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Nº2

Nº2 Maio

2014

Textos: Cristina Silveira Montagem: Luís Moniz

Ir_ao_mar maio no CNH

CRIAR CONDIÇÕES PARA QUE AS PESSOAS PO SSAM “IR AO MAR” É A RAZÃO DE SER DO CLUBE!

O Clube Naval da Horta colabora com muito empenho nas Comemorações do Dia da Marinha (assinalado a 20 de maio) organizando, em parceria com esta entidade, diversos eventos desportivos e culturais

O atleta do Clube Naval da Horta, Rui Silveira conseguiu mais uma vitória para juntar ao palmarés atingido ao longo da sua carreira como velejador de alta competição 

Durante a Sessão Solene do Dia da Escola Secundária Manuel de Arriaga, aquela Instituição distinguiu o Clube Naval da Horta com o Diploma de Reconhecimento “pela prestimosa colaboração na realização de projectos com envolvência de alunos, contribuindo assim para uma mais completa educação e formação” 

NÁUTICA NO BAR Dia da Marinha 2014: “O contributo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional para a segurança marítima nos Açores” Desenvolver temáticas relacionadas com o mar e as diferentes vertentes de atividades náuticas. Um espaço de informação/formação informal e descontraído, onde se possa abordar temáticas que de certa forma se relacionam com as atividades do nosso Clube. Queremos acima de tudo que a náutica no bar seja um espaço de encontro dos sócios que promova o convívio e a partilha de vivências, experiências e conhecimentos.

Torneio da Páscoa


Evolução das Ajudas à Navegação e GMDSS em foco nas “Conversas na câmara” O Comandante da Corveta “Baptista de Andrade”, Capitão-Tenente Victor Plácido da Conceição, falou da Evolução das Ajudas à Navegação

Os perigos naturais encontrados no mar são os Açores, Pires da Cunha, bem como o Capitão mesmos, tendo mudado os artificiais. A tecnodo Porto da Horta, Comandante Dilogia e a previsão foram aspectos que também ogo Vieira Branco. sofreram mudanças e que constituem ajudas à navegação. Victor Plácido da Conceição Quanto ao GMDSS (Sistema Global de Socorcomeçou por explicar que esta iniciaro e Segurança Marítima), foi concebido para tiva visa transmitir a experiência da proporcionar um sistema de comunicações Marinha sobre esta e outras temáticas credível e global para as relacionadas com a comunicações de So- Os perigos naturais encontrasegurança e salvacorro, Urgência e Se- dos no mar são os mesmos, mento daqueles que gurança marítimas. andam no mar. Prostendo mudado os artificiais. A seguindo a sua intervenção, tecnologia e a previsão foram explicou que “no mar é fundaaspectos que também sofreNo âmbito das ram mudanças e que constitmental saber onde estamos e “Conversas na câmara”, uem ajudas à navegação. para onde vamos”, acrescendecorreu na tarde desta tando que “os perigos naturais quinta-feira (dia 15), a bordo da Corveta NRP encontrados são os mesmos (a costa, o fundo, “Baptista de Andrade”, que se encontra no os outros navios, etc), tendo mudado a tecnoloporto da Horta, a apresentação de duas temátgia e a previsão”. Outro aspecto que também icas intituladas “Evolução das Ajudas à mudou são os chamados perigos artificiais de Navegação: GPS/AIS/Radar/Assinalamento que são exemplos as estações petrolíferas, as Marítimo e “GMDSS/DSC/METOC”. ilhas flutuantes, os parques eólicos e outros. “E Esta actividade faz parte do programa destinaquando temos pouco mar, tudo isto constitui do a assinalar o Dia da Marinha, cujas comemum problema”, frisa. orações decorrem na ilha do Faial de 15 a 24 do corrente, contando O segundo tema foi apresencom o apoio do Clube tado pelo 2º Tenente, Areias Naval da Horta. Ferreira, que explicou o aparecimento, funcionamento A recepção a bordo foi e potencialidades do feita pelo Comandante GMDSS. da Corveta “Baptista de Em 1979, a Organização Andrade”, CapitãoMarítima Internacional Tenente Victor Plácido (IMO) reconhecendo a necesda Conceição, que deu sidade de implementar o as boas vindas a todos sistema de comunicação aqueles que quiseram marítima, decidiu dar início à participar neste primeiro dia das “Conversas na instalação de um novo sistema de socorro e câmara”. segurança conhecido como Sistema Global de Presentes estiveram também o ContraSocorro e Segurança Marítima (GMDSS Almirante Comandante da Zona Marítima dos Global Maritime Distress and Safety System).

O GMDSS entrou em vigor em 1992 e estabelece a arquitectura de comunicações necessária à melhoria da segurança marítima e, em particular, à optimização da Busca e Salvamento/Search And Rescue (SAR). Baseia-se numa combinação de serviços de comunicações proporcionados por satélites e por estações terrestres, fazendo utilização extensiva de sistemas automáticos (por exemplo, em situações de emergência os equipamentos GMDSS têm capacidade para enviar automaticamente mensagens de socorro, sem qualquer intervenção dos operadores). O conceito básico que se pretende alcançar com este sistema tem a ver com a rapidez com que as autoridades de busca e salvamento, bem como os navios que naveguem nas proximidades são informados da existência de um navio em emergência através de técnicas de comunicação terrestres e satélite, e deste modo poderem prestar assistência com recurso a operações de busca e salvamento no mais curto espaço de tempo. O GMDSS aplica-se somente aos navios da classe SOLAS - Safety Of Life At Sea (Convenção Internacional para a Segurança da Vida Humana no Mar), ou seja, todos os navios de carga com mais de 300 toneladas, navios de passageiros com mais de 12 pessoas a bordo que efectuem viagens internacionais e navios de passageiros com mais de 100 toneladas que realizem apenas viagens domésticas. O GMDSS veio integrar um sistema global de alguns sub-sistemas que já se encontravam a


funcionar com bons resultados, nomeadamente estações costeiras e transmissão digital de meno sistema COSPAS-SARSAT e as balizas sagens pré-formatadas (como por exemplo, Emergency Position-Indicating Radio Beacon mensagens de socorro), (EPIRB); as balizas Search And Rescue Tranentre outras facilidades sponder (SART); o serviço NAVTEX e o mais específicas e serviço INMARSAT de comunicações por avançadas. satélite. O DSC é a base do As EPIRB's são balizas montadas no exterior sistema do GMDSS e o dos navios e que podem ser activadas manual método de alerta de ou automaticamente, transmitindo um sinal de uma estação ou essocorro que é detectado pelos satélites do sistetações usando técnicas ma COSPAS-SARSAT e retransmitido aos digitais, permitindo a Maritime Rescue Co-ordination Centres transmissão ou re(MRCC) de todo o mundo, de forma a desencepção de chamadas de cadear uma acção SAR. As SART são balizas socorro, urgência, destinadas a ser transportadas nas balsas salvasegurança e rotina. É utilizado como o primeiro vidas e a responder às emissões radar de outros meio de contacto com outras estações. navios, fazendo aparecer no display dos navios A SafetyNet é um serviço de transmissão de a menos de 10 milhas um sinal semelhante ao informação de segurança marítima e meteorode um RACON (vários pontos no azimute da lógica, a partir dos satélites INMARSAT. Os balsa), facilitando a sua localização. satélites transmitem informação semelhante à O NAVTEX é um sistema de radiodifusão do serviço NAVTEX, ou seja, avisos à automática da informação de segurança marítinavegação, avisos de mau tempo, avisos sobre ma que permite receber, a bordo, o funcionamento dos os avisos à navegação costeira, a Quanto ao GMDSS (Sistema sistemas de radiinformação SAR e os avisos me- Global de Socorro e Segurança onavegação, relatos teorológicos numa rádio- Marítima), foi concebido para de gelo da Ice Patrol, teleimpressora ou em sistemas proporcionar um sistema de etc. digitais, como por exemplo os comunicações credível e globDe sublinhar que os Electronic Chart Display and al para as comunicações de navios passaram a ser Information Systems (ECDIS). Socorro, Urgência e Segurança obrigados a possuir Os avisos de segurança marítima marítimas. determinados equidifundidos através do sistema pamentos em função NAVTEX tomam a designação da área onde de avisos NAVTEX. navegam e não em função da sua tonelagem, O INMARSAT é um serviço comercial de como acontecia antes da entrada em vigor do comunicações por satélite que utiliza satélites GMDSS. geo-estacionários que asseguram a cobertura de O GMDSS é baseado no conceito de 4 áreas toda a faixa do globo terrestre compreendida marítimas de comunicação, sendo especificado entre aproximadamente 75º N e 75º S. para cada uma delas requisitos próprios de Além destes sistemas previamente existentes equipamentos e qualificações para o pessoal que o GMDSS integrou, também foram introque as opera, a saber: duzidas algumas novidades, como por exemplo Área marítima A1: Dentro da cobertura de pelo a chamada Digital Selective Calling (DSC) e a menos uma estação costeira de VHF com caSafetyNet. pacidade de recepção de O DSC é um mealertas DSC. canismo de chamaÁrea marítima A2: Exterior à da automática, desárea 1, que se encontre dentro tinado a iniciar coda cobertura rádio de pelo municações naviomenos uma estação costeira de navio, terra-navio e MF com recepção de alertas navio-terra. O DSC DSC. pode ser usado em Área marítima A3: Exterior à equipamentos das área 1 e 2, que se encontre várias gamas de dentro da cobertura de satélite frequências geostacionário do sistema (nomeadamente VHF, MF e HF), dispensando INMARSAT. os operadores de rádio. A utilização do DSC Área marítima A4: Área fora das áreas A1, A2 permite chamadas selectivas dentro de uma e A3. Inclui essencialmente as regiões polares, rede, acesso automático a todos os navios e norte ou sul nos 70º de latitude.

