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Nº9—Dezembro de 2014

Ir_ao_mar Intensificação da actividade desportiva náutica do Clube Naval da Horta e esforço reorganizativo marcaram o mandato que está prestes a terminar José Decq Mota - Presidente do CNH

Libério Santos, do Clube Naval da Horta: primeiro atleta dos Açores a realizar Horta-Madalena-Horta – Sprint na Classe Access

A partir de hoje, os atletas açorianos da Classe Access (Vela para pessoas com mobilidade reduzida) podem inscrever-se para bater recordes no que respeita a esta Classe. O pontapé de saída foi dado na manhã do dia 17, pelo velejador do CNH, Libério Santos, que fez Horta-Madalena-Horta – Sprint em 2 horas, 34 minutos e 21 segundos.

Fotos: José Macedo


Assembleia Geral Eleitoral do CNH sem listas: Jose Decq Mota, Jorge Macedo e Olga Marques indigitados para a nova Direcçao e para renovar a equipa A continuação da Assembleia Geral Eleitoral do Clube Naval da Horta (CNH) será no dia 08 de Janeiro de 2015. Até lá, o Presidente da Direcção, José Decq Mota, o Vice-Presidente, Jorge Macedo, e a Vogal, Olga Marques, que foram, por votação unânime, indigitados para integrar a nova Direcção, têm a missão de encontrar pessoas para renovar a equipa, que ficará com a incumbência de gerir os destinos desta instituição durante 2015 e 2016. Entretanto o actual elenco directivo mantém-se em funções até à conclusão do processo eleitoral, previsto para 08 de Janeiro.

A sala só ficou completamente lotada já depois da Assembleia Geral Eleitoral ter começado O silêncio ensurdecedor que se vinha verificando nos últimos tempos, confirmou o que os mais atentos já sabiam: não houve listas candidatas às Eleições do Clube Naval da Horta (CNH). A Assembleia Geral Eleitoral decorreu na noite desta quinta-feira, dia 11, no Centro de Formação de Desportistas Náuticos do CNH e, apesar de a sala se encontrar repleta de sócios (tendo alguns chegado após a hora de início, 21 horas), não houve iniciativa no que toca a caras novas para presidir aos destinos do Clube durante o próximo mandato: anos de 2015 e 2016.

1º - Discussão e deliberação sobre o mação da actividade do Clube Relatório Intercalar de Actividades; (referência directa à criação do Gabinete de Imprensa); 2º- Eleição dos Corpos Gerentes para o biénio 2014-2016; - Consolidação sólida do funcionamento da Classe Access, introduzida no fim de 3º - Outros assuntos de interesse para o 2011, pela Direcção anterior, no âmbito Clube, eram os pontos constantes da do Programa “Faial Sem Limites – Vela Ordem de Trabalhos. Para Todos”, realizado em parceria com Assim sendo, e após a leitura da acta da a Associação de Pais e Amigos dos Defireunião anterior, pelo Presidente da As- cientes da Ilha do Faial (APADIF); sembleia-Geral, Luís Carlos Decq Mota, e - Revitalização da Atlantis Cup – Regata votação da mesma, coube ao Presidente da Autonomia quer em 2013 (25 anos), da Direcção, José Decq Mota, a apresenquer em 2014; tação do Relatório Intercalar de Actividades. - Reforço do envolvimento do Clube na Comissão Náutica Municipal e na captaO Dirigente máximo do Clube Naval da ção, apoio e co-organização de Regatas Horta evidenciou, em traços gerais, os Internacionais; aspectos que marcaram de forma positiva ou negativa, este mandato, caracteri- - Realização de 2 excelentes Festivais zado por uma “intensa actividade”: Náuticos nas Semanas do Mar de 2013 e 2014; - Intensificação geral da actividade desportiva do CNH; - Manutenção de um padrão intenso na utilização do património baleeiro classi- Reorganização, com processo em curficado e recuperado, com um regular so, do funcionamento da Escola de Vela, funcionamento da Secção de Botes Bada Secção de Canoagem e da Secção de leeiros do Faial e com um entendimento Natação; construtivo com as entidades da Ilha do - Reforço das relações com outros Clu- Pico; bes, designadamente do Continente, - Resolução temporária de alguns dos Madeira e países estrangeiros. problemas de espaço com que o Clube Neste sentido, recorde-se que foi assina- se debate, mediante a utilização de um do este ano, no decorrer do Festival Náu- amplo armazém da antiga fábrica do tico da Semana do Mar, em Agosto, um peixe, cedido gratuitamente pela admiProtocolo de Cooperação com o Clube nistração da empresa proprietária. Naval do Funchal e que futuramente vão A propósito, José Decq Mota salientou ser assinados outros, designadamente que “é imprescindível encontrar uma com o Clube Naval de Cascais e de Hamsolução definitiva para esta questão, que burgo, atendendo a que muitos sócios provisoriamente está a ser solucionada deste último Clube escolhem a Marina graças à boa vontade da Cofaco Açores, da Horta como destino. o que pode mudar a qualquer hora”. - Aprofundamento do trabalho de infor-


- Realização de uma gestão corrente atenta, que visou utilizar da melhor forma os meios existentes e potenciar as capacidades do Clube; - Manutenção do esforço do espírito de voluntariado existente no Clube e recurso a colaborações especializadas na área dos contactos anteriores e do marketing. A actual equipa elencou igualmente situações que, numa perspectiva não positiva, também marcaram este mandato: - Inexistência, quase completa, de renovação e actualização das frotas de Vela Ligeira, de Canoagem e de barcos de apoio, por inexistência de programas públicos e associativos de apoio; - Não evolução do processo de modernização e ampliação das instalações do Clube Naval da Horta, muito embora exista a informação de que o projecto, da responsabilidade da Região Autónoma dos Açores através da Portos dos Açores S.A, está pronto; - Não actualização dos Estatutos, o que constitui cada vez mais uma matéria urgente e necessária de concretizar. Neste Relatório Intercalar é apontado como “prioridade imediata a ponderação de uma revisão acentuada do funcionamento interno, com a valorização e actualização da falta salarial dos funcionários e com a criação de práticas profissionais que permitam ajudar a consolidar vários importantes avanços conseguidos nos últimos anos”.

António Costa (Tesoureiro); Luís Carlos Decq Mota (Presidente da AssembleiaGeral) e José Decq Mota (Presidente da Direcção do CNH)

O Tesoureiro, António Costa, falou da sua área (dinheiro), ressalvando que não ia ser feita uma Apresentação das Contas, uma vez que as mesmas ainda não estavam fechadas, atendendo a que este Relatório foi finalizado no fim de Novembro último e que, “em qualquer empresa, há sempre ajustes de contas durante o mês de Dezembro”. Resumindo as diversas rubricas, a ideia fundamental é de que o Clube Naval da Horta goza de saúde económica e financeira.

dos processos que estão em curso e a correr bem, mas não consolidados” e que, “após consulta a todos os elementos a quase totalidade não se mostrou disponível invocando razão várias”, José Decq Mota sugeriu que uma hipótese poderia passar por aproveitar as pessoas disponíveis do actual elenco, renovando a equipa com outras. No seguimento desta opinião expressa pelo actual Presidente, “sinónimo de disponibilidade e vontade em continuar”, Alzira Luís sugeriu que se seguisse esta terceira via, que foi apoiada por unanimidade. Assim sendo, José Decq Mota (Presidente da Direcção), Jorge Macedo (Vice-Presidente) e Olga Marques (Vogal) – os resistentes de uma equipa de 11 Dirigentes – foram indigitados para completarem a lista que será apresentada na Assembleia Geral, marcada para o dia 08 de Janeiro de 2015, com início pelas 20h30.

Dentro das diversas oportunidades que foram dada aos sócios para manifestarem a sua opinião, apresentarem dúvidas e/ou sugestões, Fernando Menezes, antigo Presidente desta casa, fez questão de felicitar a actual equipa, sublinhando que, como sócio, “sempre” acompanhou o Clube Naval da Horta, “uma instituição cada vez mais importante na projecção da Cidade da Horta e dos desportos náuticos”. E realçou: “O CNH continua a ser um marco importantíssimo nos desporTendo em conta que este processo não tos náuticos dos Açores e a Direcção acse encontra concluído, o actual elenco tual impulsionou e consolidou alguns”. mantém-se em funções até lá. Este antigo Dirigente manifestou tamNo tempo destinado ao 3º ponto, José bém o seu apreço pelo facto de “as conDecq Mota referiu vários aspectos imtas estarem boas”, acrescentando que “o portantes da vida do Clube. Entre outros, saldo permite boas perspectivas”. E reencontra-se a exploração do Bar e a sua matou: “É importante o equilíbrio entre reabertura pelo novo Concessionário, a actividade intensa e o saldo financeiro João Martinho, prevista para o dia 19 bom”. deste mês e o Projecto dos velejadores Passando ao segundo ponto da Ordem do Clube Rui Silveira (Classe Laser Stande Trabalhos, e uma vez que à Mesa da dard), David Abecasis/Miguel Guimarães Assembleia não chegou qualquer lista (Classe Snipe) “que fazem um excelente candidata para os Corpos Gerentes do de divulgação do Clube, da ilha e da RegiCNH para o mandato relativo a 2015- ão”. Mesmo em fim de mandato, esta 2016, foram ponderadas várias situa- Direcção não hesitou em acolher a proções: nomear uma Comissão que ficaria posta de reactivação da Secção de Windencarregada de escolher uma lista; esco- surf, tendo sido escolhida uma Comissão lher um sócio que, por sua vez, iria convi- Instaladora, composta por 4 elementos, dar pessoas para integrar uma equipa que se encontravam nesta Assembleia. com quem iria trabalhar ou, saber se E aproveitando a deixa, Luís Carlos Decq alguém desta Direcção estava disponível Mota lembrou que “o Clube Naval da para continuar e os que estivessem ficaHorta foi pioneiro nesta modalidade nos riam com a missão de convidar outros Açores”, tendo mesmo sido realizado um sócios para completar/renovar a lista, Campeonato Nacional no Faial, no fim da formada por 11 elementos. década de 80, numa altura em que presiApós ter dito que “seria racional que esta dia aos destinos desta instituição. Por equipa fizesse mais um mandato” (o se- isso, rematou: “É sempre bom renascer”. gundo), “atendendo a que foram iniciaFotografias de: Cristina Silveira


Jose Decq Mota faz o balanço a dois anos de da actividade desportiva náutica do Clube Naval da Horta e estrabalho Intensificação forço reorganizativo marcaram o mandato que está prestes a terminar Embora o mandato do actual elenco directivo do Clube Naval da Horta (CNH) só termine no dia 08 de Janeiro de 2015, uma vez que não surgiram listas na Assembleia Geral Eleitoral realizada no dia 11 deste mês, o Presidente da Direcção desta instituição, José Decq Mota (que continuará a ser Presidente no próximo mandato, com vigência em 2015 e 2016), fez o balanço a estes dois anos de trabalho: 2013 e 2014. Na base da sua aceitação da indigitação para novo mandato, pela Assembleia Geral de 11 do corrente, está o facto de achar fundamental consolidar processos em curso e concretizar outros de grande importância para um melhor funcionamento do Clube e um cabal aproveitamento do potencial existente. Revisão dos Estatutos, revisão da grelha salarial dos funcionários, reorganização interna do Clube e mais elementos femininos nos Corpos Sociais, são alguns dos focos da próxima Direcção do CNH, que espera que a nova sede seja uma realidade no decorrer deste mandato, que começa em Janeiro de 2015. - Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta: Quais os marcos deste mandato que agora termina? - José Decq Mota: Este mandato é marcado por duas situações fundamentais: intensificação da actividade desportiva náutica do Clube Naval da Horta (CNH) e um esforço reorganizativo de muitos aspectos da actividade concreta. Dentro desta perspectiva, no que respeita à actividade desportiva, penso que muito foi feito e com certeza que muito haverá a fazer, porque a intensificação da actividade em si gera situações novas. Se temos actividade mais intensa em todas as modalidades, é evidente que mais depressa os meios precisam de ser reparados ou substituídos e maior despesa há com os barcos de apoio, etc. A intensificação da actividade coloca patamares de exigência maiores. Mas não é por isso que vamos deixar de ter esse objectivo.

Ao mesmo tempo, foi feita uma reorganização de serviços, formas de actuar, etc, com vista a se poder ir acompanhado as exigências em todos os aspectos, nomeadamente nas questões económico-financeiras. Penso que o balanço deste mandato é muito positivo. A equipa, que terminará as suas funções no dia 08 de Janeiro de 2015, cumpriu bem as suas tarefas. Evidentemente que há, especialmente dentro desta perspectiva de reorganização, processos que se encontram em curso – e que estão a decorrer bem – mas que não estão ainda consolidados, de que são exemplos a transformação que estamos a introduzir, com sucesso, na Escola de Vela, na Natação e todas as beneficiações que se procurou iniciar na Canoagem. Como problema maior, surge a questão que se prende com a renovação das frotas especializadas do Clube, isto porque há já vários anos que se encontram suspensos todos os programas oficiais ou associativos de apoio à renovação das frotas de Vela Ligeira e de Canoagem, especialmente estas duas. Por outro lado, os apoios para a frota de apoio, como semi -rígidos, botes de borracha, etc, também não existem neste momento, o que coloca o Clube numa posição que, por enquanto é sustentável, mas que se vai tornar delicada se não encontrarmos algumas vias de alteração desta situação.

“O Clube Naval da Horta está a ter uma maior procura nas modalidades náuticas” O que vai acontecer é, termos procura e não termos capacidade de resposta. Já notamos que estamos a ter maior procura nas modalidades náuticas e penso que este não é um trabalho exclusivo da Direcção que agora termina funções. Há indícios disso e dou como exemplo os programas, nomeadamente o programa de parceria que tivemos em 2013 com a Escola Secundária que trouxe uma série de jovens entre os 15 e os 17 anos para praticar Vela no Clube e que suscitou interesse em alguns e o uso dos Botes Baleeiros para a prática da Vela numa perspectiva de usufruto popular daquele património histórico e este interesse motivou que um grupo de pessoas solicitasse o Curso de Iniciação de Vela para Adultos. Já se fez um e está perspectivado outro. Está a ser pensado, num curto prazo, a realização de um Curso Avançado depois do Curso de Iniciação, numa perspectiva de continuidade. No que respeita à Vela Ligeira, há um aumento de interesse. Na Canoagem, é nítido o aumento, o alargamento e a consolidação do número de praticantes, embora o material não seja muito. Vamos ter de encontrar algum mecanismo que nos permita resolver os problemas mais urgentes, que se situam ao nível de uma embarcação 420, velas de competição para Optimist, algum reforço da Secção da Canoagem e ao nível de dar alguma resposta à Secção de Windsurf, em reactivação. Os praticantes têm o seu próprio material e é assim que deve ser, o que quer dizer que o Clube não vai adquirir pranchas de competição nem outro, mas será natural que para a Secção funcionar estruturadamente, tenha de existir no futuro, quando for possível, algum material de iniciação,


que não é um material que o atleta adquira, mas que as Escolas devem possuir, e se nós vamos fazer Iniciação ao Windsurf, teremos de ter algum material para isso. O que quero dizer com isto, é que nada está acabado. O mandato correu bem, o essencial decorreu muito bem, o nível de eventos, a intensificação da actividade, a melhoria da qualidade do treino em geral, deram-se passos importante nesse sentido, mas nada está acabado, porque maior intensificação traz maior desgaste, maior desgaste agudiza as necessidades e isto obriga a que haja soluções. Espero que os próximos dois anos possam ser de consolidação de alguns processos em curso, de lançamento de outros e de criação de condições para enfrentar os desafios que a maior actividade implica. Era racional que a mesma equipa continuasse - Gabinete de Imprensa: Foi a necessidade de consolidação que o levou a disponibilizar-se para um segundo mandato consecutivo? - José Decq Mota: Eu não tinha propriamente vontade de fazer mais um mandato. A minha posição neste mandato foi sempre clara. Estando vários processos em curso e sendo urgente lançar outros, sempre pensei que era racional que a mesma equipa continuasse. Independentemente da minha própria vontade. Isto é muito absorvente e cansativo. E muitas vezes sentir-me-ia muito mais confortável, se nos próximos tempos não tivesse esta responsabilidade. A clareza que eu punha era a seguinte: eu não vim para aqui em 2012 por iniciativa pessoal. Não tomei a iniciativa de procurar pessoas. Pelo contrário. Um conjunto de sócios bem mais novos do que eu, é que me procurou para coordenar uma nova equipa e eu aceitei. Agora, quando chegou ao fim do mandato e praticamente a totalidade desse grupo me disse que estava indisponível para continuar, uns por razões de ordem profissional, outros por razões de ordem pessoal ou por outras responsa-

bilidades que tiveram de assumir nas suas vidas, entre outros aspectos, não fazia sentido que essa equipa ficasse reduzida a uma pessoa. Por outro lado, tive o cuidado, assim como a restante Direcção, de anunciar com o dobro da antecedência que prevêem os Estatutos, a data da Assembleia Eleitoral, precisamente para possibilitar que sócios ou grupos de sócios se pudessem organizar para concorrer às eleições. Obviamente que não tinha nenhuma intenção de criar um impasse. Nos últimos 30 anos já existiram algumas vezes impasses na vida do CNH e têm tido sempre solução de forma mais demorada ou rápida. O que interiorizei foi o seguinte: se desta minha equipa que trabalhou na Direcção, houvesse um conjunto mínimo de pessoas, contando comigo, que estivesse disponível, no caso de não aparecer alternativa e de a Assembleia Geral concordar com isso, avançaríamos. A partir de agora, quando eu, o Jorge Oliveira e a Olga Marques estivermos a trabalhar na formação de uma equipa, já o fazemos escolhidos pela Assembleia Geral e com a confiança da instituição. Não estamos a trabalhar para concorrer com outros. Eu não teria aceitado ser indigitado sozinho. O VicePresidente Jorge Macedo foi uma pedra estruturante e basilar da equipa da Direcção e a Vogal Olga Marques conseguiu sempre, ao longo deste mandato, conciliar uma perspectiva plena do exercício do cargo directivo trabalhando muito bem os difíceis problemas do sector dela, que é o da Natação mas, ao mesmo tempo, contribuindo para as tarefas gerais da Direcção de forma cada vez mais intensa e persistente. A par de outros, que não têm possibilidades de se recandidatar, eram duas pedras fundamentais da equipa anterior. Penso que agora temos condições, com a indigitação dos três pela Assembleia Geral, para encontrar uma equipa que possa estar ao nível da que agora termina funções mas, por outro lado, dar também resposta aos novos desafios, que vou referir.

