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REVISTA MENSAL SOBRE A ATIVIDADE DO CLUBE NAVAL DA HORTA

Nº 40 Julho 2017 © ARTUR FILIPE SIMÕES | CNH 2017


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BOTES BALEEIROS A COSTA DE CASTELO BRANCO ANIMADA PELOS BOTES BALEEIROS DO FAIAL

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ealizou-se no dia 1/7, a Regata de Vela em Bote Baleeiro de Castelo Branco, promovida pela Junta de Freguesia de Castelo Branco e organizada pelo Clube Naval da Horta. Participaram 7 botes baleeiros do Faial e o campo de regata situou-se frente à costa da Freguesia de Castelo Branco, com a linha de chegada colocada perto da entrada do porto daquela Freguesia. O “Srª do Socorro” da JF do Salão, com Pedro Garcia como Oficial, foi o vencedor da Regata, cumprindo o percurso em 1h21m30s. Em segundo lugar classificou-se o bote “Srª de Fátima” da JF de Castelo Branco, com António Luís como Oficial e com o tempo de 1h23m30s. O terceiro lugar foi alcançado pelo “Claudina” do CNH, sendo Oficial José António Freitas e o tempo gasto 1h25m34s. A Comissão de Regata, embarcada na “Walkiria”, foi constituída por José Decq Mota, pelo Presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco Vítor Pimentel, por Vítor Mota e por José Macedo. A Comissão de Protestos integrou Duarte Araújo, Bruno Rosa e Carlos Moniz. As embarcações de apoio e segurança foram os semirrígidos do

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CNH “Eric Tabarly” e “Piloto João Lucas”, tripulados por Bruno Rosa, Paulo Decq Mota, Francisco Rosa e José Fernandes. Terminada a regata realizou-se no Centro Paroquial de Castelo Branco, por iniciativa da Junta daquela Freguesia, a cerimónia de entrega de prémios e diplomas de participação seguida de almoço convívio. A abrir a cerimónia usou da palavra o Presidente da JF de Castelo Branco, Vítor Pimentel que agradeceu a participação de todos nesta regata, enalteceu a utilização intensa feita no Faial do património baleeiro recuperado e formulou o voto de que continuemos a valorizar, divulgar e promover os nossos botes recuperados. De seguida foi convidado a usar da palavra o Presidente do CNH e da Comissão de Regata José Decq Mota, que agradeceu a todos os que colaboraram na organização da regata que “feita embora com vento fraco, correu muito bem”. José Decq Mota desejou as maiores felicidades às tripulações do Faial que vão disputar, a 8 e 9 de Julho, o Campeonato Regional de Botes Baleeiros que se realiza na Ilha de Santa Maria. José Decq Mota revelou também que a lancha classificada

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“Walkiria” vai a Stª Maria apoiar o Campeonato Regional. Fechou as intervenções o Presidente da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo Goulart Silva, que felicitou todos os participantes, salientou

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o permanente apoio que a Câmara da Horta presta à utilização do Património Baleeiro e formulou o voto de que este movimento patrimonial e desportivo prossiga com o empenho, esforço e vontade de todos.

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II CAMPEONATO REGIONAL BOTES BALEEIROS BOTES BALEEIROS JÁ ANIMAM AS ÁGUAS DA ILHA DE SANTA MARIA

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á arrancou o II campeonato Regional de Botes Baleeiros, que está a decorrer na ilha de Santa Maria. 12 embarcações oriundas de todas as ilhas dos Açores, exceto o Corvo, competem nesta prova que reúne mais de uma centena de participantes. Nunca o horizonte de Santa Maria viveu um espetáculo semelhante. Vários botes e lanchas baleeiras realizam até domingo 10 regatas de remo e vela, trazendo um colorido pouco habitual nesta ilha. Esta é uma prova única no país. Envolve em doses iguais, História e desporto, competição e memória coletiva, orgulho de um povo e vontade de manter vivo o património que é de todos. Os botes baleeiros eram o elemento mais importante da pesca à baleia, atividade que foi, durante um século, o principal sustento das famílias açorianas. Há 2 décadas o Governo Regional dos Açores iniciou a recuperação deste património e investiu mais de 2 milhões de euros para pôr a navegar 42 botes e 11 lanchas de reboque. Para o Presidente da Comissão Consultiva do

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Património Baleeiro, que homologa este campeonato, «este é um movimento único em Portugal porque põe o património ao serviço, como coisa viva, reinventada. O bote representa essa ligação ao passado, à herança e à memória. É um movimento fantástico porque hoje, estas regatas, unem gerações, avós, filhos e netos, e também introduzem o elemento feminino, que estava totalmente ausente da atividade baleeira». Em masculinos competem 12 tripulações em vela e 5 em remo. Quanto às senhoras, fazem-se representar com 4 equipas em remo. A competição estreou-se no ano passado, na ilha das Flores e prossegue agora na ilha de Santa Maria, com grande adesão de equipas de clubes navais, associações culturais e juntas de freguesia das várias ilhas participantes. O II Campeonato Regional de Botes Baleeiros, homologado pela Comissão Consultiva do Património Baleeiro, é promovido pela Direção Regional da Cultura e conta com a organização do Clube Naval de Santa Maria, em parceria com a Câmara Municipal de Vila do Porto.

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II CAMPEONATO REGIONAL BOTES BALEEIROS BOTES BALEEIROS DO PICO E FAIAL SÃO OS NOVOS CAMPEÕES REGIONAIS

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o fim de 1 dia e meio e depois de cumpridas 10 regatas ficaram-se a conhecer os novos campeões regionais de botes baleeiros. Na prova de remo, o Clube Náutico das Lajes do Pico, com o bote ‘Maria Armanda’ voltou a conquistar o titulo de campeão regional em masculinos e em femininos, a vitória sorriu às remadoras do bote ‘S. Pedro’, do Clube Naval Aliança Calhetense, também da ilha do Pico. Em vela, a nova equipa campeã regional pertence à ilha do Faial, à Junta de Freguesia do Salão que esteve a bordo do bote ‘Senhora do Socorro’. Decorreu este fim de semana o II Campeonato Regional de Botes Baleeiros, na ilha de Santa Maria, nos Açores. Mais de uma centena de participantes, oriundos de todas as ilhas com exceção do corvo disputaram 10 regatas em vela e remo. Com excelentes condições climatéricas foi possível cumprir o programa do campeonato em apenas 1 dia e meio, quando o figurino original prevê 3 dias. Em remo, e com a vitória nas 3 regatas realizadas, o domínio pertenceu ao bote ‘Maria Armanda’, das Lajes do Pico, que já no ano passado se tinha sagrado campeão regional. Para o oficial do bote, Filipe Fernandes, o campeonato não poderia ter corrido melhor e vem confirmar o pro-

tagonismo do ‘Maria Armanda’: «O último cachalote foi apanhado por esta embarcação e o próprio bote é um palco em relação ao qual, culturalmente, temos um respeito muito especial. Felizmente na ilha do Pico a cultura baleeira, o hábito do remo e da vela estão bem vivos e acaba por passar para todos nós». Pela primeira vez realizaram-se provas de remo feminino e também aqui o Pico esteve em destaque. A vitória sorriu às remadoras do bote ‘S. Pedro’, do Clube Naval Aliança Calhetense, que se sagraram as novas campeãs regionais. Em vela, o bote ‘Senhora do Socorro’ da Junta de Freguesia do Salão esteve sempre entre os primeiros lugares nas 4 regatas realizadas e no final conseguiram arrecadar o titulo regional. «Estamos muito satisfeitos com a vitória já que o ano passado escapou-nos e tivemos que nos contentar com o 2º lugar. Ainda por cima, a concorrência este ano foi mais forte», afirmou Pedro Garcia, oficial do ‘Senhora do Socorro’. Esta é uma prova única no país. Envolve em doses iguais, História e desporto, competição e memória coletiva, orgulho de um povo e vontade de manter vivo o património que é de todos. Há 2 décadas o Governo Regional dos Açores iniciou a recuperação deste património e investiu mais de 2 milhões de euros para pôr a navegar 42 botes e 11 lanchas de reboque. O II Campeonato Regional de Botes Baleeiros, homologado pela Comissão Consultiva do Património Baleeiro, foi promovido pela Direção Regional da Cultura e contou com a organização do Clube Naval de Santa Maria, em parceria com a Câmara Municipal de Vila do Porto.

