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IR A MAR

REVISTA MENSAL SOBRE A ATIVIDADE DO CLUBE NAVAL DA HORTA

Nยบ 53 Agosto 2018


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BOTES BALEEIROS REGATA DE SÃO MATEUS DO PICO 2018

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aria da Conceição” (do Clube Naval da Horta - CNH), “Senhora do Socorro” (da Junta de Freguesia do Salão) e “Senhora de Fátima” (da Junta de Freguesia de Castelo Branco), foram os botes do Faial que sábado, dia 4, participaram na Regata de Botes Baleeiros de São Mateus, Prova que integra o Campeonato de Botes Baleeiros da Ilha do Pico 2018. De acordo com Luís Alves, Responsável pela Comitiva Faialense, na Regata de Vela participaram 20 botes; na de Remo Feminino 8; e na de Remo Masculino 12. Nesta Regata de São Mateus apenas estiveram envolvidos botes do Faial e do Pico. Em Remo Feminino, a tripulação da Feteira, tendo como Oficial Rute Matos, conquistou o 3º lugar no bote “Maria da Conceição”. Na Vela, o bote do Salão, tendo como Oficial José Alberto Norte, alcançou também a 3ª posição e o bote “Senhora da Conceição”, do CNH, com o Oficial Luís Alves, ficou em 8º lugar.

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Os botes faialenses foram rebocados pela lancha baleeira “Walkiria”, do CNH, tendo como Mestre, Carlos Avelar, que foi acompanhado por Manuel do Pico. Luís Alves refere que “tudo decorreu com normalidade”, tendo a Comitiva do Faial regressado a casa a tempo de saborear o Caldo de Peixe do CNH.

Na Regata da Vela, o Salão alcançou o 3º lugar

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BOTES BALEEIROS REGATA SENHORA DO SOCORRO, SALÃO

“Claudina”, “Maria da Conceição” e “São José” no pódio da Regata Senhora do Socorro

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ecorreu na manhã de quarta-feira, dia 15, a Regata de Vela em Bote Baleeiro Senhora do Socorro, do Salão, inicialmente marcada para o dia 8 de Setem-

bro. Esta Regata, integrada no Campeonato de 2018 de Vela em Bote Baleeiro da Ilha do Faial, foi promovida pela Junta de Freguesia do Salão e organizada pelo Clube Naval da Horta (CNH). A Prova realizou-se fora de Pedro Miguel devido à inexistência de vento no Salão. Participaram os 8 botes baleeiros do Faial, tendo o pódio sido preenchido pelo “Claudina” (1º lugar”), “Maria da Conceição” (2º lugar), ambos do CNH; e pelo “São José”, da Junta de Freguesia do Capelo. O “Capelinhos”, também do Capelo, foi 4º classificado; o “Senhora das Angústias” ficou na 5ª posição e o “Senhora de Fátima”, de Castelo

Branco, na 6ª. Os botes “Senhora do Socorro”, da Junta de Freguesia do Salão; e “Senhora da Guia”, da Junta de Freguesia da Feteira, foram desclassificados. A lancha da Comissão de Regata foi a “Walkiria”, tendo como Mestre Vítor Mota, que representou o Clube Naval da Horta. O semi-rígido “Eric Tabarly” foi a embarcação de apoio nesta Prova. A Entrega de Prémios aconteceu no decorrer do Almoço oferecido pela Junta de Freguesia do Salão, que teve como espaço o Parque de Campismo desta localidade.

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CANOAGEM CAMPEONATO REGIONAL DE CANOAGEM DE MAR

Atletas do CNH ficaram todos no pódio. Na foto: Hugo Parra, Treinador (Competição) de Canoagem do CNH e os atletas: Carla Martins - Veterana Femininos: 1º lugar; Clésio Pereira - Júnior: 1º lugar; e José Gomes - Veterano B: 2º lugar

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Clube Naval da Horta (CNH) sempre se empenhou na promoção dos desportos náuticos e com igual tratamento para todos. Embora tenhamos dificuldades, estamos a atravessar um período muito bom em termos de expansão da modalidade”. Foi com estas palavras que José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH, começou a sua curta intervenção na Entrega de Prémios do Campeonato Regional de Canoagem de Mar, que decorreu na manhã de sábado, dia 4, no âmbito

do Festival Náutico da Semana do Mar 2018. A Entrega de Prémios antecedeu o Almoço, que teve como espaço a Tenda Multiusos do CNH, na tarde deste dia. Este Dirigente revelou que “a Canoagem está no topo das prioridades” em termos de apoio, atletas e material”. José Decq Mota agradeceu a presença de todos, com destaque para Ester Pereira, Vereadora da Câmara Municipal da Horta, e para o professor Antas de Barros, Presidente da Associação Regional de Canoagem dos Açores (ARCA), entidade orgnizadora deste Campeonato Regional de Canoagem de Mar, em colaboração com o CNH. “A Organização pretendeu corresponder às necessidades e aspirações dos atletas”, sublinhou o mais alto Responsável pelos destinos do Clube anfitrião, recordando que “o CNH organizou pela primeira vez uma prova de natureza

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regional nos anos 90 e daí para cá essa prática sucedeu-se repetidas vezes”. “É uma alegria termos os melhores canoístas dos Açores no Festival Náutico da Semana do Mar 2018 – o qual é organizado pelo CNH – e esperamos que usufruam da festa”, notou este Dirigente. Antas de Barros, o “pai” da Canoagem nos Açores Açores – ligado à modalidade há mais de 30 anos – afirmou que “são repetidos os elogios à Organização do CNH”. E ressaltou: “É um dos clubes que proporciona as melhores condições em termos de Organização de provas nos Açores. Percebe-se que as equipas de segurança – de mar e de terra – têm muita experiência e estão habituadas aos pormenores”. O rosto mais marcante da Canoagem nos Açores – desde 2000 à frente da ARCA – sustentou que “tem dado resultado a descentralização dos Regionais para a ilha do Faial”. “E a prova disso – focou – é o bom momento que a Secção de Canoagem do CNH está a viver. Quero dar os parabéns aos atletas e agradecer à organização

do Clube Naval da Horta pela atenção e cuidado depositados neste evento, revelador de que a Canoagem ocupa um lugar de destaque neste Clube e na ilha do Faial”. Antas de Barros explicou que esta Época contou com três Campeonatos: um de Velocidade, um de Fundo e agora este de Canoagem de Mar. Susana Rosa destaca apoio dos Voluntários Em declarações ao Gabinete de Imprensa do CNH, Susana Rosa, Directora da Secção de Canoagem do CNH, faz questão de vincar que “o sucesso deste Campeonato Regional se deveu, também, ao grande apoio dos Voluntários na segurança, atendendo a que os canoístas se dispersam muito. De sublinhar o trabalho de Nuno Henriques, Responsável pela segurança. As condições de tempo foram boas, com vento fraco de Norte e muito calor”. Deram a largada 30 atletas, tendo terminado a Prova 29, representando os seguintes clubes: Clube Naval da Horta (José Gomes, Carla Mar-

Susana Rosa, Directora da Secção de Canoagem do CNH; Ester Pereira, Vereadora da Câmara Municipal da Horta; José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH; e Antas de Barros, Presidente da Direcção da Associação Regional de Canoagem dos Açores, na Entrega de Prémios, na Tenda Multiusos do CNH

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Em 2020 entrego as chaves e se não houve quem me substitua como Presidente, a ARCA fica em Comissão de Gestão. Neste nosso desiderato de fazer com que a Direcção fosse tripartida – apenas não conseguimos um representante do Faial – também contamos com Rui Dias, do Clube Náutico da Lagoa, em São Miguel. Posso afirmar que cada vez mais me sinto apoiado pela presente equipa e que não tem sido difícil trabalhar com dirigentes que se encontram noutras ilhas. A tecnologia facilita esse contacto e acho que estamos no bom caminho. O Faial está a passar por um bom momento desportivo no que diz respeito à Canoagem, mas, em termos de dirigismo, ainda falta alguém que assuma essas funções na Direcção da ARCA”. “Dirigismo está em crise nos Açores” O Presidente da Direcção da ARCA entende que “o dirigismo está em crise nos Açores”. E queixa-se de que os dirigentes não têm qualquer tipo de reconhecimento, seja em termos fiscais ou profissionais, que lhes permita sustentar esta constante solicitação de responsabilidades cada vez mais crescente. Ser dirigente actualmente exige ser quase profissional. Portanto, são muitas e grandes as responsabilidades que vêm recaindo sobre amadores, que dão de si e do seu tempo sem qualquer compensação. O actual modelo desportivo assenta na gratuitidade, o que não vai ter continuidade. São inúmeros os casos de clubes que têm encerrado as suas portas por falta de corpos gerentes”. E recuando um pouco, este Presidente recorda os tempos em que a presença da Canoagem da Terceira na Semana do Mar se resumia à participação do seu Clube: o Ar Livre. Foi essa resiliência e amor à modalidade, que permitiu que, na ilha das touradas, a Canoagem tenha atingido o patamar onde se encontra presentemente. “A Canoagem tem sobrevivido porque o Clube Ar Livre garantiu a sua continuidade”, atesta este homem polivalente.

