1994, o QR Code foi criado para facilitar o acesso à informação por parte de usuários de celulares, podendo ler qualquer coisa de qualquer lugar. Para ler um QR Code ou Quick Response Code é preciso instalar um software em seu celular. Ele será responsável por decodificar a imagem capturada. Na internet, há muitos softwares gratuitos disponíveis. É preciso que se baixe um de acordo com o modelo do celular. Em português, o http://reader.kaywa.com é um dos melhores sites para baixar leitores de QR Code. Para aqueles que quiserem criar seus próprios QR Codes, em http://qrcoder.kaywa.com, é possível gerá-los facilmente.

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Revista Farroupilha n° 106

PALAVRA DO PRESIDENTE

Os desafios de educar na contemporaneidade Não existe um modelo pronto na educação. A cada dia, surgem novas definições da profissão e da compreensão da prática. E, para tanto, é necessário estar atento às mudanças que estão sendo exigidas do profissional da educação, estar aberto aos conhecimentos que se produzem nessa área, que é fundamental para o fortalecimento da profissão docente e das próprias instituições de ensino. A necessidade de inovar e criar novas estratégias de aprendizagem que acompanhem o perfil de aluno do novo milênio é o maior desafio enfrentado pelas escolas. Por entender que o processo de mudança e de inovação é fruto do diálogo, o Colégio Farroupilha promoveu, em novembro, a primeira edição do encontro “Inteligência Coletiva: como professores de escolas públicas e privadas estão se preparando para os desafios da sala de aula do Século XXI?”. Educadores que fazem a diferença em sala de aula compartilharam experiências, dividiram sentimentos e impressões sobre os desafios que marcam o cotidiano da escola contemporânea. Através da reflexão, esses inquietos agentes de transformação descobriram novas maneiras de articular aprendizagens, de provocar mudanças que contribuam para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais, emocionais e éticas, tanto dos alunos quanto dos próprios professores, que a cada dia também aprendem novas lições com essa convivência enriquecedora. A percepção de que a escola ocupa um espaço que não “quer” acompanhar seu tempo e que o cenário educacional precisa modificar-se para inovar justifica a necessidade de priorizarmos a capacitação do quadro docente por meio da formação continuada. Além disso, há que se atualizar a proposta pedagógica, tendo em vista as demandas da contemporaneidade. Contamos com parcerias que nos auxiliam na compreensão de quem é o aluno do século XXI. Alcançar a excelência, marcada por uma cultura de partilha e de aprendizagem coletiva, que preconize uma educação voltada para a formação de cidadãos competentes e críticos, é o que norteia o dia a dia do nosso trabalho. Fernando Carlos Becker Presidente da Associação Beneficente e Educacional de 1858


sumário

Opinião

05

Caminhos e descaminhos da experiência em sala de aula no século XXI

Cuidar é Básico

06

Desatando os nós de aprendizagem da nova geração

Fique por Dentro

07

Diversão na hora de conhecer o Código de Convivência

Especial

14

Professores inquietos transformam a educação

A Voz do Aluno

22

O professor faz a diferença em nossas vidas

Destaques

24

Pesquisas revelam aprendizados dos alunos

Nossa Comunidade

35

Estímulo ao pensamento filosófico

Farroupito

36

A arte de ser professor no século XXI

Variedades

39

Teatro educativo é atração do Palco Farroupilha

Idiomas

40

Qualificação com certificação de Cambridge

Túnel do Tempo

42

A história da educação através das memórias do Farroupilha

Eventos

47

Festival de Cinema de Língua Estrangeira

Esportes

52

XLI Jogos Farroupilha Anos Iniciais

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ESPAÇO DO LEITOR

O professor e os desafios da sala de aula no século 21 Por Fábio Cardoso e Luciana Caccavo, pais de Natália, da 8ª série C.

O insensível alarme insiste em continuar a querer me ti-

Com o risco de criarmos um analfabetismo ciberné-

rar da cama, em uma briga que normalmente ele vence.

tico, a geração “dedão” tecla e digita “a todo o vapor”,

Dia lindo!

com uma velocidade de dar inveja aos mais velozes

Agradeço a DEUS com uma prece silenciosa. Comparti-

e experientes taquígrafos e datilógrafos.

lhar mais este dia para poder estar no convívio de pesso-

Datilógrafos? Taquígrafos? O que é isso? –­ Perguntam.

as e desta instituição Divina que é a família.

Como conviver com tanto dinamismo, informação e

A sutil rotina nos leva para os afazeres do dia a dia. Acor-

tecnologia?

da! Já está atrasada para a escola. Vai tomar café!

Lembram-se do Orkut? Já era... Mark Zuckerberg

Trânsito ruim... Chegamos... Deus abençoe seu dia!

que o diga.

Reflito: Esta geração “dedão” versus professores e seus

Steve Jobs, Bill Gates, Mark Zuckerberg, Apple, Mi-

desafios, como caminha?

crosoft, Facebook, Twitter, tablet, iphone, ipod,

Segundo estudo divulgado em outubro pela Fundação

smartphone estão na ponta da língua e no pensa-

Internacional Varkey GEMS, que publicou uma pesquisa

mento, a cada instante.

realizada em 21 nações (total 21 mil pessoas pesquisa-

Será que eles se lembram de D. Pedro I, Princesa

das), o Brasil é um dos países que menos valorizam o

Isabel, Tiradentes, Rui Barbosa, Cabral? Será que

professor. O professor brasileiro está em penúltimo no

sabem brincar de esconde-esconde, pular corda,

ranking, na frente apenas dos israelenses. O Brasil ofere-

brincar de roda?

ce o terceiro pior salário para esses profissionais, melhor

Será que deram uma curtida no professor de mate-

apenas do que Egito e China.

mática? Compartilharam suas experiências com o

Por sua vez, o Governo Federal, a cada ano, diminui o

Professor de Português, com os blz, chuasskassss,

orçamento para a educação, que hoje é muito pouco,

(:- , KD, vc, nauumm ?).

quase nada. Os investimentos são insignificantes, des-

Ah! Bom senso e equilíbrio...

caso total do governo.

# Grande desafio para o mestre, com carinho.

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Opinião

Caminhos e descaminhos da experiência em sala de aula no século XXI Por Maria do Carmo Hornos Steffens, professora de Língua Portuguesa dos Anos Finais.

I

niciei minha carreira no magistério na década de

da internet, às narrativas mais objetivas, os alunos inicial-

90, quando, muito antes da virada do século, já ron-

mente mostram considerável resistência em “embarca-

davam o ambiente educacional algumas previsões

rem” nessa outra natureza de leitura. Porém, no momen-

sobre o futuro da educação, principalmente no que dizia

to em que veem uma narrativa dos séculos XVIII ou XIX

respeito à tecnologia e à conduta pedagógica do novo

apresentar conflitos tão próximos aos que são vividos por

século. Eis que o novo século chegou e, diante de nós,

um adolescente deste século, aquele narrador, cuja lin-

as novas tecnologias vieram se desenhando com uma

guagem “esquisita” causava resistência, agora passa a ser

velocidade que, sim, pareciam cumprir o vaticínio das

fonte de curiosidade e, sobretudo, de descoberta.

décadas anteriores.

No decorrer dessa prática, pude perceber que, assim

Mas, mesmo abismados com tantas mudanças e passado

como os alunos, eu também tenho me visto impelida a

o susto inicial das previsões mais pessimistas, que diziam,

mudar minha abordagem nas aulas de leitura.

por exemplo, que o professor seria uma peça esquecida na sala de aula de um mundo tecnológico, hoje, vividas algumas experiências, acho que podemos pensar de outro modo a respeito daquela previsão educacional tão definitiva. Nós, professores e alunos, temos feito incursões pelos recursos que a rede nos proporciona e isso tem mudado nossa relação com a informação, principalmente no que se refere ao seu volume e à sua velocidade. Quando se pensa, preconceituosamente, a respeito das

Ler, simplesmente, não faria sentido e nem operaria algum resultado se eu também não tivesse sido transformada por minha leitura nesses tantos anos. Desse modo, pensar a produção de uma prática, em minha opinião, só faz sentido se, junto com ela, ousarmos também um outro lugar como professores e, principalmente, como leitores.

práticas passadas, gosto de lembrar a nossa relação com os clássicos literários e, mais precisamente, gosto de pen-

Mais do que certezas sobre a condução de nossa práxis,

sar na experiência que tenho tido, com as oitavas séries,

o novo século nos traz muitas angústias diante dos novos

nos últimos anos de minha prática. Machado de Assis,

e velhos lugares que devemos/queremos, como profes-

Franz Kafka, Edgar Allan Poe e Clarice Lispector são alguns

sores, ocupar. Talvez, então, criemos coragem para lan-

dos autores visitados na leitura de tal série, os quais, em

çarmo-nos a outros espaços da prática, inventando outra

verdade, dificilmente constariam na lista dos autores pre-

natureza de tranquilidade; não aquela fundada no desejo

feridos desses alunos (antes, é importante lembrar, por

de constância, mas aquela que se faz no trilhar das retas,

desconhecimento do que por antipatia). Exatamente por

das curvas e dos declives da experiência, mais difícil e me-

isso, não posso dizer que essa seja uma adoção fácil, ao

nos assertiva – é verdade –, porém, exatamente por isso,

contrário, pois, acostumados à linguagem simplificada

legítima, porque única.

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CUIDAR é básico

Desatando os nós de aprendizagem

da nova geracao D

o rock and roll ao indie rock, os jovens eterni-

que dorme todos os dias torcendo para que tempos de

zam atitudes e maneiras de ler o mundo que

mudanças cheguem com mais paz. Uma promissora ge-

os cerca, cultivando medos, anseios, sonhos e

ração que chega ao mercado com tesouros a descobrir”,

potencial criativo, em diferentes medidas. Mais do que

disse o integrante da Área de Projetos Especiais de Co-

falar de conflito, a palestra “Aprendizagem: desatando os

municação da rede Laureate International Universities,

nós”, realizada dia 05 de novembro, na sala 19, motivou

considerada a maior rede de ensino superior do mundo.

pais e filhos para trocar ideias sobre bons relacionamen-

Para a mãe de Bruno, da 1ª série do Ensino Médio, e de

tos, redes sociais, postura, comportamento, compreen-

Pedro, do 3º ano do Ensino Fundamental, a palestra fo-

são de vocações e aprendizado colaborativo, dentro e

cou em um ponto muito importante do comportamento

fora de casa. O administrador Jeyson Ribeiro foi o pales-

do jovem de hoje. “Essa geração tem dificuldade em de-

trante convidado para fechar o ciclo de palestras deste

finir quais são os seus pontos fortes e quais são os pontos

ano para o Ensino Médio.

fracos, do que gosta mais e do que gosta menos na hora

“Falamos sobre uma geração que ainda sonha, que troca

de escolher a sua profissão”, disse a publicitária e profes-

de sonhos como quem troca mensagens no whatsapp,

sora universitária, Márcia Budke Popien.

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fique por dentro

Diversão na hora de conhecer

o Código de Convivência É brincando que os alunos do Colégio Farroupilha apren-

possibilidade de questionar, de ser questionado, de sen-

dem sobre o Código de Convivência. Por meio da ludici-

tir, de expressar-se livremente, observando que a todos

dade, crianças e jovens lidam com diferentes situações

é dado o mesmo direito”, enfatiza a Diretora Pedagógica,

vivenciadas na rotina da escola, na qual o cumprimento

Marícia Ferri.

de regras e limites serve para manter uma relação de har-

Peças em formatos diferentes para os níveis de ensino au-

monia entre os membros da comunidade escolar. “Nosso

xiliam a equipe do Serviço de Orientação Educacional no

processo de relações interpessoais deve ser construído a

desenvolvimento de atividades voltadas para a divulga-

partir do respeito ao próximo. Educamos para que cada

ção do Código. Placas coloridas em forma de histórias em

aluno assuma o seu papel de cidadão: respeitoso, respon-

quadrinhos, Jogo dos Sete Erros e um Tabuleiro Gigante

sável, crítico e solidário. Os limites estão postos pela ne-

são usados durante as aulas com as turmas dos Anos Ini-

cessidade de garantir a cada um, em seu espaço de aulas,

ciais. As salas dos Anos Finais e do Ensino Médio ganha-

de recreio ou de outra atividade qualquer no Colégio, a

ram um colorido diferente com as placas que disseminam

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FIQUE POR DENTRO

Placas coloridas, Jogo dos Sete Erros e um Tabuleiro Gigante são usados como recursos pedagógicos para que os alunos aprendam sobre o Código de Convivência.

as regras e as condutas. “A gente se sente mais feliz quando existem regras para cumprir”, disse Sofia, do 3º ano G do Ensino Fundamental, após jogar no Tabuleiro Gigante, ao lado dos colegas. Para a amiga, Luíza, essa metodologia de ensino mantém a atenção dos estudantes. “Bem legal é a proposta de aprender se divertindo. A regra de usar o uniforme eu sempre cumpro”, contou a aluna. Apesar da pouca idade, Nícolas, do 1º ano C do Ensino Fundamental, tem maturidade para entender os benefícios da aplicação de um documento que serve para regular a convivência no espaço escolar. “Se não tiver regras, fica tudo muito bagunçado. Elas servem para mostrar que a gente deve pensar em todo mundo e não só em si. Brincadeiras inadequadas, por exemplo, não são legais. Também devemos cuidar das mesas e cadeiras para que outras pessoas possam usá-las”, sugeriu Nícolas.