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BOTES BALEEIROS REGATA DE SANTANA – COMPRIDO 2017

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ealizou-se no passado Sábado, dia 15 de julho, a Regata de Santana – Comprido 2017, promovida pela Junta de Freguesia do Capelo e organizada em termos técnicos pelo Clube Naval da Horta. A Regata realizou-se na proximidade do porto do Comprido, Capelo e iniciou-se um pouco depois das 11H00. As condições meteorológicas, caraterizadas pela existência de vento muito fraco, determinou que a Comissão de Regata optasse por um percurso curto, construído por duas boias e uma linha de chegada colocada na proximidade do porto do Comprido. Venceu a Regata o bote “Senhora do Socorro”, da Junta de Freguesia do Salão, tendo como Oficial Pedro Garcia, que cumpriu o percurso em 29m 47s. Em segundo lugar cortou a meta, com 32m 12s, o bote “Senhora de Fátima”, da Junta de Freguesia de Castelo Branco, com António Luís como Oficial. O terceiro lugar foi conquistado pelo bote “Senhora da Guia”, da Junta de Freguesia da Feteira, tendo como Oficial José António Freitas e que realizou o percurso em 33m 07s. A lancha da Comissão de Regata foi a “Walkiria”, do CNH e as embarcações de apoio e

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segurança foram os semirrígidos “Eric Tabarly” e “João Lucas”, do CNH aos quais se juntou o semirrígido pequeno do capelense Carlos Alves. Terminada a Regata, os 8 botes concorrentes vararam no porto do Comprido, onde a Junta de Freguesia do Capelo promoveu um convívio com entrega de prémios. Usou da palavra em primeiro lugar a Presidente da Junta de Freguesia, Paula Rodas, que agradeceu a participação de todos os botes, com os seus 56 tripulantes, bem como de todos os que no mar e em terra asseguraram a organização da Regata. A presidente da Junta do Capelo agradeceu a presença do Vice-Presidente da Câmara, do Capitão do Porto da Horta dos Presidentes das Juntas de Freguesia e enalteceu o esforço organizativo do CNH. Paula Rodas, apontando para a ampliação de uma fotografia antiga, que decorava a mesa dos prémios e que mostrava o porto do Comprido, antes de 1957, com muitos botes baleeiros varados, lembrou a grande importância daquele porto como estação baleeira até ao início da erupção do vulcão dos Capelinhos. Paula Rodas sublinhou que esta Regata anual constitui também uma justa homenagem aos muitos, que durante muitos anos, utiliza-

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CLUBE NAVAL DA H ram estes botes e este porto na difícil luta pela sua sobrevivência. Usou de seguida da palavra o Presidente do CNH e da Comissão de Regata, José Decq Mota, que apoiou explicitamente as palavras da Presidente da Junta sobre a importância e significado da Regata do Comprido e fez votos que ela continue a ser realizada sempre que o tempo

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o permita. Fechou as intervenções o Vice-Presidente da Câmara, Luís Botelho, que se congratulou com a forma rigorosa como tudo decorreu, apesar de haver pouco vento e felicitou todos os participantes. A entrega de prémios decorreu com grande animação e com um ambiente de franco convívio.

Cerca das 15H00 os botes começaram a ser arriados, para de seguida serem rebocados para a Horta pela “Walkiria”. Entretanto os botes “S. José” e “Capelinhos” ficaram no Capelo, onde estarão até ao dia da Festa da Padroeira da Freguesia.

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CANOAGEM 6 CANOÍSTAS DO CNH MEDALHADOS NO CAMPEONATO REGIONAL DE CANOAGEM

Dos 8 canoístas faialenses que participaram no Regional, na Terceira, 6 trouxeram Medalhas

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orreu muito bem! Eles deram o seu melhor e acho que isso se viu nos resultados. Dos 8 atletas que participaram, 6 foram ao pódio”. É assim que o Treinador de Competição da Secção de Canoagem do Clube Naval da Horta (CNH), Hugo Parra, classifica o desempenho dos canoístas faialenses no Campeonato Regional de Canoagem que decorreu nos dias 8 e 9 do corrente, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. Este Técnico sublinha que “os objetivos foram alcançados e superados”. E explica: “Como este foi o primeiro Regional que acompanhei na Terceira, desconhecia a concorrência que nos esperava. Mas agora, já posso dizer que houve bastante competição, sobretudo nos Juniores, mas todos os atletas mostraram que estavam à altura, em particular o Clésio, que acabou por vencer o seu adversário da Terceira, que tinha ganho por muito pouco na Velocidade, na prova mais longa de 5000 metros”. Instado a estabelecer uma relação entre estes resultados e os treinos realizados, Hugo Parra

diz: “Temos vindo a trabalhar por isso, inclusive houve um feedback muito positivo de atletas de outros clubes que comprovaram a evolução de canoístas que estão no Clube Naval da Horta há mais tempo, mesmo antes de eu começar a dar treinos”. Perante este conjunto de medalhas, naturalmente que os atletas se sentem “muito satisfeitos” e o Treinador está “orgulhoso” dos seus pupilos, deixando o seguinte comentário: “Estou contente com a prestação deles, mas o trabalho continua. Temos o Regional de Longa Distância para Juniores e escalões acima, no Faial, nos dias 5 e 6 de Agosto e vamos trabalhar para manter os bons resultados”. Participaram cerca de 70 canoístas de 2 clubes da Terceira, 3 de São Miguel, 1 do Pico e do Clube Naval da Horta. Destaca-se o convívio durante a Prova e na Entrega de Prémios. E, a propósito, Hugo Parra realça: “A comunidade canoísta compete dentro de água, mas o amor ao desporto une-nos todos”. De realçar que” todos os atletas foram reconhecidos, incluindo os que não conseguiram chegar ao pódio”. A comitiva faialense era composta por: Alexan-

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dra Cebola, Júlia Cebola, Miguel Lourenço, Lucas Martins, Clésio Pereira, Carla Martins, José Gomes e Pedro Gomes, além do Treinador. Resultados descritos pelo Treinador: Fundo (2500 metros - Iniciados, Menores e Infantis/5000 metros restantes escalões) 1º lugar Junior Masculino: Clésio Pereira 2º lugar Infantil Feminino: Alexandra Cebola 2º lugar Veterano A: Carla Martins 3º lugar Infantil Masculino: Pedro Gomes 3º lugar Infantil Feminina (é menor, mas fez prova com Infantis): Ana Júlia Cebola 3º lugar Veterano A Masculino: José Gomes Velocidade (200 metros + 500 metros para Infantis e Cadetes Femininos/500 metros + 1000 metros para Juniores, Seniores e Veteranos Masculinos) Igual às classificações de Fundo, exceto: 2º lugar: Clésio Pereira 2º lugar: José Gomes

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O Treinador Hugo Parra é um homem feliz com o desempenho dos “seus” canoístas

Susana Rosa | CNH 2017

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NATAÇÃO CAMPEONATO REGIONAL DE ABSOLUTOS

Nadador Guilherme Nunes, do CNH, alcançou o 3º lugar do pódio

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Secção de Natação do Clube Naval da Horta (CNH) participou no Campeonato Regional de Absolutos, que decorreu nos dias 1 e 2 do corrente, na ilha de São Miguel. A comitiva faialense era composta pelos seguintes atletas dos escalões Juvenis A e B, Juniores e Seniores: Guilherme Nunes, Luís Neves, Francisco Alves, Afonso Santimano, Diogo Vieira, Tomás Oliveira, Diogo Leonardo e Luna Amor.

O nadador Guilherme Nunes alcançou o pódio, tendo

Sílvia Mendonça, Treinadora de Grau II e Coordenadora da Natação do CNH, refere que “o Guilherme alcançou o 3º lugar absoluto nas provas de 50m livres, 100m costas, 50m costas. Destaca-se, também, o 4º lugar obtido pelo atleta Luís Neves nas provas de 50m livres e 50 bruços”. De salientar que o Campeonato Regional de Absolutos “é um dos três pontos altos do Calendário Regional de Natação pura”, marcando o fim da presente época no que toca a provas regionais.

12ficado em 3º lugar Prémio de Excelência Desportiva 2011 | Insígnia Autonómica de Mérito Cívico 2017


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PESCA DESPORTIVA DE BARCO JOÃO FREITAS, LUÍS CARLOS ROSA E JOSÉ MELO FALARAM DO QUE PODERÁ SER MELHORADO

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interesse e o gosto em comum fazem com que grupos de amigos se juntem para ir pescar de barco. Subjacente está a vontade de conviver e quebrar as rotinas do dia-a-dia, mas a verdade é que ninguém gosta de perder. Por isso, a competitividade mistura-se com o lazer e a diversão. Os Campeonatos de Pesca Desportiva de Barco do Clube Naval da Horta (CNH) são sempre muito disputados, mas, paralelamente à competição, também há amizade, camaradagem e convívio. O Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta (CNH) entrevistou dois elementos das equipas que se encontram em 1º e 2º lugar, respetivamente João Freitas (embarcação “Xark”, capitaneada por Vicente Barreto, e José Melo, skipper da embarcação “Melo”), com o intuito de perceber o que move estes amantes da pesca lúdica e as dificuldades com que são confrontados os praticantes deste desporto assumidamente caro e

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tido, por alguns, como concorrência desleal. “Há um entusiasmo do princípio ao fim do Campeonato” Gabinete de Imprensa do CNH: A pesca surge quando e como? João Freitas: Há sensivelmente 10 anos, através de um grupo de amigos que tem este interesse em comum. Estamos a falar de um desporto, mas todos procuram dar o máximo e o seu melhor, pois ninguém gosta de perder. Mas o que é facto é que há um bom espírito desportivo nesta atividade lúdica e recreativa, que constitui uma oportunidade para convivermos. Gabinete de Imprensa do CNH: É decisivo haver um amigo que tenha barco... João Freitas: Sim, neste caso é o “Xark”, capitaneado pelo Dr. Vicente Barreto, mas cada um tem a sua função a bordo e complementam-se

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CLUBE NAVAL DA H umas às outras. É preciso conhecer e escolher o local onde se vai pescar, o aparelho a usar, a direção do vento, etc. Gabinete de Imprensa do CNH: Todas as provas são pontuáveis? João Freitas: Sim, todas contam para a classificação final e é por isso que a regularidade se torna tão importante. Há um entusiasmo do princípio ao fim do Campeonato, que este ano está a ser liderado pelo “Xark”. Gabinete de Imprensa do CNH: O que é que caracteriza a tripulação do “Xark”? João Freitas: A boa disposição e a amizade. Gabinete de Imprensa do CNH: Depois de tantos anos de pescarias, pode dizer-se que está tudo aprendido? João Freitas: Não. Há uma experiência cumulativa, mas posso afiançar que não há campeonatos iguais e que a classificação final é algo que se mantém em aberto até à realização da última prova, pois todos desconhecemos como irá ser o desenrolar da etapa seguinte.