Os navios apetrechados com equipamentos de GMDSS são mais seguros no mar – para além da maior probabilidade de receber assistência em situações de emergência – uma vez que este sistema pode enviar automaticamente um alerta de emergência e localização do navio, em especial quando o pessoal de bordo não dispõe de tempo para transmitir uma chamada de emergência completa. Níveis de prioridade As mensagens trocadas pelo DSC têm quatro níveis de prioridade: Distress (Socorro) Urgency (Urgência) Safety (Segurança) Routine (Rotina)

Datas de implementação do GMDSS 1 de Fevereiro de 1992: entrada em vigor das novas regras GMDSS 1 de Agosto de 1993: todos os navios deveriam ter capacidade para recepção de NAVTEX e possuir uma rádio baliza (EPIRB) de 406 MHz 1 de Fevereiro de 1995: todas as novas construções deveriam ser totalmente equipadas com os requisitos GMDSS 1 de Fevereiro de 1999: todos os navios deveriam cumprir totalmente os requisitos do GMDSS. Para esta sexta-feira (dia 17), estão previstas outras “Conversas na câmara” versando o “Regulamento da Náutica de Recreio” e as “Emergências em pequenas embarcações”. O programa deste dia termina com a Náutica no Bar, com início pelas 21h30, no Salão Bar do CNH, em que será abordado o tema “O contributo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional para a segurança marítima nos Açores”. O Contra Almirante Comandante da Zona Marítima dos Açores, Pires da Cunha, e o Presidente do Clube Naval da Horta, José Decq Mota, convidam todos os interessados a tomarem partes nestas acções.


A câmara dos oficiais da Corveta NRP “Baptista de Andrade” foi, durante dois dias, o palco de várias conversas sobre segurança e legislação marítima. Sexta-feira à tarde foram abordados temas como o “Regulamento da Náutica de Recreio” e “Emergências em pequenas embarcações”, acção que integra o programa de actividades destinadas a assinalar o Dia da Marinha na ilha do Faial, que começou a 15 e termina a 24 deste mês.

2º dia das “Conversas na câmara” abordou o “Regulamento da Náutica de Recreio” e as “Emergências em pequenas embarcações” creio”

A Corveta NRP “Baptista de Andrade” foi palco de várias actividades no âmbito do Dia da Marinha, que este ano tiveram como palco a ilha do Faial O Capitão do Porto da Horta, Comandante Diogo Vieira Branco, começou por enfatizar a importância da Marinha partilhar o seu know-how, o que constitui uma mais-valia para as populações que beneficiam da sua intervenção. Diogo Vieira Branco em funções na ilha do Faial desde Setembro último, salientou a organização conjunta da Marinha e do Clube Naval da Horta (CNH) no que toca ao programa destinado a assinalar o Dia da Marinha (20 de Maio) nos Açores, afirmando que a instituição que representa adopta “sempre” a via das parcerias, as quais constituem “uma boa forma de estreitar laços institucionais e pessoais”, o que é visto como “fundamental nos tempos que correm”.

O Capitão do Porto da Horta, Comandante Diogo Vieira Branco (o primeiro da esquerda para a direita) falou sobre o “Regulamento da Náutica de Re-

Como definição, uma embarcação de recreio (ER) é “todo o engenho ou aparelho, de qualquer natureza, utilizado ou susceptível de ser utilizado como meio de deslocação de superfície na água em desportos náuticos ou em simples lazer”, e que exclui tudo o que estiver relacionado com uso comercial. O Comandante Diogo Vieira Branco afirmou que “as embarcações destinadas às actividades marítimo-turísticas tinham apenas classificação profissional, “mas devagarinho foram evoluindo para o actual patamar em que a legislação já permite que também sejam consideradas como ER”. Relativamente à designação de embarcação de recreio estrangeira, o Capitão do Porto da Horta diz que se coloca “um grande problema no que toca à fiscalização, ficando no ar a questão: o que é uma ER estrangeira?”. Este responsável explica que “uma ER belga é uma embarcação europeia e, como tal, é obrigada a possuir as nossas cartas e os nossos meios de salvamento”, o que no seu entender “não é razoável”. Aproveitando o regulamento em vigor, muitos proprietários de ER mudam o registo nacional para um internacional, como por exemplo belga, o que é sinónimo de se livrarem de grandes encargos no que diz respeito à fiscalização. Contrariamente a Portugal, onde as vistorias são feitas pelas Capitanias e atingem somas muito consideráveis, no estrangeiro tudo o que envolve segurança está coberto por um seguro de responsabilidade civil, o que é muito mais económico. Neste contexto, podemos ter duas ER nacionais, lado a lado, em que uma está abrangida pelas normas europeias e a outra, sendo também nacional, está dentro de um quadro legal estrangeiro. Trata-se de uma prática corrente por parte das entidades reguladoras que utilizam este tipo de subterfúgio, e que “é legal”, frisa o Comandante Diogo Vieira Branco, mas “coloca entraves relativamente à aplicação da lei”. Neste ponto em concreto, o Comandante da Corveta NRP “Baptista de Andrade”, Capitão -Tenente Victor Plácido da Conceição, deu

uma achega esclarecendo que todas as ER vindas de fora das águas territoriais se regem pelo SOLAS - Safety Of Life At Sea (Convenção Internacional para a Segurança da Vida Humana no Mar). O Comandante da Corveta explicou ainda que “em casos estrangeiros, é a própria apólice que força os segurados a terem os meios de segurança a bordo, ao passo que em Portugal é o Governo a entidade reguladora”. E acrescentou: “No caso do seguro, a experiência e o conhecimento do proprietário da ER são atenuantes para que fique menos oneroso”. O radioamador Altino Goulart referiu que “quando o perito se desloca ao local do sinistro marítimo e faz a avaliação do sucedido, caso a embarcação não cumpra com os requisitos exigidos por lei, a apólice não cobre os prejuízos registados”. Sobre esta matéria, o Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta (CNH), José Decq Mota, disse que “a tendência da Comunidade Europeia é uniformizar e quando as situações merecem procedimentos diferentes, a opção verificada têm sido as omissões”. Enquadrando todas estas questões, o CapitãoTenente Victor Plácido da Conceição recordou que “há um regulamento europeu, emanado pelas Nações Unidas, que engloba tudo o que se prende com as questões marítimas, desde os equipamentos a bordo até às salvaguardas ambientais”. As ER dividem-se em 5 tipos: Tipo 1 - embarcações para navegação oceânica: concebidas e adequadas para navegar sem limite de área; Tipo 2 - embarcações para navegação ao largo: concebidas e adequadas para navegar ao largo até 200 milhas de um porto de abrigo; Tipo 3 - embarcações para navegação costeira: concebidas e adequadas para navegação costeira até a uma distância não superior a 60 milhas de um porto de abrigo e 25 milhas da costa; Tipo 4 - embarcações para navegação costeira restrita: concebidas e adequadas para navegação costeira até a uma distância não superior a 20 milhas de um porto de abrigo e 6 milhas da costa;


Tipo 5: embarcações para navegação em águas abrigadas: concebidas e adequadas para navegar em zonas de fraca agitação marítima, junto à costa e em águas interiores. As ER do tipo 5, movidas à vela ou a motor, podem navegar num raio de 3 milhas de um porto de abrigo. As ER do tipo 5, movidas exclusivamente a remos, só podem navegar até a 1 milha da costa. As ER do tipo 5, designadas por motas de água e por pranchas motorizadas (jet-ski), só podem navegar até a 1 milha da linha de baixa-mar, desde o nascer e até a uma hora antes do pôr-do-sol. As ER do tipo 5 estão dispensadas de sinalização luminosa desde que naveguem entre o nascer e o pôr-do-sol. Este responsável referiu que as ER do tipo 4 só podem afastar-se até 22 milhas de um porto de abrigo, o que nos Açores corresponde à distância entre as ilhas de São Miguel e Santa Maria. E acrescenta: “Apesar da maior parte das ER se encontrar no tipo 4, querem navegar até às 60 milhas de distância de um porto de abrigo”. As ER dos tipos 1, 2 e 3 são fiscalizadas pela Direcção-Geral dos Recursos Marítimos, enquanto as Capitanias fazem esse serviço nas ER do tipo 4 e 5. Qualquer alteração nas características da embarcação implica averbamento no Registo Patrimonial, sendo motivo de fiscalização. O facto de muitos proprietários não cumprirem a obrigatoriedade de registar as alterações faz com que as vendas sucessivas dificultem o processo de registo por parte do comprador final. O Capitão do Porto da Horta revela que o serviço que tutela recebe semanalmente uma a duas denúncias de motores roubados. Contudo, essa prática poderá ser combatida tendo em conta que passou a existir uma base de dados nacional com toda esta informação, passando agora a haver cruzamento de dados. Outra questão apontada por este Comandante é o facto de o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) actualmente não dispor de estruturas nos Açores. Até há algum tempo, o técnico que se encontrava em São Miguel deslocava-se às restantes ilhas, mas agora vem de Lisboa. “Muitas embarcações que deveriam estar no tipo 3 encontram-se no 4, pelo facto de uma vistoria ser muito dispendiosa. As vistorias às ER do tipo 4 além de serem muito mais facilitadas, também são muito menos onero-

