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Ortopedia

Agenesia bilateral de rádio em felino (Felis catus domesticus) – relato de caso

Diagnóstico por imagem

Tomografia computadorizada em pequenos animais – aplicações na avaliação abdominal

Bilateral radial agenesis in a cat (Felis catus domesticus) – case report Agenesia bilateral de radio en gato (Felis catus domesticus) – relato de caso

Computed tomography in small animals – applications in abdominal evaluation Tomografía computarizada en pequeños animales – su uso en la evaluación abdominal

Cardiologia

Cirurgia

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Insuficiência cardíaca congestiva secundária à anomalia de Ebstein em um boxer de cinco meses de idade – relato de caso

Congestive heart failure secondary to Ebstein`s anomaly in a five-month-old boxer – case report Insuficiencia cardíaca congestiva secundaria a anomalía de Ebstein en un bóxer de cinco meses de edad – relato de caso

Cardiologia

Uso do pimobendan no tratamento da insuficiência cardíaca – revisão de literatura Use of pimobendan in the treatment of heart failure – literature review Uso del pimobendan en el tratamiento de la insuficiencia cardiaca – revisión de la literatura

Odontologia

58

The use of metallic cast post and core in the coronal reconstruction with full cast metal crowns in dogs – literature review Retenedores intrarradiculares metálicos en la reconstrucción coronal con restauración metálica fundida (RMF) en perros. Revisión de la literatura

Novas diretrizes vacinais para cães – uma abordagem técnica e ética New vaccination directives for dogs – a technical and ethical approach Nuevas criterios de vacunación en perros – una visión técnica y ética

Diagnóstico por imagem Densitometria óssea pelo método de tomografia computadorizada quantitativa em cães e gatos – revisão

Bone densitometry by quantitative computed tomography in dogs and cats – literature review Densitometría ósea por tomografía computarizada cuantitativa en perros y gatos – revisión de la literatura

4

100

Uretrostomia pré-púbica após ruptura uretral em felino com doença do trato urinário inferior Pre-pubic urethrostomy after urethral rupture in feline with urinary tract disease Uretrostomia pre púbica por ruptura uretral en un felino con enfermedad del tracto urinario inferior

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Retentores intrarradiculares metálicos na reconstrução coronal com restauração metálica fundida (RMF) em cães – revisão de literatura

Clínica médica

89

66

82

@ Na internet FACEBOOK www.facebook.com/ClinicaVet TWITTER www.twitter.com/ClinicaVet Site ww.revistaclinicaveterinaria.com.br

Contato Editora Guará Ltda. Dr. José Elias 222 - Alto da Lapa 05083-030 São Paulo - SP, Brasil Central de assinaturas: 0800 891.6943 cvassinaturas@editoraguara.com.br Telefone/fax: (11) 3835-4555 / 3641-6845

Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, março/abril, 2012


Saúde pública

Web Leish Conference

Bem-estar animal

Saiba como denunciar casos de maus-tratos

Desenvolvimento sustentável

• Avistar 2012 • O tráfico de animais e as limitações da sua repressão

Medicina veterinária do coletivo

Abrigos de animais na Califórnia e no Oregon, EUA, recebem comitiva paranaense

Notícias

• Argentina: época propícia para unir lazer com atualização profissional • Próteses e órteses para animais • Popularização do acesso aos cães • Práticas veterinárias na África do Sul

22 24

Arquitetura e construção

106

Livros

108

Sendo o arquiteto

• Acupuntura na prática clínica veterinária • O céu dos cachorros

6

12 16 20

Medicina veterinária legal

110

Equipamentos

112

Conferência internacional anual e worshops compõem a agenda 2012 de eventos em ciências forenses da IVFSA Videoscópio Pet Vídeo Imagin

Pet food

114 116

Lançamentos

118

Gestão, marketing & estratégia O programa 5S aplicado na veterinária

IV Congresso Internacional e XI Simpósio sobre Nutrição de Animais de Estimação • Tratamento das dermatopatias alérgicas • Linha Fito Organic • Odorizante de ambientes e neutralizador de odores

Guia veterinário

Produtos e serviços para o mercado pet e veterinário

Vet Agenda

Eventos nacionais e internacionais ligados à medicina veterinária de pequenos animais

Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 96, janeiro/fevereiro, 2012

120 128


O

mês de março de 1996 marcou o lançamento da edição n. 1 da revista Clínica Veterinária. Na época, uma revista de apenas 32 páginas, mas que naquele momento foi muito importante, pois atendia a uma necessidade evidente do mercado. Algumas adaptações editoriais foram realizadas ao longo desses dezessete anos de publicação. Porém, o panorama atual pede mudanças concretas e começamos a colocá-las em prática na primeira edição de 2012, que chegou ao mercado bastante reformulada, a começar pela concepção da capa. Assim como a revista impressa, que ganhou nova identidade visual, a versão na internet também tem novidades. Vale a pena dar uma olhada no novo sítio, com design moderno e um sistema mais eficiente de pesquisa dos artigos.

EDITORES / PUBLISHERS

Arthur de Vasconcelos Paes Barretto editor@editoraguara.com.br CRMV-MG 10.684 - www.crmvmg.org.br

Maria Angela Sanches Fessel cvredacao@editoraguara.com.br CRMV-SP 10.159 - www.crmvsp.gov.br

PUBLICIDADE / ADVERTISING midia@editoraguara.com.br

EDITORAÇÃO ELETRÔNICA / DESKTOP PUBLISHING Editora Guará Ltda.

CAPA / COVER

Pretty kitten sitting mini chair / Linn Currie

www.revistaclinicaveterinaria.com.br

É uma satisfação poder comunicar estas inovações nesta edição de aniversário e no ano em que publicaremos em setembro, justamente no mês do médico veterinário, a centésima edição da Clínica Veterinária. Como forma de estender esse sentimento a toda a comunidade que nos acompanha, estamos reativando o concurso de melhor artigo científico, que terá início a partir da edição de maio/junho e que contará com o patrocínio da Brasmed (www.brasmed.com.br). Em breve, as normas estarão disponíveis na internet e também serão publicadas na edição de mai/jun/2012. Participem!

Clínica Veterinária é uma revista técnico-científica bimestral, dirigida aos clínicos veterinários de pequenos animais, estudantes e professores de medicina veterinária, publicada pela Editora Guará Ltda. As opiniões em artigos assinados não são necessariamente compartilhadas pelos editores. Os conteúdos dos anúncios veiculados são de total responsabilidade dos anunciantes. Não é permitida a reprodução parcial ou total do conteúdo desta publicação sem a prévia autorização da editora.

Arthur de Vasconcelos Paes Barretto Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, março/abril, 2012

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CONSULTORES CIENTÍFICOS Adriano B. Carregaro

Clarissa Niciporciukas

Hector Daniel Herrera

Leonardo Pinto Brandão

Masao Iwasaki

Alceu Gaspar Raiser

Clair Motos de Oliveira

Hector Mario Gomez

Leucio Alves

Mauro J. Lahm Cardoso

FZEA/USP carregaro@usp.br

DCPA/CCR/UFSM raisermv@gmail.com

Alessandra M. Vargas

Endocrinovet alessandra@endocrinovet.com.br

Alexandre Krause

FMV/UFSM alexandre_krause@yahoo.com.br

Alexandre Lima Andrade CMV/Unesp-Aracatuba landrade@fmva.unesp.br

Alexander Welker Biondo UFPR, UI/EUA abiondo@uiuc.edu

Aloysio M. F. Cerqueira UFF amfcerqueira@uol.com.br

Ana Claudia Balda FMU, Hovet Pompéia anabalda@terra.com.br

Ana Paula F. L. Bracarense DCV/CCA/UEL anapaula@uel.br

André Luis Selmi

Anhembi/Morumbi e Unifran andre_selmi@yahoo.com.br

Angela Bacic de A. e Silva FMU angelbac2002@yahoo.com.br

Antonio M. Guimarães DMV/UFLA amg@ufla.br

Aparecido A. Camacho FCAV/Unesp-Jaboticabal camacho@fcav.unesp.br

A. Nancy B. Mariana FMVZ/USP anbmaria@usp.br

Arlei Marcili

ICB/USP amarcili@usp.br

Aulus C. Carciofi

FCAV/Unesp-Jaboticabal aulus@fcav.unesp.br

Aury Nunes de Moraes UESC a2anm@cav.udesc.br

Ayne Murata Hayashi FMVZ/USP aynemurata@ig.com.br

Benedicto W. De Martin FMVZ/USP; IVI ivi@ivi.vet.br

Berenice Avila Rodrigues Médica veterinária autônoma berenice@portoweb.com.br

Camila I. Vannucchi FMVZ/USP cacavann@usp.br

Carlos Alexandre Pessoa Médico veterinário autônomo animalexotico@terra.com.br

Carlos Eduardo S. Goulart FTB carlosedgoulart@hotmail.com

Carlos Roberto Daleck FCAV/Unesp-Jaboticabal daleck@fcav.unesp.br

Cassio R. Auada Ferrigno FMVZ/USP cassioaf@usp.br

Ceres Faraco

FACCAT/RS ceresfaraco@gmail.com

César Augusto D. Pereira UAM, UNG, UNISA dinolaca@hotmail.com

Christina Joselevitch

IP/USP christina.joselevitch@gmail.com

Cibele F. Carvalho

UNICSUL cibelefcarvalho@terra.com.br

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ANCLIVEPA-SP clarissa@usp.br FMVZ/USP cmoliv@usp.br