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O professor Antas de Barros sente-se apoiado por Eliseu Reis, que será o seu sucessor à frente da ARCA

“Portugal revela grande atraso em termos desportivos” Eliseu Reis está consciente das responsabilidades que o esperam e “negociou” com Antas de Barros para que este fosse um mandato de transição. É graças à grande dedicação que nutre pela Canoagem que Eliseu conseguirá aguentar a Presidência da ARCA, um cargo que exige conhecimento, experiência e “muita humildade”, o que, garante Antas de Barros, não lhe falta. O sucessor do actual Presidente da ARCA – que espera continuar com o professor como conselheiro – lamenta “o grande atraso de Portugal no desporto quando comparado com outros países. E basta olhar para a vizinha Espanha para percebermos esse fosso. O meu sonho era que a Canoagem fosse a primeira nodalidade nos vários clubes, mas a verdade é que continua a ser discriminada. E isso nota-se bastante em relação à Vela, por exemplo, o que é injusto, pois se virmos bem, nos últimos tempos a Canoagem projectou muito mais o país

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do que a Vela, sempre numa base de amadorismo. Os recursos destinados a estas duas modalidades são sempre muito diferentes. Há uma grande discrepância no apoio que é dado a uma e a outra, sendo certo que a Canoagem fica sempre a perder”. Eliseu Reis conhece bem (e por dentro) a realidade deste desporto, sobretudo na Terceira, se tivermos em conta que já rodou pelos clubes todos da ilha tendo, até feito uma pequena incursão em São Miguel. Começou por ser atleta do Clube Náutico de Angra, depois mudou-se para o Angra Iate Clube, voltando novamente para o primeiro. A seguir, regressou ao Angra Iate Clube, depois representou o Clube Ar Livre, novamente o Angra Iate Clube, esteve uns meses no Clube Naval de Rabo de Peixe, regressou ao Angra Iate Clube e agora voltou ao Clube Náutico de Angra. Todas estas mudanças se deveram a factores de natureza diversa (falta de condições, encerramento de portas, etc), considerando que as mudanças “foram

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CLUBE NAVAL DA H sempre para melhor”. Como consolação, este Atleta, Treinador, Dirigente e amante da Canoagem, realça o facto de “a Canoagem já figurar em lugar de destaque em muitos clubes dos Açores” e de alguns atletas terem mesmo mudado da Vela para a Canoagem. Atletas federados no Faial, Terceira e São Miguel Na Terceira, esta modalidade conta com cerca de 100 atletas federados, que representam 3 clubes (e já foram 4, mas, entretanto, o Clube Naval da Praia da Vitória deixou de remar): Clube Ar Livre, Clube Náutico de Angra do Heroísmo e Angra Iate Clube. Em São Miguel, os atletas federados são perto de 40, pelos clubes de Vila Franca do Campo, Lagoa, Rabo de Peixe e Ponta Delgada. No Faial, a modalidade tem vindo a ganhar um grande incremento, sendo mais de 14 os actuais canoístas, com a particularidade de todos pertencerem ao Clube Naval da Horta. “Como no Faial existe apenas um clube, é provável que o rácio de inscritos e praticantes seja

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superior à Terceira e a São Miguel”, frisa Antas de Barros, acentuando que “o Clube Naval da Horta é, a nível regional, o que denota maior crescimento em termos de actividade regular, apesentando-se mais competitivo. Tem havido uma linha crescente de progressão. Há um grande acompanhamento da modalidade em termos do desporto em si e da divulgação noticiosa que é feita relativamente a esse trabalho. É difícil encontrar um cenário assim positivo e a valorização daquilo que é feito pelo Clube e pelos atletas. Estão de parabéns pelo belíssimo trabalho desportivo e informativo!” Questionado sobre o porquê da grande implantação da modalidade na Terceira, este Dirigente refere que “Angra do Heroísmo é a únidade cidade açoriana que dispõe de três clubes dedicados à Canoagem” (e já foram 4). No resto das ilhas onde existe a prática da modalidade, apenas se verifica um por concelho. “Naturalmente que a existência deste número de clubes gera rivalidade, mas quero frisar que se trata de uma rivalidade saudável”, assevera Antas de Barros.

O Faial está a passar um bom momento no que concerne à Canoagem. Clésio Pereira, campeão regional (a ostentar mais uma conquista) é bem o exemplo disso

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MINI-VELEIROS REGATA SENHORA DE LOURDES, FETEIRA

Foram 9 os participantes na Regata Senhora de Lourdes, José Gonçalves, João Nunes e Ricardo Lacerda no pódio

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ntegrada nas festividades em honra de Nossa Senhora de Lourdes, que decorreram no passado fim-de-semana, realizou-se a Regata de Mini-Veleiros, na Feteira, que teve como vencedores José Gonçalves, João Nunes e Ricardo Lacerda. Esta Prova, organizada pela Secção de Mini-Veleiros do Clube Naval da Horta (CNH), contou com 9 participantes. Aqui fica o resumo da competição, enviado ao Gabinete de Imprensa do CNH pelo velejador, João Nunes:

“A Prova decorreu na praia, junto ao porto, com bastante público e com um vento muito agradável para os velejadores, tendo caído para o fim da tarde, o que ditou a realização de apenas 4 regatas. No final, a Junta de Freguesia da Feteira ofereceu um churrasco a todos os participantes, com Entrega de Prémios e Diplomas, criando um excelente convívio, que reuniu velejadores, a Presidente da Junta e alguns membros da sua equipa”. A Regata do Varadouro constitui a próxima actividade desta Secção, realizando-se domingo, dia 2 de Setembro, pelas 14 horas, no porto do Varadouro, integrada nas festas em honra de Nossa Senhora da Saúde.

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NATAÇÃO ÁGUAS ABERTAS - 3ª TRAVESSIA DO CANAL FAIAL-PICO

- Maria Armas foi a vencedora da geral e sem fato - Rodrigo Rodrigues, Jorge Fontes e José Tojo no pódio dos nadadores com fato

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Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta (CNH), José Decq Mota, não podia estar mais satisfeito pela forma como decorreu a 3ª Travessia do Canal em Águas Abertas, realizada quinta-feira, dia 2, no sentido Faial/Pico. Os 14 nadadores inscritos concluiram a Prova com sucesso, o tempo ajudou, os Sócios e os Parceiros deram uma grande colaboração e a Organização foi muito elogiada pelos participantes. A Travessia do Canal em Águas Abertas – a

3ª que é promovida e organizada pelo CNH – encontra-se homologada pela Federação Portuguesa de Natação (FPN), tendo contado com arbitragem oficial. Olga Marques, Vice-Presidente da Direcção do CNH, foi a Responsável e Juiz Árbitro da Travessia, que teve como Director, Pedro Afonso. “Os nadadores demonstraram ser competentes e persistentes, com capacidade técnica para nadar e nadar bem”. Foi assim que o mais alto Responsável pelos destinos do CNH se referiu aos 14 participantes nesta “Prova aliciante”. José Decq Mota reforçou um desiderato antigo do Clube Naval da Horta e das entidades que apoiam este evento e que se traduz na “grande vontade e trabalho realizado” no sentido de esta se tornar numa “Prova de referência no mundo