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A importância das regras para a boa convivência escolar Por Camila Arruda, Diana Santos, Luciana Motta e Sandra Peixoto, do Serviço de Orientação Escolar dos Anos Iniciais. Entendemos que as experiências vividas por

comportamento, diminuindo assim a neces-

nossos alunos na escola, logo depois das re-

sidade de um controle externo por parte do

lações que ocorrem na família, reproduzem

adulto. Esse trabalho não se restringe ao sim-

situações da vida em sociedade. Dessa forma,

ples ensinamento de regras, ou à colocação

oportuniza-se um espaço de trocas afetivas, de

de limites e restrições. Pretendemos levar os

identificações e de desenvolvimento de habili-

alunos a compreenderem que viver em so-

dades de resoluções de conflitos, mediadas pe-

ciedade exige o melhor de cada um de nós.

los adultos (principalmente pelos professores).

Cada vez que se trabalha uma regra na esco-

Tais vivências colaboram com a formação de

la, esta vem acompanhada pela explicação

sujeitos politicamente mais atuantes, capazes

de sua razão de ser, pelas consequências que

de interferirem e construírem uma sociedade

poderá ter caso não seja cumprida, levando

que atenda melhor às necessidades de todos

em consideração o bem-estar do aluno e da

(e não apenas de uma parte dela).

comunidade escolar. Nessa perspectiva, as

Para que nossos alunos conquistem a auto-

regras contribuem para o bem-estar dos in-

nomia, é necessário compreender racional-

divíduos em sociedade.

mente as regras. Nesse sentido, é essencial que exista a possibilidade de reflexão sobre

Ficou curioso para conhecer o Código

as normas existentes, problematizando-as a

de Convivência do

partir das experiências e vivências dos alunos.

Colégio

Ao abordarmos com transparência o con-

lha? Faça a leitura

junto de regras que fazem parte do Código

do QR Code ao lado

de Convivência do Colégio, buscamos con-

(veja mais informa-

tribuir na formação de alunos mais críticos

ções na página 02)

e autônomos, que consigam regular seu

e acesse-o.

Farroupi-

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FIQUE POR DENTRO

Mais consciência ao lidar com o dinheiro

P

ráticas diferenciadas são usadas pelos professo-

Dinheiro. Ele é dividido em duas partes: na primeira, os es-

res do Colégio Farroupilha para ensinar os alunos

tudantes trabalham com a história do escambo e apren-

a aprender a lidar com o dinheiro de uma forma

dem a distinguir o valor das coisas. “A intenção é fazer

saudável. O tema educação financeira começa a ser abor-

com que as turmas entendam que o valor agregado ao

dado já na Educação Infantil, quando os estudantes, por

bem material se dá a partir da necessidade”, conta Greice

exemplo, ouvem histórias referentes ao assunto, como “A

Borges Quequi, auxiliar de ensino do Laboratório de Ma-

cigarra e a formiga”, realizam jogos matemáticos ou quan-

temática. Na segunda parte do estudo, os alunos conhe-

do organizam um pequeno supermercado na sala de

cem o valor da moeda, a importância da sua conservação

aula feito com sucatas (caixas, potes, garrafas plásticas...)

e o porquê de notas rasgadas ao meio não terem valor

e vivenciam situações de compra/venda com dinheiro

de troca no banco. “Nasci em 2005 e não tinha noção so-

de brinquedo. Os pequenos realizam também saídas de

bre como o dinheiro pode se valorizar e se desvalorizar

estudos ao supermercado, responsabilizando-se pela

ao longo do tempo”, recorda Eduardo. Consciente sobre

compra de ingredientes para as oficinas de culinária que

a necessidade de economizar desde cedo, o aluno do 3º

irão realizar na escola. Cada criança leva um valor, paga

ano B do Ensino Fundamental conta que guarda 80% da

e confere o seu troco, supervisionada pela professora.

mesada mensal que recebe do avô. “Costumo depositar o

Nos Anos Iniciais, os alunos do 3º ano do Ensino Funda-

dinheiro em minha conta poupança. Gasto somente em

mental participam de um projeto chamado História do

ocasiões especiais, como nas férias”, afirma.

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Situações vivenciadas no cotidiano também são vistas

são vistas pelos estudantes na 8ª série do Ensino Funda-

pelos alunos quando ingressam no 5º ano. Ao simula-

mental. Para compreender como funciona os gastos em

rem uma viagem, os estudantes são desafiados a fazer a

várias etapas da vida, as turmas participaram de uma

conversão da moeda brasileira para a do país escolhido

atividade de educação financeira, onde tiveram que ad-

nessa experiência, usando noções de matemática. Para

ministrar o salário recebido enquanto trabalhadores de

o próximo ano letivo, a coordenação de ensino estuda a

empresas privadas, públicas e profissionais liberais. Em

implantação de projeto para as turmas do 4º ano, no qual

cada rodada, eles tiveram que administrar gastos com

os estudantes serão estimulados a gerenciarem as suas

as demandas obrigatórias (impostos, INSS, alimentação,

despesas mediante a concessão de um salário mensal.

etc.), com encargos que são característicos de cada eta-

“Nossa intenção é incentivar os estudantes a aprenderem a economizar e a cortar gastos de uma forma consciente. Assim, contribuimos para que pratiquem hábitos saudáveis e percebam os benefícios de se usar o dinheiro de uma forma congruente com os seus objetivos”, diz a Coordenadora dos Anos Iniciais, Letícia Bastos Nunes.

pa de vida (faculdade, colégio, filhos, plano de saúde) e com os gastos extras (viagens, eletrônicos, festas, roupas, investimentos, plano de previdência privada). “O objetivo do jogo é que eles percebam as diferenças em quem trabalha em empresa pública, privada e quem é autônomo, no que se refere à administração do dinheiro e do planejamento a longo prazo. Na rodada final, quando aposentados, eles perceberam os resultados de suas escolhas”, explicou a psicóloga dos Anos Finais, Patrícia Moreira. “Eu já ganho mesada, mas participar da atividade permitiu que eu compreendesse que é preci-

A conscientização sobre o uso da moeda e a qualida-

so abrir mão de comprar alguma coisa, pois temos gas-

de de vida gerada na terceira idade pela adoção de

tos fixos que não podem ser deixados de lado”, contou

hábitos de consumo mais consciente quando jovens

Giovana, da turma 8C.

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FIQUE POR DENTRO

Brincar e aprender através dos games

A

brincadeira estabelece um vínculo afetivo en-

ção pela Universidade da Califórnia, professor Luciano

tre o aluno e o aprendizado, promovendo no

Meira, fala sobre os benefícios da criação de ambientes

estudante o gosto em participar ativamente

“gamificados” de aprendizagem. “A escola é um empre-

do processo de ensino e aprendizagem, conforme atua

endimento, com metas e planos a serem conquistados.

na brincadeira. O ato de brincar através dos games pode

Os professores devem tratar a sala de aula como startups

proporcionar, além do prazer, a habilidade de ousar, a

e os alunos como colaboradores”. A didática da escola,

autoconfiança, a oportunidade de interagir com os ou-

para Luciano, deve ser como a mecânica dos jogos, onde

tros e a construção de modelos mentais que auxiliam

os alunos aprendem a fazer as coisas usando a imagina-

significativamente no aprendizado e tornam a atividade

ção. “A matriz curricular deveria ser a narrativa; as séries

pedagógica prazerosa tanto para o educando quanto

e disciplinas, jornadas; as aulas, missões; as tarefas, de-

para o educador.

safios; e os objetos de ensino deveriam ser os objetos de

Na entrevista abaixo, o palestrante principal do encon-

aprendizagem”. Meira explica como os jogos podem ser

tro “Inteligência Coletiva: como professores de escolas

proveitosos para o engajamento dos alunos e para dimi-

públicas e privadas estão se preparando para os desa-

nuir a lacuna que há hoje entre a escola e o estudante

fios da sala de aula do século XXI?”, doutor em Educa-

contemporâneo.

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Que benefícios o uso dos jogos traz para os alunos?

damente abandonados. Hoje, existem milhares de aplica-

O componente lúdico dos jogos, digitais ou analógicos,

tivos interessantes que poderiam apoiar a aprendizagem

empresta aos processos de aprendizagem uma ambiên-

de conteúdos do currículo escolar, com bom potencial

cia de alto engajamento, propícia à imersão dos alunos

educacional, tais como Minecraft e Civilization.

e professores em práticas de resolução de problemas.

De que forma o professor pode motivar o aluno na criação de jogos?

Além disso, mantém-nos fortemente vinculados um ao outro, como é frequente nos jogos, inclusive nos bons videogames com características sociais. Outro aspecto a considerar é que a natureza narrativa de alguns jogos, principalmente de muitos jogos digitais, oferece aos jogadores senso de propósito e metas que ajudam a construir aprendizagens significativas e perenes, inclusive de conteúdos específicos.

O professor tem utilizado essa ferramenta com frequência? Menos do que seria possível e desejável. Os alunos, por outro lado, crianças e adolescentes, estão altamente envolvidos com o mundo dos videogames. Apenas no Brasil, estimamos um consumo de videogames equivalente a 73 milhões de horas diárias. Todo esse esforço, disciplina e engajamento dedicado aos games podem ser aproveitados na escola. Para tanto, precisamos desenvolver ambientes gamificados de aprendizagem, pelo menos tão interessantes quanto aqueles dos videogames comerciais, e arquitetar uma formação inovadora de professores, inserindo-os na cultura de games em que os alunos circulam.

Qual é o perfil do professor que faz uso de jogos como ferramenta pedagógica? Professores que promovam na escola uma interlocução com a cultura, que nesse processo criem práticas de diálogo e vinculação com seus alunos e entendam que seu papel não é ensinar, mas construir ambientes de aprendizagem de imersão, engajados e de alto desempenho para seus alunos.

Quais os jogos mais utilizados em sala de aula? Infelizmente o uso de jogos digitais em sala de aula tem sido largamente restritos aos chamados jogos educacionais, historicamente pouco adequados para a aquisição e retenção do conhecimento dos alunos. Em outras palavras, esses jogos são desacreditados pelos alunos e rapi-

A criação de jogos, principalmente os digitais, é um processo bem mais complexo, que envolve conhecimentos sofisticados de game design, programação e arte. Existem experiências interessantes nessa área, inclusive no Brasil. Por exemplo, no Núcleo Avançado de Educação (NAVE), de escolas públicas de nível técnico, os alunos recebem a formação de desenvolventes de projetos ao longo dos três anos do Ensino Médio.

Qual a dica você daria para o professor que quer utilizar o jogo em sala de aula, mas não sabe como fazê-lo? Estabeleça um diálogo com seus alunos, escute-os atentamente, pois eles conhecem muitos jogos digitais, parte considerável dos quais poderia estar na escola. Junto com eles, jogue e investigue o potencial de cada jogo. À medida que esse mundo for se tornando mais familiar, busque novos jogos nas lojas de aplicativos para smartphones e comece a usar os games desses aparelhos móveis para construir práticas pedagógicas que engajem os alunos na discussão de temas relevantes para a sua disciplina.

“Os professores devem tratar as salas de aula como startups e os alunos como colaboradores”, aconselha o professor Luciano Meira.