“Vamos ser muito cuidadosos na selecção das pessoas para a nova Direcção” - Gabinete de Imprensa: Acha que vai ser fácil encontrar pessoas disponíveis com vontade de trabalhar? - José Decq Mota: Sim, e adequadas a que, com o seu saber e experiência, possam contribuir para o produto final, que é uma boa gestão no plano económico, administrativo, financeiro e desportivo desta instituição já complexa, com dimensão e com um orçamento extenso. Temos de procurar pessoas que possam fazer ligação e enquadrar as Secções desportivas, tendo dentro das suas tarefas essa responsabilidade por um lado e, por outro, procurando dinamizar mais as Comissões de Secção, mas tem de haver sempre a ligação à estrutura directiva – que tem o poder deliberativo, fruto da conjugação de todas as coisas – mas não é só isso. Temos de ter na Direcção pessoas que possam dar contributos importantes, por exemplo, pessoas que possam exercer a função de Tesoureiro que é complexa; pessoas que possam dar contributos para uma das prioridades, que é a reorganização da vida interna do Clube; pessoas com conhecimento e capacidade de estruturação de serviços, de interligação entre os diversos níveis e componentes de serviço. Queria que na nova equipa houvesse pelo menos uma pessoa especializada nisso. Teríamos de encontrar uma estrutura – além das pessoas da Direcção – próxima da Direcção onde os Monitores, os Treinadores, os Técnicos ao serviço do Clube possam expressar com fluidez as suas opiniões, sugestões, propostas, etc. Sem nenhuma perspectiva centralizada na pessoa do Presidente, mas com a eficaz coordenação destes níveis. Vamos ser muito cuidadosos na selecção das pessoas para completar a futura Direcção. Dentro da nova equipa, no grau possível e dentro das competências estatutárias, os outros órgãos directivos devem ter uma maior predisposição para uma acção mais visível. Estou a referir-me essencialmente ao Conselho Geral que não pretende ser um lu-


gar de arrumação de nomes. Deve ser uma estrutura muito mais cooperante neste processo de permanente evolução e transformação que o Clube Naval necessita. Estão lá vários antigos presidentes e membros de antigos corpos gerentes, gente com muita experiência em várias áreas e vamos procurar na nova composição que essa realidade seja reflectida. Estou confiante na possibilidade de encontrar uma boa equipa.

“Para além de uma que já está indigitada, que é a Olga Marques, estou a pensar em mais duas senhoras para a Direcção, cujos nomes não vou revelar” Mais mulheres na Direcção - Gabinete de Imprensa: Por que razão as mulheres figuram sempre em número tão reduzido nas Direcções do CNH? - José Decq Mota: Logo pelo facto de o número de mulheres sócias do CNH ser baixo, porque normalmente os maridos é que são sócios. Há excepções, mas a tradição não é esta. Há 2 anos quando estávamos a terminar a lista deparámos com essa questão. Basta andar por aqui durante a Semana do Mar ou este ano durante o Campeonato Nacional de Access para ver que algumas senhoras, que fazem parte de grupos de voluntariado e apoio, têm todo o cabimento numa Direcção. Para além de uma que já está indigitada, que é a Olga Marques, estou a pensar em mais duas, que não vou revelar, mas será feito o apelo nesse sentido. “As pessoas que integram Direcções têm sempre alguma ligação ao Clube” - Gabinete de Imprensa: O que é preciso para integrar uma Direcção, além de

ser sócio, ter gosto, conhecer o Clube?... - José Decq Mota: Normalmente, quem acaba por chegar a uma Direcção são pessoas que, de uma forma ou de outra, têm ligação ao Clube como praticantes ou por estarem envolvidas em eventos (participam em equipas de terra, barcos de apoio, fotografia, etc). Têm uma ligação e conhecimento genérico da vida do Clube. Mas todos têm uma ligação afectiva. Muitas vezes, temos de procurar pessoas com alguma preparação específica, como é o caso do Tesoureiro que, além de conhecer minimamente o Clube e perceber como é que isto gira, tem de saber de contabilidade. No futuro, é importante ter na Direcção uma pessoa especialmente preparada para ir dando passos nas modificações internas do funcionamento. Há muitos dirigentes de empresas ou da Função Pública que têm essa preparação. Mas se encontrarmos alguém que, ao mesmo tempo já conheça a vida do CNH e tenha intuído que o nível em que estamos exige uma organização profissional melhor estruturada, então vamos ter um elemento da Direcção, masculino ou feminino, muito válido por aí. - Gabinete de Imprensa: Também é preciso haver gente jovem nas Direcções… - José Decq Mota: Uma outra preocupação que eu penso que tem de haver, é a de procurar ir incluindo nos Órgãos Directivos gente na faixa etária dos 40 ou dos 45, o que não é muito fácil. Pessoas que estão na casa dos 30 devem ser convidadas para que possam ir tendo uma aproximação e não subsista esta situação demasiado frequente de não aparecerem listas. É evidente que hoje em dia é difícil o associativismo. Fala-se muito de voluntariado, mas muitas vezes a vida das pessoas também não se compadece com isso, porque muita gente para poder ter um padrão de vida, legítimo, para além da sua profissão, obrigam-se a fazer outras actividades complemen-

tares remuneradas e, portanto, essas pessoas dificilmente poderão ter mais tempo para dedicar a associações como esta. A situação geral do país mudou a vida das pessoas. Não se trata de uma situação de egoísmo, mas de uma época muito difícil para muita gente. E actualmente as pessoas, muito legitimamente, aspiram viver num determinado nível de conforto e de satisfação de necessidades, que a sociedade de hoje consegue satisfazer e que há 50 anos não existia. A exploração da força do trabalho tudo tem feito para desvalorizar o rendimento dos vários escalões que agora recebem muito menos do que há pouco tempo. Isto tudo dificulta o trabalho. Por outro lado, uma instituição deste tipo não pode entrar na aventura de procurar ter dirigentes remunerados por pouco que fosse. Isso até podia funcionar temporariamente, mas depois ia morrer porque não tem rendimento próprio para sustentar uma situação dessas. Imaginemos que em vez de ser uma Direcção de 11 elementos, seria apenas de 5 em que todos têm o seu emprego, mas que o trabalho do Clube era encarado como um part-time, com um complemento remuneratório. Talvez fosse mais fácil encontrar algumas pessoas, mas não seria nada sustentável e matava o segredo do crescimento deste Clube, que é o trabalho voluntário. O Clube recorre e tem de recorrer a professores de Natação, de Canoagem, etc, mas essas pessoas quando prestam um serviço ao Clube, estão a exercer a sua actividade profissional, estão noutra situação. O Clube Naval da Horta sempre esteve atento às regatas internacionais - Gabinete de Imprensa: Este ano deuse um passo importante em termos de regatas internacionais com a Regata “Lorient – Horta Solo”… - José Decq Mota: O Clube Naval da Horta sempre esteve atento às regatas internacionais, mas esta Direcção teve o cuidado de fazer um envolvimento permanente dentro desta questão, no âm-


bito da Comissão Náutica Municipal, um organismo criado pela Câmara Municipal da Horta que envolve a própria Câmara, o Clube Naval da Horta, a Portos dos Açores S.A. e a Associação Regional de Vela dos Açores (ARVA). Dentro desta Comissão, tratam-se fundamentalmente das questões da atracção de regatas internacionais à Horta. Neste ano de 2014 deu-se um passo muito grande atraindo mais uma regata de competição, da Classe Fígaro, que esteve cá em Setembro (“Lorient – Horta Solo”) e que resultou num sucesso para nós e para os franceses, com garantia de continuidade. O nosso envolvimento foi muito positivo; já tinha havido este ano a Regata de 6,5 metros e em 2013 houve a dos 40 pés.

Lorient e de Sables d’Olonnes e isso faz com que a nossa responsabilidade vá aumentando. Este Porto está já na rota da actual Alta Competição da Vela Oceânica. E este é um grande objectivo que temos de continuar a aprofundar. O Clube Naval da Horta é uma parte importante desse esforço pela sua natureza técnica. Nós damos apoio a embarcações mesmo fora das regatas. Por exemplo, estes catamarans que vieram cá recentemente, solicitaram ajuda e, através da Portos dos Açores S. A., houve a utilização dos nossos semi-rígidos que, juntamente com um da Marina da Horta, estiveram envolvidos nas manobras de apoio, entrada, atracagem, etc. Estamos e queremos estar envolvidos nesse esforço de captação.

Permaneceu neste mandato de dois anos, o apoio dado ao Rally Atlântico ARC Europe, uma área que está a dar frutos.

“Do ponto de vista desportivo, o projecto olímpico do Rui Silveira é da maior importância”

José Decq Mota: “Estamos e queremos estar envolvidos nesse esforço de captação de regatas internacionais para a Horta”

- Gabinete de Imprensa: Em termos de divulgação da Horta, do Faial e dos Açores, temos grandes embaixadores como é o caso do faialense Rui Silveira e dos outros dois velejadores do Clube Naval: David Abecasis e Miguel Guimarães. - José Decq Mota: O Projecto Olímpico do atleta do CNH, Rui Silveira, e a tripulação do CNH da Classe Snipe David Abecasis/Miguel Guimarães, mereceram uma perspectiva séria de continuidade neste mandato que agora termina.

“A Horta está na rota da alta competição da Vela Oceânica” - Gabinete de Imprensa: Estamos a falar de um excelente veículo de divulgação da Horta e do Faial. - José Decq Mota: A Horta é hoje mais conhecida do que há meia dúzia de anos como escala da náutica internacional de recreio de alta competição. Não é por acaso que mesmo fora de época, passaram bem recentemente pela Horta dois catamarans de alta competição. O Porto da Horta vai sendo mais conhecido, as suas instituições estão harmonizadas com as congéneres francesas de

Rui Silveira: o maior embaixador desportivo faialense fora de portas Do ponto de vista desportivo, o projecto do Rui Silveira é da maior importância. É um velejador que detém o estatuto de Alta Competição, aspira ir aos

Jogos Olímpicos e que em 2014 contribuiu de forma decisiva para o apuramento de Portugal na Classe Laser Standard com uma vaga que não está ainda certo se será ele que a ocupará, mas está no ranking nacional numa posição bastante sólida com uma margem muito grande em relação àqueles que se encontram atrás dele. Tudo isto faz com que o projecto do Rui seja um projecto com futuro e cheio de potencialidades. Ele é jovem e oxalá consiga acelerar aquilo que conseguiu alcançar na primeira metade de 2014. Tirando o praticante com mais idade, experiência e participação em Jogos Olímpicos, que é o Gustavo Lima, logo a seguir em Laser Standard está claramente o Rui Silveira no panorama nacional. Para além disso, na regata em que Portugal foi apurado em Laser Standard, o Rui não só ficou na Frota de Ouro, como foi o primeiro português, o que é extremamente animador e importante. Este projecto tem também grande valor de divulgação, porque é o nome do Faial e de Portugal que é mostrado em todos esses estágios, competições da Federação Internacional de Vela (em inglês: ISAF), etc, desde o continente americano ao africano, à Europa e não só. O facto de haver atletas oriundos daqui e formados aqui como é o caso do Rui Silveira ou atletas que não sendo daqui, se formaram aqui como é o caso do David Abecasis e do Miguel Guimarães, que chegaram a elevados patamares de competição e que continuam ligados ao Clube que os formou ou que lhes possibilitou a prática, é positivo desde logo porque estão a fazer a divulgação do Clube e da terra onde está inserido o Clube. Mas é mais do que isso, é a demonstração de que o nosso isolamento geográfico não corresponde ao determinismo segundo o qual seria impossível formar atletas de Alta Competição a partir dos Açores. É a prova de que a nossa Escola de base é igual às outras, sendo certo que tem de haver determinação por parte dos atletas. O Rui Silveira tem direito a apoios naci-


onais porque é um atleta de Alta Competição, mas tem também apoios regionais que são muito importantes, sendo canalizados para o CNH. Todos os contratos-programa, quer para a formação – treinador – quer para o próprio Projecto Olímpico em si (para tudo o que implica essa preparação por parte do atleta), correm pelo CNH. O Clube Naval da Horta no Protocolo que assina anualmente com o Turismo, também inclui uma verba para a divulgação do projecto do Rui. Temos muito gosto em ter esse papel, que é um papel activo. Temos a prerrogativa legal de poder concorrer a contratosprograma de apoio a treinadores. E é isso que estamos a fazer. Se recebermos no contrato a quantia de 100, empregamos no projecto a quantia de 100. Quando entrei no CNH em Novembro de 1996 como Presidente da Direcção, o Rui Silveira ainda não pertencia à Escola de Vela, mas era um miúdo muito engraçado que passava o dia no Clube e pedia constantemente para ir nas embarcações de apoio quando estava a haver treinos ou regatas, que na altura eram os botes de fibra de vidro e não os semi-rígidos como hoje. Como o Rui era muito pequenino, tínhamos o cuidado de ele levar o colete vestido. Era sempre o primeiro a chegar e o último a ir embora. Lembro-me do avô dele, o meu grande amigo, já falecido, José Medeiros, conhecido mestre das lanchas do Pico, que chegou a vir ter comigo, muito orgulhoso de o neto ter esta queda para o mar, e dizer-me: “Vocês tenham cuidado com o rapazinho, não vá ele cair ao mar”. O Rui Silveira foi sempre um miúdo muito estimado por toda a malta do Clube. Depois entrou na Escola de Vela e demonstrou uma característica muito importante que é necessário um atleta ter para chegar a este patamar: determinação e vontade de trabalhar. Não se pense que a vida de um atleta de Alta Competição é fácil porque não é. É duríssima e de uma exigência enorme! Afecta psicologicamente os atletas, que têm de ter energia para resistir a isso. Os meus votos

são para que o Rui possa continuar a progressão que tem tido e que é muito grande. De há 3 anos para cá tem tido uma progressão enorme! Desejamos ao Rui os maiores sucessos neste enorme esforço e trabalho que ele vem fazendo. David e Miguel: dois velejadores que podem ser tidos como exemplo

David Abecasis e Miguel Guimarães: uma dupla de velejadores que se orgulha de representar o Clube Naval da Horta Fotografia cedida por: David Abecasis

Em relação ao David Abecasis e ao Miguel Guimarães, é uma situação diferente. Sendo uma Classe que hoje não se pratica nos Açores, embora eles tenham praticado na Horta outras classes, o Snipe é uma classe clássica e por outro lado é um veículo de divulgação muito grande, pois estiveram no Campeonato Mundial do Rio de Janeiro e noutras provas e estão num patamar muito elevado, o que é muito importante. Fala-se constantemente do Clube Naval da Horta em razão destes projectos e isto cria a possibilidade real de poder haver linhas de continuidade no futuro, envolvendo jovens que hoje ainda estão longe desses patamares mas que também aspiram chegar lá. Foi com muita atenção que esta Direcção olhou para estes projectos, fazendo tudo, na medida dos seus meios (que não são muitos) para que pudessem singrar e desenvolverem-se como aconteceu ao longo destes últimos dois anos.