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da Natação das Águas Abertas”. Os passos dados até aqui e o facto de a mesma já contar com a homologação da FPN, levam este Dirigente a dizer que “a maré puxa nesse sentido”. Desejos expressos na Entrega de Prémios da Prova, que aconteceu na tarde desta quinta-feira, dia 2, na Tenda Multiusos do CNH, e que contou com a presença de Entidades convidadas e Parceiros desta Travessia. “Esta Travessia estava atravessada desde 2016” A terceirense Maria Armas, é uma jovem de 20 anos, que arrebatou dois feitos nesta 3ª Travessia do Canal em Águas Abertas. Além de ter sido a vencedora na geral, com o tempo de 2 horas, foi também a que alcançou o 1º lugar na classificação dos atletas que nadaram sem fato. Aliás, do conjunto dos 14 nadadores – 12 homens e 2 mulheres – a ala feminina destacou-se pela valentia em não usar fato isotérmico. O 2º lugar sem fato foi conquistado por Laurence Fauconet. Os elementos masculinos optaram todos por nadar com fato. Como tal, o pódio (dos parti-

cipantes com fato) foi preenchido por Rodrigo Rodrigues (1º lugar), da Terceira; Jorge Fontes (2º lugar), do Faial; e José Tojo (3º lugar), do Continente português. “A Travessia correu bem. Naturalmente que ao chegar ao fim do percurso me sentia cansada, tendo a tarefa sido dificultada pelo facto de o mar já estar mais agitado”, revela Maria Armas ao Gabinete de Imprensa do CNH. “Esta foi a primeira vez que nadei no Canal. Há 2 anos tentei, mas não acabei. Fiquei presa nos ilhéus. Portanto, este ano só queria chegar ao fim, já que esta Travessia estava atravessada. Parei três vezes para beber líquidos (a Natação causa muita desidratação), porque estas travessias provocam muita sede. É interessante ter ganho aos homens, tendo em conta que a Natação é um desporto que exige resistência e muitos anos de treino. É preciso ter gosto pela modalidade e paciência. “Grande parte do mérito desta vitória, deve-se ao Altino” Nunca pensei ganhar, mas quero sublinhar que grande parte do mérito desta vitória se deve ao

Da esquerda para a direita: Bruno Frias, Director do Serviço de Desporto da Ilha do Faial; Rafael Silva, Capitão do Porto da Horta; Luís Botelho, Vice-Presidente da Câmara Municipal da Horta; Fernando Nascimento, Presidente do Conselho de Administração da Portos dos Açores, S.A.; Olga Marques, Vice-Presidente da Direcção do CNH; Conceição Marques, Tesoureira da Direcção do CNH; e José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH, na Entrega de Prémios da 3ª Travessia do Canal em Águas Abertas

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Altino Goulart, o Navegador de Maria Armas, visivelmente orgulhoso pelo trabalho realizado e o feito alcançado

Navegador, Altino Goulart, o ‘skipper’ do barco que me acompanhou. Ele orientou-me e foi uma grande ajuda. Estou-lhe muito grata pelo trabalho que desenvolveu. Também quero agradecer o apoio dado pela minha mãe, sempre muito presente nestes meus desafios e que, novamente hoje acompanhou o percurso no barco de apoio. Pratico Natação desde os 3 anos, o que aconteceu por iniciativa de minha mãe (Manuela Ribeiro). Sempre participei em provas da modalidade, sendo atleta federada pela Academia dos Açores. Faço travessias na Terceira com o Grupo “Nadar Açores” e pretendo voltar a realizar a Travessia no Canal Faial/Pico. Mas quem me incutiu o gosto por estas aventuras foi meu tio Elias Ribeiro, que já participou nesta Travessia em edições anteriores e novamente este ano. Como estou a tirar o Curso de Tradutora em Lis-

boa, tenho participado em menos provas e embora a Natação constitua um ‘hobby’ na minha vida, a verdade é que dou importância a este desporto, já que costumo praticar diariamente em piscina”. “Sinto-me muito contente, pois há 2 anos não consegui acabar a Travessia” “Esta é a 3ª vez que participo na Travessia do Canal, portanto sabia que era uma Prova difícil. Embora faça parte de um grupo que nada com regularidade, nos últimos tempos reforcei a preparação. Aguentei bem a Prova, embora no fim me sentisse um pouco cansada. Parei três vezes para comer e beber. O ‘skipper’ deu-me uma grande ajuda. Previamente, havíamos conversado sobre a estratégia a adoptar no decorrer do percurso.

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Vítor Carvalho, o ‘skipper’ da embarcação “Maguita”, que deu apoio a Laurence Fauconet, a 2ª classificada, sem fato isotérmico

Sinto-me muito contente, tendo em conta que há 2 anos não consegui acabar a Travessia e no ano passado o tempo fez com que tenhamos nadado um percurso alternativo (do Porto Pim à Feteira), o que se tornou difícil e demorado. Na Travessia de hoje o tempo passou rápido! Gostei muito da sensação de chegar e ver a ilha mais perto. Sem dúvida, que para o ano haverá mais!”

(mês de Julho) fez, com Nuno Braga, Terceira/ São Jorge, uma distância de 40 quilómetros, e que constituiu o maior percurso que nadou até hoje. Este nadador revela que já tem programada uma outra travessia para a primeira semana de Setembro (próximo) e que será Flores/Corvo.

“Esta Travessia era um sonho desde pequeno”

“Quando era miúdo nadava aqui, no Faial, e guardo muitas medalhas que ganhei na Semana do Mar. O primeiro ano em que comecei a participar em provas na Semana do Mar foi em 1983 e mantive esse ritual ao longo de 8 anos consecutivos. Gosto muito deste Canal e devo confessar que esta Travessia é um sonho que acalento desde pequeno. Há três anos tive a oportunidade de

Rodrigo Rodrigues, que nasceu em Lisboa, mas desde muito pequeno reside na ilha Terceira, afirmando-se por isso, terceirense, começou o desafio das travessias no Faial. Em 2015 e 2018 realizou Faial/Pico; em 2016 fez Pico/São Jorge (21 quilómetros); em 2017 não terminou São Jorge/Terceira, e em 2018

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“Gosto muito deste Canal”

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Rodrigo Rodrigues foi o vencedor com fato isotérmico

atravessá-lo a nadar e como este ano me encontrava de férias no Pico, decidi embarcar novamente nesta aventura. A chegada ao Pico é sempre difícil. No fim, o vento empurrou-me para Sul e fiz mais 500 metros desnecessários. Mas correu bem e o ‘skipper’, David Castro, ajudou-me muito. Bebi líquidos por duas vezes, pois deve-se beber antes de nos sentirmos cansados. Nadar consome muitas calorias. Costumo usar fato isotérmico por uma questão de conforto e segurança. Além do mais, ajuda a flutuar. Em Travessias longas, é bom usar o fato. Faço parte do Grupo “Nadar Açores”, que reiniciou as Travessias no Canal em 2014, com o apoio do CNH. Neste grupo, não há espírito competitivo. O objectivo de todos é chegar ao fim do percurso. A Travessia do Canal em Águas Abertas, que desde há 3 anos é exclusivamente organizada pelo Clube Naval da Horta, tem tudo para se tornar numa Prova de referência”. “Treinei o ano todo para esta Travessia” José Tojo, o 3º classificado com fato isotérmico, já nada há 30 anos, tendo sido atleta federado durante muitas temporadas. Intgrou o Aminata Évora Clube de Natação e há 2 anos que é federado (Veterano) na Académica de Coimbra. “Alimento esta ideia há 2 anos e treino desde há 1 ano. Estive o ano todo a treinar para esta Travessia

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José Tojo quer voltar em 2019 e trazer a familia e os amigos

e há 4 semanas lesionei-me (parti uma costela), pelo que esta participação foi inesperada. Preparo-me regularmente, tendo em conta que costumo fazer triatlos, mas com este acidente fiquei a pensar se iria participar. No entanto, como tinha muita vontade de fazer a Prova, arrisquei e correu muito bem. Esta minha estreia nos Açores e na Travessia aconteceu na sequência de uma conversa mantida com a mulher de um amigo meu, o Rui Tejo, que participou na 1ª edição desta Travessia – organizada pelo CNH – tendo ganho o 1º lugar. Devo dizer que fui muito bem acompanhado pela Organização, que me proporcionou todas as condições necessárias ao longo da Prova. Foram inexcedíveis! Senti-me apoiado em todos os aspectos: ânimo e condições.

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“As pessoas sonham com esta Prova” As pessoas sonham com esta Prova, que é falada nos Veteranos da Natação. E é curioso que costuma ser definida exactamente como o Sr. Presidente do CNH disse hoje aqui: “um desafio aliciante”. É uma Prova altamente mental e o vosso Presidente percebe isso muito bem. O ‘skipper’ Hélio Neves, a quem quero agradecer todo o apoio dado, foi essencial para a segurança. Neste capítulo, tenho de fazer uma justa referência à forma como fui acompanhado pela São Marques, do CNH, que esteve sempre presente e disponível. A Organização e os seus colaboradores foram extraordinários! Parei três vezes para comer, pois devese evitar que o corpo entre em falência. Estou com um sorriso de satisfação, porque foi tudo muito bom. O Faial e o Clube Naval da Horta são espectaculares! Penso voltar, mas gostava de trazer a família e o meu grupo de amigos”.