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ESPECIAL

Professores inquietos transformam a educação

Inquietude. Essa talvez seja a principal característica do professor que todos os dias reafirma o seu compromisso de fazer a diferença em sala de aula. Por meio da reflexão, entendida como meio e meta de formação, pode-se projetar uma escola na comunidade educativa, marcada por uma cultura de partilha e de aprendizagem, de troca de experiências e de reconstruções para os desafios da escola contemporânea. Em busca de respostas para questões que levam à reflexão sobre o que é ser educador no novo século e sobre o papel que a escola ocupa hoje, na sociedade e, principalmente, na vida dos alunos, os seus maiores protagonistas, professores de escolas públicas e privadas atenderam ao convite do Colégio Farroupilha no dia 09 de novembro. Vivências foram compartilhadas durante o “Inteligência Coletiva: como professores de escolas públicas e privadas estão se preparando para os desafios da sala de aula do Século XXI?”, realizado com o apoio do Grupo RBS e da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho. “Sabemos que ser educador em um período da história

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em que o conhecimento é produzido em tempo real, vir-

la básica em crise. Faltam ações de âmbito institucional,

tual e conectado é um desafio muito grande. Nossos estu-

projetos pedagógicos que não sejam mera formalidade”,

dantes têm acesso a um número infinito de ‘in-formações’,

constata a docente do Programa de Estudos Pós-Gradu-

mas não necessariamente são ‘formados’ através dessa infi-

ados em Educação: Psicologia da Educação, da Pontifícia

nidade de dados. Ao educador cabe promover discussões

Universidade Católica de São Paulo.

e priorizar na educação a figura do aluno pesquisador”,

Palestrante principal do encontro “Inteligência Coletiva”,

acredita a Diretora Pedagógica, Marícia Ferri.

o Doutor em Educação pela Universidade da Califórnia,

A escola da contemporaneidade deve proporcionar um

professor Luciano Meira, constata que a academia está

movimento de parceria, de interação, de afetividade no

dissociada dos problemas da sociedade. “A universidade

ato de aprender e desenvolver o pensamento crítico re-

cria ‘homos lattes’, que são aqueles professores que estão

flexivo através da realização de práticas pedagógicas que

preocupados em enriquecer o seu currículo lattes e não

estimulem a investigação, a invenção e o prazer pela des-

em construir soluções para os problemas relevantes da

coberta, possibilitando à criança e ao adolescente percor-

sociedade”, destaca o professor licenciado da Universida-

rer o caminho do conhecimento de maneira mais criativa,

de de Pernambuco.

motivadora e crítica.

O papel de transformação e de inovar os processos de

O professor precisa transformar-se em um guia, capaz de

educação e de aprendizagem, conforme o mestre em

estimular seus alunos a navegarem pelo conhecimento,

Psicologia Cognitiva, não fica restrito à academia, mas

a fazerem suas próprias descobertas e a desenvolverem

compete à comunidade escolar e à família. “À escola cabe

sua capacidade de observação, raciocínio lógico, comu-

estabelecer vínculos com os alunos, ter uma estrutura e

nicação e criação.

arquitetura que favoreçam o diálogo, promover a distribuição da autoria e a interlocução com a cultura, porque

Professor formador, mestre modelo? É consenso entre a maioria dos professores que há uma distância cada vez maior entre a formação recebida por eles na academia e as novas gerações de alunos com as

uma escola que pensa que sua função é unicamente a de transmitir conhecimentos está fadada à falência. A missão da escola não é ensinar, é criar ambientes imersivos de aprendizagem”, enfatiza Meira.

quais eles convivem diariamente, em sala de aula. A tarefa de motivar os universitários para o exercício da docência, na avaliação da professora titular da Universidade de São Paulo e pesquisadora na área de formação de professores, Marli André, exige que o professor formador mobilize diferentes saberes, recorra a diferentes estratégias didáticas, reveja suas crenças e os seus princípios e repense o seu papel de formador. “Tanto a política institucional quanto as propostas de formação mantêm uma rígida organização dos tempos e dos espaços de aprendizagem. Não há, por exemplo, uma política e formas de gestão que favoreçam o trabalho coletivo. A organização curricular dos cursos de formação é pouco flexível, as mudanças estabelecidas pelas políticas de formação não alteraram significativamente o projeto de formação desenvolvido pelos cursos e nem incorporaram as novas demandas, como, por exemplo, o “novo aluno” e a esco-

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ESPECIAL

Capacitação e motivação Formas de capacitação e de motivação para os professo-

tes dos mais variados motivos. “A visão e a organização

res da contemporaneidade foram debatidas e comparti-

do workshop foi muito empresarial. Esse sistema é o que

lhadas no workshop, realizado durante o evento “Inteli-

falta na gestão das escolas, porque estas não possuem

gência Coletiva: como professores de escolas públicas e

um processo de gestão definido, e o que foi visto durante

privadas estão se preparando para os desafios da sala de

o workshop nos ajuda e pode ser implantado nas nossas

aula do Século XXI?”. Divididos por níveis de ensino, os

escolas”, avalia a professora de Geografia da Escola Munici-

docentes participaram da dinâmica proposta pela equipe

pal de Ensino Fundamental Wenceslau Fontoura, Suely de

de profissionais da Reali Hub for Innovation, nas salas do

Oliveira. Para a colega do Colégio Dom Bosco, Paula Bard

2º andar do Colégio.

dos Santos, a dinâmica proporcionou a exposição de sen-

Três perguntas balizaram a atividade: “Qual é o significado

timentos. “Oportunizou a troca, o escutar, o poder ouvir e

de ser professor na atualidade?”, “Pensando no significado

o falar, o que faz falta na nossa profissão. A gente pôde tro-

do professor de hoje, quais são os temas/assuntos/áreas

car experiências, falar das nossas visões e levantar dúvidas

em que vocês sentem necessidade de aprimoramento?” e

e questionamentos”, avaliou a docente dos Anos Iniciais.

“Como escolas e professores podem atuar mais fortemen-

Para o professor Pierre Gabrieli Bedin, a experiência serviu

te na construção desse aprimoramento?”. Além de trocar

para estabelecer o diálogo com pessoas que têm diferen-

impressões sobre o cotidiano escolar, os participantes

tes trajetórias profissionais e espaços de trabalho. “Oxige-

encontraram pontos em comum no seu dia a dia, como,

nou a nossa capacidade de entender que existem outros

por exemplo, a falta de entendimento sobre o processo de

profissionais inquietos e outras instituições de ensino que

gestão da sua escola, o excesso de reuniões improdutivas

também fazem coisas boas”, ponderou o docente do Ensi-

e as dificuldades de aprendizagem dos alunos decorren-

no Médio do Colégio Militar. “Foi um trabalho colaborativo

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Revista Farroupilha n° 110 106


muito bom porque dividimos conhecimento e constru-

estabelecimento de vínculos de parceria e cumplici-

ímos uma visão otimista e motivadora da educação da-

dade entre professores e alunos. Todo o trabalho da

qui para frente”, sintetizou o colega Leonardo Santos de

sua empresa está baseado em cinco pilares: conteú-

Boita, professor dos Anos Finais do Colégio Santa Inês.

do, organização, tecnologia, acesso ao professor e

Após o encerramento do encontro, o grupo formado

afetividade. “Conteúdo está virando uma palavra-

por facilitadores de mesa e de sala reuniu-se para de-

-problema no universo da educação, o que é temerá-

bater os resultados do workshop e compilar sugestões

rio, porque as pessoas não podem temer o conteúdo

que serão entregues aos participantes, representantes

pelo fato de terem mais ferramentas à sua disposi-

de escolas públicas e privadas.

ção”, explica Gustavo.

Socializando vivências inspiradoras A manhã de vivências inspiradoras do “Inteligência Coletiva” contou com a participação de palestrantes reconhecidos no cenário educacional pela capacidade de inovar. Para o fundador da escola de Matemática, Mathematica Et Cetera, Gustavo Reis, a palavra-chave do novo milênio é reputação. “O professor deve se preocupar com o que posta nas redes sociais porque há empresas que estão criando índices reputacionais a partir desse conteúdo que serão usados pelos futuros empregadores e também pelos próprios alunos. A reputação é resultado de um conjunto de fatores que envolvem o trabalho docente, como a qualidade, o reconhecimento, o endosso social e a respeitabilidade”, alerta. Com uma trajetória profissional marcada pela variedade, o especialista em pesquisa de mercado incentiva o

Experiências ampliam o aprendizado Um dos pontos centrais do trabalho em educação desenvolvido pelo professor de Física do Colégio Militar, Capitão César Bruscato, é fazer com que os alunos aprendam brincando. “O aluno para de querer aprender ou tem dificuldade para se relacionar com o professor e com o ambiente escolar porque parou de brincar”, constata o responsável pelo Observatório Astronômico Didático. Na avaliação de Bruscato, o docente precisa usar mais a criatividade durante a prática pedagógica e estimular os estudantes a realizarem mais experiências. Ao vivo, o integrante do Clube de Robótica, de Astronomia e de Radioamadores realizou uma experiência com garrafa pet e laser, demonstrando que, apesar do conceito de fibra óptica ter surgido em 1842, somente em 2009, um japonês ganhou o prêmio Nobel pela sua ‘descoberta’.

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ESPECIAL

Olhar inovador para a educação Inovação na formação de professores foi a temática abordada pela estudiosa do mundo da educação, Gabriela Malafaia. Uma das co-criadoras do curso NOVA, da Escola de Criatividade Perestroika, Gabriela demonstrou os benefícios que um novo olhar pode trazer para a educação. O NOVA conta com pessoas envolvidas em projetos ao redor do mundo para trazer diferentes modelos e percepções, alinhados aos novos paradigmas deste século, a partir da teoria e da prática. “As memórias mais marcantes da nossa vida são decorrentes da nossa experiência”, enfatiza. O curso está dividido nos módulos: experiência, trocando e aprendendo, currículo criativo, tecnologia e cases. “Acreditamos nas trocas entre os indivíduos, em mais aprendizagem e menos ensino e, assim, vamos estimular a turma através desses novos olhares no mundo da educação”, diz Gabriela.

Estímulo ao pensamento inovador O desafio de adotar boas práticas na docência foi comentado pela professora de História do Colégio Farroupilha, Maria Aparecida de Almeida. Cida, como é conhecida pela comunidade escolar, falou sobre a experiência vivida neste ano pelos docentes da 7ª série do Ensino Fundamental e da 2ª série do Ensino Médio com a consultoria. A primeira parte do trabalho envolveu a observação de práticas docentes e a realização de entrevistas com os alunos por parte da equipe da Perestroika, realizadas em abril. A pesquisa efetivada pela Perestroika teve como critérios a utilização por parte dos docentes dos recursos disponíveis na escola, a interdisciplinaridade e a aplicabilidade de metodologias que independem do estilo do professor. O estudo, conforme Michele Sander, Diretora da Perestroika, identificou 51 boas práticas, a partir dos seguintes aspectos: • Descentralização: o professor dá oportunidade para que o aluno exponha o que sabe, compartilhe seu aprendizado, suas dúvidas e seus questionamentos com a turma; • Tecnologia: uso de recursos, como programas, vídeos,

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Revista Farroupilha n° 110 106


músicas, clipes e lâminas, para tornar as aulas mais atrativas;

Boas práticas compartilhadas em guia Boas práticas adotadas pelos professores em sala de

• Experiência e gamificação: conteúdos marcados

aula merecem ser compartilhadas pelo maior número

pela interdisciplinaridade, nos quais o professor faz

possível de pessoas. E nada melhor do que um guia

uso de técnicas e mecânicas de jogos a sites e aplica-

para propagar os 51 planos de aula que sintetizam par-

tivos para incentivar a interação dos alunos;

te do que de melhor é produzido pelos profissionais do

• Personalização: o professor valoriza a individuali-

Farroupilha.

dade de cada aluno ao planejar e executar o plano

“Queremos valorizar o trabalho dos professores com

de aula e adota condutas que reforçam essa preocu-

os nossos educandos, através da identificação das boas

pação, como chamar o aluno pelo nome, respeitar o

práticas, provocando reflexões que contribuam para o

tempo de aprender de cada um e dar oportunidade

aprimoramento do projeto pedagógico”, diz a Diretora

para que o grupo customize a sala de aula, tornando-

Pedagógica, Marícia Ferri. A publicação coletiva, que

-a um ambiente mais acolhedor;

contará com ilustrações feitas pelos próprios docentes,

• Síntese: o docente utiliza diversas formas com o intuito de sintetizar e de realizar o fechamento da aula, repassando para o aluno uma síntese do conteúdo que foi visto durante o dia. O professor faz uso, por exemplo, de bordões e concede ao aluno a oportunidade de explicar o que aprendeu; • Condução e storytelling: prática na qual o professor mostra que o conteúdo pode ser assimilado, resolvido e explicado com informações interessantes e curiosas para os alunos, como curiosidades, piadinhas e recadinhos que estimulem a atenção e a com-

deve ser distribuída no início do próximo ano letivo. Para a professora de História Maria Aparecida Almeida, a oportunidade de participar de oficinas de co-criação com colegas de outras disciplinas foi muito interessante. “Escolhemos a temática da Segunda Guerra Mundial. Os professores foram desafiados o tempo todo e experimentaram diferentes sensações, como o frio e a alegria de participar de um jogo como o War. Isso nos deu muito trabalho porque foi uma atividade que dependeu de uma estrutura para funcionar, mas os resultados foram interessantes e surpreendentes”, concluiu Cida.

preensão do educando; • Da escola para a vida: o conteúdo que está sendo estudado tem aplicabilidade no cotidiano, na vida do estudante. “Foram semanas muito compensadoras, de intenso trabalho, pois vimos quantas coisas legais são produzidas pelos professores. Práticas que, até mesmo para eles, eram desconhecidas uma vez que, diante da falta de tempo e de outros fatores, os professores tinham dificuldade em compartilhar seu trabalho”, analisa Michele. Para os professores, a pesquisa trouxe reconhecimento à atividade da docência. “Esse estudo levantou a nossa autoestima”, sintetizou a professora Cláudia de Andrade ao confidenciar ao público que estava ansiosa pela realização do evento. “O que vimos hoje foi a transmissão das práticas que dão corpo e alma à nossa atividade na docência”, declarou o professor Clândio Cerezer.

