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Está de volta! Vão ser cinco dias de folia, diversão e brincadeira para todos os gostos. Págs. 6 e 7

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Secundária Jorge Peixinho com nova cara

Relocalização da Escultura de Artur Bual

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m 1966, Artur Bual construiu a peça escultórica “Homenagem à Agricultura”, uma notável escultura abstrata, de grandes dimensões que articula antigos fragmentos de máquinas agrícolas descobertos no Parque de Material Agrícola de Pegões Após uma intervenção de restauro, a obra será colocada no espaço exterior existente junto à sede da Junta da União das Freguesias de Pegões. Pág. 9

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Ministro assegura obras na EN4

empreitada de beneficiação da EN4 vai iniciar A em agosto e tem um custo estimado de 4,5 milhões de euros. Será intervencionado um troço de 25,5 quilómetros entre Montijo e Pegões. Pág. 3


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Montijo hoje | FEVEREIRO de 2017

Ateneu Popular em festa

sede do Musical Club Alfredo Keil que o Ateneu Popular do MonF77 oitijoanosnarealizou, no dia 14 de janeiro, um jantar comemorativo dos seus de existência.

O Ateneu Popular foi fundado no dia 15 de dezembro de 1939 com o objetivo de divulgar e promover a cultura e o desporto no concelho do Montijo. Tem obtido resultados ímpares no xadrez. Exemplo disso é Bruno Martins, que se iniciou como atleta do Ateneu, foi o primeiro montijense a alcançar a categoria de Internacional em xadrez.

Bombeiros do Montijo

comemoraram 108.º aniversário Loja Solidária entrega verba

uma singela, mas simbólica cerimónia na Casa Mora, no dia 26 de N janeiro, o Centro Social de São Pedro do Afonsoeiro e a União Mutualista Nossa Senhora da Conceição receberam a verba angariada pela iniciativa “Loja Solidária – Para ajudar no Natal, compre no comércio local”. No total, foi alcançada a quantia de 940 euros que foi distribuída, equitativamente, pelas duas instituições particulares de solidariedade social. A iniciativa Loja Solidária foi uma parceria da Câmara Municipal do Montijo, da Associação de Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal (ACISTDS) – Delegação do Montijo e Alcochete e do comércio local.

A

Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Montijo celebrou, no dia 29 de janeiro, o seu 108.º aniversário. As comemorações contaram com a presença, entre outros convidados, do secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, e do presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta. Depois da inauguração e bênção de duas viaturas adquiridas com o apoio da Câmara Municipal do Montijo e da STEC Raporal, S.A, teve lugar a sessão solene que contou com promoções e condecorações de bombeiros e de sócios com mais de 50 anos de associados. O secretário de Estado da Administração Interna afirmou que “Montijo está de festa por dois motivos: por a sua associação fazer 108 anos e por conseguir o que todos desejavam: o segundo aeroporto de Portugal. As minhas felicitações ao pre-

sidente da câmara - o seu trabalho vem de há anos, ainda me recordo de o ver lutar sozinho pelo aeroporto no Montijo - e à sua câmara, porque o Montijo vai sair mais reforçado, vai entrar de uma forma muito mais forte no panorama nacional”.

A Associação atribuiu a medalha de ouro ao Comandante Américo José da Silva Moreira, à Câmara Municipal do Montijo, à União de Freguesias do Montijo e Afonsoeiro e à empresa Raporal S.A. e distinguiu, ainda, diversas empresas e entidades do concelho, que têm apoiado a instituição.

Câmara reúne com Transtejo presidente da Câmara Municipal O do Montijo, Nuno Canta, voltou a reunir com a Transtejo, no dia 12 de

janeiro, para transmitir à nova administração da empresa as preocupações dos utentes e da câmara com os problemas que afetam a carreira fluvial que liga o Montijo a Lisboa. Empenhado na resolução destes problemas, o autarca demonstrou, novamente, o interesse da câmara na gratuitidade do parque de estacionamento, assumindo a autarquia a responsabilidade da manutenção do espaço. A presidente do Conselho de Administração de Transtejo, Marina Ferreira, acolheu bem esta proposta e a câmara aguarda, com expetativa, um desfecho favorável.

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Marina Ferreira assegurou, também, que a Transtejo está a desenvolver procedimentos para uma manuten-

ção atempada dos navios para evitar o problema da supressão inesperada das carreiras fluviais.

Ficha Técnica Periodicidade Bimestral | Propriedade Câmara Municipal do Montijo | Diretor: Nuno Ribeiro Canta, Presidente da Câmara Municipal do Montijo | Edição Gabinete de Comunicação e Relações Públicas Impressão Sogapal – Comércio e Indústria de Artes Gráficas, S.A. | Depósito Legal 376806/14 | Tiragem 10 000 ISSN 2183-2870 | Distribuição Gratuita


FEVEREIRO de 2017 | Montijo hoje

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editorial

Um Novo Aeroporto no Montijo s estudos realizados pelo Governo confirmam a localização de um novo O aeroporto na Base Aérea do Montijo. Tudo

indica que o memorando de entendimento entre a ANA Aeroportos, concessionária dos aeroportos comerciais portugueses, e o Governo sobre a transformação da Base Aérea do Montijo em aeroporto comercial, deverá ser assinado até à edição deste Boletim Municipal. Se assim for, o novo aeroporto do Montijo poderá começar a ser uma realidade para receber passageiros nos próximos anos. A concretização desta importante plataforma multimodal de transportes em Montijo representa, num contexto de recuperação económica e de criação de emprego, um investimento essencial ao desenvolvimento do Concelho, da Região e do País. Saídos de um longo período de austeridade, que agravou o desemprego e as desigualdades, o País e o Montijo exigem políticas de apoio ao investimento, à produção de riqueza e à criação de emprego, capazes de integrar uma estratégia de desenvolvimento sustentável que não deixa ninguém para trás, defenda o ambiente e os recursos naturais.

