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Clube Naval da Horta

Este Clube Naval, filho de uma tradição faialense fortemente ligada aos desportos náuticos, herdeiro e sucessor da Comissão Local da Liga Naval Portuguesa, promotor destacadíssimo dos Açores como destino ou escala da náutica internacional de recreio, cont inua, com muita vitalidade e com muita vontade de cumprir integralmente o papel que lhe cabe nesta sociedade.

EDIÇÃO Nº 1 ABRIL 2014

NESTA EDIÇÃO EM DESTAQUE

Abril no CNH por Gabinete de Imprensa do CNH

Balanço do Camp. Port. Juvenis

Pedro Costa faz balanço do Camp. Port. Juniores

Os resultados do pódio não foram excelentes, mas a experiência vivida no terreno, neste caso nas águas de Portimão, foi de ouro, pois permitiu a estes velejadores do CNH perceberem o que têm de fazer no sentido de evoluírem, colocando o seu desempenho ao nível dos colegas do Continente.

“Os resultados alcançados estão mais ou menos dentro daquilo que eram as minhas expectativas para este Campeonato, que sabia que ia ser complicado”.

Bom Tempo no Canal Alunos de uma turma de Currículo Adaptado da Escola Secundária Manuel de Arriaga da Horta (ESMA) dão corpo ao Projeto “Bom Tempo no Canal”, tendo como tutoras as alunas do Curso de Animador Sociocultural, sob a coordenação pedagógica dos docentes destes alunos. Uma das missões do Clube Naval da Horta, parceiro nesta atividade, é transmitir a este grupo de jovens aprendizes das lides do mar, algumas das técnicas da navegação

Apresentação da Semana do Mar Temos como novidades importantes do Festival Náutico de 2014 a realização de um Prova Oficial Regional de Natação em Águas Abertas, a largada da 2ª perna da Regata “Les Sables-Les Açores-Les Sables”, para navegadores solitários, e a realização de uma Expedição de Canoagem da Praia do Norte à Horta

Rui Silveira satisfeito com resultados da World Series em Hyeres Em jeito de balanço, Rui Silveira afirma que este evento “correu bem”, sublinhando que fez “boas regatas nas Finais”, e no Grupo de Ouro – que era aquele em que se encontrava após as qualificações – “as Finais são difíceis”.

David e Miguel vencem Regata Cidade de Almada Esta foi a primeira vez que os atletas faialenses disputaram esta Regata, que contou com a participação de 12 tripulações na Classe Snipe, oriundas de vários clubes da Região Centro.

Assinatura Protocolos com as Juntas de Freguesia Salão, Capelo, Feteira, Castelo Branco e Angústias, são as freguesias que possuem botes baleeiros e que integram a Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial, uma organização do Clube Naval da Horta (CNH).


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RUI SILVEIRA SATISFEITO COM OS RESULTADOS ALCANÇADOS NA REGATA WORLD SERIES EM HYERES, NO SUL DE FRANÇA Terminou no dia 26, uma das mais duras provas do calendário mundial da Vela: a World Series em Hyeres, no Sul de França, Regata que arrancou no dia 21 do corrente. O atleta do Clube Naval da Horta (CNH), Rui Silveira, foi um dos 123 concorrentes que disputou esta prova, tendo ficado em 55º lugar. Refira-se que nesta etapa do circuito mundial participaram os melhores velejadores do mundo da Classe Laser. Em jeito de balanço, Rui Silveira afirma que este evento “correu bem”, sublinhando que fez “boas regatas nas Finais”, e no Grupo de Ouro – que era aquele em que se encontrava após as qualificações – “as Finais são difíceis”. Assim sendo, este atleta só pode estar

satisfeito com o seu desempenho, resultante de muito trabalho árduo e permanente.

trata de “uma excelente oportunidade para continuar a treinar”, sendo proibidas as interrupções.

Esta segunda-feira (dia 28), o velejador do CNH já se encontra na Bélgica, onde irá participar no Campeonato Nacional, que decorre de 1 a 4 de Maio próximo. Embora se trate de uma prova de menor dimensão, Rui Silveira considera que se

Treinos de ginásio e de mar serão uma constante até ao dia em que começa esta prova. RUI SILVEIRA NO GRUPO DE OURO Recorde-se que, após os dois primeiros dias de prova, a frota foi dividida em dois Grupos: o de Ouro e o de Prata, de entre os quais serão apurados os vencedores.


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COPA OUTONO, NO BRASIL EM SNIPE

MIGUEL GUIMARÃES DO CNH PARTICIPOU NA COPA OUTONO, NO BRASIL

A Regata foi organizada pelo Iate Clube do Rio de Janeiro e constituiu um momento de grande aprendizagem para este velejador, se tivermos em conta que no Brasil existem as maiores e melhores frotas do mundo na Classe Snipe. O atleta do Clube Naval da Horta (CNH) Miguel Guimarães participou, neste fim-de-semana (dias 5 e 6), na Copa Outono, Classe Snipe, prova que decorreu no Brasil, tendo sido organizada pelo Iate Clube do Rio de Janeiro. Aproveitando o facto de estar nesta cidade brasileira por motivos profissionais, o velejador do CNH decidiu participar nesta Regata, o que constituiu “uma grande oportunidade para trocar impressões e aprender com alguns dos melhores velejadores do mundo nesta Classe”, explica. A propósito dos melhores na Classe Snipe, Miguel Guimarães refere-se, concretamente, a Paulo Santos, duas vezes campeão europeu por Portugal, sendo detentor de muitos outros títulos pelo Brasil, e a Ivan Pimentel, atleta que conta, também, com vários títulos internacionais pelo Brasil. Convém referir que o Brasil tem uma das maiores e melhores frotas a nível mundial na Classe Snipe e que os três primeiros do Campeonato do Mundo foram brasileiros. No top 10, 8 eram brasileiros. Recorde-se que Miguel Guimarães e David Abecasis (dupla de velejadores do CNH) disputaram o Mundial de Snipe neste país, que se realizou em Setembro último. Não tendo o seu companheiro de provas, Miguel Guimarães participou agora com uma tripulante sem experiência de Vela, tendo ficado na 8ª posição, num total de 15 embarcações. Instado a fazer um balanço, considera que foi “um excelente treino e uma óptima oportunidade para aprender com quem sabe”. Miguel entende que “as condições do Iate Clube do Rio de Janeiro devem ser do melhor que existe a nível mundial”. Este velejador do Clube Naval da Horta funciona como uma espécie de embaixador do Faial e dos Açores junto dos brasileiros, que desconhecem praticamente a existência deste arquipélago. O seu slogan de divulgação é o de que “os Açores são um paraíso que deve de ser visitado”.