sas comparativamente às ER do tipo 3”, explicou. Diogo Oliveira Branco diz abertamente que “não faz sentido as entidades que fazem as vistorias às ER do tipo 1, 2 e 3 estarem sedeadas em Lisboas e as que fazem às ER do tipo 4 e 5 estarem localizadas nos Açores”. E neste contexto adiantou que já propôs ao IPTM que as Capitanias fossem dotadas de meios a fim de puderem ter mais essa competência, proposta que foi aceite, “estando o processo em andamento”. Este responsável admite que “todos os envolvidos se aperceberam desta situação demasiado tarde”, afirmando que “a Marinha tem vindo a ser desprovida das competências do serviço público”. E salienta: “Somos uma entidade civil com pessoal militar”. Para o Capitão do Porto da Horta, o facto de a Autoridade Marítima Nacional ter sido destituída de funções nos Açores (referindose à competência contra-ordenacional que passou para o âmbito da Inspecção Regional das Pescas) “fragiliza as instituições regionais”. E alerta: “Quem licencia é quem fiscaliza; isto gera uma promiscuidade perigosa. Embora essa postura controle a vontade dos pescadores, a verdade é que contribui para a delapidação dos recursos marinhos, e isso não vai ser bom para os pescadores”.

O Presidente da Direcção do CNH, José Decq Mota, lamenta que tenham sido retiradas competências à Autoridade Marítima A propósito, o Presidente da Direcção do CNH, José Decq Mota, defendeu que muitas das competências que foram atribuídas ao IPTM deviam ter continuado na alçada da Autoridade Marítima. O Estado exclui a Região Autónoma dos Açores e esta autoexclui-se do exercício de eventuais responsabilidades nesta matéria em concreto, o que resulta em taxas elevadíssimas!” Este dirigente referiu que tem “sempre muita dificuldade em perceber por que razão quando se

quer atribuir competências a outras entidades, esses assuntos não são discutidos em profundidade, mas sempre à luz de critérios imediatos. É mau a Região se colocar alheia à discussão de problemas como este”. E recordou que começou em 1979 o grande movimento dessas transferências, que a seguir parou. Outra questão que Diogo Vieira Branco entende que deve ser revista diz respeito ao comandante da ER que, segundo o Regulamento, “é o responsável pelo comando e pela segurança da ER, das pessoas e dos bens embarcados, bem como pelo cumprimento das regras de navegação, competindo -lhe ainda, no caso de não ser o proprietário da embarcação, representá-lo perante a autoridade marítima e demais entidades fiscalizadoras”. Mas para o Capitão do Porto da Horta “deve ser o mais habilitado a bordo”. Relativamente ao artigo 57º que contempla as “Taxas”, este Comandante refere que “uma queixa muito frequente” tem a ver com o facto de as Capitanias cobrarem diferentes valores pelo mesmo serviço. E revelou que “ultimamente tem sido feito um esforço no sentido da uniformização”. Ainda neste campo, Diogo Vieira Branco tem constatado que “as pessoas manifestam desconhecimento sobre o que pagam. No entanto, a verdade é que todos os serviços são discriminados na respectiva factura”. O Capitão do Porto da Horta não se assusta com reclamações, encarando-as “com gosto”, porquanto “permitem analisar as situações e melhorar o serviço que é prestado às populações”. “Emergências em pequenas embarcações” Este segundo tema das “Conversas na câmara” dos oficiais consistiu numa demonstração prática. Como tal, o cabo Carlos Zacarias, da Autoridade Marítima Nacional, apoiado por José Pereira, da Capitania do Porto da Horta, explicou como se deve manusear e utilizar os diferentes extintores, tendo dado conselhos e explicações no combate a pequenos incêndios. Os extintores são equipamentos de protecção activa contra incêndios. Não sendo um meio para combater fogos de grandes dimensões, pode ser fundamental para evitar que um foco de incêndio se propague e se transforme num incêndio de difícil extinção. Os extintores servem para combater um incêndio enquanto este ainda está numa fase inicial.


Como funcionam? Os extintores são reservatórios cilíndricos feitos de metal que contêm no interior produtos próprios para o combate a incêndios, tais como água, pó químico, dióxido de carbono ou espuma. Além do produto utilizado para proceder à extinção do incêndio, dentro do extintor existe geralmente um pequeno reservatório que contém uma substância comprimida, que normalmente é azoto. Quando se acciona o manípulo do extintor, o azoto é libertado no interior do reservatório que contém o produto extintor. Assim que o azoto ocupa o reservatório maior, os produtos utilizados para proceder à extinção do incêndio são expelidos para o exterior através da mangueira de descarga do extintor.

O cabo Carlos Zacarias explicando como se deve utilizar os extintores Como utilizar o extintor Os agentes extintores contidos nos extintores de incêndio têm uma carga limitada e esgotam-se rapidamente, pelo que é muito importante saber utilizar estes equipamentos correctamente. 1.Retirar a cavilha de segurança do extintor 2.Apontar o jacto à base do fogo 3.Primir o manípulo de descarga Regras para utilizar o extintor em segurança - Só se deve utilizar um extintor quando o fogo é de pequena dimensão e está sob controlo. - Antes de atacar as chamas, a pessoa deve assegurar-se de que já todos abandonaram a área atingida e que ninguém precisa de ajuda. - Se a área onde se encontra o fogo estiver cheia de fumo, deve-se abandonar rapidamente o local. A inalação de fumos tóxicos é uma das principais causas de morte em situações de incêndio. - Em casa deve-se ter um extintor do tipo

ABC, porque este pode ser utilizado nos diversos tipos de fogo. O extintor escolhido deve ser relativamente grande, mas é indispensável ter em atenção o tamanho e o peso do mesmo, por forma a não comprometerem a facilidade de utilização do mesmo.

Além de ser obrigatória, a manutenção tem de ser efectuada por empresas especializadas. Os extintores devem conter uma etiqueta de manutenção onde deverão estar as seguintes informações: ano e mês do carregamento do - É importante a pessoa certificar-se extintor, ano e mês da revisão e, ainda, ano sempre de que os extintores que compra e mês de validade, após o qual é necessário estão de acordo com a actual legislação em novo processo de manutenção. vigor. Cuidados a ter com extintores - Antes de utilizar um extintor, é funda- O extintor nunca deve estar tapado com mental ler as instruções e familiarizar- peças de roupa, armários ou outros objectos se com a forma mais correcta de fazer uso que dificultem o acesso a este em caso de dele. incêndio. - A pressão do extintor deve estar sempre no Diferentes tipos de extintores nível recomendado, isto é, a agulha indicatiExistem vários tipos de extintores que são va da pressão do extintor deve estar na zona utilizados em diferentes tipos de fogos. De- verde. pendendo do combustível do incêndio, exis- - A mangueira do extintor deve estar sempre tem extintores específicos que são indicados desimpedida para que a água, o pó ou a espara apagar as chamas. Por esta razão, é puma possam sair do interior do extintor. importante conhecer os diversos tipos de - O extintor não deve apresentar sinais de incêndios: desgaste como a cavilha danificada, fugas, Fogos Classe A: são fogos que têm como ferrugem ou outros. combustíveis materiais orgânicos sólidos, - Os extintores devem estar instalados junto deixando resíduos, em forma de brasas. Para às saídas, num suporte a 1,20 metro do estes incêndios são indicados extintores de chão. Sempre que for necessário utilizar um, água, espuma ou pó ABC. é importante a pessoa certificar-se de que Fogos Classe B: são fogos provocados por nas suas costas há um caminho livre para matérias líquidas e sólidas que são facil- abandonar o local, caso o fogo se descontromente inflamáveis mas que não deixam resí- le. duos (como por exemplo, gasolina, álcool, tinta, etc.). Para este tipo de fogos são aconselhados extintores de dióxido de carbono (CO2), espuma ou pó ABC. Fogos Classe C: são fogos que envolvem gases inflamáveis, como o gás natural, butano ou propano. Para estas situações é adequada a utilização de extintores de dióxido de carbono e de pó ABC. Fogos Classe D: são fogos que envolvem metais combustíveis como o magnésio ou o O cabo Carlos Zacarias demonstrou titânio. A particularidade destes combustícomo se deve manusear este tipo de veis exige produtos extintores especiais para equipamento no combate a incêndio, os apagar. Nestes casos aconselha-se a utilitendo convidado alguns dos presentes zação de extintores de pó químico D. Fogos Classe F: são fogos que envolvem a fazerem uso do mesmo produtos para cozinhar, como óleos e gordu- Curiosidades - Os primeiros registos que existem sobre ras vegetais ou animais. Para os fogos envolvendo equipamentos extintores são de 1723, ano em que Ambroeléctricos (sem classe de fogo definida) po- se Godfrey patenteou este meio de combate de ser indicado o agente extintor de Dióxido a incêndios. - O primeiro extintor moderno foi inventado de Carbono (CO2). em 1813, por George Manby, no Reino UniManutenção de extintores A manutenção é um dos aspectos mais im- do. Este extintor é considerado moderno, portantes dos extintores. É obrigatória por porque já utilizava um sistema com gás lei e deve ser feita anualmente ou sempre comprimido. que o extintor for utilizado, mesmo que te- - Em 1904, Aleksandre Loran, o criador da nha sido feito uso parcial do seu conteúdo. espuma utilizada no combate a incêndios,