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Listagem

dos nadadores e respectivo

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‘skipper/barco

de apoio

- Maria Armas: ‘skipper’ Altino Goulart, na embarcação “Atlântida” - Laurence Fauconet: ‘skipper’ Vítor Carvalho, na embarcação “Maguita” - Rodrigo Rodrigues: ‘skipper’ David Castro, na embarcação “Mero” - Jorge Fontes: ‘skipper’ Alexandre Morais, na embarcação “Arion” - José Tojo: ‘skipper’ Élio Neves, na embarcação “Gentie” - António João: ‘skipper’ João Duarte, na embarcação “Bombordo” - Ricardo Correia: ‘skipper’ André Tavares, na embarcação “Mantisa” - Paulino Correia: ‘skipper’ João Miguel, na embarcação “Malo” - João Pereira: ‘skipper’ Duarte Araújo, na embarcação “Terrinha” - Mirko: ‘skipper’ João Melo, na embarcação “Veja” - Elias Ribeiro: ‘skipper’ Hélder Fraga, na embarcação “Rosana” - Albino: ‘skipper’ Marco Ávila, na embarcação “Zifio” - Arnaldo Martins: ‘skipper’ Carlos Fraião, na embarcação “La Traviata”

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ATLANTIS CUP - REGATA DA AUTONOMIA ATLANTIS CUP 2018 JÁ NAVEGA

1ª etapa da Regata da Autonomia liga Pico e Terceira

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frota da Atlantis Cup 2018 – Regata da Autonomia, composta por 22 veleiros, já navega por águas do Grupo Central Açoriano. A largada para a primeira perna da 30ª edição da Atlantis Cup teve por cenário a ilha do Pico. Com vento a soprar de sudoeste, a uma velocidade de 13 nós, os veleiros que compõem a frota da regata largaram de Madalena do Pico em direção a Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira. O 4XCape, de Luís Quintino, foi o primeiro a rondar a boia de desmarque. A etapa de 74 milhas náuticas coloca à prova as competências técnicas de tripulações e embarcações. Navegar entre ilhas exige conhecimentos e habilidade, como refere José Decq Mota, presidente do Clube Naval da Horta (CNH), clube organizador da prova. “A Atlantis Cup é uma regata costeira com características oceânicas. A edição deste ano tem etapas menos longas. Não se pode dizer que seja uma regata difícil mas tem particularidades.

Navegar entre ilhas não é o mesmo que navegar no oceano.” No ano em que assinala 30 anos de vida, a Atlantis Cup – Regata da Autonomia cumpre o objetivo a que se propôs no último triénio: “Tocar” a totalidade das ilhas do Arquipélago dos Açores. “Num ano só não era fácil. Seriam necessários muitos dias para que a regata alcançasse as nove ilhas. Optamos por fazê-lo em 3 anos. Terminamos em 2018 com Pico, Terceira e Graciosa.” A Atlantis Cup – Regata da Autonomia celebra na edição de 2018, 30 anos. Um evento desportivo, onde a união entre ilhas está bem patente. A segunda etapa da prova ligará a Praia da Vitória (ilha Terceira) à Praia da Graciosa, na ilha Graciosa. A última perna une a Graciosa ao Faial, juntando-se os velejadores da Atlantis Cup – Regata da Autonomia às comemorações da Semana do Mar, na cidade da Horta. A Atlantis Cup – Regata da Autonomia conta com o Alto Patrocínio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

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ATLANTIS CUP - REGATA DA AUTONOMIA “4XCAPE” LIDERA ATLANTIS CUP 2018

Regata da Autonomia está na Terceira

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veleiro 4Xcape, da Horta, lidera a classificação provisória da 30ª Atlantis Cup – Regata da Autonomia, depois de ter sido o mais rápido na primeira perna da prova. O 4Xcape, de Luís Quintino, completou a ligação Madalena do Pico – Angra do Heroísmo em pouco mais de 9 horas, tendo sido o primeiro a cortar a linha na ilha Terceira. A frota da Atlantis Cup, composta por 22 veleiros, larga de Praia da Vitória (ilha Terceira) no próximo dia 1 de agosto, rumo à Graciosa. A segunda etapa da Atlantis Cup – Regata da Autonomia tem uma extensão de 64,5 milhas náuticas. A Atlantis Cup 2018 – Regata da Autonomia conta com o Alto Patrocínio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

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ATLANTIS CUP - REGATA DA AUTONOMIA ATLANTIS CUP 2018 DEIXOU A GRACIOSA

Regata da Autonomia cumpre última perna de 2018 até à Horta

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frota da Atlantis Cup 2018 – Regata da Autonomia largou de Praia da Graciosa (Graciosa) rumo à cidade da Horta, na ilha do Faial. Uma largada com vento a soprar de nordeste com velocidade de 10 nós. Os 22 veleiros que participam na 30ª edição da Atlantis Cup rondaram a boia de desmarque montada em frente ao porto de Praia da Graciosa com o veleiro Allegro Vivace a liderar. A etapa anterior, Terceira - Graciosa, acabou por ser anulada, na classe ORC, uma vez que nenhuma das tripulações que participam na classe conseguiu terminar em tempo útil. A classe ORC continua a ser liderada pelo veleiro 4 Xcape, de Luís Quintino, seguido pelo Celtic Dream, de João Reis. Os veleiros Quinas, Maresia II, Air Mail e No Stress, completam a classificação na classe ORC, estando tudo em aberto para a última perna, Graciosa – Faial. A terceira e última etapa da Atlantis Cup 2018

liga Praia da Graciosa à cidade da Horta, numa distancia de 48 milhas náuticas. A Atlantis Cup 2018 – Regata da Autonomia conta com o Alto Patrocínio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

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ATLANTIS CUP - REGATA DA AUTONOMIA QUINAS DA ILHA TERCEIRA VENCEU A ATLANTIS CUP 2018

A Regata da Autonomia comemora 30 anos de vida e junta-se à Semana do Mar.

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veleiro Quinas, da ilha Terceira, foi o grande vencedor da classe ORC, na 30ª edição da Atlantis Cup – Regata da Autonomia. A última perna da edição de 2018 ligou Praia da Graciosa (Graciosa) à cidade da Horta, na ilha do Faial. O veleiro 4Xcape, de Luís Quintino, vencedor em 2017, ficou em segundo lugar, seguido pelo Celtic Dream de João Reis. “Foi uma regata muito competitiva e por isso estou muito contente com a vitória”, afirmou Marco Peixoto, que venceu a Atlantis Cup 2018, ao leme Quinas. A Atlantis Cup – Regata da Autonomia completou 30 anos de existência alcançando o conjunto das 9 ilhas açorianas.

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José Decq Mota, Presidente do clube Naval da Horta, organizador da prova, espera que a Atlantis Cup mantenha a sua versatilidade. “De futuro, na minha opinião, a Atlantis Cup deve continuar a ser imaginativa, com etapas diferentes, aumentando o desafio”. A Atlantis Cup terminou na cidade da Horta onde se juntou às comemorações da Semana do Mar. A Atlantis Cup – Regata da Autonomia conta com o Alto Patrocínio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

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VELA LIGEIRA “VELA ESPECTACULAR DO CNH 2018”

Treinador Edmar Delgado faz o balanço a 6 semanas de aulas: “Acima de tudo, destaco o espírito de equipa, entre-ajuda e camaradagem”

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hegou ao fim o Programa “Vela Espectacular do Clube Naval da Horta (CNH) 2018”, que começou no dia 18 de Junho e terminou no dia 31 de Julho. Este Projecto – antigo no Clube Naval da Horta – tem como público-alvo crianças e adolescentes entre os 8 e os 13 anos. Permite o primeiro contacto com a modalidade da Vela, contemplando, também, a vertente de Aperfeiçoamento, além de dar continuidade ao trabalho de Iniciação feito em anos anteriores. Cativar novos atletas para esta Secção do CNH é o grande objectivo deste Projecto, que foi Coordenado pelo Treinador de Competição de Vela Ligeira do CNH, Duarte Araújo. Este Técnico contou a colaboração de Edmar Delgado (Treinador), Mariana Luís, Pedro Moniz e Leonor Porteiro (Monitores). O Treinador Edmar Delgado foi convidado a fazer o balanço a esta actividade, decorrida ao longo de 6 semanas, e que constituiu uma experiência nova para ele próprio, o qual divide o seu tempo nos dois lados do Canal. “A “Vela Espectacular” decorreu super-bem”

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“Na minha opinião, a “Vela Espectacular do CNH 2018” decorreu super-bem. Tivemos um número significativo de crianças a participar neste Projecto, de segunda a sexta. Acima de tudo, destaco o espírito de equipa, entre-ajuda e camaradagem. Conseguimos envolver crianças de diferentes idades e tivemos dois participantes estrangeiros, que trouxeram novos desafios mas, também, novas oportunidades. Tendo sido a minha primeira experiência neste Projecto, considero que houve um bom número de participantes: mais de 50. Quanto a repetir esta experiência, não sei o dia de amanhã. Este ano consegui conciliar o meu trabalho com esta actividade, graças à disponibilidade dos meus colegas de trabalho em trocar horários. Eu achava que dava conta do trabalho, mas a meio do Programa apercebi-me de que eram muitas horas semanais, num trajecto que implica ir todos os dias ao Faial, chegar ao Pico e trabalhar ate às 21horas. Por isso, da próxima vez terei de gerir melhor os horários”.