MIGUEL GUIMARÃES E DAVID ABECASIS DO CNH VENCEDORES DA REGATA CIDADE DE ALMADA A dupla de velejadores da Classe Snipe Miguel Guimarães e David Abecasis, do Clube Naval da Horta (CNH) sagrou-se vencedora da Regata Cidade de Almada, que decorreu este sábado (dia 26), em Almada, uma organização do Clube Náutico de Almada.

Esta foi a primeira vez que os atletas faialenses disputaram esta Regata, que contou com a participação de 12 tripulações na Classe Snipe, oriundas de vários clubes da Região Centro. Este evento também foi aberto às Classes 420, Optimist e Laser. De acordo com David Abecasis, “a prova decorreu bastante bem”, tendo esta dupla ganho as duas primeiras regatas, dominando do princípio ao fim. Na terceira, estes velejadores ainda chegaram a rondar a primeira bóia na posição dianteira, mas “um pequeno erro táctico” fez com que tenham sido relegados para a segunda posição logo no primeiro largo. David e Miguel continuaram a lutar para chegar à vitória na terceira Regata, mas a equipa liderada por Diogo Pereira não deu qualquer hipótese. Contas feitas, a tripulação do Clube Naval da Horta arrecadou 4 pontos, ficando em primeiro lugar no Campeonato.


IR_AO_MAR CLUBE NAVAL DA HORTA ASSINATURA DE PROTOCOLOS

CNH assina Protocolos de Cooperação com as Juntas de Freguesia que possuem botes baleeiros O Presidente do Clube Naval da Horta considera que, se houve no Açores, após o 25 de Abril de 1974, um movimento genuíno, próprio, em que o dinheiro foi bem gasto, foi precisamente o Projeto de Recuperação dos Botes Baleeiros, uma peça viva do nosso património. Palavras proferidas na assinatura dos Protocolos de Cooperação com as Juntas de Freguesia que detêm botes baleeiros, decorrida na tarde desta quarta-feira (dia 30 de Abril). Salão, Capelo, Feteira, Castelo Branco e Angústias, são as freguesias que possuem botes baleeiros e que integram a Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial, uma organização do Clube Naval da Horta (CNH). Dando continuidade ao trabalho de parceria que tem vindo a ser feito entre estas instituições, foram assinados na tarde desta quarta-feira (dia 30 de Abril), no Centro de Formação de Desportistas Náuticos do CNH, os Protocolos de Cooperação entre o Clube Naval da Horta e as Juntas de Freguesias destas cinco localidades faialenses.

c) Disponibilizar os Botes “Claudina” e “Maria da Conceição” para treinos, provas e ações promovidas pela Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial; d) Garantir o bom funcionamento e apoio da lancha “Walkíria” no transporte de botes para Regatas do Campeonato Local e Regional de Botes Baleeiros; e) Fornecer às Juntas de Freguesia todos os elementos e documentos úteis no âmbito das ações abrangidas por este Protocolo; f) Zelar pelo cumprimento das obrigações assumidas por parte das Juntas de Freguesia no âmbito deste Protocolo. Às Juntas de Freguesia incumbe: a) Fazer parte da Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial, tendo a mesma como princípio a união e a conjugação de esforços de todos os organismos com património recuperado na ilha do Faial;

O presente acordo tem por objetivo a integração destas Juntas de Freguesia na Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial e a preservação e recuperação do património baleeiro do Faial, tendo em conta o interesse das Regatas de Botes Baleeiros no Grupo Central do Arquipélago dos Açores, constituindo hoje um cartaz turístico por excelência.

b) Disponibilizar os respetivos botes à Secção de Botes Baleeiros, sendo a gestão e coordenação da frota de botes da responsabilidade da Secção durante a época desportiva;

As ações a desenvolver no âmbito do presente Protocolo são as seguintes:

d) Assegurar um apoio de trezentos litros de gasóleo para o transporte dos botes para as provas;

a) Garantir todo o apoio logístico para concretização da manutenção e recuperação do património baleeiro da ilha do Faial; b) Promover e incentivar a realização de regatas, encontros locais, regionais e internacionais e divulgar a história da baleação na ilha do Faial com o objetivo de a dignificar e salvaguardar a memória coletiva; c) Criar condições para um apoio eficaz ao funcionamento da Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial, nomeadamente na união e conjugação de esforços de todas as entidades com património recuperado. Ao Clube Naval da Horta incumbe: a) Coordenar a Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial, tendo a mesma como princípio a união e a conjugação de esforços de todos os organismos com património recuperado na ilha do Faial; b) Criar condições físicas, técnicas e administrativas para o bom funcionamento da Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial do presente Protocolo;

Leitura de protocolos

c) Apoiar financeiramente a Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial no valor de seiscentos euros anuais para despesas de funcionamento;

José Decq Mota – um defensor antigo deste tipo de embarcação – manifestou a sua profunda convicção de que esta forma de utilizar, em termos desportivos populares, este magnífico património marítimo que são os botes e as lanchas da baleia, “é a melhor forma que temos de defender e preservar a memória dessa verdadeira odisseia marítima que foi a baleação açoriana, e simultaneamente conservar a própria cultura marítima singular dos Açores”.

e) Garantir a participação de atletas da sua freguesia nas tripulações da Secção de Botes Baleeiros; f) Responsabilizar-se por todos os aspetos financeiros e de manutenção dos botes, podendo fazer acordos pontuais com o Clube Naval da Horta ou outras entidades para manutenção e reparação desde que devidamente acompanhada por pessoa da Secção de Botes Baleeiros habilitada para o efeito; g) Fornecer ao Clube Naval da Horta todos os elementos e documentos úteis no âmbito das ações abrangidas por este Protocolo. O pagamento do referido montante será efetuado em duas tranches, sendo a primeira respeitante a 50% da verba durante o mês de Abril e o restante montante durante o mês de Setembro.

