Page 1

IR A

MAR

REVISTA MENSAL SOBRE A ATIVIDADE DO CLUBE NAVAL DA HORTA

Nยบ 54 SETEMBRO 2018 ARTUR FILIPE SIMร•ES | CNH 2018


CLUBE NAVAL DA H

RTA

BOTES BALEEIROS REGATA DO VARADOURO CONTOU COM OS 8 BOTES DO FAIAL E UM DO PICO

As lanchas da Comissão de Regata foram a “Walkiria” e a “Rosa Maria”

D

ecorreram sábado, dia 1 de Setembro, as Regatas de Vela e Remo em Bote Baleeiro da Festa do Varadouro, organizadas pelo Clube Naval da Horta (CNH) e integradas nas festividades em honra de Nossa Senhora da Saúde. De acordo com informações cedidas por José Decq Mota, da Secção de Botes Baleeiros do CNH, na Regata de Vela – com largada pelas 16 horas – participaram os 8 botes do Faial e um da ilha do Pico. As lanchas da Comissão de Regata foram a “Walkiria”, do Clube Naval da Horta; e a “Rosa Maria”, do Clube Náutico das Lajes do Pico. O “Eric Tabarly”, o “Piloto João Lucas” e o“Terrinha”, do CNH, foram as embarcações de apoio a estas provas. Tempos e Resultados da Regata de Vela: 1º - “Senhora das Angústias” - Junta de Freguesia das Angústias - Oficial - José Gonçalves - 34m27s 2º - “Senhora do Socorro” - Junta de Freguesia do Salão - Oficial: Pedro Garcia - 34m58s 3º - “Capelinhos” - Junta de Freguesia do Capelo - Oficial: Luís Decq Mota - 35m05s

2

4º - “Senhora da Guia” - Junta de Freguesia da Feteira - Oficial: Rute Matos - 38m31s 5º - “Senhora de Fátima” - Junta de Freguesia de Castelo Branco - Oficial: António Luís - 38m40s 6º - “Maria Armanda” - Clube Náutico das Lajes do Pico - Oficial: Filipe Fernandes - 40m45s 7º - “Maria da Conceição” - Clube Naval da Horta - Oficial: Luís Alves - 42m02s 8º - “São José” - Junta de Freguesia do Capelo Oficial: Emídio Gonçalves - 42m51s 9º - “Claudina” - Clube Naval da Horta - Oficial: Mário Terra Carlos - 43m52s Na Regata de Remo, inscreveram-se duas Equipas Femininas e uma Masculina, tendo a largada acontecido pelas 12h05. Tempos e Resultados: Remo Feminino: 1º - “Senhora da Guia” - Junta de Freguesia da Feteira - Oficial: Lúcia Sousa - 05m19s 2º - “Senhora da Fátima” - Junta de Freguesia de Castelo Branco - Oficial: Mariana Luís - 06m26s Remo Masculino: Concorrente único - “Senhora do Socorro” - Junta de Freguesia do Salão - Oficial: Pedro Garcia 04m27s

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

BOTES BALEEIROS “SENHORA DO SOCORRO” GANHOU O CAMPEONATO DO FAIAL 2018

O bote do Salão é o campeão da época de 2018

O

Campeonato de Vela em Bote Baleeiro da Ilha do Faial relativo a 2018 teve como vencedores os botes “Senhora do Socorro”, da Junta de Freguesia do Salão; “Capelinhos”, da Junta de Freguesia do Capelo; e “Senhora das Angústias”,

da Junta de Freguesia das Angústias. Das 8 Regatas inicialmente previstas, realizaram-se 6, tendo participado os 8 botes baleeiros do Faial. A Entrega de Prémios acontecerá no decorrer do Jantar do 71º Aniversário do Clube Naval da Horta (CNH), ocorrido no dia 26 de Setembro, e que será celebrado no dia 20 deste mês.

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

3


CLUBE NAVAL DA H

4

RTA

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

CANOAGEM CANOÍSTAS MANTIVERAM OS TEMPOS NA PROVA DE ANIVERSÁRIO DO CNH

Francisco Garcia e José Macedo no barco de apoio, com os canoístas em Prova

A

Prova da Secção de Canoagem do Clube Naval da Horta (CNH) integrada no Programa Comemorativo do 71º Aniversário, decorreu na manhã deste sábado, dia 22, na Baía da Horta. Susana Rosa, Directora desta Secção, faz o balanço da actividade: “Participaram 9 atletas dos escalões Menor, Infantil, Cadete, Júnior e Veterano. Tratou-se de uma Prova de Fundo de 2.000 mil metros até aos Infantis e de 6.000 metros para os escalões superiores. O vento por vezes forte e com refregas, foi a maior dificuldade que os atletas enfrentaram.

Mesmo assim, apesar de alguns canoístas terem feito uma paragem para férias, os tempos não pioraram. Na ausência do Treinador Hugo Parra, por motivos de saúde, a Prova foi orientada pelo Treinador e Juiz/Árbitro, Francisco Garcia, antigo dirigente do CNH, a quem a Secção de Canoagem agradece a disponibilidade manifestada no apoio dado.”

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

5


CLUBE NAVAL DA H

6

RTA

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

MINI-VELEIROS JOÃO NUNES VENCE REGATA DO VARADOURO

F

oram dez os velejadores participantes na Regata do Varadouro, realizada domingo, dia 2, no porto da zona, integrada nas festas em honra de Nossa Senhora da Saúde. João Nunes, 1º lugar; Eduardo Pereira, 2º lugar, e José Gonçalves, 3º lugar, ocuparam os lugares do pódio desta Prova, organizada pela Secção de Mini-Veleiros do Clube Naval da Horta (CNH). João Nunes, velejador e antigo Dirigente, descreve a forma como decorreu esta competição: “Foi mais uma vez convidada a Secção de Mini-Veleiros do CNH a participar nestas festas. A Prova correu bem, embora faltasse um pouco de vento e o mar no porto estivesse um pouco mexido, o que complicou um bocadinho a vida aos ‘skippers’. Teve um número de participantes excelente, realizando-se um convívio após a Regata, com Entrega de Prémios, como já vem sendo habitual”.

O próximo evento desta Secção será a Regata do 71º Aniversário do CNH, calendarizada para o dia 23 deste mês.

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

7


CLUBE NAVAL DA H

8

RTA

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

PESCA DESPORTIVA DE BARCO “ZEUS”, “XARK” E “TITOU” NOS 3 LUGARES DO PÓDIO NA 4ª PROVA DE CORRICO

F

oram 5 as embarcações participantes na 4ª Prova de Pesca de Corrico do Campeonato de Pesca Desportiva de Barco do Clube Naval da Horta (CNH) - Época de 2018, que decorreu na manhã de domingo, dia 9. “Zeus”, 1º lugar; “Xark”, 2º lugar; e “Titou”, 3º lugar, ocuparam os 3 lugares do pódio desta prova, a última do conjunto das 4 de Pesca de Corrico e a 7ª deste Campeonato. A embarcação “Zeus” foi duplamente vencedora, se tivermos em conta que capturou o maior exemplar: uma bicuda, com 3.120 quilos. Recorde-se que o Campeonato de Pesca Desportiva de Barco do CNH desta temporada é composto por 8 provas, sendo 4 de Pesca de Fundo e 4 de Pesca de Corrico. Do conjunto das 4 Provas de Pesca de Fundo, apenas falta a Prova de Aniversário do CNH (nocturna), calendarizada para o próximo sábado, dia 15 de Setembro. Apesar de só faltar uma competição, Luís Carlos Garcia, Director desta Secção, refere que “o Campeonato será disputado até à ultima Prova, podendo, mesmo ainda haver alterações inclusivamente no 1º lugar”.

A empresa “Delfim Vargas, Lda” é novamente o patrocinador deste Campeonato.