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Gabinete de Imprensa do CNH: Como avalia a organização do Clube Naval da Horta? João Freitas: O Clube tem mantido uma boa organização ao longo dos anos e é notório o esforço no sentido de haver o maior número possível de participantes, o que é fundamental para suscitar a competição. Neste Campeonato somos cerca de 8 embarcações, mas era benéfico e pertinente haver mais por prova. “O que deve prevalecer é o gosto, a amizade e o convívio” Gabinete de Imprensa do CNH: O Clube oferece um lanche em cada uma das provas, mas o que é que poderia fazer mais no sentido de cativar novos adeptos? O Diretor desta Secção (Luís Carlos Rosa) já apresentou uma proposta à Direção – que se encontra em estudo – e que tem por base oferecer um Voucher por prova, a cada embarcação, contendo uma determinada quantia de litros de gasóleo, cujo valor seria descontado no momento do abastecimento. Isto pode ser visto como uma forma de premiar aqueles que levam este desporto a sério e que

João Freitas e José Melo: dois amantes da pesca lúdica no Faial, que garantem não haver retorno económico neste desporto

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mais participam? João Freitas: A ideia em si é boa, mas sou defensor de que, mesmo que sejam poucos os que participam, o devem fazer por gosto e não para beneficiar disto ou daquilo. Penso que isso poderá perverter o espírito inerente a este desporto, que não nego que seja caro, mas a verdade é que hoje em dia todos são. Se eu quero participar nesta ou naquela atividade, já sei que tenho de fazer um investimento. Na minha ótica, o que deve prevalecer a tudo é o gosto, a amizade e o convívio. Gabinete de Imprensa do CNH: O calendário poderá ser um entrave? João Freitas: Não acredito, pois as datas das diversas provas do Campeonato são propostas pelos próprios skippers. Tudo se conjuga para que a prática da modalidade seja facilitada e adequada aos ritmos de vida dos pescadores. “Na pesca lúdica não há retorno económico” Gabinete de Imprensa do CNH: Embora estejamos a falar de pesca lúdica, a verdade é que também há regras a cumprir. O que é feito ao pescado capturado? João Freitas: Se estamos a falar de pesca lúdica, só pode haver dois objetivos: diversão e pescar por gozo. Aqui não há retorno económico. O pescado de cada um é para consumo próprio ou para oferecer a algum amigo ou, até mesmo a alguma instituição de solidariedade social. Em cada prova há um licenciamento por parte da Secretaria da tutela, sendo um dia livre, ou seja, não há limite de pescado. No entanto, devo ressalvar que raramente se captura mais do que aquilo que está previsto por lei, havendo o cumprimento do que está estipulado. Aliás, nestes Campeonatos do Clube Naval da Horta os pescadores lúdicos muitas vezes nem sequer atingem o montante que é permitido. Gabinete de Imprensa do CNH: Não há negócio encapotado? João Freitas: Nenhum daqueles que vai pescar por lazer se revê nas críticas de que a pesca lúdica anda a roubar mercado à pesca profissional

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e os registos comprovam isso mesmo. De acordo com um estudo publicado em 2013, a pesca lúdica (que inclui a pesca apeada, a submarina e a embarcada) representa apenas 4% do total do pescado descarregado nos Açores. Portanto, não é o pescador lúdico que vai pôr em causa a sustentabilidade do sector e fazer com que o rendimento do pescador profissional baixe. Em abono da verdade, devo frisar que estes 4% representam, em termos de tonelagem de capturas, um total inferior àquele que a pesca profissional rejeita, ou seja, põe no lixo. A pesca lúdica não deve, jamais, constituir uma atividade paralela. Era bom que quem a ataca tivesse conhecimento da realidade tal como ela é. Enquanto a pesca profissional é subsidiada, a lúdica é totalmente suportada por quem pesca, além de que é sazonal. Aqueles que se dedicam à pesca lúdica apenas vão ao mar, em média, 13 a 19 dias por ano. Quem nos critica, devia era estar preocupado com o sector. “Pescadores lúdicos devem criar associação” Gabinete de Imprensa do CNH: Se estas duas pescas coexistem desde sempre e a crise no sector é algo mais recente, por que razão é que a pesca lúdica está a funcionar como o bode expiatório? João Freitas: Digo sempre que os pescadores lúdicos são atacados por não estarem organizados em associação. Gabinete de Imprensa do CNH: O que é que falta para que essa associação seja uma realidade? João Freitas: O facto de as 3 classes (pesca apeada, submarina e embarcada) serem muito diferentes entre si e envolverem 3 grupos de interesses aos quais é necessário chegar, o que nem sempre é fácil, tem dificultado este processo. Contudo, é uma situação que está a ser trabalhada. Gabinete de Imprensa do CNH: Tem havido um aumento do número de pescadores? João Freitas: O número de pescadores profissionais não diminuiu, ao passo que os lúdicos

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João Freitas está disponível para colaborar com a associação de pescadores lúdicos que venha a ser criada nos Açores

aumentaram. Tem-se assistido a um aumento do número de licenciamentos. Gabinete de Imprensa do CNH: O que é que deveria ser mudado na pesca profissional? João Freitas: Deveria haver redução, requalificação e reconversão do esforço de pesca. Já foi feito noutros países, como por exemplo na Noruega, com resultados encorajadores quer ao nível da rentabilidade dos próprios pescadores, quer ao nível da sustentabilidade dos stocks. Manter indefinidamente esta política de criação de subsídios para tudo e mais alguma coisa resultará, invariavelmente, na delapidação dos stocks restantes ao incentivar o aumento de capturas em ecossistemas já sujeitos a grande pressão. Penso que, com o tempo, tornar-se-à inevitável a conversão destes mecanismos subsidiários em investimentos na requalificação profissional dos pescadores, em sistemas de apoio à empregabilidade daqueles que abandonem o sector e até em mecanismos de apoios financeiros diretos à cessação da atividade daqueles que optem por

essa via. “Pesca lúdica representa aproximadamente 5 milhões de euros” Gabinete de Imprensa do CNH: A pesca lúdica também tem peso económico na Região. Isso é tido em conta? João Freitas: Se quisermos falar em números, posso revelar que a pesca lúdica representará aproximadamente 5 milhões de euros, o que é sinónimo de um peso considerável na economia açoriana. Este valor não é de desprezar. Gabinete de Imprensa do CNH: Estamos a falar de uma associação que junte os pescadores lúdicos de todas as ilhas. Está disponível para colaborar com a mesma? João Freitas: Sim, estou disponível para colaborar diretamente com um organismo dessa natureza e, que, reunindo o máximo de praticantes das 3 vertentes da pesca recreativa das 9 ilhas dos Açores, tentará criar uma voz que os represente

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junto da tutela. A escolha desse dirigente recairá sobre os associados. Seja como for, é demasiado precoce estar a pensar ou a falar disso, pois ainda há muito a fazer. Composição da equipa do “Xark”: 1. Vicente Barreto 2. João Freitas 3. Michael Leandro 4. Manuel Lemos 5. João Bulcão “As provas funcionam como um ponto de encontro” Gabinete de Imprensa do CNH: A pesca aparece como? José Melo: Desde os 4/5 anos que pesco com os meus pais e o meu avô, ou seja, o gosto pela pesca vem desde pequeno, sendo que a nível de Campeonatos este é o 2º ano em que participo nas provas do CNH. Gabinete de Imprensa do CNH: Porquê a pesca e não outro desporto? José Melo: É das atividades de que mais gosto. Como tenho barco, juntei três amigos e formámos uma equipa, chamada “RapaTeam”. As provas funcionam como um ponto de encontro para nós. Nes-

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te Campeonato, a “Melo” é a embarcação que tem a média de idades mais baixa. Gabinete de Imprensa do CNH: O que é que move estes três amigos? José Melo: Divertirmo-nos todos juntos. A classificação é um acrescento e funciona como uma motivação para darmos sempre mais e melhor. Com os diferentes horários profissionais de cada um dos membros da equipa, as provas de pesca desportiva têm sido uma excelente opção para nos juntarmos e aproveitamos para fazer aquilo de que gostamos. Gabinete de Imprensa do CNH: Tem sido uma época diferente? José Melo: O CNH tem dado o seu apoio e sido prestável. Devo referir a realização do caldo de peixe, uma iniciativa do Luís Carlos Rosa, que foi muito apreciada e para o qual os pescadores contribuíram com o seu pescado. Como tal, deve haver mais iniciativas do género e sei que já estão previstas. Composição da “RapaTeam”: 1. José Melo 2. Jorge Figueiredo 3. Flávio Mota 4. Sário Rosa

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PESCA DESPORTIVA DE COSTA CAMPEONATO DE PESCA DE COSTA DO CNH 2017 CHEGOU AO FIM

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pós uma luta renhida devido a pontuações muito próximas, Carlos Medeiros sagrou-se vencedor do Campeonato de Pesca Desportiva de Costa do Clube Naval da Horta (CNH) 2017. A 6ª e última prova do Campeonato de 2017 decorreu este domingo, dia 9, na Laginha. Participaram 5 pescadores pelo facto de no mesmo dia se ter realizado uma prova de outro clube do Faial. Carlos Medeiros, António Silva, Juliana Nóbrega, Teles Neves e José Armando Silva representaram a Secção de Pesca Desportiva de Costa do CNH, tendo Carlos Medeiros sido o vencedor não só desta 6ª e última Prova como, também, do Campeonato. Juliana Nóbrega ficou em 2º lugar na prova deste domingo e José Armando Silva em 3º. A classificação completa do Campeonato está a ser ultimada, pelo que será divulgada brevemente.