A construção de uma nova infraestrutura aeroportuária civil na Base Aérea n.º 6 completa um novo ciclo de grandes investimentos nacionais, iniciado com a construção da Ponte Vasco da Gama na década de 90 do século passado, e representa a reconciliação do Montijo com o seu desígnio histórico. Montijo foi desde a sua origem uma terra de transporte de pessoas e mercadorias, a terra da Mala Posta do Sul, que ligava Lisboa a Madrid, um lugar de encontro de gentes e culturas. Não obstante a importância deste investimento para o concelho e para o país, o Município do Montijo estará atento aos impactes ambientais e territoriais decorrentes desta solução e não deixará de continuar a exigir um conjunto de contrapartidas importantes para o êxito integrado da nova infraestrutura. Neste conjunto de medidas reivindicadas pelo Município do Montijo encontram-se a necessidade de concluir a Circular Externa até ao Seixalinho, de construir a Avenida do Seixalinho com ciclovia, de criar uma nova ligação viária à Ponte Vasco da Gama, de concluir a Variante à Atalaia, de qualificar a frente ribeirinha do Saldanha

ao Seixalinho, de melhorar os transportes públicos e garantir o abastecimento de água e o tratamento dos esgotos no novo aeroporto pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento do Montijo. Do ponto de vista dos impactes ambientais, uma solução da ligação do Metro Sul do Tejo ao novo aeroporto na Base Aérea do Montijo representa uma mais valia na rede de transportes públicos e na conectividade da cidade do Montijo com a nova infraestrutura aeroportuária civil, reduzindo significativamente a utilização do automóvel, a poluição atmosférica, promovendo o turismo e um território mais sustentável. Enquanto projeto motor da economia do Montijo, a localização de um aeroporto civil representa um desafio estratégico para todos nós, que deve assegurar para o concelho mais emprego para os nossos filhos e netos, melhores condições socioeconómicas a médio e longo prazo e um compromisso mais efetivo dos empresários com o desenvolvimento local.

oportunidades aos investidores para que mobilizem o seu próprio potencial de forma ativa, para tirarem partido de um investimento desta grandeza. Só uma política de participação social e económica envolvendo as pessoas no processo de desenvolvimento e na produção de riqueza, possibilita, assim, que as mesmas adquiram um controlo mais real sobre as suas próprias vidas. A decisão de localizar na Base Aérea nº 6, no Montijo, um novo aeroporto para a Região de Lisboa é, como todos sabemos, um exemplo de confiança na nossa terra, e deve ser concebido de uma forma integrada, para potenciar as vertentes económicas, sociais, ambientais e históricoculturais.

O aproveitamento das condições de desenvolvimento propiciadas pelo novo aeroporto em Montijo assegurará novas

Ministro assegura obras na EN4 O

ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou, no dia 13 de janeiro, no Montijo, que a Estrada Nacional 4 irá ser alvo de obras de beneficiação no valor de 4,5 milhões de euros, a executar a partir de agosto. Em cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho do Montijo, Pedro Marques, afirmou que o Governo “está a cumprir o prometido às popula-

ções”. O governante relembrou que a Estrada Nacional 4 tem sido uma preocupação do presidente da Câmara Municipal do Montijo que, assim que o Governo tomou posse, abordou este assunto em reunião oficial com o ministério. “Esta é uma obra transformadora, muito importante para o Montijo, Palmela e Alcochete, mas também para a circulação global do país, pois é uma via

muito utilizada para o transporte pesado de mercadorias. Num contexto de dificuldades que vamos ultrapassando gradualmente, a prioridade neste tipo de obras é reforçar a segurança das populações”, afirmou Pedro Marques, acrescentado que esta é “uma obra com impacto na economia, porque cria postos de trabalho e cria melhores condições para as empresas de transporte de mercadorias”.

Para o presidente da Câmara Municipal do Montijo, este é um momento “de grande significado para todos os que circulam na Estrada Nacional 4. É um empreendimento de grande impacto nos concelhos do Montijo, de Palmela e de Alcochete, mas também na região de Setúbal e no país. A beneficiação da EN4, conferindo-lhe mais segurança, corresponde a uma necessi-

dade essencial ao desenvolvimento e há muito que é ansiada pelas populações, pelos agentes económicos e pelas autarquias”. A empreitada de beneficiação da EN4, cujo concurso público já foi lançado, tem um prazo de execução de 330 dias. Será intervencionado um troço de 25,5 quilómetros, na interseção da EN4 com a EN118 (Montijo) e a EN10 (Pegões).