Cleber Oliveira Soares EMBRAPA cleber@cnpgc.embrapa.br

Cristina Massoco

Univ. de Buenos Aires hdh@fvet.uba.ar EMV/FERN/UAB hectgz@netscape.net

Hélio Autran de Moraes

Dep. Clin. Sci./Oregon S. U. helio.demorais@oregonstate.edu

Merial Saúde Animal leobrandao@yahoo.com FMV/UFRPE leucioalves@gmail.com

Luciana Torres

FMVZ/USP lu.torres@terra.com.br

Hélio Langoni

Lucy M. R. de Muniz

Heloisa J. M. de Souza

Luiz Carlos Vulcano

FMVZ/UNESP-Botucatu hlangoni@fmvz.unesp.br

FMVZ/Unesp-Botucatu lucy_marie@uol.com.br

FMV/UFRRJ justen@centroin.com.br

FMVZ/Unesp-Botucatu vulcano@fmvz.unesp.br

UFSM/URNERGS cmdaniel@terra.com.br

ODONTOVET odontovet@odontovet.com

FMVZ/Unesp-Botucatu henrique@fmvz.unesp.br

FMV/UFF macieiradb@vm.uff.br

Koala H. A. e Inst. Dog Bakery iaralevino@yahoo.com.br

Salles Gomes C. Empresarial cmassoco@gmail.com

Daisy Pontes Netto FMV/UEL rnetto@uel.br

Daniel Curvello de M. Müller Herbert Lima Corrêa

Luiz Henrique Machado

Daniel Macieira

Iara Levino dos Santos

Marcello Otake Sato

Iaskara Saldanha

Marcelo A. B. V. Guimarães

Denise T. Fantoni FMVZ/USP dfantoni@usp.br

Dominguita L. Graça FMV/UFSM dlgraca@gmail.com

Edgar L. Sommer

PROVET edgarsommer@sti.com.br

Edison L. P. Farias UFPR elpf@uol.com.br

Eduardo A. Tudury DMV/UFRPE eat@dmv.ufrpe.br

Elba Lemos

Idael C. A. Santa Rosa UFLA starosa@ufla.br

Ismar Moraes FMV/UFF fisiovet@vm.uff.br

James N. B. M. Andrade FMV/UTP jamescardio@hotmail.com

Jane Megid

FMVZ/Unesp-Botucatu jane@fmvz.unesp.br

Janis R. M. Gonzalez

FioCruz-RJ elemos@ioc.fiocruz.br

Elisangela de Freitas FMVZ/Unesp-Botucatu elisangela@odontovet.com

Fabiano Montiani-Ferreira FMV/UFPR fabiomontiani@hotmail.com

Fabiano Séllos Costa DMV/UFRPE fabianosellos@hotmail.com

Fernando C. Maiorino FEJAL/CESMAC/FCBS fcmaiorino@uol.com.br

Fernando de Biasi DCV/CCA/UEL biasif@yahoo.com

Fernando Ferreira

FMVZ/USP fernando@vps.fmvz.usp.br

Flávia R. R. Mazzo Provet flamazzo@gmail.com

Flavia Toledo

FMV/UEL janis@uel.br

Jairo Barreras

FioCruz jairo@ioc.fiocruz.br

Jean Carlos Ramos Silva UFRPE, IBMC-Triade jean@triade.org.br

João G. Padilha Filho FCAV-Unesp-Jaboticabal padilha@fcav.unesp.br

João Pedro A. Neto

UAM joaopedrovet@hotmail.com

Jonathan Ferreira

Odontovet jonathan@odontovet.com

José Alberto P. da Silva FMVZ/USP ja.ps@uol.com.br

José de Alvarenga FMVZ/USP alangarve@terra.com.br

Jose Fernando Ibañez

Univ. Estácio de Sá toledo-f@ig.com.br

FALM/UENP ibanez@uenp.edu.br

Flavio Massone

FMVZ/Unesp-Botucatu btflama@uol.com.br

Francisco J. Teixeira Neto FMVZ/Unesp-Botucatu fteixeira@fmvz.unesp.br

Francisco Marlon C. Feijo UFERSA marlonfeijo@yahoo.com.br

Franz Naoki Yoshitoshi Provet franz.naoki@terra.com.br

Geovanni Dantas Cassali ICB/UFMG cassalig@icb.ufmg.br

Geraldo Márcio da Costa DMV/UFLA gmcosta@ufla.br

Gerson Barreto Mourão ESALQ/USP gbmourao@esalq.usp.br

Hannelore Fuchs

Provet, Lab. Badiglian iaskara.silva@gmail.com

Instituto PetSmile afuchs@amcham.com.br

FM/UFTO otake@uft.edu.br FMVZ/USP mabvg@usp.br

Marcelo Bahia Labruna FMVZ/USP labruna@usp.br

Marcelo de C. Pereira FMVZ/USP marcelcp@usp.br

Marcelo Faustino

FMVZ/USP marcellus_f@yahoo.com.br

Marcia Kahvegian FMVZ/USP makahve@hotmail.com

Juliana Brondani

FMVZ/Unesp-Botucatu jtbrondani@yahoo.com

Juliana Werner

Lab. Werner e Werner juliana@werner.vet.br

Julio C. Cambraia Veado FMVZ/UFMG cambraia@vet.ufmg.br

Julio Cesar de Freitas UEL freitasj@uel.br

Karin Werther

FCAV/Unesp-Jaboticabal werther@fcav.unesp.br

Michele A. F. A. Venturini ODONTOVET michele@odontovet.com

Michiko Sakate

FMVZ/Unesp-Botucatu michikos@fmvz.unesp.br

Miriam Siliane Batista FMV/UEL msiliane@uel.br

Moacir S. de Lacerda UNIUBE moacir.lacerda@uniube.br

Monica Vicky Bahr Arias FMV/UEL vicky@uel.br

Nadia Almosny FMV/UFF mcvalny@vm.uff.br

Nayro X. Alencar FMV/UFF nayro@vm.uff.br

Nei Moreira

CMV/UFPR neimoreira@ufpr.br

Nilson R. Benites

Marcia M. Kogika

FMVZ/USP nkasai@usp.br

Marcio B. Castro

FMV/Unesp-Botucatu rochanoeme@fmvz.unesp.br

Marcio Dentello Lustoza

FMV/UFFe FioCruz labarthe@centroin.com.br

Marcio Bruneto

DCV/CCA/UEL pmendes@uel.br

Márcio Garcia Ribeiro

FMVZ/USP pmaiorka@yahoo.com

Marco Antonio Gioso

FMVZ/Unesp-Botucatu pauloiamaguti@ig.com.br

Marconi R. de Farias

UNIMES, UNIBAN pssalzo@ig.com.br

Maria Cecilia Rui Luvizotto

FMVZ/USP pauloeye@usp.br

Nobuko Kasai

FMVZ/USP mmkogika@usp.br

Noeme Sousa Rocha

UNB mbcastro2005@yahoo.com.br

Norma V. Labarthe

Biogénesis-Bagó Saúde Animal mdlustoza@uol.com.br

Patrícia Mendes Pereira

FMVZ/USP-Pirassununga brunettovet@yahoo.com.br FMVZ/Unesp-Botucatu mgribeiro@fmvz.unesp.br FMVZ/USP gioso@usp.br

PUC-PR marconi.farias@pucpr.br CMV/Unesp-Aracatuba ruimcl@fmva.unesp.br

Maria Cristina F. N. S. Hage

José Ricardo Pachaly

FMVZ/USP robertok@fmvz.usp.br

Psicologia PUC-SP maurolantzman@gmail.com

UAM e UNISA marciajerico@hotmail.com

FMV/UFF mcnobre@predialnet.com.br

José Roberto Kfoury Júnior

Mauro Lantzman

FMVZ/USP benites@usp.br

José Luiz Laus

UNIPAR pachaly@uol.com.br

FALM/UENP maurolahm@uenp.edu.br

Márcia Marques Jericó

FMV/UFV crishage@ufv.br

FCAV/Unesp-Jaboticabal jllaus@fcav.unesp.br

FMVZ/USP miwasaki@usp.br

Maria Cristina Nobre

Maria de Lourdes E. Faria VCA/SEPAH

Paulo César Maiorka Paulo Iamaguti Paulo S. Salzo

Paulo Sérgio M. Barros Pedro Germano FSP/USP pmlgerma@usp.br

Pedro Luiz Camargo DCV/CCA/UEL p.camargo@uel.br

Rafael Almeida Fighera

FMV/UFSM anemiaveterinaria@yahoo.com.br

Maria Isabel Mello Martins

Rafael Costa Jorge

Maria Jaqueline Mamprim

Regina H. R. Ramadinha

Maria Lúcia Zaidan Dagli

Renata Navarro Cassu

Marion B. de Koivisto

Renée Laufer Amorim

Marta Brito

Ricardo Duarte

DCV/CCA/UEL imartins@uel.br

Hovet Pompéia rc-jorge@uol.com.br

FMVZ/Unesp-Botucatu jaquelinem@fmvz.unesp.br

FMV/UFRRJ regina@vetskin.com.br

FMVZ/USP malu021@yahoo.com

Unoeste-Pres. Prudente renavarro@uol.com.br

CMV/Unesp-Araçatuba koivisto@fmva.unesp.br

FMVZ/Unesp-Botucatu renee@fmvz.unesp.br

FMVZ/USP mbrito@usp.br

Hovet Pompéia netuno2000@hotmail.com

Mary Marcondes

CMV/Unesp-Araçatuba marcondes.mary@gmail.com

Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, março/abril, 2012

Ricardo Souza Vasconcellos

CAV/UDESC ricardo.souza.vasconcellos@gmail.com


Ricardo G. D´O. de C. Vilani UFPR vilani@ufpr.br

Rita de Cassia Garcia FMV/USP rita@vps.fmvz.usp.br

Rita de Cassia Meneses IV/UFRRJ cassia@ufrrj.br

Rita Leal Paixão

FMV/UFF rita_paixao@uol.com.br

Robson F. Giglio

Hosp. Cães e Gatos 24h; Unicsul robsongiglio@gmail.com

Rodrigo Gonzalez FMV/Anhembi-Morumbi rgonzalez@globo.com

Rodrigo Mannarino FMVZ/Unesp-Botucatu r.mannarino@uol.com.br

Ronaldo Casimiro da Costa CVM/Ohio State University dacosta.6@osu.edu

Ronaldo G. Morato

CENAP/ICMBio ronaldo.morato@icmbio.gov.br

Rosângela de O. Alves EV/UFG rosecardio@yahoo.com.br

Rute Chamie A. de Souza UFRPE/UAG rutecardio@yahoo.com.br

Ruthnéa A. L. Muzzi DMV/UFLA ralmuzzi@ufla.br

Sady Alexis C. Valdes ICBIM/UFU sadyzola@uol.com.br

Sheila Canavese Rahal FMVZ/Unesp-Botucatu sheilacr@fmvz.unesp.br

Silvia E. Crusco

UNIP/SP silviacrusco@terra.com.br

Silvia Neri Godoy UICMBio Sede silng@uol.com.br

Silvia R. G. Cortopassi FMVZ/USP silcorto@usp.br

Silvio Arruda Vasconcellos FMVZ/USP savasco@usp.br

Silvio Luis P. de Souza FMVZ/USP, UAM slpsouza@usp.br

Simone Gonçalves

Hemovet/Unisa simonegoncalves_br@yahoo.com.br

Stelio Pacca L. Luna FMVZ/Unesp-Botucatu stelio@fmvz.unesp.br

Suely Nunes E. Beloni DCV/CCA/UEL beloni@uel.br

Tilde Rodrigues Froes Paiva FMV/UFPR tilde9@hotmail.com

Valéria Ruoppolo

Int. Fund for Animal Welfare vruoppolo@uol.com.br

Vamilton Santarém

Unoeste vsantarem@itelefonica.com.br

Vania Maria de V. Machado FMVZ/Unesp-Botucatu vaniamvm@fmvz.unesp.br

Viviani de Marco

UNISA, Hosp. Vet. Pompéia vivianidemarco@terra.com.br

Wagner S. Ushikoshi

FMV/UNISA e FMV/CREUPI wushikoshi@yahoo.com.br

Zalmir S. Cubas

Itaipu Binacional cubas@foznet.com.br

Instruções aos autores Artigos científicos inéditos, como trabalhos de pesquisa, revisões de literatura e relatos de caso, enviados à redação são avaliados pela equipe editorial. Em face do parecer inicial, o material é encaminhado aos consultores científicos. A equipe decidirá sobre a conveniência da publicação, de forma integral ou parcial, encaminhando ao autor sugestões e possíveis correções. Relatos de casos são utilizados para apresentação de casos de interesse, quer seja pela raridade, evolução inusitada ou técnicas especiais, que são discutidas detalhadamente. Revisões são utilizadas para o estudo aprofundado de informações atuais referentes a um determinado assunto, a partir da análise criteriosa dos trabalhos de pesquisadores de todo o meio científico, publicados em periódicos de qualidade. Uma revisão deve apresentar no máximo até 15% de seu conteúdo provenientes de livros e no máximo 20% de artigos com mais de dez anos de publicação. Trabalhos de pesquisa são utilizados para apresentar resultados, discussões e conclusões de pesquisadores que exploram fenômenos ainda não completamente conhecidos ou estudados. Nesses trabalhos, o bemestar animal deve sempre receber atenção especial. Para a primeira avaliação, os autores devem enviar pela internet (cvredacao@editoraguara.com.br) um arquivo texto (.doc) com o trabalho, acompanhado de imagens digitalizadas em formato .jpg . As imagens digitalizadas devem ter, no mínimo, resolução de 300 dpis na largura de 9cm. Se os autores não possuírem imagens digitalizadas, devem encaminhar pelo correio ao nosso departamento de redação cópias das imagens originais (fotos, slides ou ilustrações – acompanhadas de identificação de propriedade e autor). Devem ser enviadas tambem a identificação de todos os autores do trabalho (nome completo por extenso, RG, CPF, endereço residencial com cep, telefones e email). Além dos nomes completos, devem ser informadas as instituições às quais os autores estejam vinculados, bem como seus títulos no momento em que o trabalho foi escrito. Todos os artigos, independentemente da sua categoria, devem ser redigidos em língua portuguesa e acompanhados de versões em língua inglesa e espanhola de: título, resumo (de 700 a 800 caracteres) e unitermos (3 a 6). Os títulos devem ser claros e ser grafados em letras minúsculas – somente a primeira letra da primeira palavra deve ser grafada em letra maiúscula. Os resumos devem ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões, de forma concisa, dos pontos relevantes do trabalho apresentado. Os unitermos não devem constar do título. Devem ser dispostos do mais abrangente para o mais específico (eg, “cães, cirurgias, abcessos, próstata). Verificar se os unitermos escolhidos constam dos “Descritores em Ciências de Saúde” da Birem (http://decs.bvs.br/). Revisões de literatura não devem apresentar o subtítulo “Conclusões”. Sugere-se “Considerações finais”. Não há especificação para a quantidade de páginas, dependendo esta do conteúdo explorado. Os assuntos devem ser abordados com objetividade e clareza, visando o público leitor – o clínico veterinário de pequenos animais. Utilizar fonte arial tamanho 10, espaço simples e uma única coluna. As margens superior, inferior e laterais devem apresentar até 3cm. Não deixar linhas em

branco ao longo do texto, entre títulos, após subtítulos e entre as referências. No caso de todo o material ser remetido pelo correio, devem necessariamente ser enviados, além de uma apresentação impressa, uma cópia em CD-rom. Imagens como fotos, tabelas, gráficos e ilustrações não podem ser cópias da literatura, mesmo que seja indicada a fonte. Devem ser utilizadas imagens originais dos próprios autores. Imagens fotográficas devem possuir indicação do fotógrafo e proprietário; e quando cedidas por terceiros, deverão ser obrigatoriamente acompanhadas de autorização para publicação e cessão de direitos para a Editora Guará (fornecida pela Editora Guará). Quadros, tabelas, fotos, desenhos, gráficos deverão ser denominados figuras e numerados por ordem de aparecimento das respectivas chamadas no texto. Imagens de microscopia devem ser sempre acompanhadas de barra de tamanho e nas legendas devem constar as objetivas utilizadas. Evitar citar comentários que constem das introduções de trabalhos de pesquisa para não incorrer em apuds. Procurar se restringir ao "Material e métodos" e às "Conclusões" dos trabalhos. Sempre buscar pelas referências originais consultadas por esses autores. As referências serão indicadas ao longo do texto apenas por números sobrescritos ao texto, que corresponderão à listagem ao final do artigo – autores e datas não devem ser citados no texto. Esses números sobrescritos devem ser dispostos em ordem crescente, seguindo a ordem de aparecimento no texto, e separados apenas por vírgulas (sem espaços). Quando houver mais de dois números em sequência, utilizar apenas hífen (-) entre o primeiro e o último dessa sequência, por exemplo cão 1,3,6-10,13. A apresentação das referências ao final do artigo deve seguir as normas atuais da ABNT 2002 (NBR 10520). Utilizar o formato v. para volume, n. para número e p. para página. Não utilizar “et al” – todos os autores devem ser relacionados. Não abreviar títulos de periódicos. Sempre utilizar as edições atuais de livros – edições anteriores não devem ser utilizadas. De modo geral, não serão aceitos apuds, somente sendo utilizados para literatura não localizada e obras antigas de difícil acesso. As citações de obras da internet devem seguir o mesmo procedimento das citações em papel, apenas com o acréscimo das seguintes informações: “Disponível em: <http://www.xxxxxxxxxxxxxxx>. Acesso em: dia de mês de ano.” Somente utilizar o local de publicação de periódicos para títulos com incidência em locais distintos, como, por exemplo: Revista de Saúde Pública, São Paulo e Revista de Saúde Pública, Rio de Janeiro. De modo geral, não são aceitas como fontes de referência periódicos ou sites não indexados. Não utilizar SID, BID e outros. Escrever por extenso “a cada 12 horas”, “a cada 6 horas” etc. Com relação aos princípios éticos da experimentação animal, os autores deverão considerar as normas do SBCAL (Sociedade Brasileira de Ciência de Animais de Laboratório). Informações referentes a produtos utilizados no trabalho devem ser apresentadas em rodapé, com chamada no texto com letra sobrescrita ao princípio ativo ou produto. No rodapé devem constar o nome comercial, fabricante, cidade e estado. Para produtos importados, informar também o país de origem, o nome do importador/distribuidor, cidade e estado.