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A propósito da (dupla) vitória, Carlos Medeiros (Diretor da Secção de Pesca Desportiva de Costa do CNH) disse não estar à espera de ser campeão, pelo facto de “o Campeonato ter sido muito competitivo”. Embora este Dirigente e participante já seja um veterano no que se refere a títulos, admite que “sabe sempre bem ganhar”, pois “é esse o espírito subjacente às provas”. Os Prémios serão entregues no decorrer da Sessão Solene que terá lugar por ocasião do (70º) aniversário do Clube, em Setembro próximo.

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PESCA DESPORTIVA DE COSTA FESTIVAL DE JULHO 2017: JOSÉ ARMANDO SILVA, DO CNH, VENCEU A PROVA DE PESCA

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participação do Clube Naval da Horta (CNH) no Festival de Julho em 2016 foi boa, mas este ano foi excelente!” É assim que o Diretor da Secção de Pesca Desportiva de Costa do CNH, Carlos Medeiros, classifica o desempenho dos pescadores do Clube na Prova de Pesca do Festival de Julho da Calheta de São Jorge, que decorreu este domingo, dia 16, entre as 8 e as 12 horas. A Prova foi organizada pela Secção de Pesca do Clube de Futebol da Calheta e participaram cerca de 40 pescadores de São Jorge, Faial e Pico. O Clube Naval da Horta não deixou os seus créditos por mãos alheias, demonstrando a perícia advinda de muitas épocas de experiência. Assim, além do título de campeão, alcançado por José Armando Silva, arrecadou, igualmente, o prémio para o maior exemplar: uma veja com mais de 1.600 gramas, pescada por José Escobar. De realçar, ainda, o facto de o 5º prémio também ter vindo para o CNH, através de José Alberto Goulart. Carlos Medeiros elogia “a belíssima organização” da Prova e destaca o “afincado trabalho” do Presidente da Secção de Pesca do Clube de Futebol da Calheta, José Policarpo Brasil. Este Dirigente revela a particularidade de José Policarpo Brasil ter ficado “muito agradado” pelo facto de ter conhecido pessoalmente o pescador do CNH, Teles Neves, que adquire minhoca para os pescadores faialenses, sendo, também, o fornecedor dos pescadores da Calheta, ele-

mento responsável pelo cimentar desta interligação. Recorde-se que a comitiva do CNH era composta por Carlos Medeiros, Teles Neves, José Escobar, Juliana Nóbrega, José Alberto Goulart, José Armando Silva e José Silva, cujas deslocações foram integralmente suportadas pela Atlânticoline. Atendendo ao saudável intercâmbio estabelecido entre os pescadores da Calheta e os do CNH, Carlos Medeiros fez questão de estar presente nesta prova, mas confessa que lhe custou “bastante” atendendo ao problema de saúde com que se debate e que o obrigou mesmo a pescar sentado. Apesar de não se encontrar nas condições ideais, refere que este era um convite “muito honroso” e, que, “além da magnífica prova, há a sublinhar o convívio, a camaradagem, a organização e o tratamento recebido”. Perante tudo isto, a Secção de Pesca Desportiva de Costa do CNH está já a preparar-se para receber os amigos da Calheta de São Jorge, no decorrer do Festival Náutico da Semana do Mar, que começa no dia 4 de agosto.


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VELA DE CRUZEIRO “NO STRESS”, “BOREAS” E SORAYA”, GANHARAM A REGATA HORTA-VELAS-HORTA

“Reinou um convívio espetacular nas Velas de São Jorge”

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m declarações ao Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta (CNH), o Diretor da Secção de Vela de Cruzeiro do CNH, Luís Costa, revela que “a Regata Horta-Velas-Horta – realizada nos dias 8 e 9 do corrente – decorreu muito bem, com condições de vento favoráveis à prática da Vela, o que fez com que todos os participantes tivessem conseguido bons tempos nas duas etapas da prova”. Inscreveram-se 10 participantes, dos quais 9 deram a largada na 1ª etapa e 8 na 2ª etapa. Luís Costa explica que “na linha, as embarcações que chegaram em 1º lugar foram a “SORAYA” de Frederico Rodrigues; a “BOREAS” de Luís Morais; e a “MARIAZINHA” com José Gonçalves, só que, como a Classe de participação era OPEN, obrigou à aplicação de um fator de correção tendo em conta as dimensões das embarcações. Isso fez com que o grande vencedor da Regata Horta-Velas-Horta tenha sido o “NO

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STRESS” capitaneado por António Oliveira, seguido do “BOREAS” com o skipper Luís Morais; e o “SORAYA” com o skipper Frederico Rodrigues. Na etapa Velas-Horta a classificação na linha e a final foi a mesma”. Instado a descrever a forma como os velejadores

Humberto Rodrigues, skipper do “Soraya”, vencedor do 3º lugar, ladeado pelo Diretor da Secção de Vela de Cruzeiro do CNH, Luís Costa, e pelo Capitão do Porto da Horta, Rafael Silva

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A embarcação “Boreas” ficou no 2º lugar do pódio

do CNH foram acolhidos nas Velas de São Jorge, este Dirigente salienta que “viveram-se momentos de são e fraterno convívio entre todos os participantes, podendo dizer-se que reinou um ambiente espetacular. Todos foram unânimes em afirmar que, em 2018, a Regata se faça partindo do Faial na sexta-feira, regressando no domingo”. Refira-se que esta 2ª etapa fez parte das comemorações do Dia da Marinha, tendo a Entrega de Prémios da 2ª perna tido lugar pelas 19 horas deste domingo, dia 9, no Bar do Clube Naval da Horta. Na ocasião, o Capitão do Porto da Horta, Rafael Silva, realçou “a excelente colaboração e cooperação que o Clube Naval da Horta tem com a Marinha” e aceitou o repto lançado

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por Luís Costa para que a etapa desta Regata que liga as Velas à Horta passe a ser a do Dia da Marinha. O Diretor da Secção de Vela de Cruzeiro do CNH sublinhou que “a histórica Regata da Marinha era esta Regata Horta-Velas-Horta e que todos os anos fazia deslocar às Velas de São Jorge inúmeras embarcações, sendo a própria Marinha a responsável pelo transporte”. “Como tal – vincou este Dirigente – fazia todo o sentido que voltássemos a comemorar este Dia por ocasião desta Regata”. Luís Costa (simultaneamente Vice-Presidente do CNH) agradeceu o facto de a Marinha se ter associado ao Clube Naval da Horta na comemoração desta data e demonstrou interesse em que o Clube patrocinasse os Prémios desta etapa. Este Responsável rematou, vincando que “esta instituição náutica tem sempre as suas portas abertas para cooperar e colaborar na medida das suas capacidades com a Autoridade Marítima, o que tem sido uma constante até hoje”. A próxima atividades da Secção de Vela de Cruzeiro do CNH é a grande Atlantis Cup - Regata da Autonomia, que larga de Ponta Delgada no dia 30 de julho e, que, este ano contempla as ilhas de São Miguel e Santa Maria, terminando, como habitualmente, na Cidade-Mar: a Horta!