“Pretendemos actualizar os Estatutos à nova realidade do Clube” - Gabinete de Imprensa: O que considera importante e que não pôde ser concretizado? - José Decq Mota: Uma situação negativa neste mandato foi o facto de não se ter alterado os Estatutos. Isso esteve equacionado desde 2013, deram-se alguns passos no fim desse ano com a nomeação de um Grupo de Trabalho, mas por manifesta falta de capacidade da própria Direcção, o projecto não foi suficientemente dinamizado. É uma situação de debate que implica alguma disponibilidade de reflexão. O que pretendemos é actualizar os Estatutos à nova realidade do Clube, uma vez que estão fortemente desadequados da realidade que é hoje o CNH. A base dos Estatutos é de 1986 e embora tenham tido pequenas modificações, posteriormente o Clube Naval transformou-se muito quantitativamente e qualitativamente. Por isso, há uma série de situações que têm de ser revistas e repensadas. Esse Grupo de Trabalho seria de especialistas, mas para lançar um debate que implica tempo. A nova Direcção vai integrar no seu futuro Plano de Actividades, já no início de 2015, o lançamento desse debate interno (porque até as formalidades legais têm alguma demora), para que num mandato esse processo possa ser concluído. Quando, em meados de 2014, percebemos que talvez pudéssemos começar a dinamizar isso, não tínhamos nenhuma possibilidade prática de acabar o processo neste mandato. E embora se possa dizer que poderia transitar para o mandato seguinte, a verdade é que pode transitar ou pode cair.

- Gabinete de Imprensa: Quando fala em alterar os Estatutos, está pensar na questão que se ouve de que os mandatos deveriam ser de 3 e não de 2 anos? - José Decq Mota: Quanto aos problemas concretos que os Estatutos levan-


tam, eu podia enunciar variadíssimos, mas não me vou deter nisso. Apenas vou referir esta situação a título de exemplo: os mandatos são de 2 anos, 2 mandatos são 4 anos. Qual seria a solução mais adequada? Talvez fosse serem mandatos de 3 anos. Porquê? Porque possibilita que uma Direcção nova chegue, vá gerindo e se inteirando; que no segundo ano lance as questões em que quer mexer mais profundamente e no terceiro ano as possa consolidar. A tendência que tem sido relativamente frequente de uma Direcção não fazer 2 mas 4 anos quando as pessoas estão disponíveis para isso, resulta do facto de 2 anos ser claramente insuficiente e, portanto, esta é uma das questões, mas há muitas outras para discutir nos Estatutos. “A organização interna da vida do Clube tem de ser revista rapidamente” - Gabinete de Imprensa: O que mais ficou por fazer? - José Decq Mota: Outra questão que esta Direcção não teve possibilidade de mexer de forma sistemática, apenas o fez de forma parcelar, tem a ver com a organização interna da vida do Clube, nomeadamente no que respeita ao quadro de funcionários, às grelhas salariais, aos conteúdos funcionais (aqui mexemos um pouco). Este Clube tem um quadro profissional pequeno, que é acrescentado com um conjunto de prestadores de serviços que, não sendo funcionários, prestam serviços regulares ao Clube: Monitores de Canoagem, Vela, Natação, Coordenador Técnico de Natação, etc. É toda uma área que tem de ser regulada. Penso que é nossa obrigação que o pequeno quadro profissional existente no Clube, mais os colaboradores profissionais, esteja organizado de maneira a que, os seus conhecimentos e a sua prestação de trabalho potencie a capacidade do Clube. Há uma perspectiva que vem de origem, que é muito amadorística. Por exemplo, o Monitor de Canoagem, Natação, Formadores do Centro de Formação, têm todo regimes diferenciados uns dos outros o que não tem grande

justificação, porque as exigências em termos de habilitação têm de ser universais e isto é uma matéria que tem de ser mexida e que naturalmente não pode ser solucionada apenas numa reunião ou num momento. Há situações que existem e que só com o tempo é que podem ser resolvidas, como a articulação de todos estes serviços. Reconheço e lamento que assim seja, mas a verdade é que o trabalho que é prestado pelos funcionários do Clube Naval a tempo permanente está desvalorizado. Também se coloca esta questão: Qual é o objectivo do CNH no futuro em termos de comunicação com o exterior? A experiência actual é altamente gratificante e positiva. A existência de uma jornalista a trabalhar no Gabinete de Imprensa projectando diariamente a actividade do Clube, com reflexos notórios na Comunicação Social das várias áreas, para além das redes sociais e tudo o mais, é muito bom. Esta é uma questão que a nova Direcção tem de estudar correlacionando com os meios disponíveis para que ao longo do mandato se possam dar passos. Não se pode fazer tudo, mas é importante que esses passos sejam dados de forma coerente para que o processo possa ter continuidade ao longo dos próximos anos. “Em 1996 percebemos que o CNH tinha de trabalhar para aumentar as suas receitas próprias” - Gabinete de Imprensa: Sente que, de mandato para mandato, as exigências são maiores? - José Decq Mota: Sim. No meu primeiro mandato, de 1996 a 1998, foi feito um trabalho muito importante, com uma equipa muito coesa e muito boa. Lembro que tive como Vice-Presidentes o Jorge Macedo e o engenheiro Mário Lourenço. Apanhámos o Clube numa época de transição. Vínhamos de dois mandatos do Dr. Manuel Fernando, que tinham sido muito bons, muito activos, com a afirmação do Clube em várias áreas e com a aquisição de alguns equipamentos importantes como a lancha

Atlântida, que tinha sido comprada entre 1993/1994. O Clube estava bem quando entrámos, mas estava a viver uma época nova. O poder político regional tinha mudado nesse ano e começaram a aparecer outras regras de funcionamento. A atribuição de subsídios passou a ter outro tipo de critério, outras metodologias. Foram criados os contratos-programa que eram uma realidade muito ténue anteriormente. Os contratos-programa são uma realidade positiva, porque representam uma compensação financeira para a realização de determinados objectivos pré-definidos. Posto de combustível: Percebemos que o Clube Naval tinha de trabalhar para aumentar as suas receitas próprias, ou seja, tinha de procurar que as despesas obrigatórias regulares estivessem mais ou menos cobertas pelas receitas próprias do Clube, para que não dependesse de contratosprograma nem de subsídios. E tivemos alguma sorte no meio disso. Tinha aberto um posto de combustível na Marina Norte. A Junta Autónoma do Porto da Horta, que era quem geria o Porto, tinha concessionado esse posto a um gasolineiro, na altura era a firma J. Monjardino, da Terceira, e fazia a exigência de o posto de combustível funcionar todo o ano. Nesse tempo tinha só gasóleo e funcionava todo o ano, num horário idêntico ao da Marina, ou seja, de Inverno das 09h00 às 17h00 e de Verão das 08h00 às 20h00. Mas só a vender gasóleo, a verdade é que de Inverno não havia movimento. Como tal, a firma J. Monjardino deparou-se com um problema: tinha de ter o posto aberto, mas não podia vender a viaturas só a barcos, e de Inverno não havia barcos para abastecer. Nessa altura, os responsáveis por esta empresa tinham interesse em manter aquele posto mas não com este tipo de situação. Na qualidade de Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta, fui procurado pelo presidente da administração dessa firma que me fez a proposta de o CNH ficar na situação de distribuidor uma vez que tinha funcionários permanentes


e ficando a uma distância de 50 metros, poderia ter um posto aberto. Depois de estudada, a proposta foi aceite e começámos a explorar o posto de gasóleo em fins de 1997, o que veio trazer ao Clube uma situação económica completamente diferente. O movimento maior regista-se a partir de Abril, quando começam a chegar barcos. De Inverno, actualmente já há mais movimento, porque há sempre barcos a gasolina que actuam aí e que se abastecem ali. O nosso pessoal de armazém dá perfeita resposta. De Abril a Setembro reforçamos a bomba e cumprimos escrupulosamente o horário da Marina e se por qualquer situação for necessário abastecer fora de horas, também se faz. Foi o primeiro passo para esta cobertura com receitas próprias das despesas obrigatórias permanentes.

O Centro de Formação de Desportistas Náuticos do CNH constitui uma fonte de receita desta instituição Centro de Formação: O segundo passo dado pela segunda Direcção em que estive, de 1999 a Abril de 2001 (era até Dezembro de 2000) foi a criação do Centro de Formação de Desportistas Náuticos que, embora não tenha grandes receitas, é um contributo. Os custos dos Cursos são elevados devido às exigências da Direcção-Geral dos Recursos Marítimos (DGRM), ou seja, o montante que pagamos para a credenciação da Escola e do que está estabelecido para os formadores, do que pagamos por exame é muito elevado, mas apesar de tudo há uma margem para o Clube, o que constitui uma fonte de receita.

À concessão do Salão/Bar, que já vinha de atrás, acrescentámos estas duas fontes de receita. Bazar/Loja: Durante um período existiu na sala que actualmente é da Direcção, um Bazar. Em 1999 e 2000 ainda chegou a ser uma loja com alguns equipamentos náuticos juntamente com os artigos de bazar, mas a Direcção que veio a seguir à minha, acabou com isso. A loja vendia recordações, como t-shirts, bonés, pins, etc, o que constituía uma fonte de rendimento, que agora está mais adormecida por uma razão que tem a ver com a degradação e exiguidade das instalações. Se desocupássemos esta sala para voltar a funcionar o Bazar e fôssemos para a sala onde está a Directora Técnica, não sei bem como é que isto funcionaria, porque o Clube tem crescido, contando actualmente com 1 Directora Técnica, 2 funcionárias administrativas para as funções de Secretaria (uma mais virada para as funções de Secretariado e a outra para questões de Contabilidade); 1 fiel de Armazém; agora temos mais 1 trabalhador que fez o estágio cá e ficou apto para fazer reparações em fibra de vidro em embarcações (uma unidade que temos de ter); 1 treinador de Vela Ligeira de Grau II a tempo inteiro e 1 jornalista no Gabinete de Imprensa. Portanto, é uma situação muito diferente de quando fui presidente pela primeira vez, em que o Clube dispunha de apenas 1 funcionária de Secretaria e de 1 encarregado de Armazém. Na Natação, o CNH tem um quadro técnico com 5 pessoas (Treinadores e Monitores), na Canoagem temos 1 Monitor, na Vela temos mais 1, além de 1 responsável pedagógico e formador para Patrão de Costa e 1 formador para Marinheiro e Patrão Local no Centro de Formação. Tudo isto envolve muita gente e muitas situações. Sede desadequada limita actividade

- Gabinete de Imprensa: A falta de uma

sede condigna limita a actividade do Clube? - José Decq Mota: Posso dizer que sim. Em termos desportivos, aponto uma limitação enorme. Hoje em dia não é aceitável ter atletas de competição, mesmo que seja só a nível local ou regional, sem ter um pequeno ginásio adaptado com os equipamentos necessários à preparação física que o velejador, o canoísta, ou o praticante de Windsurf tem de ter. Para atenuar essa situação, temos recorrido a ginásios locais. Temos uma limitação muito séria em termos de espaço. Na prática, temos a responsabilidade operacional de 8 botes baleeiros e não temos onde guardálos. Neste momento até temos, porque a Cofaco cedeu-nos temporariamente a antiga fábrica do peixe, um edifício com muitas centenas de metros quadrados, mas é uma situação precária. O Clube Naval está muito reconhecido à administração da Cofaco por esta generosidade, mas temos de perceber que isto é provisório. Recordo que até Dezembro de 2012 o Clube tinha equipamentos dispersos por alguns armazéns da Portos dos Açores S. A., nalguns recantos mais incríveis dos anexos que aqui temos e até nos Serviços Agrícolas do Faial. Também chegámos a ter nos Serviços Florestais. Num armazém que a Portos dos Açores S. A. nos cede, é onde funciona a nossa oficina, preciosa para realizarmos os trabalhos de fibra de vidro e de pintura. Tanto quanto sei, as novas instalações contemplam um aumento da área de armazém na ordem dos 43% e há a previsão da construção de um hangar em frente à rampa Norte para embarcações do CNH. O projecto, que está acabado em termos de arquitectura e de especialidades para a remodelação desta casa, prevê que no rés-do-chão funcionem armazéns maiores, fique uma área de apoio desportivo nomeadamente um pequeno ginásio, salas para os treinadores e no andar de cima, onde está a funcionar o Salão/Bar, passe a ser um


andar que cobre todo o edifício, em que metade fica destinado às instalações do Bar e parte social e na outra parte os serviços administrativos, sala de reuniões, espaço para loja devidamente adequado, etc.

sido pouco mantido pelo proprietário, porque há vários anos existe a perspectiva de ser remodelado. A informação de que disponho, não oficial mas oficiosa, é de que o Clube Naval da Horta tem de encontrar uma sede provisória por 18 meses, ou seja, enquanto decorrerem as obras de construção da nova sede. Apoio de patrocinadores para compensar os cortes nos apoios

- Gabinete de Imprensa: Como tem sido contornada a questão do corte dos apoios?

Sede do CNH: Este edifício foi construído no fim da década de 80 “Quando as obras começarem, o CNH tem de procurar um espaço para sede durante 18 meses” - Gabinete de Imprensa: Acha que a nova sede vai ser uma realidade no próximo mandato? - José Decq Mota: Não tenho a certeza. - Gabinete de Imprensa: O projecto é da responsabilidade de quem? - José Decq Mota: Este edifício é propriedade da Portos dos Açores S. A. Foi construído no fim dos anos 80 a seguir à construção da bacia Norte da Marina. Sendo propriedade do Governo Regional, foi entregue à Portos dos Açores S. A. Houve uma hesitação inicial sobre o uso desta estrutura, porque até 1988 a formação em Vela e Canoagem era da responsabilidade da Delegação de Desportos. À partida, estava intuído que o armazém Norte seria para a Delegação de Desportos, destinado à Vela. Só que o Governo Regional deliberou, e bem, em 1988/1989, passar a competência da formação para os clubes. No entanto, o Bar só foi entregue ao CNH bem mais tarde. Estas instalações foram cedidas ao CNH, as quais sofreram danos por altura do sismo de 1998. É um edifício que tem

- José Decq Mota: Neste mandato conseguimos contornar essa diminuição. Houve uma redução nos contratosprograma, no quadro competitivo por redução da Vela e da Canoagem. A Associação Regional de Canoagem dos Açores (ARCA) realizava 3 provas anuais regionais que agora estão reduzidas a apenas 1, ao passo que a Associação Regional de Vela Ligeira (ARVA), promovia 5 e agora são 3, porque houve uma redução muito drástica. Embora este corte tenha a ver com os contratosprograma das Associações e não do CNH, a verdade é que também nos afecta. Há uma certa tendência de redução de outros subsídios, nomeadamente municipais. No caso do Turismo, o valor em termos absolutos aumentou de 2013 para 2014. Mas em termos de taxa de cobertura pelo trabalho feito, diminuiu percentualmente. Para contrariar isto, temos procurado um aumento de patrocínios privados, que muitas vezes não se expressa tanto em dinheiro mas em espécie. Por exemplo: se temos um patrocinador que nos fornece a matéria-prima para os lanches de mar durante o Festival Náutico da Semana do Mar, estamos a falar de milhares de euros de apoio. Se precisámos, como foi o caso, para o Campeonato Nacional de Access, que decorreu em Julho deste ano, e em que estiveram presentes 22 barcos, de uma quan-

tidade enorme de defensas para que as embarcações pudessem estar encostadas aos pontões, uma vez que, ao contrário dos outros atletas de Vela Ligeira, os de mobilidade reduzida não embarcam na rampa mas numa grua, e os barcos têm de estar já na água, representava uma despesa de muitas centenas de euros. Felizmente houve um empresário que patrocinou o número de bóias de que precisávamos. A parte social da Atlantis Cup – Regata da Autonomia este ano foi melhor resolvida, porque tivemos patrocinadores, prémios e refeições por etapa, o que veio enriquecer a parte social deste evento. Enquanto trabalharmos assim, estamos a reduzir despesas e a resolver problemas. As contas do ano ainda não estão fechadas, mas vou ter o cuidado de fazer um apuramento rigoroso do valor dos patrocínios. Não diminuímos em nada a actividade prevista, sendo que o valor dos apoios numas áreas diminuiu e noutras não. - Gabinete de Imprensa: O que reserva o futuro nesse âmbito? - José Decq Mota: A tendência que se está a desenhar em relação a apoios oficiais não é muito auspiciosa, mas penso que as entidades próprias não deixarão de valorizar o papel que o CNH tem nos seus objectivos, muitos deles até definidos pelas próprias entidades. Hoje em dia sabemos que todas as actividades relacionadas com o mar estão nas prioridades governativas do poder regional e, portanto, não podem desvalorizar a acção das entidades associativas que colaboram nessa promoção. Por outro lado, não podem pretender que com os mesmos ou com menos meios se faça mais. Uma das principais preocupações do CNH para não perder esta saudável situação económica e financeira, é continuar a ter receitas próprias. De realçar que a quotização (temos mais de 800 sócios) é na ordem das dezenas de milhares de euros.


todo o interesse em ser parceiro. “Festival Internacional de Vela Ligeira deve ser uma prova de referência” - Gabinete de Imprensa: Acha que o Festival Internacional de Vela Ligeira está a perder fôlego?