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Atrás, da esquerda para a direita: Edmar Delgado (Treinador); Mariana Luís (Monitora) e Duarte Araújo (Treinador), com alguns dos alunos da “Vela Espectacular do CNH 2018”

Lavar, arrumar e tratar do material são funções dos velejadores após cada treino, as quais são parte integrante da formação dos atletas

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VELA LIGEIRA “VELA ESPECTACULAR DO CNH 2018” CONTOU COM 43 DIAS DE TREINO E 52 VELEJADORES

Duarte Araújo: “Estamos muito felizes com a evolução técnica que vimos nos velejadores”

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á 5 anos que Duarte Araújo, Treinador de Competição de Vela Ligeira do Clube Naval da Horta (CNH) e Coordenador da mesma, está envolvido na “Vela Espectacular do Clube Naval da Horta”, um Projecto já com muitas edições e que este ano começou no dia 18 de Junho e terminou a 31 de Julho. Aqui fica a informação cedida por este Técnico, que há 2 anos rebaptizou o Projecto com a actual designação: “Vela Espectacular!” Treinador Duarte Araújo: “Foi o ano mais produtivo desde que estou cá” “Este ano, com a presença da Vela nas aulas de Educação Física da Escola Básica Integrada António José de Ávila, da Horta, juntamente com as restantes acções de promoção e divulgação da Vela, tivemos um dos melhores anos de “Vela Espectacular”. Foram 37 aulas de Iniciação, Aperfeiçoamento e Competição ao longo de 43 dias, para 52 velejadores de diferentes escalões. Considero mesmo que foi o ano mais produtivo

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desde que estou cá. Nem todos puderam vir sempre, pois alguns interromperam para ir de férias, mas voltaram. Este ano, devido à disponibilidade do Treinador Edmar Delgado, juntamente com os Monitores, conseguimos fazer mais treinos e mais específicos, e aproveitar melhor as condições ideais do verão. O número de praticantes, novos e regulares, foi o mesmo dos anos anteriores, mas houve um aumento da quantidade e qualidade dos treinos. Atingimos o máximo para o material e recursos disponíveis. Funcionámos em conjunto com as “Férias Desportivas do CNH 2018”, proporcionando diferentes níveis de envolvimento, a mais de 100 crianças de diferentes idades, na Vela e actividades náuticas. “A percepção dos benefícios da Vela é cada vez maior” A percepção local das possibilidades e benefícios directos que a prática da Vela tem nos jovens, é cada vez maior e temos conseguido transmitir essa mensagem às famílias, também

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CLUBE NAVAL DA H com a ajuda dos professores que participaram no programa pioneiro da Escola Básica Integrada da Horta. A Vela dá autonomia, confiança, responsabilidade e maturidade, funcionando como uma ilha, num mar de imaturidade, dependência e sem propósitos para os jovens. Cumprimos os nossos objectivos de transmitir os valores de sustentabilidade ambiental e protecção do nosso espaço marítimo natural; ajudámos a criar personalidades fortes e cooperantes, ao mesmo tempo que trabalhadoras e humildes, associadas à Vela e ao desporto náutico. Estamos muito felizes com a evolução técnica que vimos nos velejadores e esperamos, durante o ano, uma continuidade destes atletas. Em termos de números, a “Vela Espectacular do CNH 2018”, pode ser assim representada:

Treinos de Competição de Optimist:

Aulas de Iniciação:

- Pedro Moniz (Monitor)

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29 treinos para 12 velejadores, sendo um importado do Continente. Ficámos com uma frota de 11 velejadores para o próximo ano neste escalão. Participaram na Formação: - Duarte Araújo (Treinador e Coordenador do Projecto) - Edmar Delgado (Treinador) - Mariana Luís (Monitora) - Leonor Porteiro (Monitora)

37 aulas para um total de 30 alunos. Treinos de Laser e 420: 23 treinos para 9 velejadores. Começámos com duas novas tripulações de 420 e mantivemos os 5 Lasers.

Rodrigo Medeiros foi um dos Alunos da “Vela Espectacular do CNH 2018” e já disse à mãe que quer entrar para a Secção de Vela Ligeira do Clube

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VELA LIGEIRA “VELA ESPECTACULAR DO CNH 2018” - MARIANA LUÍS FALA DA SUA EXPERIÊNCIA ENQUANTO MONITORA

“Acima de tudo, destaco o espírito de equipa, entre-ajuda e camaradagem”

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ariana Luís é uma apaixonada pela Vela e pelo Clube Naval da Horta (CNH). Foi por isso que aceitou, uma vez mais, ser Monitora da “Vela Espectacular”, Projecto onde diz ter aprendido “muito”. “É um privilégio poder partilhar os meus conhecimentos com os mais novos” “Como velejadora do Clube Naval da Horta, é um privilégio poder partilhar os meus conhecimentos com os mais novos. Sendo que este é o meu terceiro ano, já estou mais alerta para as eventualidades que possam surgir. Voltei a ser Monitora este ano simplesmente porque gosto daquilo que faço, de andar no mar e porque a Vela é a minha grande paixão. Desta forma, tenho todo o gosto em partilhá-la com os mais novos, e eventualmente inspirá-los, para que um dia mais tarde possam vir a sentir-se realizados neste desporto. Com este trabalho, além de transmitir o que sei, aprendo bastante com os mais novos, como por exemplo, a saber lidar com eles e a compreender melhor a nova geração, já que, apesar da “pouca”

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diferença de idades, muitas coisas mudaram. É também através do meu papel como Monitora que entendo melhor a posição de qualquer Treinador de Vela e o esforço que é necessário dedicar a este desporto para que os atletas possam atingir um resultado gratificante. Destaco o facto de os mais novos virem cada vez mais para o CNH fazer Vela com um espírito de aventura mais acentuado e, sobretudo, com uma grande vontade de aprender e fazer novos amigos, o que é muito bom para o Clube! O ‘feedback’ que recebo das crianças é que gostam bastante das aulas de Vela e que pretendem continuar nesta aventura durante o Inverno, revertendo-se num saldo bastante positivo para o Clube. Noto evolução nestes velejadores, pois a Vela não é um desporto vulgar. Deste modo, os mais novos, que nunca tiveram qualquer contacto com um barco, não sabem o que os espera. Assim, só o facto de em cinco minutos já conseguirem ter equilíbrio dentro dele, já é uma evolução (risos). Por outro lado, os que “já dão os primeiros passos” na Vela, também revelam uma constante evolução e visto que todos têm uma grande vontade de aprender, essa evolução é mais notória. Em suma: vejo uma evolução nos alunos recebidos pelo Projeto “ Vela Espetacular do CNH” dado ao seu grande empenho e dedicação”.

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VELA LIGEIRA “VELA ESPECTACULAR DO CNH 2018” – LEONOR PORTEIRO

Leonor Porteiro (em pé, de óculos de sol) foi Monitora da “Vela Espectacular do CNH 2018”: “Foi bom estar agora do outro lado, a ensinar o que sei”

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om o testemunho de Leonor Porteiro, que foi Monitora da “Vela Espectacular do CNH 2018” – e que só agora conseguiu partilhar a sua opinião pelo facto de ter participado na 30ª edição da “Atlantis Cup Regata da Autonomia” – chega ao fim o balanço de todos os envolvidos neste Projecto: Alunos, Treinadores e Monitores. “Na minha opinião enquanto Monitora, a “Vela Espectacular do CNH 2018” correu bastante bem. Tínhamos um ambiente divertido em que as crianças podiam aproveitar os dias de verão para aprender a velejar. Gostei desta experiência, pois

tive o meu primeiro contacto com a Vela através deste Projecto, há já alguns anos como aluna, e foi bom estar agora do outro lado a ensinar o que sei e a aprender o que os Treinadores têm para nos ensinar. Adorei passar todos os dias no mar e ter contacto com as crianças que vinham para o Clube todos os dias com energia e vontade para andar à Vela! Acabo agora nesta Semana do Mar a minha segunda e última época de Optimist e começo a competir na Classe 420. Daqui a 3 anos concluo o Secundário e pretendo continuar a praticar Vela no Continente”.