O Vice-Presidente camarário lamenta que o município não possa apoiar mais o CNH


IR_AO_MAR CLUBE NAVAL DA HORTA | Qualquer das partes pode dissolver o presente Protocolo perante o incumprimento de alguma das suas cláusulas pela parte contrária. O Protocolo entra em vigor na data da sua assinatura, produzindo efeitos até ao fim deste ano, sendo renovado anualmente sem aviso prévio, salvo se houver denúncia do mesmo por qualquer uma das partes. Relativamente aos protocolos assinados, o Presidente do CNH, José Decq Mota, salientou o facto de os mesmos darem suporte organizativo e

5 colaboração que justificou o convite para integrar, a título permanente, a Comissão da Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial, o que foi aceite, tendo o mesmo estado presente na assinatura dos referidos Protocolos. Nesta Conferência de Imprensa, também destinada à Apresentação da Época 2014 da Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial, este Dirigente saudou e agradeceu a participação da Câmara Municipal da Horta – representada na ocasião pelo seu Vice-Presidente, Luís Botelho – “permanente e inestimável parceiro do Clube, que muito tem feito, desde há vários anos, para que este vasto movimento de preservação e utilização popular do património baleeiro móvel tenha na ilha e no concelho a larga expressão que tem”. O Presidente do CNH frisou a importância da acção do município na recuperação da lancha da baleia “Walquíria, “uma peça absolutamente determinante nesta actividade desportiva e cultural profundamente popular, que é a utilização do património baleeiro”.

financeiro ao funcionamento da Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial que, tendo a organização operacional do CNH, funciona na base do permanente entendimento entre todas as entidades faialenses detentoras de património baleeiro móvel. O património baleeiro móvel, classificado e utilizável existente no Faial é o seguinte: Botes “Claudina” e “Maria da Conceição” – CNH “São José” e “Capelinhos” – Junta de Freguesia do Capelo “Senhora das Angústias” – Junta de Freguesia das Angústias

José Decq Mota, que é simultaneamente Responsável pela Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial, aproveitou a ocasião para anunciar que o Campeonato de Botes Baleeiros à Vela da Ilha do Faial é constituído por 8 Regatas:

estão a ser envidados esforços no sentido de se constituir mais tripulações de remo, ao mesmo que está presente o objectivo de organizar, de forma mais participada e rigorosa, os Passeios à Vela na Semana do Mar, “procurando ir ao encontro da grande procura e bom acolhimento que esta actividade tem por parte do público”. Neste contexto, irá realizar-se, muito brevemente, mais uma acção de formação para Oficiais e Proas de Botes Baleeiros, concebida e ministrada pelo velejador, monitor e oficial de bote, António Manuel Gonçalves Luís. Na presente época irão ser promovidas iniciativas de angariação de fundos, abertas à comunidade, tendo em vista o reforço da base material do desenvolvimento desta actividade “muito importante e participada”. A primeira destas iniciativas irá ser realizada pela Secção, nas instalações do CNH, em data e moldes a anunciar proximamente. Este Dirigente congratulou-se em afirmar que a Secção de Botes da Ilha do Faial tenciona participar com todos os botes e lanchas nas seguintes regatas da ilha do Pico: - Terra Baleeira (Calheta, Ribeiras e Lajes) - São Roque - São Mateus - Lajes

Angústias/Castelo Branco/Comprido/Semana do Mar/Feteira/Varadouro/Salão e Aniversário do CNH (Setembro) sendo, para efeitos de classificação, descartáveis duas por cada bote, de acordo com o calendário. Calendário das Regatas a realizar na Ilha do Faial em 2014: 1.Senhora das Angústias Angústias – 24/05/14

“Senhora da Guia” – Junta de Freguesia da Feteira “Senhora de Fátima” – Junta de Freguesia de Castelo Branco

2.São Pedro – Castelo Branco – 28/06/14 3.Porto do Comprido – Capelo – 19/07/14

“Senhora do Socorro” – Junta de Freguesia do Salão

4.Semana do Mar – Horta – 09/08/14

Lanchas

5.Senhora de Lourdes – Feteira – 24/08/14

“Walquiria” – Câmara Municipal da Horta, cedida por protocolo permanente ao Clube Naval da Horta

6.Varadouro – Capelo – 06/09/14

“Maria Manuela” – Dr. João de Brito

8.Aniversário do CNH – Horta – 20/09/14

A propósito da lancha “Maria Manuela”, José Decq Manuela salientou a “excelente cooperação” que tem existido entre o proprietário desta embarcação classificada – Dr. João de Brito –

9.APEDA – Horta – A definir

7.Senhora do Socorro – Salão – 13/09/14

Dentro das novidades para 2014, o Responsável pela Secção de Botes Baleeiros revelou que já

Além disso, esta Secção tem igualmente o propósito de participar com representações nas restantes regatas do Pico e noutras de outras ilhas, para as quais seja convidada e possa harmonizar de acordo com o seu próprio calendário. José Decq Mota – um defensor antigo deste tipo de embarcação – manifestou a sua profunda convicção de que esta forma de utilizar, em termos desportivos populares, este magnífico património marítimo que são os botes e as lanchas da baleia, “é a melhor forma que temos de defender e preservar a memória dessa verdadeira odisseia marítima que foi a baleação açoriana, e simultaneamente conservar a própria cultura


IR_AO_MAR CLUBE NAVAL DA HORTA | marítima singular dos Açores”. E prosseguiu: “Estas embarcações e esta tradição não só estão no nosso sangue como têm uma enorme capacidade própria de atracção. Por tudo isso, vale a pena conservar com todo o rigor estes botes e lanchas classificadas e fazer um grande esforço para mantê-los operacionais através da utilização

6 Luís Botelho louvou esta “belíssima iniciativa” do Clube Naval da Horta que congrega de forma desportiva o património recuperado. E ressalvou: “Se não houvesse esta recuperação, a Câmara Municipal não teria investido na lancha “Walquíria”. O Vice-Presidente da autarquia reconhece que “o município não dá o capital de que o CNH necessita mas, sim, o que lhe é possível”. Este governante enfatizou “o grande orgulho que a CMH tem nesta parceria”, sublinhando “a enorme actividade desta Secção, que reúne mais de uma centena de pessoas”. “Se há exemplo de dinheiro bem investido por parte da Câmara Municipal é precisamente no Clube Naval da Horta”, frisou, lamentando, por isso, que a verba afecta seja “pequena”.

intensa e organizada que deles fazemos”. Assim sendo, esta Secção tem seguido com atenção as alterações legislativas sobre Património Baleeiro que estão em curso na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), tendo manifestado, em tempo oportuno, concordância com o sentido geral dessas alterações as quais reforçam a ligação deste movimento às entidades que tutelam o património e a cultura. Esta Secção também apresentou, em termos de especialidade, sugestões, que espera venham a ser analisadas. José Decq Mota fez questão de sublinhar “o grande destaque” que envolveu a realização da VII Regata Internacional de Botes Baleeiros, decorrida em Setembro de 2013 em New Bedford, e que foi “excelentemente” organizada pela Azorean Maritime Heritage Society. A Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial participou com uma tripulação feminina e uma masculina, as quais puderam aperceber-se da importância internacional que é dada a esta nossa embarcação tradicional. A VIII Regata Internacional será realizada em 2015 nas ilhas do Faial e Pico, tal como foi acordado entre as partes, “e tudo será feito no sentido de que esse evento esteja à altura daquele que foi realizado em New Bedford”, assegurou o Presidente do CNH. O Vice-Presidente camarário lamenta que o município não possa apoiar mais o CNH Convidado a proferir umas palavras, o VicePresidente camarário, Luís Botelho, afirmou que “é com prazer que a edilidade se associa a este projecto, o que revalida a importância que a Secção de Botes Baleeiros tem para o CNH e para a ilha do Faial”.