Luís Costa; António Oliveira, skipper do “No Stress”, vencedor do 1º prémio; e o Capitão do Porto da Horta Susana Rosa | CNH 2017

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LES SABLES-HORTA-LES SABLES 2017 DUPLA ESPANHOLA DOMINOU 1ª ETAPA

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dupla de espanhóis Pablo Santurde del Arco/Gonzalo Botin, a bordo do “Talles II”, venceu este sábado, dia 8, a 1.ª etapa da Regata Oceânica Les Sables-Horta-Les-Sables, ao fazer o percurso em 5 dias, 23 horas, 5 minutos e 42 segundos. O 2º lugar nesta competição (que se realiza de 2 em 2 anos desde 2009 entre Sables D’Olonne e os Açores), foi ocupado pela dupla britânico/ gaulesa Phil Sharp/Corentin Douguet, a bordo do ”Imerys”, que demorou mais 43 minutos do que os vencedores. Ainda durante o dia de sábado, cortaram a linha de chegada na baía da Horta, o “Stella Nova”, do skipper alemão Alexander Krause e do navegador francês Antoine Carpentier, e o “Colombre XL”, dos italianos Massimo Juris e Pietro Luciani, que ficaram em 3º e 4 lugares, respetivamente. Já os restantes 4 que integraram o lote inicial dos 8 melhores posicionados, apenas ao final do dia de sábado concluiram a 1ª etapa desta prova. Entre eles, conta-se a 1ª equipa totalmente fran-

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cesa em 5º lugar (“Serenis Consulting”, de Jean Galfioni e de Jean Christophe Caso) e a representação do Sultanato do Oman (Oman Sail, de SidneyGavignet, três vezes participante na Volvo Ocean Race, e de Fahad Al Hasni), que ficou em 6º. Em 7º lugar nesta competição internacional encontram-se, para já, Halvard Mabire, skipper presidente da Classe 40, que faz equipa com a mulher, Miranda Merron, única velejadora que completará a prova, uma vez que a outra representante do sexo feminino à largada desistiu a norte da Corunha, Galiza. Já na manhã de domingo, deram entrada na baía da Horta 2 outras embarcações. Na 9ª posição da geral e 1ª do segmento vintage – leque das embarcações mais antigas da Classe 40 ainda em competição – está o “Transport Hesnault – Cabinet Z”, da dupla francesa Cédric de Kervenoael e Robin Maraise. A fechar o quadro dos primeiros 10, vem a embarcação “Yoda”, da equipa gaulesa Franz Bou-

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vet e Thomas Guichard. Segundo informação da “Horta Nautic” (Comissão Náutica Municipal) destaca-se “a situação inédita de nos últimos 10 anos, ou seja, desde que há regatas internacionais de alta competição para a Horta, de não ter chegado qualquer iate durante a primeira noite de receção à frota”. A prova, que conta com a participação de 19 embarcações – “a segunda maior frota de embarcações inscritas” – destina-se a veleiros da Classe 40 e contempla 2 etapas de 1.270 milhas náuticas cada, que liga a cidade de Sables D’Olonne, na costa oeste francesa (conhecida por ser palco, de 4 em 4 anos, da famosa Vendée Globe, a mais exigente regata offshore a nível mundial), à ilha do Faial, nos Açores. Esta competição destinada, em primeira linha, a velejadores profissionais, conta com iates de 8 nacionalidades diferentes: França, Reino Unido, Finlândia, Alemanha, Itália, Espanha, Omã e Japão. A Regata Les Sables-Horta-Les Sables largou de França no dia 2 deste mês e a 2ª etapa sairá da cidade da Horta no dia 14, com destino a Sables D’Olonne.

© ARTUR FILIPE SIMÕES 2017

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VELA LIGEIRA CAMPEONATO NACIONAL DA CLASSE HANSA: RUI DOWLING FICOU EM 3º LUGAR

A comitiva do Clube Naval da Horta, no fim do Campeonato Nacional da Classe Hansa, em Cascais: Rui Dowling com a taça do 3º lugar. Lício Silva alcançou a 4ª posição e Libério Santos a 8ª

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ste foi o Campeonato mais duro desde que a Classe Hansa do Clube Naval da Horta (CNH) participa em competições nacionais”. É assim que o Treinador do CNH, João Duarte, classifica o Campeonato Nacional, que decorreu em Cascais de 30 de Junho a 2 de Julho. Este Técnico relata que este domingo os velejadores se depararam “com situações extremas de corrente e muito calor”. E remata: “A Classe Hansa (2.3) do CNH ultrapassou os seus limites. Saímos daqui com mais experiência e calo”. Neste último dia de prova (domingo, dia 2), os atletas estiveram 7 horas no mar, o que atesta bem a dureza deste Campeonato. A 1ª regata foi anulada por falta de vento e as duas seguintes decorreram com muito pouco vento. Na última já havia de novo muito vento, atingindo mais de 20 nós de velocidade. Recorde-se que no 1º dia deste Nacional (30 de Junho) não houve regatas devido ao vento muito forte (mais de 30 nós) e que no 2º (1 de Julho) apenas se realizou uma regata, de novo por causa do vento que se fazia sentir (mais de 25 nós). Portanto, o Campeonato da Classe Hansa 2017 desenrolou-se praticamente todo ao longo do 3º e último dia. A comitiva faialense regressa ao Faial esta se-

gunda-feira, dia 3. Na bagagem traz a Taça de Rui Dowling, que ficou no 3º lugar do pódio, a experiência de mais esta participação e a vontade de continuar a trabalhar, já a pensar no próximo desafio. O Campeonato de 2018 será na Madeira, mas até lá haverá muitas outras provas, pelo que o segredo do sucesso é estar cada vez mais bem preparado. Na conversa telefónica mantida com João Duarte e partilhada com todos os velejadores, foi possível perceber que a moral está em alta, pois há a consciência de terem dado o seu melhor. Aliás, a dificuldade deste Campeonato Nacional é bem a prova do nível em que se encontram os veleja-

A baía de Cascais apresentou-se ora com ventos fortes ora sem vento

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dores do Clube Naval da Horta e da sua condição física, já que se tratou de uma experiência completamente nova a todos os níveis. Lício Silva alcançou a 4ª posição e Libério Santos ficou a meio da tabela, na 8ª, (num total de 16 participantes), tendo todos comemorado na festa que foi a Cerimónia de Entrega de Prémios.

Os dois primeiros classificados foram Fernando Pinto e André Bento, ambos da Escola Nacional de Vela Adaptada, de São Mamede Infesta.

Nilzo Fialho | CNH 2017

O vento extremamente forte fez com que muitas regatas tenham sido canceladas

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VELA LIGEIRA RUI DOWLING HOMENAGEADO PELA CÂMARA NO DIA DA CIDADE

“É

muito especial para mim ver o meu trabalho na Vela (que pratico no Clube Naval da Horta - CNH) ser reconhecido no aniversário da minha cidade, a Horta!” É assim que o Campeão de Vela da Classe Hansa (2.3), Rui Dowling, reage ao facto de ter sido homenageado pela Câmara Municipal no dia do 184º aniversário da Cidade da Horta. A Sessão Solene decorreu na noite desta terça-feira, 4 de Julho, nos Paços do Concelho, e distinguiu 21 personalidades e instituições. Rui Dowling foi uma dessas personalidades, tendo sido reconhecida a conquista do título de Campeão Nacional da Classe em 2016. Em declarações ao Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta, o homenageado destaca que, embora não estivesse à espera de ser distinguido, a verdade é que “é bom ser reconhecido” pelos responsáveis da Cidade onde nasceu e vive. Esta homenagem funciona como “uma motivação especial” para, em termos futuros, continuar a dar o seu melhor, garante Rui Dowling, que nota: “É importante receber medalhas, mas não é esse

facto que me motiva, pois pratico Vela porque gosto e não para receber distinções. Contudo, reconheço que o meu projecto enquanto velejador contribui, tal como outros atletas do Clube Naval da Horta, para divulgar a nossa Cidade, a nossa Ilha e a nossa Região”. “Campeonato Nacional foi duro” E já que estamos a falar de trabalho e de prémios, de realçar que Rui Dowling alcançou novamente este ano o pódio no Campeonato Nacional da Classe Hansa, que decorreu de 30 de Junho a 2 de Julho, em Cascais, sobressaindo com um honroso 3º lugar. A propósito desta competição, o velejador faialense sublinha que “o Nacional este ano foi duro em termos físicos e psicológicos, por causa de o vento ter estado muito forte”. Referindo-se à regata do dia 1 de Julho, salienta que “foi das melhores realizadas neste Campeonato, mas revelou-se cheia de contratempos”. Rui Dowling define-a como tendo sido “uma regata de resiliência”. E remata: “Foi das que tive mais dificuldades. Entra mesmo no top das mais difíceis”.

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Com a excelente prestação de sábado, dia em que se encontrava na 1ª posição, este velejador confessa que no domingo cometeu “um erro crasso” ao enganar-se na direcção. Embora se tratasse de um campo de regata totalmente desconhecido, Rui Dowing não tem problemas em admitir que “houve distracção” da sua parte, a que se aliou “o cansaço e o calor”. A segunda regata do último dia de prova já correu melhor, mas “na 3ª o vento levantou-se e atrapalhou”. Instado a fazer um balanço, responde que está “contente” por ter participado. “Havia vários concorrentes à minha altura e até melhores. As condições climatéricas não foram as melhores e os adverários eram bons”, revela. Neste cenário com imensas peripécias e contratempos, Rui Dowling afirma-se “satisfeito” com o seu desempenho, sentindo-se “fisicamente bem”. Depois de ter conquistado o título de Campeão Nacional em 2016, o ano de 2017 tem sido um verdadeiro estrelato para Rui Dowling. Recorde-se que em Maio estreou o seu Documentário intitulado “Fayal: Retrato do Passado”, em que assumiu o papel de realizador, constituindo um grande sucesso; em Junho foi galardoado na Gala do Desporto Açoriano, e agora foi home-

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nageado pela Câmara Municipal da Horta no dia em que se comemoraram 184 anos da elevação da Horta de Vila a Cidade. A acrescentar à lista de consagrações, há ainda o 3º lugar alcançado no Campeonato Nacional da Classe Hansa, feito registado este domingo, dia 2. Auspiciamos mais vitórias, conquistas e distinções a este velejador do Clube Naval da Horta, um exemplo como cidadão pleno, atleta integrado, velejador premiado, faialense exemplar e que orgulha o Clube que representa e a Ilha que lhe serve de berço e pátria. Naturalmente que a sua Família – e muito particularmente os Pais – está justamente orgulhosa e de parabéns por estes momentos dourados, recompensadores do investimento feito neste projecto pessoal e familiar chamado Rui Dowling.