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“FÉRIAS DESPORTIVAS DO CNH 2018” “UM OBRIGADO AOS PAIS PELA CONFIANÇA DEPOSITADA EM NÓS”

Raquel Brasil 2018

Maria Almeida, Clésio Pereira e Raquel Brasil partilham a sua visão sobre as “Férias Desportivas do CNH 2018”

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Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta (CNH) convidou Maria Almeida, Clésio Pereira e Raquel Brasil, Monitores das “Férias Desportivas do CNH 2018”, a redigirem um texto, onde expressassem a sua visão sobre este Projecto, há muito implementado por esta instituição náutica faialense e que, ano após ano, tem vindo a registar uma adesão crescente. Este ano foram 100 crianças (dos 6 aos 13 anos) que aprenderam e cresceram do ponto de vista social, desportivo e cultural. Aqui fica a resposta ao convite formulado a estes três jovens, a quem agradecemos a disponibilidade manifestada nesta colaboração, registando a simpatia no trato com todos. “Gostamos de trabalhar e conviver com crianças” “À semelhança do ano anterior, este ano foi-nos proporcionada a oportunidade de sermos monitores das Férias Desportivas do Clube Naval, a qual aceitámos de muito bom grado.

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O mês foi cheio de atividades náuticas, tanto divertidas como educativas nas quais as crianças participaram ativamente. Destas, destacamos a ida à praia deserta, o passeio na bóia, a regata de jangadas e o ‘pic-nic’ final, que culminou com o casamento dos dois monitores mais novos, a Joana e o Afonso. Este acaba por não ser um mero trabalho de verão, talvez pelo facto de gostarmos de trabalhar e conviver com crianças (pois aprendemos muito com elas e, sejamos honestos, também nos rimos muito), ou porque nos permite estar ao ar livre e fazer atividades que nós próprios gostamos durante todo o mês (ainda que tenhamos que ter um olho em cada cabelo). É com grande apreço que, ano após ano, contamos (quase) sempre com os mesmos rostos, o que é um sinal de que as crianças gostam de todo o projeto criado pelo Clube Naval e desenvolvido por nós e por todo o “staff”. Também é com grande satisfação que vemos o número de inscrições aumentar gradualmente. Por fim, um obrigado aos pais pela confiança depositada em nós, e que para o ano estejamos cá para mais um mês de diversão”.

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CNH PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO COM A DIRECÇÃO REGIONAL DOS ASSUNTOS DO MAR

José Decq Mota representou o CNH e Filipe Porteiro, a Direcção Regional dos Assuntos do Mar

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oi assinado na tarde deste domingo, junto às instalações do Clube Naval da Horta (CNH), um Protocolo de Cooperação entre esta instituição náutica faialense e a Direcção Regional dos Assuntos do Mar (DRAM). Representando as entidades promotoras estiveram, pelo Clube Naval da Horta, o Presidente da Direcção, José Decq Mota, e pela DRAM, Filipe Porteiro, Director Regional dos Assuntos do Mar. Esta iniciativa visou o Lançamento da Campanha “Lixo Zero no Mar dos Açores”, junto das frotas de recreio que participam na Semana do Mar 2018. A Campanha “Lixo Zero no Mar dos Açores” é uma iniciativa transversal de envolvimento público e sectorial de sensibilização e combate ao problema do lixo marinho produzido pelas frotas

que operam na Região Autónoma dos Açores e dos utilizadores das zonas costeiras e do espaço marítimo regional. Estas iniciativas lançadas em 2015, enquadram-se no Plano de Acção para o Lixo Marinho nos Açores (PALMA). O Protocolo que envolve a DRAM e o CNH pretende operacionalizar a Campanha “Lixo Zero no Mar dos Açores - Semana do Mar 2018”, que conta com as seguintes actividades: afixação de autocolantes em todas as frotas que participam no Festival Náutico da Semana do Mar, incluindo nos iates da Regata Internacional “Les Sables-Horta-Les Sables, junto de todos os participantes; a colocação de uma bandeira na sede do CNH, com o logotipo da iniciativa e com os logos do Governo Regional dos Açores e do CNH; a colocação de contentores de lixo apropriados onde as tripulações depositem o lixo produzido e recolhido nas actividades de mar; a colocação de 2 ‘banners’ no espaço dedicado

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Duarte Araújo, Treinador de Vela do CNH; Olga Marques, Vice-Presidente da Direcção do CNH; Filipe Porteiro, Director Regional dos Assuntos do Mar; José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH; e Luís Costa, Vice-Presidente da Direcção do CNH: todos apostados em fazer desta Campanha uma bandeira

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às entrega de prémios e convívio entre os participantes; e a utilização de material reutilizável (pratos, copos, talheres, etc), em todos os eventos organizados pelo CNH; a divulgação do projecto em regatas promovidas pelo CNH, incluindo a da participação da equipa do CNH no Campeonato de J80. José Decq Mota sublinhou que “o CNH adere a esta Campanha com convicção de agir em relação a esta situação”. E acrescentou: “Este era um problema que nos atormentava. Por isso, este Protocolo veio ajudar a criar condições para erradicar os plásticos, pois o CNH tem preocupações ambientais. Durante este Festival Náutico já começámos a implementar esta Campanha, que é muito bem-vinda, com recurso a material não descartável. Até a comida teve mais sabor!” O presente Protocolo vigora pelo período de 1 ano, sendo renovável, automática e sucessivamente, se nenhuma das partes o denunciar.

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FIGURA DO MÊS VÍTOR MOTA: “O CNH É QUASE COMO A MINHA CASA”

Vítor Mota é Mestre da “Walkiria” há 14 anos e é com orgulho que fala da “sua” lancha

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uando se fala na mais famosa lancha baleeira do Faial e arredores – a “Walkiria” – associado está o seu Mestre, Vítor Mota. Este pescador de profissão tem uma relação especial e duradoura com esta embarcação, que outrora andou envolvida na baleação. Tal como a “Walkiria”, Vítor Mota também conheceu essa faina, já que o avô (“Tio Aldeia Velho”) e o pai (Américo “Aldeia”) eram baleeiros. “Andei com os dois na baleação e tratava “Tio Aldeia Velho” por “sr. Aldeia”, que, apesar de ser baleeiro, não sabia nadar”, recorda José Decq Mota, que prossegue: “E um dia eu perguntei-lhe: “como é que vai ser se acontece alguma coisa? E ele respondeu-me assim: “Ó Josezinho, enquanto houver madeira, eu vou-me agarrar!” Para falar da sua ligação ao Clube Naval da Horta (CNH), Vítor Mota tem de recuar até 2004, al-

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tura em que esta lancha era conduzida por Carlos Fontes. “Eu andava com a “Walkiria” nas faltas do Fontes e durante algum tempo andámos juntos, mas foi a partir de 2005 que passei a ser o Mestre desta lancha. Nunca mais me esqueço que foi o Fontes quem me incentivou a tirar Carta de Patrão Local, o que não foi difícil atendendo a que já possuia Carta de Mestre da Pesca Profissional. Nessa altura, era Presidente da Direcção do CNH, João Garcia, que me convidou, o que foi acontecendo com todos os Presidentes que se sucederam até hoje. Comecei por fazer parte da Secção de Botes Baleeiros, tendo participado em reuniões do Património Baleeiro, na ilha do Pico em representação do CNH”. Lancha especial Vítor Mota considera a “Walkiria” uma lancha “especial!” E continua: “É especial pelo nome e pelo facto de ter navegado muito na caça à baleia. É

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CLUBE NAVAL DA H verdade que o “Cetáceo” também esteve envolvido, mas sem dúvida que a “Walkiria” é uma lancha emblemática na Horta. As pessoas manifestam sempre um grande afecto por ela. Com o fim da caça à baleia, esta embarcação ficou na posse da Portos dos Açores e foi levada para a Madalena, com o intuito de ser recuperada, o que não aconteceu. Só posteriormente é que o CNH apresentou uma proposta para a sua recuperação, tarefa que foi facilitada pelos apoios entretanto disponibilizados na área da conservação do património baleeiro, o que foi muito importante. Estamos a falar de uma lancha que no presente mantém a sua missão tal como aconteceu no passado, e que é rebocar os botes baleeiros no Faial e no Pico, antes e depois das provas. Antigamente era um cenário real, que implicava o sustento de muitas famílias; hoje, a história é revivida com as Regatas à Vela e a Remos, que envolvem centenas de pessoas. Vejo que há sempre gente interessada em andar na “Walkiria” e perguntam-me se podem ir nesta ou naquela viagem.