O Comandante da Corveta “Baptista de Andrade”, Capitão-Tenente Victor Plácido da Conceição, falou da Evolução das Ajudas à Navegação

Demonstração prática com fogo real foi também o inventor do extintor de espuma. - Em 1924, a Walter Kidde Company criou o primeiro extintor de CO2. Este projecto foi feito para responder a um pedido da Bell Telephone. Esta companhia telefónica procurava um pó químico que não fosse condutor de energia para combater os incêndios nas suas centrais telefónicas.

pela munição durará o máximo de tempo, será mais ampla e indicará a posição exacta aos salvadores. Os very-lights só devem ser usados em caso de emergência e, tal como outros equipamentos, também têm data de validade, devendo ser substituídos sempre que o prazo expira, uma vez que fazem parte da segurança a bordo.

Pistola sinalizadora e very-lights A pistola sinalizadora ou pistola de emergência é uma arma não-letal que dispara sinalizadores luminosos. É essencialmente usada a bordo de embarcações, aviões ou outras situações de emergência. Devido às suas características, não é classificada como arma. A pistola sinalizadora só deve ser disparada numa situação de emergência. Para o fazer, o utilizador deverá apontá-la para cima na vertical; deste modo a luz soltada

A pistola sinalizadora (que o Cabo Zacarias segura) e os very-lights também foram alvo de explicação


Dia da Marinha 2014: “O contributo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional para a segurança marítima nos Açores” O Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta (CNH), José Decq Mota, tem revelado grande satisfação pelo facto de a Marinha ter pedido colaboração a esta entidade no sentido de organizar o programa de actividades destinado a assinalar o Dia da Marinha 2014 na Região Açores, tendo a ilha do Faial sido o palco das diversas acções, que começaram no dia 15 do corrente e terminam a 24. Neste contexto, realizou-se na noite desta sexta-feira (dia 16), no Salão Bar do Clube Naval da Horta a Náutica no Bar, que abordou “O contributo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional para a segurança Marítima nos Açores”, tema que foi apresentado pelo Contra-Almirante Comandante da Zona Marítima dos Açores, Pires da Cunha.

José Decq Mota referiu que se traduz “num gosto muito grande” esta parceria entre o CNH e a Marinha, salientando que a relação geral e antiga dos Açores com a Marinha resulta da situação arquipelágica dos Açores. No entanto, acrescentou que, relativamente ao Clube Naval da Horta, se trata de “uma tradição grande e antiga”, recordando que o primeiro Presidente do CNH – fundado em 1947 – foi precisamente um Oficial da Marinha, o Comandante Melo de Carvalho, que era Capitão do Porto da Horta, na altura. Essa ligação foi-se intensificando ao ponto de, a partir de 1983/1984, e durante vários anos, a Regata Horta-Velas-Horta ter funcionado como a Regata do Dia da Marinha nos Açores. “Esta ligação de profundo relacionamento e proximidade muito forte é importantíssima para que a actividade deste Clube, que é muito intensa, seja apoiada no sentido de se desenvolver”, sustentou este dirigente, rematando assim: “Obrigado pela oportunidade que a Marinha deu ao CNH de participar nestas comemorações”. Por seu turno, o Contra-Almirante Comandante da Zona Marítima dos Açores, Pires da Cunha, também agradeceu ao CNH ter aceitado esta parceria, afirmando que a intenção da Marinha é fazer um périplo por todas as ilhas da Região e que o facto de o pontapé de saída ter sido precisamente na Horta “é sinal de muito prestígio, porquanto esta cidade esteve sempre muito virada para o mar”. “Aliás – realçou – é a cidade açoriana mais virada para o mar”. A nível nacional, este ano as comemorações do Dia da Marinha decorreram em Cascais, mas Pires da Cunha defende que “o Dia da Marinha deve ser assinalado nos Açores”. Por isso, fez questão de estar na ilha do Faial presidindo a todo o programa evocativo da efeméride, cujo dia próprio ocorre a 20 de Maio. O Presidente do Clube Naval da Horta (CNH), José Decq “Estando os Açores no centro do Atlântico e Portugal no Atlântico Norte, além de ser um país marítimo, cabe à Marinha um papel de Mota, enfatizou o “enorme gosto” que o CNH teve em charneira no que toca à segurança marítima”, sublinhou o Contraassociar-se às comemorações do Dia da Marinha 2014. Ao Almirante, recordando que 90% do comércio mundial se faz por

lado, o Contra-Almirante, Pires da Cunha


mar, onde está presente o turismo, a pesca, os recursos energéticos e outros. “O comércio e a energia passam, em grande parte, pelos Açores, pelo que nos compete garantir a segurança dos navios que passam por aqui. Sendo os cabos submarinos outra realidade açoriana toda a segurança desta informação também é assegurada por esta entidade”, sustentou este dirigente. Como desafios, a Marinha encontra, entre outros, as operações militares, as operações de busca e salvamento e o tráfico ilegal. Relativamente à segurança, Pires da Cunha chamou a atenção para a dualidade desta palavra, que significa protecção e evitar acidentes.

A assistência, vasta e muito interessada, foi bastante participativa no tema em foco Em 1982 a Convenção das Nações Unidas votava a favor da instituição do Direito do Mar. Em Portugal foi criado nesse ano o sistema da Autoridade Marítima. O Contra-Almirante Comandante da Zona Marítima dos Açores salienta que a área de acção desta entidade “é muito extensa” e a título de exemplo refere que a área de busca e salvamento da Marinha Portuguesa é do tamanho da Europa. Outra das missões da Marinha é representar Portugal em várias organizações internacionais com o objectivo de defender os nossos interesses. São 11 os ministérios que estão integrados na Autoridade Marítima (AM) no sentido de que Portugal faça o melhor uso possível do mar. A Marinha é composta por uma parte militar e uma não militar (Capitanias). Com esta organização, a Marinha e AM desenvolvem acção nas áreas da protecção e da segurança. Para que a Marinha pudesse levar a cabo as missões que lhes estão confiadas, foi necessário dotá-la de capacidades. Nos portos, a primeira autoridade é a Autoridade Portuária. Fora destes, essa competência está atribuída à Marinha. Pires da Cunha sublinha que “a relação com os Portos é boa”. Para cumprir a sua missão neste campo, a Marinha dispõe da Polícia Marítima.

ções (Estação Radionaval) e o Centro de Busca e Salvamento. A concentração em São Miguel está relacionada “com razões economicistas”, visando a rentabilização de meios, inimiga da dispersão. “Concentrando tudo num local, a logística é muito mais pequena”, afirma este Comandante, que garante: “Fazemos o mesmo com menos e consideramos que está a resultar”. No que concerne à parte não militar, o Departamento Marítimo faz a coordenação entre os vários portos da Região, onde existe o assinalamento marítimo (faróis) e o salvamento marítimo. Relativamente ao Comando da Polícia Marítima, os capitães dos portos, no exercício de funções de Comandante local, fazem a sua coordenação. Pires da Cunha destaca o treino como forma de responder “cada vez melhor às solicitações” e “as boas relações com as diversas entidades”, peças-chave para o cabal desempenho da Marinha. A título de exemplo da vasta acção da Marinha, recordou que na semana passada esta entidade fez um salvamento na área de responsabilidade dos EUA, pelo facto de os sinistrados se encontrarem mais perto dos Açores do que dos EUA, tendo como baliza as Flores. E explica, a propósito: “Nós vamos muito além das fronteiras, porque a salvaguarda da vida humana não tem preço”. “Colaboração com a Força Aérea é fundamental” A Marinha actua com a Força Aérea, cuja colaboração “é fundamental”. “O apoio tem funcionado muito bem com os camaradas das Lajes”, realça. E quanto a meios de salvamento, Pires das Cunha adiantou que é sua intenção dotar as Flores com um salva-vidas, complementando o que existe naquela ilha. Este Comandante garantiu que o serviço de busca e salvamento dispõe de “um bom helicóptero para as necessidades”, enumerando como acidentes o afundamento, o salvamento e o falso alarme (mesmo sendo falso, não implica que os meios não se desloquem para o local). No período destinado às questões, José Decq Mota queixou-se do facto de “os sucessivos governos portugueses da nossa democracia nunca terem tratado bem as questões que se prendem com a segurança marítima dos Açores, nomeadamente no que toca à renovação e à quantidade dos meios e equipamentos (Marinha e Força Aérea)”. E frisa: “Isto tem a ver com opções políticas”. Este dirigente lembrou que temos uma Corveta nos Açores a qual, como todos sabem, foi um navio concebido para a Guerra Colonial. “Portanto, não se trata de navios adequados para a actualidade”.