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Montijo hoje | FEVEREIRO de 2017

Opinião

MERCADO MUNICIPAL DO MONTIJO – REFLEXÃO PRESENTE, AÇÃO FUTURA

João Barreta* Quando se fala do MMM e da sua importância no contexto urbano (do centro da cidade, mas não só!), a reflexão, necessariamente, multidisciplinar a levar a efeito terá de extravasar a dimensão económica, municipal e política, podendo abordar-se a questão social, patrimonial e cultural e, se assim todos o quiserem e souberem assumir, a dimensão - comércio, propriamente dita. Já de há muito se percecionou que não estamos perante um problema cuja solução esteja sob alçada exclusiva de arquitetos e engenheiros, devendo integrar-se na discussão outras valências cruciais, como por exemplo, a gestão e a economia, mas também, a história e a sociologia, entre outras.

a discussão do problema no caso concreto do nosso MMM, creio, ainda assim, que apesar de muitos já, com toda a certeza, terem olhado para o problema, são bem menos aqueles que o conseguiram, de facto, ver. A verdade é que o essencial do trabalho realizado tem-se quedado pela fase, dita, de diagnóstico, resumindose à faceta expositiva da situação de referência, pouco se avançando naquilo que diz respeito às vertentes que deverão ser seriamente ponderadas, ou seja, o planeamento, a organização e a gestão, mais do formato comercial do que, propriamente, do equipamento municipal. Tem residido aqui, em minha opinião, um dos principais problemas.

pais, as autarquias sempre os encararam como mais um equipamento municipal, sob a sua responsabilidade, sendo que a falta de competências, e também de vocação, ao nível do planeamento e da gestão das atividades económicas, em geral, e do comércio, muito em particular, fizeram com que os mercados se fossem tornando cada vez menos “competitivos” face a uma concorrência cada vez mais intensa e agressiva. Essa lacuna, inclusive em termos da evidente falta de vocação para gerir comércio, por parte das autarquias, foi sendo, supostamente, superada, perspetivando os mercados na ótica, algo limitada, da oferta, quando boa parte dos restantes formatos de co-

Economia (local)

Cenário C :

Relevância comercial, coabitando com outros formatos (COMPLEMENTARIDADE)

Cenário D :

“INVESTIR INVESTINDO”

“INVESTIR INOVANDO” MM M

Vivência do Espaço Urbano

Património, Gastronomia, Cultura, Turismo

Mercado Municipal Montijo Comércio com todos

Cenário A :

Cenário B :

“INVESTIR DESINVESTINDO”

“INVESTIR COEXISTINDO”

Social (coesão e integração) Comunidades regionais e/ou locais

Comunidades extra-regionais e/ou estrangeiras

Mera coincidência / conjugação de factores

Escoamento das produções regionais e locais (ESPECIALIZAÇÃO LOCAL) Integração na Baixa da Cidade

Em termos gerais, em Portugal, podem-se distinguir três fases no que se refere à abordagem do tema - mercados municipais, a saber: i) Uma primeira aproximação, em que o enfoque incide, quase em exclusivo, sobre aspetos que raramente extravasam meros problemas das condições higiénico-sanitárias do equipamento municipal, do estacionamento/parqueamento, das cargas/descargas, das acessibilidades e da incontornável e sempre “ameaçadora” concorrência movida pelas médias e grandes superfícies; ii) Num segundo nível, aborda-se a adequação dos horários de funcionamento, a redefinição do mix comercial (a oferta), a desejável fidelização da clientela, os serviços complementares a prestar (prévios, durante e/ou pós-venda), o marketing (interno, externo, interativo, …), etc.; iii) Por fim, num patamar, já entendido como algo de superior, e cujas abordagens já implicarão maior(es) poder(es), responsabilidade e capacidade de decisão por parte dos atores (todos e sem exceção – autarquias, estruturas associativas (quando existem!) e operadores/comerciantes), “projetam-se” novos modelos de gestão (direta, indireta ou mista), parcerias público-privadas, (re)engenharia financeira (financiamento público, privado, etc.), negociação (concessão/ exploração, …), etc. Independentemente destes possíveis enquadramentos, e não pretendendo, tão pouco, contextualizar a abordagem e a fase em que se encontrará

Produto “integrado” a promover

A discussão do tema em Portugal

À margem da Baixa da Cidade

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ste artigo de opinião surge na sequência de um convite endereçado pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal do Montijo - Engenheiro Nuno Canta, sendo que a sugestão do tema - Mercados Municipais, é igualmente, de sua iniciativa. Escrever sobre o tema do “comércio de proximidade”, em geral, ou dos “mercados municipais”, muito em particular, numa publicação da responsabilidade da autarquia montijense, mais do que um desafio, traduz-se, quase, numa obrigação para quem sempre tem visado aprofundar o conhecimento sobre tais temáticas mas, acima de tudo, num dever como cidadão e munícipe desta cidade. No ano em que se assinalam os 60 anos, desde a data da inauguração do Mercado Municipal do Montijo (MMM), afigurar-se-á, portanto, oportuno e pertinente refletir, não tanto sobre o seu passado e sua(s) história(s), mas sim propor reflexão conjunta, sugerir pistas para debate, enfim, promover possíveis caminhos de futuro. Quando em 1957 foi decidido erguer um Mercado Municipal ou, ainda antes disso, quando foram “erguidos dois barracões junto à Igreja Matriz”, nos inícios do século passado, com vista à comercialização de alguns bens e produtos, no sentido de poder assegurar o indispensável abastecimento alimentar das populações, a realidade vivida era, de facto, bem distinta. A ideia de ter um Mercado visava, essencialmente, assegurar que a venda era efetuada de acordo com um limiar mínimo de regras, inclusive de higiene. Aquilo que hoje nos poderá parecer meros direitos adquiridos e que ninguém se atreverá a pôr em causa, outrora seria a administração local que pugnava pela sua garantia. Era, ainda, o tempo em que só se podia comprar aquilo que o Comércio, de facto, vendia. Agora, volvidas que foram seis décadas sobre a edificação do MMM, passadas algumas mudanças, outras tantas remodelações e inúmeras expetativas, tantas vezes goradas, outras tantas alcançadas, o paradigma, claramente, alterou-se. O Comércio deu lugar aos Comércios, conforme Fernando Pessoa escreveu, e portanto as formas de lidar com o assunto também têm de ser várias e distintas consoante o que a(s) realidade(s) justificar(em)!