Revista Clínica Veterinária / Redação Rua dr. José Elias 222 CEP 05083-030 São Paulo - SP cvredacao@editoraguara.com.br

Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, março/abril, 2012

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SAÚDE PÚBLICA

Web Leish Conference

Por Arthur de Vasconcelos Paes Barretto CRMV-MG 10.684

D

oenças caninas transmitidas por vetores são uma ameaça global crescente. Elas são transmitidas por meio do repasto sanguíneo de ectoparasitas como carrapatos, pulgas, mosquitos e flebotomíneos. Entre as mais conhecidas por veterinários de todo o mundo estão a babesiose, a dirofilariose e a leishmaniose visceral. Com o objetivo de fornecer informações atuais e relevantes para os clínicos veterinários sobre as doenças caninas transmitidas por vetores a Canine Vector-Borne Diseases (CVBD) mantém um site (www.cvbd.org) sempre abastecido de informações científicas. Essas informações são provenientes do CVBD World Forum, evento realizado anualmente desde 2006. Para este ano está previsto o 7th International Symposium for Canine Vector-Borne Diseases, que terá dois módulos importantes: Web Leish Conference e Web Flea & Tick Born Diseases

Não perca tempo! Acesse o endereço http://www.cvbdwebconference2012.com , escolha seu idioma de preferência, faça sua inscrição e assista, no seu idioma escolhido, as instruções, transmitidas por Norbert Mencke (head a Global Veterinary Services - Companion Animal Products, Bayer Animal Health), para a sua participação interativa no 7th International Symposium for Canine Vector-Borne Diseases (CVBD)

Conference. O evento ocorrerá no dia 28 de março, em Berlim, na Alemanha e, como nos anos anteriores, contará com a participação de especialistas de renome internacional. O grande destaque deste ano é a transmissão do evento no formato Web Conference (video-

conferência). Todas as discussões dos casos clínicos apresentados pelos especialistas e informações relevantes para o controle da leishmaniose e enfermidades transmitidas por pulgas e carrapatos, incluindo aspectos clínicos e prevenção, serão traduzidas para cinco

O sítio www.cvbd.org traz inúmeras informações sobre doenças caninas transmitidas por vetores. Uma delas é o mapa de ocorrência das enfermidades. Acima, na imagem da esquerda, verifica-se a ampla distribuição da leishmaniose visceral canina. Já na imagem da direita, que se refere à doença de Lyme, verifica-se uma pequena faixa de ocorrência no Brasil

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Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, março/abril, 2012


7th International Symposium for Canine Vector-Borne Diseases. Inscreva-se. É gratuito e rápido

idiomas: inglês, espanhol, francês, italiano e alemão. Além de os médicos veterinários poderem inscrever-se e acompanhar as apresentações, será possível interagir por meio de perguntas. Na programação científica do Web Leish Conference, é importante destacar que os diferentes casos clínicos de leishmaniose serão apresentados pelos seguintes especialistas de renome internacional: • Gaetano Oliva, Prof., DVM, PhD Departamento de Ciência Clínica Veterinária, Universidade de Nápoles, Federico II, Itália • Guadalupe Miró, Prof. Asoc., DVM, PhD, Dipl. EVPC Departamento de Sanidade Animal, Faculdade de Veterinária, Universidade Complutense de Madri, Espanha • Lluís Ferrer, Prof., DVM, PhD, Dipl. ECVD Departamento de Medicina e Cirurgia Animal, Universidade Autônoma de Barcelona, Espanha • Luís Cardoso, DVM, MSc, PhD, Dipl. EVPC Departamento de Ciências Veterinárias, Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal • Patrick Bourdeau, Prof., DVM, PhD, Dipl. EVPC, Dipl. ECVD, Agrégé ENV

Unidade de Dermatologia, Parasitologia e Micologia, Escola Nacional de Veterinária, Agronegócio e Alimentação Nantes-Atlantique (ONIRIS), França A Web Conference terá como moderador o professor Gad Baneth, DVM, PhD, Dipl. ECVCP, especialista reconhecido internacionalmente, da Faculdade de Medicina Veterinária Hebrew University, Israel. É importante estar atento aos horários de transmissão, pois eles seguirão o horário central europeu. Para dirimir dúvidas, consulte sites que fornecem o horário local de diversas cidades do mundo, como o www.horadomundo.com. Atualmente, em face das inúmeras discussões que vêm ocorrendo sobre as políticas públicas que envolvem a prevenção e o controle da leishmaniose viseceral no Brasil, é muito bem-vinda e bastante apropriada a realização de um evento como este, repleto de especialistas de renome internacional e que traz a possibilidade tanto de participação quanto de interação por meio de mecanismos que permitirão a realização de perguntas on line. Increva-se, compartilhe e participe, pois é muito importante a divulgação global do que deve ser preconizado para a prevenção, o controle e o tratamento da leishmaniose visceral.

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SAÚDE PÚBLICA

Simpósio Mineiro sobre Leishmaniose

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ntre os dias 22 e 24 de maio de 2012 será realizado o “SIMILE: Simpósio Mineiro sobre Leishmaniose”, no auditório da Escola de Veterinária da UFMG, em Belo Horizonte, MG. O simpósio promoverá a reflexão sobre aspectos clínicos, epidemiológicos, de prevenção e controle da leishmaniose visceral (LV) e a discussão de novas estratégias, mais viáveis e efetivas, para serem empregadas nos Programas de Vigilância e Controle. Serão ofertadas 150 vagas. Para inscrições realizadas até o dia 31 de março, o investimento será de R$ 80,00 para estudantes e R$ 100,00 para profissionais. A partir do dia 1º de abril, os valores serão reajustados para R$90,00 e R$120,00, respectivamente. No caso de vagas remanescentes no dia do evento, será cobrado o valor único de R$140,00. As inscrições serão efetivadas somente após o pagamento do boleto e posterior envio do comprovante para o e-mail do evento. Tópicos programados O cão no cenário atual Leishmaniose visceral: aspectos epidemiológicos, distribuição e urbanização no Brasil Ecoepidemiologia da leishmaniose no Brasil, principalmente em Minas Gerais Outros possíveis reservatórios e vetores da leishmaniose visceral no Brasil Vigilância e controle da leishmaniose visceral Abordagem clínica, diagnóstico e tratamento canino: perspectivas e limitações Diagnóstico canino: avanços, perspectivas e limitações Educação em saúde e posse responsável de animais como ferramenta no controle da leishmaniose Métodos preventivos – vacinação Legislação – aspectos jurídicos

Inscreva-se no SIMILE. Acesse o endereço abaixo e preencha o formulário: http://congress.drsolucoes.com.br/fepmvz_cursos/curso/ inscricao.do?c=61

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Palestrantes: Dra Rosângela Ribeiro Dr. André Luis S. da Fonseca Dr. Gustavo Fontes Paz Dr. Sidney Magno da Silva Dra Andreza Pain Marcelino Dra Adriane Pimenta Costa Val Dra Fabiana Grecco Farinello Dra Maria Helena Franco Moraes Dra Danielle Ferreira Magalhães Dra Ana Lis Ferreira Bastos Soares Dr. Edelberto Santos Dias Dra Vanessa Oliveira

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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Avistar 2012

Participe da grande celebração das aves brasileiras

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Avistar 2012 é a sétima edicão do Encontro Brasileiro de Observação de Aves, a mais importante feira de observação de pássaros (birdwatching) da América Latina, ponto de encontro de todos os que observam, estudam e fotografam as aves brasileiras, marco na conservação e proteção de nossa avifauna! Realizado ao ar livre, o Avistar é uma celebração da natureza, de sua conservação e conhecimento e concretiza-se em quatro eixos principais: Congresso Avistar, Feira Avistar, Avistar Infantil e Arte Naturalista, além do tradicional Concurso Avistar de Fotografia. O Congresso Avistar conta com palestrantes internacionais, ornitólogos, observadores de aves e consagrados fotógrafos, entre outros, e oferece dezenas de palestras e oficinas.

Avistar Brasil: www.avistarbrasil.com.br

Avistar Infantil é a celebração das aves e da natureza. Educação para um futuro melhor! Oficinas que unem criatividade e sensibilização, estímulos sensórios para desenvolver o amor à natureza e o conhecimento das aves brasileiras

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A Feira Avistar é um movimentado eixo de negócios, networking e contatos de alto nível. É focada no turismo de observação e em produtos e serviços para a prática do birdwatching. A Avistar Infantil – talvez a parte mais estratégica do evento – cria as bases para um futuro de harmonia com a natureza. Os jovens e as crianças têm ali a oportunidade de entrar em contato com atividades de reconhecimento e compreensão da natureza. As aves são utilizadas como metáfora de relacionamento, por sua beleza e encanto. A Exposição de Arte Naturalista complementa o evento, oferecendo um espaço privilegiado para que a arte e a cultura celebrem a magia das aves brasileiras. Pintura, fotografia, escultura e oficinas são algumas das manifestações artísticas presentes. Mas o Avistar é também criado pela própria comunidade, com painéis e apresentações dos mais interessantes temas e estudos sobre as aves brasileiras e muito mais... Participe!

Palestras sobre importantes destinos nacionais de observação de aves

O Censo Brasileiro de Observação de Aves é uma iniciativa aberta que busca levantar dados sobre a atividade no Brasil e assim contribuir com a difusão e estruturação do turismo de observação e fotografia de aves. Para participar é simples, basta responder a algumas perguntas que estão no questionário disponível no sítio www.avistarbrasil.com.br. A pesquisa é feita de forma aberta e os dados estarão disponíveis na íntegra para todos os participantes ao final do censo. O encerramento está previsto para 15 de março de 2012.

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Bem-estar animal

Saiba como denunciar casos de maus-tratos ão poucos os municípios que se S preocupam em oferecer repressão aos casos de maus-tratos aos animais.

Recentemente, em Araraquara, SP, os casos de maus-tratos podem ser denunciados na ouvidoria da Secretaria de Meio Ambiente. O serviço criado pela prefeitura no mês de fevereiro, com o intuito de conscientizar a população, já registrou diversas chamadas. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800-774-0440 ou por e-mail: ouvmeioamb@araraquara.sp.gov.br. Independentemente de o município possuir ou não um serviço especializado, toda situação de maus-tratos pode e deve ser denunciada. A fim de orientar e tornar apta qualquer pessoa a denunciar todo tipo de maus-tratos e abuso a animais, a Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) publicou o Manual ANDA – Guia básico para denunciar maus-tratos contra animais. Por meio desse guia prático e direto, o cidadão pode contribuir para o bem-estar dos animais e ajudar na conscientização das demais pessoas, alertando para a importância de garantir os direitos animais. É importante que todos estejam cientes de que os atos de abuso e maustratos com animais configuram crime ambiental e, portanto, devem ser comunicados à polícia, que registrará a ocorrência, instaurando inquérito. A autoridade policial está obrigada a proceder à investigação de todos os fatos. Para informações sobre o Ministério Público dos diversos estados, acesse: www.redegoverno.gov.br. Para agir no momento em que se toma conhecimento de um caso de maus-tratos, é importante conhecer as leis que regem este tipo de crime e, assim, dirigir-se à autoridade competente já munido das informações necessárias. Esteja atento, pois um fato pode acontecer perto de você e a sua ação pode fazer a diferença na hora de salvar a vida de um ser vivo. Acompanhe o passo a passo publicado no Manual ANDA - Guia básico para denunciar maus-tratos contra animais e divulgue essas informações. 16

Modelo de elaboração de ‘notícia-crime’ presente no Manual ANDA - Guia básico para denunciar maus-tratos contra animais

Elas irão significar muito na luta diária para a proteção e bem-estar dos animais. O manual pode ser encontra-

do nos endereços: http://issuu.com/probem ou http://issuu.com/clinicavet.