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ESPECIAL

Cases inspiradores Pesquisas acadêmicas realizadas por professores e co-

Coletiva: compartilhando saberes e experiências acadê-

Somos tão jovens: o ensino da Geografia e a escuta das juventudes Autor: professor Victor Hugo Nedel, do Ensino Médio Temática abordada: o estudo apresenta um referencial

micas de docentes e colaboradores do Colégio Farrou-

teórico de como aproximar as aulas de Geografia à

pilha”. Ao todo, dez cases de todos os níveis de ensino

realidade das culturas juvenis contemporâneas.

laboradores receberam reconhecimento da comunidade escolar em 12 de novembro, durante o “Inteligência

foram apresentados por seus autores no Auditório do Jardim de Infância. A produção acadêmica será compilada na revista Loccus, publicação que compartilha trabalhos do Grupo de Estudos do Farroupilha.

Conheça os trabalhos apresentados

Projetos literários na Educação Infantil Autora: professora Camila Silva, da Educação Infantil Temática abordada: a pesquisa mostra a importância do hábito da leitura no desenvolvimento das crianças.

A importância da presença matemática para o desenvolvimento global das crianças Autora: professora Luciana Totti Jantisch, da

Ampliação do repertório na Educação Infantil – escola e família como parceiras de novas aprendizagens Autora: professora Giane Ramos, Educação Infantil e

Educação Infantil

Anos Iniciais

Temática abordada: o estudo apresenta um relatório

Temática abordada: a partir de músicas conhecidas

de pesquisa que investiga e reflete a contribuição

pelos alunos, foi proposta às famílias a elaboração de um

da presença matemática no avanço do processo de

livro para que o repertório musical desses estudantes

desenvolvimento das crianças.

fosse ampliado.

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Revista Farroupilha n° 110 106


Performances dos bebês: corpo, objetos, descobertas e conhecimento. Autora: professora Patrícia Velazques, da Educação

A significação do currículo na Educação Infantil Autora: professora Eneida Martins Marques, da Educação Infantil

Infantil

Temática abordada: o estudo procura entender

Temática abordada: investigação de como os bebês

como funciona, como se organiza, quem decide

conhecem o seu próprio corpo por meio da descoberta

e quais as concepções teóricas que embasam o

dos objetos.

currículo das escolas de Educação Infantil da rede privada de educação de Porto Alegre.

Elementos em interação na produção textual escolar: a influência da família Autora: professora Lucia Lamb, do Ensino Médio Temática abordada: a partir da análise de alguns textos de alunos que escrevem bem, foi feita a identificação de elementos em comum nas famílias desses alunos, como o hábito de ler para os filhos antes mesmo de eles nascerem, a presença de vínculo entre as famílias e a escola e a participação dessas famílias na rotina escolar dos filhos.

Os espaços oferecidos aos bebês de Berçário e a relação com a aprendizagem Autora: professora Edimari Romeu, da Educação Infantil Temática abordada: o estudo propõe uma reflexão sobre os ambientes oferecidos para os bebês do Berçário e como eles interferem no desenvolvimento das crianças.

Das relações de aula às possibilidades de desenvolvimento moral na Educação Física Autora: professora Ana Maria Marcon, Educação Infantil, Anos Iniciais, Anos Finais e Ensino Médio

Temática abordada: o estudo baseia-se nas relações interpessoais que acontecem na sala, sob a esfera do desenvolvimento moral, os quais interferem diretamente nas relações estabelecidas com o conhecimento.

O brincar e suas contribuições para a Educação Infantil Autora: professora Wendy Woltmann, da Educação Infantil

Temática abordada: o projeto valoriza o ato de brincar na Educação Infantil, sendo ele livre ou para a apresentação de conteúdo.

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A VOZ DO ALUNO

O professor que faz a diferenca em

nossas vidas!

“Dizem que todo geógrafo é um pouco esquerdista, mas esquecem-se de que não existe direita ou esquerda na Geografia; existem leste e oeste. Mesmo assim, o Tomás Rech é capaz de se manter centrado, lúcido e racional, apresentando os fatos sob uma ótica sempre muito ética e humana. Ele sabe a importância do diálogo para o aprendizado e, constantemente, debate atualidades em sala de aula, promovendo um melhor entendimento do cotidiano. Como professor, ainda consegue nos transmitir não só a parcela conteudista da sua matéria, mas também uma leitura crítica do mundo em que vivemos. A educação não é estática, afinal; precisa-se de mais gente como ele, disposta a dinamizá-la na medida do possível. Nem tudo é vestibular. #cantemguris #fazeiumasminei” Guilherme Becker

“A melhor professora que eu já tive foi a professora de inglês da 4ª série Aline Maya, que, além de ensinar muito bem, sempre conseguia fazer a aula ser mais divertida e ao mesmo tempo produtiva. Obrigada, Aline!” Isabela Cirne Lima

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Revista Farroupilha n° 110 106

“Os rumores estavam certos: André Kersting – mais conhecido como “Fozzy” – é, de fato, um dos melhores professores do Colégio Farroupilha. E não precisei de nem um ano como aluna para poder comprovar esse fato. Os 150 minutos semanais que temos em sua companhia, na sala de aula parecem a metade em questão de tempo, mas o triplo em questão de conteúdo. Não digo isso só porque gosto de biologia! É claro que, juntando um excelente professor com uma matéria maravilhosa, o resultado não seria diferente. A questão é que o Fozzy não nos prepara apenas para as nossas futuras provas de vestibular, ele nos dá a oportunidade de discutir e debater em aula, mobilizando-nos diante de maiores questões sociais que são vitais para o nosso entendimento da sociedade. O vínculo que esse grande professor criou e cria com seus alunos quebra por completo a tradição do relacionamento aluno-professor e, mesmo que diga que não, ele se tornou, sim, um grande amigo que marcou, se não todos, a grande maioria de seus alunos”. Joana Berwanger


“A professora que marcou a minha vida foi a professora de Matemática da 6o ano, Clarissa Ballejo. Ela é uma professora que ensinava muito bem o conteúdo e, ao mesmo tempo, o fazia de uma forma mais divertida. Ela nos ajudava em relação às possíveis dúvidas que tivéssemos sobre qualquer coisa, além de sempre tornar as nossas aulas mais divertidas. Ela realmente se importava com cada um e fazia o possível para entender os alunos. Ela foi a professora representante da minha turma naquele ano e, mesmo não sendo mais nossa professora, ela nos ajuda sempre que possível. Clarissa, com certeza, foi a melhor professora que eu já tive”. Gabriela Souza

“A Maria do Carmo, professora tanto de Português quanto de Redação, será, com certeza, uma personalidade inesquecível para mim. Desde a sua maneira estimulante de ensinar até o seu jeito divertido de ser, Maria fez com que eu até me interessasse em sujeito e predicado!” Gabriela Berwanger

“A Lúcia Panitz marcou minha trajetória escolar, pois é ela que desde a 3ª série mostra como atuar é maravilhoso. Assim, o teatro, se tornou parte constante em minha vida, não só durante a aula como também no grupo de teatro do Colégio, que é dirigido por ela!” Isabela Muller

“Cinco exercícios, cinco minutos”. “O modo incrível de ensinar de Gisele encanta a todos que aprendem com ela. Ela marcou a minha trajetória na Escola pelo jeito diferente, simples e ‘pink’ de ser. Pequena, mas tem tanto conhecimento que não tem como não admirá-la. Sempre gostei mais de Matemática, no entanto, depois de ter a Gisele Medeiros como professora, com certeza, mudei de opinião: comecei a querer assistir às aulas de Português. Além de aprendermos muito, rimos também em suas aulas. Seu jeito organizado de ensinar faz com que eu me lembre das palavras que ela disse na última aula, e isso impressiona a todos, principalmente a mim.” Carolina Schotkis

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DESTAQUES

>> Pesquisas revelam

aprendizados dos alunos Descobertas e novos aprendizados adquiridos por alu-

O gosto pelo aprendizado evidencia a construção de

nos de todos os níveis de ensino da sede do Farroupilha

aprendizagens que contemplam diversos temas que

e da Unidade Correia Lima durante a realização de pes-

envolvem o cotidiano escolar, como política, cidadania,

quisas são compartilhados com a comunidade escolar.

corpo humano, saúde, meio ambiente e economia. Para

A construção desses conhecimentos, para o professor

retratar e facilitar a compreensão de assuntos interli-

Tomás Rech da Silva, está relacionada a três fatores. “A

gados à sociedade contemporânea, os alunos utilizam

pesquisa é resultado da clareza da proposta e da orien-

muita criatividade expressa em experimentos, maque-

tação feita pelo docente, da leitura de mundo que o

tes, painéis, vídeos, gráficos, totens, oficinas e circuitos

estudante faz, na influência da família e do nível de inte-

de atividades.

resse do aluno em realizar o estudo”, explica o professor

Abaixo, você confere uma seleção de trabalhos que se

de Geografia do Ensino Médio.

destacaram pela qualidade.

X Mostra Científica

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Democracia: O que é e o que deveria ser

Compras à vista ou a prazo

Autores: Eduarda Stefani, Isabela Bavaresco, Ma-

zziele Corrêa e Isabella Pinto, da 1ª série C do En-

riana Widholzer e Martha Barcellos, da 1ª série A

sino Médio

do Ensino Médio

Temática abordada: o estudo analisa as diferen-

Temática abordada: o trabalho esclarece o

tes formas de pagamento e procura descobrir

conceito de democracia, como surgiu e o que

como os brasileiros consomem e aprendem a

ela se tornou, tomando como referência o que

comprar com segurança e consciência, conse-

ela deveria ser, desde sua concepção na Antiga

guindo, assim, evitar gastos desnecessários. O

Grécia, comparando-a com observações acerca

grupo constatou que, entre os consumidores

da atualidade. Através dessa pesquisa, as alunas

entrevistados, a compra a prazo é mais utilizada,

descobriram que a democracia direta não existe,

pois nem sempre as pessoas possuem dinheiro

e que a indireta, apesar de existir em muitos paí-

suficiente para pagar um determinado produto à

ses, ainda apresenta muita corrupção e, em geral,

vista, o que torna o parcelamento mais viável e a

não segue o verdadeiro conceito democrático.

possibilidade de se evitar o consumismo.

Revista Farroupilha n° 110 106

Autores: Isadora Quintana, Natália Grando, Gra-


Musculação: efeitos sobre o corpo Autores: Marina Souza, Karolaine Pereda, Fernanda Kalil, Laura Rodrigues e Bernardo Ribeiro, da 2ª série B do Ensino Médio Temática abordada: o trabalho realizado com o intuito de relacionar a prática da musculação com os efeitos de uma alimentação saudável no corpo de um praticante. Por meio das entrevistas, o grupo obteve resultados

bastante significativos: 76% dos entrevistados alegaram a prática da musculação, estética e saúde como objetivos principais; 74% dos entrevistados disseram que se preocupam com uma alimentação pré e pós treino; a grande parte dos entrevistados afirmou que se sentiu mais atraente com a realização do exercício físico; 72% dos entrevistados faz uso de Whey Protein, um composto alimentar.

