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Indexada no ISI Web of Knowledge - Zoological Record, Latindex e CAB Abstracts Revista de educação continuada do clínico veterinário de pequenos animais

Índice

Mariangela da Costa Allgayer

Animais selvagens - 32 Doenças virais e parasitárias em Psittaciformes – revisão Viral and parasitic diseases in Psittaciformes – a review Enfermedades víricas y parasitarias en los Psittaciformes – revisión Ralph Eric Thijl Vanstreels

Animais selvagens - 46 Herpesvirose em papagaiosverdadeiros (Amazona aestiva)

Revisão das causas de mortalidade de primatas neotropicais (Primates: Platyrrhini) no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros (Sorocaba, SP), 1996-2006 Review of the mortality causes of neotropical primates (Primates: Platyrrhini) at the Quinzinho de Barros Municipal Zoological Park (Sorocaba, Brazil), 1996-2006 Revisión de las causas de la mortalidad de primates neotropicales (Primates: Platyrrhini) en el Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros (Sorocaba, Brasil), 1996-2006

Necrose gangrenosa da mão de bugio-ruivo que sofreu eletrocução acidental

Paulo César Jark

Oncologia - 54 Quimiodectoma de corpo aórtico em cão Chemodectoma of aortic body in a dog Chemodectoma de lo cuerpo aórtico en perro

Leonardo de F. G. A. Credie

Anestesiologia - 62 O uso do estimulador de nervos periféricos na anestesia regional em medicina veterinária The use of peripheral nerve stimulator in regional anesthesia in Veterinary Medicine

Quimiodectoma de arco aórtico multilobular circundando o arco aórtico sem evidência de invasão vascular (cabeça de seta)

El uso de estimulador de nervio periférico en la anestesia regional en Medicina Veterinaria

Neurologia - 70 Síndrome da disfunção cognitiva em cães Cognitive dysfunction syndrome in dogs Síndrome de disfunción cognitiva en perros

Bloqueio do plexo braquial por via axilar em cão

Neurologia - 76 Lissencefalia em cães e gatos – revisão Lissencephaly in dogs and cats - a review Júlio Cesar Cambraia Veado

Lisencefalia en perros y gatos - revisión

Clínica médica - 82 Prevalência clínica de Staphylococcus sp de origem canina e sua resistência in vitro aos antimicrobianos Clinical prevalence of Staphylococcus sp isolates from canine hosts and its antimicrobial in vitro resistance Prevalencia clínica de Staphylococcus sp de origen canino y su resistencia in vitro a los antimicrobianos

Carlos Eduardo Larsson

Clínica médica - 90 Patogenia e terapêutica da insuficiência renal crônica em cães Pathogenesis and therapeutics of chronic renal failure in dogs Patogénesis y terapéutica de la insuficiencia renal crónica en perros

Dermatologia - 104 Dermatose neutrofílica símile à síndrome de Sweet em um canino acometido por lúpus eritematoso discoide e neoplasia testicular Lesões eritematosas, sobrelevadas, de configuração irisada e arcada em região abdominal ventral de cão

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Sweet´s Syndrome-like neutrophilic dermatosis in a dog with discoid lupus erythematosus and testicular neoplasm

Procedimento terapêutico de hemodiálise em cão

Dermatosis neutrofílica “símile” Síndrome Sweet en canino con lupus eritematoso discoide y neoplasia testicular

Clínica Veterinária, Ano XVI, n. 90, janeiro/fevereiro, 2011


Indexada no ISI Web of Knowledge - Zoological Record, Latindex e CAB Abstracts

Editorial - 10

Seções

Bem-estar animal - 30

Arquitetura & Construção - 117 • Higiene em ambientes hospitalares

• A saúde e a nova configuração familiar

• Treinamento para gerenciamento de desastres ambientais • I Encontro Internacional de Bem-estar Animal