O CNH não só promove a recuperação dos botes baleeiros, como também divulga esta actividade, as freguesias e o município, valorizando o património baleeiro do Faial. “Não se deve desvirtuar a tradição” No espaço dedicado às questões colocadas pelos jornalistas, Souto Gonçalves quis saber a posição do CNH a propósito da tentativa (gorada) de ser criada uma Associação de Classe do Bote Baleeiro Açoriano. Respondendo à questão (considerada por José Decq Mota como muito pertinente e oportuna), o Presidente do Clube Naval da Horta referiu que o proprietário de um bote classificado de São Miguel (Dr. Cravinho) tomou a iniciativa de criar uma Associação de Classe do Bote Baleeiro Açoriano e que depois de ter registado a mesma informou que esta estava pronta a funcionar. O Responsável pela Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial explica que “as associações de classe de vela ligeira são criadas em função da marca dos barcos, cujo objectivo se prende com a promoção e aperfeiçoamento das embarcações”. Como tal, pergunta: “Queremos transformar os botes baleeiros em barcos de competição de Vela Ligeira ou queremos manter os moldes tradicionais de os aparelhar e navegar idênticos ao tempo em que se caçavam baleias? Os botes baleeiros têm de ter uma ligação com as entidades que tutelam a cultura, devem ser utilizados em competição desportiva popular, mas, fundamentalmente, devem ser patrimonialmente mantidos de forma muito rigorosa”. Na reunião do Conselho Consultivo do Património Baleeiro, realizada em Março último na ilha do Pico, José Decq Mota foi bem claro na sua posição, afirmando-se categoricamente contra esta Associação, assim como a maioria dos presentes. “O bote baleeiro – esclarece este Dirigente – é um

barco utilizado a vela e a remo, mas o Dr. Cravinho referiu-se a ele, sempre e só, como barco de vela”. Este Responsável vinca a necessidade de ser manter o bote tal como era utilizado na faina da caça à baleia e de preservar essa memória. “Actualmente, estas embarcações têm uma utilização pedagógica, turística e desportiva, mas tendo sempre presente a questão cimeira, que é a preservação do património. Se querem constituir mais uma associação, o aspecto principal tem de ser precisamente este e nunca com o intuito de desvirtuar a tradição”. Se dúvidas houvesse sobre esta matéria, bastaria recorrer ao enquadramento legislativo que é claro, ao consagrar a matrícula como património, e nesse sentido todos os botes exibem a sua matrícula original. A terminar, este defensor acérrimo do bote baleeiro e da saga que o mesmo encerra, afirmou: “Se houve nos Açores, após o 25 de Abril de 1974, um movimento genuíno, próprio, em que o dinheiro foi bem gasto, foi na recuperação dos botes baleeiros. O bote baleeiro não foi extinto; é uma peça viva do nosso património”.


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Pedro Costa quer mais treino físico e aprender a andar em frota Mais treino físico e aprender a andar em frota, são objetivos que o velejador do Clube Naval da Horta (CNH), Pedro Costa, se propõe alcançar depois de ter participado no Campeonato de Portugal de Juniores, que decorreu de 15 a 19 do corrente. “Os resultados alcançados estão mais ou menos dentro daquilo que eram as minhas expectativas para este Campeonato, que sabia que ia ser complicado”. É este o balanço que o atleta Pedro Costa, do Clube Naval da Horta (CNH) faz à sua participação no XXC Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto 2014, que decorreu de 15 a 19 do corrente, na Ilha de Tavira. Mesmo com melhores treinos (em maior número e mais intensidade) nos últimos tempos, este atleta adianta que “já sabia que ia ser complicado”, porque considera que “os colegas do Continente treinam muito” e que neste Campeonato se encontravam a competir “os melhores velejadores do país”. Apesar do esforço que tem vindo a ser feito no Clube Naval da Horta, Pedro Costa entende que “é preciso melhorar ainda mais”. Este atleta aponta como grande questão o facto de, nos treinos não haver nenhum colega ao seu nível, o que faz com que tenha de treinar sozinho. “Uma vez que não tenho com quem treinar, a minha principal dificuldade é a orientação com muita gente em frota”. Por isso, sublinha que necessita de “aprender a andar em frota e de mais treino físico” (não só de mar, mas também de ginásio). Estabelecendo um paralelo com os colegas continentais, Pedro Costa afirma que “têm outras facilidades para treinar”. E explica: “Os atletas de um clube conseguem juntar-se com os de outro e realizam regatas de treino, o que ajuda muitíssimo”. Este velejador afirma-se “satisfeito” com o seu desempenho, mas confessa que espera alcançar um melhor resultado no próximo ano. E frisa: “Gostava de ficar nos dez primeiros”.

Recorde-se que este atleta faialense já participou, há dois anos, no Campeonato Nacional de Optimist, “mas não há comparação com o nível de agora. Além do mais, na classe Optimist, como há vários modelos de embarcações, o atleta pode contar com a ajuda do barco, ao passo que na classe Laser os resultados são obtidos pelo desempenho do velejador”. Em jeito de conclusão, Pedro Costa diz que “esta experiência foi importante e que aprendeu muita coisa”. À medida que o Campeonato se ia aproximando do fim, a classificação pessoal ia melhorando. À motivação deste velejador não é alheio o apoio do treinador, Duarte Araújo, que “ficou agradado” com os resultados obtidos por Pedro Costa. Quanto ao treinador, este atleta refere que “tem sido um bom incentivo” e que sabe que vai aprender muita coisa, atendendo a que “ele já fez vela e como vem do Porto, tem perfeita noção da realidade nacional, o que é uma mais-valia”.