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

9


CLUBE NAVAL DA H

10

RTA

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

PESCA DESPORTIVA DE COSTA PROVA DE ANIVERSÁRIO DO CNH

Carlos Medeiros, Juliana Nóbrega e José Escobar conquistam o pódio na Prova de Aniversário do CNH

F

oram 5 os pescadores que participaram na Prova do 71º Aniversário do Clube Naval da Horta (CNH), organizada pela Secção de Pesca Desportiva de Costa. A competição decorreu entre as 8 e as 12 horas deste domingo, dia 23, na Lajinha. Carlos Medeiros, Director desta Secção, refere que “a Prova correu muito bem, com bom tempo: sem chuva nem vento”.

O pódio foi partilhado por Carlos Medeiros, 1º lugar; Juliana Nóbrega, 2º lugar, e José Escobar, 3º lugar. Em 4º lugar ficou António Silva e em 5º, Moisés Sousa, que capturou o maior exemplar: um sargo com 690 gramas. Como habitualmente, a pesagem constituiu um momento de amena cavaqueira e de tira-teimas, regada pelo lanche oferecido pelo CNH. Os Prémios serão entregues no decorrer do Jantar Festivo do 71º Aniversário do CNH, que terá lugar em Outubro próximo.

Atrás, da esquerda para a direita: Moisés Sousa, António Silva, José Escobar e Carlos Medeiros À frente: Juliana Nóbrega

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

11


PESCA DESPORTIVA DE COSTA 38º TORNEIO AÇORIANO DE PESCA DESPORTIVA DE COSTA

Luís Castro, representante da Mútua dos Pescadores - Cooperativa de Seguros Portuguesa; José Silva, Carlos Medeiros, José Armando, Palma Rolim, Presidente do Clube Açoriano de Pesca Desportiva de Ponta Delgada, e José Escobar

C

arlos Medeiros, José Silva, José Armando e José Escobar, foram os 4 pescadores da Secção de Pesca Desportiva de Costa do Clube Naval da Horta (CNH), que participaram no Torneio Açoriano de Pesca, que decorreu nos dias 8 e 9 do corrente, em São Miguel, organizado pelo Clube Açoriano de Pesca Desportiva de Ponta Delgada. Em termos de classificação, José Escobar foi o 2º do pódio; Carlos Medeiros foi 13º classificado, José Armando 18º e José Silva 19º. Carlos Medeiros, Director da Secção de Pesca Desportiva de Costa do CNH, explica que estes foram os pescadores seleccionados pelo facto de serem os que mais se distinguiram em termos classificativos no Campeonato de 2018. Participaram 37 pescadores oriundos das ilhas

Faial, Santa Maria e São Miguel. O maior exemplar, um sargo com 1.170 quilos, foi capturado por Filipe Botelho. Carlos Medeiros sublinha “o convívio gerado, o acolhimento recebido e a boa organização da Prova”, considerando que foi “um bom momento”. Todos os pescadores receberam Diplomas de Participação, tendo havido Prémios para os vencedores. Esta deslocação – suportada pelo CNH – resulta do intercâmbio existente com o Clube Açoriano de Pesca Desportiva de Ponta Delgada, que participa habitualmente nas Provas organizadas pela Secção de Pesca Desportiva de Costa do CNH no decorrer do Festival Náutico da Semana do Mar.


PARCERIAS

SÓCIOSCNH

VANTAGENS DOS

COMBUSTIVEL

BOMBA COMBUSTíVEL AZORIA • 0,03€ de desconto por litro de combustível • 0,08€ de desconto por kg de gás * * Para a obtenção do desconto de gás, dirija-se ao armazém do Pasteleiro – Angústias (por detrás da bomba de combustíveis). Os descontos do gás também são válidos em entregas ao domicílio


ALOJAMENTO E RESTAURAÇÃO

A ABEGOARIA - CASAS DE CAMPO • 15% de desconto comercial nos preços NET - Excepto promoções e produtos tabelados por lei

BENSAÚDE TURISMO • Alojamento: 10% de desconto sobre o valor da BAR (Best Available Rate) • Hóteis: Hotel Marina Atlântico; Hotel Avenida; São Miguel Park Hotel; Terra Nostra Garden Hotel; Estalagém dos Clérigos; Terceira Mar Hotel; Hotel do Canal; Hotel Açores Lisboa • Refeições: 10% de desconto no Restaurante/Bar do Hotel do Canal

HOTEL MARINA • 15 % de desconto no preço de tabela do valor do alojamento

QUINTA DAS BUNGANVÍLIAS • 15 % de desconto

CASA DAS AREIAS • 20% para o período 01-Outubro a 30-Abril • 5% para o período 01-Maio a 30-Setembro


QUINTA DA MEIA EIRA • 20% para o período 01-Outubro a 30-Abril • 5% para o período 01-Maio a 30-Setembro

A Casa do Lado • 10% de desconto em todas as estadias, mediante a apresentação do cartão de Sócio ou de Credencial passada pelo Clube Naval da Horta - excepto promoções

CLUBE NAVAL DA HORTA - BAR • LOUNGE • PUB • 10% para os sócios do CNH

COMÉRCIO

CASA DAS MEIAS • 15 % de desconto

NAUTIQUE - PRESENTES DO MAR • 10 % de desconto em todos os artigos


MARÉS & MARINHEIROS • 5% de desconto em todos os produtos

SERVIÇOS

ESPAÇO X • 10% de desconto em todos os produtos - excepto promoções

MARINA DA HORTA • 20 % de desconto no estacionamento das embarcações

SECRETARIA REGIONAL DOS RECURSOS NATURAIS • 20% de desconto sobre o valor do bilhete completo nos Centros de Interpretação Ambiental da Região

TRIBUNA DAS ILHAS • 10% de desconto nas assinaturas anuais


AZORES4FUN • 5% de desconto em todos os produtos

ESTAÇÃO COSTEIRA PORTO DE ABRIGO • Cria as condições para que as embarcações dos sócios do CNH possam usufruir permanentemente do serviço de comunicações prestado pela Estação Costeira Porto de Abrigo

MÚTUA DOS PESCADORES MÚTUA DE SEGUROS,CRL • Marítimo Recreio e Marítimo Turística - 40% desconto • Multirriscos Habitação e Multirriscos Empresas e Condomínio - 40% desconto • Acidentes Trabalho e Acidentes Pessoais - 40% desconto

CLICK SAÚDE & BEM ESTAR • 20% de desconto na Clínica da Beleza, do Centro de Fisioterapia e no Centro de Acupuntura - Os descontos apresentados serão efetuados sobre o preço unitário de balcão, não estão incluídos pacotes, nem são acumuláveis com outros descontos ou promoções

LOS - Live Our Style, Lda • 40% de desconto nas Tintas Dyrup • 5% por cento na Stihl • 10% nos restantes artigos


CLUBE NAVAL DA H

RTA

VELA DE CRUZEIRO “AQUAVIT (ORC) E “SORAYA” (OPEN) VENCERAM A REGATA DO VARADOURO

O “Aquavit”, de Carlos Moniz, foi o 1º classificado na Classe ORC

“A

Regata decorreu com condições de vento que poderão considerar-se aceitáveis para esta prova. No entanto, as mesmas fizeram com que duas embarcações não chegassem ao fim. “Aquavit” em ORC e “Soraya” em OPEN, foram as embarcações vencedoras desta Regata do Varadouro 2018. A prova contou à partida da Horta com 7 embarcações, o que permitiu dar outro colorido à baía do Varadouro, na manhã do passado domingo, dia 2 de Setembro”. É este o balanço feito por Luís Costa, Presidente da Secção de Vela de Cruzeiro do Clube Naval da Horta (CNH) à forma como decorreu a Regata do Varadouro, organizada por esta entidade, e integradas nas festividades em honra de Nossa Senhora da Saúde.