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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O tráfico de animais e as limitações da sua repressão

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asos como o da apreensão de 1.200 canários-da-terra peruanos, ocorrida no dia 12 de janeiro de 2012, em Barueri, SP, são exemplos da fragilidade do sistema de repressão a essa atividade ilegal. As aves estavam sendo transportadas na cabine de um caminhão frigorífico que vinha do estado de Mato Grosso do Sul. Em diligência na residência do suspeito, mais centenas de canários foram encontrados. Uma vez apreendidas, as aves precisavam ser encaminhadas e receber tratamento. A Polícia Civil entrou em contato com algumas instituições oficiais responsáveis pelo recebimento de animais silvestres apreendidos oriundos do tráfico, na expectativa de que estas pudessem recepcionar as aves. Diante da negativa, dirigiram-se à ONG SOS Fauna. Os membros da ONG compareceram ao local para prestar os primeiros socorros, providenciar o transporte das aves até a SOS Fauna e dar prosseguimento ao atendimento aos animais. Os canários apreendidos são da espécie Sicalis flaveola valida, conforme laudo do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, e não devem ser soltos no Brasil. A doutoranda em genética Juliana Machado Ferreira, colaboradora da SOS Fauna, comunicou ao IBAMA-SP o problema envolvendo os canáriosda-terra peruanos e sua repatriação ao Peru, no dia 7 de fevereiro de 2012, com base nas conversações com o consulado peruano realizadas em São Paulo por iniciativa do Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, dr. Eduardo Jorge. Vale destacar que o Consulado do Peru já deu sinal verde em relação à repatriação, estando agora a decisão nas mãos do Ibama. Enquanto isso, a SOS Fauna se viu responsável por abrigar e manter vivo o grupo de canários – tarefa bastante árdua, pois toda a operação é feita com recursos obtidos pela ONG. A diária de manutenção das aves é de R$ 150,00, e o tempo de abrigo já passa de 40 dias... Isso sem contar as despesas com a construção emergencial de recintos apropriados. Retrocesso legislativo De 1967 a 1998, durante vinte e nove anos, esteve em vigor no Brasil, em proteção à fauna silvestre brasileira, a Lei n. 5.197, conhecida como Código de Caça ou Lei de Proteção à Fauna. Durante quase três décadas, quem praticasse crimes contra a fauna silvestre brasileira poderia ser punido com pena de reclusão (regime fechado), de acordo com os artigos 2º e 3º da referida lei: • Art. 2º: É proibido o exercício da caça profissional. • Art. 3º: É proibido o comércio de espécimes da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem a sua caça, per-

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seguição, destruição ou apanha. As penas aplicadas se encontravam na redação do artigo 27: Constitui crime punível com pena de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos a violação do disposto nos arts. 2º, 3º, 17º e 18º desta lei. Os traficantes de animais tinham grande temor em relação ao que lhes poderia acontecer, ou seja, ficar realmente atrás das grades. Em 1.998, a nova Lei dos Crimes Ambientais acabou por revogar os artigos 2º e 3º da Lei n. 5.197, bem como o artigo 27, das penalidades, substituídos pelo artigo 29 da nova Lei, de n. 9.605, de 13 de fevereiro de 1.998, com a seguinte redação: Art. 29. Matar, perseguir, cac?ar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida. Pena: detenção de seis meses a um ano, e multa.

O Ministério do Meio Ambiente, por meio do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), publicou uma proposta de resolução que trata da criação do encargo de tutor de animais silvestres provenientes de apreensão e do cadastro de depositários. A proposta está registrada em processo n. 02000.002732/2009-14. Porém, para os que conhecem a forma de funcionamento do tráfico de animais no Brasil, em especial as ONGs que abrigam os animais vítimas de apreensão e não recebem nenhuma ajuda por isso, a proposta significa retrocesso. Por isso, foi elaborado um abaixo assinado no sítio Petição Pública: www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=CONAMA

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MEDICINA VETERINÁRIA DO COLETIVO

Abrigos de animais na Califórnia e no Oregon, EUA, recebem comitiva paranaense rofessores do Departamento de P Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pro-

fissionais da prefeitura de Curitiba realizaram no mês de fevereiro uma série de visitas a instituições de ensino e pesquisa e abrigos de animais (animal shelters) nos estados da Califórnia e do Oregon, costa oeste dos Estados Unidos. O professor Ivan Barros, diretor do Hospital Veterinário da UFPR e participante do Projeto de Extensão Carroceiro, comandou uma equipe de profissionais que teve por objetivo firmar parcerias e compartilhar experiências na área de animais de rua e abandonados. O prof. Ivan comentou: "Nosso Hospital Veterinário precisa estar em sintonia com o que há de mais avança-

Médicos veterinários, residentes e alunos da Universidade da Califórnia, Davis, castram 120 gatos em um único dia no Abrigo de Animais de Sacramento da Sociedade Americana para Prevenção de Crueldade aos Animais - SSPCA

Alexander Biondo, Hélio Autran, Kris Otterman, Zarah Hedge e Ivan Barros

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do no mundo, sem perdermos nossa função de promover o bem-estar dos animais junto à sociedade curitibana, paranaense e brasileira". A visita teve início na primeira semana de fevereiro, no Koret Shelter Medicine Program, da Universidade da Califórnia, Davis (UC Davis), onde o prof. Alexander Biondo finaliza seu pós-doutoramento na área de diagnóstico molecular de zoonoses. No dia 6 de fevereiro o prof. Biondo deu para o grupo de discussões uma palestra intitulada "Junior Vet, Neuterbus and the Shelter Medicine in Brazil", com um breve relato das boas experiências em ações como o Veterinário Mirim e Projeto de Extensão da Unidade Móvel de Esterilização e Educação em Saúde (Castra-móvel) da UFPR. O prof. Biondo afirma que "há muitas coisas em que estamos mais avançados, principalmente na educação em guarda responsável e auxílio na promoção de políticas públicas". Segundo o professor, ainda hoje, nos Estados Unidos, quase metade dos cães recolhidos são mortos, o que não acontece mais na região metropolitana de Curitiba. A equipe saiu em seguida rumo a Corvallis, Oregon, onde foi recebida pelo diretor do Hospital Veterinário e coordenador da residência em Shelter Medicine da Oregon State University, prof. Hélio Autran de Morais, que os acompanhou na visita ao abrigo de animais Oregon Humane Society. A equipe também fez uma série de visitas na Califórnia, inclusive aos Abrigos de Animais da Sociedade para Prevenção de Crueldade aos Animais (Society for the Prevention of Cruelty to Animals) de Sacramento, San Francisco, Los Angeles e San Diego. A dra. Vivien Midori Morikawa, médica veterinária do Programa de Proteção Animal da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, participou das visitas aos abrigos da Califórnia. "É realmente um sonho ter a oportunidade de trazer para Curitiba as experiências dos

Ivan Barros, Armando Saga e Vivien Midori sendo recebidos no Oakland Animal Shelter por Jyothi Robertson

maiores Abrigos de Animais dos Estados Unidos e do mundo", comenta a dra. Vivien, que atualmente faz o doutorado no programa de Ciências Veterinárias da UFPR. O investimento no bem-estar e na melhora da condição de vida dos animais não é novidade na centenária UFPR. O curso de medicina veterinária completa 81 anos em 2012, um dos mais antigos do país, e em 2011 criou uma disciplina voltada ao problema das populações de cães e outros animais abandonados e ou que sofrem com a falta de cuidados. A disciplina optativa AV-101 / Medicina Veterinária do Coletivo (Shelter Medicine) da UFPR é a primeira disciplina da área no Brasil e na América Latina. Ela vem na esteira de outras inovações recentes do Departamento de Medicina Veterinária, que incluem o Projeto de Extensão da Unidade Móvel de Esterilização e Educação em Saúde (Castramóvel), a esterilização de cães de proprietários carentes na AV420 – Técnica Cirúrgica Veterinária e a criação da Residência em medicina veterinária do coletivo. Para os interessados no assunto, de 16 a 20 de abril, em Curitiba, PR, vai se realizar mais um curso de Formação de Oficiais de Controle Animal (Foca). Informações: itecbr@gmail.com.

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NOTÍCIAS

Argentina: época propícia para unir lazer com atualização profissional

tualmente, as condições para viaA jar para a Argentina estão bastante favoráveis. No Hotel Urbano

(www.hotelurbano.com.br), por exemplo, encontramos pacotes oferecidos no mês de fevereiro que incluíam 3 diárias e passagem aérea saindo de São Paulo, por apenas R$ 990,00, podendo ser parcelado em até 6 vezes sem juros. Jornadas Veterinarias Nos meses de maio e junho estão previstos importantes eventos em Buenos Aires, na Argentina. Em maio, nos dias 6 e 7, organizado pela InterMedica, acontecem, simultaneamente, os seguintes eventos: XXI Jornadas

Veterinarias en Pequeños Animales, XVI Jornadas Veterinarias en Medicina Equina e II Jornadas de Estética en Animales de Compañía. Mais informações sobre esses eventos podem ser obtidas no sítio www.jornadasveterinarias.com. I Congreso Argentino de Cirugía en Pequeños Animales Em seguida, no mês de junho, acontece o I Congreso Argentino de Cirugía en Pequeños Animales, uma organização da Cátedra de Cirugía – Subsecretaría de Ciencia y Técnica. Facultad de Ciencias Veterinarias – Universidad de Buenos Aires.

3º Curso de ciencias básicas aplicadas a la oftalmología veterinaria 2012 Iniciando também no mês de junho, no dia 18, mas estendendo-se até o dia 12 de julho, será realizado o 3º Curso de ciencias básicas aplicadas a la oftalmología veterinaria 2012. O curso acontece de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h, com uma carga horária total de 102 horas (80 horas teóricas e 22 horas práticas). Ele é uma realização do Departamento de Educación Contínua do Centro Oftalmológico para Animales (www.oftalmovet.com.ar) e é coordenado pela dra. Nathalie Weichsler e pelo dr. Daniel Herrera.

Um opção bastante interessante e próxima de Buenos Aires é o passeio de barco pelo delta do Tigre

Com 14 mil quilômetros quadrados, o delta do Tigre está entre os maiores do mundo, um dos poucos grandes deltas que não deságua no mar. Ele flui para o rio da Prata, que separa a Argentina do Uruguai

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No bairro de Palermo, bosques e lagos compõem um cenário excelente para caminhadas e passeios

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Próteses e órteses para animais

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Mais sobre a OrthoPets no Vimeo: http://vimeo.com/orthopets http://www.facebook.com /pages/OrthoPetsOrthotics-andProsthetics-forAnimals/145575143069

O Vimeo tem mais de 200 vídeos sobre a OrthoPets

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OrthoPets empenha-se em proporcionar qualidade de vida a cada paciente. Desde 2003, a empresa, situada em Denver, CO, EUA, desenvolve órteses e próteses personalizadas para diversas espécies e para as mais variadas necessidades. O seu fundador, Martin Kaufmann, trouxe para o setor de saúde animal a experiência que adquiriu na área humana. Tudo começou quando o cão do seu primo sofreu um derrame e perdeu a capacidade de usar um membro dianteiro. Martin surpreendeu-se com a recomendação do veterinário de amputar o membro. Com base em sua experiência na área humana, seu primeiro pensamento foi tentar usar uma órtese para posicionar o membro e permitir ao cão deambular normalmente. Muito tempo e recursos consideráveis foram gastos para estudar, discutir, publicar e desenvolver cada solução. Um por um, Martin vem ajudando animais a recuperar o estilo de vida de que desfrutavam anteriormente. Ele continua a assumir novos casos, oferecendo soluções em prol da qualidade de vida das diversas espécies animais. Para saber mais sobre as soluções desenvolvidas recomenda-se visitar o sítio www.orthopets.com e também conferir os mais de 200 vídeos publicados no Vimeo.

Confira a experiência e as soluções da OrthoPets: http://www.orthopets.com

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Práticas veterinárias na África do Sul

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Médicos veterinários e estudantes participam de práticas veterinárias na África do Sul

ob a coordenação dos médicos veterinários Roberto Fecchio (Animalia) e Lauro Soares (Abravas), um grupo de profissionais e estudantes auxilia no manejo de animais na reserva particular Shamwari, na África do Sul. Com 25 mil hectares, a reserva é considerada uma das melhores do país. Nela são mantidos animais endêmicos e com programas de conservação modelo no mundo – que renderam diversos prêmios Figura 1 - Os médicos veterinários Lauro Soares (esquerda) e Roberto Fecchio (direiinternacionais nos últimos anos. ta) auxiliam no manejo de fêmea de rinoceO grupo brasileiro contribui em pla- ronte-branco (Ceratotherium simum) para nos de manejo cuja experiência é indes- caixa de transporte e deslocação critível. Organizado em parceria entre a reserva Shamwari, o Instituto de Capaciva a venda de subprodutos de origem tação em Manejo e Medicina Animal animal para o mercado oriental. Nesse (Animalia) e a Associação Brasileira de aspecto, os rinocerontes são os grandes Veterinários de Animais Selvagens alvos de caça, para a venda dos chifres. (Abravas), o curso possibilita um contaAssim, muitas vezes é preciso anestesiáto com a vida selvagem na África nunca los e transportá-los para locais em que antes oferecido a brasileiros. Idealizado possam ser monitorados com mais efipela Abravas durante a gestão do ex-preciência. Este ano, quatro rinocerontessidente Marcelo Gomes (Zoo de São brancos (Ceratotherium simum) foram Bernardo do Campo) e intitulado Vet anestesiados e transportados com o auxíPractices, está em sua terceira edição e já lio dos brasileiros (Figura 1). capacitou cerca de 50 profissionais e Outra situação relevante é a maestudantes. nutenção dos grupos familiares, “Trabalhar com animais africanos é um grande desafio e a experiência gerada pelo curso é capaz de capacitar os médicos veterinários do Brasil para lidar com essas espécies cativas aqui”, diz Roberto Fecchio. A reserva mantém os animais em regime de vida livre, cujo equilíbrio ecodinâmico é fundamental e não necessita de intervenção antrópica na maior parte do tempo. Os animais não são alimentados e precisam predar ou conviver com a oferta de vegetação para sobreviver. O raciocínio de manutenção de populações de animais selvagens é muito diferente do que estamos acostumados a ver no Brasil e a Shamwari administra essa situação de forma esplêndida. Entretanto, algumas situações exigem interferência humana e os médicos veterinários são essenciais nesse processo. Hoje em dia, o maior problema na Figura 2 - Elefante anestesiado é suspenso África do Sul é a caça ilegal que objeti- para ser colocado em caminhão e transportado 32

especialmente importante nos casos dos elefantes (Loxodonta africana). Em sua última edição, os alunos do curso auxiliaram a anestesia e o transporte de dois machos em idade semiadulta, que foram conduzidos para outra manada cujo número de machos era menor (Figura 2). Um grande diferencial, em relação ao Brasil, são os fármacos anestésicos utilizados. Na África do Sul, a etorfina, opioide de grande concentração, é utilizada rotineiramente e oferece grande potencial letal humano. Dessa forma, esse anestésico é utilizado de acordo com um rígido protocolo e seu antagonista, a naloxona, está sempre à disposição do veterinário. Para maior segurança, os médicos veterinários trabalham em dupla nas contenções dos megavertebrados (elefantes, rinocerontes, etc). Enquanto um dos veterinários é responsável pela anestesia do animal, o outro garante sua segurança portando o antagonista, para o caso de ocorrerem acidentes. “Eu e o Roberto Fecchio fomos responsáveis pela anestesia de um grande elefante