Ecologia - 18

Livros - 110

Cartas - 8 Saúde pública - 12

• Guia de aves Mata Atlântica Paulista • Avistar 2011: a grande festa das aves brasileiras • Aplicativo para celular mostra aves da Mata Atlântica e ajuda a financiar projetos da WWF-Brasil

Notícias - 20 • Hospital para animais silvestres • Atividades da ABRAVAS • Leão é submetido a cirurgia no Hospital Veterinário da UnG • Terapia intensiva de pequenos animais • Total Alimentos leva veterinária brasileira para conhecer a Universidade de Illinois, EUA • Goiânia será a capital do CBA 2011 • Sucesso na realização do ENDOVET

6

• A vida emocional dos animais • Comportamento e bem-estar de animais domésticos • Acupuntura veterinária

• STICKS • Hidratação prolongada

Medicina veterinária legal - 112

20

Crueldade com animais: um sinal de alerta para violência doméstica

20

Pet food - 114

20

Guia de avaliação nutricional para cães e gatos

22

Equipamentos - 116 • Telemedicina

• Cimiao e Vetlife Formula no Brasil

Negócios e oportunidades - 119 Serviços e especialidades - 120 Agenda - 127

24 26

Lançamentos - 118

• Vídeo-laringoscópio

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Saúde pública

A saúde e a nova configuração familiar por Arthur de Vasconcelos Paes Barretto -

CRMV-MG 10.684

A saúde da família precisa ser completa. Humanos e não-humanos formam a nova configuração familiar

É

notório o conhecimento de que animais de companhia. Em muitos cahá anos a sociedade vem se torsos, o envolvimento chega a níveis de nando “mestiça” passando a ser relacionamento afetivo muito elevado constituída de núcleos familiares com e até de dependência, pois não são raanimais humanos e não-humanos. A ros os casos de pessoas que, quando há questão circula por a quebra da rediversos veículos de lação, sofrem comunicação e, indepressão em clusive, em maio de vários graus e 2010, em edição do até fatal. Por programa Globo Reisso, ações de pórter, Ceres Faraco, saúde pública presidente da Assoprecisam ser ciação Médico-Veteplanejadas tenrinária Brasileira de do-se consciênBem-estar Animal cia dessa rela(AMVEBBEA), ção e da necesparticipou de entresidade de suvista na qual destaprir informacou o crescimento da ção educativa nova configuração para que a presocial e familiar, devenção seja corrente do grande uma realidade aumento da relação em todos os Confira a reportagem do Globo entre humanos e lares. Porém, é Repórter sobre animais na família:

justamente o item informação que não está disponível às famílias que são compostas por humanos e nãohumanos. As famílias que possuem a espécie canina na sua formação, por exemplo, que estão em amplo crescimento, carecem, há decadas, de informações sobre a prevenção de zoonoses e de quais são os principais itens a serem cumpridos para que o convívio seja desfrutado de forma que a saúde de todos não seja comprometida. Atualmente, o caso mais drástico é o que envolve a leishmaniose visceral e as políticas públicas para a sua prevenção. O site www. saude.gov.br, que fornece informação para a saúde diversos grupos, como, por exemplo, os idosos, as mulheres, os jovens e adolescentes etc., não possui informação para os grupos que são formados por espécies distintas. Não há razão para justificar a falta da contemplação desse grupo, que segue carente de informação que proporcione

http://verd.in/8zs

Animais como membros da família – uma realidade carente de atenção

No Portal da Saúde (www.saude.gov.br), na seção destinada a orientar o cidadão e promover a prevenção de enfermidades, não há nenhum destaque para a preservação da saúde e a presença de animais na família. O cidadão pode até encontrar a palavra PET no portal. Porém, PET para o Ministério da Saúde (MS) significa Programa de Educação pelo Trabalho