20

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

VELA DE CRUZEIRO REGATA DE ANIVERSÁRIO DO CNH CONTOU COM 12 EMBARCAÇÕES

O vento marcou presença nesta Prova comemorativa dos 71 Anos do CNH

D

ecorreu na tarde de domingo, dia 23, a Regata de Vela de Cruzeiro comemorativa do 71º Aniversário do Clube Naval da Horta (CNH). A convite do Gabinete de Imprensa do CNH, Luís Costa, Presidente da Secção de Vela de Cruzeiro desta instituição náutica faialense, reporta esta actividade: “A Regata de Aniversário do CNH contou com a participação de 12 embarcações de Vela de Cruzeiro, sendo que 4 competiram na Classe ORC e 8 na Classe OPEN. “Aquavit”, com o ‘Skipper’ João Duarte (1º lugar); “Air Mail”, capitaneado por Luís Decq Mota (2º lugar); e “Maresia II”, tendo como ‘Skipper’ Fernando Rosa (3º lugar), foram os vencedores da Classe ORC. No pódio da Classe OPEN ficou em 1º lugar o

“Soraya”, capitaneado por Frederico Rodrigues; o 2º lugar foi arrebatado pelo “Além-Mar”, tendo como ‘Skipper’ Disidério Machado; tendo o 3º lugar sido ocupado pelo “Rajada”, com o Capitão António Luís. O percurso consistiu na rondagem de uma bóia colocada junto ao Monte da Guia e outra fora do porto de Pedro Miguel, tendo o ponto de chegada sido a Marina da Horta e o farol da doca comercial. A Prova correu com boas condições de vento à largada, tendo o mesmo diminuído ao longo da Regata, mas permitindo que todas as embarcações concluíssem esta competição”. A próxima actividade da Secção de Vela de Cruzeiro do CNH será a Regata da República, calendarizada para o dia 5 de Outubro (dia em que se comemora a Implantação da República Portuguesa).

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

21


CLUBE NAVAL DA H

22

RTA

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

VELA LIGEIRA TROFÉU DE ANIVERSÁRIO DO CNH

Fotografia com velejadores e alguns familiares, Treinador e Dirigentes

I

ntegrado no Programa Comemorativo dos 71 Anos do Clube Naval da Horta (CNH) – que se assinala na próxima quarta-feira, dia 26 – a Secção de Vela Ligeira realizou, na manhã de sábado, dia 22, o Troféu de Aniversário do CNH. O Treinador Duarte Araújo conta-nos os resultados: “Participaram nesta Prova 13 Optimists, 6 Lasers e 2 420. Realizaram-se duas regatas para os Optimist A e B e para os 420, e três para os Lasers. No final das regatas aproveitou-se a oportunidade para fazer uma foto de família, com os velejadores, alguns pais, mães e parentes próximos, além de Dirigentes do CNH. No próximo fim-de-semana será a vez da Classe Hansa do CNH (Vela Adaptada) realizar as suas regatas no âmbito deste Programa festivo”.

Aqui ficam os vencedores em cada uma das Classes em competição: Optimist A: - Maísa Silva - Manuel Bettencourt - David João Optimist B: - Alexandre Pinheiro - Francisco Colaço - Diogo Sá da Bandeira Laser 4.7: - Jorge Krug Pires - Tomás Pó - Pedro Moniz - Mariana Rosa Laser Standard: - Gjalt Van Der Zee - António João

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

23


CLUBE NAVAL DA H

RTA

VELA LIGEIRA REUNIÃO DE PAIS

A reunião decorreu no Centro de Formação de Desportistas Náuticos do CNH. Secção precisa de mais um Treinador e de material novo

C

om o início da Época de 2018-2019, o Clube Naval da Horta (CNH) convocou os pais dos atletas da Secção de Vela Ligeira para uma reunião com vista à apresentação do Calendário, Horário de Treinos, Treinador e Monitora, que decorreu na tarde desta terça-feira, dia 25, no Centro de Formação de Desportistas Náuticos do CNH. José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH, começou por apresentar a equipa presente: Olga Marques, Vice-Presidente da Direcção e Directora da Secção de Vela Ligeira, Duarte Araújo, Treinador de Grau II e Coordenador da Escolade Vela do Clube Naval da Horta; e a Monitora, Mariana Luís. Para fazer a ponte entre as estruturas e a logística desportiva, o CNH vinha contando com o trabalho de António Menezes Porteiro, Estagiário L, que, por ter terminado o contrato ao abrigo deste Programa, foi agora contratado para desempenhar as funções de Técnico de Gestão Desportiva.

24

Com a saída do Treinador de Grau I, Edmar Delgado, o foco imediato passa por encontrar um substituto, já que esta instituição náutica tem vindo a trabalhar num quadro de expansão da Escola de Vela, o que obrigatoriamente exige mais um elemento nessas funções. Paralelamente, o CNH debate-se, também, com a falta de material. “Tratando-se de uma Secção que tem uma grande actividade necessita de muito material, o qual é alvo de um intenso desgaste devido à sua utilização de forma permanente”, explicou José Decq Mota, lembrando “o imprescindível trabalho de Diogo Picanço Nunes, funcionário responsável pelas reparações, que acontecem a tempo inteiro”. “Os apoios para apetrechamento dos clubes foram drasticamente reduzidos” Mas o problema da falta de material e do estado obsoleto em que algum se encontra, reside numa questão de fundo, que há anos vem sendo preterida por quem tem obrigações em apoiar os clubes na sua dotação de equipamento à medida das necessidades e no crescente aumento do número

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H de praticantes. O Presidente da Direcção da única instituição náutica do Faial, lembra que “desde 2009 que os programas e formas habituais de reposição de material se encontram fechados e que só muito recentemente é que começaram a abrir, mas de forma muito residual e pontual”. E prossegue: “As frotas que eram usadas nos Jogos das Ilhas, realizados de 4 em 4 anos, eram preciosas na medida em que após este evento os clubes adquiriam esses barcos a um custo muito simbólico, o que permitia o apetrechamento de forma contínua e a baixo custo. Mas com a mudança de políticas, a situação inverteu-se e nos últimos anos a Direcção Regional do Desporto (DRD) em vez de ajudar os clubes, pede-lhes barcos emprestados para usar nos Jogos das Ilhas”. “É importante que os velejadores não faltem” Sempre abordando a temática dos apoios ou da falta destes, o Presidente da Direcção do CNH sustenta que nos Açores há contratos-programa “aos quais o Clube Naval da Horta concorre sempre, e que representam uma parte fundamental no sentido de poder ter uma Secção destas a funcionar”.

RTA

“Quando assinámos o contrato com a Direcção Regional do Desporto para a realização das 5 Provas Locais, significa que temos de cumpri-las, pois se o número de participantes em cada regata for inferior a 50% dos inscritos nos núcleos, a DRD corta no apoio que é concedido ao CNH”, alertou José Decq Mota, chamando a atenção dos pais para “a necessidade de os filhos não faltarem às Provas calendarizadas”. E rematou, a propósito: “A participação dos vossos filhos nas Provas Locais tem, entre outros aspectos, a garantia de assegurar que os valores dos contratos-programa sejam atribuídos ao CNH, verbas que são de vital importância para a manutenção desta modalidade. Estas regras foram impostas para evitar o desrespeito e os exageros que eram cometidos por certos clubes nalgumas ilhas, em que pura e simplesmente recebiam o dinheiro não havendo provas, o que nunca aconteceu no CNH”. Para além disso, há 3 anos que foi instituído por parte do Clube Naval da Horta o pagamento de uma pequena taxa por parte de cada velejador “no sentido de ajudar a fazer face às despesas inerentes ao pessoal e material”. “Desejo uma boa época e que os vossos filhos se realizem na Secção de Vela Ligeira do CNH”, concluiu José Decq Mota.

Equipa do CNH: Olga Marques, Vice-Presidente da Direcção do CNH e Directora da Secção de Vela Ligeira; José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH; Duarte Araújo, Treinador de Grau II e Coordenador da Escola de Vela do CNH; e Mariana Luís, Monitora de Vela Ligeira do CNH

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

25


CLUBE NAVAL DA H

RTA

Aumentar o número de treinos Por seu turno, o Treinador Duarte Araújo deu as boas-vindas a todos, entregando a cada um dos presentes o calendário de provas para a nova temporada, ao mesmo tempo que apresentou a nova Monitora da Escola de Vela do CNH, Mariana Luís. Este Técnico acertou com os pais os melhores horários dos filhos para treinar de semana e ao fim-de-semana, sublinhando que “o objectivo é aumentar o número de treinos”.