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DESTAQUES

III Mostra de Saberes da Unidade Correia Lima A corrente do bem Autores: alunos da 8ª série do Ensino Fundamental Temática abordada: a pesquisa abordou diver-

Feira das Nações: descobrindo as etnias formadoras do Rio Grande do Sul Autores: alunos do 5º ano do Ensino Fundamental

sos aspectos relacionados à ideia de se “fazer o

Temática abordada: o estudo foi idealizado com o

bem” e elaborou ações que contribuam positi-

objetivo de proporcionar aos alunos uma visão dife-

vamente para o desenvolvimento das pessoas.

renciada sobre a diversidade cultural do Rio Grande

Vestidas de “palhacinhas”, duas alunas da turma

do Sul. Divididos em grupos, os estudantes pesqui-

entregaram balões e gravatinhas coloridas para

saram em diversas fontes e organizaram uma expo-

as crianças na Mostra de Trabalho da Unidade

sição explorando as heranças de italianos, alemães,

Correia Lima. A turma engajou-se também em

espanhóis, portugueses e negros para o complexo

uma campanha para arrecadar alimentos e brin-

mosaico cultural gaúcho. Entre as descobertas das

quedos para uma instituição de caridade que

crianças, estavam as demonstrações da culinária e

acolhe crianças órfãs ou abandonadas.

das roupas típicas, o que representou um momento marcante para todos os participantes.

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Revista Farroupilha n° 110 106


Exposição de Porto Alegre Autores: alunos do 3º ano do Ensino Fundamental Temática abordada: como já diz a música de Isabela Fogaça “Porto Alegre é que tem um jeito legal”, e ainda, “Porto Alegre é demais”, os alunos estudaram a cidade com a preocupação de obter conhecimentos para preservá-la cada vez mais. O material foi constituído a partir de saídas de campo, experiências e entrevistas.

os estudantes produziram episódios de radionovela, nos quais o personagem Super-F ajudava na resolução de problemas que envolviam o relacionamento entre as pessoas, com a adoção de gestos educativos para uma boa convivência, incentivados pelo vídeo-manifesto do movimento #daescolapravida. Os alunos aproveitaram, também, para repassar ao público dicas para uma Porto Alegre melhor. Os episódios foram mostrados ao público e, ao final da audição, os alunos, vestidos com capas do super-herói Super-

Rádio novela Super-F em ação

-F e com máscaras, distribuíram pequenas fichas

Autores: alunos do 1º ano B do Ensino

amigos”, “trate bem os outros como gostaria de

Fundamental Temática abordada: com a ajuda das famílias,

confeccionadas por eles com dicas de convivência, como “compartilhe o que é bom”, “tenha mais ser tratado” e “comece agora a reciclar”.

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DESTAQUES

VII Mostra do Conhecimento Anti-UV Autores: alunos da 7ª série do Ensino Fundamental Temática abordada: O Plano de Estudos do Colégio Farroupilha e a abordagem do autor Mike Goldsmith sobre inventores proporcionaram suporte teórico para as propostas de inovação tecnológica apresentadas aos alunos. Para motivá-los a criar um projeto de inovação tecnológica, eles assistiram ao programa “101 Invenções que mudaram o mundo”, e foi feita uma visita ao Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS, assim como foram consultados livros e sites sobre inovações tecnológicas. A partir da realidade observada e dos dados coletados, os alunos elaboraram um plano de ação, no qual deveriam criar uma inovação tecnológica que promovesse a melhoria da qualidade de vida das pessoas. O trabalho apresentou uma pílula que funciona como protetor solar, na medida em que protege contra os raios UV. A pílula contém melanina e, depois de ingerida, sistematicamente forma uma camada protetora na pele e ao mesmo tempo garante uma colora-

da moeda desde o seu surgimento até os dias atuais, a importância da existência de uma moeda para a organização da vida econômica de uma sociedade e a dificuldade de dimensionar o valor de um bem. Com a vivência do projeto, os estudantes puderam refletir sobre a importância de um consumo consciente, evitando o desperdício de recursos com a aquisição de bens desnecessários. Além disso, perceberam um princípio de economia sustentável no momento em que o objeto trazido por eles, em desuso e sem utilidade, passou a ter importância e valor para outros colegas.

Renascimento: Botticelli Autores: alunos da 8ª série do Ensino Fundamental Temática abordada: a partir de pesquisa sobre o Renascimento e sobre um dos grandes artistas deste período, que foi Sandro Botticelli, e suas inúmeras obras artísticas, os estudantes identificaram, nas pinturas de Botticelli, traços renascentistas (realismo, perspectiva e profun-

ção bronzeada à epiderme.

didade) e descobriram fatos da vida do pintor.

Educação financeira

dedicar à pintura e foi acusado de homossexu-

Autores: alunos da 7ª série do Ensino Fundamental Temática abordada: durante esta pesquisa, os alunos fizeram diversas constatações, tais

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como a riqueza histórica do desenvolvimento

Revista Farroupilha n° 110 106

Botticelli trabalhou como ourives antes de se alismo, considerado crime no século XVI. O artista foi absolvido por falta de provas e morreu no ano de 1510, enterrado em um túmulo sem lápide junto com a sua fama.


Bullying na escola Autores: alunos da 8ª série do Ensino Fundamental Temática abordada: o trabalho foi desenvolvido a partir da proposta do filme “A Corrente do Bem”, no qual o protagonista sugere uma espécie de corrente da caridade: cada um faz um favor a três pessoas, cada uma dessas três pessoas faz um favor a mais três, e assim por diante. O grupo desenvolveu, então, o tema “Bullying na escola”, criando um filme e um trabalho por

escrito, nos quais mostravam os caminhos para solucionar o problema do bullying, os quais vieram a ser úteis no cotidiano dos próprios estudantes. O grupo concluiu que, para resolver essa dificuldade, é importante o apoio dos pais e da escola. Os colegas também devem se unir e enfrentar o problema. Além disso, programas de prevenção são muito importantes. Os alunos concluíram que o bullying precisa ser cada vez mais discutido em escolas e em outros ambientes pedagógicos.

29


DESTAQUES

Estudos reconhecidos por outras instituições

F

ormar indivíduos capazes de buscar conhecimen-

mérito é ainda maior quando esses estudos recebem o re-

tos e de saber utilizá-los ao longo da vida é um

conhecimento de instituições de ensino conceituadas na

dos desafios da escola contemporânea. O impor-

área de pesquisa, como é o caso da Universidade Federal

tante agora é que o aluno saiba “dominar o desconheci-

do Rio Grande do Sul.

mento”, ou seja, consiga identificar, através de estudos e

Conheça, a seguir, os trabalhos dos alunos que receberam

pesquisas, possíveis soluções para problemas para os quais

a orientação dos professores do Farroupilha e que ganha-

não se tem uma resposta pronta. Quando o estudante con-

ram destaque no Salão UFRGS Jovem, realizado de 21 a 25

segue desenvolver a capacidade de pensar, refletir, criticar

de outubro. Ao todo, foram inscritos 43 trabalhos produzi-

e criar, significa que o professor atingiu o seu objetivo. O

dos por alunos de todos os níveis de ensino.

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Revista Farroupilha n° 110 106


Educação Infantil Antigo Egito: seus encantos e mistérios Autora: professora Renata Gauber de Oliveira e os alunos do Nível 1E do Jardim de Infância Temática abordada: o trabalho aborda a pesquisa sobre aspectos culturais, geográficos e hidrográficos do Antigo Egito. Esse tema surgiu do interesse e da curiosidade das crianças ao contemplarem o deserto no cenário de uma história, ocasião em que os conhecimentos prévios explicitados mobilizaram a turma a estabelecer relações entre a ilustração observada e o Egito.

Anos Finais Aprendendo sobre a história da Matemática através do teatro

rar as funções de percepção e, de alguma forma, provocar

Autores: professora Fabiane Elias Campos e os alunos da

significativo aumento de jovens músicos envolvidos com

7ª série do Ensino Fundamental da Unidade Correia Lima

problemas ligados às drogas, incluindo a morte de alguns

Temática abordada: esta atividade interdisciplinar reu-

deles. Seus admiradores, por sua vez, na grande maioria jo-

niu diversas áreas do conhecimento, como Matemática,

vens e adolescentes, veem, nos seus ídolos, um modelo a

História, Língua Portuguesa, Educação Física, Artes Cê-

ser seguido, adotando o seu estilo de vestir, falar e, inclusi-

nicas e Educação Artística. O trabalho se dividiu em dez

ve, de tomar decisões em determinados momentos.

etapas, que possibilitaram a investigação acerca da origem da Matemática.

prazer no usuário. Ao longo das últimas décadas, houve um

Projeto Farmácia Linguagem Autora: professora Magda Graziella Martins e alunos do 6º

Música, álcool e drogas: quem canta os males espanta?

ano do Ensino Fundamental da Unidade Correia Lima.

Autores: professor Christian Sperb e alunos do 6º ano do

de Produção Textual e apresenta a criação de uma farmá-

Ensino Fundamental

cia a partir da produção de bulas e de caixas de medica-

Temática abordada: a música é uma das formas de expres-

mentos inventados com base na análise de problemas

são artística mais socialmente difundidas da atualidade.

reais da sociedade. Durante esse processo de criação,

Entre os jovens, a música pode ser fator determinante para

houve a preocupação com a construção de um setor de

a inserção em grupos de afinidade e um potencionaliza-

perfumaria, feito no Laboratório de Ciências, com o auxí-

dor para diferentes comportamentos sociais. As drogas, de

lio da professora de Química e de um transporte susten-

forma geral, são todas e quaisquer substâncias que modi-

tável para as tele-entregas. O projeto também objetivou

ficam a ação do corpo em algum nível. Enquanto algumas

a área da publicidade da farmácia com a participação das

são utilizadas como controle para disfunções biológicas,

professoras de Artes Visuais e de Matemática, que orien-

outras são legal ou ilegalmente comercializadas para alte-

taram essa construção artística

Temática abordada: o trabalho foi iniciado pela disciplina

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DESTAQUES

Ensino Médio Construção de instrumentos de medida – termoscópio Autores: professor Hugo César Machado da Rosa e alunos

tram que a população brasileira se encontra insatisfeita com o país, no aspecto da sociedade ser cidadã ou civil.

da 1ª série C do Ensino Médio

Futurologia: a comida e o transporte

Temática abordada: a humanidade sempre procurou uma

Autor: professor Clândio Maffini Cerezer e alunos da 1ª sé-

maneira de observar o comportamento da natureza bus-

rie B do Ensino Médio

cando controlá-la. Dessa forma, o controle da temperatura

Temática abordada: o trabalho tem como tema dois as-

iniciou com a criação do termoscópio pelo físico, matemá-

suntos de interesse atual: futuro da nossa alimentação e

tico e astrônomo Galileu Galilei, em 1592. Sua construção

do nosso transporte. Buscou-se analisar como seria o futu-

baseia-se no uso de uma grandeza física que depende da

ro da comida e do transporte, os quais vêm apresentando

temperatura, a qual teve papel primordial no desenvolvi-

significativas mudanças. A pergunta que orientou nossa

mento da termologia. Sua importância é mencionada por

investigação foi “Qual é o melhor modo para a alimenta-

vários estudiosos dessa área.

ção no futuro? e “Como o transporte irá se desenvolver?”. Partimos da hipótese de que a nanofood é a comida do

O cidadão brasileiro em seu papel

futuro, e que o transporte tende a se desenvolver acompa-

Autores: professora Claudia Teresinha Jraige de Andrade e

nhando as necessidades da população. Nossos resultados

alunos da 2ª série A do Ensino Médio

mostram que a comida não vai acabar, apenas teremos

Temática abordada: o estudo aborda a civilidade e a cida-

que nos adaptar, e que existem inúmeras alternativas para

dania, especificamente, o papel do cidadão brasileiro em

o transporte do futuro.

nossa sociedade. Busca-se analisar respostas de pessoas

Quer ver as fotos dos alunos no Salão

de diferentes idades e classes sociais. Parte-se da hipótese

UFRGS Jovem? Acesse o

de que precisamos mudar o nosso país, começando por

QR Code ao lado (veja mais

uma sociedade mais unida e educada. Os resultados mos-

instruções na página 02) e confira-as.

