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É com este espírito que reunimos simbolicamente na Galeria Municipal a exposição de um conjunto de obras de artistas ligados à nossa Cidade. Várias expressões, diferentes técnicas, diferentes percursos, imaginários diversos, reunidos na Galeria Municipal, porque a diferença Faz p’Arte.

Daniel Maia

[1979; Medons La Florett, França] aos 4 anos veio para Portugal, crescendo no Montijo. Tirou o curso de Formação Profissional de Desenho Animado (ETIC) e também o de Escrita para Multimédia e Audiovisuais, e na Ar.Co o curso de Ilustração e BD com uma pequena paragem de um ano para fazer voluntariado na Guiné-Bissau. trabalhou como animador 2-D para uma série de desenhos animados. Têm editado alguns zines, participado nas antologias da Chili Com Carne como Destruição ou Banda Desenhadas sobre como foi horrivel viver entre 2001 e 2010

(1978, Lisboa) é ilustrador, autor de banda desenhada e editor independente, e ocasional colunista especializado em BD. Autodidacta desde criança, estudou Narrativa na CITEN/ Fundação Gulbenkian (1995) e Desenho na Sociedade Nacional de Belas-Artes (1997), e ainda Design Visual na faculdade IADE (1998). Começou actividade nas artes gráficas em 1993, e desde então adquiriu ampla experiência no sector, por realizar BDs, ilustrações editorias, arte conceptual e storyboards, até assumir encargos em direcções de arte e edição. Após integrar alguns estúdios colectivos de artistas, em 2009 criou o seu estúdio de artes gráficas e selo editorial, Arga Warga. Após a faculdade e ocupação como livreiro, começou uma rubrica mensal na revista Maxmen (2003-2004), de seguida desenvolvendo trabalhos para o mercado norte-Americano de comics, primeiro com um álbum para a chancela Platinum Studios e depois nas principais editoras (i.e. Marvel, DC, Wildstorm Studios), antes de colaborar com produtores de projectos para BD. Durante um hiato, trabalhou em storyboards e arte conceptual para agências de publicidade, colaborando depois com vários títulos antológicos e revistas, assim como assistente de arte em comics mensais, antes de se estrear no mercado de BD comercial, via representação pela Chiadoescuro Studios, no comicbook X #11 da Dark Horse Comics (2014). Em paralelo, realiza vários workshops e exposições incluídas tanto em festivais e eventos da especialidade, como em escolas e institutos privados. Coordena ainda iniciativas de BD para promoção de novas criações e destaque de novos talentos portugueses. Obteve diversos prémios e menções, entre os quais: 3º lugar e prémio especial da crítica para Artista Revelação em concurso de BD da BDmania (1995); prémio Melhor Artista Nacional, no IV Troféus Central Comics (2006); prémio Melhor Fanzine, no VIII Troféus Central Comics (2010); e na busca de talentos mundial ChesterQuest, pela Marvel Comics (2008).

Montijo, 14 de agosto de 2014 O Presidente da Câmara Serralves 120 x 90 cm, técnica mista s/ tela