“O CNH tem todo o interesse em manter o Protocolo com a Escola Profissional da Horta” Protocolo com a Escola Profissional deu bons frutos - Gabinete de Imprensa: Em que moldes funciona o Protocolo estabelecido com a Escola Profissional da Santa Casa da Misericórdia da Horta? - José Decq Mota: Funciona em termos da colaboração que o CNH dá aos alunos do Curso de Técnico de Construção e Reparação Naval. A componente prática no que respeita aos trabalhos envolvendo fibra de vidro, madeira e motores, tem sido sempre dada no CNH. No caso da fibra, as aulas corresponderam a pequenas reparações necessárias em barcos nossos. Relativamente a motores, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral do CNH substituiu o motor do barco dele e cedeu esse mesmo motor para servir de modelo de trabalho para as aulas. Após o Curso, houve a realização de Estágios Profissionais no CNH. E devo dizer que esses estagiários deram uma ajuda enormíssima! Tivemos, depois, dois alunos no Estagiar T, e um deles continua a trabalhar no Clube. Contámos com um outro processo protocolar, em que no ano de 2013 organizámos um Curso de Patrão Local destinado apenas a esses alunos do Curso da Escola Profissional, uma vez que no currículo tinham praticamente toda a matéria exigida em termos de aulas. Este Protocolo está em vigor e se nalgum próximo ano lectivo este Curso voltar a ser uma realidade, o CNH tem

- José Decq Mota: Este ano de 2014 sentiu-se, pela primeira vez, por parte de alguns Clubes convidados – sempre muito entusiasmados com as 7 edições anteriores – a falta de condições para participar. Mas o CNH também não pode fazer mais, pois cede as refeições, o alojamento, as viagens marítimas dos barcos e parte das viagens aéreas. O Encontro Internacional de Vela Ligeira é uma prova não oficial de Vela Ligeira, como há centenas de provas que são altamente prestigiadas e nós pretendemos que esta venha a ser uma prova altamente prestigiada, de referência, que mesmo não fazendo parte de calendário algum, passe a ser aliciante para treinadores das classes Optimist Juvenis e Juniores de Laser e 420 e Seniores de Access (mobilidade reduzida). Temos contactos com todos os clubes regionais e condições para ter aqui toda a frota regional; contactos com clubes da Madeira, Continente português, de vários pontos Espanha (da Galiza, Federação Madrilena, Ceuta, Canárias), de França e ainda com New Bedford (EUA). Precisamos é de ter os meios para isso. Acho que isso é muito importante para o Faial e para os Açores, uma vez que tem retorno turístico imediato. Estamos a falar de miúdos que na sua maioria se fazem acompanhar pelos pais e estes vêm por sua conta. “Colaboração dos sócios é fundamental” - Gabinete de Imprensa: Acha que o Clube Naval da Horta ainda pode fazer mais? - José Decq Mota: Penso que sim. Este ano demonstrámos isso. Estávamos habituados a ter em cada época e no que toca à regata de Vela de Cruzeiro: um Rally turístico internacional e uma

Regata internacional e a nossa Atlantis Cup, e este ano organizámos 4 e correu lindamente. Sou de opinião de que a nossa capacidade instalada ainda não está esgotada. Quando se procura introduzir eficiência no trabalho directivo, no dos funcionários, colaboradores e voluntários, por vezes com o mesmo dinheiro conseguese fazer o mesmo. Muitas vezes é possível, mas graças aos nossos sócios. Recordo que no primeiro dia do Festival Náutico da Semana do Mar deste ano tivemos 22 embarcações de apoio no mar em simultâneo, entre as 14 e as 18 horas. Nós só temos 7, mas com a mobilização dos sócios (uns com embarcação própria, outros com embarcações cedidas) conseguimos dar apoio a 4 eventos a decorrer ao mesmo tempo, ao longo de várias horas. Mais modalidades e manutenção de parcerias - Gabinete de Imprensa: Estão previstas novas modalidades? - José Decq Mota: Na parte desportiva temos as várias Secções e o Windsurf, que está agora a ser reactivado e que terá de ter uma certa integração na Vela Ligeira. Além da Apneia, dentro das actividades subaquáticas, aspiramos ter mais, e há sócios interessados no Mergulho Desportivo. É uma gama muito grande de actividades, muitas delas ligadas a contactos permanentes que o Clube tem com outras instituições. Na Vela Ligeira, por exemplo, está integrada a Vela para pessoas com mobilidade reduzida (Access) e nesse quadro temos uma relação muito estreita com a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF). No caso dos Botes Baleeiros fazemos a gestão de toda a frota, mas 6 botes são das Junta de Freguesia, o que implica uma estreitíssima coordenação com as Juntas. Também estamos ligados ao Serviço de Desporto da Ilha do Faial com a propositura de contratos-programa. São muitas ligações e parcerias que tornam possível este vastíssimo leque de actividades.


Jorge Macedo faz o balanço a actividade da Secçao de Vela de Cruzeiro do CNH Na hora de encerrar um mandato, e já a pensar no conforme as disponibilidades que vão acontecendo. próximo, que começa em Janeiro de 2015, Jorge Este é, também, o procedimento seguido pela Secção de Vela de Macedo, Director da Secção de Vela de Cruzeiro do Cruzeiro do Clube Naval da Horta (CNH), que tem como Director Clube Naval da Horta (CNH), foi convidado a fazer Jorge Macedo, que hoje faz o balanço a este mandato, que termio balanço destes 2 anos de trabalho (2013 e 2014), na no dia 08 de Janeiro próximo, dia de conclusão da Assembleia que ficam marcados pelo aumento do número de Geral Eleitoral iniciada a 11 deste mês. regatas e a diminuição das Cerimónias de Entregas de Prémios, devido à falta de dinheiro. Atribuição “Com o intuito de atrair mais embarcações ao sistema de Rating de Prémios à Classe Open nas Regatas de maior im- ORC, em que a justeza desportiva está mais do que provada ao portância como é a Atlantis Cup - Regata da Auto- longo destes anos, e devido à enorme disparidade da nossa frota, nomia e inclusão de 2 novos Ralis Náuticos no calen- ficou definido na reunião da Secção que a Classe Open não teria qualquer classificação”, explica este Dirigente. dário da próxima época, designadamente à Calheta de São Jorge e às Lajes das Flores, são alguns dos Caracterizada por um espírito mais desportivo e menos competitivo, “a Classe Open existe para, aspectos que poderão integrar o futuro Plano de Actividades desta Secção. No Um mandato caracterizado pelo alguns estrangeiros que se enconentanto, este Dirigente vai dizendo, em aumento do número de regatas e tram de passagem pela Marina do forma de alerta para quem de direito pela diminuição das Entregas de Faial aquando da realização das provas, puderem participar, já que que, os frequentes discursos de reco- Prémios o sistema de rating obriga a um nhecimento pelo trabalho de promoção conjunto de medidas complicadas e morosas, nomeadamente os que é feito pelo CNH sobre o Faial e os Açores no Mundo, têm de vir acompanhados por um envelope certificados, que são emitidos pela Federação Portuguesa de Vela financeiro correspondente, caso contrário não é possível manter este cenário até, porque, há instituições nos Açores que fazem muito menos nesta área e recebem contrapartidas financeiras muito maiores. E os exemplos estão à vista de todos.

Como é habitual no início de cada época, realiza-se uma reunião para definir as linhas orientadoras que são discutidas em fórum da Direcção e depois de apresentadas e discutidas na Secção de Vela de Cruzeiro, dão origem ao calendário que é apresentado previamente aos velejadores e nessa altura são ajustadas as datas


(FPV), o que não permite a competição em Classe ORC”.

difícil conseguir os patrocinadores por etapa”: BMW/AutoAçoreana entre Santa Maria e Ponta Delgada; Quinta dos Açores entre Ponta Delgada e Angra e NOS Açores entre Angra e Horta.

Ralis Náuticos à Calheta de São Jorge e às Lajes das Flores Recuando um pouco no tempo, até para que se possa estabelecer um paralelismo, este Director recorda que no mandato de 2011/2012 do calendário de provas da Secção de Vela de Cruzeiro do CNH constavam 10 competições e neste mandato, que está prestes a terminar, subiu para 15. Quando questionado sobre se a perspectiva é aumentar no mandato de 2015/2016, este Responsável responde: “Não podemos aumentar neste ritmo, caso contrário ficamos sem calendário possível, pois é preciso não esquecer que os velejadores têm outros afazeres”. Foi precisamente por indisponibilidade de calendário que este ano ficou de fora a proposta vinda da Câmara Municipal da Calheta no sentido de o Clube Naval da Horta organizar um Passeio Náutico a esta vila jorgense, o que deveria ter acontecido no fim de Agosto. No entanto, este Dirigente adianta que esta prova vai ser tida em conta no Plano de Actividades da próxima época.

Jorge Macedo: “Os velejadores da Classe Open também merecem ser premiados” Prémios para a Classe Open Tendo em conta que, tanto em ORC como em OPEN os velejadores participam e empenham-se, “não é descabido que nas regatas mais importantes os participantes na Classe Open venham a ter prémio”, revela Jorge Macedo. A Atlantis Cup – Regata da Autonomia é certamente uma das provas que vai ser contemplada nesse aspecto. Este Dirigente salienta, ainda, o facto de, tanto em 2013 como em 2014, a Classe Open ter registado quase tantos participantes como na Classe ORC no que concerne à Atlantis Cup. Como tal, frisa: “Temos de ter algum carinho para com estes participantes”. A novidade também deverá ser aplicada às Regatas Horta/ Velas/Horta, Sanjoaninas e noutras em que a participação na Classe Open tem expressão. A Atlantis Cup é, ano após ano, destacada em todos os balanços feitos, por se tratar da maior regata de vela oceânica de Portugal e que tem vindo a alargar o seu espectro de participantes. Basta referir que este ano contou com tripulações de Hong Kong, New Bedford, Portugal Continental, Madeira e Açores. Em 2014 foram introduzidos os patrocinadores por etapa, que Jorge Macedo ambiciona serem “mais generosos em 2015”. E na opinião deste Dirigente “nem sequer foi muito

Recorde-se que o CNH já organiza um Rali às Velas de São Jorge, que decorreu no passado mês de Julho. “O objectivo é andarmos nas ilhas do Triângulo”, sustenta Jorge Macedo. Em 2013, o CNH recebeu um contacto por parte do Presidente do Clube Náutico das Lajes das Flores para organizar um Rali Náutico a este concelho por altura das Festas do Emigrante, no fim de Julho. Mas como coincide com a Atlantis Cup não tem sido possível. A solução passará por encontrar outra data, o que será revisto no próximo ano.


Após uma conversa mantida com o actual Presidente da Direcção, Jorge Macedo aceitou fazer mais um mandato, mesmo desmotivado, atendendo a que “não queria ser um dos responsáveis por deixar o CNH num impasse directivo”.

Funções directivas começaram em 1988 Jorge Macedo, um homem que de mar apenas sabia pescar e nadar, aceitou o desafio lançado pela primeira vez em 1988 para integrar os Corpos Sociais desta instituição, numa altura em que o líder escolhido foi Aurélio Melo. Com manifesta paixão pelo futebol, transitou para a Vela de Cruzeiro de forma espontânea “e as coisas foram acontecendo”. Fui abraçando novas ideias e os projectos nasceram gradualmente”, recorda. De lá até hoje, foram poucos os anos em que este Dirigente esteve afastado do Clube, com a particularidade de quase sempre ter sido Vice-Presidente e de sempre ter dirigido a Secção de Vela de Cruzeiro. Não é à toa que o actual Presidente da Direcção o classifica como “pedra basilar e estruturante”.

“O papel de promoção do Faial e dos Açores no Mundo, que é feito pelo CNH, tem de vir acompanhado do correspondente envelope financeiro”, alerta Jorge Macedo Autoridades locais e regionais têm de repensar o papel do CNH Instado a pronunciar-se sobre o que revelam estes convites/ solicitações para organização de novas regatas a acrescentar a um calendário já de si muito preenchido, o Presidente da Secção de Vela de Cruzeiro do CNH refere que “isso só pode significar que o Clube Naval da Horta é reconhecido pelas autoridades regionais como sendo um clube dinâmico e com uma grande capacidade organizativa”. No entanto, lamenta que “esse dinamismo tão abundantemente apregoado não seja acompanhado dos justos e necessários apoios financeiros, tendo em conta o papel preponderante que este Clube tem na projecção e divulgação do Faial e dos Açores no Mundo”. E prossegue: “Quando se sabe que foram canalizados para um Campeonato da Europa de Fórmula Windsurfing (o que representa apenas uma prova), verbas superiores às que recebemos para realizarmos toda a nossa actividade anual, incluindo duas regatas internacionais, é claro que quem anda a trabalhar no CNH se sente, pois lá diz o ditado que quem não se sente não é filho de boa gente. Penso que o CNH tem feito um excelente trabalho no que toca à promoção dos Açores, mais do que equipas de outras modalidades desportivas, nos campeonatos secundários nacionais, por exemplo, e recebe muito menos”. “Portanto – realça – não podem esperar que este grau de actividade se mantenha, quando há menos dinheiro”.

“Um Festival Náutico excelente!” Em termos de participação, em 2014 a média de embarcações por regata de Vela de Cruzeiro fixou-se nas 9. “A participação no Festival Náutico da Semana do Mar deste ano foi extremamente boa, muitíssimo melhor do que em 2013. Tivemos uma média de 20 embarcações por regata”, realça este Dirigente, enumerando: Regata dos Solitários: 17 embarcações; Regata “Troféu Horta”: 17; Regata das Sereias: 21 e Regata do Canal: 24. Embora esta última Regata seja, por tradição, muito participada, a verdade é que “há muitos anos que não atingia estes valores”. Só nestas 4 provas estamos a falar de 79 embarcações. Por isso, Jorge Macedo diz: “Esta gente precisa de abrir os olhos. Num horizonte de 30 barcos,


termos 79 em 4 provas no Festival Náutico, é obra!

Sanjoaninas: 6

Relativamente ao Campeonato Local de Vela de Cruzeiro, o número regular de embarcações participantes foi de 8, “o que é muito bom”.

Horta/Velas/Horta: 10 Varadouro: 10 Regata de Aniversário/Bart Bash: 11 Total: 72 barcos

Festival Náutico da Semana do Mar – média de participação: 20 barcos Regata dos Solitários: 17 Troféu Horta: 17 Regata das Sereias: 21 Regata do Canal: 24 Total: 79 barcos Na Prova do 67º Aniversário, a que se associou a competição de Vela a nível mundial em memória de Bart Simpson, o CNH contou com 11 barcos em prova tendo posteriormente os resultados sido enviados para Inglaterra. A tendência registada no que concerne aos apoios, também se reflectiu nas Cerimónias de Entregas de Prémios, que “este ano sofreram um decréscimo muito acentuado”. A Regata da Marinha teve prémios oferecidos por esta instituição; com a Regata da Marina sucedeu o mesmo; na Regata da Volta à Ilha/MEO, o Clube ofereceu um pequeno lanche; na do Varadouro foi a Junta de Freguesia do Capelo quem assumiu esse encargo e na Regata Horta/Velas/Horta o apoio veio do Clube Naval e da Câmara Municipal das Velas. As inscrições online vieram retirar “algum brilho aos briefings, onde tradicionalmente os participantes se inscreviam para as regatas, no decorrer de um beberete, mas como estes também começaram a não marcar presença, optou-se por fazer o briefing, muitas vezes, uns momentos antes da largada das regatas”, explica este Director, que confessa: “Só não tem havido mais Cerimónias de Entrega de Prémios porque não há dinheiro para isso”. Apesar de todas as necessidades e omissões por quem de direito, “esta Secção cumpriu todos os objectivos a que se propôs”.