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orientação e segurança para todos os que tem animais na formação do núcleo familiar. Informar é procedimento básico e de urgente execução. Porém, nos últimos cinquenta anos de trabalho, no que diz respeito à prevenção da leishmaniose veisceral, não foi possível produzir informação para a prevenção e colocá-la em divulgação massiva. O que podemos esperar para os próximos cinquenta anos? Será que ainda não será reconhecida a importância epidemiológica dos gatos e de outros animais? Apesar de tudo, o investimento na educação existe, mas feito pela iniciativa privada. A Bayer, por exemplo, no sítio Bayer Pet (www.bayerpet.com. br) divulga informações para o controle de zoonoses, promoção de adoção de animais, entre outras. A Intervet, outra empresa com grande participação na prevenção de zoonoses, divulga, no sítio www.scalibor.com.br, informações

detalhadas para a prevenção da leishmaniose visceral. Há também as ações de ONGs que divulgam de várias maneiras os métodos de prevenção. Inclusive, vale destacar a campanha “Leishmaniose – informação é a melhor prevenção”, lançada pela WSPA Brasil no dia 12 de novembro de 2010, durante o II Seminário de Atualização Técnica em Leishmaniose Visceral Americana, evento promovido, em São Paulo, SP pela ONG Focinhos Gelados (www.focinhosgelados. com. br) com o objetivo de trazer novidades e discutir métodos de diagnóstico e prevenção da leishmaniose visceral. Mesmo juntas e apesar de serem de grande importância, todas essas ações ainda são muito pequenas para retirar a rotulagem de doença neglicenciada, ou seja, aquela que não recebe investimento em pesquisa, em novas drogas, em técnicas modernas de prevenção etc.

Nossa família animal, matéria especial que concebeu a capa da Veja de julho de 2009 destaca a importância do convívio das famílias com os animais: http://veja.abril.com.br/ 220709/nossa-familia-animal-p-084.shtml

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Saúde pública

Leishmaniose visceral em destaque - em Natal, RN, o I Simpósio de Leishmaniose Visceral do RN: controle e aspectos legais (Secretaria de Estado da Saúde Pública); - em Campo Grande, MS, o I Simpósio Sul-Mato-Grossense de Leishmaniose (CRMV-MS); - em Brasília, DF, o Fórum de Leishmaniose Visceral (CFMV), que contou com transmissão ao vivo pela internet. Destacaram-se os eventos promovidos pelo CRMV-MS e pelo CFMV e pelos documentos que produziram. O CFMV publicou na ediDivulgação do evento promovido pelo CRMV-MS destação do dia 16 de dezemcou a inserção na família do animal de companhia bro de 2010 do jornal a No mês de novembro de 2010 ocorreram diversos eventos sobre leishmaniose visceral: - em São Paulo, SP, foram realizados o I Simpósio Paulista de Leishmaniose Visceral Americana (Anclivepa-SP) e o II Seminário de Atualização Técnica em Leishmaniose Visceral Americana (ONG Focinhos Gelados);

Fórum promovido pelo CFMV teve transmissão pela internet

Folha de São Paulo a “Carta de Brasília”, também disponível em www. cfmv.org. O CRMV-MS, por sua vez, publicou a “Carta de Campo Grande”, disponível a seguir e pelo endereço www. crmvms.org.br .

CRMV-MS divulga as conclusões do "I Simpósio Sul-Mato-Grossense de Leishmaniose" Campo Grande, 28 de novembro de 2010. O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Mato Grosso do Sul, através de sua Comissão Estadual de Leishmaniose, realizou, nos dias 27 e 28 de Novembro de 2010, o I Simpósio SulMato-Grossense de Leishmaniose, que teve como objetivo informar, atualizar, discutir e orientar médicos veterinários, médicos, advogados, juízes, promotores e delegados sobre os aspectos técnico-científicos e jurídicos da leishmaniose. Decidiu-se registrar as conclusões em documento com o intuito de tornar público o que foi apresentado e discutido e, consequentemente, priorizar diretrizes para a continuidade dos trabalhos da Comissão Estadual de Leishmaniose do CRMV/MS, que passam a fazer parte da presente