Fig. 1 - Cenários possíveis para o futuro do Mercado Municipal do Montijo (MMM)

Em Portugal, tem-se vindo a trabalhar os mercados como equipamento municipal, quando há que ponderar seriamente a hipótese de os trabalhar como equipamento comercial ou, porque não, como formato comercial. Significa isto que, até por razões históricas, relacionadas com um conjunto de fatores que estiveram na génese do surgimento dos mercados munici-

mércio já operavam segundo uma ótica de procura – conhecendo os seus clientes e as suas necessidades, os seus hábitos de compra, o comportamento dos consumidores locais, etc. Em termos mais técnicos e focando esta análise na vertente - comércio, já não importará tanto que o mercado tenha uma oferta, dita, mais tradicional, cingindo-se às bancas do peixe,

aos talhos, às bancas dos hortofrutícolas, e pouco mais, quando a procura já visa a satisfação das suas necessidades através de outras ofertas, mas também de outros serviços complementares, seja um horário de funcionamento mais adequado, poder aliar lazer ao consumo, dispor de zonas de estar/esplanadas, usufruir de um cartão de cliente (fidelização), disfrutar de animação, enfim poder ser surpreendido, por via de outras tantas ações suscetíveis de se poderem vir a operacionalizar, também, e porque não, em mercados municipais. Sendo certo que não deverão existir soluções à la carte que possam viabilizar o futuro dos mercados municipais, razão pela qual os projetos, pretensas soluções, preconizados para alguns mercados, como sejam o da Ribeira e de Campo de Ourique (ambos em Lisboa) e do Bom Sucesso (no Porto) não serão decalcáveis para outras realidades, pois os casos citados respeitam uma escala, várias dimensões e uma conjugação de capital e vontade(s) difícil de conseguir na maioria das nossas cidades. Claramente está mais do que ultrapassado o tempo em que os mercados foram erguidos com o intuito de alojar oferta comercial, tendo-se passado para um outro tempo em que o propósito residirá em saber alojar procura, saber receber, saber fazer viver a realidade local – sejam os usos, os costumes, as tradições, as produções locais, a economia local, a vivência do espaço urbano, o património, a gastronomia, a cultura, enfim aquilo que o Montijo, neste caso, tem para oferecer e que a procura terá de ser induzida a conhecer e a preferir … comprar, consumir, …, viver! Uma estratégia de cenarização para traçar o(s) futuro(s) do MMM A estratégia possível de adotar, assente num modelo prospetivo de cenarização, e que se pretende esquematizar na figura seguinte, inclusive do possível “desenho” de uma marca própria MMM significará não só Mercado Municipal do Montijo, mas também, MMM - Muito Mais e Melhor, fazendo do MMM … Comércio com todos! * Diretor de Serviços no Ministério da Cultura Licenciado em Organização e Gestão de Empresas Mestre em Gestão do Território Autor do livro “Comércio(s)! A que propósito? Conversas (im)prováveis com Fernando Pessoa”


FEVEREIRO de 2017 | Montijo hoje

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Escola Secundária Jorge Peixinho com nova cara Uma comunidade educativa orgulhosa recebeu o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, no dia 20 de janeiro, para a inauguração das novas instalações da Escola Secundária Jorge Peixinho, no Montijo. No dia em que se comemorava mais um aniversário da escola, por ocasião do nascimento do seu patrono Maestro Jorge Peixinho, o ministro da Educação, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, e pela diretora da escola, Maria João Serra, descerram a placa da inaugura-

ção e percorreram os novos corredores e salas de aula. “Um dia feliz para o concelho do Montijo e para a educação em Portugal. É sobretudo um dia para os alunos”, referiu Tiago Brandão Rodrigues, acrescentado que a Escola Pública deve aspirar ao objetivo de qualificar, cada vez mais, as populações e qualificá-las desde tenra idade, dando o exemplo do Município do Montijo que “faz um trabalho excecional na educação pré-escolar”. Naquela que foi a sua escola, o presidente da Câmara Municipal do Montijo, sublinhou a importância das novas instalações que “tornam esta escola mais condigna, com mais condições para a execução de um projeto educativo que possa combater o insucesso e o abandono escolar”, relembrando, também, que

Câmara aposta na informatização das escolas A

Câmara Municipal do Montijo está a proceder à renovação do parque informático dos diversos estabelecimentos de ensino básico da rede pública do concelho, oferecendo às escolas mais e melhores condições tecnológicas para a aprendizagem diária dos alunos. Sendo a educação e a qualidade da escola pública uma área fundamental na atuação da câmara, nesta primeira fase foram entre-

gues 60 equipamentos informáticos (computadores mais monitores), num investimento na ordem dos 40 mil euros. Previsivelmente até junho, serão adquiridos e entregues os restantes 54 equipamentos que permitem finalizar a renovação do parque informático escolar, possibilitando a existência de computadores novos nas salas de aula e nas bibliotecas das escolas do ensino básico da rede pública.