Este será um período especial e diferente na vida de Mariana Luís, que no próximo ano lectivo pensa ingressar na universidade, numa área ligada ao mar.

Ensinar e aprender Convidada a apresentar-se, Mariana Luís referiu que é velejadora do Clube Naval da Horta desde os 5 anos, tendo ganho diferentes títulos ao longo de várias épocas. Sendo Monitora desde há 4 anos, sempre no período do Verão, esta jovem começou por ser Assistente de Duarte Araújo mas depois passou a ter os seus próprios alunos. Além de ser detentora de Carta de Marinheiro, tem revelado grande apetência para lidar com os mais novos. A propósito desta temporada, Mariana diz que pretende transmitir o que foi aprendendo ao longo do seu percurso enquanto velejadora, mas, também, aprender com os seus novos alunos.

Os pais tomaram conhecimento das condições existentes nesta nova temporada, que já arrancou

Para já, os treinos serão dados pelo Treinador Duarte Araújo e pela Monitora Mariana Luís

26

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

ir_ao_mar - Nยบ54, setembro de 2018

RTA

27


CLUBE NAVAL DA H

28

RTA

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

WINDSURF SEGUNDO CURSO DE INICIAÇÃO - ALUNOS FALAM DA SUA EXPERIÊNCIA

Atrás: Flávio Pereira (Monitor), Miguel Duarte, Vasco Lourenço e Jorge Fontes (Monitor) À frente: Alexandra Cebola e Tiago Taveira

O

Grupo de Trabalho da Secção de Windsurf do Clube Naval da Horta (CNH) – de que fazem parte Jorge Fontes, Flávio Pereira, Rute Matos e João Medeiros – continua a dar seguimento ao plano de actividades traçado no início deste mandato, que termina no fim do ano. O segundo Curso de Iniciação ao Windsurf – que decorreu de 22 de Agosto a 5 do corrente – inclui-se precisamente nesse desiderato. A turma era composta por 4 alunos, com idades inferiores a 18 anos, os quais foram convidados a partilhar com todos nós as ex-

30

periências vividas em contexto de formação e a visão que têm sobre esta cativante modalidade. Recorde-se que este Grupo de Trabalho já organizou, anteriormente, um outro Curso de Iniciação bem como um Curso de Aperfeiçoamento da modalidade. Alexandra Cebola, 14 anos: “Gostava de participar num Curso de Aperfeiçoamento” “Decidi inscrever-me porque tinha interesse em experimentar este desporto. Devo confessar que no início é um bocadinho difícil. As mãos não estavam habituadas a fazer força para puxar a vela para cima, mas no fim do Curso era algo que eu já dominava melhor. Tanto o Jorge como o Flávio foram bons Moni-

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

Alexandra Cebola: “O Curso correu bem. Foi fixe!”

tores, mas o Flávio esteve mais presente pelo facto de o Jorge ter tido compromissos profissionais. Pratico Canoagem no Clube Naval da Horta mas não tem nada a ver com o Windsurf. O facto de termos sido só 4 formandos foi muito bom, o que permitiu mais tempo e atenção por parte dos Monitores. A montagem do equipamento levava sempre bastante tempo. Acho mesmo que esta parte era mais complicada do que a aula em si. Posso dizer que não é um desporto tão cansativo como a Canoagem. É giro! E quando vamos rápido, é fixe! É claro que também não pode haver vento em demasia, senão caímos. Houve dias em que tivemos pouco vento e outros em que era demasiado forte. Deu para aprender muita coisa, mas se eu pudesse continuar, era bom. Gostava de participar num Curso de Aperfeiçoamento, caso surja essa oportunidade”.

Vasco Lourenço, 16 anos: “A adrenalina que se sente ao andar numa prancha é excelente! “Já pratiquei Vela e Canoagem no CNH e desde há algum tempo que tinha vontade em iniciar-me neste desporto. Aliás, tentei participar no Curso de Iniciação que se realizou em 2017, mas não foi possível pelo facto de já ter compromissos naquela data. Gosto de fazer Vela em regatas com a família, preferindo o Windsurf. No entanto, os conhecimentos marítimos da Vela ajudaram na teoria, mas na prática são desportos diferentes. A Canoagem não se compara em nada ao Windsurf. A adrenalina que se sente ao andar numa prancha é excelente! A única coisa que nos separa da água é precisamente a prancha, permitindo um maior contacto com a água. Apanhámos um dia com muito vento o que foi

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

31


CLUBE NAVAL DA H

RTA

Vasco Lourenço (de óculos): “Os Monitores foram extraordinários e ensinaram bem. O meu agradecimento ao Jorge e ao Flávio por esta oportunidade”

bom para aprendermos com condições mais exigentes. Qualquer coisa que se aprenda de novo é difícil e neste caso não foi diferente. No início, o equilíbrio foi muito dificil, mas depois de se adquirir o jeito, vai bem. É como andar de bicicleta: primeiro caímos muitas vezes mas depois quando ganhamos o equilíbrio, já está. Agora, o importante é praticar. Para tal, vou combinar com os restantes alunos para praticarmos no sentido de evoluir. Para já, penso utilizar o material da Secção, como aconteceu durante o Curso e depois de já ter mais conhecimento, poderei investir em equipamento próprio. Participar nas actividades organizadas pelo Grupo de Trabalho da Secção de Windsurf do CNH, será um desafio interessante. Na minha opinião, este desporto é para ambos os sexos e devo dizer que a Alexandra se saiu muito bem. Aqui, vamos pela técnica e não pela força e ela adaptou-se mesmo muito bem. O facto de já nos conhecermos os 4, tornou as coisas mais fáceis. A amizade que nos une ajudou bastante Damo-nos todos muito bem e

32

a “competição” que se gerou no grupo foi ao nosso nível. Não havia o medo de errar. Claro que gozávamos uns com os outros sempre que algo corria menos bem, mas ajudavámo-nos mutuamente. Foi espectacular! O ambiente ajudou muito a gostar deste desporto, que é diferente e engraçado. Os Monitores foram extraordinários e ensinaram bem. O meu agradecimento ao Jorge e ao Flávio pela oportunidade, sendo certo que o Flávio passou mais tempo connosco, pelo facto de o Jorge ter tido questões de agenda relacionadas com o trabalho. Mesmo algumas pessoas que estavam a observar, também deram dicas. Foram todos extraordinários! Gostava muito de participar num Curso de Aperfeiçoamento a fim de adquirir mais conhecimentos. Aconselho vivamente a que outros experimentem o Windsurf, pois quando praticarem, vão apaixonar-se por este desporto”.

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

Tiago Taveira: “Fiz o Curso porque queria experimentar outros desportos.

Tiago Taveira: 15 anos: “Foi muito positivo o facto de termos sido uma turma de apenas 4 alunos” Pratico Canoagem e experimentei a Vela no CNH e devo dizer que este Curso de Iniciação ao Windsurf foi muito bom.O equilíbrio foi mais ou menos difícil. Com técnica, já se consegue andar com mais vento. O grupo era bom e sermos todos amigos também ajudou. Foi muito positivo o facto de termos sido uma turma de apenas 4 alunos, o que tornou a aprendizagem mais fácil. Apenas havia um elemento feminino no grupo mas entendo que o Windsurf é um desporto para ambos os sexos. Embora se possa pensar que exige força, o que é uma realidade no início, com o tempo a técnica vai sendo o mais importante. A Alexandra safou-se bem! Os Monitores foram bons e souberam ensinar. Fiz este Curso para aprender e agora a evolução virá com a prática”.

Miguel Duarte, 14 anos: “Participei por incentivo de meu pai, que já praticou” “O Curso correu bem e foi bem organizado. Decidi participar porque meu pai me incentivou, tendo em conta que já praticou. Não é um desporto muito difícil de aprender. No início demora-se um bocadinho a ganhar o equilíbrio, mas depois vai-se melhorando gradualmente. Gostei do grupo, pois éramos todos da mesma idade e somos amigos. Os Monitores estiveram bem e tenho uma boa amizade com eles. Usámos o equipamento do CNH e pretendo continuar a fazer isso até perceber se vou evoluir no desporto ao ponto de se justificar investir na aquisição de material próprio. Independentemente disso, gostava muito de participar num Curso de Aperfeiçoamento a fim de evoluir”.