Carta de Campo Grande Considerando que: 1. A Leishmaniose Visceral (LV), forma mais agressiva das leishmanioses e que leva o ser humano ao óbito, é considerada uma das sete endemias mundiais prioritárias pela OMS (Organização Mundial da Saúde), está presente em quatro continentes, é endêmica em 88 países, acometendo novos 500 mil casos por ano e provocando 50 mil óbitos; 2. Na América Latina, a doença ocorre em 12 países e o Brasil detém cerca de 90% dos casos. Está presente em 21 estados brasileiros, apresentando cerca de 4.000 novos casos por ano, com letalidade variando entre 5,5% a 20%; 3. Mato Grosso do Sul figurou, em 2007, como um dos 10 estados brasileiros mais acometidos pela LV e Campo Grande, a capital, ficou em 3º lugar, em relação ao número de casos no país; 14

4. A população brasileira demonstra grande interesse pelo tema, demonstrado claramente através de buscas na internet e inúmeras matérias publicas na mídia impressa e eletrônica; 5. Desde 1990 a OMS publica, em seu Informe do Comitê de Expertos, que “na maior parte dos países, a eutanásia dos cães domésticos infectados se reserva, cada vez mais, para casos especiais”. São trabalhos que demonstram que a eutanásia canina, como forma prioritária de controle da LVC, não é uma prática cuja eficácia seja cientificamente evidenciada; 6. O documento da OPAS (Organização PanAmericana de Saúde) de 2005 registra, em suas conclusões, que “o tratamento canino não é uma medida de controle da LV. Não obstante, nas situações especiais em que se aplique o tratamento, se recomenda que se apliquem medidas que impeçam o

contato do cão tratado com o vetor de LV”; 7. Trabalhos científicos demonstraram que entre 2000 e 2007, somente na cidade de Belo Horizonte, MG, foram eliminados quase 13.000 cães falso-positivos e que cerca de 2.000 falso-negativos deixaram de ser eutanasiados; 8. Já estão estabelecidas evidências científicas de que gatos e gambás, animais urbanos, tem a infeção e por isso podem se constituir em reservatórios do protozoário; 9. A Revisão Sistemática da OPAS, de janeiro de 2010, estabeleceu explicitamente que as estratégias, ora adotadas no Brasil, não demonstram eficácia e sugerem que o controle do vetor seria melhor aceita e obteria melhores resultados. Declara, ainda, que “a rotina das estratégias de controle contra o reservatório canino e os insetos vetores são baseadas em fracas e conflitantes evidências. As estratégias de controle e desenvolvimento

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de vacinas deveriam se constituir em prioridades nas pesquisas”, e que, “a eliminação canina é a medida de controle menos aceita e tem baixa eficiência devido à alta reposição dos cães eliminados com filhotes susceptíveis”; 10. O Ministério da Saúde, em seu Programa Nacional de Controle da LV, aponta como estratégia de controle, ações integradas com o diagnóstico e o tratamento precoce dos casos humanos; redução da população de flebotomíneos (vetor) com aplicação de inseticidas e correto manejo ambiental; controle de reservatórios domésticos infectados em área de transmissão e atividades de educação em saúde; 11. O controle e a redução da população do vetor exigem o desenvolvimento de pesquisa intensiva e o constante acompanhamento da comunidade científica; 12. É conhecida a falta de atividades de manejo ambiental, até porque não é cientificamente comprovável como esse manejo deveria ocorrer; 13. É conhecida, também, a insuficiência ou até a inexistência de atividades de educação em saúde, 14. É perceptível que, embora os médicos veterinários clínicos de pequenos animais e patologistas clínicos estejam inseridos e comprometidos com a saúde pública, suas condutas profissionais sejam desconhecidas pelos médicos veterinários que atuam nos serviços públicos de saúde, e vice e versa, gerando, com isso, entendimentos controversos sobre os procedimentos a serem adotados e sobre as orientações a serem fornecidas à sociedade, causando dúvidas e incertezas a todos; Concluiu-se que: 1. A Comissão de Leishmaniose do CRMVMS deverá disponibilizar aos profissionais que participaram do Simpósio, aos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária, ao Conselho Federal de Medicina Veterinária, aos palestrantes e às autoridades que participaram das mesas redondas uma síntese dos assuntos tratados e dos trabalhos técnico-científicos apresentados durante o evento. 2. As conclusões também deverão ser encaminhadas para as autoridades competentes nas esferas federal, estadual e municipal e nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, como também para as entidades que apoiaram o evento. 3. A partir de 2011, convites para integrar a constituição da Comissão de Leishmaniose do CRMV/MS,deverão ser feitos a outras