Navio-patrulha vem para os Açores O Presidente da Direcção do CNH recordou que foi lançado um programa para 10 Patrulhas Oceânicos, 2 dos quais destinados ao combate da poluição, e que apenas foram construídos 2, que “nunca vieram para os Açores”. José Decq Mota disse que “actualmente, as Forças Armadas trabalham com muito empenho nos Açores, o que é reconhecido pela sociedade açoriana”, mas reivindica mais equipamento e infraestruturas para esta entidade. A propósito do navio-patrulha, o Contra-Almirante garantiu que essa questão vai ser corrigida, informando que um dos dois Patrulhas Oceânicos existentes virá aos Açores em Outubro próximo. Em relação à concentração de meios, o Presidente do Clube Naval Concentração de meios por razões económicas Em termos de estrutura, a Zona Marítima da Marinha Militar está da Horta entende que “se essa política de concentração pode trazer sedeada em São Miguel, da qual Pires da Cunha é Comandante. É poupança imediata, a verdade é que também contribui para a dimitambém nesta ilha que se encontra sedeado o Centro de Comunica- nuição da influência do Orçamento da Defesa no conjunto da socie-


dade”. E acrescentou: “É importante para a economia que esse valor possa ser injectado em diferentes lugares do país. Tive sempre a posição de que o Centro de Comunicações dos Açores (vulgo, Estação Radionaval) deveria ter sido na Horta”. Segurança nas zonas balneares Paulo Gonçalves perguntou se, no que concerne à sinalização das praias, há por parte da Autoridade Marítima a intenção de fazer isso no Faial. O Capitão do Porto da Horta, Comandante Diogo Vieira Branco, respondeu que “o nosso sistema nacional de apoio a banhistas não passa pela Autoridade Marítima”. E explicou: “Trata -se de uma filosofia de custo social, ou seja, quem usufrui da praia é que tem de garantir a segurança necessária. Portanto, são os concessionários que têm a missão do socorro. A competência da Marinha, através das Capitanias, é verificar se existe nadador-salvador bem como o material necessário”. Uma vez que nos Açores (à excepção de algumas zonas em São Miguel) não existe por parte dos privados interesse em concessionar a exploração das praias, o Estado assume essa função. Assim sendo, são as Câmaras Municipais que substituem os concessionários privados, “ficando a Marinha com a missão única da certificação”. No Faial existem 3 zonas assistidas: Varadouro, Praia do Almoxarife e Porto Pim. O entendimento é de que são as principais zonas de acesso ao mar que têm maior necessidade de segurança pelo facto de serem mais frequentadas pelos banhistas. O Capitão do Porto da Horta afirmou que “uma vez que no Faial não há um conflito latente entre a pesca e as zonas de recreio, não há interdições, ao contrário do que se verifica em São Miguel e na Terceira”. Paulo Gonçalves também quis saber se a interdição dos 300 metros às embarcações de recreio (ER) em Porto Pim, é algo que se justifica, ao que Diogo Vieira Branco disse que “a existência do cabo de fibra óptica naquela zona é, por si só, um impedimento nesse sentido, mas atendendo a que todos são de opinião de que 300 metros é uma distância muito grande, o que poderá acontecer é a colocação de bóias no local”. Defendendo sempre o seu ponto de vista, que reside no facto de não se poder usufruir de zona protegidas, Paulo Gonçalves lembrou que, se nos reputarmos à Praia do Almoxarife, 300 metros da praia vai dar “quase” a meio do canal. Do ponto de vista pessoal, o Capitão do Porto acha que “300 metros é uma distância excessiva”.

O Comandante da Corveta NRP “Baptista de Andrade”, CapitãoTenente Victor Plácido da Conceição, lembrou, a propósito, que “o papel da Marinha é fazer aplicar a lei”. E prosseguiu: “Quanto à promiscuidade que possa haver no que toca ao lazer, a solução passa por reunir todos os actores envolvidos e perceber quais são as zonas de risco que se devem proteger e quais as que se podem usar, tendo sempre em conta a vida que há no fundo mar e se questões como o ruído a vão perturbar. Há ajudas marítimas para resolver esta questão. O que é preciso é ver quais as soluções disponíveis para que vários façam uso do mesmo espaço”. José Decq Mota refere que, no que diz respeito à Baía de Porto Pim, a intenção é usar este local mais para ancoradouro, acrescentando que “inibir a entrada das ER em Porto Pim é algo excessivo”.

O Director Regional dos Assuntos do Mar, Filipe Porteiro, pronunciou-se numa perspectiva apaziguadora, sublinhando que “é fundamental que haja esta parceria entre as várias entidades da Região e a Marinha”. E lembrou que há regulamentação própria para as áreas balneares. “Mesmo sendo classificadas, essas áreas podem ser susceptíveis de serem usadas pela população”, frisou este governante. Filipe Porteiro revelou que “a questão de haver bóias nessas zonas, que facilitem a entradas das ER, já foi colocada e está em estudo. Não há imperativos de ordem ambiental ou de segurança, por isso o assunto tem de ser revisto e vamos resolver isto”.

A Náutica no Bar relativa ao Dia da Marinha permitiu o esclarecimento de algumas questões pertinentes Fiscalização na ZEE O Director do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP), Hélder Silva, disse os interesses fulcrais dos Açores são as Pescas (“sector de enorme relevância para a Região”) e o Ambiente. “Uma vez que os Açores estão em vias de conseguir, ao nível das convenções internacionais, que a sua zona classificada seja estendida das 100 para as 350 milhas, essa área intensa exige fiscalização”, salienta este responsável, que prossegue dizendo: “Nós temos 100 milhas de exclusividade para pescar, mas as populações de peixes não conhecem essa delimitação, pelo que temos de partilhar esse espaço com outras frotas, mas assim sendo, também temos obrigação de saber o que andam elas a fazer fora das nossas 100 milhas, pois isso tem impacto nas nossas”. Relativamente a este contributo, o Contra-Almirante foi peremptório ao informar que “a Marinha não pode operar mais os meios de que dispõe por falta de financiamento, especificamente, gasóleo”. E complementou: “É preciso envolver a Direcção Regional das Pescas, com quem a Marinha tem um “namoro diário”, muito proveitoso. Nós sabemos onde as espécies estão e vamos lá. Este tipo de relação tem funcionado”. Pires da Cunha explicou que “há limitação da Marinha, porque o meio para chegar lá é lento”, enfatizando “a necessidade de intervenção do meio aéreo”. Victor Plácido da Conceição defende que, “perante uma área desta dimensão, a solução só pode passar por meios espaciais. É impossível deixar de usar o segmento espacial e para isso temos de ir buscar parcerias”.


Pires da Cunha vai ser promovido José Decq Mota anunciou que o Contra-Almirante Comandante da Zona Marítima dos Açores, Pires da Cunha, vai deixar estas funções, para assumir outras, tendo em conta que foi recentemente promovido. Em jeito de despedida, o Presidente do CNH agradeceu a colaboração do mesmo, desejando sucessos pessoais e profissionais no novo cargo. E para que Pires da Cunha não se esqueça do Clube Naval da Horta e da ilha do Faial, levou como recordação uma Medalha do Clube.

Algumas das questões colocadas permitiram o entendimento entre os diferentes interessados


Entrega de Prémios da Pesca, da Canoagem e da Vela de Cruzeiro decorreu a bordo da Corveta NRB “Baptista de Andrade” Em estreita colaboração com a Marinha Portuguesa, o Clube Naval da Horta (CNH) aceitou, com muito gosto, ser parceiro na organização do programa destinado a assinalar o Dia da Marinha nos Açores, cujas actividades decorreram desde esta quinta-feira (dia 15), na ilha do Faial, terminando no próximo sábado, dia 24, com o Torneio da Marinha em Vela Ligeira

Em 1º plano, da esquerda para a direita: Jorge Macedo, Vice-Presidente do CNH; Pires da Cunha, Contra-Almirante Comandante da Zona Marítima dos Açores; José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH; Comandante Diogo Vieira Branco, Capitão do Porto da Horta e Comandante da Corveta NRP “Baptista de Andrade”, Capitão-Tenente Victor Plácido da Conceição Atendendo a que as Provas de Pesca Desportiva, Torneio de Canoagem e Vela de Cruzeiro foram realizadas propositadamente com este objectivo, a Entrega de Prémios decorreu a bordo da Corveta NRP “Baptista de Andrade”. Nesta cerimónia, organizada pela Marinha, estiveram presentes os atletas envolvidos nas diversas actividades, bem como treinadores, técnicos e elementos da organização das diversas provas. A tarde foi de festa, onde não faltaram prémios, convívio, boa disposição, camaradagem e ainda o bolo evocativo do Dia da Marinha.

Honrando a boa e antiga relação da cidade da Horta e da ilha do Faial com a Marinha, o Clube Naval da Horta aceitou ser parceiro desta entidade ao organizar conjuntamente o programa destinado a assinalar o Dia da Marinha nos Açores, cujos eventos tiveram como palco a ilha azul, à beira-mar plantada.