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Mariana Luís, Tomás Pó e Jorge Pires falam da sua experiência no Campeonato Nacional de Optimist, salientando que é preciso treinar mais Os resultados do pódio não foram excelentes, mas a experiência vivida no terreno, neste caso nas águas de Portimão, foi de ouro, pois permitiu a estes velejadores do CNH perceberem o que têm de fazer no sentido de evoluírem, colocando o seu desempenho ao nível dos colegas do Continente. Mariana Luís, Jorge Pires e Tomás Pó dizem que têm de treinar mais para evoluírem como velejadores

Quanto à prova em si, Mariana Luís considera que “eles têm muito mais tempo de treino do que os velejadores do CNH sendo, por isso, normal o seu desempenho”. Como conclusão da participação no Campeonato Nacional de Optimist, esta atleta faialense entende que “a partir de agora é preciso aumentar os treinos e passar mais tempo no mar com o intuito de ganhar maior capacidade física para os próximos Nacionais”. E realça, a propósito: “Esta participação permitiu-me ver no terreno as dificuldades que tenho de enfrentar com vista a um melhor desempenho, que só é possível com mais trabalho”. Mariana Luís participou no Nacional de Infantis, em Optimist, há três anos, mas as diferenças relativamente a este Campeonato são muitas. Os três atletas do Clube Naval da Horta (CNH): Mariana Luís, Tomás Pó e Jorge Pires, que participaram no IX Campeonato de Portugal de Juvenis de Vela Ligeira, na Classe Optimist, que decorreu de 8 a 12 do corrente, em Portimão, já regressaram ao Faial. Após esta participação, foram convidados a falar da sua experiência, onde sobressai os incentivos do treinador Duarte Araújo cujo lema é: trabalhar mais para alcançar bons resultados. “É preciso treinar mais” Mariana Luís começa por dizer que “foi divertido” e espera estar presente no próximo ano, em consonância com o incentivo dado pelo seu treinador, Duarte Araújo. Confessa que “foi difícil”, pelo facto de não estar habituada a frotas tão grandes, pois “havia muita gente”. As maiores dificuldades sentidas foram as alterações climatéricas (muito calor) e o facto de as regatas terem sido bastante longas. Nas conversas mantidas com os colegas continentais houve simpatia, mas deu para notar grande desconhecimento relativamente aos Açores.

“Aprendi muito com esta experiência”

Para Tomás Pó, o Campeonato correu bem, mas foi “bem mais difícil” do que era esperado tendo em conta que as expectativas pessoais apontavam para uma melhor classificação. “Havia muitos barcos e muitas pessoas a lutarem pelo mesmo”, explica, acrescentando que não está habituado a regatas com tanta gente. No primeiro dia havia muito vento e muita


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ondulação, ao ponto de ter sido cancelada uma regata. No dia seguinte, o sol veio provocar muito calor, o que também não ajudou. Se a tudo isto juntarmos o facto de as provas terem sido muito longas, atingindo mais de uma hora cada, e de terem sido realizadas somente 8 das 12 regatas previstas, temos um conjunto de factores pouco amigáveis no sentido de alcançar bons resultados. No entanto, é tudo uma questão de adaptação e a comprová-lo está o facto de no último dia este velejador do CNH já ter conseguido resultados muito bons.

“Foi espetacular”. É esta a primeira impressão de Jorge Pires sobre um Campeonato que se afigurou “muito mais difícil” do que aquilo que era esperado. “A competição era muito alta e os velejadores muito bons”, justifica, acrescentando que o calor, a corrente (diferente) e as regatas muito longas não ajudaram.

Apesar de tudo isto, “o balanço é extremamente positivo porque aprendi muito e para o ano vou jogar de maneira diferente. Este ano tem de ser encarado como uma experiência de adaptação e da próxima vez será tempo de apresentar resultados”, refere Tomás Pó.

Jorge Pires ficou “a ver a Vela com outros olhos” e garante que vai “trabalhar muito” para que 2015 seja recordado por bons motivos. “Aprendi muitíssimo e foi uma boa experiência para perceber o que tenho de fazer para evoluir, com a ajuda do Duarte, que é um grande treinador”, frisa este velejador faialense.

Este atleta afirma que tanto ele como os colegas foram perceber a realidade da Vela em Portugal. E esclarece: “Os velejadores do Continente levam as regatas muito a sério e não há margem para falhas, mesmo que sejam mínimas. Sabem pouco sobre a geografia açoriana, revelando grandes confusões, mas sabem muito sobre Vela e treinam praticamente todos os dias”.

“Tenho de concordar com o que nos tem dito o treinador Duarte quando afirma que nos falta treino, ao contrário dos colegas do Continente que treinam muito”, salienta este velejador do CNH.

Nem só de medalhas e taças se fazem vitórias, mas daquilo que se aprende. “Este Campeonato ajudou-me a perceber como devo orientar-me com muitas frotas no mar e a tomar consciência de que há muitos aspetos que têm de ser melhorados, nomeadamente os treinos – que têm de ser em maior número – e a aprendizagem de técnicas para poder evoluir. O Duarte tem vindo a dizer-nos que os treinos têm de ser mais duros para ganharmos mais resistência”, sustenta este atleta. Tomás Pó já tinha participado no Campeonato de Portugal de Infantis em Optimist, em 2012, mas diz que não há comparação possível com o que viveu agora, em que os treinadores exigem mais e as dificuldades são outras. “Percebi o que tenho de fazer para evoluir”

O treinador Duarte Araújo com os velejadores Tomás Pó, Mariana Luís e Jorge Pires


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FRANCISCO GARCIA, DIRETOR DA SECÇÃO DE CANOAGEM

A Secção de Canoagem do Clube Naval da Horta (CNH) deu apoio na organização bem como na logística da XVII edição do Triatlo Peter Café Sport, que se realizou no dia 26 de abril.

Recorde-se que este evento liga as ilhas de São Jorge, Pico e Faial. Trata-se de uma prova muito exigente composta pela travessia, em prancha de windsurf, do canal de São Jorge, numa distância de 12 milhas; por uma prova de BTT realizada no Pico, com um percurso de 40 Km, e pela travessia do canal do Faial em Kayak, com a distância de 5 milhas. Esta prova termina na bacia Sul da Marina da Horta, mesmo em frente ao Peter Café Sport, entidade que, honrando o seu prestígio internacional, criou esta prova de grande qualidade.