a câmara “sempre lutou para o retomar das obras na escola e para que as mesmas fossem concluídas”. Uma obra difícil, que durou seis anos, como referiu a diretora da Escola Secundária Jorge Peixinho, mas que culminou “num dia de enorme felicidade que não será esquecido pela comunidade educativa”, afirmou. Da responsabilidade da Parque Escolar, as obras de requalificação da Escola Secundária Jorge Peixinho iniciaram-se em 2011 e estiveram interrompidas entre março de 2013 e janeiro de 2016, devido a um diferendo entre o Ministério da Educação e o empreiteiro, que foi dirimido em tribunal. No total, a requalificação da Escola Secundária Jorge Peixinho

abrange uma área de 8.304 m2, dos quais 5.444 m2 são de nova construção. Um investimento no valor total de 11 333.063 euros que permite oferecer aos 1550

alunos e restante comunidade um espaço educativo moderno, mais apelativo com melhores condições para o desenvolvimento do processo educativo.


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Montijo hoje | FEVEREIRO de 2017

Montijo 24 a 28 de fevereiro

O Carnaval está de volta!

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uma entrevista a muitas vozes e com muito humor à mistura, as estórias de carnavais passados sucederamse a um ritmo constante, mas sempre com os olhos postos no presente e no Carnaval que está de volta ao Montijo!

Foram, sobretudo, episódios protagonizados pelo Grupo de Amigos Os Comilões, uma “referência no Carnaval do Montijo”, como salientou António Carlos Ramos, presidente da Banda Democrática 2 de Janeiro, uma das coletividades organizadoras do Carnaval. Do carro de Carnaval a imitar o inexistente comboio de Alcochete que, em 1952, tentou entrar naquela vila mas foi impedido em São Francisco, à procissão do fictício Santo Comilão proibida pelo falecido Padre Manuel Gonçalves, passando pelos banhos no rio na terça-feira de Carnaval, uma tradição que vai ser retomada pelos Comilões. “No dia 27 de fevereiro, Os Comilões completam 69 anos de carnavais. Antes do 25 de abril até já fazíamos sátira política. Fomos continuando a celebrar o Carnaval, sempre à revelia de tudo e de todos. O nosso banho colocava mais gente no Cais das Faluas do que a procissão de São Pedro”, diz, em jeito de brincadeira, Virgílio Gança, um dos elementos do Grupo Os Comilões. Se uns têm mais experiência nas lides carnavalescas, outros são novatos nestas andanças. Em

Câmara apoia Carnaval Desde a primeira hora, que a Câmara Municipal do Montijo apoiou a iniciativa das coletividades locais de retomar a tradição da celebração do Carnaval no Montijo. Para além de apoio logístico, a câmara atribuiu à organização do Carnaval 2017 uma verba de 25 mil euros para apoiar a construção de carros alegóricos, os corsos carnavalescos, a contratação de grupos de músicos e a aquisição de fantasias de Carnaval.


FEVEREIRO de 2017 | Montijo hoje

comum, Joaquim Baliza, Carlos de cada uma das coletividades. Marques, Fernando Eusébio, Má- Todos estamos a dar o máximo rio Balisa, António Carlos Ramos, e preocupados em fazer o nosso Paulo Correia, Ricardo Barroso, melhor”, acrescenta. Adelino Balisa, José Carlos Ne- A adesão e o entusiasmo da popupomuceno têm a vontade de fazer lação ao regresso do Carnaval já renascer o Carnaval do Montijo. são evidentes e as expetativas da São seis as coletividades que en- organização é que seja um sucescabeçam a organização do Carna- so, para que nunca mais o Carnaval 2017: Sociedade Filarmónica val acabe no Montijo. 1.º de Dezembro, Banda Democrática 2 de Janeiro, Motoclube E como será do Montijo, Clube Desportivo o Carnaval 2017? Cultural e Recreativo Os Unidos, Os corsos carnavalescos, que vão A Quadrada e Grupo de Amigos sair à rua nos dias 26 e 28 de feOs Comilões. A seu lado, neste vereiro (15h00), vão contar com desafio estão muitas outras entida- cerca de 1000 figurantes e sete des do concelho, a Junta da União carros alegóricos, carregados de das Freguesias de Montijo e Afon- sátira à política local e nacional, soeiro e a Câmara Municipal do que estão a ser construídos pelo Montijo. montijense Ricardo ContramesAo seu jeito, ao longo dos últimos tre e sua equipa. anos, estas coletividades já tenta- Ao contrário do que anunciaram vam manter viva a as redes sociais, a “Está a ser uma tradição de festeMaria Leal não foi jar o Carnaval. Os experiência muito convidada e, sendo Unidos continua- rica. Há um conjunto um carnaval popuram a fazer os seus lar, não haverá reis de pessoas e de bailes; A Quadrado carnaval. da, nas instalações entidades diversas a Mas não será só da Banda Demotrabalhar para um do corso que vai crática, fez o meso Carnaval objetivo comum à viver mo e a Sociedade 2017 no Montijo. Filarmónica 1.º de cidade, sendo fiel à O pontapé de saída Dezembro até fez nossa história. É um será o Carnaval das sair à rua um pe- Carnaval que vem de Escolas, no dia 24 queno desfile de de fevereiro, com dentro de cada uma a participação de Carnaval. das coletividades. 2000 crianças. No Carnaval de 2017 estão a traba- Todos estamos a dar o No sábado, 25 de lhar desde março uma nomáximo e preocupados fevereiro, de 2016, altura da vidade: a Parada em fazer o nosso primeira reunião da Alegria, um espara a troca de petáculo de música melhor” ideias e partilha de e dança que proexperiências. “Em maio de 2016 mete surpreender. começámos, então, a definir com Na sede dos Unidos vão haver mais exatidão como iria ser o con- bailes, assim como na Sociedade ceito do nosso Carnaval e, a partir Filarmónica 1.º de Dezembro, na daí, a trabalhar neste projeto”, ex- Banda Democrática 2 de Janeiro plica António Carlos. numa organização d’ A Quadra“Está a ser uma experiência muito da, no Musical Club Alfredo Keil, rica. Há um conjunto de pessoas e entre outras coletividades. de entidades diversas a trabalhar Vão ser cinco dias de folia, diverpara um objetivo comum à cida- são e brincadeira para todos os de, sendo fiel à nossa história. É gostos. O Carnaval do Montijo um Carnaval que vem de dentro está de volta!