O partir do bolo do Dia da Marinha 2014 contou com o contributo do Presidente do CNH O Contra Almirante da Comandante da Zona Marítima dos Açores, Pires da Cunha, reiterou o agradecimento ao Clube Naval da Horta por ter aceitado o convite de se associar às comemorações do Dia da Marinha na Região, congratulando-se com a presença de todos os que se encontravam em bordo, mas de forma muito especial com os participantes de todas as Provas, “já que sem pessoas de nada servem os eventos”.

O grupo que fez a festa a bordo da Corveta NRP “Baptista de Andrade” Fotografias de José Macedo


Vela Ligeira, Classe Laser: Rui Silveira ficou em 1º lugar no Campeonato Nacional Belga o velejador do CNH ganhou as 3 regatas, tendo o seu desempenho sido “tacticamente quase perfeito” O atleta do Clube Naval da Horta, Rui Silveira conseguiu este domingo (dia 4), mais uma vitória para juntar ao palmarés atingido ao longo da sua carreira como velejador de alta competição. O atleta faialense ficou em 1º lugar no Campeonato Nacional Belga, que decorreu de 1 a 4 do corrente na cidade de Nieuwpoort. As 5 regatas realizadas foram marcadas por condições atmosféricas “muito instáveis”, explica Rui Silveira, atleta da Classe Laser. Sábado (dia 3), o velejador do CNH ganhou as 3 regatas, tendo o seu desempenho sido “tacticamente quase perfeito”. Esta vitória é não só o corolário das longas horas de treino, esforço e dedicação à modalidade

Actores do Projecto “Bom Tempo no Canal” saíram para o mar O Projecto “Bom Tempo no Canal” tem-se revelado um sucesso.

Alunos do Projecto “Bom Tempo no Canal” realizaram mais uma actividade na tarde desta terça-feira (dia 20), orientados pelo Treinador de Vela Ligeira do Clube Naval da Horta (CNH) Duarte Araújo. Recorde-se que este Projecto tem mentora a professora Maria do Céu Brito, sendo o CNH um dos parceiros. O “Bom Tempo no Canal” resulta de um Protocolo estabelecido entre a Escola Secundária

Manuel de Arriaga (ESMA) e o Clube Naval da Horta, assinado em Janeiro último – mês em que arrancaram as actividades – terminando em Junho próximo. Uma das missões do CNH é transmitir a este grupo de jovens aprendizes das lides do mar, algumas das técnicas da navegação, as quais têm sido muito bem acolhidas pelos destinatários, que apreciam muitíssimo os conteúdos e o formato deste Projecto.


Até agora estão inscritos 33 velejadores de 9 clubes, representativos do continente português, dos Açores e da Madeira. O CNH é o único participante açoriano.

Campeonato Nacional de Access 2014: Portos dos Açores discute logística com o Grupo de Trabalho do Clube Naval da Horta A logística do Campeonato Nacional da Classe Access 2014 (Vela Adaptada para pessoas com mobilidade reduzida) foi o assunto dominante da reunião realizada esta segunda-feira (dia 26), nas instalações do Clube Naval da Horta (CNH). Neste caso concreto, foram abordados aspectos que se prendem com o estacionamento dos contentores, dos barcos, a montagem da grua e outros. Participaram na reunião o representante da empresa Portos dos Açores, Armando Castro, bem como os elementos do Grupo de Trabalho do CNH, composto pelo Presidente da Direcção do CNH, José Decq Mota; a Directora Técnica do Clube, Ana Sousa; Luís Paulo Moniz e João Duarte, da Secção de Vela Ligeira do CNH e Nilzo Fialho, da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF). O Campeonato Nacional da Classe Access realiza-se de 11 a 13 de Julho próximo na ilha do Faial. É uma iniciativa promovida em conjunto pela Federação Portuguesa de Vela (FPV) e pela Associação Portuguesa da Classe Access, cabendo ao Clube Naval da Horta a organização da prova. Esta é a segunda vez que o CNH participa e a primeira que organiza, sendo também a primeira vez que este evento se realiza na ilha do Faial e na Região Açores. Até agora, estão inscritos 33 velejadores de 9 clubes, representativos do continente português, dos Açores e da Madeira, sendo o Clube Naval da Horta o único participante do arquipélago açoriano.

Clube Naval da Horta distinguido pela Escola Secundária Manuel de Arriaga Durante a Sessão Solene do Dia da Escola Secundária Manuel de Arriaga, assinalado esta quinta-feira (dia 15), aquela Instituição distinguiu o Clube Naval da Horta (CNH) com o Diploma de Reconhecimento “pela prestimosa colaboração na realização de projectos com envolvência de alunos, contribuindo assim para uma mais completa educação e formação”. No final da Sessão Solene, o Presidente da Direcção do CNH, José Decq Mota, declarou que “o Clube Naval da Horta se sente profundamente honrado com esta distinção”. E salientou: “Quero reafirmar a nossa permanente disponibilidade para colaborar, na máxima medida que os meios humanos e materiais do Clube o permitam, em projectos que envolvam alunos e que possam, nas actividades náuticas, ser um adequado complemento à actividade da Escola”. No presente ano lectivo, o CNH e a ESMA são parceiros no Projecto “Bom Tempo no Canal”, iniciativa que envolve duas turmas de alunos daquela Escola e que é operacionalizado, com regularidade, pelos treinadores de vela e embarcações do CNH.


Entrega de Prémios do “Troféu CNH 2014” em Mini-Veleiros decorreu no Salão Bar do Clube Decorreu na tarde desta segunda-feira (dia 26), no Salão Bar do Clube Naval da Horta (CNH) a Entrega de Prémios do “Troféu CNH 2014” em Mini-Veleiros. O Troféu terminou este domingo (dia 25), tendo sido composto por 6 provas.

Participantes na Entrega de Prémios do “Troféu CNH 2014” em Mini-Veleiros

No decorrer do convívio foi apresentado o mini-veleiro em madeira, oferecido ao Clube Naval da Horta por Francisco Gonçalves. A propósito disso, o Presidente da Direcção do CNH, José Decq Mota, manifestou a Francisco Gonçalves o reconhecimento do Clube por esta oferta e sublinhou: “Congratulo-me com o facto de o Francisco Gonçalves ter aceitado o desafio que lhe lancei e de ter feito esta dádiva ao seu Clube”. Refira-se que este mini-veleiro foi construído em 1976 pelo zelador da Escola de Vela da Direcção-Geral de Desportos, Francisco Cardoso, tendo sido reparado por José Gonçalves, que pertence à Secção de Mini-Veleiros do CNH. Como tal, José Decq Mota acrescentou: “Este mini-veleiro foi oferecido ao Clube por um dos sócios mais antigos e reparado por um elemento da Secção de Mini-Veleiros, o que demonstra empenho, estando mesmo só a faltar uma sede em condições para que o mesmo possa ficar exposto”. Pensando sempre na valorização do modelo e no “gesto nobre” de quem o ofereceu, Eduardo Pereira – elemento desta Secção – sugeriu que fosse executada uma chapa identificativa da pessoa que fez esta dádiva, a qual deveria ser colocada no mini-veleiro. A sugestão foi acolhida de forma unânime por todos os presentes.

Mini-veleiro famoso

Hedi Costa sagrou-se vencedor deste Troféu, tendo José Gonçalves ficado em 2º lugar e António Pereira em 3º.

Francisco Gonçalves pousou ao lado do seu antigo miniveleiro

João Nunes, Responsável pela Secção de Mini-Veleiros do CNH; Hedi Costa, vencedor do Troféu; José Decq Mota, Presidente do CNH; José Gonçalves e António Pereira, 2º e 3ºclassificados, respectivamente

Este mini-veleiro tem uma história de vida relacionada com a de Francisco Gonçalves, se tivermos em conta que este faialense dava aulas teóricas na Escola de Vela da Direcção-Geral de Desportos, na década de 70 do século passado. Era através deste modelo que eram dadas muitas explicações aos formandos. Francisco Gonçalves era o Responsável pela Escola, que teve como colaboradores


António Luís, José Fraga e João Andrade. Paralelamente às aulas teóricas, este mini-veleiro, feito em madeira, também chegou a andar no mar, complementando, assim, a vertente prática da Escola. O mestre Francisco Cardoso, que era carpinteiro, disse um dia a Francisco Gonçalves que ia fazer um mini-veleiro para oferecer ao filho deste, que era uma criança. Mas como o filho era pequeno, enquanto Francisco Gonçalves foi Responsável pela Escola de Vela fez sempre usou do modelo. Parado há vários anos, Francisco Gonçalves decidiu oferecê-lo ao Clube Naval da Horta, por considerar que aqui “tem mais utilidade”, com a particularidade de ter sido reparado pelo afilhado. “Foi um Troféu bastante difícil”