SECÇÃO DE CANOAGEM DO CNH DÁ APOIO À ORGANIZAÇÃO DO TRIATLO PETER CAFÉ SPORT


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Presidente do CNH destaca atividades do Festival Náutico durante a apresentação da Semana do Mar 2014

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provas de Pesca Desportiva de Costa e de Barco, de Regatas de Botes Baleeiros à Vela e a Remos, para além de outras modalidades e provas. A realização da apresentação a bordo de um navio da Marinha de Guerra deve-se à vontade de colaborar com esta verdadeira Festa do Mar, como referiu o ContraAlmirante Pires da Cunha, Comandante da

No dia 23 do corrente, a bordo do NRP

Zona Marítima dos Açores, que recebeu

“Baptista

Marinha

pessoalmente o Presidente da Câmara e

Portuguesa, atracado no Terminal Norte de

todos os membros do Grupo de Trabalho da

Passageiros do porto da Horta e com a

Semana do Mar. Registe-se, a propósito, que

presença da Câmara Municipal e de todos os

está a ser realizado presentemente um

membros do Grupo de Trabalho da Semana

trabalho sistemático de aprofundamento da

do Mar, realizou-se a apresentação do

colaboração entre a Marinha e o Clube Naval

Programa da 39ª edição da Semana do Mar.

da Horta, trabalho esse que terá expressão

Durante a intervenção que realizou na

concreta nas próximas comemorações do Dia

ocasião, o Presidente da Câmara, José

da Marinha, na realização de eventos de

Leonardo Silva, deu especial destaque ao

divulgação de temas marítimos e na

Clube

realização do Festival Náutico da Semana do

de

Naval

Andrade”

da

da

Horta,

Entidade

Organizadora desde a primeira edição do Festival Náutico da Semana do Mar, atividade marcante e diferenciadora da Semana do Mar. Em declarações prestadas aos OCS no final da cerimónia, o Presidente do Clube Naval, José Decq Mota, destacou como novidades importantes do Festival Náutico de 2014 a realização de um Prova Oficial Regional de Natação em Águas Abertas, a largada da 2ª perna da Regata Les Sables- Les Açores -Les Sables, para navegadores solitários, e a realização de uma Expedição de Canoagem da Praia do Norte à Horta. Confirmou a chegada da Atlantis Cup no dia 3 de Agosto próximo, a realização do VIII Encontro Internacional de Vela Ligeira, de quatro Regatas de Vela de Cruzeiro, de

Mar.


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Alunos do Projeto “Bom Tempo no Canal”, da Escola Secundária Manuel de Arriaga, aprendem a velejar no CNH Alunos de uma turma de Currículo Adaptado da Escola Secundária Manuel de Arriaga da Horta (ESMA) dão corpo ao Projeto “Bom Tempo no Canal”, tendo como tutoras as alunas do Curso de Animador Sociocultural, sob a coordenação pedagógica dos docentes destes alunos. Uma das missões do Clube Naval da Horta, parceiro nesta atividade, é transmitir a este grupo de jovens aprendizes das lides do mar, algumas das técnicas da navegação.

O Curso de Animador Sociocultural da Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA), da Horta, insere-se no Programa Formativo de Inserção de Jovens, designado como PROFIJ. Uma das Unidades de Formação do currículo deste Curso chama-se Trabalho de Projeto Comunitário. “O Projeto “Bom Tempo no Canal” cumpre esses objetivos, porque exigiu a estas alunas a planificação e o envolvimento em ações com impacto não só na comunidade escolar, mas, também, o envolvimento dos pais, de empresários locais e de outras instituições. As tutoras desenvolvem pois, dois tipos de intervenção: por um lado, participam com os jovens nas atividades náuticas, e, por outro, desempenham um papel de enorme responsabilidade: a de tutoras dos colegas da Turma de Currículo Adaptado”, explicam as professoras Maria do Céu Brito e Maria de Jesus Silva. O Protocolo estabelecido entre a Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA) e o Clube Naval da Horta (CNH) foi assinado em Janeiro último, mês em que arrancaram as atividades, e termina em Junho próximo.

Grupo que realizou a atividade náutica esta terça-feira, dia 1 de Abril

Momento da assinatura do Protocolo entre a ESMA e o CNH

Durante as horas passadas no mar – sob a orientação dos Treinadores de Competição de Vela do Clube Naval da Horta, Duarte Araújo e Pedro Cipriano, que neste caso assumem o papel de tutores náuticos – têm sido ensinadas as estes alunos as bases da navegação à vela, desde montar o barco para velejar, até controlar o leme e as velas. “O Projeto foi abençoado com um “homem ao mar” no primeiro dia de vela, em que estava bastante vento. Devido à inexperiência dos novos tripulantes, o barco quase virava, salvando-se de virar, mas perdendo uma tripulante, que foi recolhida pelo barco de apoio – um pneumático de 6 metros – que apoia o barco à vela durante a atividade. Depois desse dia emocionante, os alunos foram conquistados para a Vela e o absentismo foi praticamente nulo”, recorda Duarte Araújo.

Atrás, da esquerda para a direita: Professora Maria do Céu Brito, mentora do Projeto “Bom Tempo no Canal”, Leonardo, Ricardo, Daniel e o Treinador do CNH, Duarte Araújo À frente, pela mesma ordem: Sara, Vanessa, Iara e Vanda

As (8) alunas do Curso PROFIJ, que se encontram a concluir o 11º ano de escolaridade, “assumiram a tutoria de pares – os 14 colegas do Currículo Adaptado – apoiando-os nas atividades pedagógicas, promovendo contextos e interações positivas e planificando atividades com impacto na comunidade”, sustentam estas docentes.

O que é a tutoria entre pares? “A Tutoria entre Pares (TEP) é uma estratégia de ensino e de aprendizagem em regime cooperativo numa relação de um aluno para outro aluno. A relação assim estabelecida deve ser monitorizada pelo professor, a quem compete salvaguardar a criação de um clima dialógico colaborativo e emocionalmente positivo. A TEP fundamenta-se metodologicamente no trabalho relacional, em equipa. Todos os membros se apercebem de si próprios enquanto elementos participantes num processo. Prevê-se um diálogo empático e mudanças positivas de comportamento, numa ótica de inclusão”, refere o texto explicativo da TEP.


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Outros parceiros e atividades

13 Leonardo Goulart, 15 anos

Vanda Fonseca, 17 anos

Aluno do 6º ano

Aluna do 6º ano

Além do Clube Naval da Horta, o Projeto “Bom Tempo no Canal”, tem ainda como parceiros o Observatório do Mar dos Açores (OMA) e a empresa de atividades marítimo-turísticas, “Norberto Diver”. No OMA, têm vindo a ser realizadas diversas Oficinas de Ciência, sob a orientação da bióloga Carla Gomes. Uma visita guiada à antiga Fábrica da Baleia e aulas sobre fósseis e dinossauros, foram outras das ações realizadas no OMA. Com o empresário Norberto Serpa (“Norberto Diver”) estes alunos têm estado a abordar a questão dos cetáceos, estando também prevista uma saída para observação de baleias e golfinhos, em Maio próximo. Este empresário foi à Escola Secundária, acompanhado pelo fotógrafo Nuno Sá, dar uma aula sobre cetáceos, ação que mereceu “grande atenção e interesse” por parte destes alunos, que colocaram questões “deveras interessantes”, sublinha Maria do Céu Brito.