Os Comilões, uma referência incontornável do Carnaval do Montijo. (1995)

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Montijo hoje | FEVEREIRO de 2017

Banda apaga 103 velas Os Unidos A

Banda Democrática 2 de Janeiro celebrou o seu 103.º aniversário no passado dia 2 de janeiro, com uma sessão solene na sua sede social. Como habitualmente, na na ocasião foram distinguidos os sócios com 50 e 25 anos de associados. Nascida a 2 de janeiro de 1914, a Banda Democrática 2 de Janeiro desde o seu início que promove atividades culturais e desportivas.

AMUT festeja aniversário

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o dia 17 de dezembro, a sede da Academia Musical União e Trabalho de Sarilhos Grandes (AMUT) recebeu a sessão solene comemorativa do 118.º aniversário desta instituição de referência de Sarilhos Grandes e do Montijo. 118 anos que foram comemorados com uma retrospetiva do vasto trabalho desenvolvido ao longo do último ano, com a homenagem aos sócios com mais de 48 anos de associados e com um concerto muito aplaudido pela Banda Filarmónica da AMUT.

estão de parabéns N

o dia 2 de janeiro teve lugar o almoço do 36.º aniversário do Clube “Os Unidos”, na sede do clube, no Bairro da Liberdade. Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo, sublinhou, na cerimónia, que a câmara irá continuar a apoiar o clube, tal como apoia outras coletividades do movimento associativo. “Montijo é um bom exemplo em como a colaboração entre câmara e colectividades, uma parceria franca, resulta num maior e melhor serviço à cultura e à cidadania”, disse. Os Unidos prolongaram as comemorações dos 36 anos de existência até dia 8 de janeiro, realizando inúmeras e diversificadas atividades, como um colóquio sobre futebol, demonstrações de ginástica, recitais de poesia, sessões de fado, entre outras.

Mascarenhas-Martins celebra um ano A Companhia Mascarenhas-Martins festejou o seu primeiro aniversário no dia 14 de janeiro, no Museu Municipal Casa Mora, com uma conversa sobre as novas companhias de teatro e um concerto com elementos da Companhia.

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uma tarde de reflexão estiveram elementos da Companhia Mascarenhas-Martins, mas também dos grupos Teatro da Cidade, Terceira Pessoa e Os Possessos. As dificuldades, os desafios das novas companhias, a sua relação com o espetador foram alguns dos temas em debate. Após a conversa foi apresentada a obra do artista local Duarte Crispim, elaborada propositadamente para este momento e que encerra em si todo o primeiro ano de atividade da Companhia Mascarenhas-Martins. A comemoração do 1.º aniversário da Companhia MascarenhasMartins terminou com um concerto com elementos da própria Companhia.


FEVEREIRO de 2017 | Montijo hoje

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Grupo ECOserviços

Uma referência em gestão ambiental A mudança para o Montijo iniciou-se em 2013, mas há 33 anos que o Grupo ECOserviços dá cartas na área da gestão ambiental em Portugal. “O laboratório Agroleico mudou-se para o Montijo em fevereiro de 2013. A ECOserviços e a Isofonia em novembro de 2015. A razão primordial da mudança deveu-se a termos encontrado um edifício com capacidade para albergar as três empresas e

que tinha sido construído de raiz para ser um laboratório de análises”, afirma o professor João de Quinhones Levy, gerente da ECOserviços. “Após analisados os acessos e as condições de vivência (restaurantes, comércio, espaços exteriores, serviços municipais, estacionamento, lazer) considerou-se que os 30 minutos de acesso a quem morava em Lisboa eram perfeitamente justificáveis. Para os muitos colaboradores que moram na Margem Sul, facilitou-se o acesso”, acrescenta. O Grupo ECOserviços é consti-

tuído por oito empresas que oferecem um programa abrangente de gestão ambiental adaptado à administração pública, às unidades industriais e aos empreendimentos públicos e privados em todo o território nacional e em mercados internacionais. Oito empresas que se complementam, oferecendo serviços no domínio ambiental, desde estudos e projetos de engenharia ambiental e civil, operação e manutenção de instalações como estações de tratamento de águas e resíduos, até controlo de qualidade através de análises químicas e bacteriológicas nas áreas agroalimentar e ambiental. Entre os principais clientes estão dezenas de municípios e empresas públicas, assim como importantes empresas privadas portuguesas e organismos públicos de países como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Argélia, Marrocos e Macau. A Agroleico, a primeira empresa do Grupo a instalar-se no Montijo, é nas áreas do ambiente e alimentar um dos maiores laboratórios privados em Portugal. Anualmente, recebe mais de 30 mil amostras e realiza mais de 200 mil determinações. No total, o Grupo ECOserviços faturou 4 milhões de euros em 2016, emprega mais de 100 pessoas e está apostado em expandir “as atividades na área da consultoria através da internacionalização e em aumentar a atividade do laboratório, expandindo as áreas de negócio da farmacêutica e da cosmética”, finaliza João de Quinhones Levy.