az p’Arte

Susana Resende (Montijo, 1978) é uma artista plástica e ilustradora profissional, ocasionalmente também autora de banda desenhada. Autodidacta desde criança, licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa (1999-2005), com passagem pelo Curso de Escultura (1999) e curso integrado de Vitrinismo (2004), assim como finalizou o Curso de Desenho, pela Sociedade Nacional de Belas-Artes (1997-2001); paralelamente, formouse no Curso Profissional de Tecnologias de Informação e Comunicação, na Escola Profissional do Montijo (2006) e Curso de Competência Profissional/CCP (2012). Profissionalmente, estagiou brevemente como professora de Artes Plásticas no centro A.T.L. da Sta Casa da Misericórdia, em Canha (2007), antes de transitar como Técnica Superior de Expressões Plásticas para a Cercica/Instituto para Pessoas com Deficiência de Cascais (2008-2009). Como freelance, trabalha em ilustração editorial e publicitária, além de ocasionalmente coordenar workshops sobre Artes plásticas ou realizar performances de desenho ao vivo. Entre uma vintena de exposições realizadas, destacam-se as mostras: Paisagem, na Quinta do Saldanha (Montijo, 2005); Esperança, na Galeria Lucília Guimarães (Guimarães) e ainda na Galeria Reversos (Lisboa, 2006); colectiva itinerante 4º Ano de Desenho, do curso de Pintura da Faculdade de Belas-Artes (2006); e a primeira retrospectiva, Perspectivas, na Casa da Cultura de Melgaço (Minho, 2008), seguida da breve retrospectiva Ambiências, tida no Ateneu Popular (Montijo, 2014). A nível editorial, participou recentemente na saga d’O Infante Portugal, escrita por José de Matos-Cruz, donde foi posteriormente convidada a criar a figura da heroína Aurora Boreal, a ser publicada em nova trilogia pela editora Apenas Livros. A sua primeira BD, “Sayonara”, incluída na antologia Zona Nippon 2, pela Associação Tentáculo, foi nomeada e alcançou o 2º lugar na categoria Melhor Obra Curta, no XII Troféus Central Comics.

Alexandre Henriques Nasceu em Lisboa no mês de Maio de 1966. O seu percurso profissional tem estado sempre ligado à sua formação base, o bacharelato em Design de Interiores e Equipamento Geral do I.A.D.E, em Lisboa, tendo trabalhado na área do design, também no ensino e na coordenação e organização de eventos no Palácio de S. Vicente de Fora. Tem conhecimentos na área das Artes Gráficas e formação em lapidação de vidros e cristais, assim como em vitrais e vitrofusão. Os seus últimos trabalhos estão em colecções particulares e são sobretudo vitrofusão e cerâmica.

C O L E T I VA

É um dia que homenageia o nosso povo e alimenta o nosso sonho. O sonho de um Montijo próspero, moderno e solidário.

David Campos

E X P O S I Ç Ã O

Celebramos no dia 14 de Agosto, 29 anos da elevação do Montijo a cidade.

Kassumai Técnica: tinta da china Editora: Chili Com Carne Ano: 2013

O Infante Portugal e As Sombras Mutantes – Ilustração de Capa Edição: Apenas Livros, 2012 | Técnica: Arte-final e Tons Digitais

Galeria Municipal do Montijo 14 DE AGOSTO A 30 DE SETEMBRO 2014


João Rodrigues

José Fragateiro

Duarte Crispim

“À partida parecem desenhos infantis, mas há muito mais por trás deles, uma grande dose de melancolia em todos estes personagens solitários que procuram a sua estrela” (In Publico por Luís Octávio Costa). “Lembramo-nos dos monstros de Maurice Sendak sempre que olhamos para os desenhos de João Rodrigues com a cabeça na lua. São cartas de amor planetárias, pequenos segredos fechados a sete chaves, declarações em vias de extinção. O ilustrador coloca o escafandro e mergulha de cabeça, partindo a navegar através de um universo estrelado. Os seus monstros transportam melancolia, enchem o peito de ar e guardam corações em caixas de cartão. Os seus monstros fazem serenatas. Os seus monstros procuram aquela pessoa especial. Os seus monstros sofrem com isso.”

Nasceu no Montijo Estudou na escola António Arroio onde frequentou o curso de Artes do Fogo. Frequentou o curso de Realização Plástica do Espectáculo na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa . Realizou vários trabalhos na área da cenografia, ilustração e artes plásticas.