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

33


CLUBE NAVAL DA H

RTA

Miguel Duarte, 14 anos: “Participei por incentivo de meu pai, que já praticou”

34

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

WINDSURF MONITORES FAZEM O BALANÇO AO SEGUNDO CURSO DE INICIAÇÃO

F

lávio Pereira e Jorge Fontes – que fazem parte do Grupo de Trabalho da Secção de Windsurf do Clube Naval da Horta (CNH) – juntamente com Rute Matos e João Medeiros – foram os Monitores do segundo Curso de Iniciação ao Windsurf, que decorreu de 22 de Agosto a 5 do corrente, e em que participaram 4 jovens. O Gabinete de Imprensa do CNH desafiou estes amantes do Windsurf a falarem desta experiência. “Formandos motivados” “Este segundo Curso de Iniciação ao Windsurf decorreu muito bem, com formandos motivados, equipamento adequado, bom tempo, boa evolução e objectivos atingidos.

Desde que este Grupo de Trabalho iniciou a sua actividade, que tem tentado diversificar o público-alvo numa perspectiva de atrair mais entusiastas para a prática da modalidade. Desta vez, optámos por alunos mais novos, uma vez que à partida têm mais disponibilidade, grande apetência para aprender e, na nossa perspectiva, ganhando o gosto pela modalidade têm maior probabilidade de continuar a praticar. Já existem alguns interessados num novo Curso de Iniciação, mas de momento o nosso foco será o evento destinado a assinalar o 71º Aniversário do Clube Naval da Horta, agora em Setembro, e a Prova do Nacional, no início de Outubro (de 4 a 7), pelo que a questão de novos Cursos será analisada oportunamente.

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

35


CLUBE NAVAL DA H

RTA

Objectivos alcançados

“Windsurf é para ambos os sexos”

Não consideramos que tenha existido alguma dificuldade transversal em particular. Todos os formandos apresentaram uma evolução distinta na aprendizagem, sendo que alguns tinham noções, mas não muito consolidadas. Quem nunca tinha praticado Windsurf, com este Curso ficou com todas as noções teóricas e práticas para evoluir, continuando a praticar. Os objectivos passavam precisamente por dar noções teóricas e práticas sobre o desporto e garantir que cada um acabava sabendo praticar, ou seja, ter noções de nomenclatura e termos náuticos; compreender tecnicamente as características dos equipamentos (prancha/mastro/ vela, etc) e saber montá-los adequadamente, dependendo do estado do tempo e do próprio grau de evolução; saber transportar e montar o material no mar; ter a capacidade de navegar controlando a direcção e a velocidade; e realizar todas estas actividades em segurança. Todos os formandos atingiram os objectivos traçados e, utilizando a linguagem deles, podemos dizer que “curtiram” fazer o Curso. Atendendo a tudo isto, esperamos que aumente o número de praticantes.

Aproveitamos para referir que este é um desporto para ambos os sexos e, que, à semelhança deste, também no Curso de Aperfeiçoamento tivemos uma presença feminina. Apesar de ser necessária alguma força física, é um desporto bastante técnico e aí ambos os sexos estão perfeitamente em igualdade. De uma maneira geral, esta é uma modalidade com boa adesão por parte do público feminino (mais do que se possa supor), por ser um desporto técnico. Estamos a ter mais adesão por parte “delas” e é bom termos cada vez um maior número de interessados tanto femininos como masculinos.

36

“É gratificante passar o nosso conhecimento” Gostámos desta função de Monitores e atendendo a que já havíamos realizado diversos baptismos, ensinar as questões básicas não foi algo novo, sendo sempre gratificante conseguir passar algum do nosso conhecimento. Entre ensinar e praticar, entendemos que é mais fácil “dizer do que fazer”. “Obrigado ao CNH e a quem emprestou material”

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

A maioria do material utilizado pelos formandos pertence ao Clube Naval da Horta, que tem concedido um apoio incondicional a este Grupo de Trabalho da Secção de Windsurf e às suas actividades, nomeadamente a este Curso, a quem muito agradecemos.

RTA

Também foi utilizado algum material pertencente a elementos deste Grupo de Trabalho bem como aos Windsurfistas Pedro Azevedo e Bruno Gonçalves, a quem queremos publicamente agradecer o empréstimo e a disponibilidade manifestada”.

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

37


CLUBE NAVAL DA H

38

RTA

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

FIGURA DO MÊS CARLOS AVELAR: “SINTO-ME INTEGRADO NA GRANDE FAMÍLIA QUE É O CNH”

Há anos que Carlos Avelar passa as suas férias no Faial, colaborando com o CNH

É

conhecido e respeitado por todos, revelando ser educado, simpático e muito prestável. Por isso, quando convidado a conversar com a jornalista do Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta (CNH) não questionou sequer a finalidade da prosa, manifestando total disponibilidade e grande à vontade, numa atitude genuína, característica de quem está entre família. Falamos de Carlos Avelar, uma cara bem conhecida no CNH sendo presença habitual por altura do Verão. “Há 3 anos que estou ligado ao CNH pela amizade que me une ao Presidente da Direcção, José Decq Mota, que já era amigo de minha

mãe e a verdade é que as pessoas boas não esquecemos. Por norma, tenho férias em Agosto e sempre que ele me convida para eu dar uma ajuda, faço-o com muito gosto, pois sinto-me bem neste ambiente e com estas pessoas”. Embora tenha nascido no Faial – de onde saiu com 3/4 anos – e a família do lado do pai seja de cá – a verdade é que Carlos Avelar é sempre visto como florentino, sentindo-se como tal. “Quando estou no Faial dizem-me “Ó Flores” e embora considere que a minha terra é a ilha das Flores, onde vivo, trabalho e me realizo, tenho um carinho especial pelo Faial, ilha a que sempre estive ligado, onde tenho casa, ponderando mesmo vir a ser o local onde deverei passar a minha reforma”.

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

39


CLUBE NAVAL DA H

RTA

“A minha terra é as Flores mas sinto um carinho especial pelo Faial”

Este amante do mar é funcionário da “Portos dos Açores, S.A.”, sendo o Responsável pelos Portos das Lajes e Santa Cruz, nas Flores, e pelo Porto da Casa, no Corvo. Mas não é esse facto que o leva a encarar o mar com paixão, o que acontece desde pequeno. “Tinha um vizinho que era trancador e eu quando criança fugia sempre para o porto atrás dos baleeiros. Aliás, três dos meus vizinhos estavam envolvidos na caça à baleia: um era marinheiro de bote, o outro era Mestre e o terceiro era trancador. Como acompanhava de muito perto estes homens, com 8/9 anos já tinha a noção do perigo que a caça à baleia implicava e das necessidades económicas daquelas famílias. Mas, ao mesmo tempo, deleitava-me com a beleza daquele movimento, o que era um fenómeno para uma criança das Flores há mais de 40 anos. Mesmo a caminho da escola, passava sempre

40

pelo porto. Gostava de ver os homens a amarrar as lanchas e a vará-las quando anunciavam mau tempo. Era um fascínio ficar a olhar para o mar bravo! E então quando nos deixavam ajudar a trazer os barcos, era algo que nos fazia crescer de orgulho. Era um quotidiano interessante e com piada. As lanchas – a maior embarcação daquele tempo – eram lavadas, arrumadas e estimadas. Eram autênticas relíquias! O aprumo com que eram tratadas as lanchas da baleia saltava à vista. E estavam sempre prontas a serem rapidamente arreadas. Tinha um avô que gostava de ir para a vigia e era amigo de todos os vigias da baleia. Falo dele com grande emoção, pois sempre foi uma pessoa muito especial para mim. Os velhos sentavam-se numa pedra e contavam-nos as suas histórias, que escutávamos com toda a atenção, porque nos despertavam interesse. Lembro-me que estes homens do mar faziam