Esta atividade é boa, porque podemos aprender coisas novas, como por exemplo, a controlar o barco.

Gosto desta atividade, porque o monitor tem-me ensinado muitas coisas novas.

Prefiro muito mais vir para o Clube Naval do que estar na sala de aula, porque aqui faço o que gosto. Conheço este ambiente, pois já andei na Vela, aqui no Clube. Vanessa Oliveira, 20 anos Aluna do 11º ano

Sem dúvida, que esta ação é muito melhor do que as aulas na Escola, pois a relação com o mar é mais próxima e permite novos conhecimentos.

Está igualmente prevista uma atividade para a descoberta do canal, sendo a tónica deste Projeto ações marítimas, desportivas e relacionadas com as ciências do mar. Neste contexto, a literatura que versa o mar, também será abordada em aula, de onde poderá nascer uma encenação, baseada em autores como Dias de Melo, Vitorino Nemésio e outros.

Ricardo Ávila, 15 anos

Na próxima terça-feira (dia 8), os responsáveis pelo “Bom Tempo no Canal” irão receber os pais, pelas 16h30, na ESMA, com o intuito de falar do Projeto e apresentar fotografias das diversas atividades.

Aluno do 6º ano, Delegado de Turma

No fim da atividade marítima desta terça-feira (dia 1 de Abril), alguns dos alunos do “Bom Tempo no Canal” deram a sua opinião sobre este Projeto:

Sou velejador da Escola de Vela do Clube Naval, onde estou a aprender a navegar. Gosto do Duarte, porque sabe ensinar.

Este Projeto é muito melhor do que estar na sala de aula, porque aprendo muito mais. Para mim, é a melhor atividade do programa curricular.

Gosto muito desta atividade, e para mim, é a mais interessante do Curso, porque decorre ao ar livre e aprende-se coisas novas e interessantes. No início, tinha algum receio por pensar que podia ver tubarões, o que nunca aconteceu. Tenho aprendido a manobrar o barco e outros aspetos da navegação, o que é bom em termos de currículo e não só. Em jeito de balanço, Rui Silveira afirma que este evento “correu bem”, sublinhando que fez “boas


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regatas nas Finais”, e no Grupo de Ouro

Resultados Desportivos Abril_2014 Balanço do Camp. Port. Juvenis

O velejador Pedro Costa do Clube Naval da Horta (CNH) terminou o XXV Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto 2014 em 19º lugar. Durante este último dia de provas (sábado, dia 19) realizaram-se duas regatas, sendo que uma teve pouco vento e a outra, vento médio.

De salientar que este Campeonato Nacional de Optimist foi disputado pelos melhores velejadores da Classe de todo o país e que esta foi a primeira vez que os atletas faialenses participaram numa prova desta natureza. A participação dos velejadores do Clube Naval da Horta constituiu uma oportunidade de aprendizagem, ao mesmo tempo que serviu para ganharem experiência e consciência do caminho que têm de percorrer, à custa de trabalho permanente.

Rui Silveira ficou no Grupo de Prata na World Cup Series, em Palma de Maiorca

Embora este não tenha sido o resultado ambicionado, o atleta do CNH sublinha que “houve momentos bons” e que “a evolução está a ser muito positiva”. Terminada que está esta penosa etapa, segue-se outra não menos difícil: a World Series em Hyeres, no Sul de França, que decorrerá de 20 a 26 do corrente, onde estarão novamente os melhores velejadores do mundo desta Classe. É precisamente por isso que, Rui Silveira e o colega belga, Wannes Van Laer, acompanhados do treinador Gonçalo Carvalho, recomeçam os treinos, já esta segunda-feira (dia 7), em França.

1ª Prova do Campeonato Local de Vela de Cruzeiro marcada por muitos saltos de vento

Este Campeonato decorreu de 15 a 19 do corrente, na Ilha de Tavira.

Velejadores do CNH terminaram Campeonato Nacional de Optimist com classificação modesta, mas dispostos a fazerem melhor no próximo ano

Terminou este sábado, (dia 12), em Portimão, o IX Campeonato de Portugal de Juvenis de Vela Ligeira, na Classe Optimist, que começou no dia 8 do corrente. Os velejadores do Clube Naval da Horta (CNH), Mariana Luís, Tomás Pó e Jorge Pires, concluiram a Prova com “uma classificação modesta, mas cientes das dificuldades que a frota nacional apresenta e dispostos a fazerem melhor no próximo ano”, refere o treinador de Vela Ligeira do CNH, Duarte Araújo.

Mais de 150 velejadores – os melhores do mundo – disputaram a World Cup Series, que terminou este sábado (dia 6), na ilha de Palma de Maiorca, na Espanha, tendo começado no dia 31 de Março. O atleta do Clube Naval da Horta (CNH), Rui Silveira, fez parte desse grupo, e explica que “o vento muito instável, ora mudando de intensidade ora de direcção, teve uma grande influência no resultado final” que conseguiu alcançar: um lugar no Grupo de Prata.

Decorreu na tarde deste sábado (dia 19), no campo de regatas do Canal Faial/Pico, a 1ª Prova do Campeonato Local de Vela de Cruzeiro do Clube Naval da Horta (CNH). “O vento do quadrante Norte, em abundância e muito inconstante, colocou algumas dificuldades aos participantes, tornando a regata muito trabalhosa para as tripulações”, explica o Responsável pela Secção de Vela de Cruzeiro do CNH, Jorge Macedo.

De realçar que a World Cup Series – uma etapa do circuito mundial – é uma das mais duras provas do calendário geral. E Rui Silveira sentiu bem o peso físico e psicológico desta prova, onde a competição na Classe Laser se fez sentir por um lugar no pódio.

Este dirigente refere que esta regata de início de época foi “bastante difícil pelo facto de ter havido muitos saltos de vento”, ou seja, vento muito intenso e constantemente a alterar de direcção. Ainda assim, foram seis os skippers que se fizeram ao mar, ao sabor das inconstâncias do vento Norte.

Recorde-se que nos últimos três dias da Regata, a frota foi separada por grupos, havendo o Grupo de Ouro, o de Prata e o de Bronze.

Aqui fica a lista dos concorrentes, sendo que a classificação será posteriormente divulgada.