Relocalização da Escultura de Artur Bual A

Câmara Municipal do Montijo iniciou o processo de restauro e relocalização da escultura intitulada “Homenagem à Agricultura” da autoria de Artur Bual, num investimento de 35 290,00 mil euros (mais Iva) que tem como objetivo principal a preservação da identidade e memória locais, conferindo maior visibilidade a esta obra de Artur Bual e dignificando o trabalho deste importante artista plástico português. Após uma intervenção de restauro,

a obra, que se encontra atualmente no antigo Parque de Material Agrícola de Pegões, será colocada no espaço exterior existente junto à sede da Junta da União das Freguesias de Pegões. Em 1966, Artur Bual construiu a peça escultórica “Homenagem à Agricultura”, uma notável escultura abstrata, de grandes dimensões que articula antigos fragmentos de máquina agrícolas descobertos no Parque de Material Agrícola de Pegões.


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Montijo hoje | FEVEREIRO de 2017

Parque de Exposições Acácio Dores N

uno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo, procedeu ao descerramento da placa de atribuição do nome de Acácio Dores ao Parque de Exposições do Montijo, no dia 12 de dezembro, passando o mesmo a denominar-se Parque de Exposições Acácio Dores, em cumprimento da decisão da Câmara Municipal do Montijo. Acácio Dores (1922-2013) foi presidente da Câmara Municipal do Montijo entre 2 de janeiro de 1980 e 31 de dezembro de 1982. Foi deputado municipal entre 1977 e 1979 e entre 1986 e 1990. Foi vogal da primeira Comissão Administrativa da Câmara Municipal do Montijo, no período entre 1974 e 1976.

Parque Municipal

Parque infantil recuperado O

Parque Infantil do Parque Municipal Carlos Hidalgo Gomes de Loureiro reabriu ao público após uma profunda intervenção. A Câmara Municipal do Montijo investiu 23 mil e 804 euros na recuperação do parque, com o objetivo de assegurar melhores condições de lazer e de segurança às crianças que frequentam este espaço diariamente, colocando assim novamente o espaço ao serviço dos montijenses.

Reabilitação Polidesportivo Sarilhos Grandes

A

Câmara Municipal do Montijo realizou obras de reabilitação no polidesportivo de Sarilhos Grandes. Foi intervencionada toda a estrutura metálica e colocado um novo piso desportivo, num investimento total de 9 706,88 euros (mais IVA).

Assembleia Municipal distingue antigos presidentes omo forma de assinalar a efeméride dos 40 anos das primeiras eleições autárquicas, no C passado dia 17 de dezembro, a Assembleia Municipal do Montijo promoveu uma homenagem aos presidentes deste órgão, desde 1976 até 2013. O evento decorreu no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida e foi abrilhantado pelo Lisbon Brass Quintet - Grupo Residente no Conservatório Regional de Artes do Montijo. Foram homenageados 11 antigos autarcas: Avelino José Rocha Barbosa (título póstumo); Jorge Luís Vargas Bentes Franco; Natalino Varela Alves; Rogério dos Reis Neves; Jacinto José da Cruz Ramalho; Joaquim Sérgio Ferreira Pinto (título póstumo); João José Cardoso; Jorge Manuel Rosado Marques Peixinho (título póstumo); António Isidro Carrilho Paracana; Miguel José Tavares Cardoso; e Amândio José Correia de Carvalho.

Espaço Oposição

BE

GLIFOSATO – PARA BANIR O Glifosato é o herbicida mais usado em Portugal e no mundo. É amplamente aplicado na agricultura, nas ruas e calçadas, parques públicos e hospitais. Este potente herbicida também é vendido para uso privado em hortas e jardins. Em Março de 2015, a Agência Internacional para a Investigação do Cancro da Organização Mundial de Saúde classificou o glifosato como «carcinogénico provado para ani-

mais de laboratório» e «carcinogénico provável para o ser humano». A Direção Geral de Alimentação e Veterinária proibiu recentemente os herbicidas à base de glifosato em espaços públicos mais sensíveis. A Ordem dos Médicos afirma que o glifosato é também fator de risco para a infertilidade, malformações congénitas, doença renal, autismo,etc, e a Associação Médica Alemã solicitou que o glifosato

fosse banido na Alemanha e na União Europeia. A situação em Portugal é grave: em 2014 aplicou-se mais de 1.600 toneladas de glifosato e a utilização mais que duplicou desde 2002. A sua utilização pode também levar à contaminação de cursos de água, dos alimentos, de animais e até do leite materno Em 2016, análises efetuadas pela Plataforma Transgénicos Fora em

colaboração com a Detox Project (detoxproject.org), revelam que os portugueses testados têm, em média, vinte vezes mais glifosato do que os seus homólogos alemães. Face à gravidade do problema, ONG - Organizações Não Governamentais europeias pressionam a Comissão Europeia. Os europeus aumentam a consciência ambiental e optam por uma agricultura realmente sustentável, amiga dos pe-

quenos produtores, que contribua para um ambiente limpo e produza alimentos saudáveis. O.N.G. de toda a U E, mobilizam os europeus para banir o glifosato mais conhecido como o herbicida Roundup da Monsanto. Assine: https://sign.stopglyphosate. org/?lang=pt Ricardo Caçoila Bloco de Esquerda Montijo