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Revista Farroupilha n° 110 106


Novidades no Turno Integral Provocar, nos estudantes, desafios ligados ao desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais, emocionais e éticas é a proposta do projeto pedagógico do Colégio Farroupilha. Para isso, a Instituição desenvolve projetos que contemplam os bons hábitos e as atitudes, a autonomia e a criatividade com múltiplas atividades indispensáveis ao desenvolvimento. Para os alunos do Turno Integral, por exemplo, está sendo implantada uma nova proposta a partir de 2014. As crianças matriculadas no Full Day terão à

Quer saber mais sobre o Full Day? Acesse o QR

disposição uma série de atividades lúdicas, recrea-

Code ao lado (veja

tivas e educativas no turno inverso, planejadas para

mais instruções na

estimular a curiosidade e o desenvolvimento. A

página 02) e con-

programação, realizada em parceria com o Ballet

fira o hotsite com

Vera Bublitz, a Lezanfan e a Sogipa, inclui oficinas

informações sobre

de Jogos Divertidos, Ateliê Cultural, Inglês, Hora

horários e contato

do Tema, Robótica, Bons Hábitos, Brincando e

para inscrições.

Aprendendo, Ballet ou Judô e Pequeno Cientista.

33


DESTAQUES

Bamboom é destaque

no Findinexa Brasil “Tive a oportunidade de passar sete dias respirando em-

Brasil inteiro e de outros países, que deixaram a minha

preendedorismo. Hoje, estou enxergando a vida de uma

mente muito mais aberta para novas experiências”, disse.

forma que nunca vi antes.” O depoimento é da aluna Jú-

A miniempresa dos alunos do Farroupilha também está

lia, da 2ª série do Ensino Médio, que, entre os dias 13

participando do Prêmio SEBRAE de Melhor Miniempresa

e 19 de outubro, representou a miniempresa Bamboom

do Brasil. Em maio de 2014, Júlia e sua colega Victória pre-

e o Colégio Farroupilha no Findinexa Brasil. Organizado

tendem participar do FIE, evento equivalente ao Findine-

pela Associação Junior Achievement, o evento reuniu

xa, que acontecerá em Córdoba, na Argentina.

cerca de 250 jovens empreendedores do Brasil, da Ar-

Além do prêmio no Findinexa, a miniempresa dos alu-

gentina, do México e da Guatemala na cidade de Luís

nos do Farroupilha conquistou, no primeiro semestre

Correa, no Maranhão.

de 2013, o título de Melhor Empresa de Porto Alegre do

Concorrendo com cerca de 40 projetos de outros esta-

Programa Miniempresa da Associação Junior Achieve-

dos do Brasil e de outros países, a Bamboom ficou em

ment e a empresa com o Melhor Relacionamento dentre

terceiro lugar na escolha dos jurados com o amplificador

todas as participantes.

de som 100% ecológico apresentado pela Júlia. Além de

Quer saber mais sobre o am-

compartilhar a experiência com os demais participantes,

plificador de som 100% eco-

Júlia conta que a semana no Findinexa foi repleta de ati-

lógico criado pelos alunos do

vidades educativas, recreativas e de intercâmbio cultural,

Farroupilha? Acesse o QR Code

com muitos desafios, trabalhos individuais e em equipe,

ao lado e confira (veja mais ins-

além de muita diversão. “Criei vínculo com pessoas do

truções na página 02).

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Revista Farroupilha n° 110 106


NOSSA COMUNIDADE

Estímulo ao pensamento filosófico

C

omponente, até pouco tempo atrás, explorado

aprender a pensar, a problematizar, a construir e por enca-

sob o ponto de vista de conteudista durante a

dear conceitos, a fazer inferências, a analisar pressupostos

formação de professores, a Filosofia, na avaliação

de ideias e a relacionar-se criativamente com a linguagem”,

do professor Sérgio Augusto Sardi, está sendo vista hoje

afirma a docente da Educação Infantil. A partir do próximo

como um referencial de construção teórico crítico, que pos-

ano, o grupo integrado por Anelize passará a desenvolver

sibilita aos professores a troca de ideias, procedimentos, a

ações e atividades, reforçando a importância da Filosofia

discussão de fundamentos do seu agir pedagógico, ético,

nas práticas pedagógicas, em escolas situadas em várias lo-

existencial e político no cotidiano escolar. “Ser professor é

calidades do Rio Grande do Sul.

ser alguém que filosofa, alguém que tem que aprender a

Além de promover bate-papos entre os participantes, a

aprender todo o dia a construir um sentido para a sua vida

III Olimpíada de Filosofia com Crianças do RS oportunizou

e para a vida das crianças que são parceiras de uma jornada

apresentações de trabalhos produzidos por alunos da rede

de vida”, explica. Doutor em Filosofia pela Unicamp e profes-

municipal e particular de Porto Alegre, de teatro de fanto-

sor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da PUCRS,

ches e a realização de piquenique coletivo. Um vídeo sobre

Sardi conversou com professores do Farroupilha e de outras

a Olimpíada está sendo produzido e deverá ser mostrado

escolas públicas e privadas e também com alunos durante a

pelos professores que integram a Associação Brasileira de Fi-

III Olimpíada de Filosofia com Crianças do RS, promovida no

losofia e Psicanálise e por outras entidades durante eventos

dia 19 de outubro, no Auditório do Jardim de Infância.

realizados em diversas regiões do Brasil e também da Itália,

Integrante do Núcleo de Ação e Teorização da Filosofia, a

França, dos Estados Unidos, do Uruguai e da Argentina.

professora do Farroupilha Anelize Malmann percebe a educação como um trabalho de formação de virtudes, de dis-

Quer acompanhar a cobertura

posições, de sentidos, de inversão da relação com a lingua-

da III Olimpíada de Filosofia

gem, é um ato de liberdade, de assumir a própria existência.

com Crianças do RS? Acesse o

“A Filosofia traz significações e variações que nos ajudam

Qr Code ao lado (veja mais ins-

a construir e a criar novas atitudes e sentidos tanto indivi-

truções na página 02) e baixe

dualmente quanto coletivamente. Ela ensina o indivíduo a

as fotos do evento.

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FARROUPITO

A arte de educar no Século XXI Quando se pensa o que é ser professor do século XXI,

o que é fundamental” acreditam as educadoras Gabriela

logo nos remetemos às mudanças constantes e velozes

Rodrigues e Laura Machado. Segundo Paulo Freire, “En-

que acontecem ao nosso redor. É preciso, então, desco-

sinar não é transmitir conhecimentos, mas criar as possi-

brir como lidar com o acúmulo de informações.

bilidades para a sua produção ou a sua construção”.

Sabe-se que o contexto imediato traz desafios para o

Os Farroupitos do Turno Integral do Jardim de Infân-

professor e o estimula a repensar continuamente a sua

cia, alunos que escrevem nesse espaço, sempre muito

prática. Para tanto, é necessário estar atento às especi-

curiosos, escolheram algumas professoras da Educação

ficidades e ao interesse dos alunos para objetivar o su-

Infantil para descobrir e perceber a importância de ser

cesso na aprendizagem. “Nesse contexto, é importante

Professora e os desafios que elas enfrentam nos tempos

enxergar a educação como um processo de desenvolvi-

atuais. Para isso, o grupo de educadoras respondeu al-

mento humano e lembrar constantemente que ela não é

gumas perguntas elaboradas pelos alunos. Confira abai-

estática e devemos acompanhar a evolução do mundo,

xo a entrevista.

Professora Patrícia Velazquez, do Berçário B Por que você escolheu ser professora? Quando eu era criança, brincava de ser professora com minhas irmãs e primos. Também gostava de cantar, dançar, fazer trabalhos artísticos e ser médica das bonecas. Essas eram as minhas brincadeiras preferidas. Quando fui escolher junto com meus pais a escola de Ensino Médio em que eu iria estudar, fui retomando minhas lembranças felizes e prazerosas da infância. Foi essa retomada que me fez escolher o Magistério e determinou minha trajetória acadêmica, pois a docência me completa. Além disso, dançar, cantar, aplicar habilidades artísticas e até o cuidar responsável, que é um dos deveres dos médicos, consigo exercer na minha docência.

Você acha importante ser professora? Sim e muito, e, quando paramos para pensar, todas as profissões têm por trás um professor.

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Revista Farroupilha n° 110 106


Você precisa estudar? Muito, temos de continuar a estudar sempre, pois o estudo é motivador, e o conhecimento nos atualiza, inspira, e, levando em conta as novas tecnologias e a velocidade da informação com que nós e nossos alunos somos bombardeados a cada instante, faz-se necessário estudar sempre e buscar atualizar-se.

Tem alguma coisa que você não consegue fazer ou tem uma dificuldade como professora? Não tenho dificuldade em ser professora, pois é uma das coisas que mais amo fazer. No entanto, nós, professores, podemos nos deparar com desafios em sala de aula, porém estes devem ser vividos com tranquilidade e disposição, na busca do melhor caminho para orientar nossos alunos. Também é importante repensar nossa prática a cada dia, não deixando de estudar, agindo com criatividade e inventividade, pois as crianças de hoje são muito curiosas e sedentas por informação.

Professora Carolina Farias, do Maternal 2E Por que você escolheu ser professora? Escolhi ser professora porque sempre tive uma infância muito feliz e guardo lindas lembranças das minhas professoras, do quanto aprendi e brinquei. Desde pequena, apreciava ensinar aos meus irmãos e amigos o que eu aprendia. Por isso, quando precisei optar por uma profissão, escolhi com o coração. Pensei em algo que eu gostasse muito de fazer, que é ensinar, trocar e aprender, então escolhi ser professora.

Você acha importante ser professora? Acho que ser professor é a profissão mais importante, porque, para se tornar qualquer profissional e escolher qualquer profissão, precisamos antes passar por alguns professores. O professor tem uma missão muito importante, porque, junto com os pais, precisa educar seus alunos: educá-los para a vida, para se tornarem pessoas com valores, pessoas de bem, com responsabilidades, para que saibam pensar e resolver seus conflitos. Muitas vezes, servimos de modelos aos nossos alunos e, além de ensinar, também aprendemos muito.

Você precisa estudar? Sim, preciso estudar muito. Os professores, assim como qualquer profissional, devem estar sempre se atualizando, fazendo cursos, aprendendo novas teorias, novos métodos de ensino. É necessário estar em contato com as novas tecnologias para poder proporcionar aos alunos o que existe de melhor.

Desse modo, os professores conseguem ser criativos em suas aulas, tornando-as cada vez mais interessantes e proporcionando mais descobertas aos educandos.

Tem alguma coisa que você não consegue fazer ou tem uma dificuldade como professora? Hoje em dia, o maior desafio de ser professora, principalmente de crianças pequenas, é saber respeitar o ritmo de cada aluno. É importante estar sempre atenta às necessidades de cada um, estar sempre se atualizando e pensando em como fazer com que as aulas sejam mais interessantes. Atualmente, existe muita tecnologia à disposição das crianças, e, algumas vezes, as crianças sabem lidar melhor com esses novos meios do que os professores.

37


FARROUPITO

Professora Raquel Lima, do Nível 2B Por que você escolheu ser professora? Minha brincadeira preferida, quando pequena, era brincar de escolinha. Fui crescendo e, mais tarde, passei a realizar a hora do conto na escola onde eu contava histórias para crianças da Educação Infantil. Assim, cada vez mais, me vi envolvida com os pequenos, e resulta daí minha escolha pela Pedagogia.

Tem alguma coisa que você não consegue fazer ou tem uma dificuldade como professora? Desafios ocorrem cotidianamente e são importantes para a nossa prática pedagógica, pois nos motivam a estar sempre inovando, buscando novas possibilidades para atingir nossos objetivos.

Você acha importante ser professora? Penso que é uma importante profissão, pois todas as demais necessitam do conhecimento de um professor.

Você precisa estudar? Nós, professores, precisamos estar em constante estudo, participar de palestras, seminários, encontros com outros educadores e ler bastante.

Professora Carolina Cardoso Valim, do Nível 2E Por que você escolheu ser professora? Sempre gostei de estudar e pesquisar. Quando era criança, brincar de ser professora era meu passatempo predileto. Adorava imitar minhas professoras e era nelas que eu me espelhava. Fui crescendo e admirando cada vez mais essa profissão. Hoje, acredito que é através da educação que podemos mudar o mundo, que ser professora é não envelhecer, é acreditar num futuro melhor.

