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01.

Capa; 02.

Índice; 03-09.

SAVITRI DEVI – A prisão; 09-12.

ALFRED ROSENBERG – Raça, alma e religião indo-ariana; 12-14.

MIGUEL SERRANO – Führer e Jung; 14-22.

ARTHUR DE GOBINEAU – A história não existe senão entre nações brancas; 22-28.

THOLF – O sacrifício revisionista.

“Na Grécia, a grandeza histórica esteve nos homens; em Roma, nos feitos. Na Grécia, privou o gênio; em Roma, a força. Foi necessário algo tão corrosivo como a moral, aparecida com Sócrates, para iniciar a decadência da Grécia e acabar com a sua grandeza; e foi necessário um princípio de dissolução, tão ativo como o cristianismo, para acabar com a grandeza e o esplendor dos romanos. A moral socrática não soube dar à história senão um povo de sofistas, pronto para a escravidão; a barbárie cristã não soube dar ao mundo senão povos sem gênio e impérios sem grandeza – homens e povos, todos foram feridos de decrepitude à sombra enfermiça da árvore da cruz.". Vargas Vila, em "Do rosal pensante".

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A PRISÃO* Savitri Devi Uma semana depois, voltei a Köln. Uma espécie de pressentimento vago alertava-me para a idéia de que me seria melhor ir diretamente para Koblenz. Mas eu superei esse sentimento. Ou melhor, o desejo de ver mais uma vez ao Sr. W. era mais forte em mim do que a pretensão de evitar riscos desnecessários. Lembrei-me de cada palavra que o jovem alemão havia proferido a mim, nos minutos que havíamos conversado. A história sobre os três anos de captura na África me deixou chocada. Eu o admirava pelo fato de estar ali, em pé, tendo sobrevivido de forma brilhante ao teste de perseguição; e eu o amei com a mesma força, com a mesma admirável afeição — o mesmo sentimento do companheirismo sagrado na vida e morte — como costumo fazer com todo verdadeiro adepto do Nacional Socialismo. Não parei em Köln para saber se ele de fato havia ou não colado meus cartazes. Eu sabia que ele o havia feito. Implicitamente acreditei nele. Parei pelo prazer de estar a conversar com ele novamente. Estive planejando sair junto de sua companhia, para uma longa caminhada, em algum lugar na borda do Reno, fora de Köln. O clima estava agradável. No dia, no brilho do sol, não estava tão frio para sentar-se, contanto que não houvesse ventos. Eu queria comprar alguma comida, junto de alguns bolos, pelo dia todo — Pensei que poderíamos ir e sentarmo-nos em algum lugar solitário e cativante. Pensei em esticar meu capote cinza sobre o chão, para que ficássemos mais confortáveis. E o oficial da S.S. conversaria comigo de forma amigável, gloriosa e bem esclarecida — contaria a mim sobre os grandes dias que vieram, foram e virão novamente; contaria sobre as recentes humilhações e de sua vingança inevitável; contaria a respeito do Führer, a grande Alemanha, a pedra fundada do futuro Arianismo (pelo qual eu estaria em pé, querendo e amando) enquanto o inalterável Reno refletia em suas águas o brilho do sol com seu próprio murmúrio eterno. Eu queria ouvi-lo contar para mim, como centenas haviam feito antes dele, o quanto era lindo o semblante do inspirado Führer quando se voltava às multidões. Eu gostaria de dizer a ele, como já o fiz a dezenas de outros, o quanto estava feliz, à espera da volta do Líder e Salvador, independente de onde ele surgisse. Fui para a parte de baixo do trem e, após deixar minhas coisas em uma espécie de armário, direcionei-me à Missão Católica onde eu deveria perguntar a uma mulher algo que, a meu ver, algo bastante incomum: "Por acaso, você poderia me dizer o endereço do Sr. W., que esteve aqui uma semana trás, há procura de um quarto? Ele me disse que deixaria seu endereço com você.”. 3


Eu não sabia que o Sr. W. já se encontrava preso, tão pouco que, pelos últimos quatro ou cinco dias, a polícia estava à minha procura na Alemanha toda. A mulher em sua missão — que talvez soubesse — olhava-me um tanto quanto envergonhada. "Sr. W.?", disse ela. "Você tem certeza que é este o nome?". Ela estava virando as páginas de uma agenda, onde estavam escritos nomes e endereços de muitas pessoas que obtiveram alojamentos na Missão. Mas ela não parecia estar seriamente à procura do nome que eu havia dado a ela. Eu ainda respondi à sua pergunta. "Sim, Sr. W.", disse. "Conversei com ele aqui, neste lugar, exatamente há uma semana atrás. Não sei dizer se a Missão Católica ajudou-o a encontrar um quarto ou não. Mas ele havia me dito que ele deixaria seu endereço aqui, onde quer que ele esteja. Surpreende-me que ele não tenha feito isso. Você poderia olhar novamente, de forma minuciosa?" Eu não tinha mais tempo de dizer nada, quando um policial aproximouse. Ele caminhou em direção e disse: "Posso ver seus documentos, por gentileza?" Não era a primeira vez que eu tive de mostrar meu passaporte a um policial alemão. Em geral, costumavam olhar meus documentos, devolvendoos em seguida. Mas, com o policial que me abordara dessa vez, a situação foi outra. Sem devolver meus documentos, me disse: "Você poderia nos acompanhar até a Delegacia? Precisamos esclarecer algumas coisas. Deixe seus pertences para trás; ninguém irá tocá-los". Imediatamente eu senti que estava em perigo. Mas, estava me sentindo extraordinariamente calma, — calma como somente um absoluto crente no destino poderia se sentir. "Eu cogitei a idéia de que isso poderia acontecer um dia", pensei. "De qualquer forma, eu deveria chamar tudo isso de, se possível, um 'deslize'. Mas se eu fui pega, eu fui pega. E não deveria me portar como uma covarde diante de nenhuma circunstância." Entrei na delegacia — uma sala vazia, caiada, na qual havia dois homens trajando o uniforme policial (um, obviamente de maior grau, sentado à mesa, próximo do telefone) e um prisioneiro, encostado em um canto. "Certamente não se trata de um prisioneiro político", pensei, como tão logo iria vê-lo. Ele não pareceu estar tão contente quanto eu.