Alcochete, 1976. É designer gráfico e artista plástico. Expõe regularmente desde 2000, tendo apresentado o seu trabalho em diversas exposições individuais e colectivas, artista selecionado em várias Edições das seguintes Bienais: Prémio Vespeira – Montijo, Prémio de Desenho “Américo Marinho” – Barreiro, Bienal de Coruche - Coruche, Prémio D. Fernando – Sintra e Prémio Artur Bual – Amadora. Desde muito cedo percebi que podia fazer coisas, tinha a capacidade de transformar, criar, interpretar. O percurso artístico começou a sério com a primeira exposição individual a convite de uma Galeria de arte em 2000, a criação artística foi sempre para mim uma forma de expressão natural, cíclica em que o elemento criativo é uma exploração de momentos, afetos e memórias. No exercício da colagem apresento uma série de trabalhos temáticos que tentam passar mensagens. Fazem parte dos mesmos fotografias, recortes de jornais e revistas, pintura e desenho e também alguns objectos. Nas “Box”, cada caixa afirma-se / inscreve-se como espaço narrativo de palavras, paisagens, padrões, naturezas que partilham imaginários de culturas populares e tradicionais. Abrem universos de diferentes épocas, mas com fortes iconografias Vintage, em que a Assemblage surge como referência estética por acumulação.

Série “Fake”, 50x70 cm 2014

(In Publico por Luís Octávio Costa).

Ao longo do meu percurso fiz trabalhos para empresas como a Zon (criação das personagens Maria e Miguel da zonkids), a Princess Pea, para a Editora Leya, nos jornais Expresso, Record e Jornal de Noticias.

Bancos de (outros) Corais, 2013 Técnica mista (ramificações de árvore, poliuretano e complementos)

Sara Loureiro (SALOU) Nasce no Montijo, é Mestre em Ciências da Educação e professora de profissão.

António Fernandes

Despida de preconceitos, aventura-se no meio artístico e nas artes plásticas, partindo à descoberta de materiais e suportes variados como possibilidades criativas na materialização de sentidos e formas de sentir. Descobre a seu favoritismo pelas colagens e pela imensidão de possibilidades que estas proporcionam, usando-as em quase todos os seus trabalhos. Para isso, experimenta, exercita, insiste, cria e recria, o que se traduz num rasga, corta, recorta, cola e pinta, desenvolvendo trabalho de aprendizagem e experimentação constantes, que são a base do percurso que vem cimentando. Tem-se dedicado também às composições tridimensionais, nomeadamente à escultura e à instalação, usando materiais diversos, que passam pela madeira, metal e polímeros.

Nasceu na ainda vila de Montijo, no mês de Dezembro de 1969. Começou nas andanças fotográficas com uma analógica Pratika, mas unicamente para recordar os momentos passados fora de Portugal. A fotografia de viagens surgiu na sua primeira viagem a Marrocos. Na altura não lhe passou sequer pela cabeça que, anos passados o seu caminho passaria por fotografar rostos do seu pequeno mundo. Há quatro anos atrás foi-lhe oferecida a Nikon D60 e a partir desse momento sentiu que algo tinha mudado. Tem um gosto especial por fotografar gentes, expressões, momentos. Faz basicamente fotografia de rua. Gosta de dizer em tom de brincadeira que rouba as almas a quem se cruza com a sua objectiva

Sérgio Lemos Nasceu a 14 de Agosto de 1974, em Alcochete. Frequentou o curso de Engenharia de Produção Mecânica na EST de Setúbal (1992-1994) e o curso de Fotografia do Ar.Co (1998-1999). Trabalha como fotojornalista desde 1999. Além da fotografia tem um percurso na música iniciado nos anos 80 que inclui a gravação de vários discos com as bandas “The Great Lesbian Show”, “Lolly and Brains”, “Dr Fankenstein”, “Volcano Skin” e “Duendes do Umbigo”.

Tem frequentado diversos cursos e workshops de pintura e composição, como forma de adquirir/ consolidar conhecimentos e desenvolver técnicas de expressão plástica e artística. Apresenta os seus trabalhos com regularidade em exposições colectivas e individuais, assim como no blog http://artsalou.wordpress.com

“a vida como um fio”

Nuvens em sentido figurado #colecionador de paisagens pintura, colagem e objetos s/madeira 55x55cm 2014

Exposição Faz p'Arte | coletiva de artes plásticas  

Galeria Municipal do Montijo // Câmara Municipal do Montijo

Exposição Faz p'Arte | coletiva de artes plásticas  

Galeria Municipal do Montijo // Câmara Municipal do Montijo

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