Hedi Costa construiu de raiz o seu próprio mini-veleiro Fotografias de: Cristina Silveira O campeão do “Troféu CNH 2014” em Mini-Veleiros afirma que se tratou de uma competição “bastante difícil, uma vez que os barcos são todos muito equiparados”. Embora o modelo do vencedor seja mais leve do que todos os outros, Hedi Costa defende que o que conta é a experiência. E realça: “Se houvesse mais treino, era diferente”. O facto de os participantes formarem um grupo muito homogéneo facilita, pois já se conhecem uns aos outros. “Mas acima de tudo, participamos para nos divertirmos”, sublinha. Apesar de estarmos a falar de veleiros em formato mini, Hedi Costa sustenta que “toda a componente de regras e regulamentação está presente, como se se tratasse de uma competição com embarcações grandes”, nas quais também já participou. O vencedor deste Troféu sabe que há um parque de proprietários de mini-veleiros muito maior do que aquele que participou nesta competição, os quais não competiram por razões diversas. As regatas de mini-veleiros representam um hobbie, mas Hedi Costa garante que “não se trata de um desporto dispendioso”. As avarias são, maioritariamente, reparadas pelos próprios donos dos mini-veleiros, os quais também são responsáveis pela manutenção. “Todos gostam de ter um bom veleiro e investem na aquisição de velas e mastros”, explica Hedi Costa, que construiu de raiz o seu veleiro. “Aproveitando a base do modelo que é igual aos outros, usei materiais mais leves, por isso o meu barco é mais leve do que

os outros e também mais fácil de manobrar”. Este praticante confessa que gosta de construir, o que o levou a investir no seu próprio mini-veleiro. “Estou muito satisfeito” João Nunes, Responsável pela Secção de Mini-Veleiros do Clube Naval da Horta, não podia estar mais satisfeito pela forma como decorreu este Troféu. “Não houve cancelamentos, o tempo colaborou sempre e houve competição, desportivismo e camaradagem”, realça. Quanto ao número de participantes, confessa que esperava mais, mas sabe que muitos não se inscreveram devido às alterações nos horários laborais, o que foi sinónimo de menos disponibilidade. O facto de alguns terem os barcos avariados, também pesou. Apesar de tudo, “continua a haver um grupo interessado e sempre com ideias e sugestões novas”. Durante as regatas, a competição é a sério e todos tentam ser os melhores. Terminada a prova, o tempo é de convívio. A comprovar, estão as horas de descontracção passadas junto à Turismar, de Mário Carlos, (também da Secção) após o terminús de cada uma das Provas deste Troféu. A amizade também está presente nas dificuldades, já que as reparações maiores são sempre feitas em casa de José Gonçalves. Quanto às pequenas manutenções, ficam por conta de cada um. A modalidade já conquistou não só muitos praticantes na ilha do Faial, como também muitos mirones curiosos que, ao passarem pelo local das provas, paravam para apreciarem as manobras das diversas regatas, que contaram sempre com um barco de apoio do CNH. No que concerne a um campeonato inter-ilhas, João Nunes refere que a Secção de Mini-Veleiros do CNH já foi ao Clube Naval das Lajes do Pico, “onde foi muito bem recebida”, fazer uma demonstração e tentar incrementar esta modalidade na ilha montanha, mas a semente não germinou. Perante os contactos encetados recentemente, coloca-se novamente a hipótese de a ideia vingar no Pico, “onde ressurgiu o interesse”. “O que está a faltar é alguém comprar um mini-veleiro e começar a praticar. A partir daí, vai ser uma bola de neve, como aconteceu no Faial”, salienta este dirigente. A Secção faialense também já foi à Terceira, por altura das Sanjoaninas, onde realizou uma prova, com a colaboração do Angra Iate Clube. Mas também lá, ainda não houve motivação suficiente. João Nunes é um adepto ferrenho dos mini-veleiros, há muitos anos. Integrou a Direcção do CNH há 6 anos, e precisamente por já estar por dentro desta mecânica, ficou com a Secção de MiniVeleiros a seu cargo. Este é já o segundo barco de João Nunes, que em 2013 foi o vencedor deste Troféu.


Editor das prestigiadas Revistas “Skipper” e “Regata” recebido pelo Presidente do CNH Enrique Curt manifestou grande vontade de dar a conhecer, nestas publicações, aspectos importantes da actividade do Clube Naval da Horta. O editor espanhol Enrique Curt, principal figura da prestigiada editora de Barcelona Curt Ediciones SA, visitou o Clube Naval da Horta (CNH) esta sexta-feira (30 de Maio), tendo sido recebido pelo Presidente da Direcção, José Decq Mota. Durante o encontro, no qual também participou o sócio do CNH Altino Goulart, amigo deste editor e navegador catalão, foram trocadas opiniões sobre o grande papel que a Horta tem na náutica internacional de recreio e sobre a relevante missão que as revistas da especialidade desempenham. A Curt Ediciones, SA, publica, entre outras, as prestigiadas Revistas “Skipper” e “Regata”, tendo Henrique Curt manifestado muita vontade de dar a conhecer, nestas conhecidas publicações, aspectos importantes da actividade do CNH e da intensa vida náutica que acontece na Marina da Horta. Foram igualmente trocadas impressões sobre a possibilidade de poder vir a haver uma ligação futura destas Revistas Náuticas a eventos existentes ou a criar pelo CNH. No final deste muito cordial encontro, José Decq Mota ofereceu a Enrique Curt um galhardete do CNH, bem como outas lembranças.

Membros do Cedar Mills Yacht Clube, do Texas, recebidos no Clube Naval da Horta

Estiveram na tarde de sábado, dia 31 de Maio, no Clube Naval da Horta (CNH) dois membros do Cedar Mills Yacht Club, de Texoma, no Texas. Durante a apresentação de cumprimentos, foram trocados galhardetes entre estes dois Clubes.


Presidente do Club Maritimo de Canido, na Galiza, apresentou cumprimentos ao Presidente do CNH As relações entre estes dois clubes não só de agora e nos últimos 5 anos velejadores deste clube galego têm participado no Encontro Internacional de Vela Ligeira, organizado pelo Clube Naval da Horta. Encontrando-se de passagem pela ilha do Faial, o Presidente do Club Maritimo de Canido, na Galiza, Mauro Olmedo Alonso, apresentou cumprimentos, na tarde desta segunda-feira (dia 26), ao Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta (CNH), José Decq Mota. Refira-se que estes clubes têm relações desde há vários, tendo em conta que nos últimos 5 anos equipas de jovens velejadores do Club Maritimo de Canido têm participado no Encontro

Internacional de Vela Ligeira que decorre no Faial, organizado pelo Clube Naval da Horta. José Decq Mota agradeceu a amabilidade de Mauro Olmedo Alonso e garantiu que iam ser envidados esforços no sentido de uma equipa do Clube Naval da Horta participar, em 2015, na principal prova organizada por este clube galego. No fim do encontro, Mauro Olmedo Alonso foi obsequiado com um galhardete do CNH e ainda com outras lembranças.


Programa “Açores Hoje” da RTP/A destaca dinamismo da Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial José Decq Mota falou entusiasticamente sobre a actividade e o papel desta Secção na preservação do bote baleeiro e na manutenção da tradição. O grande dinamismo da Secção de Botes Baleeiros da Ilha papel e da importância que a caça à baleia teve e continua a do Faial, tutelada pelo Clube Naval da Horta (CNH) não tem ter nos Açores”. passado despercebido. Precisamente por isso, o Responsável José Decq Mota afirmou que no Faial, além do Clube Naval, pela Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial, José Decq que tem 2 botes, são cinco as Juntas de Freguesia que possuMota, foi convidado do programa “Açores Hoje”, da RTP/A, em botes baleeiros: Salão, Capelo (tem 2), Feteira, Castelo que foi para o ar na tarde desta Branco e Angústias, sinal de que a terça-feira (dia 27). tradição está bem viva. José Decq Mota começou por reEste dirigente salientou que “esta ferir a realização da primeira Reforma de utilizar, em termos desporgata de Botes Baleeiros do calentivos populares, este magnífico padário faialense, realizada no dia 24 trimónio marítimo que são os botes deste mês, integrada nas Festas e as lanchas da baleia, é a melhor em honra de Nossa Senhora das forma que temos de defender e preAngústias e por isso mesmo denoservar a memória dessa verdadeira minada Regata de Vela de Botes odisseia marítima que foi a baleação Baleeiros de Nossa Senhora das açoriana, e simultaneamente conserAngústias. var a própria cultura marítima singuEste dirigente e grande defensor lar dos Açores”. do bote baleeiro, foi comentando Recorde-se que a VIII Regata Interas belíssimas imagens que foram nacional de Botes Baleeiros decorrecaptadas desta Regata, tendo recordado que rá em 2015, nas ilhas do Faial e do Pico. participaram 10 botes, 2 dos quais vindos de http://youtu.be/LNVdcLJCB6Q As Regatas de Botes Baleeiros são apenas uma São Mateus do Pico. das inúmeras iniciativas do Clube Naval da O Presidente da Secção de Botes Baleeiros do Faial referiu Horta, o mais dinâmico e activo dos Açores, e uma instituios treinos das tripulações femininas e masculinas dos botes, ção que trabalha em prol da promoção da actividade desporque acontecem quatro dias por semana, congratulando-se tiva dentro e fora do Faial, levando mais longe tudo aquilo com o aparecimento de novos adeptos, “sinónimo de que esta que faz. Para isso, conta com a divulgação feita na sua Págiactividade motiva e atrai muita gente nova, consciente do na (www.cnhorta.org).