Você acha importante ser professora? É a profissão mais importante de todas, pois, para termos médicos, advogados, engenheiros, arquitetos, economistas, precisamos de professores.

Você precisa estudar? É necessário estudar sempre. Gostar de estudar foi um dos motivos pelos quais escolhi essa profissão. Em nossa prática, precisamos inovar, aprender mais, acrescentar novos conhecimentos e enriquecer nossa cultura.

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Tem alguma coisa que você não consegue fazer ou tem uma dificuldade como professora? Algumas dificuldades aparecem no dia a dia da nossa profissão, mas acredito que todas são superadas com boa vontade, paciência, amor pelo que se faz e pela crença de estarmos fazendo o melhor, além de, é claro, estarmos sempre procurando inovar propostas e nos aprimorarmos.


VARIEDADES

Teatro educativo é atração do Palco Farroupilha

P

rofessor comprometido em promover a diferença em sala de aula, em disseminar a paixão pelo estudo entre os seus alunos, valoriza metodo-

logias diferentes. Pensando em inspirar os estudantes para uma nova forma de aprendizado da língua inglesa, o grupo de professoras do Atelier de Teatro do Colégio, em parceria com o Centro Aberto de Cambridge, ofereceu aos estudantes uma experiência inédita no Brasil, durante a sétima edição do Palco Farroupilha. Entre os dias 22 e 24 de outubro, o grupo teatral argentino BA Players apresentou três espetáculos, todos em inglês, na Mostra Profissional. As peças “Hércules” e “O Mágico de Oz” integraram a programação desenvolvida para os alunos dos Anos Iniciais e Finais. “Camp Fright”, que narrou as experiências vividas por um grupo de adolescentes durante um acampamento, foi apresentada para as turmas do Ensino Médio. “Achei bárbara essa experiência porque tivemos a oportunidade de reforçar os nossos conhecimentos em inglês e também de interagir com pessoas que só falam esse idioma”, disse a estudante Isabella, da 1ª série C, após participar de bate-papo com o grupo de atores. Composta por 15 espetáculos, a Mostra Estudantil do Palco Farroupilha contou com a participação de grupos teatrais do Farroupilha e de outras escolas públicas e privadas de Porto Alegre e da Região Metropolitana,

Quer conferir as fotos do VII Palco

como o Colégio Marista Assunção, o Colégio Municipal

Farroupilha? Faça a leitura do QR

de Ensino Básico Maria Cordélia Simon Marques e o Co-

Code ao lado (veja mais instruções

légio La Salle Niterói.

na página 02) e baixe-as.

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IDIOMAS

Grupo formado por oito professores do Centro Aberto de Cambridge no Farroupilha recebe certificação de TKT (Teaching Knowledge Test) entregue pela Diretora Pedagógica, Marícia Ferri (à direita).

Qualificação com certificação

de Cambridge

H

abilidade, conhecimento, inovação, criatividade

Para tornar-se um examinador, o docente passa por um

e prática de ensino na Língua Inglesa são alguns

rigoroso processo, composto por várias etapas. Forma-

dos requisitos para os professores do Cambrid-

ção na língua inglesa, experiência de três anos em sala

ge English Language Assessment, mantido no Colégio

de aula como preparador do exame em que esteja se

Farroupilha. O rigor na qualificação desses profissionais

candidatando para ser examinador do teste oral, idade

justifica-se pela excelência no idioma esperada dos alu-

mínima de 25 anos e carta de recomendação são alguns

nos que obtêm a certificação expedida pela University

dos pré-requisitos exigidos dos professores candida-

of Cambridge, reconhecida pelo alto nível de qualidade.

tos, que são avaliados por um especialista designado

No Farroupilha, todos os 11 professores que compõem o

pela Universidade de Cambridge. Na terceira fase do

Centro Aberto são habilitados como examinadores orais,

processo, o candidato assiste a um vídeo e passa por

podendo exercer essa função em qualquer um dos 143

uma avaliação referente ao conteúdo exibido no filme.

centros de Cambridge espalhados pelo mundo.

Concluída essa etapa, o professor está habilitado para o

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Revista Farroupilha n° 110 106


treinamento, composto por vídeo e prova escrita. Após

Novos desafios são apresentados, a cada ano, para que

essa fase, o docente passa por um teste final que o habi-

eles se inspirem, incorporem novos conceitos e trans-

litará a atuar como examinador oral. Periodicamente, o

formem a forma de ensinar, pensar e praticar a língua

trabalho realizado pelo professor é monitorado por um

inglesa. Para o ano que vem, a meta, segundo a Gerente

especialista de Cambridge.

de Cambridge, Luciane Calcara, é obter a certificação TKT

“Com os testes de Cambridge, os alunos são mais exigidos,

Pratical e Clil. “Essas certificações correspondem a um

e os professores, mesmo possuindo bons conhecimentos,

novo conceito que usa a língua inglesa no ensino de ou-

precisam se preparar durante mais tempo porque são

tras disciplinas, como Matemática, Ciências, Geografia e

avaliados também metodologicamente para atingir a

História, dentre outras”, explica. No Farroupilha, a Língua

excelência educacional no ensino da Língua Inglesa bem

Inglesa, conforme os padrões internacionais de Cambrid-

como nos resultados nos exames de Cambridge”, analisa

ge, integra o currículo escolar a partir do 4º ano do Ensino

a professora Vanessa Amorim. A docente possui certifica-

Fundamental, quando os alunos realizam o primeiro exa-

ção no teste Cambridge English Proficiency (CPE), consi-

me de proficiência

derada a mais alta na classificação de Cambridge. Além da capacitação, os professores passam regularmente por reciclagens. A cada dois anos, o grupo é avaliado e recadastrado como examinadores, o que garante o padrão de segurança e qualidade do curso e o crescimento profissional de cada um desses profissionais.

Quer saber mais sobre esse diferencial oferecido pelo Colégio Farroupilha aos seus alunos? Acesse o QR Code ao lado (veja mais instruções na página 02) e conheça o Cambridge English Language Assessment.

“Com os exames de Cambridge, os alunos são mais exigidos, e os professores precisam se preparar durante mais tempo porque são permanentemente avaliados”, conta a professora Vanessa Amorim.

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TÚNEL DO TEMPO

A história da educação através das

memórias do Farroupilha T rês pesquisadoras de História da Educação têm

Farroupilha, analisando as culturas desse espaço edu-

suas trajetórias de vida marcadas pelo Colégio

cativo e escolar, descrevendo e problematizando os

Farroupilha. Esse elo em comum fez com que a

elementos mais visíveis que o conformam: os atores,

ex-aluna Maria Helena Camara Bastos, a professora Ali-

os discursos, os aspectos organizativos e institucionais

ce Rigoni Jacques e a ex-professora Dóris Bittencourt

e o entorno físico-material.

Almeida se reunissem para organizar a obra “Do Deuts-

A ideia da publicação surgiu a partir da criação do gru-

cher Hilfsverein ao Colégio Farroupilha/RS – Memórias

po de pesquisa, em 2008, composto por docentes e

e Histórias (1858-2008)”. A coletânea retrata a História

graduandos da PUCRS, UFRGS, Feevale, Unisinos e do

da Educação a partir de estudos que percorrem as prá-

Colégio Farroupilha, coordenados pela professora Ma-

ticas escolares nos diferentes momentos históricos do

ria Helena Camara Bastos. Durante um ano, a equipe

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Revista Farroupilha n° 110 106


recolheu documentações em acervos do Rio Grande do

transformado”, diz Carlota ao assinar a apresentação do

Sul, do Brasil e até do exterior e reescreveu vários arti-

livro. Impresso pela EdiPUCRS, a publicação contou com

gos acadêmicos. O Memorial do Farroupilha foi uma das

o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cien-

fontes de pesquisa. “Podemos dizer que no Memorial

tífico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à

não há apenas objetos do passado, há vida, pois alunos,

Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs), que financiaram

professores e colaboradores produziram muitos desses

a obra. Em 2015, o grupo de pesquisa pretende lançar o

artefatos, e cada um deles revela um pouco da história

segundo volume da coletânea, que deverá contar tam-

dessa instituição e da educação escolar: os cadernos, os

bém com recursos de instituições de fomento à pesquisa,

álbuns confeccionados artesanalmente como presente à

como o CNPq e a Fapergs.

diretora, os periódicos estudantis, as cartilhas, os convites de formatura, as fotografias que registram momentos

lançamento durante eventos da asphe

significativos”, comenta a assessora do Memorial e uma

Além das redes sociais, o grupo de pesquisa aproveita

das organizadoras do livro, Alice Rigoni.

os eventos da Associação Sul-Riograndense de Pesquisa-

Para a professora do Departamento de Filosofia e Ciências

dores em História da Educação para lançar o livro. Entre

da Educação e da Pós-Graduação em Educação da Univer-

os dias 06 e 08 de novembro, a assessora do Memorial

sidade de São Paulo, Carlota Boto, a publicação reflete as

do Farroupilha, Alice Rigoni, a coordenadora do grupo

marcas comuns de outras instituições de ensino. “A obra

de pesquisa, Maria Helena Camara Bastos, e o estagiá-

contribui para que possamos compreender legados e he-

rio do Memorial, Lucas Grimaldi, apresentaram trabalhos

ranças de nossa história escolar, projetando rumos do que

relacionados à história do Colégio Farroupilha durante o

tencionamos resguardar e também daquilo que, ultra-

19º Encontro da ASPHE, realizado na Universidade Fede-

passado, merece ser conhecido para poder ser, inclusive,

ral de Pelotas.

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EVENTOS

XXVIII Feira do Livro Concurso literário, contação de histórias, peça teatral, palestras, oficinas e exposições foram algumas das atrações da XXVIII Feira do Livro do Colégio. O escritor Ricardo Silvestrin foi o patrono do evento, realizado entre os dias 05 e 11 de outubro. Para comemorar o centenário de Vinícius de Moraes, foi promovido um concurso literário. A professora de Língua Portuguesa Gabriela Donadel

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convidou os estudantes do Ensino Médio para escreverem textos, poemas ou crônicas, desenhar ou compor músicas. A vencedora foi Sophia, da 3A. A programação da Feira contou também com apresentação teatral. No Campão do Colégio, os estudantes assistiram à peça “O vendedor de palavras” com o Grupo Motótoti. O enredo enfatizava a importância da leitura e do pensamento.


Mostra das Universidades

Estudantes da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio conheceram, dia 16 de outubro, cursos universitários e obtiveram informações sobre locais, datas de inscrições e realização dos vestibulares de diversas instituições durante a Mostra das Universidades, no Centro Cultural e Esportivo. O evento contou com a participação da ESPM, IBGEN, Unisinos, Castelli, FMP, Feevale, PUCRS, UniRitter, Estácio de Sá/Fargs, Decision/FGV, IPA, Anhanguera e Daquiprafora, empresa responsável

por intercâmbios. Para as amigas Isabella e Gabriella, da turma 3B, a Mostra das Universidades serviu para conhecer outras possibilidades de cursos. “Sempre quis Medicina, mas hoje soube mais sobre a faculdade de Gastronomia, que me interessa”, disse Gabriella. “Ainda não sei qual curso fazer, por isso busquei informações de todas as universidades e agora vou ver qual curso mais se encaixa ao meu perfil”, explicou Isabella.

Como tornar a cidade melhor? Qual é o problema que mais te incomoda em Porto Alegre? Foi a partir desse questionamento que os estudantes da 7ª e 8ª séries da Unidade Correia Lima conheceram o trabalho do coletivo urbano Shoot the Shit, no dia 29 de outubro. Temas como insegurança, iluminação pública, limpeza e mobilidade urbana apareceram nas ideias dos grupos. A ação vencedora, escolhida pelos próprios estudantes e executada em novembro, se chamou “Cadeirante por cinco minutos”, que pretendeu conscientizar a população sobre o dia a dia de cadeirantes e chamou a atenção do poder público para a falta de rampas de acesso.

Quer conferir as ações executadas pelos alunos na cidade? Acesse o QR Code ao lado (veja mais instruções na página 02) e confira o vídeo.