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VELA LIGEIRA RUI DOWLING E RUI SILVEIRA DISTINGUIDOS PELA ASSOCIAÇÃO DE JOVENS DA ILHA DO FAIAL

AJIFA 2017

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s velejadores do Clube Naval da Horta (CNH), Rui Dowling (Classe Hansa) e Rui Silveira (Classe Laser) foram, uma vez mais, distinguidos este ano. Desta feita, a iniciativa partiu da Associação de Jovens da Ilha do Faial (AJIFA) que, este domingo (dia 16), assinalou o seu 3º aniversário. Para comemorar a data, a AJIFA instituiu o “Prémio de Mérito Jovem Faialense”, que visa distinguir os jovens do Faial que, pelo seu trabalho, talento e dedicação, se têm destacado fora de portas. Nesta 1ª edição dos Prémios AJIFA foram selecionadas figuras do desporto, nomeadamente na área do Futebol e da Vela. Assim, foram homenageados os jogadores do Sporting Clube de Portugal: Iuri Medeiros e João Pedro Silva, e os velejadores do Clube Naval da Horta: Rui Dowling e Rui Silveira. De sublinhar que o ano de 2017 tem sido uma verdadeira consagração para o Clube Naval da Horta e estes velejadores de topo. Recorde-se que, em Maio passado, Rui Dowling estreou o seu Documentário intitulado “Fayal: Retrato do Passado”, em que assumiu o papel de realizador, constituindo um grande sucesso; em Junho foi galardoado na Gala do Desporto Açoriano; no dia 2 do corrente alcançou o 3º lugar no Campeonato Nacional da Classe Hansa, em Cascais;

no 184º aniversário da Cidade da Horta (4 de Julho) foi homenageado pela Câmara Municipal e, agora, foi distinguido pela AJIFA com o “Prémio de Mérito Jovem Faialense”. Rui Silveira, atleta de Alto Rendimento, que se encontra a trabalhar afincadamente no Projeto Olímpico, que visa os Jogos de 2020, em Tóquio, no Japão, também foi galardoado na Gala do Desporto Açoriano, em Junho último e soma muitas vitórias na sua já longa carreira de velejador e embaixador do CNH a nível nacional e internacional. Na ocasião, o presidente da Direção da AJIFA, Carlos Viveiros, salientou o contributo destes jovens para a divulgação do Faial além fronteiras, considerando que “são pessoas como eles que constituem a razão de existir da Associação”. Este dirigente manifestou, também, orgulho no ainda curto percurso da instituição, destacando as atividades realizadas até agora. Marcaram presença no evento o diretor regional da Juventude, Lúcio Rodrigues, e a vereadora da Câmara Municipal da Horta, Ester Pereira, que aproveitaram para felicitar a AJIFA pelo aniversário, reiterando a disponibilidade de ambas as instituições para continuar a colaborar com os jovens faialenses.

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VELA LIGEIRA CLASSE SNIPE - MIGUEL E DAVID NO CAMPEONATO NACIONAL

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ara a dupla de velejadores da Classe Snipe do Clube Naval da Horta (CNH), David Abecasis/Miguel Guimarães, a participação no Campeonato Nacional, que teve lugar nos dias 8, 9 e 10 do corrente, no Porto, “não correu bem”. Na prova – “a mais importante do calendário nacional” –David e Miguel alcançaram a 11ª posição. Por isso, quando questionado sobre o grau de satisfação com os resultados, David responde:

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“Longe de estarmos satisfeitos, a falta de treino é evidente. Nos últimos anos temos vindo a piorar os resultados e isso deve-se, em grande parte, à falta de treino”. A dupla de velejadores do CNH ainda não sabe se conseguiu ser apurada para o Campeonato do Mundo. Nesta prova, organizada pelo Clube de Vela Atlântico (CVA), participaram 32 velejadores, sendo que 4 eram espanhóis.

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VELA LIGEIRA ENCONTRO REGIONAL DE ESCOLAS DE VELA, NA MADALENA DO PICO

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equipa do Clube Naval da Horta (CNH) composta por Alexandre Pinheiro, Daniel Moimeaux e Manuel Bettencourt ficou no 3º lugar do pódio no Encontro Regional de Escolas de Vela, que decorreu sábado e domingo (dias 22 e 23), na Madalena do Pico. A Escola de Vela do Clube Naval da Horta fez-se representar com uma outra equipa, que ficou na 8ª posição, e que integrou Alessio Lucarelli, Vasco Machado e Maria Ramos. Refira-se que a velejadora Maria Ramos teve de desistir no dia da prova por estar doente, tendo-se deslocado

ao hospital, de acordo com informações cedidas pelo Treinador de Competição do CNH, Duarte Araújo. O Treinador afirma-se “muito satisfeito” com os resultados alcançados, sublinhando que “o Campeonato decorreu muito bem”. “Os velejadores faialenses portaram-se muito bem e tornaram-se numa equipa cheia de vontade de aprender e melhorar”, frisa este Técnico. A Cerimónia de Entrega de Prémios teve lugar nas instalações do Clube Naval da Madalena, tendo sido servido um lanche.

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VELA LIGEIRA RUI SILVEIRA, VELEJADOR DE TOPO DO CNH

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le vive a Vela e para a Vela. É faialense, velejador de topo do Clube Naval da Horta (CNH) e encontra-se a trabalhar no Projeto Olímpico que visa os Jogos de 2020, em Tóquio, no Japão. Tem 27 anos e desde os 9 que se apaixonou por este desporto, que lhe dá muito trabalho e oportunidade de viver momentos únicos. Para trás, deixou um percurso universitário e a possibilidade de viver outra carreira, mas sendo competitivo por natureza, encontrou na Vela uma forma de estar na vida, que o tem feito crescer, evoluir e amadurecer. “Os momentos de fracasso são oportunidades de aprendizagem” Gabinete de Imprensa do CNH: Como se faz um velejador? Rui Silveira (Risos!): Com muita vontade de querer, a que se deve juntar trabalho, ambição, com-

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petência, planeamento, gestão financeira e recursos humanos. Todos estes elementos são muito importantes. Gabinete de Imprensa do CNH: Mas tu és o motor da máquina? Rui Silveira: Sou o primeiro rosto do sucesso ou do insucesso deste projeto, embora o insucesso não possa ser somente atribuído a mim. Não encaro os momentos de fracasso como frustrações mas, sim, como oportunidades de aprendizagem, auto-crítica e observação. Gabinete de Imprensa do CNH: Quem é que compõe a tua máquina? Rui Silveira: O Clube Naval da Horta, o Treinador, o preparador físico, o psicólogo, a minha Família, a minha namorada... Mas depois, há também, a vertente dos apoios que vêm das Direções Regionais do Desporto e do Turismo, da Associação Regional de Vela dos Açores, da Câmara Municipal da Horta, da Federação

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CLUBE NAVAL DA H Portuguesa de Vela. O esforço e o trabalho são meus, mas há um vasto conjunto de pessoas e instituições que, direta ou indiretamente, desenvolvem mecanismos para que a minha vida de atleta esteja o mais facilitada possível. Gabinete de Imprensa do CNH: Sentes o peso de representar uma Região e um País? Rui Silveira: Para continuar a ser merecedor deste apoio, preciso de trabalhar constantemente com o intuito de conseguir manter o atual nível competitivo, sinónimo de qualidade de topo. Gabinete de Imprensa do CNH: O Rui Silveira é reconhecido e apoiado na medida desse nível? Rui Silveira: Congratulo-me pelo facto de haver uma política regional que visa o Alto Rendimento e de o CNH ver em mim um ativo importantíssimo e um embaixador fora de portas. Mas, naturalmente que não estou só focado na Vela, pois deparo-me com situações que têm de ser resolvidas no imediato e sou eu quem as enfrento. Gabinete de Imprensa do CNH: O que destacas na tua já longa carreira como velejador profissional? Rui Silveira: Pequenas conquistas que me tornaram mais forte e competente! Gabinete de Imprensa do CNH: Porquê a Vela e não outro desporto? Rui Silveira: Enquanto pratiquei Vela no Faial também jogava Ténis. Mas adaptei-me bem à Vela e, como sou extremamente competitivo, encontrei neste ambiente uma desafio motivador. Gosto da