Actividade de 2014 em números: Provas de calendário – média de participação: 9 barcos Regata da Liberdade: 6 embarcações Regata do Dia da Marinha: 13 Regata de Aniversário da Marina da Horta:10 Regata Volta à Ilha do Faial/MEO: 6

Atlantis Cup - Regata da Autonomia: 20 barcos

Campeonato Local de Vela de Cruzeiro: 8 barcos

Realizou-se ainda o Rali da Madalena

Calendário de 2014: 15 Regatas Calendário de 2013: 15 Regatas Calendário de 2012: 10 Regatas Calendário de 2011: 10 Regatas


Gjalt Van der Zee elogia a extensa actividade e dinamica do Clube Naval da Horta Gjalt nasceu na Holanda e Corinna no Reino Unido. Chegaram ao Faial pela primeira vez em 2007 e ficaram fascinados. Tendo em conta que a questão profissional ainda era uma constante nas suas vidas, só em 2012 aportaram definitivamente a esta ilha, que consideram ser um paraíso. Depois de terem viajado por todo o mundo, renderam-se à tranquilidade e beleza do Capelo, freguesia onde têm casa. Mantendo um ritual habitual na sua vida, logo que chegou, Gjalt procurou o Clube Naval da Horta, onde fez amigos, sendo praticante de Vela, Apneia e Canoagem. 1.Há quanto tempo frequenta o Clube Naval da Horta? Chegámos à Horta no nosso barco (“Synergy”) em 2007, depois de ter navegado ao redor do mundo. O nosso último porto foi a Ilha de Ascensão e levámos 29 dias até aportar na Horta. Nessa manhã, quando chegámos ao Faial, vimos a ilha pela primeira vez, que se apresentava fantasticamente bela e decidimos que queríamos viver aqui. Não nos tornámos logo membros do Clube Naval, uma vez que tivemos de voltar ao trabalho. Quando regressámos em 2012, aí sim tivemos tempo de apreciar a ilha de forma total.

nado com a quantidade de actividades que o Clube Naval organiza e a forma como o faz. Nesse sentido, este ano destaco a Regata Atlantis Cup, a Semana do Mar, as Regatas de Vela de Cruzeiro aos fins-de-semana, as Regatas de Botes Baleeiros assim como o Campeonato Nacional de Access, que foi muito bem organizado. Também estou muito impressionado com a Vela Ligeira e a Canoagem, direccionada para crianças e adolescentes. O que eu não percebo é por que razão a Vela Ligeira é restrita a crianças e adolescentes. Gostava que houvesse Vela Ligeira para Adultos, pois em todos os outros clubes de Vela de que fui membro, havia sempre um núcleo de adultos com os seus próprios barcos, que velejavam duas ou três vezes por semana e, que, no fim tomavam uma bebida ou faziam um churrasco. O que pode ser mais relaxante do que isto? E devo sublinhar que as condições para fazer isso aqui são incríveis ao longo de todo o ano.

2.Por que gosta do Clube Naval? Fui membro de vários clubes de Vela em todo o mundo e por várias razões gosto muito mais do Clube Naval da Horta. Em primeiro lugar, por causa das pessoas que são todas muito prestáveis e onde já fiz bons amigos. Estou muito impressio-

Fotografia cedida por: Duarte Araújo


3.Como descobriu o Clube Naval? O Clube de Vela é sempre uma das primeiras coisas que eu procuro num lugar novo, mas aqui nem foi preciso procurar, porque é impossível não nos apercebermos da sua existência!

4.Por que razão decidiu frequentar as Aulas de Vela para Adultos do CNH? Comprei o meu próprio Laser, porque não queria perder a oportunidade de fazer Vela aqui. É tão bonito na água! Às vezes, quando surfo uma onda, vejo pássaros e golfinhos em torno de mim, com a ilha do Pico ao fundo, e sinto-me tão feliz que me apetece cantar (é claro que não o faço por soar horrível e porque poderia interferir com a natureza!). Com as aulas de Vela tenho oportunidade de melhorar. O Duarte Araújo e o José Miguel Barros são muito bons treinadores e há sempre coisas novas para aprender. O Laser não é um barco difícil, mas é difícil velejar e manuseá-lo bem. Para mim, este tipo de vela está no cerne de todas as habilidades de navegação. Tudo é importante num Laser e o barco oferece retorno imediato sobre o que se faz certo ou errado, sobretudo no último caso! Quando navego no meu “Synergy”, faço-o melhor quando este Admiral’s Cupper (modelo de iate) de 49 pés começa a comportar-se como um Laser. O Laser também exige que o velejador seja forte, apto e flexível, o que proporciona uma grande motivação para a pessoa se manter saudável.

vez em quando mas, infelizmente, ainda não foram capazes de estabelecer um núcleo dedicado à Vela. Espero que isso aconteça e que mais pessoas comprem o seu próprio barco, que não tem de ser um Laser. Penso que outra belíssima classe de Vela Ligeira para as condições que existem no Faial, seria a classe “Fireball”.

6.O que é que aprendeu? Estou a aprender muitas coisas, mas um bom exemplo seria fazer vela no sentido do vento (“sailing on dead run”). Isso é muito difícil de fazer num Laser, especialmente com ventos fortes e ondas grandes, que com um pequeno erro ou um lapso de concentração fará com que a embarcação revire. É algo muito excitante, mas agora já estou muito melhor neste aspecto, embora ainda cometa erros!

7.Acha que estas Aulas devem continuar? Espero que sim. E espero que mais pessoas se juntem a nós, de preferência com os seus próprios barcos. É claro que eu não posso esperar que o Duarte e o José dêem aulas só para mim, por isso tenho-me juntado aos mais novos. Vou continuar a praticar, pois é demasiado bom para perder. Juntemse a nós e vão ver como é bom!

8.Acha importante o trabalho que o Clube Naval faz? Muito importante! É a base e o centro de todos os desportos náuticos na ilha, tanto na vertente recreativa como competitiva. Como tal, o Clube Naval da Horta proporciona a coesão social, uma parte essencial da educação e formação dos mais novos e também constitui um meio para os adultos se manterem em forma e serem pessoas saudáveis e felizes. O CNH preserva o património histórico-cultural através da Secção de Botes Baleeiros, além de oferecer oportunidades para pessoas com deficiência fazerem Vela. E é preciso salientar que o Clube Naval da Horta esteve na base da formação do Campeão de Portugal na Vela (Classe Laser Standard) que é o atleta Rui Silveira!

Gjalt Van der Zee faz da Vela um desporto de eleição, embora também pratique Apneia e Canoagem Fotografia cedida por: Gjalt Van der Zee

5.Tem outros amigos estrangeiros que também frequentem as Aulas de Vela para Adultos? Tanto os amigos locais como os estrangeiros reúnem-se de

Faço ainda parte da Secção de Apneia do Clube Naval, de onde também já saíram campeões a nível nacional. Os treinos em Apneia são essenciais para a segurança de quem faz caça submarina. Recentemente, também comecei a praticar Canoagem. É verdade que ainda vou um bocadinho trémulo, mas divirto-me imenso.

9.Onde nasceu e o que fazia profissionalmente? Nasci na Holanda e a minha esposa, Corinna, no Reino Unido. Éramos ambos físicos na Indústria de Petróleo e Gás. Devido


ao nosso trabalho, vivemos em muitos países diferentes e tivemos sempre de viajar muito.

10.Por que escolheu viver na ilha do Faial? Gosta de viver cá? Vivemos aqui porque amamos isto! Amamos a ilha, o mar, as pessoas, os nossos amigos e todas as coisas que podemos fazer aqui. Estivemos em todo o mundo e o facto de termos escolhido o Faial para nos instalarmos, significa que ele nos diz muito. Quem nasceu aqui deve considerar-se muito afortunado. Nós demorámos muito tempo a encontrar este sítio. Eu e a Corinna vivemos no Capelo, com um gato que se juntou a nós.

11.Na sua opinião, o que falta ao Faial? E ao Clube Naval? Tal como referi acima, estou à espera que apareça um grupo de marinheiros adultos, com barco próprio, para fazermos umas corridas semanais, tomarmos umas bebidas e fazermos uns churrascos. Quanto ao resto, que continuem o bom trabalho! Neste caso, sou eu quem tem de mudar, melhorando o meu Português. Lamento muito não poder responder a esta entrevista em português. Obrigado a todos por manterem um excelente Clube como este e por nos fazerem sentir tão bem-vindos!

Gjalt Van der Zee praises the extensive activity and dynamics of the Clube Naval da Horta

Gjalt was born in Holand, and Corinna in the UK. This couple first visited Faial back in 2007, and they were fascinated with the island. Given that they were still professionally bounded, they only moved to Faial in 2012, an island witch they consider a paradise. And after having traveled all over the world, they surrendered to the tranquility and beauty of the area of Capelo, a township where they found their home.

the first time, and we decided right there in that moment, that we wanted to live here. That time, we did not become members of Clube Naval, as we did not stay because we had to return to work. We were only able to truly appreciate the island when we returned in 2012.

2.Why do you like the Clube Naval da Horta? I have been a member of several sailing clubs around the world, and for many reasons I like Clube Naval more than all the others. Firstly because of the people, who are all very helpful, as such I have made there many good friends. I am very impressed by the amount of activities that Clube Naval organizes, and how well it organizes them. For me, some of the highlights of this year were the Atlantis Cup, the Semana do Mar, the weekend Yacht races, the Whale Boat sailing, as well as the Access to the National Sailing Championship that was very well organized. I am also very impressed by the dinghy sailing and kayaking for children and teenagers. What I don’t understand is that dinghy sailing seems restricted to children and teenagers. In all the other sailing clubs I have been a member of, the core always consisted of a group of adults with their own dinghies, who would race once or twice a week, and have a drink or a BBQ afterwards. What can be more relaxing than that? The conditions for doing this here, are incredible all the year around.

3.How did you find the Clube Naval? The sailing club is always one of the first things I look for, in a new place, but here I didn’t have to look for it. It is impossible not to notice it!

4.Why do you attend the Sailing Lessons for Adults?

1.How long have you been a member of Clube Naval da Horta?

I bought my own Laser because I didn’t want to miss out on the opportunity to dinghy sail here. It is so beautiful out there on the water. Sometimes when I surf off a wave, birds and dolphins around me, Pico in the background, I get so happy I want to sing (I don’t because I sound awful and it could ruin the atmosphere!). With the Sailing Lessons I get the opportunity to improve. Duarte and Jose are very good coaches, and there are always new things to learn. The Laser dingy is not a difficult boat to sail, but it is difficult to sail in it well. To me, this kind of sailing lies at the heart of all sailing skills. Everything is important in a Laser and the boat gives you immediate and clear feedback on what you do right or wrong, especially in the latter!

We arrived in Horta in 2007 on our boat, (“Synergy”) after sailing around the world. Our last port was Ascension Island and it took us 29 days to sail to Faial. When we arrived in the morning, we saw the fantastically beautiful island of Faial for

When I sail on “Synergy”, I do it best when this 49ft Admiral’s Cupper starts to feel like a Laser to me. The Laser also requires you to be strong, fit and flexible, which provides a great motivation to stay healthy.

As soon as he arrived, and keeping with the regular ritual in his life, Gjalt searched for the Naval Club of Horta, a place where he made friends, and were today he is a practitioner of Vela, Canoeing and Apnea.


for adults to stay fit, healthy and happy. It protects the cultural heritage through the Whale Boat sailing, and it provides sailing opportunities for people with a handicap. And let’s not forget that Clube Naval has produced a Portugal’s Laser Sailing Champion in Rui Silveira! I am also part of Clube Naval’s Apnea Team, which too has produced Portuguese Champions and which is also essential as safety training for spearfishing, and I recently started kayaking as well. Wobbly, but great fun.

9.Where were you born? What was your job?

Gjalt Van der Zee makes Sailing a favorite sport, but also practices Apnea and Canoeing Photography courtesy of: Gjal Van der Zee

5.Do foreign friends of yours, also attend the Sailing Lessons for Adults? Both local and foreign friends are joining the classes every now and then, but unfortunately we have not yet been able to establish a dedicated core of dinghy sailors. I hope this will happen, and that more people will buy their own dinghy, and it doesn’t have to be a Laser. I think a Fireball would also be a great class for the sailing conditions here.

6.What have you learned? I am learning many things, but a good example would be sailing on a dead run. This is quite difficult in a Laser, especially in strong winds and big waves, and a small mistake or a lapse in concentration will cause capsize. This is very exciting stuff and I am now much better at it. Of course I still make mistakes!

I was born in Holland, and my wife Corinna, is from the UK. We are both physicists who worked in the Oil and Gas Industry. For our work, we lived in many different countries and always had to travel a lot.

10. Why did you choose to live on Faial? Why do you like to live here? We live here because we love it here! We love the island, the ocean, the people, our friends, and all the things we can do here. We have been all over the world, so the fact that we chose Faial as a place to settle should tell you something. If you were born here you should consider yourself very lucky. It took us a long time to find you! Corinna and I live in Capelo together. A cat has joined us.

11. In your opinion, what is missing to Faial, and also at the Clube Naval? As I said above, I am hoping for a group of adult dinghy sailors with weekly races, drinks and barbecues. As for everything else, keep going! It is me who has to change by improving my Portuguese. I am very sorry I couldn’t write this in Portuguese. Thank you all for a great Club and for making us feel so welcome!

7.Do you think that these classes should continue? I really hope they will, and that more people will join, hopefully with their own boats. Of course I cannot expect Duarte and Jose to do this just for me, so I will join the teenagers for the time being. I will keep doing it as I think dinghy sailing here, is just too good to miss. Come and join us and you will see!

8.Do you find the work that Clube Naval does, is important? Very important! It is the basis and centre of all watersports on the island, both recreationally and competitively, all in one club. As such, it provides a lot of social cohesion, an essential part in the upbringing and education of children. And a way


Tomas Oliveira, nadador do Clube Naval da Horta Gostava de representar a Selecção Açoriana nos Jogos das Ilhas e a Selecção Nacional nos Jogos Olímpicos” treinando 1 hora e 30 minutos 5 dias por semana.

Foi com grande simpatia e espontaneidade que Tomás Oliveira acedeu partilhar com o Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta (CNH) o seu percurso de atleta nesta casa. O à vontade com que falou dos seus objectivos e do futuro, deixam antever uma carreira promissora para alguém que, com 12 anos, já revela grande maturidade. Trabalho, persistência, método e muita vontade: ingredientes que só podem ser sinal de excelentes resultados.

Tem apenas 12 anos, mas já pratica Natação há 9. Chama-se Tomás Oliveira e é atleta do Clube Naval da Horta (CNH), não só nesta modalidade como também na Vela Ligeira (Classe Optimist). Além disso, ainda faz “um bocadinho” de Ciclismo e, garante, que consegue conciliar tudo isto com as actividades lectivas.

Instado a pronunciar-se sobre o futuro, Tomás Oliveira responde que quando chegar ao Secundário, “provavelmente” terá de optar pela Natação. Sublinha que gostava de ser “nadador profissional” tendo como sonho “representar a Selecção Açoriana nos Jogos das Ilhas e a Selecção Nacional nos Jogos Olímpicos”. Em termos profissionais, pensar vir a ser engenheiro naval, tendo sempre o mar por inspiração. Quanto à forma como olha para os colegas, refere que costuma “incentivá-los para que atinjam os seus objectivos”, deixando-lhes “frases de apoio”. Quando as provas correm menos bem, lembra-os sempre que “da próxima vai ser melhor”. No que diz respeito à Competição, admite que “há poucos atletas no Clube” e lembra que “até há bem pouco tempo existiam muitos mais nadadores nesta situação”.

Questionado sobre a razão que o levou a iniciar a Natação aos 3 anos de idade, Tomás Oliveira explica que foi devido a problemas respiratórios. No entanto, o gosto por esta modalidade levou-o a continuar este desporto e a treinar intensamente sendo, por isso, “um excelente nadador, aplicado, com evolução nítida e muito cumpridor”, como atesta a Directora da Secção de Natação do CNH, Olga Marques. Este pequeno grande atleta refere que sente “orgulho” quando faz Natação,

Quando o assunto é treinadores, deixa a seguinte mensagem: “Gosto muito dos meus treinadores, porque são exigentes, ensinam várias técnicas nos diferentes estilos e ajudam a desenvolver a nossa técnica”. Para ele, o melhor até hoje foi o professor Lúcio Rodrigues, porque aprecia “o nível de exigência dele e o que ele ensina”. De realçar que foi este Técnico quem sempre acompanhou este atleta, daí se ter criado esta relação de confiança e amizade. No ranking dos preferidos, segue-se o Treinador Hélder Gandarez que, apesar de ser recente no CNH, já está a marcar pontos, precisamente por ser “um dos mais exigentes”. “Gosto sempre de melhorar os meus tempos e de conseguir os mínimos no estilo de Bruços que é o que exige mais técnica e aquele em que tenho mais dificuldades”, realça Tomás Oliveira, que em contraponto indica o Mariposa como sendo o estilo em que tem melhor desempenho. Na base do sucesso deste nadador está, sem dúvida, a sua persistência e trabalho constante, a motivação e a exigência dos Treinadores, o suporte dado pelo Clube Naval da Horta e o apoio incondicional dos pais, de quem recebe grande estímulo e compreensão. Instado a pronunciar-se sobre o Clube que representa, esta jovem promessa frisa: “O Clube Naval da Horta tem tudo o que é preciso para fazer grandes nadadores”.