FEVEREIRO de 2017 | Montijo hoje

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Novo jardim no Alto das Vinhas Grandes N

um importante investimento superior a 135 mil euros, a Câmara Municipal do Montijo está a construir um novo espaço verde na zona do Alto das Vinhas Grandes. Trata-se da requalificação de todo o espaço envolvente às Residências Montepio, junto à Avenida Pedro Nunes. Estão a ser criadas novas zonas pedonais, zonas de equipamento, construção de uma vasta área de relvado, colocadas novas árvores e será, igualmente, reforçada a iluminação pública. A obra tem prazo de conclusão previsto para o início do mês de maio.

SMAS

Canha

Reparação de caixas de visita Pavimentação O

s Serviços Municipalizados de Água e Saneamento do Montijo procederam à remodelação das tampas de saneamento na Praça da Paz, no Afonsoeiro. As tampas existentes, em betão, encontravam-se bastante degradadas com consequências a nível da higiene e segurança do espaço público. O investimento foi de 9 800 euros (mais IVA)

Concluída estrada da Vara Longa

da Rua José Cardeira

A Câmara Municipal do Montijo procedeu à empreitada de pavimentação da Rua José Cardeira, em Canha. Num investimento de 20 578,70 euros (mais Iva), foram executados os passeios e o pavimento integral da rua em calçada, por forma a manter as características dos principais arruamentos da Vila de Canha. A Rua José Cardeira, localizada no centro de Canha, apresentava um piso em terra batida. Com esta intervenção, a Câmara Municipal do Montijo encerra um ciclo de pavimentações das principais artérias desta histórica vila do concelho do Montijo.

A Câmara Municipal do Montijo terminou a obra da Estrada da Vara Longa. Um investimento de 95 105,68 euros (mais Iva) que permite melhores condições de acessibilidade ao Bairro da Bela Colónia, satisfazendo assim uma pretensão antiga dos moradores.

Arranjos exteriores junto à Cantina Social Foi executado um passeio em frente às instalações da Cantina Social, no Montijo. Uma obra no valor de 3 670 euros que incluiu a pavimentação do largo e a ligação à Rua da Bela Vista em betuminoso.


fevereiro

2017 I SÉRIE

17 Exposição

Matéria Comum Até 18 de março, a Galeria Municipal do Montijo apresenta a exposição Matéria Comum de David Almeida (1945-2014) e Inês Almeida (1977). A exposição, que inclui trabalhos de gravura, pintura, escultura e joalharia, pretende sublinhar as interseções, os gestos, os legados, as cumplicidades artísticas de pai e filha. Evoca um fazer transmitido que mobiliza, em simultâneo, diferentes práticas artísticas. Horário: 2.ª feira a sábado, 9h00-12h30 e 14h0017h30.

Teatro de Revista

Senhor dos Aflitos no Museu Nacional de Arte Antiga

A

exposição “A Cidade Global. Lisboa no Renascimento”, que inclui a apresentação ao público do Crucifixo Indo-Português (Senhor dos Aflitos) propriedade da Câmara Municipal do Montijo, irá inaugurar no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) no dia 24 de fevereiro, estando patente ao público até 9 de abril. Reconstituir o coração da cidade mais global da Europa do Renascimento, Lisboa, é o objetivo desta exposição, produzida pelo próprio MNAA. A mostra assenta numa investigação das historiadoras Annemarie Jordan Gschwend e Kate Lowe, que são também as comissárias de A Cidade Global. Mais informações em http://www.museudearteantiga.pt/

Marina Mota no CTJA Marina Mota e Carlos Cunha trazem ao palco do Cinema Teatro Joaquim d’Almeida, dia 3 de março, às 21h30, o teatro de revista “Tempestade num copo-d’água”. Assista a esta comédia teatral que decorre durante o copo d’água de um casamento.

Num dia repleto de fotografias, apita o comboio, cascatas de camarão e muita loucura, o amor vai andar no ar – e é preciso que alguém o faça descer à terra! Bilhetes: 12,50€ Plateia|10€ Balcão.

Inscrições até 1 de Março

II Trail Running Canha

vila de Canha vai receber a segunda edição A do Trail Running Canha, no próximo dia 5 de março.

Este ano, os trilhos de Canha vão ser calcorreados a pé, em modo de corrida (13 ou 25 quilómetros) ou caminhada (10 quilómetros).

Nesta edição o percurso será mais técnico, aproveitando os carreiros que os animais fazem nas propriedades que existem em Canha e também as margens da ribeira que proporcionam momentos de adrenalina e boas fotos.

Para participar no II Trail Running Canha deve realizar a sua inscrição no site www.acorrer.pt. Apenas a 30 quilómetros de Lisboa uma aventura espera por si. Mais uma grande iniciativa na zona rural do concelho do Montijo. Inscreva-se, participe!


Montijo Hoje Fevereiro 2017