Natação: Torneio de Fundo de Cadetes e Torneio Golfinho do CNH juntaram 32 atletas Este sábado (dia 10) 32 nadadores do Clube Naval da Horta (CNH) passaram um dia diferente, com actividades na piscina e convívio na sede do Clube. “As actividades decorreram muito bem e alguns nadado-

Convívio da Natação do CNH

res melhoraram os seus tempos”. É este o balanço feito

Os 32 nadadores do CNH que deram corpo às provas rea-

pela Directora da Secção de Natação do Clube Naval da

lizadas este sábado (dia 10), na piscina da ESMA, partici-

Horta (CNH), Olga Marques, a propósito do Torneio de

param no lanche-convívio promovido pela Direcção do

Fundo de Cadetes e do Tor-

Clube Naval da Horta, que

neio Golfinho, que se reali-

decorreu no Salão-Bar do

zaram este sábado (dia 10),

Clube. “Atletas, treinadores e

no Complexo Desportivo da

dirigentes, unidos pela vonta-

Escola Secundária Manuel

de comum de promoverem

de Arriaga (ESMA), na Hor-

esta

ta.

desportiva, estiveram em são

Ao todo (Escolinhas, Cade-

convívio na sede do Clube,

tes, Infantis, Juvenis, Junio-

que é de todos. A partir das

res e Seniores) participaram

16H00, os atletas da classe

nestas iniciativas 32 atletas.

de competição voltaram às

Os atletas de competição

provas”, sublinha o Presiden-

tiveram provas de manhã e à

te da Direcção, José Decq

tarde, ao passo que os da não competição participaram somente da parte da manhã.

Mota.

exigente

modalidade


Resultados desp natação

Torneio de Fundo de Cadetes e Torneio Golfinho

Infantis B 1.Gonçalo Goulart Oliveira 2.Manuel Pontes Valagão

canoagem canoagem Torneio da Marinha

4ª Prova Local

Femininos: 100m Livres Infantis B 1.Luna Rafaela Amor

Masculinos: 200m Estilos Infantis B 1.Afonso Martim Santimano 2.Gonçalo Goulart Oliveira

Masculinos: 100m Bruços Infantis B 1.Diogo Silveira Vieira Juvenis A 1.Guilherme Oliveira Nunes Juniores 1.Miguel Albuquerque

Masculinos: 200m Costas Infantis B 1.Afonso Martim Santimano

Femininos: 100m Costas Infantis B 1.Luna Rafaela Amor 400m Livres Cadetes, Masculinos 1.António Leal Cadetes, Femininos 1.Maria Cleto Rocha

Masculinos: 100m Mariposa Juvenis A 1.Guilherme Oliveira Nunes Juniores 1.Miguel Albuquerque

Masculinos: 200m Livres

Masculinos: 100m Costas Infantis B 1.Afonso Martim Santimano 2.Manuel Pontes Valagão Juvenis A 1.Guilherme Oliveira Nunes Juniores 1.Miguel Albuquerque 800m Livres Cadetes, Masculinos 1.Tomás Fraga Oliveira Cadetes, Femininos 1.Marisol Vargas Garcia

Masculinos: 100m Livres Infantis B 1.Diogo Silveira Vieira 2.Afonso Martim Santimano 3.Gonçalo Goulart Oliveira 4.Manuel Pontes Valagão Juvenis A 1.Guilherme Oliveira Nunes Juniores 1.Miguel Albuquerque

Masculinos: 400m Livres Infantis B 1.Diogo Silveira Vieira 2.Gonçalo Goulart Oliveira

Tempos e distâncias dos canoístas: MENORES MASCULINOS: 2 KM RICARDO VALADÃO 00:08:49:19 INICIADOS FEMININOS: 4KM MARIANA ROSA 00:22:17:15 INFANTIL MASCULINO: 6KM DAVID GRAÇA 00:28:14:90 LEANDRO CORVELO00:29:32:95 CLÉSIO PEREIRA 00:27:00:31

Menor Masculino: 1º Ricardo Raimundo: 27'04'' Iniciado Feminino: 1º Mariana Rosa: 29'55'' Infantil Masculino: 1º David Graça: 24'24'' 2º Clésio Pereira: 24'38'' Cadete Feminino: 1º Patrícia Piedade: 26'07'' Cadete Masculino: 1º Octávio Moreira: 23'02'' 2º Guilherme Nunes: 24'18''

Vela ligeira Torneio da Páscoa

CADETES FEMININOS: 8KM PATRÍCIA PIEDADES00:33:24:03 CADETES MASCULINOS: 8 KM OCTÁVIO 00:33:24:03 LEANDRO MEDEIROS00:36:50:06

Optimist Escolinhas 1º 2º 3º

Lucas Silva Bernardo Melo Ricardo Henriques

Optimist A


portivos de maio 1º 2º 3º 4º 5º 6º

Tomás Pó Mariana Luís Jorge Pires Rita Branco Cristóvão Ribeiro Vasco Escobar

Laser 4.7 1º 2º

Jorge Medeiros Inês Duarte

8º Vasco Cabral – CNSR 9º Pedro Costa – CNM Laser 4.7 1º Pedro Amaral – CNM 2º Pedro Costa – CNH 3º Jorge Medeiros – CNH 4º Inês Duarte – CNH 5º André Costa – CNH 6º Emília Branco – CNH 7º Ricardo Ávila – CNH

420

420

1º Ricardo Silveira/Tiago Serpa 2ºJorge Silva/Petra Ferreira 3ºJúlia Branco/Jorge Silva 4ºJúlia Branco/Petra Ferreira

1º Jorge Silva/Bartolomeu Ribeiro – CNH 2º Ricardo Silveira/Tiago Serpa – CNH 3º Ricardo Silveira/Júlia Branco – CNH 4º Júlia Branco/Tiago Serpa – CNH

Classe Access 1º 2º 3º

Libério Santos Rui Dowling Lício Silva

Vela ligeira Torneio da Marinha

1 ALÉM MAR ANTÓNIO JOÃO 2 NO STRESS ANTÓNIO OLIVEIRA 3 RAJADA ANTÓNIO LUIS 4 TUBA V FERNANDO ROSA ORC A 2º Regata 1 AZUL LUÍS QUINTINO 2 RIFT CARLOS MONIZ 3 DANCE AWAY BARRIE MCKINNELL 4 MARIAZINHA MANUEL GABRIEL NUNES ORC B 2º Regata 1 ALÉM MAR ANTÓNIO JOÃO 2 NO STRESS ANTÓNIO OLIVEIRA 3 RAJADA ANTÓNIO LUIS 4 TUBA V FERNANDO ROSA

Access 1º Lício Silva 2º Libério Santos 3º Aguinaldo Luís 3º Jorge Costa

Vela Cruzeiro

Vela Cruzeiro

ORC A:

1º Lucas Silva – CNH 2º Bernardo Melo – CNH 3º Ricardo Henriques – CNH 4º Miguel Mendes – CNM

1º - “Azul”, de Luís Quintino 2º - “Rift”, de Carlos Moniz 3º - “Fun Tastic”, de José Correia 4º - Dance Away, de Barrie Mackinnell 5º - “Mariazinha”, de Manuel Gabriel Nunes

1º Tomás Pó – CNH 2º Tomás Oliveira – CNH 3º Octávio Calor – CNSR 4º Jorge Pires – CNM 5º Alexandre Madruga – CNM 6º Cristóvão Ribeiro – CNH 7º Vasco Escobar – CNH

1 AZUL LUÍS QUINTINO 2 RIFT CARLOS MONIZ 3 DANCE AWAY BARRIE MCKINNELL 4 MARIAZINHA MANUEL GABRIEL NUNES ORC B 1º Regata

Miniveleiros 5ª Prova do “Troféu CNH 2014 FINAL

Classificação da 5ª Provaa

Optimist Escolinhas

ORC A 1º Regata

“Ilhéu Deitado”, de Nuno Santos “Xanu, de Ivo “Soraya”, de Frederico Rodrigues “Primo”, de Emídio Gonçalves “Pagode”, de Francisco Ribeiro

Regata da Marinha

2ª Prova do Campeonato

Optimist A

Oliveira 2º - “Além Mar”, de António João 3º - “Tuba V”, de Fernando Rosa OPEN:

1.Hedi Costa 2.João Nunes 3.José Gonçalves 4.António Pereira 5.Mário Carlos 6.Miguel Gonçalves

Classificação geral 1.Hedi Costa 2.António Pereira 3.José Gonçalves 4.Eduardo Pereira 5.João Nunes 6.Mário Carlos 7.Sandro Laranjo 8.Emanuel Silva ORC B: 9.Miguel Gonçalves 10.Rui Rodrigues 1º - “No Stress”, de António 11.Bruno Gonçalves


Resultados desportivos de maio Pesca de costa 5ª Prova

1.Carlos Medeiros 2.Teles Neves 3.Moisés Sousa 4.António Silva 5.José Silva 6.José Armando Silva 7.Juliana Nóbrega

Pesca de costa

Dia da Marinha

1º José Armando Silva 2º António Baptista – capturou o maior exemplar 3º José Escobar 4º Arquimínio Faria 5º Moisés Sousa 6º Horácio Cardoso 7º Emanuel Raposo 8º Juliana Nóbrega 9º Carlos Fernandes 10º António Fernandes 11º Nuno Pinheiro 12º Fernando Medeiros


Textos: Cristina Silveira Montagem: LuĂ­s Moniz

Ir_ao_mar maio 2014  

Publicação mensal sobre as atividades desportivas do Clube Naval da Horta

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