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H um bote ou uma lancha em madeira e ofereciam às crianças – incluindo a mim – com que brincavam. Vem daí esta minha admiração por este legado. Tenho muitas saudades desse tempo!... Sinto que os jovens eram muito mais felizes e livres, e aprendiam coisas para a vida”. Com este passado que nunca arrefeceu na alma de um admirador confesso dos homens da faina, não é pois de admirar que Carlos Avelar esteja ligado ao Clube Naval das Lajes das Flores (fundado em 1984) desde o ano de 2000, tendo sido o mentor da recuperação do património baleeiro da ilha. De 2011 a 2015 presidiu aos destinos desta instituição náutica e daí até hoje tem desempenhado o cargo de Vice-Presidente. “Em 2011 assumi a presidência do Clube Naval das Lajes e com a Câmara fizemos a recuperação do primeiro bote, que era pertença da autarquia. Diga-se, em abono da verdade, que este bote foi reconstruído (obra a cargo de João Tavares, das

RTA

Ribeiras do Pico) tendo sido recuperado um segundo, com um grande investimento por parte da Câmara. No entanto, o Clube também assumiu parte desse encargo, o que representou um empréstimo no valor de 30 mil euros, contraído por 6 pessoas, onde me incluia. Dei o mote para que se recuperasse este património, porque é algo a que estou ligado desde pequeno. Existindo uma Marina, um porto acostável e o porto de pescas que era o original do meu tempo de criança, sentia pena em que não se fizesse nada neste sentido. Estamos a falar dos botes “Formosa” – cedência de uma matrícula das Ribeiras do Pico – e do “São Pedro”. Lembro-me de com 18 anos ainda ver 4 lanchas a navegar. Este património pertencia à armação baleeira “Maurício António Fraga”, uma sociedade com vários sócios, que vendeu tudo em 1978/1979”. O Clube Naval das Lajes das Flores tem activas as Secções de Botes Baleeiros e Vela Ligeira, bem como a formação em Náutica de Recreio, sendo

“Dei o mote para que se recuperasse este património baleeiro nas Flores, porque é algo a que estou ligado desde pequeno”

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

41


CLUBE NAVAL DA H

RTA

ministrados “muitos cursos”. No passado também funcionou a Secção de Mergulho. “Temos a actividade possível mas obviamente que em nada se compara com o que se verifica no Clube Naval da Horta”, sublinha o Vice-Presidente do Clube Naval das Lajes das Flores. “É uma honra poder tocar na “Walkiria” É sempre com grande entusiasmo que Carlos Avelar regressa ao Clube Naval da Horta ano após ano, substituindo Vítor Mota no cargo de Mestre da “Rainha dos Mares dos Açores”. “É uma honra poder tocar na “Walkiria”. Considero que é preciso ser cioso desta lancha, cujo nome ficou sempre no ouvido. Sempre me lembro de ver filmes da caça à baleia no Faial e de ver a “Isolda”, a “Maria da Conceição” e o “Cetáceo”. Existem muitas lanchas nas várias ilhas, mas a “Walkiria” tem uma elegância diferente, ímpar, diria mesmo. Para mim, ser Mestre é como ser pai, pois estamos a falar daquele que cuida, trata, zela, vivendo o dia-a-dia de parelha. Como tal, considero-me um Auxiliar do grande Mestre que é o Vítor Mota. Comecei a conhecê-lo de vista antes de sermos amigos, uma realidade há cerca de 5 anos. Inicialmente acompanhava-o aqui, no CNH. Ob-

servava quem mexia e como mexia na “Walkiria” e não só. E percebe-se quem gosta das coisas. Fiquei muito sensibilizado com a atitude humilde e amiga que ele teve no decorrer da procissão de Nossa Senhora da Guia, neste ano de 2018, em que fez questão que eu fosse o Mestre da “Walkiria”. Isto demonstra bem o carácter deste homem. Nunca me vou esquecer desse gesto, que para mim quis dizer muito. Teve um grande significado! Percebo que tanto o Mestre Vítor Mota como o Presidente José Decq Mota têm confiança em mim para andar com a “Walkiria”, mas sinto responsabilidade quando ando com ela, com os botes amarrados e com pessoas envolvidas. E quem anda no mar está sempre sujeito a imprevistos. Ter a “Raínha dos Mares dos Açores” nas mãos e não a entregar tal como a recebi, é algo impensável para mim. Trata-se de um património valioso que o CNH tem. Noto que há uma confiança mútua entre toda a família baleeira do Faial e sinto-me integrado nesta Secção e na grande Família que é o Clube Naval da Horta. Defendo sempre que todos os que estamos envolvidos na baleação somos diferentes. Os homens que gerem e utilizam o Património Baleeiro são uma classe mais específica e mais especial, pois,

“A “Walkiria” tem uma elegância ímpar”

42

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

Carlos Avelar: “Considero-me um Auxiliar do grande Mestre que é o Vítor Mota”

para além de gostarmos de praticar aquilo, que agora não passa de um desporto, e de nos divertirmos, todos temos a responsabilidade de preservar este património. E o esforço que se faz para manter este património a navegar, é enorme! Depois, há ainda a responsabilidade de quem representamos, ou seja, o legado que está inerente. No nosso sub-consciente vivem sempre as histórias dos antepassados, aquelas que nos contaram e as que presenciámos. Sabemos quem e o que estamos a representar e muitos desse homens valentes, destemidos, verdadeiros heróis, agora já velhinhos, encontram-se em cima do calhau a ver-nos, a nós, que somos os baleeiros dos novos tempos. Temos uma missão e uma responsabilidade muito grandes! Sermos diferentes de todos e termos paixão pelo que fazemos é o que define todos aqueles que fazem parte dos Botes Baleeiros. Já participei como Tripulante e como Oficial em Regatas de Botes Baleeiros realizadas com botes das Flores lá na ilha, mas também no Faial e no Pico. Gosto muito de andar nestas embarcações, mas fico muito contente por ver que há imensa gente nova que vai no bote. É importante que os mais jovens se envolvam. É fundamental saber dar espaço aos outros e quando vemos que estão a assumir a responsabi-

lidade e a paixão pelo legado que vão recebendo, devemos descer a escada orgulhosos, porque outros a vão subindo imbuídos desse espírito que conseguimos transmitir. Sinto-me realizado! É verdade que esta missão nos cansa fisicamente, aliada à responsabilidade que assumimos, mas compensa. Sinto-me extremamente feliz por dois botes das Flores terem participado na Regata deste ano da Casa do Pessoal da RTP, no penúltimo dia do Festival Náutico, e de ter havido tripulações, sinal de que os novos estão a envolver-se a sério!” “Não é todos os dias que se está na frente de um dinossauro como o José” Quando instado a pronunciar-se sobre a figura máxima do Clube Naval da Horta, Carlos Avelar realça a amizade que sobressai e frisa: “Há que sentir respeito quando estamos na frente do José (Decq Mota) e isso significa homenageá-lo, entendê-lo. Não é todos os dias que se está na frente de um dinossauro, de um histórico como ele. É importante colaborarmos e darmos o nosso melhor. O José sabe parar e ouvir. Pode até parecer que não, mas no dia a seguir percebemos que ficou tudo lá registado no computador dele”.