Figura 3 - Lauro Soares e Roberto Fecchio (de branco) monitoram e se responsabilizam pela anestesia de elefante durante o transporte do animal na reserva

macho num caminhão que transportava o animal por um trajeto de 40 quilômetros. Durante o trajeto, o elefante acordou três vezes, necessitando de intervenções anestésicas com etorfina. Estávamos tranquilos no processo, pois um garantia a segurança do outro, portando o antagonista”, disse Lauro Soares (Figura 3). Monitorar os carnívoros também é

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uma condição essencial para entender a relação de predação e a manutenção das populações de antílopes. Para isso, os carnívoros possuem rádio-colares que possibilitam a sua localização. Na última edição do curso, foi necessário anestesiar um guepardo (Acinonyx jubatus) para executar a troca do rádio-colar, que havia deixado de funcionar. Lauro Soares coordenou esse manejo e auxiliou os alunos durante a troca do colar e a realização de minucioso exame clínico, ensinando a todos as particularidades dos exames em animais de vida livre (Figura 4). Em suas três edições, o Vet Practices auxiliou na anestesia, contenção e manejo de guepardos, leões, leopardos, gnus, zebras, rinocerontes-pretos, rinocerontes-brancos, elefantes, suricatos e chacais, sempre com o auxílio de brasileiros. Lauro Soares e Roberto Fecchio, coordenadores do programa, são enfáticos em dizer: o curso não visa formar especialistas no manejo de fauna africana, mas sim proporcionar conhecimento e experiência dentro de um programa pedagógico preestabelecido. Para quem tem interesse em participar do IV Vet Practices, a ser realizado em 2013, as informações estão disponíveis em www.abravas.org.br e www.animalia.vet.br. A experiência é incrível (Figura 5). Para saber mais sobre o tema “Práticas veterinárias na África do Sul: manejo de fauna em reserva particular”, participe do evento Atualização em Medicina de Animais Exóticos e Silvestres, a ser realizado no dia 23 de março, em São Paulo, durante o Pet Show, no Centro de Convenções Imigrantes.

Figura 5 - Participantes do III Vet Practices momentos antes da soltura de dois elefantes

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Figura 4 - Lauro Soares (de branco à esquerda) orienta os alunos do Vet Practices durante exame clínico realizado em guepardo (Acinonyx jubatus) anestesiado

Saiba mais sobre a reserva Shamwari visitando seu sítio, http://www.shamwari.com, ou por meio de sua página no Facebook: www.facebook.com/shamwarisafari

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Ortopedia Agenesia bilateral de rádio em felino (Felis catus domesticus) – relato de caso Bilateral radial agenesis in a cat (Felis catus domesticus) – case report Agenesia bilateral de radio en gato (Felis catus domesticus) – relato de caso Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, p. 36-40, 2012 Márcio Poletto Ferreira MV, mestre, doutorando FMVZ-USP

ferreirapmarcio@gmail.com

Marcelo Meller Alievi

MV, mestre, doutor, prof. adj. Depto. Medicina Animal - FAVET/UFRGS marcelo.alievi@ufrgs.br

Fernanda Silveira Nóbrega MV, mestre, doutoranda FMVZ-USP

fernandanobrega.vet@gmail.com

Abstract: Dysostoses are a set of congenial morphological alterations characterized by the abnormal development of a bone or its section. Radial agenesis in dogs and cats is classified as intercalary preaxial longitudinal hemimelia. Although a rare congenial defect, it is the most common hemimelia in dogs and cats, mostly frequently occurring unilaterally, even though it can also be found bilaterally. A male cat was admitted with a deformity in its thoracic limbs. Radiographic examination revealed bilateral radial agenesis with varus deformity. The animal was re-evaluated at 10 months of age. On that occasion, the continuation of the conservative treatment was chosen because the cat enjoyed good quality of life with the frequent support of its thoracic limbs. Thus, this case of bilateral radial agenesis responded well to the conservative treatment, providing thereby good quality of life to the animal. Keywords: cat, limb, deformity, dysostosis, hemimelia

Paula Cristina Gonzalez MV, mestranda PPGCV/FAVET-UFRGS maxpcsg@yahoo.com.br

Isis dos Santos Dal-Bó MV, residente Hospital Veterinário - UPF idb_vet@yahoo.com.br

Carlos Afonso de Castro Beck

MV, mestre, doutor, prof. adj. Depto. Medicina Animal - FAVET/UFRGS afonso.beck@ibest.com.br

Resumo: Disostoses são um conjunto de alterações morfológicas congênitas, caracterizadas por desenvolvimento anormal de um osso ou parte dele. Agenesia de rádio em cães e gatos é classificada como hemimelia longitudinal preaxial intercalar e embora seja um defeito congênito raro, é a hemimelia mais comum em cães e gatos, sendo mais frequente na forma unilateral, podendo também ser bilateral. Um gato, macho, sem raça definida foi atendido apresentando deformidade nos membros torácicos que, ao exame radiográfico, foi diagnosticada como agenesia bilateral de rádio com desvio varo. Ao completar dez meses, o animal foi reavaliado e apresentava boa qualidade de vida com apoio frequente dos membros torácicos, optando-se dessa forma por continuar com o tratamento conservativo. A agenesia bilateral de rádio observada no felino deste relato respondeu bem ao tratamento conservativo, com o animal apresentando boa qualidade de vida. Unitermos: gato, membro, deformidade, disostose, hemimelia

Resumen: Las disostosis son un conjunto de alteraciones morfológicas congénitas, que se caracterizan por el desarrollo anormal de un hueso, o parte del mismo. La agenesia de radio en perros y gatos está clasificada como una hemimelia longitudinal preaxial intercalar y, a pesar de ser un defecto congénito raro, es la hemimelia mas común en estos animales, presentándose con mayor frecuencia en su forma unilateral, aunque también puede hacerlo en ambos miembros. Se presentó a consulta un gato macho mestizo con deformación de ambos miembros torácicos, en el que través del examen radiográfico se pudo diagnosticar una agenesia bilateral de radio con desviación en varo. Al completar diez meses de edad, el paciente fue re evaluado y se notó una buena condición de vida, con apoyo frecuente de los miembros torácicos, decidiéndose entonces dar continuidad al tratamiento conservador. La agenesia bilateral de radio que se diagnosticó en el citado animal, pudo solucionarse a través de un tratamiento no invasivo, consiguiendo que el paciente tuviera una buena condición de vida. Palabras clave: gato, miembro, deformidad, disostosis, hemimelia

Introdução Disostoses são um conjunto de alterações morfológicas congênitas, caracterizadas por desenvolvimento anormal de um osso ou parte dele 1, com ocorrência rara em cães e gatos 2. Muitas das disostoses têm tratamento e são compatíveis com uma boa qualidade de vida, porém é importante o diagnóstico precoce 2. As disostoses do esqueleto apendicular descritas, 36

também denominadas dismelias 3, são a amelia 2, hemimelia 4, ectrodactilia 5, braquidactilia 6, polidactilia 7, sindactilia 8, adactilia (hemimelia transversa terminal) 9 e dimelia 10. Em cães e gatos, a formação dos membros ocorre entre o 21º e 35º dia de gestação 11, sendo a primeira evidência desta o aparecimento do broto embrionário do membro 11. O período crítico para o desenvolvimento dos membros em felino

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Cardiologia Insuficiência cardíaca congestiva secundária à anomalia de Ebstein em um boxer de cinco meses de idade – relato de caso Congestive heart failure secondary to Ebstein`s anomaly in a five-month-old boxer – case report Insuficiencia cardíaca congestiva secundaria a anomalía de Ebstein en un bóxer de cinco meses de edad – relato de caso Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, p. 42-46, 2012 Rafael Ricardo Huppes

Resumo: A anomalia de Ebstein é uma doença cardíaca congênita rara, variante da displasia valvar da tricúspide. É caracterizada pela localização mais apical dos folhetos da valva tricúspide dentro do ventrículo direito. A patogenia é pouco conhecida, sendo maior a incidência nas raças labrador, golden retrivier e boxer. Os sinais clínicos variam desde ausência de sintomas até todos aqueles relacionados a insuficiência cardíaca congestiva direita. Essa variação depende do grau de deformidade anatômica dos folhetos valvares e da consequente insuficiência valvar. O diagnóstico é realizado por meio de anamnese, exame físico e complementar, principalmente com a utilização de ecocardiograma. O tratamento consiste em suporte inotrópico, vasodilatadores, diuréticos, antiarrítmicos e oxigenioterapia. O objetivo deste relato é descrever a ocorrência da anomalia de Ebstein em um cão da raça boxer de cinco meses de idade. Unitermos: cão, tricúspide, displasia, ventricularização valvar

MV, mestrando PPGCM/Unesp-Jaboticabal Rafaelhuppes@hotmail.com

Claudio Galvão de Olivaes médico veterinário autônomo, cauolivaes@yahoo.com.br

Andrigo Barboza de Nardi MV, mestre, dr., prof. Unifran e UFTO

andrigobarboza@yahoo.com.br

Abstract: Ebstein's anomaly is a rare congenital heart disease related to tricuspid valve dysplasia. It is characterized by an apical displacement of the tricuspid valve leaflets within the right ventricle. Little is known about the pathogenesis; Labrador, Golden Retriever and Boxer are the most affected breeds. Clinical signs vary from no symptoms at all to those related to right congestive heart failure. This variation depends on the degree of anatomical deformity of the valve leaflets and the consequent valve failure. Diagnosis is achieved through clinical history, physical examination and complementary exams, particularly with the use of echocardiography. Treatment consists of inotropic support, vasodilators, diuretics, antiarrhythmic drugs and oxygen. The purpose of this report is to describe the occurrence of Ebstein's anomaly in a fivemonth-old boxer. Keywords: dog, tricuspid valve, dysplasia, valve ventricularization

Talita Mariana Morata Raposo MV, mestranda PPGCM/Unesp-Jaboticabal

Talita_raposo@yahoo.com.br

Daniel Paulino Junior MV, mestre, dr., prof. Unifran

danielcardio@yahoo.com.br

Bruna Luíza Sartori Passos

médica veterinária autônoma Clinica Planeta Bicho - Pato Branco bruna_passos@hotmail.com

José Carlos Zanella

médico veterinário autônomo Clinica Planeta Bicho - Francisco Beltrão planetabicho@net.conta.com.br

Ana Rebeca Furini

médica veterinária autônoma Clinica Planeta Bicho - Francisco Beltrão rebeca_furini@hotmail.com

Resumen: La anomalía de Ebstein es una enfermedad cardíaca congénita rara, variante de la displasia valvar de tricúspide. Está caracterizada por la localización mas apical de los folletos de la válvula tricúspide. La patogenia no está totalmente definida, siendo su incidencia mayor en Labrador, Golden Retriever y Bóxer. Los signos clínicos varían desde la ausencia de síntomas, hasta la presencia de todos aquellos relacionados con la insuficiencia cardíaca congestiva derecha. Esta variación depende del grado de deformación anatómica de los folletos valvares, y, consecuentemente, de la insuficiencia valvar. El diagnóstico se realiza a través de anamnesis, examen físico y exámenes complementarios, principalmente el ecocardiograma. El tratamiento se basa en el soporte inotrópico, vasodilatadores, diuréticos, anti arrítmicos y oxigeno terapia. El objetivo del presente relato es describir un caso de anomalía de Ebstein en un cachorro Bóxer de cinco meses de edad. Palabras clave: perro, tricúspide, displasia, ventricularización valvar

Introdução A anomalia de Ebstein (AE) é uma doença cardíaca rara e congênita, com incidência de um a cinco casos para cada 200 mil nascimentos em seres humanos, o que corresponde a menos de 1% de todas as doenças cardíacas congênitas 1. Em medicina veterinária existe apenas um estudo retrospectivo 42

realizado que estabelece a prevalência de 0,0001% (1 caso para cada 10 mil nascimentos) dessa anomalia numa população de 85.250 animais 2. Quando se trata de displasia da tricúspide, os estudos existentes revelam uma incidência de 7% a 7,8% dessa doença entre todos os defeitos cardíacos congênitos 3,4.