entidades de classe, objetivando a multidisciplinaridade das discussões. Esse convite também se estenderá aos Promotores Públicos do Meio Ambiente e da Saúde. 4. A constituição da Comissão abrangerá, também a partir de 2011, médicos veterinários do interior do Estado e instituições a eles ligadas. Para isso, o CRMV/MS deverá fazer investimentos em Tecnologia da Informação (TI), o que facilitará a comunicação à distância, a exemplo do que ocorre nas conferências on line. 5. Todo o material técnico-científico obtido pela Comissão deverá ser organizado e disponibilizado no site do CRMV-MS, com acesso restrito aos médicos veterinários. 6. Em face da atual portaria que proíbe o tratamento dos cães com medicamentos destinados a humanos ou sem registro e licença no MAPA, das evidências científicas apresentadas nos documentos oficiais dos órgãos internacionais citados sobre a ineficácia da eliminação canina e da forte comoção pública decorrente dessa eliminação, que as autoridades sejam instadas a rever a atual política pública de controle da leishmaniose visceral. 7. Deve-se levantar e defender a discussão ética em relação ao sacrifício de animais com resultados falso-positivos. 8. A classe médica veterinária deve buscar, apoiada pela legislação e com a colaboração de parceiros estratégicos interessados e legalmente aptos, uma participação efetiva na elaboração das políticas públicas relacionadas ao tema. 9. Faz-se necessário o desenvolvimento de um programa de educação ambiental de controle da LV focado no vetor, já que ele, ao longo dos últimos anos, se adaptou bem ao ambiente urbano, é de fácil procriação e pode se deslocar a grandes distâncias levado pelas correntes de ar, sendo, portanto, o principal responsável pela expansão da doença, infectando os animais e o homem. 10. A utilização das coleiras repelentes e a aplicação das vacinas nos cães são consideradas estratégias importantes no controle da LV e que, independentemente de serem adotadas pelo serviço público de saúde, devem ter seu uso amplamente propagado para minimizar aos efeitos deletérios da disseminação da doença. 11. A Comissão deverá propor a criação de um programa estadual que vise integrar os médicos veterinários da iniciativa privada e do Poder Público na padronização das ações relativas à leishmaniose, no que se refere ao exercício profissional, zelando, assim, pela