Tomás Oliveira: “Quando faço Natação, sinto orgulho”

“Gosto muito dos meus treinadores, porque são exigentes” Fotografias de: Cristina Silveira


1ª Concentraçao de Natal Optimist, no Bara experiência agora adquirida, este grupo de velejadores pode ajudar o resto da equipa”, reiro “Com sustenta o Treinador Duarte Araújo

Mariana Luís, Jorge Pires, Rita Branco e Tomás Pó: os velejadores do CNH que participaram no Estágio realizado na Base Naval do Alfeite Terminou esta terça-feira (dia 23), a 1ª Concentração de Natal Optimist, que decorreu na Escola de Fuzileiros, na Base Naval do Alfeite, no Barreiro. Este Estágio teve início sexta-feira passada (dia 19), tendo sido promovido pela Associação Portuguesa da Classe Internacional Optimist (APCIO). Participaram 4 atletas da Escola de Vela do Clube Naval da Horta (CNH): Tomás Pó, Mariana Luís, Jorge Pires e Rita Branco, os quais já foram convidados a partilhar neste espaço as experiências vividas ao longo destes dias. Enquanto essa parte está a ser preparada, o Treinador de Vela de Grau II do Clube Naval da Horta, Duarte Araújo, faz o balanço deste Estágio:

ajudar toda a equipa com a nova experiência agora adquirida. A médio prazo, temos este grupo que já velejou e partilhou experiências com um grande número de velejadores que vão estar na Cidade da Horta, no Campeonato de Portugal de Juvenis – Optimist 2015, que decorrerá de 24 a 28 de Março próximo, co-organizado pelo Clube Naval da Horta, o que constituirá uma experiência completamente diferente para eles, agora que já os conhecem. Gostava de agradecer aos Treinadores Gonçalo Boto e Pedro Bolina por terem feito tudo para tornar inesquecível a participação dos velejadores faialenses e pelo acompanhamento dado; ao Luís Fráguas por ter ajudado na divulgação deste projecto e permitir que tantos atletas pudessem ter acompanhado de longe o Estágio através das suas fotografias; aos pais dos atletas por acreditarem no trabalho que tem sido feito e investirem na formação dos filhos como velejadores e, finalmente, ao Clube Naval da Horta, por tudo fazer com vista à evolução da Escola de Vela e dos seus velejadores”.

“Ainda falta ver na água o que estes velejadores do CNH ganharam com este Estágio. No entanto, parece-me que se cumpriram os principais objectivos: primeiro, o treino intensivo de Vela e do físico; segundo, conhecer os colegas dos outros clubes do Continente português e, finalmente, a possibilidade de comparação com uma boa parte da frota nacional, para assim compreenderem o que já melhoraram e o que ainda têm de melhorar. Quanto a benefícios, o benefício imediato é ter os velejadores cheios de histórias para contar sobre os novos amigos que fizeram e a experiência que tiveram. A curto prazo, tenho um grupo de velejadores na equipa que já compreende melhor o que pretendo treinar e porquê, podendo

Espírito de grupo Fotografias de: Luís Fráguas


Na Horta: 14 formandos terminaram o Curso de Treinador de Vela – Grau 1 Vela (FPV) e para leccionar os diferentes conteúdos deslocaram-se aos Açores 5 formadores deste organismo. Participaram 14 formandos, oriundos do Faial (5), do Pico (4), de Santa Maria (1), de São Miguel (2) e da Terceira (2). Para concluir esta formação e obterem a credenciação pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), para além de possuírem a formação de componente geral, os formandos serão agora sujeitos a um período de Estágio.

Fonte da fotografia: www.velazores.com

Terminou esta segunda-feira, dia 08, na cidade da Horta, o Curso de Treinador de Vela - Grau I, composto por 40 horas de trabalho, divididas em 2 partes: uma teórica e uma prática, de acordo com informação da Associação Regional de Vela dos Açores (ARVA) Esta formação foi organizada pela Federação Portuguesa de


Sonho antigo concretizado a custa das poupanças pessoais: Miguel Guimaraes e David Abecasis compraram barco novo e montaram-no a sua maneira - Ganhar o Campeonato Nacional e ficar no top ten no Mundial, em Itália, são as metas para 2015 A dupla de atletas da Classe Snipe do Clube Naval da Horta (CNH), Miguel Guimarães/David Abecasis concretizou este Verão um sonho antigo: comprar um barco novo para a prática da Vela, que custou 10 mil euros. Para que tudo resultasse na perfeição, encomendaram-no só com o casco em fibra para poderem ter o privilégio de montálo à sua maneira. Até agora, estes velejadores ainda só fizeram um pequeno treino para testarem os sistemas que eles próprios montaram no barco. A adaptação a esta nova máquina será feita este mês, num ano também marcado por uma lesão nas costas, que fez Miguel Guimarães parar durante 4 meses.

vidades ao Gabinete de Imprensa desta instituição.

Miguel Guimarães, ao passar pelo Faial, fez questão de cumprimentar o Presidente do Clube que representa: o Clube Naval da Horta

David Abecasis e Miguel Guimarães apresentam o seu novo barco Fotografia de: Ângelo Teixeira O velejador Miguel Guimarães aproveitou a sua passagem pelo Faial, este mês de Outubro, para cumprimentar o Presidente da sua casa enquanto atleta: o Clube Naval da Horta (CNH). A viagem, feita no campo profissional – já que é sócio da empresa “Descobre Ventos”, que vende embarcações de cruzeiro – também serviu para rever amigos, fazer algumas sugestões ao Responsável máximo pelo CNH, José Decq Mota, e revelar no-

A intenção foi comprar um barco só com o casco em fibra para poderem ter o privilégio de montá-lo à sua maneira Fotografia de: David Abecasis


“nunca” vai recuperar completamente porque estamos a falar de hérnias discais. Obrigado a um período de descanso e de reforço da zona central do corpo para resistir mais, uma vez que “o barco antigo era muito agressivo para as costas”, este velejador regressou aos treinos o mês passado. Quanto ao antigo barco, que contava cerca de 16 anos de vida, 4 dos quais sob a condução desta dupla, já conheceu outro dono.

A nova máquina custou 10 mil euros e muitas horas de trabalho e gozo na sua montagem Fotografia de: Ângelo Teixeira No campo das novidades, destaque para o barco novo que a dupla de velejadores da Classe Snipe do Clube Naval da Horta Miguel Guimarães/David Abecasis adquiriu em Agosto último, com a particularidade de a embarcação ter vindo despida, digamos assim. “Encomendámos um barco só com o casco em fibra para podermos montar todos os sistemas à nossa maneira e medida. Deu-nos muito trabalho mas também um gozo enorme, porque ficou tudo como nós queríamos”, explica Miguel Guimarães.

Miguel Guimarães revela que um Snipe destes custa 4 mil euros em segunda mão e um novo, como o que adquiriu agora, ascende a 10 mil euros. Explica que “este tipo de embarcação tem um valor bom mesmo já usado, porque dura muito tempo”. E recorda: “Eu tinha um barco com mais de 15 anos que conseguia ser competitivo em praticamente todas as situações”. No entanto, Miguel e David não podiam dizer que estavam no top dos tops. Mas agora, a situação é outra. Possuindo um barco topo de gama na Classe Snipe, não há desculpa para lugares fora do pódio. “Eu e o David velejamos há muitos anos, de forma individual em diferentes classes e juntos na Classe Snipe, e como estávamos a andar bastante bem, começámos a notar que o barco que tínhamos acabava por ser menos competitivo em situações de mar, com ondas”. De sublinhar que, nas frotas em que competiam, estes atletas eram os únicos que tinham um barco com esta forma de casco, pelo menos em Portugal, pois em Espanha, “onde há uma grande variedade”, ainda é possível encontrar alguns iguais ao barco antigo. “Agora, podemos dizer que temos um barco igual ao dos outros e que estamos mais actualizados. Podemos bater-nos na nossa capacidade técnica e estratégica e o barco deixou de ser um pretexto para não estarmos à altura”, salienta. Com todas as condições reunidas para somar e seguir no que toca a vitórias, o tempo agora é de treinos para recuperar o perdido.

Este velejador falou com muito entusiasmo do novo barco e do gozo que deu montá-lo à sua maneira, uma situação pouco vulgar, já que o habitual é vir equipado Fotografia de: Cristina Silveira

A adaptação ao novo barco é o próximo passo para esta dupla de velejadores

Este cenário implicou uma interrupção em termos de treinos, “o que não é bom para nenhum atleta”, mas uma vez que este velejador contraiu uma lesão nas costas, teve mesmo de ficar parado durante 4 meses, “o que foi muito tempo”. Questionado sobre a recuperação, Miguel responde que acha que

Fotografia de: Ângelo Teixeira


Classe Snipe: barcos para durar! Esta primeira fase será de adaptação ao novo barco, mas Miguel Guimarães concorda que o facto de o terem montado à sua maneira “ajuda bastante”, embora seja “muito importante testá-lo na água, já que os cascos desta embarcação são bastante diferentes da anterior”. Este velejador elogia uma característica patente nos barcos da Classe Snipe que é o facto de o tempo de vida ser bastante longo. “É verdade que o barco foi caro, mas eu sei que daqui a 20 anos ainda posso ganhar regatas com ele. É uma Classe muito boa e não há mais nenhuma assim”, realça, explicando: “Se estiver a falar de um Laser, 420 ou 470 não dura mais do que 4 anos, porque a sua construção não resiste por mais tempo. E sei disto por experiência própria, pois tanto eu como o David andámos nestas Classes”.

semelhança do panorama regional e nacional, este velejador experiente questionou o Presidente desta casa sobre a não utilização de snipes como barco-escola exactamente por se tratar de embarcações que duram muito tempo e são resistentes. “É um barco muito simpático para competição e escola de vela, é seguro e, ao contrário do que acontece com os Laser ou os 420, dificilmente revira”. Conhecedor do que se passa no Brasil, Miguel diz que lá chamam ao Snipe “o barco dos 8 aos 80, porque vê-se velejadores de diferentes idades, por exemplo um avô e um neto a competir no mesmo barco”. E acrescenta: “E depois existem tripulações competitivas de 20 e 30 anos a competirem com os senhores Paulo Santos e Ivan Pimentel: o primeiro tem 70 anos e foi 2 vezes Campeão Europeu por Portugal em Snipe, na altura uma Classe muito importante, e o segundo 74, e anda sempre no topo. Mesmo nesta faixa etária, andam na frente da frota hoje em dia”. É por isso que, este conquistador de troféus, se refere ao Snipe como “uma Classe em que nunca se fica velho, porque quanto mais experiência tem o velejador, melhor”. Ao invés do Laser ou do 420, o Snipe valoriza mais o conhecimento de Vela do atleta do que propriamente a sua condição física. “É um barco bastante equilibrado, em que as tripulações conseguem bater-se mais táctica e tecnicamente. Pode haver uma menor preparação física, mas se a pessoa for dotada de uma grande experiência de Vela, permite que ela trabalhe e consiga chegar lá, sendo ao mesmo tempo competitivo. Mas sempre com treinos, claro!”. O percurso nesta formação permite que os velejadores possam andar em classes de Vela de Cruzeiro e outras. O Brasil, além de apostar num barco (Miguel Guimarães contactou de perto com a Escola de Vela) económico e duradouro, está também a contribuir para o PIB nacional, se tivermos em conta que eles são fabricados no próprio país, o que torna o seu preço ainda mais convidativo.

A caminho da água para ser testado

Fotografia de: Ângelo Teixeira “Snipes são excelentes para a formação”

“Desconheço as razões que levam Portugal a não usar mais a Classe Snipe”

Sabendo das dificuldades que o CNH atravessa, um pouco à

Fotografia de: Cristina Silveira


O barco ideal para quem tem pouco dinheiro “Em países com pouco dinheiro, como na América do Sul, há imensos barcos destes e, em Portugal, onde também vivemos tempos difíceis, seria inteligente apostar numa classe que tem uma boa longevidade”, sustenta Miguel Guimarães.

com o Presidente da Direcção do CNH, no sentido de, em Janeiro de cada ano, ser feito um plano anual para esta dupla. Tendo em conta o calendário de provas e o dinheiro existente, estes velejadores vão fazendo uma selecção de acordo com a importância das regatas e o fundo de maneio que possuem.

A Classe Snipe é bastante antiga e conta com história no Clube Naval da Horta, onde poderá vir a ser recuperada. Ainda assim, na opinião deste atleta “não há melhor barco para as crianças do que o Optimist”. E realça: “Já lançaram muitos modelos mas, para mim, continua a ser imbatível”. Depois do Optimist, a aposta tem sido nas classes de linha de vela, por orientação da Federação. No entanto, Miguel Guimarães defende que “a Vela é muito mais do que as Classes Olímpicas e noutros países o Snipe é usado precisamente por causa do seu tempo de vida, sendo, por isso, um bom investimento”. “Já estive na Classe Olímpica em 470 e há Vela para além disso. Existe outro tipo de vela muito competitiva para além das classes olímpicas em campeonatos mundiais e europeus”, afiança este velejador que, naturalmente lamenta que não haja em Portugal competição a nível elevado na sua classe de eleição, como acontece no Brasil. “Se o Snipe fosse um barco como o 420 ou o Laser e eu estivesse a pensar adquirir um novo, jamais o teria feito, sabendo que daqui a 4 anos está arrumado. Aliás, se assim fosse, eu já tinha mudado de Classe”, garante Miguel, que desconhece o porquê de “em Portugal só se apoiar barcos da linha de vela, verificando-se um afastamento dos clubes da escola de vela pura”. Em reconhecimento às capacidades do Snipe, o Sporting Clube do Porto comprou “vários barcos baratos” e equipou-os com o objectivo de abrir uma Escola de Vela para Adultos em Snipe. “E está a ser um sucesso!”, atesta este velejador.

“O apoio do Clube Naval da Horta é fundamental” Instado a falar sobre os apoios destinados a esta nova aquisição, Miguel refere que a “Descobre Ventos”, “em certa medida apoia sempre” as suas iniciativas, tendo em conta que é lá que trabalha diariamente. Patrocínios ainda não foram uma realidade para este investimento, que se encontra pago à custa das poupanças desta dupla, o que pode ser considerado um sonho tornado realidade e, ao mesmo tempo, uma vitória pessoal. “Naturalmente que houve apoio do Clube Naval da Horta para a compra do barco”, ao ajudar a financiar a participação nas regatas do ano 2013. Recorde-se que no ano passado esta dupla foi ao Mundial, que decorreu na cidade brasileira do Rio de Janeiro, igualmente com a ajuda do CNH. A propósito, este velejador faz questão de realçar o apoio do Clube Naval da Horta, que “colabora sempre na medida das suas possibilidades”. “Sem este apoio – garante – seria impossível todas estas participações, porque o dinheiro é sempre todo contado”. Este foi, aliás, um dos temas da conversa que o atleta manteve

“O Clube Naval da Horta está a evoluir e dá-nos muito gozo representá-lo” Fotografia de: Cristina Silveira “Dá-nos muito gozo representar o CNH” Miguel Guimarães afirma que esta dupla está “muito satisfeita” por representar o Clube Naval da Horta. E frisa: “Dá-nos muito gozo levar o Clube ao conhecimento dos outros velejadores tanto a nível nacional como no estrangeiro. No Continente português, através da nossa acção e da do Rui Silveira, sem dúvida que o Clube Naval da Horta está a ter um maior destaque, dando também a conhecer o trabalho que é feito cá. Essa mensagem passa e as pessoas ficam atentas e gostam de ir acompanhando a evolução dos acontecimentos”. “No estrangeiro, esse trabalho vai demorar mais tempo, mas sempre que saímos, fazemos questão de divulgar o Clube que representamos, como aconteceu em 2013, no Brasil”, sustenta. E quando lhe é perguntado se ele e o colega de equipa se sentem perto da casa que os apoia, responde: “Sentimos que estamos muito mais perto deste Clube do que quando representávamos outras cores a nível nacional, mesmo estando próximo em termos geográficos”. E frisa: “Para tanto, muito tem contribuído a comunicação que tem vindo a ser feita através do Gabinete de Imprensa do CNH, que está a fazer um bom trabalho”. Miguel e David vêem o Clube Naval da Horta como “um clube que está a evoluir”. “Havia muita estagnação nos clubes por onde andámos”, refere. Desvalorizando a descontinuidade territorial, este velejador enaltece as manifestações de que é alvo: “Sinto-me sempre ligado a este Clube. Venho muitas vezes ao Faial, onde tenho


vários amigos que me recebem sempre bem. Dá gozo fazer regatas por este Clube e nunca perdemos uma oportunidade para contar a sua história”. Para Miguel Guimarães “é muito importante” que o Clube que ele representa tenha, também, “uma boa visão para a Vela, que faça um bom trabalho com as camadas mais jovens na área da formação e que tenha uma boa ligação com os sócios”. O velejador congratulou-se, igualmente, com a fase que a Classe Access está a viver no Faial, única ilha dos Açores onde a Vela para pessoas com mobilidade reduzida é uma realidade.