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Muitos estrangeiros aproximam-se para ver, fazem perguntas e tiram fotografias, acontecendo o mesmo com os portugueses. Há muita curiosidade para ver como é a lancha por dentro. Desde 2005 que dispõe de uma pequena casa de banho, o que se tornou indispensável pelo facto de ter passado a ser uma lancha com objectivos pedagógicos, já que integra projectos escolares, com viagens que envolvem muitos miúdos e professores. Acho que foi muito importante esta ligação das escolas ao CNH no sentido de as crianças e os jovens conhecerem este passado da baleação, que é algo muito nosso e que faz parte integrante da história e cultura faialenses. A “Walkiria” é uma lancha boa, segura e rica, pois esteve directamente envolvida nesta faina. Como tal, é fundamental que este património esteja acessível a todos, com conhecimento daquilo que representou e continua a representar para o Faial”. Esta embarcação, capaz de atingir os 18 nós, tem lotação para 12 adultos e 2 crianças, tendo uma utilização permanente ao longo do ano,

A “Walkiria” continua a sua missão de rebocar os botes baleeiros nas provas realizadas no Faial e no Pico

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Em 2002, Vítor Mota integrava a Tripulação do “São José” e ainda hoje quando pode e é preciso, colabora com a equipa como Oficial e tripulante

com picos de requisição por altura dos Campeonatos de Botes Baleeiros do Faial e Pico, Campeonato Regional de Botes Baleeiros e Festival Náutico do CNH. Ligação começou pelos Botes A ligação de Vítor Mota ao CNH começou pela Secção de Botes Baleeiros, no ano de 2004. “Entre 2002 e 2004 andei no bote “São José”, da Junta de Freguesia do Capelo, que era rebocado pelo “Cetáceo”, propriedade da Junta Autónoma dos Portos (actual Portos dos Açores, S.A.)”. Ainda hoje, sempre que está disponível e falta algum elemento, Vítor Mota colabora com a equipa do “São José” na posição de Oficial ou Tripulante. “Recordo-me que o bote “Claudina”, do CNH, foi recuperado em 2000, e a seguir foi o “Maria da Conceição”, também do Clube Naval da Horta. O primeiro ano em que fomos à América disputar o Campeonato Internacional de Botes Baleeiros foi na época de 2004/2005 e ficámos em 2º lugar.

Considero que existe alguma rivalidade no Faial no que diz respeito aos Botes Baleeiros, sinal de que levamos isto a sério. O CNH costuma participar nas provas do Campeonato de Botes Baleeiros do Pico mas é claro que isso representa esforço, tempo e investimento, pois são viagens longas. Já o Pico apenas vem ao Faial disputar as Regatas da Semana do Mar e do Varadouro. Este património que exite em quase todas as ilhas deve ser preservado, já que representa o legado deixado pelos nossos antepassados e uma página essencial daquilo que era a vida no Faial. O Campeonato Regional de Botes Baleeiros – que este ano atingiu a sua 3ª edição – é bem a prova do dinamismo deste património, onde se vê muita juventude, sinal de que o futuro vai ser assegurado. A “Walkiria” viajou para todas as ilhas onde se realizaram estas três edições. Em 2016 foi nas Flores; em 2017 na ilha de Santa Maria e este ano foi na Terceira.


CLUBE NAVAL DA H “Gosto da “Atlantis Cup” pelo convívio que se gera” Pouco tempo depois dos Botes Baleeiros, começou a ligação com a “Walkiria”, de quem este Mestre se tornou inseparável, tratando-a como a menina dos seus olhos. E desde há alguns anos que colabora na “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”. “Gosto da “Atlantis Cup” e há 10 anos que faço parte da equipa. Sou o responsável pela selagem e des-selagem dos motores, mas naturalmente que aprecio o convívio que se gera entre todos os que estão envolvidos nesta importante Regata da Autonomia. Na minha opinião, esta Prova deveria ser mais valorizada noutras ilhas, pois, sobretudo as maiores, não lhe dão o devido valor. É preciso muita orientação para organizar uma Regata desta envergadura.

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“Passo todas as horas livres no CNH” Vítor Mota é pescador desde pequeno e José Decq Mota sublinha que mantém a prática da pesca local e costeira de forma muito singular, ou seja, sozinho, no seu barco baptizado como “Herculano”. Este Sócio tem sido convidado por várias direcções, dando um contributo inestimável, perdendo muito tempo da sua vida a favor do Clube Naval da Horta”. É esta actividade desenvolvida por conta própria que permite a Vítor Mota colaborar de forma tão activa com esta instituição náutica. “A minha vida é a pesca. A sorte do Clube é que eu trabalho por minha conta, por isso passo muitas horas aqui. Aliás, todas as horas livres que tenho são passadas aqui a colaborar no que posso e sei. O CNH é quase como a minha casa. Faço isto porque gosto do Clube, do qual sou Sócio há largos anos. No mar, a “Walkiria” está por minha conta; em terra, a manutenção da lancha é feita por mim e pelos funcionários da “casa” afectos a esta área.

Tripulação da “Walkiria” na viagem realizada às Flores, em 2016, por altura do Campeonato Regional de Botes Baleeiros Atrás: José Decq Mota e Horácio Silva; Ao centro: Vítor Mota e Carlos Silva; À frente: José Macedo

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Também colaboro na manutenção dos botes e ajudo a varar outras embarcações”. “O CNH está passando por muitas dificuldades” Volvidos 14 anos, o Mestre da “Walkiria” acusa o cansaço próprio de quem deu o seu melhor ao longo de tantas épocas e gostava que aparecesse alguém que continuasse o trabalho que tem vindo a desenvolver. “Esta Direcção termina o seu mandato em Dezembro próximo e só aceito continuar a dar a minha colaboração relativamente à “Walkiria” se não houver alguém que assuma estas funções. É claro que mesmo que haja alguém, posso sempre dar uma ajuda. Sinto-me cansado e embora alguns reconheçam o nosso trabalho e apoiem o Clube, como é o caso da Câmara Municipal, a verdade é que o Governo deveria ajudar mais. O CNH desenvolve muitas actividades, cuja continuidade carece de fundos e desde há anos que esta “casa” vive uma situação difícil, devido

à falta de dinheiro, onde se incluem apoios em atraso. Como tal, tudo o que é feito é com muita dificuldade. O Clube Naval da Horta com o histórico e a importância que tem, já merecia ter umas instalações dignas. O Festival Náutico, que cada vez está mais dilatado no tempo, dá muito trabalho. A preparação é deveras exigente e a sua concretização só é possível com o trabalho dos Voluntários, sector em que vão aparecendo caras novas com vontade de colaborar, o que é bom no sentido de irem substituindo aqueles que já se sentem cansados, depois de terem dado de si ao longo de décadas”. “O mais difícil é arranjar um Presidente” “Na minha opinião, o CNH não vai fechar as portas, mas talvez deva reduzir a actividade, no sentido de ter menos custos. O ideal seria manter este dinamismo e, se possível, intensificar, pois as actividades náuticas são

Vítor Mota tem sido o Responsável pela selagem e des-selagem dos motores nos últimos 10 anos da “Atlantis Cup Regata da Autonomia”

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José Decq Mota e Vítor Mota: a confiança mútua, selada por uma amizade antiga, fazem com que ambos “esqueçam” as suas vidas a favor do CNH

essenciais na formação das camadas jovens e o papel do CNH é insubstituível na ilha do Faial. Era bom que se tivesse isto em conta e que quem está disponível desse o seu apoio ao longo de 2 anos, que é o tempo de duração de cada mandato. Acredito que há pessoas capazes disso. O mais difícil é arranjar um Presidente, pelo que seria muito bom se o actual continuasse. Mas ele sabe o que está fazendo”. Rainha dos Mares dos Açores - sua origem Foi mandada construir pela Armação Baleeira “Reis & Mendonça Lda”, um consórcio marítimo entre Francisco Marcelino dos Reis, industrial do continente, que residia na área do Estoril, e o professor Rui de Mendonça, que era também advogado de provisão na Vila das Velas. Como bom jorgense, era amante de música, tendo sido considerado um “Wagneriano”. Por tal razão, deu aos seus filhos os nomes de Wagner, Weber, Walkiria e Isolda. O projecto de construção foi da autoria do genial construtor naval. Manuel Inácio Nunes, natural de Santo Amaro da ilha do