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Cardiologia Uso do pimobendan no tratamento da insuficiência cardíaca – revisão de literatura Use of pimobendan in the treatment of heart failure – literature review Uso del pimobendan en el tratamiento de la insuficiencia cardiaca – revisión de la literatura Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, p. 48-54, 2012 Andrei Kelliton Fabretti

MV, mestrando Depto. Clínicas Veterinárias - UEL spes_lux@yahoo.com.br

Suely Nunes Esteves Beloni

MV, dra. profa. Depto. Clínicas Veterinárias - UEL beloni@uel.bxi

Resumo: A insuficiência cardíaca é uma afecção comum na medicina veterinária. Ocorre geralmente por endocardiose de mitral ou por cardiomiopatia dilatada, ambas doenças graves, incuráveis e progressivas, sendo importantes causas de mortalidade em cães. O pimobendan é uma opção terapêutica para as cardiopatias, cuja vantagem é agregar propriedades de inotrópico positivo e de vasodilatador periférico. Sua utilização promove melhora clínica e aumento na sobrevida dos animais, com raros efeitos adversos. Atualmente, o fármaco é de amplo uso nos países europeus, na Austrália, no Japão e nos Estados Unidos e recentemente começou a ser manipulado em farmácias no Brasil. O presente artigo reúne informações sobre o pimobendan, incluindo seu mecanismo de ação, características farmacológicas e clínicas, aplicabilidade em pequenos animais, potencial de interação com outras drogas e as indicações e contraindicações do seu uso. Unitermos: cães, terapêutica, coração Abstract: Heart failure is a common affection in veterinary medicine. It usually happens due to mitral endocardiosis or dilated cardiomyopathy, both serious, incurable and progressive illnesses that are important causes of mortality in dogs. Pimobendan is a therapeutic option for the treatment of cardiopathies. Its main advantage is to have the joint properties of a positive inotropic and of an outlying vasodilator. Its use improves clinical condition and increases the survival of patients, with rare adverse effects. Nowadays, this drug is widely used in Europe, Australia, Japan and the United States and has recently started to be offered in Brazilian pharmacies. The present article gathers information about pimobendan, including mechanism of action, pharmacology, clinical characteristics, application in small animal clinics, potential of interaction with other drugs and the indications and contraindications of use. Keywords: dogs, therapeutic, heart Resumen: La insuficiencia cardíaca es una enfermedad frecuente en medicina veterinaria. Generalmente se manifiesta como consecuencia de endocardiosis de mitral o de una cardiopatía dilatada, siendo ambas enfermedades graves, incurables y progresivas, que causan alta mortalidad en perros. El pimobendan es una opción terapéutica para las cardiopatías, que tiene como ventajas su acción inotrópica positiva y el hecho de ser un vasodilatador periférico. Su utilización induce una mejora clínica y un aumento de sobrevida de los animales, siendo rara la presentación de efectos adversos. Actualmente este fármaco tiene amplia utilización en países europeos, Australia, Japón y Estados Unidos, siendo que recientemente se ha comenzado a manipular la droga en farmacias de Brasil. Este artículo reúne informaciones sobre el pimobendan, incluyendo su mecanismo de acción, características farmacológicas y clínicas, aplicabilidad en pequeños animales, interacción potencial con otras drogas y las indicaciones y contraindicaciones de su uso. Palabras clave: perros, terapéutica, corazón

Introdução A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença comum na medicina veterinária de pequenos animais. Ocorre principalmente por endocardiose de mitral, etiologia mais comum de 48

doença cardíaca em cães, e por cardiomiopatia dilatada (CMD), segunda causa mais comum. As cardiopatias são, em geral, doenças graves, progressivas e de difícil controle, sendo causa importante de mortalidade em cães 1-3.

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Odontologia Retentores intrarradiculares metálicos na reconstrução coronal com restauração metálica fundida (RMF) em cães – revisão de literatura The use of metallic cast post and core in the coronal reconstruction with full cast metal crowns in dogs – literature review Retenedores intrarradiculares metálicos en la reconstrucción coronal con restauración metálica fundida (RMF) en perros. Revisión de la literatura Clínica Veterinária, n. 97, p. 56-64, 2012 Sérgio Luiz da Silveira Camargo Mv, mestre Depto. Cirurgia – FMVZ/USP sergiocamargo@usp.br

Carlos Gil

dentista, prof. tit. Depto. Prótese – FO/USP cgil@usp.br

Tomie N. Campos

dentista, profa. tit. Depto. Prótese – FO/USP tncampos@usp.br

Ivo Contin

dentista prof. dr. Depto. Prótese – FO/USP icontin@usp.br

Matsuyoshi Mori

dentista prof. dr. Depto. Prótese – FO/USP mmori@usp.br

Marco Antonio Gioso

MV, prof. dr. Depto. Cirurgia – FMVZ/USP maggioso@usp.br

Resumo: Os dentes caninos, o quarto pré-molar superior, seguidos por pré-molares, molares e incisivos, são os mais acometidos por fratura. Quando há exposição pulpar, são tratados endodonticamente e restaurados. Para os dentes com grande destruição coronária, indica-se reconstrução protética coronal com metal fundido, que recebe o nome de restauração metálica fundida (RMF) e recobre toda a superfície da coroa clínica. Tais restaurações utilizam retentores intrarradiculares com núcleo e ferulação (cintamento). O retentor intrarradicular serve para aumentar a retentividade do conjunto. A base do núcleo é a estrutura do espelho, que apoia-se no remanescente coronal, sendo protegida pela férula (ou cintamento), que promove um abraçamento cervicocoronal e aumenta a resistência a possíveis novas fraturas. A ação protetora do espelho e da férula associados neutralizará o efeito de cunha causado pelos pinos intrarradiculares. Unitermos: pinos, núcleo metálico, abraçamento cervical, férula, espelho Abstract: The most often fractured teeth are the upper canines, fourth pre-molars (carnassial teeth), pre-molars and incisors. In cases of pulp exposure, the animals undergo endodontic treatment and subsequent restoration of the broken tooth. When there is extensive coronal destruction, metallic coronal prostheses with molten metal, which are often called full cast metal restorations, are indicated. These cover the whole surface of the clinical crown and often make use of a cast post and core with a ferrule (crown bracing). This kind of technique improves the stability of the restoration. The mirror structure forms the base of the core, which leans on the remainder of the crown and is protected by the ferrule, which, in turn, promotes a cervico-coronal bracing that increases the resistance to new fractures. The protective effect of the association of mirror and ferrule will neutralize the bevel effect caused by the metallic post. Keywords: post, metallic core, metallic crown, crown bracing, ferrule, fractured tooth Resumen: Los caninos, cuarto premolar superior y los premolares, molares e incisivos, son los dientes con mayor incidencia de fracturas en el perro. En los casos en que hay exposición de la pulpa, se realiza un tratamiento de endodoncia. En dientes con una gran destrucción coronaria, se indica una restauración protésica coronal con metal fundido, que normalmente es llamada restauración metálica fundida (RMF), que recubre la totalidad de la superficie de la corona. Estas restauraciones requieren de retenedores intrarradiculares con núcleo y ferulización (abrazamiento cervical). El retenedor intrarradicular sirve para aumentar la estabilidad del conjunto. La base del núcleo es la estructura “en espejo” que se apoya en el resto de la corona, que está protegida por la férula (o abrazo). Esto induce un “abrazo cérvico coronal” aumentando la resistencia a nuevas fracturas. La acción protectora asociada del espejo y de la férula, neutraliza el efecto de cuña causado por los pernos intrarradiculares. Palabras clave: pernos, núcleo metálico, abrazo cervical, férula, espejo

Introdução O trauma dentário com fratura da coroa dental tem rele56

vância clínica significativa em cães (24,3%). Os dentes comumente mais fraturados são os caninos e o quarto pré-molar

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Clínica médica Novas diretrizes vacinais para cães – uma abordagem técnica e ética New vaccination directives for dogs – a technical and ethical approach Nuevas criterios de vacunación en perros – una visión técnica y ética Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, p. 66-80, 2012 Sylvia Melo Rosa Angélico médica veterinária autônoma

contato@cachorroverde.com.br

César Augusto Dinóla Pereira

MV. prof. titular e assessor acadêmico Universidade Anhembi Morumbi – Laureate International Universities dinolaca@anhembi.br

Resumo: Uma série de mudanças nos protocolos vacinais de animais de estimação têm sido adotadas por uma crescente parcela de veterinários nos Estados Unidos, Canadá, Europa e Oceania. As diretrizes vacinais internacionais recomendam a elaboração de protocolos de imunização customizados, levando-se em consideração fatores relacionados à patogenicidade do agente etiológico, ao risco de exposição a ele e à disponibilidade de tratamento, bem como à longevidade e à eficácia da proteção conferida pelas vacinas comercialmente disponíveis. Além disso, inúmeros estudos reportam os possíveis riscos à saúde animal associados ao uso excessivo de imunógenos, em particular as reações adversas às vacinas. Nesse contexto, a presente revisão bibliográfica propõe uma análise crítica e racional dos protocolos de vacinação atualmente empregados no Brasil. Unitermos: imunidade, vacinação, anticorpos, titulação Abstract: Changes to the vaccination protocol for domestic animals have been adopted by a growing section of veterinarians in the United States, Canada, Europe and Oceania. International vaccination directives recommend the development of customized immunization protocols, taking into consideration factors related to the pathogenicity of the etiological agent and the risk of exposure, as well as availability of treatment and the longevity and efficiency of the protection afforded by the commercially available vaccines. Furthermore, countless studies report the possible risks to animal health associated with the excessive administration of immunogens, in particular the adverse effects of vaccines. Within this context, this literature review proposes a critical and rational analysis of the current vaccination protocols in Brazil. Keywords: immunity, vaccination, antibodies, titration Resumen: Un número cada vez mayor de veterinarios de Estados Unidos, Canadá, Europa y Oceanía, están adoptando una serie de cambios en los protocolos de vacunación de los animales de compañía. Los criterios internacionales de vacunación recomiendan la elaboración de protocolos de inmunización individuales, teniendo en cuenta factores relacionados a la patogenicidad del agente etiológico, el riesgo de exposición al mismo y la disponibilidad de tratamiento. También son considerados la duración y la eficiencia de la protección dada por las vacunas disponibles en el mercado. Además, una gran cantidad de estudios muestran los posibles riesgos asociados a la salud del animal, relacionados al uso excesivo de inmunógenos, particularmente las reacciones adversas a las vacunas. Dentro de este contexto, la presente revisión de literatura propone un análisis crítico y racional de los protocolos de vacunación que actualmente son utilizados en Brasil. Palabras clave: inmunidad, vacunación, anticuerpos, titulación

Introdução As últimas décadas trouxeram novos conhecimentos, que, aliados a avançadas técnicas de processamento de produtos biológicos, possibilitaram a fabricação de vacinas mais eficientes e diversificadas para animais de companhia. Consequentemente, os reforços vacinais anuais tornaram-se um dos procedimentos mais corriqueiros na rotina do clínico de pequenos animais. Atualmente, até quatro ou mais imunógenos diferentes são aplicados em cada paciente canino, de 66

forma padronizada, independentemente de seu histórico ou estilo de vida. Nos primórdios do desenvolvimento de vacinas comerciais para cães, no final da década de 1950, considerava-se que a máxima proteção seria atingida com a máxima estimulação antigênica. Esse conceito se baseava no fato de que os produtos da época eram menos eficazes em produzir imunidade duradoura, superior a um ano 1,2. A vacinação anual tornou-se então uma conduta rotineira nas décadas subsequentes 1.