qualidade dos serviços prestados à sociedade; 12. A proibição, por parte do Ministério da Saúde (MS) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da Portaria Interministerial nº 1.426/2008, aos médicos veterinários brasileiros de tratarem seus pacientes caninos com leishmaniose visceral com medicamentos de uso humano ou sem registro e licença no MAPA, tem causado grande preocupação à classe, pois enquanto impedidos de prestarem um serviço de qualidade aos seus clientes, muitos donos de cães podem estar se aventurando sozinhos na condução do tratamento dos seus animais, gerando, com isso, consequências desconhecidas que podem colocar todos em situação de risco. 13. Foi considerada lamentável a saída dos representantes da Secretaria Estadual de Saúde e do CCZ de Campo Grande da Comissão Estadual de Leishmaniose do CRMV/MS, sem qualquer justificativa, o que deixou uma lacuna importante na organização do Simpósio, no que diz respeito à elaboração da programação, e, da mesma forma, deixará uma lacuna na condução dos trabalhos daqui por diante. 14. Também foi considerada lamentável a ausência de representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde e do CCZ de Campo Grande no Simpósio, como palestrantes, ainda que a convite por indicação dos demais membros da Comissão. Destes, apenas o CCZ confirmou a sua participação, mas na última hora não se fez presente. 15. Foi de extrema importância e relevância o apoio do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS) e da Ordem dos Advogados do Brasil/Mato Grosso do Sul (OAB/MS) na realização do Simpósio, bem como a participação da Procuradoria Geral de Justiça, do Juiz Federal, do Presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB/MS, do Presidente do CRMV/TO e do Presidente do CFMV no evento. 16. Participaram do Simpósio 150 profissionais entre médicos veterinários, médicos e advogados, e também acadêmicos de medicina veterinária. 17. A Comissão firma o compromisso de realizar o “II Simpósio Sul-Mato-Grossense de Leishmaniose” no ano de 2011.

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CRMV-MS 15


Ecologia Guia de aves Mata Atlântica Paulista

Guia de aves Mata Atlántica Paulista – 132 páginas Versão em PDF (gratuita): http://verd.in/k7v Compra da versão impressa: (11) 2997-5000

O Guia de aves Mata Atlântica Paulista, produzido pelo WWFBrasil e pela Fundação Florestal do Estado de São Paulo com o apoio do HSBC, tem como objetivo incentivar a prática da observação de aves (birdwatching). Este guia se refere às aves que vivem em ambientes serranos como florestas de encostas, topos de morros e campos de altitude; eventualmente podem ocorrer em cotas mais baixas. As unidades que protegem esses tipos de ambientes estão localizadas nas Serras do Mar e de Paranapiacaba, bem como em outras áreas serranas do Estado de São Paulo, como a Serra da Cantareira e o Maciço da Juréia. A Mata Atlântica é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo e também é muito rica em aves. Sua avifauna inclui mais de 600 espécies, das quais cerca de 160 são endêmicas, isto é, não existem em nenhum outro tipo de ambiente no mundo.

Avistar 2011: a grande festa das aves brasileiras

5º Concurso Avistar de Fotografia de Aves. Inscrições a partir do dia 25 de janeiro de 2011: www.avistarbrasil. com.br/concurso/2011/

O 6º Encontro Brasileiro de Observação de Aves – AVISTAR 2011, acontecerá em maio, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, e oferecerá palestras, mini-cursos, oficinas e observação de aves para inciantes. O foco do evento é o incentivo à conservação, ao turismo,

ao lazer e ao conhecimento. Paralelamente, também ocorrerão o 5º Concurso Avistar de Fotografia de Aves e a feira AVISTAR. A feira será aberta ao público, de acesso gratuito e contará com a participação de diversos setores:

• hotéis e pousadas; • fotografia; • binóculos e aparelhos de som; • livros, CDs e DVDs; • parques e reservas • Secretarias de Turismo; • entidades de preservação.

Aplicativo para celular mostra aves da Mata Atlântica e ajuda a financiar projetos da WWF-Brasil

O aplicativo Aves do Brasil – Mata Atlântica é compatível com os seguintes aparelhos: iPhone, iPod Touch e iPad.

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Aves do Brasil – Mata Atlântica é um aplicativo do Planeta Sustentável (www. planetasustentavel.abril.com.br) que funciona como um verdadeiro guia de campo para identificação de espécies. Produzido pela área de Conteúdo Digital do Guia Quatro Rodas em parceria com a Editora Avis Brasilis, traz 345 pássaros com ilustrações e textos de Tomas Sigrist, o mais respeitado autor de guias de campo para observação de aves (birdwatching) no país. A versão completa custa US$ 6,99 e pode ser adquirida na iTunes Store. Há também uma versão grátis, com 30 aves, para quem quer testar as funcionalidades.

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