Pico, que em 1898 já possuia um estaleiro naval no rio, Sacramento, estado da Califórnia, era o Nunes Boatyard. Com um famoso arquitecto naval, foi construída por um prestigiado construtor naval, os famosos irmãos Gambão das Velas: José e Manuel, que era especialista nas artes da madeira, sendo um excelente serralheiro, torneiro fundidor e aquele que geria e projectava. Segundo informação verbal do Sr. Nuno Álvares de Mendonça, nascido nas Velas em 1923 e filho do co-proprietário Rui de Mendonça, o seu primeiro Mestre (Arrais) foi Manuel Cabral das Velas e o maquinista era João Viegas, também das Velas e pai de Adolfo Viegas, seus tripulantes enquanto esteve matriculada nas Velas. Foi a lancha a gasolina mais rápida de todo o Arquipélago, atingindo velocidades superiores a 15 nós, um feito para a sua época. Quando o antigo paquete a vapor “Carvalho Araújo”, largava do porto das Velas rumo ao Cais do Pico onde escalava, depois de ter atingido a velocidade plena de cruzeiro, a “Walkiria” rodeava o navio em marcha passando pela proa e pela

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popa. Nenhuma outra lancha conseguiu tal proeza. Esta virtude tinha um senão, consequente da velocidade: apresentava um elevado consumo de combustível, gastando três latas de gasolina, cerca de 60 litros por hora, no tempo em que a gasolina tal como o petróleo eram embalados em duas latas de 20 litros por caixa, da marca “Sunflower” ou “Mobil Saconia Vacum”. O excessivo consumo de carburante desgostou o gerente Rui de Mendonça, que a cedeu para a Ilha do Faial. A lancha “Walkiria” bem como a “Maria da Conceição” e cerca de 4 botes baleeiros vieram para o Porto da Horta, integrando a frota baleeira de “Reis & Martins Lda”, consórcio de Joaquim Martins da Horta e Francisco Marcelino dos Reis, com sede social na Horta. Do Porto da Horta num domingo de Julho, embarcaram elementos de tripulação a bordo de duas lanchas a motor: a “Tistle” da “Fayal Coal”, e a “Elite”, da “Bensaúde & Cª.” para conduzirem as

lanchas e os botes para o Porto da Horta. Com a tripulação embarcou o gerente da Armação “Joaquim Reis”. Ao embarcarem no porto das Velas, tiveram que arriar as embarcações para o mar, não recebendo qualquer ajuda dos vários jorgenses que não viam com bons olhos a saída da sua frota. Entre a tripulação encontrava-se Mestre João Luís da Silva Jr., que anos mais tarde se tornou armador da Armação Baleeira “Reis & Martins Lda”, que contou que a “Walkiria” teve como arrais Mestre Francisco Silva, “Boga das Angústias” e o seu irmão António Boga, que era o maquinista. Foi comprada a “Reis & Mendonça, Lda” no dia 12 de Maio de 1938, a lancha e a palamenta V. 210-TL denominada “Walkiria”, com motor a gasolina, com meios de propulsão a vela e a remos, pelo valor de sessenta e dois mil, setecentos e oitenta e cinco escudos e oitenta e nove centavos, que se destinava ao tráfego local, no porto de Santa Cruz e auxiliar da pesca da baleia.

A embarcação “Herculano” é bastas vezes preterida a favor da “Walkiria” e do CNH

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Foi a lancha a gasolina mais rápida de todo o Arquipélago, atingindo velocidades superiores a 15 nós, um feito para a sua época

Foi matriculada na Capitania do Porto da Horta aos 15 dias do mês de Julho de 1938 a lancha “Walkiria”, com motor a gasolina, vela e remos, de matrícula V-210-TL. Era Capitão do Porto, José da Costa Salema, Capitão de Mar e Guerra. Foi registada na Capitania, pertencendo única e exclusivamente a Francisco Marcelino dos Reis, súbdito português residente em Lisboa. A lotação que lhe foi atribuída: bom tempo: 21, mau tempo: 8. Mestre João Luís da Silva Jr., antigo coordenador da “Reis & Martins”, que ao longo de três décadas colaborou com a Armação Baleeira até à sua extinção e que foi seu Arrais por várias vezes, testemunhou que sendo a lancha de alto

andamento, era ela que “rodeava as baleias pela cabeça” para voltarem para os botes, isto é, quando as “baleias” nadavam para longe das costas das ilhas. Como Mestres e Maquinistas conheceu dos melhores e foram vários, entre eles: depois de Mestre Francisco “Boga” (Francisco Silva das Angústias) e o Mestre Feijó (Jaime da Rosa Lopes) entre 1960-1964, Mestre Mário Cabrito (Mário da Rosa Serpa), Mestre António Prazeres (19761977), Mestre “Carvalho” (José Eduíno da Silveira, do Salão). Mestre Francisco Elias, que era da Candelária do Pico, terá sido um dos seus últimos Mestres.

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 2 DE AGOSTO | NATAÇÃO EM ÁGUAS ABERTAS - TRAVESSIA DO CANAL

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 3 DE AGOSTO | MOTONÁUTICA - DEMONSTRAÇÃO

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FESTIVAL NรUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 4 DE AGOSTO | CANOAGEM - CAMPEONATO REGIONAL DE MAR

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 4 DE AGOSTO | WINDSURF - DEMONSTRAÇÃO

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 4 DE AGOSTO | CALDO DE PEIXE - “COMO TUDO COMEÇOU...”

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 5 DE AGOSTO | XXX ATLANTIS CUP - REGATA DA AUTONOMIA - ENCERRAMENTO DA LINHA DE CHEGADA

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 5 DE AGOSTO | DESFILE DOS PARTICIPANTES NO FESTIVAL NÁUTICO

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FESTIVAL NรUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 5 DE AGOSTO | CANOAGEM - PROVA LOCAL

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 6, 7, 8 DE AGOSTO | XIII ENCONTRO INTERNACIONAL DE VELA LIGEIRA

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 6 DE AGOSTO | VELA DE CRUZEIRO - REGATA DE SOLITÁRIOS | GENUÍNO MADRUGA

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FESTIVAL NรUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 6 DE AGOSTO | PESCA DESPORTIVA DE BARCO

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FESTIVAL NรUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 7 DE AGOSTO | MINI-VELEIROS

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 8 DE AGOSTO | LARGADA DA REGATA INTERNACIONAL “LES SABLES - LES AÇORES - LES SABLES”

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 8 DE AGOSTO | VELA DE CRUZEIRO - REGATA TROFÉU HORTA

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 9 DE AGOSTO | VELA LIGEIRA - XIII TROFÉU CIDADE DA HORTA - ESCOLAS DE VELA

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 9 DE AGOSTO | NATAÇÃO EM ÁGUAS ABERTAS - TRAVESSIA LONGA DA DOCA

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 9 DE AGOSTO | VELA LIGEIRA - REGATA DOS VELHOTES

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 9, 10 DE AGOSTO | PÓLO AQUÁTICO

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 10 DE AGOSTO | NATAÇÃO EM ÁGUAS ABERTAS - TRAVESSIA CURTA DA DOCA

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FESTIVAL NรUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 10 DE AGOSTO | VELA DE CRUZEIRO - REGATA DAS SEREIAS

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 11 DE AGOSTO | PESCA DESPORTIVA DE COSTA - PROVA INFANTIL

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FESTIVAL NรUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 11 DE AGOSTO | REGATA DE VELA EM BOTE BALEEIRO - CASA DE PESSOAL DA RTP

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FESTIVAL NÁUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 11 DE AGOSTO | REGATA DE REMO FEMININO EM BOTE BALEEIRO - CASA DE PESSOAL DA RTP

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FESTIVAL NรUTICO DA SEMANA DO MAR 2018 11 DE AGOSTO | REGATA DE REMO MASCULINO EM BOTE BALEEIRO - CASA DE PESSOAL DA RTP

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MONTAGEM: ARTUR SIMÕES TEXTOS: CRISTINA SILVEIRA

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Revista mensal sobre a atividade do Clube Naval da Horta

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