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Diagnóstico por imagem Densitometria óssea pelo método de tomografia computadorizada quantitativa em cães e gatos – revisão Bone densitometry by quantitative computed tomography in dogs and cats – literature review Densitometría ósea por tomografía computarizada cuantitativa en perros y gatos – revisión de la literatura Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, p. 82-86, 2012 Lorena Adão Vescovi Séllos Costa MV, mestre, doutoranda UFRPE Focus Diagnóstico Veterinário lovescovi@gmail.com

Daniel Capucho de Oliveira médico veterinário mestrando da UFPR

danielcapucho@gmail.com

Mauro José Lahm Cardoso MV, prof. adj. UENP Campus Luiz Meneghel maurolahm@ffalm.br

Fabiano Séllos Costa MV, prof. adj. UFRPE

fabianosellos@hotmail.com

Resumo: Existem diversas técnicas de densitometria óssea aplicáveis em cães e gatos. Essas técnicas são importantes para estimar a densidade mineral dos ossos avaliados e têm como finalidade o estabelecimento de um diagnóstico precoce de desmineralização. A tomografia computadorizada quantitativa (TCQ) se destaca, sendo considerada um exame de alta sensibilidade para a avaliação da radiodensidade óssea. Trata-se de uma técnica não invasiva, precisa e de fácil execução, constituindo-se em um eficiente método para avaliar a densidade volumétrica óssea, bem como sua geometria. Na medicina veterinária existem enfermidades que podem levar à perda parcial ou generalizada do conteúdo mineral ósseo, predispondo o esqueleto a fraturas osteoporóticas, por isso é fundamental o diagnóstico e a monitoração desses pacientes. O presente trabalho realiza uma revisão de literatura sobre o uso da tomografia computadorizada quantitativa para determinação da densidade mineral óssea de cães e gatos, visando sua aplicação clínica. Unitermos: osso, densidade, desmineralização Abstract: There are several techniques of bone densitometry applicable to dogs and cats. They are important for estimating bone mineral density and are used to establish an early diagnosis of demineralization. Among these, the quantitative computed tomography (QCT) stands out due to its high sensitivity in evaluating bone radiodensity. This technique is noninvasive, accurate and easy to perform, and is thereby considered an efficient method to evaluate the volumetric bone density and geometry. There are diseases in veterinary medicine that can lead to partial or generalized loss of bone mineral content, which predisposes the skeleton to osteoporotic fractures. It is therefore crucial to diagnose and monitor such patients closely. This paper reviews the current knowledge on the use of computed tomography for quantitative determination of bone mineral density in dogs and cats, with focus on the clinical application of this technique. Keywords: bone, density, demineralization Resumen: Existen varias técnicas de densitometría ósea que pueden ser utilizadas en perros y gatos. Estas técnicas son importantes en la determinación de la densidad mineral de los huesos y tienen como finalidad el diagnóstico precoz de los procesos de desmineralización. La tomografía computarizada cuantitativa (TCC) tiene un lugar destacado por considerársela un examen de alta sensibilidad en la evaluación de la radiodensidad ósea. Se trata de un examen no invasivo, preciso y de fácil realización, que representa un método eficiente en la evaluación de la densidad volumétrica de los huesos, así como también de su geometría. En medicina veterinaria existen enfermedades que pueden ocasionar la pérdida parcial o generalizada del contenido mineral óseo, predisponiendo al paciente a fracturas osteoporóticas, siendo por esto fundamental el diagnóstico y monitoreo de estos pacientes. En el presente trabajo se realizó una revisión de la literatura en referencia al uso de la tomografía computarizada cuantitativa para la determinación de la densidad mineral ósea de perros y gatos, objetivando su aplicación clínica. Palabras clave: hueso, densidad, desmineralización

Introdução O uso de técnicas de densitometria óssea é importante para estimar a densidade mineral dos ossos avaliados, tendo como finalidade o estabelecimento de um diagnóstico precoce de 82

desmineralização. Na atualidade, as técnicas de diagnóstico por imagem para a mensuração da densidade mineral óssea (DMO) são as mais precisas e menos invasivas. Dentre essas técnicas destaca-se a tomografia computadorizada quantitativa

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Diagnóstico por imagem Tomografia computadorizada em pequenos animais – aplicações na avaliação abdominal Computed tomography in small animals – applications in abdominal evaluation Tomografía computarizada en pequeños animales – su uso en la evaluación abdominal Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, p. 88-98, 2012 Mauro Caldas Martins

médico veterinário Centro de Referência Veterinária em Imagem maurocaldas@crvimagem.com.br

Cintia Ribeiro de Oliveira

MV, mestranda Depto. Medicina Veterinária Clínica Universidade de Illinois oliveir1@illinois.edu

Carla Moreira Salavessa

MV, MsC, doutoranda UENF Centro de Referência Veterinária em Imagem carlasalavessa@crvimagem.com.br

Resumo: A tomografia computadoriza (TC) em pequenos animais, realizada apenas em centros de pesquisa na década de 1980, já se tornou rotina nos principais centros de diagnóstico do país. Atualmente, a TC é tida como uma das mais valiosas ferramentas de diagnóstico por imagem, considerada padrão ouro em inúmeras avaliações, como na oncologia veterinária, onde a TC é especialmente indicada para o estadiamento de tumores, planejamento cirúrgico e monitorização da resposta terapêutica. Devido a isso, a TC abdominal vem sendo cada vez mais requisitada e aprimorada por meio de inúmeros estudos, com destaque para aqueles direcionados ao fígado, baço, pâncreas, glândulas adrenais e trato urinário. Este trabalho visa divulgar os princípios básicos da TC, assim como elucidar as principais indicações clínicas para o uso da TC abdominal em pequenos animais. Unitermos: cães, gatos, abdômen, diagnóstico, TC Abstract: Computed tomography (CT) in small animals, which was performed only in research centers in the 1980’s, has now become routine in the main diagnostic centers in the country. CT is currently regarded as one of the most valuable tools for diagnostic imaging and is considered the gold standard in numerous evaluations, such as those in veterinary oncology. It is particularly suited for tumor staging, surgical planning and monitoring the therapeutic response. Because of this, the technique has been increasingly requested by practitioners and perfected by numerous studies, especially those directed to the liver, spleen, pancreas, adrenal glands and urinary tract. This paper aims to disseminate the basic principles of CT, as well as to elucidate the main clinical indications for the use of abdominal CT in small animals. Keywords: dogs, cats, abdomen, diagnosis, CT Resumen: La tomografía computadorizada (TC) en pequeñas especies, que en la década de 1980 era realizada solamente en centros de investigación, ya se ha transformado en un examen de rutina en los principales centros diagnósticos del país. Actualmente la TC es considerada una de las herramientas mas valiosas del diagnóstico por imágenes, entendida como “patrón oro” en muchas evaluaciones, principalmente en oncología veterinaria, donde la TC está especialmente indicada para la estadificación tumoral, confección de un plan quirúrgico y monitoreo de la respuesta terapéutica. Debido a estos factores, la TC abdominal está siendo cada vez mas solicitada y al mismo tiempo estudiada en muchos trabajos de investigación, destacándose aquellos en los que se investiga el hígado, bazo, páncreas, glándulas adrenales y sistema urinario. Este trabajo tiene como objetivo mostrar los principios básicos de la TC, así como la caracterización de sus posibles indicaciones en el estudio del abdomen de perros y gatos. Palabras clave: perros, gatos, abdomen, diagnóstico, TC

INTRODUÇÃO Examinar os diversos órgãos internos dos pacientes de forma não invasiva sempre foi um grande desafio da medicina. Isso começou a tornar-se realidade com a utilização dos 88

raios X e evoluiu com a ultrassonografia. Entretanto, a avaliação de estruturas mais complexas, como o sistema nervoso ou a obtenção de imagens detalhadas de estruturas torácicas e abdominais, só foi possível a partir da tomografia

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Cirurgia Uretrostomia pré-púbica após ruptura uretral em felino com doença do trato urinário inferior Pre-pubic urethrostomy after urethral rupture in feline with urinary tract disease Uretrostomia pre púbica por ruptura uretral en un felino con enfermedad del tracto urinario inferior Clínica Veterinária, Ano XVII, n. 97, p. 100-104, 2012 Leonardo Martins Leal MV, mestrando FCAV/Unesp-Jaboticabal

leonardo.vet@hotmail.com

Leandro Zuccolotto Crivelenti MV, doutorando FCAV/Unesp-Jaboticabal

crivelenti_lz@yahoo.com.br

Vera Márcia Mucsi Cipólli médica veterinária autônoma vmarcia@hotmail.com

Tiago Barbalho Lima

MV, mestrando FCAV/Unesp-Jaboticabal

barbalho.tiago@gmail.com

Gláucia de Oliveira Morato MV, mestranda FCAV/Unesp-Jaboticabal glaumorato@gmail.com

Paola Castro Moraes

MV, profa. titular Universidade Paulista Campinas pcastromoraes@yahoo.com.br

Resumo: As doenças do trato urinário inferior nos felinos são afecções muito comuns na clínica de pequenos animais, ocasionando em grande parte dos casos a obstrução uretral. A manobra para desobstrução tem como fator complicante, desde pequenas lesões até casos graves de ruptura uretral. Objetiva-se com este trabalho relatar o caso de um felino, sem raça definida, de quatro anos, com ruptura uretral e que foi submetido a uretrostomia pré-púbica. As possíveis complicações da técnica foram minimizadas pela dermoplastia realizada junto à uretrostomia e pela sondagem uretral pós-operatória, que evitaram, respectivamente, dermatite dos coxins adiposos abdominais e estenose uretral. Conclui-se neste caso que a uretrostomia pré-púbica associada à dermoplastia e ao cateterismo uretral foram boas alternativas, uma vez que a uretrostomia perineal não pôde ser realizada. Unitermos: gato, sistema urinário, uretra Abstract: Feline lower urinary tract diseases are very common disorders in small animal clinics, and lead to urethral obstruction in most cases. The desobstructing maneuver can by itself cause complications ranging from small lesions to urethral rupture. This article reports the case of a four-year-old mixed breed cat with urethral disruption that underwent pre-pubic urethrostomy. Possible complications of this technique were minimized by concomitant dermoplasty and post-operative urethral catheterization, which avoided post-operative dermatitis of the abdominal adipose pads and urethral stenosis, respectively. We conclude that pre-pubic urethrostomy associated with dermoplasty and urethral catheterization was a good alternative in this case, since perineal urethrostomy could not be performed. Keywords: cat, urinary tract, urethra Resumen: Las enfermedades del tracto urinario inferior de los gatos son afecciones comunes en la clínica de pequeños animales, que llevan a una obstrucción uretral en la mayoría de los casos. Las maniobras de desobstrucción tienen factores complicantes, que pueden ir desde pequeñas lesiones hasta la ruptura de la uretra. En el presente trabajo se relata el caso de un felino mestizo, de cuatro años de edad, con ruptura uretral, que fue sometido a una uretrostomia pre púbica. Las posibles complicaciones en función de la técnica, fueron minimizadas a través de la realización de una cirugía plástica, paralela al procedimiento de uretrostomia, como así también mediante el sondaje post operatorio. Estas dos técnicas evitaron la dermatitis abdominal y la estenosis uretral, respectivamente. Se pudo concluir en el presente caso, que la uretrostomia pre púbica asociada a la cirugía plástica y al sondaje uretral, fueron buenas alternativas terapéuticas, ya que la uretrostomia perineal no pudo ser realizada. Palabras clave: gato, sistema urinario, uretra

Introdução Apesar de as afecções da uretra do macho serem, em geral, incomuns 1, a casuística de felinos obstruídos com doença do trato urinário inferior é relativamente alta na medicina veterinária. Essas obstruções costumam decorrer 100

principalmente de tampão uretral 2 e urólitos 3. Os sinais clínicos geralmente apresentam similitude na maioria dos casos, evidenciados por periúria 4, hematúria, disúria, estrangúria 2, chegando muitas vezes à obstrução completa do fluxo urinário, que poderá acarretar distensão

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GESTÃO, MARKETING & ESTRATÉGIA

O programa 5S aplicado na veterinária

O

Brasil vive um momento especial de crescimento, mas vemos somente alguns colegas e empresas veterinárias se preparando para aproveitar a chance de ver seu negócio florescer nos próximos anos. Tais profissionais estão focando seus esforços na criação de visão empresarial, planejamento e profissionalização de suas atividades. A gestão da qualidade é uma das bases para a sobrevivência e o crescimento de uma empresa, viabilizando o controle de atividades, informações e documentos. Na veterinária, ao falar em qualidade, pensamos somente em conhecimento técnico, mas o conceito vai muito além: a meta é a boa prestação de serviços, de forma eficiente e dinâmica, para que o cliente (interno e externo) fique satisfeito. Isso significa que o veterinário também deve estar satisfeito, inclusive com o lucro obtido em seu trabalho, coisa rara em nosso meio. O Programa 5S é uma dentre as muitas ferramentas que podem ser usadas para implantar o Sistema da Qualidade Total numa empresa, proporcionando vários benefícios, como ordem, limpeza, asseio e autodisciplina, elementos essenciais para a produtividade. Esse método foi concebido por Kaoru Ishikawa em 1950, no Japão, inspirado na necessidade de reorganizar o país após sua derrota na Segunda Guerra Mundial: era necessário reconstruir o país e recuperar a competitividade das empresas. Tal modelo demonstrou ser tão eficaz que até hoje é considerado o principal instrumento de gestão de qualidade e produtividade usado naquele país. O que é o Programa 5S O Programa 5S ganhou esse nome devido às iniciais das cinco palavras japonesas que sintetizam as cinco etapas do programa: • seiri; • seiton; • seisou; • seiketsu; • shitsuke. O Programa 5S foi desenvolvido

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com o objetivo de transformar o ambiente das organizações e a atitude das pessoas, melhorando a qualidade de vida dos funcionários, diminuindo desperdícios, reduzindo custos e aumentando a produtividade das instituições. Cada fase é intimamente ligada às outras, sendo também um pré-requisito para a consolidação da fase seguinte. ETAPAS SEIRI – SENSO DE UTILIZAÇÃO

“Separar o útil do inútil, eliminando o desnecessário.” Nessa fase, o trabalho começa a ser colocado em ordem, para que só se utilize o que for realmente necessário e aplicável. Para isso, é importante ter o necessário na quantidade adequada e controlada para facilitar as operações. É essencial saber classificar os objetos e dados úteis, e também separá-los dos inúteis, da seguinte forma: • o que é usado sempre: colocar próximo ao local de trabalho; • o que é usado quase sempre: colocar próximo ao local de trabalho; • o que é usado ocasionalmente: colocar um pouco afastado do local de trabalho; • o que é usado raramente, mas necessário: colocar separado, em local determinado; • o que for desnecessário: deve ser reformado, vendido ou eliminado, pois ocupa espaço necessário e atrapalha o trabalho (exames velhos, medicamentos vencidos, equipamentos quebrados etc). Vantagens: • reduz gastos com espaço, estoque e armazenamento; • facilita o arranjo físico e o controle dos serviços; • evita a compra de materiais e medicamentos em duplicidade, e também os danos a materiais ou produtos armazenados; • aumenta a produtividade das pessoas envolvidas; • traz maior senso de humanização,

organização, economia, menor cansaço físico e maior facilidade de operação. SEITON – SENSO DE ARRUMAÇÃO

“Identificar e arrumar as coisas para que qualquer pessoa possa localizá-las facilmente.” Nessa fase é importante: • padronizar a nomenclatura de produtos, diagnósticos, procedimentos, tabelas de serviços etc; • usar rótulos e cores vivas para identificar os objetos, seguindo um padrão de organização da loja, da farmácia, do estoque etc; • determinar o local de armazenamento de cada objeto (objetos diferentes em locais diferentes); • onde for possível, eliminar as portas; • não deixar objetos ou móveis no meio do caminho, atrapalhando a locomoção no local. Vantagens: • menor tempo de busca do que é preciso; • menor necessidade de controles de estoque; • facilita o transporte interno e o controle de medicamentos, exames e outros documentos, além de reduzir o tempo gasto nos diversos procedimentos; • evita a compra de materiais desnecessários ou repetidos e danos aos armazenados; • maior racionalização do trabalho, menor cansaço físico e mental, melhor ambiente; • melhor disposição dos móveis e equipamentos; • facilita a limpeza do local de trabalho. Pet shop, farmácia, setor administrativo, cadastro de clientes e exames são setores especialmente beneficiados na organização do espaço de trabalho. A ideia principal nessa fase é: “Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar.”