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“Rift” – Carlos Moniz

3.”NO STRESS” – António Oliveira

”Azul” – Luís Quintino

4.”TUBA V” – Fernando Rosa

”No Stress” – António Oliveira

José Silva vencedor da 4ª Prova do Campeonato Local de Pesca de Costa do CNH

”Além Mar” – António João ”Rajada” – António Luís “Tuba V” – Fernando Rosa

Vela de Cruzeiro: Regata da Liberdade do CNH decorreu com mar alteroso

Realizou-se esta sexta-feira (dia 25), a Regata da Liberdade em Vela de Cruzeiro, organizada pela Secção de Vela de Cruzeiro do Clube Naval da Horta (CNH). Este evento, que decorreu no campo de regatas Canal Faial/Pico, foi marcado “por alguma normalidade, apesar do mar ter estado alteroso à passagem pelo Monte da Guia, essencialmente para os barcos mais pequenos, o vento estava qb, com intensidades variáveis, entre os 10 a 15 nós”, explica o Responsável pela Secção de Vela de Cruzeiro do CNH, Jorge Macedo. Este Dirigente refere que “havia uma boia junto à Ponta Furada, na Lajinha, que foi rondada por duas vezes. Os participantes tinham de fazer duas voltas ao percurso montado, largando da zona da Ponta da Doca”.

Realizou-se entre as 19h00 e as 23h00 deste sábado, (dia 12), a 1ª Prova do Campeonato de Pesca de Barco de Fundo do Clube Naval da Horta (CNH).

Foram 11 os participantes na 4ª Prova do Campeonato Local de Pesca de Costa do Clube Naval da Horta (CNH), realizada este domingo (dia 27), cujo vencedor foi José Silva. A prova deveria ter decorrido em Castelo Branco, mas o estado do mar fez com que tenha sido mudada para a Lajinha. Os pescadores tinham como espécies alvo peixe-rei, garoupa, bodião, castanheta e veja.

1.José Silva 2.Carlos Medeiros

2º “100 Peixes” 3º “Abito”

António Pereira vencedor da 3ª Prova do “Troféu CNH 2014” em Mini-Veleiros

5.José Escobar

10.Samuel Raposo

Classe OPEN:

11.Luís Cardoso

“PAGODE” – Francisco Ribeiro

Embarcação “Rosana” em 1º lugar na 1ª Prova de Pesca de Barco de Fundo do CNH

2.”AZUL” – Luís Quintino

1º “Rosana”

4.José Armando Silva

Classificações:

1.”RIFT” – Carlos Moniz

Classificação:

3.Juliana Nóbrega

6.Moisés Sousa

Classe ORC:

Segundo o Responsável pela Secção de Pesca do CNH, Fernando Medeiros, “a prova decorreu bem”.

4º “Zeus” Classificação:

Os prémios – atribuídos por classes em ORC e de acordo com o Regulamento da Secção de Cruzeiro, não havendo na classe OPEN – foram entregues na tarde desse dia, durante o convívio amigável que decorreu entre as tripulações, no Salão Bar do CNH.

“SORAYA” – Frederico Rodrigues

Esta prova nocturna contou com a participação de quatro embarcações: “Rosana”, “100 Peixes”, “Abito” e “Zeus”, tendo como espécies alvo besugo e sargo.

7.António Silva 8.Teles Neves 9.Fernando Medeiros Realizou-se na tarde deste domingo (dia 6), a 3ª Prova do “Troféu Clube Naval da Horta 2014” em Mini-Veleiros, de que saiu vencedor António Pereira. Nem mesmo o vento forte e de refrega, que dificultou o controlo dos mini-veleiros, arrefeceu o entusiasmo dos skipper’s. A prova, “muito disputada”, contou com 7 participantes, tendo três vencido pelo menos uma regata, explica o Responsável pela


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Secção de Mini-Veleiros do CNH, João Nunes. No cômputo geral, José Gonçalves mantém a liderança deste Troféu, que conta com um total de 6 provas. A próxima – a 4ª – realizase no dia 27 deste mês.

Mini-Veleiros: João Nunes foi o vencedor da 4ª Prova do “Troféu Clube Naval da Horta 2014”

Classificação da 3ª Prova do “Troféu CNH 2014” de Mini-Veleiros: 1. António Pereira 2. Hedi Costa 3. José Gonçalves 4. Eduardo Pereira 5. Miguel Gonçalves 6. Rui Rodrigues 7. Mário Carlos Classificação geral do “Troféu CNH 2014” de Mini-Veleiros, até agora: 1. José Gonçalves 2. Hedi Costa 3. António Pereira 4. Eduardo Pereira 5. Mário Carlos 6. João Nunes 7. Sandro Laranjo 8. Emanuel Silva 9. Miguel Gonçalves 10. Rui Rodrigues 11. Bruno Gonçalves

João Nunes foi o vencedor da 4ª Prova do “Troféu Clube Naval da Horta 2014” em MiniVeleiros, que decorreu este domingo (dia 27), em frente à Lotaçor.

Classificação da 4ª Prova do “Troféu CNH 2014”: 1.João Nunes 2.António Pereira

“A prova foi marcada por vento de direcção variável e de refrega, levando a constantes mudanças de liderança na regata e a grande competitividade”, explica o Responsável pela Secção de Mini-Veleiros do Clube Naval da Horta (CNH), João Nunes. João Nunes, que esteve ausente nas últimas duas provas, venceu 3 das 4 regatas ganhando a prova, seguido de António Pereira e de Hedi Costa.

3.Hedi Costa 4.Mário Carlos

Classificação geral até agora: 1.Hedi Costa 2.António Pereira

José Gonçalves, líder do Troféu até a esta prova, não esteve presente, perdendo assim a liderança para Hedi Costa.

3.José Gonçalves

A prova contou com 4 participantes e bastante público que, ao passar pela zona, parava para apreciar a modalidade.

5.João Nunes

Seguiu-se um convívio na sede da Turismar.

7.Sandro Laranjo

O “Troféu Clube Naval da Horta 2014” é composto por um total de 6 provas, estando a 5ª prevista para o dia 11 de Maio próximo.

8.Emanuel Silva

4.Eduardo Pereira

6.Mário Carlos

9.Miguel Gonçalves 10.Rui Rodrigues 11.Bruno Gonçalves


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Ir_ao_mar Clube Naval da Horta

Ficha técnica Textos: Cristina Silveira Montagem: Luís Moniz www.cnhorta.org

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Ir_ao_mar nº1 - abril 2014  

Publicação mensal sobre as atividades desportivas do Clube Naval da Horta

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