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realidade do desporto. Sinto-me realizado com a Vela. Sou uma pessoa sincera, honesta e frontal e, se tivesse enveredado por outro caminho, não estaria a ser isso para comigo próprio. Gabinete de Imprensa do CNH: A Vela vai ser uma realidade até quando? Rui Silveira: Enquanto eu puder velejar e competir. Quando não me sentir apto, motivado, competitivo, não vale a pena continuar. Claro que parte da minha persistência depende de mim e da minha capacidade e a outra de quem está à minha volta. Preciso de estabilidade e apoio. A minha carreira atingiu um nível em que não basta eu querer, já não depende só de mim. Querer, todos queremos; mas conseguir ou poder já é diferente. Isto não é para quem quer, mas para quem pode e consegue chegar lá. Gabinete de Imprensa do CNH: Quem é o teu suporte? Rui Silveira: Sem o apoio pessoal, financeiro, anímico, emocional da minha Família, que é o mais importante para mim, nada disto seria possível. Esse apoio existiu desde o início da minha carreira e continua ainda hoje, mas não sei se será possível manter-se nestes moldes no futuro, pois é um desgaste financeiro e emocional pesadíssimo, o que em muitos casos nos leva a testar os limites. Este projeto foi uma aposta pessoal e familiar. Partiu de dentro. Ninguém conhecia a capacidade do Rui Silveira. É verdade que os apoios oficiais sofreram uma grande evolução nos últimos 8 anos, fruto de uma política regional mais cons-

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ciente, mas que ainda tem de ser melhorada. Os apoios existentes são cada vez mais específicos, visando as necessidades dos atletas. Gabinete de Imprensa do CNH: O que ficou para trás? Rui Silveira: A oportunidade de viver outra vida, outra carreira, outros momentos. Gabinete de Imprensa do CNH: O que é que te move? Rui Silveira: A preocupação de estar preparado sempre que sou chamado a competir. Gabinete de Imprensa do CNH: O que seria um dia glorioso para ti? Rui Silveira: Alcançar o apuramento para os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio. Gabinete de Imprensa do CNH: Esse objetivo domina a tua mente? Rui Silveira: Estamos a falar de um objetivo concreto que quero atingir e perceber que valeu a pena. Essa meta será a consequência de um trabalho diário ao longo de 4 anos, com objetivos diários, mensais e anuais. O que foi feito até aqui deu-me know-how. Competência e honestidade na forma como trabalho é o mais importante para mim. Gabinete de Imprensa do CNH: Qual a importância do CNH?

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Rui Silveira: Máxima! É o Clube que eu represento e que dá a cara por este projeto. Claro que se não houvesse interesse da minha parte e apoio por parte do Clube Naval, esta parceria não era possível. Tem havido um bom entendimento até hoje. Espero que o Clube continue consciente do real valor deste projeto dada a importância da imagem positiva que é projetada para o exterior. Gabinete de Imprensa do CNH: Como te vês? Rui Silveira: Como um profissional da Vela. Sou fiel com quem trabalho e represento e só espero que os outros também o sejam para comigo. A minha realidade presente e futura é diretamente condicionada por mim e por todos os que trabalham comigo. No dia em que sentir que algum daqueles que estão à minha volta não partilha dos mesmos objetivos, deixará de caminhar comigo. Gabinete de Imprensa do CNH: Consegues viver as vitórias no presente ou estás sempre no futuro? Rui Silveira: Acima de tudo, sinto-me bem por ter sido competente e perceber que tomei a opção certa no momento certo. É crucial olhar para trás e ver que o trabalho foi bem feito, que as peças encaixaram e que culminaram num bom momento desportivo, o que denota competência. Mas a verdade é que não dá para pensar muito. Retiro o que é importante e foco-me no futuro.

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VELA LIGEIRA PEDRO MONIZ EM 1º LUGAR NA REGATA CAIS DE AGOSTO, NO PICO

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na Luísa Silva, Pedro Moniz e Leonor Porteiro são os velejadores do Clube Naval da Horta (CNH) que participaram na Regata Cais de Agosto, que se realizou esta quarta-feira, dia 26, em São Roque do Pico. De acordo com informações de Duarte Araújo, Treinador de Competição da Escola de Vela do CNH, Pedro Moniz ficou em 1º lugar e Ana Luísa alcançou a 2ª posição, ambos nos respetivos escalões. Leonor Porteiro ficou em 5º lugar. Além do CNH, participaram, também, os Clubes Navais das Lajes e de São Roque. “A Madalena acusou problemas logísticos e, à última da hora,

não conseguiu deslocar-se até São Roque. A prova decorreu muito bem e o tempo, ao contrario do que esteve no canal, foi muito bom e permitiu a realização de 3 regatas”. Duarte Araújo salienta que “a ligação aos clubes do Pico é muito importante”. E explica: “Eles participam nas nossas provas e nós também participamos nas provas deles”. Este Técnico aproveita a oportunidade para agradecer a forma como a comitiva do Clube Naval da Horta foi recebida em São Roque, “tendo o Clube Naval de lá disponibilizado, uma vez mais, os barcos a fim de que os faialenses pudessem ter participado na prova”.

Duarte Araújo |2017

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VELA LIGEIRA VELA ESPETACULAR DO CNH VISITA O NAVIO OCEANOGRÁFICO “PORQUOI PAS”

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s Alunos da Vela Espetacular do Clube Naval da Horta (CNH) realizaram, esta sexta-feira, dia 29, uma visita ao navio oceanográfico “Pourquoi Pas”, atracado no porto da Horta. O Coordenador da Escola de Vela do CNH e, simultaneamente Treinador de Competição, Duarte Araújo, explica que “esta visita levou uma Turma de Iniciação do Clube Naval da Horta a conhecer um dos mais avançados navios oceanográficos do mundo, em escala no porto da

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Horta. Inserido no desafio de conhecer as profissões do mar, os velejadores foram guiados pelo comandante do navio, Philippe Moimeaux, e por Ana Colaço, que mostraram todo o trabalho que realizam os 75 cientistas e tripulantes”. Duarte Araújo refere que este sábado, dia 29, terminam as aulas do projeto Vela Espetacular, frisando que “os mais de 30 alunos aprenderam a velejar sozinhos e muitos irão, na próxima época, ingressar nas diferentes turmas do CNH”. “Foi um sucesso”, remata este Técnico.

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SCHOOL AT SEA PROJECTO “SCHOOL AT SEA”: MARIANA ROSA

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ariana Rosa nasceu na ilha do Faial há 15 anos. É velejadora do Clube Naval da Horta (CNH) e detentora de alguns títulos, entre eles o de Campeã Regional em Femininos e Vice-Campeã Regional em Absolutos, tendo alcançado um honroso 2º lugar em Femininos nos Jogos das Ilhas 2017, que este ano decorreram na Martinica. É aluna da Escola Secundária Manuel de Arriaga da Horta (ESMA) e no ano letivo de 2017/2018 vai frequentar o 10º ano de escolaridade. Embora não saiba o que quer ser em termos profissionais, gosta de Ciências e, ultimamente, tornou-se numa excelente aluna a Matemática. Mas mais importante do que tudo isso, é o facto de estar prestes a cumprir o seu mais recente sonho: integrar o “School at Sea”, um projeto educativo holandês, que reúne alunos de todo o mundo, do ensino secundário, com idades entre os 14 e os 17 anos. A bordo do “Thalassa” (que veio substituir o antigo “Regina Maris”), jovens de várias nacionalidades vão viver 6 meses de

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experiências únicas e incríveis que os deixarão mais preparados enquanto velejadores e cidadãos. Depois dos alunos do Faial, Júlia Vieira Branco, Bartolomeu Ribeiro, Emília Vieira Branco, Carolina Salema e Jorge Medeiros, é agora a vez de Mariana Rosa e a amiga, Miriam Pinto, que tem 17 anos e vai agora para o 12º ano, se fazerem ao mar numa viagem de 180 dias: de 21 de Outubro de 2017 a 21 de Abril de 2018. O Gabinete de Imprensa do CNH entrevistou esta simpática velejadora, que poderá tornar-se numa skipper profissional. Gabinete de Imprensa do CNH: Como é que nasce este sonho? Mariana Rosa: Um amigo convidou-me a inscrever-me no projeto e depois de conversar com os meus pais decidi-me inscrever. Da última que vez que o barco passou pelo Faial aproveitei para ir a bordo com o objetivo de conhecer melhor este projeto e tenho falado muito com o Jorge Me-

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CLUBE NAVAL DA H deiros (de quem sou amiga por causa de Vela) que fez parte do último grupo de faialenses que embarcou nesta aventura. Gabinete de Imprensa do CNH: Quando é que começou este processo? Mariana Rosa: Inscrevi-me no dia 31 de Janeiro deste ano e a resposta chegou a 6 do corrente. Após a primeira fase, que foi reunir e enviar a documentação necessária, passávamos à fase seguinte, que era a seleção feita na Holanda, onde estive de 29 de Junho a 3 de Julho. O objetivo era conhecermo-nos. Por isso, convivemos e realizámos diferentes atividades. Os candidatos foram divididos em grupos e uma das tarefas foi preparar os ingredientes necessários para cozinhar diferentes pratos. Durante estes dias não era permitido contactos com o exterior. Eu e a Miriam somos as únicas estrangeiras (portuguesas) neste conjunto de 35. Os restantes são todos holandeses. A Miriam é muito amiga da Júlia Vieira Branco, que também já integrou este projeto.