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SEISOU – SENSO DE LIMPEZA

“Manter um ambiente sempre limpo, eliminando as causas da sujeira e aprendendo a não sujar.” O desenvolvimento do senso de limpeza proporciona: • maior produtividade das pessoas, equipamentos e materiais, evitando o retrabalho; • evita perdas e danos de materiais e produtos; Para isso, é importante que o pessoal tenha consciência e se habitue a: • limpar os equipamentos após o seu uso, para que o próximo a usar os encontre limpos; • não sujar e eliminar as causas da sujeira; • definir responsáveis por cada área e sua respectiva função; • cuidar de manter limpo o local de trabalho, dando atenção para os cantos e para as partes superiores, pois ali se acumula muita sujeira; • não jogar lixo, papel ou pelos no chão; • dar destino adequado ao lixo, reciclando-o, quando possível; • o ambiente deve estar limpo, sem acúmulo de materiais orgânicos ou inorgânicos. O odor e a aparência são as das coisas mais notadas pelos clientes. Inclui-se ainda nesse conceito, de um modo mais amplo, manter dados e informações atualizadas, procurar ser honesto no ambiente de trabalho e manter bom relacionamento com os colegas. Tudo isso é fundamental para a imagem (interna e externa) da empresa.

“Organização do pessoal reflete organização do ambiente.”

SEIKETSU – SENSO DE SAÚDE E HIGIENE

ordem. Quem exige qualidade cuida também da aparência. Em um ambiente limpo, a segurança é maior. Quem não cuida bem de si mesmo não pode fazer ou vender produtos ou serviços de qualidade. O pessoal deve ter consciência da importância dessa fase, tomando um conjunto de medidas: • ter os 3S anteriores previamente implantados; • capacitar o pessoal para avaliar se os conceitos estão sendo aplicados corretamente; • eliminar as condições inseguras de trabalho. Usar os devidos equipamentos de segurança (EPIs), principalmente nos setores de banho e tosa e limpeza; • humanizar o local de trabalho numa convivência harmônica; • difundir material educativo sobre saúde e higiene; • respeitar os colegas como pessoas e como profissionais; • colaborar, sempre que possível, com o trabalho dos colegas; • cumprir horários; • apresentação dos funcionários: boa aparência, uniformes limpos e em bom estado. Ter a empresa limpa e asseada requer gastos com sistema e matérias de limpeza, manutenção da ordem e principalmente disciplina. Cada membro da equipe deve ter consciência da importância de trabalhar num local limpo e organizado. Vantagens: • melhor segurança e desempenho do pessoal; • prevenção de danos à saúde dos que convivem no ambiente; • melhor imagem da empresa interna e externamente; • elevação do nível de satisfação e motivação do pessoal.

“O ambiente mais limpo não é o que mais se limpa, e sim o que menos se suja.”

• usar a criatividade no trabalho; • melhorar a comunicação entre o pessoal no trabalho; • compartilhar visão e valores, harmonizando as metas; • treinar o pessoal com paciência e persistência, conscientizando-o para os 5S; • de tempos em tempos aplicar os 5S para avaliar os avanços. É importante cumprir os procedimentos operacionais e os padrões éticos da instituição, sempre buscando melhorar. A autodisciplina requer consciência e um constante aperfeiçoamento de todos no ambiente de trabalho. A consciência da qualidade é essencial. Por fim, vale ressaltar que a aplicação do programa 5S não deve se restringir somente aos produtos e equipamentos, mas também aos processos e procedimentos. Além disso, ela não depende de grandes investimentos e do tamanho da empresa, sendo de grande utilidade em consultórios, clínicas, hospitais e até em nossa própria casa.

SHITSUKE – SENSO DE AUTODISCIPLINA Renato Brescia Miracca

“Manter um ambiente de trabalho sempre favorável à saúde e à higiene.” Higiene é manutenção de limpeza e

“Fazer dessas atitudes um hábito, transformando os 5S num modo de vida”. Atitudes importantes:

renato.miracca@q-soft.net

Médico veterinário, bacharel em direito, MBA Q-soft Brasil Tecnologias da Informação www.qvet.com.br

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PET FOOD

IV Congresso Internacional e XI Simpósio sobre Nutrição de Animais de Estimação

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os dias 8 e 9 de maio de 2012, terça e quarta-feira, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, SP, ocorrerá o IV Congresso Internacional e XI Simpósio sobre Nutrição de Animais de Estimação, promovido pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA). Para os que trabalham na produção de pet food, lidar com as leis e normas sempre requer atenção a detalhes e atualização constante. A primeira palestra do evento vem atender a essa necessidade. O tema “Importação e exportação de ingredientes e alimentos” estará a cargo da mestre em zootecnia Janaína Gonçalves Garçone, do Departamento de Fiscalização de Insumos Agropecuários (DFIP) da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Brasília, DF. Para a produção de rações, é muito importante a vida de prateleira, uma vez que ela está relacionada à qualidade nutricional do produto, à sua segurança sanitária e, consequentemente, à viabilidade econômica desses alimentos. A mestre em engenharia de alimentos pela Unicamp Silvia Cristina S. R. de Moura, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Campinas, SP, falará desse tema na apresentação intitulada: “Como determinar a vida de prateleira? Aspectos técnicos implicados”. Para abordar várias facetas da produção industrial de alimentos para animais de estimação, o congresso traz nesta edição os temas: “Uso de soja em formulações para cães e gatos”, pela profa. dra. Ananda Felix (UFPR, Curitiba, PR); “Formulação e processamento de alimentos mastigáveis e específicos”, pelo prof. dr. Luciano Trevizan (UFRGS, Porto Alegre, RS); “Energia térmica ou mecânica no processo de extrusão: efeitos nas características físicas do extrusado e consumo pelo animal”, por Galen Rockey, diretor de processos da empresa Wenger (Sabetha, EUA). Elisabete A. de Nadai Fernandes,

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engenheira-agrônoma, profa. e dra. livre-docente do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Esalq (USP, Piracicaba, SP), falará sobre “Contaminação química: metais pesados em pet food”. Um aspecto interessante da ciência da alimentação será tratado pelo prof. dr. Wouter H. Hendrix (Wageningen University, Holanda), em dois temas: “A dieta natural do gato: o que podemos aprender com ela?” e “Nutrição e comportamento”. O dr. Hendrix é autor de diversas publicações científicas, coordena o grupo de nutrição animal da universidade e é membro de um comitê de especialistas em suplementação alimentar do National Research Council (NRC) / National Academies (Washington, EUA). Outra novidade estará a cargo de Jacques Wijnoogst, da empresa Tema & Partners, também da Holanda: “Sustentabilidade na produção de alimentos para cães e gatos e a ‘pegada de carbono’”. O tema tratará do impacto ambiental da produção de pet food e o que as indústrias podem fazer para reduzi-lo e compensá-lo. Ao tratar das tendências de mercado futuro para cães e gatos, sempre vem à tona a expressão “humanização”. Esse assunto será comentado pelo dr. Martin Karutz, global business manager pet food da empresa DSM (Basileia, Suíça), na palestra intitulada “Tendências em nutrição humana levadas para a indústria pet food”. Em 2011, pela primeira vez o congresso foi realizado concomitantemente com outros eventos – Workshop do Sindicato Nacional dos Coletores e Beneficiadores de Subprodutos de Origem Animal (Sincobesp), Feira Nacional das Graxarias (Fenagra) e a feira de negócios da cadeia de produção industrial de alimentos para animais de estimação, a Expo Pet Food. A experiência foi muito positiva, especialmente a presença da feira de negócios em pet food. No ano passado eram vistos circulando

Como determinar a vida de prateleira das rações, ciência da alimentação, seleção de ingredientes, contaminação química e sustentabilidade na produção de alimentos para cães e gatos são alguns dos temas que fazem parte da programação científica

pelos estandes não só os compradores e tomadores de decisão das empresas do setor, mas também os agrônomos, veterinários, zootecnistas, engenheiros de alimentos e outros profissionais dessas mesmas empresas, que, nos intervalos do congresso, trocavam ideias com seus colegas a respeito das características técnicas dos itens expostos na feira. Buscando tirar o melhor proveito da proximidade do pessoal técnico do setor de beneficiamento de subprodutos de origem animal, ao final do congresso haverá uma mesa redonda sobre qualidade das farinhas dessa procedência. Esta será desenvolvida com as participações do Sincobesp, do CBNA e do público presente. Venha participar desse importante evento do segmento de pet food. As vagas são limitadas e as inscrições já podem ser feitas: (19) 3232-7518 ou www.cbna.com.br. Reportagens das edições anteriores estão disponíveis em: www.nutricao.vet.br/cbna.php.

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Cristiana S. Prada

omelhorparaoseucliente@nutricao.vet.br

Médica veterinária, Ms nutrição.Vet - www.nutricao.vet.br


LANÇAMENTOS

TRATAMENTO DAS DERMATOPATIAS ALÉRGICAS A Virbac trouxe para o Brasil o Allerderm spot on, produto inovador que permite com apenas algumas gotas auxiliar o tratamento das dermatopatias de cães e gatos. Pesquisas recentes demonstram que os animais com dermatopatias alérgicas possuem uma desorganização na barreira cutânea – em consequência de um déficit de lipídeos entre os corneócitos do estrato córneo – que permite maior exposição antigênica e o desenvolvimento de inflamação e reações imunológicas. Com o objetivo de corrigir esse de-

feito, a Virbac desenvolveu o Allerderm spot on, complexo lipídico para pele composto por ceramidas, ácidos graxos e colesterol, normalmente Allerderm spot on é encontrado em duas apresentações: encontrados na pele uma para cães e gatos com menos de 10kg e outra para de cães saudáveis. cães com mais de 10kg O Allerderm spot on apresenta-se sob a forma de uma dermatopatias alérgicas, sem produzir prática pipeta que permite fácil aplica- qualquer interferência. ção. Pode ser associado às terapias Virbac: 0800 13 6533 convencionais para o tratamento das www.virbac.com.br

LINHA FITO ORGANIC

A

partir de 2012, o Grupo Organnact adicionou fragrância à linha Fito Organic. A linha é composta por sete xampus e dois condicionadores para vários tipos de pelagem. Toda a linha é formulada com plantas e é encontrada em frascos de 400mL. Organnact: (41) 2169-0411 www.organnact.com.br Linha Fito Organic - agora com fragrância

ODORIZANTE DE AMBIENTES E NEUTRALIZADOR DE ODORES

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tenta aos hábitos e necessidades dos consumidores, a P&G traz para o mercado nacional Febreze Pet, odorizante de ambientes e neutralizador de odores voltado especialmente para quem possui animais de estimação. Os odores de animais de estimação são, em sua maioria, provenientes de moléculas de ácidos graxos e de amina. Febreze Pet possui uma tecnologia de neutralização de odores que atinge melhor esses compostos, graças a reações químicas que alteram o pH do sistema. O 118

produto pode ser encontrado em varejistas de todo o País, inclusive em petshops. Febreze Pet alia-se à consagrada linha de odorizante de ambiente e neutralizador de odores da P&G, sucesso em mais de 16 países, como Estados Unidos, Japão, Alemanha, México e Portugal. Além de perfumar o ambiente, Febreze é capaz de neutralizar os maus cheiros por meio de sua dupla ação. Essa tecnologia única e patenteada utiliza a ciclodextrina, uma molécula capaz de capturar uma ampla gama de odores, aprisionando-os e neutralizando-os. Assim, o mau cheiro não é apenas

mascarado, mas realmente eliminado. Outro diferencial é a prolongada sensação de frescor. Todos os aerossóis precisam de um gás para que o perfume seja lançado ao ambiente. Esse gás é comprimido e, quando disparado o gatilho, as partículas de perfume são liberadas. Febreze, no entanto, tem um sistema propulsor único, que utiliza o nitrogênio, que libera delicadamente e de maneira mais lenta as gotículas de perfume da embalagem. Além disso, as partículas são maiores, por isso seu efeito é mais duradouro. Procter & Gamble: 0800-7015515 www.febreze.com/pt_BR/home.do

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