Metas para 2015 O grande objectivo desta dupla para 2015 é obter um bom resultado no Campeonato Nacional e no Mundial, que será no mês de Setembro, em Talamone, na Itália. O facto de esta competição ser na Europa facilita a deslocação, pois o último foi no Brasil, o que provocou um maior cansaço em termos de viagens. “Aqui as distâncias são menores, podemos levar o nosso barco e o nosso equipamento e conseguimos preparar melhor a participação”, refere. Um bom resultado no Mundial significa ficar nos primeiros 10, num universo nunca inferior a 70 participantes. “Naturalmente que aqui só chegam os melhores dos melhores, onde o nível é elevado e o espírito muitíssimo competitivo”, salienta Miguel, que conclui: “A nossa ambição é estar ao nível competitivo que nos permita conseguir estar lá, na luta, porque estando lá, tudo pode acontecer, até ganhar”. O facto de haver muitas regatas até lá, permite ganhar rodagem e competitividade.

“Eu, o David e o Rui Silveira estamos muito empenhados em divulgar o Clube Naval da Horta, dando-o a conhecer a nível nacional e no estrangeiro” Fotografia de: Cristina Silveira Protocolo com o Iate Clube do Rio de Janeiro Sempre a pensar em estreitar laços, Miguel Guimarães falou com José Decq Mota no sentido de ser estabelecido um protocolo entre o CNH e o Iate Clube do Rio de Janeiro, o que foi aceite com muito agrado por parte deste Dirigente. Assim sendo, Miguel pode transmitir o interesse que existe deste lado do Atlântico nessa parceria, através da qual atletas e sócios de ambos os clubes usufruem das mesmas regalias lá e cá, havendo um intercâmbio não só desportivo como também cultural. “No Brasil este protocolo será muito importante para nós e para outros sócios do Clube Naval da Horta, porque entrar num clube de vela lá é muito difícil, por serem ultra-elitistas. E isto aplica-se aos próprios brasileiros, que fazem de tudo para conseguir ter acesso a uma instituição como esta”. Falando por dentro, este atleta português que foi “muito bem recebido assim como o David” e têm lá diversos amigos, sublinha que “o Iate Clube do Rio de Janeiro é um clube com condições fora de série, com excelentes instalações, secção desportiva (Vela e Pesca), parte social com anfiteatro, piscinas e hangares enormes”.

Em 2013 esta dupla ganhou um troféu “muito importante na Classe Snipe”, que foi o Troféu Luso-Galaico “Cholo Armada”, um troféu perpétuo, de uma família espanhola, onde já figura uma placa com os nomes destes velejadores portugueses. Quem conseguir a proeza de 3 vitórias consecutivas, ou 5 alternadas, leva a Taça para casa, o que ainda nunca aconteceu. “Tendo em conta que já ganhámos uma vez, gostávamos de voltar a ganhar em 2015 e 2016 para conquistar a Taça”, diz Miguel, que esclarece: “Não vamos a nenhuma prova para brincar. Estamos num patamar muito elevado e participamos nas regatas menos importantes com o intuito de ganhar nível competitivo, tirar conclusões, fazer experiências de material e afinações. Temos um livrinho onde apontamos tudo e estamos sempre a aprender. O que eu aprendi sozinho é que quando digo que sei tudo, não sei nada”. “Com a paragem verificada perdemos muita competitividade”, lamenta Miguel, revelando que “agora é tempo de conhecer o barco e fazer testes e afinações”. E frisa: “O nosso grande objectivo é chegar em boas condições ao Mundial de 2015. Temos de conseguir conjugar bem o calendário de regatas, ter dinheiro para participar e chegar lá com um bom nível competitivo”. E este aspecto é mesmo para realçar, já que hoje em dia os melhores fazem, pelo menos, 3 regatas grandes por mês, percorrendo a Europa toda (Espanha, Itália, etc). Não havendo plafond suficiente, estes portugueses irão apenas às competições de maior importância. Para se ter uma ideia, a deslocação ao Mundial no Brasil custou cerca de 2500 euros, o que inclui viagens, refeições, estadia, combustível e a inscrição, nunca inferior a 400 euros.


Investimento pessoal compensado pelo gosto Com a actual conjuntura e os cortes registados nos apoios aos clubes, os atletas vêem-se forçados a patrocinar a sua própria actividade. Correndo, literalmente por gosto, o dinheiro destes velejadores é fruto do seu trabalho, o que se traduz numa “carreira muito cara”. “Enquanto fui apenas velejador e não trabalhava, estava sempre dependente dos clubes e da Federação, o que se tornava muito difícil”, queixa-se este velejador, contestando a falta de condições do seu país para quem quer evoluir. “Em Portugal é extremamente difícil conseguirmos bater-nos ao nível dos outros países, onde há um grande apoio. E basta irmos ao país vizinho para sentimos essa diferença. O que temos de bom é a proximidade com Espanha, o que nos permite participar em muitas regatas, sinónimo de aprender muito e evoluir”.

Participações individuais são boas para ganhar experiência “O facto de correr em dupla é muito vantajoso, sendo importantíssimo os dois participarem em regata”, considera Miguel Guimarães, explicando: “Eu como estou no leme, tenho de ir concentrado na condução e na velocidade. Por outro lado, é muito importante que o David olhe para fora do barco – o que não posso fazer – e veja onde estão os outros, qual a táctica usada, de que lado está o vento e outras informações. Vou sempre a falar com ele e a conduzir”. Apesar de funcionarem muito bem como dupla, este velejador afirma que, sempre que podem, participam em regatas de forma individual, “o que é bom” para ganharem experiência. “O facto de andarmos em barcos diferentes, com outras tripulações, permite-nos estar sempre a aprender. Estes extras são benéficos para nós, porque a Vela é muito abrangente”, sustenta. No ano passado, foram à Eslovénia a um Campeonato Mundial da BMW, em que os barcos tinham 5 pessoas a bordo. Também em 2013 participaram no Campeonato Nacional de ORC, tendo ficado em 2º lugar. Contudo, estas alterações ao dia-adia da dupla só acontecem quando não coincidem com nenhuma prova importante da carreira colectiva, pois a Classe Snipe é a prioridade na vida destes velejadores que, se pudessem, dedicavam-se a ela em exclusivo.

Vida profissional conjugada com a paixão de velejar O facto de Miguel Guimarães trabalhar numa empresa que vende barcos – “em que alguns têm uma linha performance como os do médico Luís Quintino, mas a grande maioria dos barcos vendidos são da linha cruzeiro, mais para passeio, havendo outros como o “Rift” que, apesar de ser um barco para passeio, também navega muito bem” – é importante para o seu lado de velejador.

“É bom, mas para falar a verdade é um trabalho que leva muito tempo. Muitas vezes os treinos ficam cortados. Estou ali em Belém todos os dias a olhar para o mar e não posso treinar. E gostava muito”, salienta. Em tudo na vida é preciso fazer opções. Como tal, houve uma altura em que Miguel teve de decidir se queria ir viajar e trabalhar para outros países ou, ficar em casa, onde enveredar por uma carreira profissional no mundo da Vela é para sofrer. Com o aparecimento de uma actividade profissional ligada ao mar e que concebia a faceta de velejador, deu-se a conciliação desejada.


Liberio Santos, do Clube Naval da Horta: primeiro atleta dos Açores a realizar Horta -Madalena-Horta – Sprint na Classe Access A partir de hoje, os atletas açorianos da Classe Access (Vela para pessoas com mobilidade reduzida) podem inscrever-se para bater recordes no que respeita a esta Classe. O pontapé de saída foi dado na manhã de hoje, dia 17, pelo velejador do CNH, Libério Santos, que fez Horta-MadalenaHorta – Sprint em 2 horas, 34 minutos e 21 segundos. No Clube Naval da Horta (CNH) o dia de hoje (17 de Dezembro) é de festa e ficará para a história, com o recorde pessoal conseguido pelo velejador Libério Santos, da Classe Access 2.3 (Vela para pessoas com mobilidade reduzida). Tal como foi divulgado esta segunda-feira (dia 15) o atleta do CNH propunha-se fazer Horta-Madalena-Horta – Sprint no menor tempo possível. Mesmo sem as condições ideais, a proeza foi alcançada em 2 horas, 34 minutos e 21 segundos. “Correu bem e estou satisfeito. Apesar de a viagem Madalena/ Horta ter sido mais difícil, com mais vento o que fez com que entrasse água no barco obrigando-me a parar para retirá-la, pensava que no total ia levar mais tempo. Foi rápido”. É assim que o velejador define este desafio que considera como “um recorde”, sublinhando que está pronto para repetir a iniciativa. Libério Santos, visivelmente orgulhoso de si próprio, fez questão de agradecer o apoio do seu Treinador, João Duarte, bem como de todos os Dirigentes e membros do Clube Naval da Horta que o acompanharam e motivaram neste desafio.

Á chegada, o Treinador da Classe Access do Clube Naval da Horta, João Duarte, caracterizava este desafio como tendo sido “uma maravilha, num dia com sol”. Apesar de considerar que se tratou de “uma prova durinha”, João Duarte realça que “o estado de espírito do velejador foi sempre muito bom e que o percurso não podia ter corrido melhor”. A 1ª perna (Horta/ Madalena) foi feita numa hora e 20 minutos e 21 segundos e a 2ª (Madalena/Horta) numa hora e 14 minutos. Até ao Pico o vento soprou com a intensidade de 12/13 nós, ao passo que no regresso ao Faial aumentou de intensidade, com rajadas de cerca de 18 nós. “Na viagem do Pico para o Faial apanhámos vento por trás e muita ondulação, o que fez com que o Libério tenha parado por diversas vezes para retirar água da embarcação”, explica o Treinador.


O Treinador de Vela da Classe Access do CNH explica que esta iniciativa foi o cumprimento de uma promessa feita aquando da realização do Campeonato Nacional da Classe Access em Viana do Castelo, no ano de 2013, em que foi acordado que o melhor velejador em prova seria o primeiro a enfrentar este desafio. No entender do Presidente da Direcção do CNH, José Decq Mota, que fez questão de acompanhar o atleta, “o Sprint correu bem”. Quanto ao tempo, afirma que “as condições no Canal estavam no limite” e que “a ondulação, com vento e maré, intensificouse na viagem de regresso, o que fez com que o Libério se tenha molhado”. O facto de o vento ter crescido entre a Madalena e a Horta provocou diversas paragens. Por isso, José Decq Mota não tem dúvidas em afirmar que “o tempo realizado poderia ter sido menor, em cerca de 20 minutos”. O Presidente da Direcção do CNH congratula-se com “a vontade e desempenho deste atleta” e diz que “ainda bem que não se desistiu de fazer o Sprint, apesar das condições, onde o frio foi uma constante”.

“Este Sprint tem um significado muito especial para este tipo de atleta, representando a superação, a coragem, a afirmação e a inclusão”, sustenta João Duarte Fotografia de: Cristina Silveira

Recorde-se que esta iniciativa do CNH visou comemorar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que se assinalou no dia 3 deste mês. No entanto, as desfavoráveis condições climatéricas não permitiram que o Sprint tivesse sido realizado nessa data, pelo que se concretizou hoje. Relativamente à importância deste evento, João Duarte salienta que “representa claramente a superação da pessoa com deficiência, que revela coragem e determinação, sendo sinal de inclusão e afirmação da pessoa em si”. “É a prova de que todos são capazes de ir mais longe, testando os seus limites”, frisa este Técnico em Educação Especial e Reabilitação.

De realçar que nos Açores, Libério Santos foi o primeiro atleta da Classe Access a conseguir realizar uma iniciativa deste género. “O objectivo agora é ir tentando bater o tempo que este velejador alcançou. Por isso, dentro das regras existentes, quem quiser pode inscrever-se para tentar bater recordes”, salienta este Dirigente. De realçar que atletas de diversas Classes do Clube Naval da Horta já realizaram Sprints em anos anteriores, seguindo este recorde uma linha de continuidade nesta instituição. O percurso, que teve o seu início por volta das 08h45, contou com o apoio da lancha “Walkiria” em termos de segurança e onde seguia o Presidente da Direcção; e dos semi-rígidos “Piloto João Lucas” onde ia o Treinador João Duarte, figura central de motivação e confiança do velejador; e “Tabarly”, onde seguia o Júri do Sprint, Luís Paulo Moniz e o terapeuta ocupacional da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF), Nilzo Fialho.


Fotografias de: JosĂŠ Macedo


Terça-feira, dia 23: Rui Silveira apresenta cumprimentos ao Presidente da Direcçao do Clube Naval da Horta

José Decq Mota recebeu o atleta de Alta Competição do Clube Naval da Horta, Rui Silveira

O atleta faialense Rui Silveira, velejador da Classe Laser Standard do Clube Naval da Horta (CNH), chegou esta terça-feira, dia 23, ao Faial, a fim de passar a quadra natalícia com a família. Neste mesmo dia, Rui Silveira visitou o “seu” Clube, tendo apresentado cumprimentos ao Presidente da Direcção desta casa, José Decq Mota. Durante a conversa informal, foram trocadas impressões sobre a época que agora termina e sobre os próximos desafios, tendo este Dirigente incentivado o velejador a prosseguir com o ritmo alcançado em 2014, um ano excelente na carreira deste atleta de Alta Competição.

Rui Silveira é já presença confirmada no Jantar de Natal do CNH, que terá lugar na noite desta segunda-feira, dia 29. O velejador vai aproveitar estes dias em casa para continuar a treinar, tendo em conta que a nova temporada começa já no dia 10 de Janeiro próximo em Miami, nos Estados Unidos da América.


XVI Semana Olimpica da Gran Canaria – Rui Silveira: “A minha prestaçao ficou abaixo das expectativas”

Rui Silveira refere que a sua prestação ficou abaixo das expectativas Rui Silveira, velejador da Classe Laser Standard do Clube Naval da Horta (CNH), deu o seu melhor, mas afirma que a sua prestação na XVI Semana Olimpica da Gran Canaria “ficou abaixo das expectativas”. E explica: “No primeiro dia entrei mal; no segundo, ganhei a regata do dia e no terceiro, que era decisivo, não andei bem à Vela o que ditou este resultado final”. Refira-se que esta competição decorreu de 04 a 08 do corrente, em Espanha, e que o atleta faialense ficou no 13º lugar, num total de 44 inscritos.

Após esta competição, Rui Silveira regressa a Portugal continental no dia 13, para mais treinos, a fim de iniciar a nova temporada no dia 10 de Janeiro de 2015, em Miami, nos EUA, onde deverá ficar até ao dia 03 de Fevereiro do próximo ano. Durante esse tempo, o velejador terá 2 importantes desafios e que são a participação nas competições de Fort Lauderdel e World Cup Miami. Antes de embarcar para a América, o atleta do Clube Naval da Horta virá ao Faial passar o Natal com a família.

Foram realizadas 9 regatas ao longo destes 4 dias de prova, marcados por “condições climatéricas difíceis”, como foi o caso “de vento inconstante”. A XVI Semana Olimpica da Gran Canaria foi organizada pelo Real Club Náutico de Gran Canaria, tendo participado atletas de várias nacionalidades.

Nem sempre o resultado é sinónimo do esforço dispendido

Fonte das fotografias: Grancanaria Sail in Winte


Novo barco ainda nao foi estreado em competiçao

Fotografia de: Ângelo Teixeira Afinal, a dupla de velejadores da Classe Snipe do Clube Naval da Horta (CNH), Miguel Guimarães/David Abecasis, que deveria ter estreado o novo barco no Torneio de Inverno que se realizou este fim-de-semana (dias 13 e 14) na Base Naval do Alfeite, não conseguiu concretizar este objectivo.

“O próximo campeonato será o Torneio de Carnaval a realizar no Clube Internacional da Marina de Vilamoura (CIMAV), de 14 a 16 de Fevereiro de 2015. Por isso, vamos aproveitar o tempo que falta até lá para treinar e recuperar a forma”, salientam estes atletas do Clube Naval da Horta.

A explicação é deixada pelos próprios velejadores, como se pode ler: Várias razões levaram à não participa“Sábado, dia 13, por uma séção da dupla de velejadores do CNH rie de motivos não consegui- Miguel Guimarães/David Abecasis no mos chegar a tempo da participar nas regatas. No entanto, levámos o barco até ao Alfeite e deixámos tudo preparado para as regatas deste domingo, dia 14. Infelizmente, hoje (domingo) acabou por não haver regatas porque não havia condições para descer os barcos em segurança na rampa do Clube. O campeonato foi validado com as regatas de sábado, nas quais não tivemos oportunidade de participar”. Recorde-se que esta prova foi organizada pelo Clube Náutico dos Oficiais e Cadetes da Armada (CNOCA).