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“O mais difícil vai ser a língua” Gabinete de Imprensa do CNH: O que te parece que vai ser o mais difícil? Mariana Rosa: A língua. Conversei com a Carolina Salema e ela explicou-me aquilo que preciso de saber. Já vou com algumas orientações. Gabinete de Imprensa do CNH: O que esperas desta viagem? Mariana Rosa: Que me dê bases para o meu futuro profissional, pois não sei que área quero seguir. Sei que será algo relacionado com o mar, mas ainda não me decidi. O meu pai sugeriu que eu fosse skipper profissional... Também posso enveredar pela Escola Náutica. Está tudo em aberto. Gabinete de Imprensa do CNH: Este vai ser o período mais longo longe da família e de casa... Mariana Rosa: Sim, embora viaje sozinha desde os 11 anos. Em 2016 fui à Dinamarca visitar uma tia.

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Gabinete de Imprensa do CNH: É muito tempo para uma filha única estar longe da vista dos pais... Gostavas de ter irmãos? Mariana Rosa: Eles já estão habituados a que eu me ausente. Sim, gostava muito e desde criança que pedia para ter irmãos, mas nunca me ouviram. Nem sequer tenho primos no Faial. Gabinete de Imprensa do CNH: Mas em compensação tens muitos amigos e tudo aquilo que queres! Mariana Rosa: É verdade que tenho muitos amigos, mas não tenho tudo o quero mas, sim, tudo o que preciso. Gabinete de Imprensa do CNH: Em que fase está a angariação de patrocínios? Mariana Rosa: Continuo a trabalhar nisso. Já tenho algum dinheiro, mas este ano o montante aumentou e já está em cerca de 23 mil euros, o que representa mais de 3.700 euros mensais. Penso que a quantia aumentou pelo facto de terem adquirido um novo barco, chamado “Thalassa”, de que já vi fotografias e parece mesmo muito bom. Gabinete de Imprensa do CNH: Quem não tem o montante necessário não embarca? Mariana Rosa: Alguns velejadores não conseguem angariar o dinheiro que é estipulado e têm sido ajudados pela Fundação do projeto “School at Sea”. Penso que isso vai voltar a acontecer este ano. No entanto, parece que há menos dinheiro disponível. Como tal, aqueles que se esforçarem menos na angariação de fundos, no fim poderão ser excluídos, tendo em conta que a Fundação só deverá ajudar os que tiverem trabalhado mais. Além dos patrocínios recebidos, tenho realizado algumas atividades e espero conseguir grande parte desta verba. Gabinete de Imprensa do CNH: É necessário dispor do dinheiro todo em Outubro? Mariana Rosa: Não. A angariação pode ir sendo feita à medida que o projeto se vai desenrolando. Mas há uma parte inicial que tem de ser entregue pelos pais. Gabinete de Imprensa do CNH: Além das bases para o caminho futuro, para que é que esta viagem também serve?

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Mariana Rosa: É importante a outros níveis. Preciso de aprender a respeitar os outros e no barco é possível fazer isso atendendo ao espaço existente e ao número de pessoas a bordo; também vou estudar sozinha e aprender a gerir o tempo, entre outros aspetos. “A Vela é uma parte da minha vida” Gabinete de Imprensa do CNH: Já praticaste outros desportos além da Vela? Mariana Rosa: O primeiro foi a Vela, tendo começado aos 6 anos no CNH. Dois meses depois desisti e inscrevi-me no ballet e no violino. Mantive o violino até a este ano, tendo feito o 5º grau. Saí do ballet e enveredei pelo hip-hop, tendo desistido também este ano. Aos 11 anos comecei a fazer Canoagem, tendo parado aos 13 e optado pela Vela. Gostava da Canoagem mas queixei-me de problemas nas costas. Comecei a gostar de andar de barco e percebi que devia regressar à Vela. Na Canoagem aprendi ensinamentos que me ajudaram na Vela. Gabinete de Imprensa do CNH: O que representa a Vela para ti? Mariana Rosa: A Vela é uma parte da minha vida. Passei este ano todo a treinar, incluindo os fins-de-semana. Todo este meu percurso na Vela constitui uma boa história para eu transmitir aos meus filhos... (risos). A Vela vai ajudar-me na minha carreira futura, porque este desporto me permite apreender noções para tudo. Gabinete de Imprensa do CNH: Achas que se estivesses no Continente poderias ser uma velejadora com outros (melhores) resultados? Mariana Rosa: Sim, porque as condições são diferentes e há mais competição. No entanto, também penso que lá poderia não aprender o que aprendo aqui. Gabinete de Imprensa do CNH: Como defines o Treinador (Duarte Araújo)? Mariana Rosa: É um bom treinador e é exigente à sua maneira. Quer que os velejadores evoluam, o que é natural, e por isso puxa por nós.

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CLUBE NAVAL DA H “No mar somos adversários e em terra amigos” Gabinete de Imprensa do CNH: Estavas à espera de alcançar estes resultados? Mariana Rosa: Não, mas sei que tenho me esforçado e treinado bastante, pelo que os resultados refletem esse trabalho. Quem não trabalha não consegue. Sei que nem sempre as coisas correm bem, mas no meu caso há uma correspondência entre o esforço/empenho e os resultados. Mas há muito a melhorar. Gabinete de Imprensa do CNH: Vocês são todos amigos ou no mar esquece-se a amizade? Mariana Rosa: No mar somos adversários e em terra amigos. Mas isto depende muito de cada um, pois há pessoas que não sabem perder e há outras que nos apoiam e ajudam mesmo sabendo que podem ficar para trás. Gabinete de Imprensa do CNH: O facto de seres skipper do barco de família (“Maresia II”) também ajuda na Vela?

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Mariana Rosa: Só assumi essa função este ano, mas o meu pai incentivou-me bastante e tem plena confiança em mim. Eu gosto de estar ao leme, embora reconheça que ainda há muitas coisas que não sei fazer a bordo. “O ideal seria treinarmos com equipamento novo” Gabinete de Imprensa do CNH: Dá para conciliar a Vela com a Escola e outras atividades? Mariana Rosa: Sim. É cansativo pelo facto de ser preciso treinar muito, mas uma pessoa vai-se habituando. Sinto-me bem no mar. Até aqui tem dado para conciliar tudo, mas a Vela está a ficar muito exigente. Tenho mantido sempre as minhas notas (4 e 5), sendo necessário gerir bem o tempo. Gabinete de Imprensa do CNH: Sentes-te bem no CNH? Mariana Rosa: Muito bem, dou-me com todos e são bastante simpáticos. O ideal seria podermos treinar com barcos e umas velas que não tives-

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sem 15 anos, mas adquirir equipamento novo para todos os velejadores é caro. Gabinete de Imprensa do CNH: O facto de a mãe pertencer à Direção é bom ou é mau? Mariana Rosa: É bom para o departamento dela. No início, algumas colegas disseram-me que eu iria ser muito controlada, mas isso não tem acontecido. Tenho plena liberdade e o ambiente é perfeitamente normal. Bilhete de Identidade Gabinete de Imprensa do CNH: Quais são os teus passatempos? Mariana Rosa: Gosto muito de ouvir música e quando tenho tempo livre aproveito para descansar. Gabinete de Imprensa do CNH: Tens animais? Mariana Rosa: Neste momento tenho uma gata, a quem faço festinhas, sendo a mãe quem cuida dela. Queria ter um cão, pois o meu foi atropelado. Já tive peixes e hamsters, mas como vou para esta viagem, não vou arranjar mais nenhum, se bem que disse aos meus pais que um cão era bom para eles compensarem a minha falta (risos).

Gabinete de Imprensa do CNH: Acentuaste bem o plural... Mariana Rosa: Sim, pois não quero que seja filho único como eu. Gabinete de Imprensa do CNH: Tens namorado? Mariana Rosa: Não. (risos). Gabinete de Imprensa do CNH: Qual a tua qualidade mais evidente? Mariana Rosa: Sou muito sorridente e ainda mais sensível. Choro com muita facilidade. Gabinete de Imprensa do CNH: E o defeito? Mariana Rosa: Ser demasiado sensível. Fico chateada comigo própria. Gabinete de Imprensa do CNH: O teu signo é...? Mariana Rosa: Gémeos. Gabinete de Imprensa do CNH: Tu és...? Mariana Rosa: Exigente comigo própria.

Gabinete de Imprensa do CNH: Qual o teu prato favorito? Mariana Rosa: Adoro massas e detesto azeitonas e papas. Gabinete de Imprensa do CNH: Sabes cozinhar? Mariana Rosa: Sim. E costumo cozinhar a bordo do meu barco. Gabinete de Imprensa do CNH: E passas bem no mar? Mariana Rosa: Às vezes enjoo, mas depois de vomitar fico bem. Gabinete de Imprensa do CNH: Qual é a tua cor preferida? Mariana Rosa: Verde água. Gabinete de Imprensa do CNH: O que desejas muito? Mariana Rosa: Ter filhos!

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DESDE 1947 PRÉMIO DE EXCELÊNCIA DESPORTIVA 2011 INSÍGNIA AUTONÓMICA DE MÉRITO CÍVICO 2017 WWW.CNHORTA.ORG

MONTAGEM: ARTUR SIMÕES TEXTOS: CRISTINA SILVEIRA

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