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EVENTOS

35º Dia do Plantio É na escola que vivenciamos experiências que marcam a nossa vida. No Colégio Farroupilha, o início da trajetória escolar é um momento especial para alunos e para as suas famílias. No dia 9 de novembro, os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental, acompanhados de seus pais, plantaram mudas de bergamota e jabuticaba, na Sede Campestre, em Viamão. Um baú com as memórias do 1º ano, contendo uma carta da professora, uma carta da família, o jornal do dia, a foto da turma e os trabalhos realizados também foram enterrados na Sede. Quando chegarem à 3ª série do Ensino Médio, os estudantes vão resgatar essas memórias no Dia da Colheita. Acesse o QR Code ao lado (veja mais informações na página 02) e confira as fotos do 35º Dia do Plantio.

Simulado ENEM/UFRGS

Visita do Monstrinho da RBS O Bicho Papão, personagem-monstrinho que integra a campanha “O Amor é a Melhor Herança. Educação para as Crianças”, do Grupo RBS e da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, visitou os alunos da Educação Infantil dia 17 de outubro. Durante o encontro, organizado pelo Sinepe/ RS, o monstrinho conheceu o projeto #daescolapravida: cidadania e educação que vai além do ensino como pilares do posicionamento, finalista do prêmio Destaque em Comunicação doSindicato do Ensino Privado.

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Estudiosa do ENEM e uma das maiores especialistas do estado nessa prova, a professora Roselane Costella conversou com os alunos da 3ª série do Ensino Médio, dia 15 de outubro. Durante o bate-papo, a docente da UFRGS repassou orientações importantes, como dicas para o melhor aproveitamento dos estudos e cuidados a serem tomados na realização das provas. A palestra integrou as atividades da Semana de Intensivo UFRGS e ENEM. Além disso, os alunos receberam aulas de reforço nos turnos da manhã e noite, entre os dias 15 e 18 de outubro.


Festival de Cinema de Língua Estrangeira Um trabalho iniciado no mês de março, com os alunos da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio teve o seu desfecho na noite de 31 de outubro. Em sua sexta edição, o Festival de Cinema do Centro de Línguas reuniu a produção dos estudantes nas disciplinas de Inglês, Alemão e Espanhol. No início do ano, todos tiveram uma aula aberta sobre como escrever um roteiro. Depois, foi colocar a mão na massa: reuniram-se em grupos e dividiram as tarefas, como pensar na história e nos personagens, separar os materiais necessários, filmar e editar. Ao todo, foram mais de 50 curtas-metragens produzidos, sendo oito os selecionados para concorrer nas categorias de melhor direção de arte, melhor roteiro, melhor atriz, melhor ator e melhor filme. Cinco jurados foram os responsáveis por avaliar as produções, sendo eles Emiliano Cunha, roteirista e diretor; Lucca Simas, ator; Guilherme Borges, editor de vídeo; Rodrigo Sant’Anna, coordenador de cursos da Escola de Criatividade Perestroika; e Gabriel Parisotto, ex-aluno do Farroupilha que, em 2009, ganhou o prêmio de melhor direção de arte com o filme “As Aventuras dos Irmãos Chu e Krutz”.

O vencedor de melhor filme da 1ª série foi o curta “Who?”. Já na 2ª série, o curta que conquistou o Tamanduá Dourado foi “The Reflection”. Confira os demais vencedores:

1ª série do EM Melhor Direção de Arte: Gabriela e seu sonho Melhor Roteiro: Who? Melhor Atriz: Gabriela Berwanger (Gabriela e seu sonho) Melhor Ator: Rael Peixoto (Who?)

2ª série do EM

Melhor Direção de Arte: The Reflection Melhor Roteiro: Floresta Del Tesoro 2 – La Venganza de Villanueva Melhor Atriz: Laura Bischoff (Death Note) Melhor Ator: Alexandre Piccoli (Floresta Del Tesoro 2 – La Venganza de Villanueva) Acesse o QR Code ao lado (veja mais informações na página 02) e confira as fotos do Festival.

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EVENTOS

Jovens diplomatas Oito alunos do Ensino Médio do Colégio Farroupilha participaram, nos dias 12 e 13 de outubro, da segunda edição do UFRGS Mundi, no Campus Central da UFRGS. Acompanhados pelo Professor de Geografia, Victor Nedel, os alunos foram designados para os diferentes Comitês da ONU e lá realizaram simulações com base em dados reais, tomaram novos rumos para a história mundial e agiram como perfeitos diplomatas delegados dos países os quais representavam. Dentre as atividades, debates, conversas entre delegados de países, aconteceram momentos de integração e descontração entre os diplomatas mirins das mais de 15 escolas que se inscreveram no evento. Os alunos também entraram em contato com estudantes do curso de Relações Internacionais da UFRGS e escutaram deles as perspectivas e o campo de trabalho da profissão. O Colégio Farroupilha, que estava presente em sete comitês, foi contemplado com quatro destaques de melhores delegados, representados por Letícia, Julien, Eduardo e Isabela. “Trata-se de uma atividade que integra a teoria à prática, na qual os alunos trabalham com temas de interesse e relevância mundial e, a partir de discussões, procuram elaborar soluções novas e inteligentes aos problemas apresentados” destaca o professor Victor.

Orientação profissional Desenvolver meios para que os estudantes do Ensino Médio possam se informar sobre carreiras profissionais, ao mesmo tempo em que ampliam o autoconhecimento, trocam experiências e efetuam escolhas com clareza racional e equilíbrio emocional são atividades realizadas pelo grupo de Orientação Profissional do Farroupilha. Nos meses de setembro e outubro, os alunos visitaram a UniRitter, a PUCRS e as instalações da Dell, localizadas no TecnoPuc. Acompanhados pela Orientadora Educacional Sumaia Fuchs, o grupo recebeu orientações sobre os cursos oferecidos em cada uma das universidades, bem como o sistema de ingresso. Na Dell, os alunos puderam obter informações sobre carreiras ligadas às áreas de Tecnologia da Informação e Computação.

Reencontro dos formandos de 2012 Os alunos que se formaram no Colégio Farroupilha, em 2012, tiveram um momento especial no dia 13 de novembro. Eles se reencontraram no 3º andar da Escola e aproveitaram a oportunidade para relembrar os bons momentos vividos aqui.

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esportes

ESTUDANTIL PAQUETÁ ADIDAS 2013

E

m outubro, aconteceram os jogos finais da 13ª Edição do Estudantil Paquetá Esportes Adidas no Complexo Esportivo da Pontifícia Universidade Católica

do Rio Grande do Sul. As equipes de Futebol Mirim, Futsal Feminino, Basquete e Handebol Masculino chegaram às finais da competição com os seguintes resultados: A equipe de Futsal Feminino, comandada pelo treinador Paulo Xis, conquistou o tetracampeonato com uma vitória de 4 a 0 sobre a equipe do Colégio Vale Verde. No Futebol de Campo, a equipe mirim masculina participou da sétima final desde a criação do Estudantil e finalizou com a segunda colocação. No Basquete e Handebol Masculino, os atletas do Farroupilha levantaram o troféu de 4º lugar. Além das conquistas coletivas, duas alunas da equipe de Futsal destacaram-se ao longo da competição. A aluna Millene Cabral Vieira foi artilheira, com 23 gols, e a aluna Juliana Schardong foi a goleira menos vazada pelo quarto ano consecutivo, com apenas 4 gols sofridos.

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ESPORTE

Campeonato Estudantil As equipes de Basquete, Handebol, Futsal e Voleibol do Farroupilha disputaram a seletiva para os Jogos Escolares da Juventude. O Campeonato Estudantil do Rio Grande do Sul (CERGS), como é conhecido, reúne as escolas particulares e públicas do Estado com o intuito de eleger as equipes que o representarão na maior competição estudantil do Brasil, os Jogos Escolares da Juventude. A equipe feminina de Futsal Sub 14, treinada pelo professor Antônio Cimirro, foi a terceira colocada; e a equipe Sub 17, treinada pelo professor Paulo Xis, a vice-campeã. As duas equipes entraram na competição defendendo os títulos nacionais conquistados em 2012. Nesse ano, as duas equipes alcançaram o topo da competição regional e disputaram a final nacional dos Jogos Escolares, conquistando dois títulos nacionais para o nosso estado. Na edição de 2013, o grande destaque ficou para a dupla feminina de Vôlei de Praia. O Farroupilha credenciou-se para disputar a grande final dos Jogos Escolares com uma conquista inédita, a dupla Isabella Lucchin e Isabella Manica, comandadas pelo treinador Pablo Menezes, conquistaram o título da modalidade e, em novembro, disputaram a competição nacional em Belém do Pará.

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Alunos destacam se na natação Após classificação no Campeonato Estudantil do Rio Grande do Sul (CERGS), os alunos Francisco Morganti e Rafael Behr, disputaram, em setembro, os Jogos Escolares da Juventude (Etapa 12 a 14 Anos), evento organizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, em Natal. Pelo segundo ano consecutivo, os alunos disputaram a competição mais importante da categoria em nível nacional e representaram o Rio Grande do Sul neste evento, que já revelou atletas olímpicos. Além de congregar esportistas de diversas modalidades, dos mais variados estados, os Jogos aproximam os jovens de todo o país aos Valores Olímpicos e ao exemplo positivo da prática esportiva. A competição de abrangência nacional cresce a cada edição e reúne milhares de alunos-atletas de instituições de ensino públicas e privadas de todo o país. Atualmente, o evento é tido como referência internacional. Consideradas as fases seletivas, os números chegam a mais de dois milhões de atletas e cerca de 3.900 cidades participantes.

Participação das equipes de Handebol na Taça Anchieta 2013 As equipes Infantil Masculina e Feminina de Handebol se destacaram na Taça Anchieta, realizada em setembro. Após campanha na fase classificatória, ambas finalizaram a fase de forma invicta, credenciando-se para as finais. Nas finais, por uma diferença de 2 gols, perderam para os seus adversários e trouxeram os troféus de segundo lugar.

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ESPORTE

XLI Jogos Farroupilha Anos Iniciais Entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro, os alunos dos Anos Iniciais da Unidade Três Figueiras e do Correia

Lima participaram dos XLI Jogos do Farroupilha, na Sede Campestre, em Viamão. Os alunos foram divididos em equipes mistas entre as turmas do ano e participaram de várias atividades, como corrida da pedra, papel e tesoura, futebol, softball, dodgeball, cabo de guerra e corrida. Foram dias repletos de atividades e de muita diversão

para as turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Cada equipe era representada por uma cor e com alunos de todas as turmas. Do 1º ao 4º ano, os alunos precisaram além de trabalhar em equipe na corrida da pedra, papel e tesoura, no futebol, no caçador, no cabo de guerra e na corrida também ter muita atenção nas provas de charadas e durante a brincadeira chamada “Qual é a música?”. Para os estudantes do 5º ano, que se despedem dos Anos Iniciais, a preparação começou no dia 29 de outubro, com uma série de oficinas em sala de aula. Na Oficina de Copos, cada equipe tinha que fazer uma coreografia; na de Vídeo, foi preciso ensaiar e gravar em um iPad, um grito de guerra; e na de Gastronomia, as equipes experimentaram, vendados, três pastas: beterraba com requeijão, espinafre com requeijão e cenoura com requeijão. “Como é o último ano deles nos Anos Iniciais, pensamos em diferentes oficinas, a fim de fazermos a transição do modelo dos jogos dos Anos Iniciais para o modelo dos Anos Finais e Médio. Na Oficina de Gastronomia, por exemplo, chamamos a atenção para a importância de se praticar esporte aliada a uma alimentação saudável”, explicou a Orientadora Educacional dos Anos Iniciais, Camila Arruda. A Coordenadora dos Anos Iniciais, Letícia Nunes, destacou a importância dos estudantes buscarem novas amizades na escola, trabalhar em equipe, desenvolver o espírito de cooperação, sendo assim o fato de nos jogos dos anos iniciais terem que se unir a diferentes colegas de outras turmas instiga a integração, o respeito e o trabalho colaborativo, valores fundamentais a serem construídos e vivenciados nos dias de hoje.

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Brincando nas férias

Preparamos diversas atividades e oficinas que vão divertir e ensinar os pequenos neste verão. ´ De 6 a 31 de janeiro de 2014, de segunda a sexta-feira. Das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30.

Inscricoes Na Secretaria do Colégio. VAGAS LIMITADAS.

Informacoes (51) 3382 1805 secretaria@colegiofarroupilha.com.br

O projeto é aberto ao público externo. Confira o cronograma completo e imprima a ficha de inscrição pelo site www.colegiofarroupilha.com.br

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Revista Farroupilha - Edição de Novembro e Dezembro de 2013  

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