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

43


CLUBE NAVAL DA H

RTA

Vítor Mota e Carlos Avelar: uma amizade que tem como base o Clube Naval da Horta, a baleação e a famosa “Walkiria”

Carlos Avelar: “Há que sentir respeito quando estamos na frente do José”

44

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

ir_ao_mar - Nยบ54, setembro de 2018

RTA

45


CLUBE NAVAL DA H

RTA

CNH ASSINALA 71 ANOS

José Decq Mota: “O CNH não poderá continuar a ter o papel que tem tido nos últimos 15/20 anos, se não for levado a sério o problema das suas instalações”

E

m dia de aniversário (71º) do Clube Naval da Horta (CNH) – quarta-feira, 26 de Setembro – José Decq Mota, Presidente da Direcção, traça uma perspetiva global sobre a situação desta instituição náutica (a única do Faial). Nesta entrevista, o Dirigente há 6 anos consecutivos nestas funções, salienta as principais dificuldades do CNH – (antigas e sobejamente conhecidas) e os pontos fortes (que são muitos e dignos de serem sempre enfatizados), apelando a que os Sócios se unam no sentido de prepararem um elenco diretivo capaz de dar continuidade (e se possível aumentar) o importante trabalho que tem vindo a ser feito na promoção do desporto e da ilha do Faial. Programa comemorativo de Aniversário “Tradicionalmente neste mês do Aniversário do Clube Naval da Horta, todas as Secções do Clu-

46

be organizam provas desportivas, o que irá prolongar-se ao longo de parte do mês de outubro, atendendo a que algumas tiveram de ser adiadas devido à passagem da tempestade tropical “Helene”. Como vem sendo habitual, o Aniversário será comemorado com um Jantar aberto a todos os Dirigentes, Sócios, Desportistas e Colaboradores do Clube, e que este ano será realizado no dia 20 de outubro. Com esse mega-jantar, termina o ciclo das Comemorações do 71º Aniversário do CNH. Actividade intensa O Clube Naval da Horta tem uma actividade muito intensa, que se estrutura em três vetores essenciais: a actividade desportiva propriamente dita, a divulgação do Faial e dos Açores no mundo náutico e a vertente associativa. Relativamente à actividade desportiva, sobressaem como modalidades mais massivas a Vela (Ligeira e de Cruzeiro), a Canoagem, a Natação e os Botes Baleeiros. Para além disso, existem outras modalidades também muito importantes

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

José Decq Mota: “Posso afirmar, sem qualquer fanfarronice, que actualmente o CNH tem uma dimensão grande para o sítio onde está implantado”

na vida do Clube, como é o caso da Pesca Desportiva de Barco e de Costa, os Mini-Veleiros, o Windsurf, a Motonáutica, a Apneia e outras atividades subaquáticas. Estas 11 Secções envolvem centenas e centenas de praticantes de desportos náuticos de todas as idades, de ambos os géneros e de todas as origens sócio-profissionais. O CNH mantém uma velha filosofia de não vedar a quem quer que seja a prática do desporto, pelo que todos são muito bem-vindos! Concretamente nestes últimos 6 anos, a actividade do CNH expandiu-se muito no plano desportivo.

Divulgação do Faial e dos Açores A segunda vertente da actividade do CNH prende-se com a divulgação do Faial e dos Açores no mundo náutico. Enquanto co-organizador e apoiante de Regatas e Ralies Náuticos Internacionais, o Clube Naval da Horta dá um contributo muito sério – que no essencial é reconhecido – para que o Porto da Horta e a Ilha do Faial estejam cada vez mais envolvidos na Náutica Internacional de Recreio, mas também na Vela de Altíssima Competição Internacional. E, portanto, o CNH tem orgulho em evidenciar esta realidade. Mas esta dinâmica não se verifica apenas no

“O CNH dá um contributo muito sério para que o Porto da Horta e a Ilha do Faial estejam cada vez mais envolvidos na Náutica Internacional de Recreio, mas também na Vela de Altíssima Competição Internacional”

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

47


CLUBE NAVAL DA H

RTA

“O CNH tem um orgulho enorme no Projecto Olímpico do Velejador Rui Silveira, único nos Açores e que merece grande atenção”

plano internacional. Este Clube co-organiza igualmente Provas Nacionais. E um exemplo concreto é precisamente o facto de o CNH ser o organizador de uma Prova do Campeonato Nacional de Windsurf, que se realiza de 4 a 7 de Outubro, no Faial. Mas olhado para o passado, isso já aconteceu por diversas vezes em diferentes modalidades, sobressaindo sempre a boa organização a cargo do Clube Naval da Horta. E já que estamos a falar de divulgação, quero destacar o Projecto do nosso Velejador de Alta Competição, Rui Silveira, que se encontra em curso. O Rui passou por um período de recuperação devido a uma lesão, mas já se encontra em trabalho de preparação visando os Jogos Olímpicos de 2020, no Japão. É com grande satisfação que o Clube Naval da Horta apoia o seu Velejador na manutenção empenhada deste Projecto, o qual, pela sua natureza, faz com que o Rui vá a diferentes lugares do mundo realizar provas. Esta presença constante é sinónimo de uma importante e elevadíssima divulgação do CNH, da Ilha do Faial e da Região Açores. O CNH tem um orgulho enorme neste Projecto, úni-

48

co nos Açores e que merece grande atenção. Vertente associativa/prestação de serviços aos Sócios A terceira é a vertente associativa, que inclui também uma vertente de prestação de serviços aos Sócios do Clube, nomeadamente com a exploração do posto de combustível, prestação de serviços na formação dos desportistas náuticos, através do Centro de Formação de Desportistas Náuticos, onde são realizados Cursos importantes ligados à habilitação legal exigida aos desportistas náuticos, mas igualmente cursos informais de Vela para Adultos, e ainda noutras áreas, como é o caso do Património Baleeiro. Além disso, dentro da vertente associativa o Clube segue uma política de apoio aos Sócios que têm barco, englobando ainda o serviço de Bar-Restaurante, que se encontra concessionado. A soma destas três vertentes resulta num Clube Naval que tem hoje uma dimensão apreciável, eu diria mesmo sem nenhuma fanfarronice, que se trata de uma dimensão grande para o sítio

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H onde está implantado. Estamos a falar de cerca de 1.000 Sócios pagantes, numa terra com 15 mil pessoas. Como tal, penso que esta conclusão é legítima. Mas esta questão não pode ser vista só por este prisma. A integração hoje do CNH na comunidade portuária, na vida do Município, participando na Comissão Náutica Municipal e na Comissão Municipal dos Assuntos do Mar demonstra a importância que o CNH tem na promoção das actividades náuticas, na promoção da Ilha do Faial e na resolução de problemas de quem quer unir esta terra ao mar. Um bom exemplo disso é o Festival Náutico da Semana do Mar, durante o qual são realizados, todos os anos, dezenas e dezenas de eventos náuticos. Festival Náutico dá trabalho, mas permite projecção Gostava de salientar que quando hoje me dizem que a Semana do Mar representa muito trabalho, é verdade, pois, além disso é um evento complexo de organizar por envolver dezenas de pro-

RTA

vas e acontecimentos náuticos num período de dez dias. E alguns desses acontecimentos são de grande destaque, como é a Travessia do Canal a Nado, a chegada da “Atlantis Cup”, o Encontro Internacional de Vela Ligeira (EIVL) ou o Campeonato Regional de Canoagem que se tem realizado todos os anos por altura do Festival Náutico. Se é verdade que estes dez dias dão um trabalho imenso, não é menos verdade que a atividade do Clube se desenrola ao longo de todo o ano, havendo naturalmente meses de muitos eventos, com imensos momentos de extrema actividade (Junho, Julho e Setembro). Quem esteve atento percebeu que no passado fim-de-semana (22 e 23 de Setembro) houve muita actividade, desde Vela Ligeira e de Cruzeiro, Botes Baleeiros, Prova de Canoagem e Pesca Desportiva de Costa. É possível constatar abertamente que este Clube tem uma actividade cada vez maior e mais dispersa ao longo do ano, sem desvalorizar os pontos altos, que naturalmente se vão manter.