Regata de Natal da Secçao de Vela Ligeira do CNH: cerca de 20 atletas em prova

Com São Pedro a ajudar e em tempo de férias escolares, cerca de 20 atletas da Escola de Vela do Clube Naval da Horta (CNH) realizaram na manhã deste sábado, dia 20, a Regata de Natal, uma prova do calendário local, que decorreu na Baía da Horta. Realizaram-se 3 regatas, supervisionadas

pelos elementos da Comissão de Regata: António Luís e Diogo Picanço.

zade, pois não é só no pódio que se conhecem os vencedores.

Mais um momento desportivo e competitivo, onde os atletas, com e sem deficiência, aproveitaram para evoluir não apenas como velejadores, mas como pessoas responsáveis e cidadãos plenos, onde sobressai a camaradagem e a ami-

Esta iniciativa integrou o projecto municipal “Natal com Tradição”, que arrancou no dia 07 deste mês e termina a 06 de Janeiro de 2015.

CLASSIFICAÇÃO Optimist: 1º - Tomás Oliveira 2º - Lucas Cipriano 3º - Bernardo Melo Laser: 1º - Pedro Costa 2º - Jorge Medeiros 3º - André Costa

420: 1º - Ricardo Silveira/Tiago Serpa

Access: 1º - Rui Dowling 2º - Jorge Costa 2º - Libério Santos


Hedi Costa, Joao Nunes e Jose Gonçalves no podio do Trofeu Turismar de MiniVeleiros do CNH 2014 - A 5ª e 6ª Provas realizadas este domingo (dia14) tiveram como vence- CLASSIFICAÇÃO DA 5ª E 6ª PROdores Hedi Costa, João Nunes e João Sequeira. VAS: Chegou ao fim o Troféu Turismar de MiniVeleiros do Clube Naval da Horta (CNH) 2014. A duas últimas provas – 5ª e 6ª – decorreram na tarde deste domingo (dia 14), e os primeiros três classificados foram Hedi Costa, João Nunes e João Sequeira. João Nunes, Director da Secção de MiniVeleiros do CNH refere que estas duas últimas competições “decorreram bem, tendo-se registado bom tempo, com assistência, algum vento e a participação de 8 velejadores”. A prova de que a modalidade continua a atrair novos interessados, foi o facto de a recta final do Troféu, à semelhança do que aconteceu noutras etapas, ter contado com um novo velejador: Filipe Guerreiro.

em dia e hora a anunciar oportunamente. Instado a levantar a ponta do véu sobre o que se vai passar em 2015, João Nunes responde: “Vamos agendar uma reunião para Janeiro de 2015 com o intuito de elaborar o calendário para o próximo ano, bem como eleger um novo Representante para esta Secção a fim de que se possa incluir e motivar todos os participantes nas “lides” dos Mini-Veleiros”. E remata: “Temos um grupo maior e muito interessado. Como tal, prevemos ter um total de 13 a 14 velejadores durante o próximo ano. Houve várias aquisições, novos interessados e vamos ajudar a crescer e dinamizar a Secção”.

A pontuação bastante equilibrada entre os primeiros concorrentes fazia prever uma disputa acesa pelos lugares do pódio e foi precisamente isso que aconteceu, “com 4 velejadores a ganharem pelo menos uma regata”, refere João Nunes. Enquanto Responsável por esta Secção, este Dirigente afirma-se “muito satisfeito pelos resultados alcançados e pela forma como decorreu este Troféu”, salientando: “O grupo está fantástico e a crescer, com muita motivação e vontade”.

A Cerimónia de Entrega de Prémios decorrerá durante o mês de Janeiro próximo,

2º - João Nunes 3º - João Sequeira 4º - José Gonçalves 5º - Eduardo Pereira 6º - António Pereira 7º - Filipe Guerreiro 8º - Mário Carlos

CLASSIFICAÇÃO DO TROFÉU TURISMAR DE MINI-VELEIROS DO CNH 2014:

1º - Hedi Costa 2º - João Nunes 3º - José Gonçalves 4º - António Pereira 5º - Eduardo Pereira

O bom tempo colaborou e a assistên6º - Mário Carlos cia divertiu-se 7º - João Sequeira 8º - Nuno Rosa

Tal como tinha sido previamente divulgado, as vitórias foram celebradas no fim da competição, com um petisco oferecido pelo patrocinador deste Troféu: Mário Carlos, proprietário da Empresa de Actividades Marítimo Turísticas: Turismar. De realçar que este é o segundo ano consecutivo que a Turismar patrocina este Troféu, o que se poderá manter.

1º - Hedi Costa

9º - Bruno Gonçalves 10º - Filipe Guerreiro 11º - Emanuel Silva

Todos atentos ao desempenho dos Mini-Veleiros Fotografias de: José Macedo


Rali Dezembro em Festa 2014 da Secçao de Vela de Cruzeiro do CNH contou com 4 embarcaçoes

“Com bom vento, entre os 13 e os 18 nós”, decorreu na tarde deste domingo, dia 21, o Rali Dezembro em Festa 2014, organizado pela Secção de Vela de Cruzeiro do Clube Naval da Horta (CNH). Foram 4 as embarcações participantes neste Rali, cujo percurso foi rondagem de uma bóia na zona da baixa do Sul em que os barcos após a sua rondagem vinham fazer a rondagem ao último barco da frota, voltavam à bóia, sendo a chegada entre os dois faróis dos molhes (comercial e de passageiros). O Rali Dezembro em Festa 2014 completou o plano de actividades da Secção de Vela de Cruzeiro do CNH previsto para este mandato.

Fotografias de: José Macedo

CLASSIFICAÇÃO: 1º “Mariazinha” – Manuel Gabriel Nunes 2º “No Stress” – António Pedro Oliveira 3º “Rajada” – António Luís 4º “Air Mail” – Luís Carlos Decq Mota, que entrou com uma avaria


Caminhada de Natal 2014 da Secçao de Canoagem do CNH cumpriu os objectivos traçados fomentar o espírito de grupo e a actividade física em contacto com a natureza A Caminhada de Natal 2014, promovida pela Secção de Canoagem do Clube Naval da Horta (CNH) e realizada na manhã deste sábado, dia 20, alcançou os objectivos traçados: reunir atletas e pais, promover o espírito de grupo e fazer actividade física em contacto com a natureza. O Trilho do Bacalhau foi o percurso escolhido pelo grupo, liderado pelo Director da Secção, Francisco Garcia, e pelo Monitor, Carlos Pedro, que acumulou as funções de fotógrafo. Estes dois Responsáveis congratulam-se pela forma “animada e pedagógica” como decorreu esta actividade, que culminou com o agradável Convívio de Natal, promovido pelo Clube Naval da Horta, que teve como espaço o Salão/Bar desta instituição.

Uma pausa para desfrutar da paisagem…

De realçar o facto de alguns pais de atletas terem aceitado o convite, o que demonstra, à semelhança do que vem acontecendo, o interesse, a importância e a ligação que mantêm com o Clube Naval da Horta e, em particular, com a Secção onde os seus filhos brilham como atletas da Canoagem.

O grupo que fez a Caminhada de Natal 2014, promovida pela Secção de Canoagem do Clube Naval da Horta

No mar ou em terra, os atletas estão sempre em actividade física

Refira-se que esta actividade do CNH inseriu-se no projecto da autarquia faialense “Natal com Tradição”, que teve início no dia 07 do corrente e termina a 06 de Janeiro próximo.

Os pais deram uma excelente prova do acompanhamento que fazem da actividade dos filhos na Canoagem do CNH e da sua ligação a esta SecçãoF otografias de: Carlos Pedro


Grupo de utentes do CAO da Santa Casa da Misericordia da Horta no seu projecto semanal no Clube Naval da Horta

Os utentes do Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) da Santa Casa da Misericórdia da Horta todas as sextas-feiras (de manhã e à tarde) desenvolvem actividades náuticas no Clube Naval da Horta (CNH). Este foi o Grupo da tarde desta sextafeira, dia 12, que se fez acompanhar pelas Monitoras Nilza Garcia e Celina Bulcão, tendo como anfitrião o Técnico em Educação Especial e Reabilitação, João Duarte, simultaneamente Treinador de Vela e Vice-Presidente do CNH. Fotografia de: Cristina Silveira


No Salao/Bar: Convívio de Natal do Clube Naval da Horta 2014 contou com cerca de 100 participantes

João Duarte, José Decq Mota, Carlos Moniz e Francisco Garcia: palavras de boas-vindas no início do Convívio de Natal Entre Atletas (da Vela Ligeira, Natação e Canoagem), Pais, Dirigentes, Funcionários, Treinadores, Monitores e Famílias, perto de 100 pessoas responderam afirmativamente ao Convite de Natal feito pela Direcção do Clube Naval da Horta (CNH) e que decorreu na tarde deste sábado, dia 20. O espaço escolhido foi o Salão/Bar desta casa, que assinalou a sua Pré-Abertura no dia anterior (sexta-feira, 19) e cuja imagem renovada tem sido muito elogiada.

bado (20) e elogiando o desempenho dos atletas, Directores, Treinadores e Dirigentes ao longo do ano, José Decq Mota cumprimentou-os um a um ao mesmo tempo que foi entregue a todos um pin do Clube Naval da Horta.

Refira-se que este evento foi integrado no projecto da edilidade faialense “Natal com Tradição”, que começou no dia 07 do corrente e termina a 06 de Janeiro próximo. O Convívio correspondeu a uma verdadeira partilha natalícia, tendo em conta que cada um trouxe um prato (doce ou salgado) e as bebidas ficaram por conta do Clube. As primeiras palavras foram do Presidente da Direcção do CNH, José Decq Mota, para saudar os presentes, desejando a todos Festas Felizes e que 2015 seja muito Próspero a todos os níveis. Enaltecendo a actividade desportiva realizada no dia de sá-

Os participantes escutaram os oradores com atenção


O Treinador da Classe Access, João Duarte, salientou a importância destes eventos, no sentido de todos perceberem que “a actividade do Clube Naval da Horta não se restringe ao plano desportivo e competitivo, sendo fundamental os diversos atletas se conhecerem e conviverem em termos pessoais”. Este Dirigente do CNH (Vice-Presidente) achou “muito interessante” o Convívio de Natal já ter decorrido no Salão/Bar do Clube, prova do dinamismo e capacidade de trabalho dos novos concessionários (João Martinho e Gabriel Gonçalves).

Todos receberam um pin do Clube

João Duarte, rodeado pela sua Classe de velejadores (de mobilidade reduzida) manifestou o seu contentamento pela presença de todos e deixou rasgados elogios à feijoada feita pelo recordista do Horta-Madalena-Horta – Sprint, Libério Santos, que desta maneira revela os seus dotes de mestre não só na Vela como na Cozinha. Na mesma linha de raciocínio, o Treinador Duarte Araújo, sentado com os “seus” pupilos, salientou o papel destes eventos, “necessários ao convívio dos atletas e ao seu conhecimento”. Francisco Garcia, Director da Secção de Canoagem e Carlos Pedro, Monitor desta Secção, manifestaram-se “muito satisfeitos” por esta iniciativa, que juntou também pais de atletas.

E foram cumprimentados

Olga Marques, Directora da Secção de Natação, falou com orgulho do desempenho dos nadadores do Clube, sublinhando a importância deste tipo de iniciativa no sentido de “transmitir uma mensagem aos atletas, os quais devem sentir que esta casa tudo faz por eles e para que sejam bem sucedidos nas modalidades que escolheram”.

Fotografias de: Carlos Pedro

É à mesa que que se põem as conversas em dia


Clube Naval da Horta como parceiro: Voluntarios da Campanha Limpa (A) Fundo 2014 recolheram mais de 450 quilos de lixo indiferenciado no Porto da Horta

O fundo do interior do Porto da Horta, na zona em frente ao Clube Naval da Horta (CNH), está mais limpo, graças à Campanha Limpa (A) Fundo 2014 que se realizou este sábado, dia 06, tendo os voluntários retirado mais de 450 quilos de lixo indiferenciado. Os atletas do CNH integraram-se nos cerca de 100 voluntários envolvidos, demonstrando a importância que estes eventos têm não só no presente mas, também, no futuro e na vida de todos nós. Um sucesso é a forma como se pode caracterizar a Campanha Limpa (A) Fundo 2014, levada a cabo este sábado, dia 06, no interior do Porto da Horta (em frente ao Clube Naval da Horta). Tratou-se de uma iniciativa conjunta do Observatório do Mar dos Açores (OMA) e da Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores (APEDA), que contou

com a colaboração de vários parceiros, entre os quais, o Clube Naval da Horta (CNH), tendo o número de voluntários ultrapassado a centena, incluindo equipas de mar e de terra. Dos 200 metros que constituíam a área delimitada para esta acção de limpeza subaquática, foram retirados mais de 450 quilos de lixo de natureza diversa, designadamente: cerca de 50 quilos de pneus, 60 de vidro, 70 de plástico e 275 de lixo indiferenciado (cabos, tecidos ou sapatos). Em declarações à agência Lusa, Carla Dâmaso, do OMA, refere que “o facto de este ano a limpeza ter decorrido numa área mais restrita fez com que tenha sido retirado menos lixo do que em campanhas anteriores”. Recordando informação que já havia sido divulgada, Carla Dâmaso salienta que “a novidade deste ano foi o facto de, pela primeira vez, se proceder à realização de uma amostra-


gem científica, para quantificação do lixo na área delimitada, a cargo do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores (UAç), mas integrada nesta iniciativa”. Tal como aconteceu no ano passado, o vidro recolhido será reciclado. “Tendo em conta que o vidro recolhido do fundo está frequentemente muito contaminado, o que implica um esforço adicional, a equipa de voluntários em terra tem a seu cargo a limpeza de todo o vidro recolhido, permitindo assim a sua reciclagem”, explica. Também foi feita a triagem de todo o lixo recolhido, com o objectivo de reciclar todo aquele que for possível.

mara Municipal da Horta, Governos dos Açores (Parque Natural do Faial e DRAM), ABAE, Cruz Vermelha, Norberto Diver, Central Sub, DiveAzores, OceanEye, SeaExpert, No More Plastic Bags for the Azores (NMPBA), FishPics e Flying Sharks. Incutir nos mais novos bons hábitos de conservação marinha No número de voluntários envolvidos também se incluem atletas do Clube Naval da Horta. Para Duarte Araújo, Treinador de Vela do CNH, “estas acções são fundamentais para incutir nos mais novos bons hábitos de conservação marinha”. Além da mobilização e participação dos seus atletas, Treinadores e Dirigentes, o Clube Naval da Horta também colaborou com apoio logístico, disponibilizando a grua para pesagem do lixo, bem como as cintas para pendurar os contentores e caixas para pesagem, marcação da área que foi limpa com 2 bóias (200m2), embarcação de apoio, tendo, ainda, cedido um espaço para servir o lanche oferecido aos voluntários.

Uma iniciativa a repetir Contactado pelo Gabinete de Imprensa do CNH, Jorge Gonçalves, Presidente da APEDA, refere que esta acção decorreu “bastante bem” e que “iniciativas como esta são para repetir”. Apesar de não considerar a área escolhida “uma zona muito problemática”, entende que “esta campanha possibilitou uma maior limpeza do Porto da Horta”. Instado a pronunciar-se sobre o que pode revelar a quantidade de lixo recolhida, Jorge Gonçalves responde que “embora se possa dizer que há um bocadito de desleixo, sublinha que “muito do lixo que foi retirado é atirado ao mar por força das condições climatéricas, vento e não só”. E realça: “Foi encontrado um par de óculos graduados. Não acredito que tenha sido deliberadamente atirado ao mar”. Quanto ao número de parceiros envolvidos, este Dirigente congratula-se com a colaboração registada, fazendo votos para que “se mantenha assim em acções futuras, uma vez que estas questões dizem respeito a todos”. Refira-se que esta Campanha, integrada nas Comemorações do Dia Nacional do Mar, deveria ter decorrido no dia 15 de Novembro último, tendo sido adiada devido às condições atmosféricas desfavoráveis. Esta acção de limpeza subaquática do Porto da Horta contou com os seguintes parceiros: Marinha, através da Capitania do Porto da Horta, Portos dos Açores, S.A., Marina da Horta, Clube Naval da Horta, IMAR/DOP-UAç, Lotaçor, Câ-

Miúdos e graúdos envolvidos no mesmo esforço e com um objectivo comum: preservar o meio marinho Fotografia cedida por: Duarte Araújo


UM EXCELENTE ANO NOVO DE

TEXTOS Cristina Silveira MONTAGEM Luís Moniz

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Ir_ao_mar nº9 - Dezembro de 2014  

Revista mensal sobre a atividade do Clube Naval da Horta

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