“Se é verdade que estes dez dias do Festival Náutico dias dão um trabalho imenso, não é menos verdade que a actividade do Clube se desenrola ao longo de todo o ano”

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

49


CLUBE NAVAL DA H

RTA

“Se o Governo tem investido, e bem, na recuperação do Património Baleeiro, não pode agora, por falta de condições, deixá-lo degradar-se”

Faltam instalações adequadas O CNH é uma estrutura que está bem em termos da acção da actividade dos seus Sócios, Desportistas, Técnicos e Profissionais, mas é um Clube que tem também dificuldades e nesta altura quero evidenciar três. A primeira diz respeito às instalações. O CNH não poderá continuar a ter o papel que tem tido nos últimos 15/20 anos, se não for levado a sério o problema da dimensão desadequada e acentuada degradação das suas instalações, que são património público regional e estão integradas na estrutura do Porto da Horta. Sabemos que a entidade responsável encomendou em 2007, tendo ficado concluído em 2013, o projecto para ampliação e remodelação da sede do CNH. Caso este problema não seja encarado como deve ser, não vejo que seja possível o Clube aperfeiçoar a sua actividade nas várias áreas. E uma delas – que é sempre referida – é precisamente a do Património Baleeiro. Estamos a falar de embarcações com grandes exigências em termos de armazém, com perto de 12

50

metros de comprimento e que todos os invernos têm de ser guardadas e pintadas. Mas para isso é preciso espaço. Se o Governo tem investido, e bem, na recuperação do Património Baleeiro, não pode agora, por falta de condições, deixálo degradar-se. Recorde-se, a propósito, que a necessidade de um armazém de rectaguarda, fora da sede, se encontra temporariamente colmatada com a cedência gratuita de um espaço de 1.300 metros quadrados na antiga fábrica do peixe. Mas este problema afecta muito a vida do Clube e eu realço que nestes últimos anos isso tem vindo a agravar-se na medida em que as instalações, que sofreram danos por altura do sismo de 1998 – o que não foi reconhecido na altura, já lá vão 20 anos – cada vez se degradam mais e hoje não têm condições mínimas aceitáveis para desempenhar o papel que estão a desempenhar. Apoios governamentais muito atrasados Uma segunda dificuldade que o CNH está a sentir – e neste ano de 2018 de forma bastante

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H

RTA

“Mais actividade implica mais pessoal e meios, havendo situações de precariedade que têm de ser solucionadas a muito breve trecho”

viva – tem a ver com os apoios à sua actividade, na vertente do reconhecimento pleno dessa actividade. A incerteza quanto à data de pagamento desses apoios estabelecidos, dificulta imensamente a gestão do Clube. Essa questão faz com que neste momento o CNH, embora com uma situação económica e financeira equilibrada, tenha um valor importante de dívida a fornecedores pelo facto de estar a receber tardiamente os apoios oportunamente estabelecidos pelo Governo. É preciso um quadro de pessoal devidamente adequado A terceira dificuldade com que o CNH se debate tem a ver com a crescente necessidade de um quadro técnico de pessoal devidamente adequado. A actividade do CNH cresceu muito e quando isso acontece por várias razões, evidentemente que um Treinador de Vela deixa de ser suficiente, um Treinador de Canoagem é insuficiente, assim como três Treinadores de Natação.

O aumento da actividade gera mais informação e a divulgação da actividade do CNH actualmente motiva a necessidade de uma situação que há 6 anos o Clube não tinha e que era um técnico nessa área. Hoje, a comunicação que o Clube faz e com grande sucesso, implica outros recursos. Basta ver o número de referências na Comunicação Social local, regional e nacional; as notícias nas televisões das grandes iniciativas do Clube; e o número de acessos à Página do Clube e às redes sociais. Obviamente que tudo isso obriga a que o Clube disponha de um departamento que durante anos não teve que é o Gabinete de Imprensa e que esteja minimamente apetrechado em termos humanos e materiais. Embora esses recursos sejam uma realidade catualmente, a verdade é que são tudo situações que têm sido e continuam a ser tratadas com grande precariedade, porque ainda não foi possível ao CNH vislumbrar uma situação de consolidação deste seu crescimento.

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

51


CLUBE NAVAL DA H

RTA

“O papel do Clube Naval da Horta é muito importante e tem de ser devidamente apoiado”

Confiança no futuro Deixo uma palavra de grande apreço aos parceiros institucionais, nomeadamente à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, aos departamentos governativos das áreas do Desporto, Turismo e Cultura, à Câmara Municipal da Horta, à Portos dos Açores, SA, às Federações e Associações das várias modalidades, à APADIF, bem como a todos os nossos Patrocinadores, Fornecedores e Técnicos especializados que nos apoiam. Quero afirmar a minha profundíssima confiança no futuro do CNH, porque tenho a noção de que os Faialenses em geral e os Sócios do CNH em particular, muito especialmente aqueles que são Sócios antigos – e os outros que são Sócios de agora mas que se encontram profundamente ligados ao Clube pela prática de desportos náuticos – têm consciência da actual situação sendo, por isso, a razão desta profunda confiança de um futuro bom na vida do Clube. Eu acho que o CNH tem para o Porto da Horta e para a Ilha do Faial uma importância estratégica

52

e julgo imprescindível que os Sócios, os Faialenses e as Autoridades Locais e Regionais também absorvam esta ideia. O nosso papel é muito importante e tem de ser devidamente apoiado. Ninguém quer ter períodos de vacas gordas nem pede algo que não seja possível de realizar. O que se deseja, no quadro das capacidades da Região, é que seja reconhecido este papel e muitas vezes passam-se aqui situações que, de facto, não têm o reconhecimento pleno e objectivo, traduzido num apoio compatível. Tenho confiança de que isto vai ser uma realidade. Quem quiser apoiar o CNH, que se faça Sócio! Aproveito esta oportunidade para lembrar que se encontra em marcha até ao fim deste ano, uma Campanha de Angariação de Sócios, que se reverte de uma importância extrema e que estando directamente ligada à receita daí adveniente, tem um alcance muito maior, na medida em que possibilita uma relação muito forte com a implantação do Clube Naval da Horta na sociedade faialense e com o reforço desta instituição na ca-

Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


CLUBE NAVAL DA H pacidade de responder aos desafios que se lhe colocam. Mais gente e gente com conhecimentos específicos, certamemente será de grande utilidade para o desenvolvimento da actividade do CNH. Esta Campanha caracteriza-se pela particularidade de isentar do pagamento de jóia todos aqueles que se propuserem como Sócios até ao fim do mês de Dezembro. Estamos a falar de Sócios antigos que, por qualquer motivo perderam esse estatuto, ou de pessoas que nunca foram associadas. Em ambos os casos não há lugar ao pagamento de joia, o que significa que a pessoa não paga 36 euros, o que corresponde a um ano de quota. Esta Campanha está a ter sucesso e apelo à adesão da mesma, já que é uma forma de apoiar o CNH. Hoje em dia, os Sócios do CNH usufruem das práticas desportivas e dos serviços e situações gerados pelo Clube, beneficiando de um vasto pacote de vantagens. É necessário encontrar um corpo directivo com vontade de enfrentar os desafios Com a idade que tenho, já passei por variados aniversários do Clube. Sou Sócio há muitos anos,

RTA

suponho que desde 1965-1966, altura em que o CNH estava num período muito complicado, que foi quando ficou sem o Castelo de Santa Cruz como sede. Apesar de, como se sabe, eu ter estado fora do Faial durante 10 anos, minha mãe manteve a minha quota em dia, assim como a de meu irmão Luís Carlos, pelo que actualmente somos dos Sócios mais antigos, ou seja, desde os anos 60. Estimo muito o Clube Naval da Horta, sendo Presidente da Direcção há praticamente 6 anos consecutivos, repartidos por três mandatos. Recordo que anteriormente – de 1996 a 2001 – desempenhei as mesmas funções durante cerca de 5 anos e nos fins dos anos 70 integrei uma Direcção do CNH como Vogal, além de ter feito parte do Conselho Geral ao longo de muito anos. Atendendo a que a actual Direcção termina este mandato em Dezembro próximo, apelo a todos os Sócios para a necessidade de se mobilizarem no sentido de ser encontrado um corpo directivo devidamente actualizado e com vontade de enfrentar os desafios, pois é imperioso, para todos, que o trabalho do CNH tenha continuidade.

ir_ao_mar - Nº54, setembro de 2018

53


DESDE 1947 PRÉMIO DE EXCELÊNCIA DESPORTIVA 2011 INSÍGNIA AUTONÓMICA DE MÉRITO CÍVICO 2017 WWW.CNHORTA.ORG

MONTAGEM: ARTUR SIMÕES TEXTOS: CRISTINA SILVEIRA

Profile for Clube Naval da Horta

Ir_ao_mar - Nº54 - Setembro 2018  

Revista mensal sobre a atividade do Clube Naval da Horta

Ir_ao_mar - Nº54 - Setembro 2018  

Revista mensal sobre a atividade do Clube Naval da Horta

Profile for cnhorta
Advertisement