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O homem à mesa ofereceu-me uma cadeira. Sente. Então, o policial que havia capturado meu passaporte, passou-o ao outro homem, e em seguida ele examinou-o com muita atenção, demoradamente. "Um passaporte britânico", disse ele. "Mas você não é inglesa, ou é?" "Metade inglesa, metade grega", respondi. "Minha mãe é inglesa. Adquiri a cidadania britânica através do meu casamento." "Seu marido é inglês?" "Não. Indiano." "E onde ele está agora?" "Em Calcutta, acredito". O oficial da polícia aparentemente não estava interessado em saber a respeito da distância em que meu marido se encontrava naquele momento. Ele mudou o rumo da conversa. "Você viajou um pouco demais, pelo que vejo nos vistos de seu passaporte", disse ele. "O que a trouxe para a Alemanha?" "Vim colher informações em primeira mão, com o intuito de escrever um livro," respondi — e isso era verdade; Eu estava, na verdade, escrevendo meu Gold in the Furnace, uma apaixonada ilustração da Alemanha Nacional Socialista nas garras de suas perseguições, e, ao mesmo tempo, uma demonstração pessoal da fé em Adolf Hitler. Complementei: "Isso começa em uma carta que você irá encontrar em meu passaporte; uma carta do Bureau des Affaires Allemandes francês, recomendando-me para que eu me ocupe junto das autoridades aliadas." E isso também era verdade. Nesta carta, o principal do Bureau implorava que "a França e as autoridades aliadas dispunham toda e qualquer proteção possível ao Sr. Mukherji, autor de vários livros de cunho historiográfico e filosófico, que agora está indo para a Alemanha e Áustria com o intuito de colher material necessário para um livro que irá escrever sobre tais países." (Torna-se desnecessário dizer que ele, o policial, não conhecia nada sobre minhas convicções, e não poderia suspeitar que tipo de livro eu pretendesse escrever, ou que tipo de atividade eu estava me encarregando de executar na Alemanha). "Você é escritora?" ele perguntou. "Sim.”. "Bem, nós queremos saber se você tem algo a ver com certos folhetos e panfletos...”. Percebi que me seria difícil 'escapar' desta vez. Mesmo assim, estava me sentindo excessivamente calma — pensei como se estivesse atuando, como se eu fosse uma pessoa que estivesse sentada em meu lugar, respondendo perguntas que não eram propriamente reais. (E nem que eu era 5


ela. Minha alma real, livre e indestrutível, vive em milhões de individuais, na Alemanha e para fora dela; onde quer que existam Arianos que compartilham de nossos ideais; onde quer que o espírito N.S. esteja envolto em todo seu poder e orgulho. Preocupava-me menos, saber o que iria acontecer ao material limitado, sobre o qual eu estava conversando na delegacia de polícia da estação de Köln, na noite de Fevereiro de 1949). Eu fingi não ter entendido a palavra alemã que remetia a um cartaz, a palavra Flugblatt. "Que tipo de coisa é um Flugblatt?", perguntei, sem ter cogitado rir. "Um papel com um tipo de propaganda escrita, com o intuito de ser distribuído", respondeu-me, desta vez, não o homem da mesa, mas o outro — aquele que havia me capturado. E ele prosseguiu, desenhando uma suástica sobre uma página em branco, mostrando-me em seguida: "Se você não sabe o que é um Flugblatt, você certamente sabe o que é isso?”. "Uma suástica", disse; "Creio que todos saibam o que é.”. "O símbolo do Nacional Socialismo," ele enfatizou. "E o imemorial Símbolo do Sol", complementei. "Na Índia, isso é visto como um símbolo sagrado há milhares de anos". "E você também a vê como um símbolo sagrado?". Perguntou-me o policial, contemplando-me como se estivesse a me desafiar — com um leve toque de ironia. Eu sabia que eu estava brincando com o fogo, mas me senti à vontade. Naturalmente, desfrutei a situação, desafiando o perigo. "Certamente que sim", disse. "Eu também sou uma adoradora do Sol". A resposta foi rigorosamente preciosa. Em minha mente, recordei meus anos de luta na distante Índia; minhas conferências contra a ideologia cristã de igualdade, falsa mansidão e falsa humilhação, nas sombras das árvores banyan, diante das multidões vestidas de branco. E antes disso, minha luta na Grécia contra a mentalidade primitiva de uma inteligência levantina, em nome dos eternos ideais Arianos desses dias — vinte e cinco anos atrás — Quando eu ainda me chamava "Helênica". "Durante toda a minha vida, sem dúvidas eu estive a lutar pela mesma verdade, sob o mesmo símbolo milenar sagrado", pensei. E a possibilidade de ser presa — que nunca havia me preocupado — de repente tornou-se a mais atrativa possível diante de meus olhos. Na verdade, eu perderia a pouca utilidade que estava tendo. Mas, que esplêndida culminação de toda a história de minha vida isso seria, sofrer — por último — um pouquinho do que milhares de meus camaradas estiveram sofrendo pelos últimos quatro anos, nas mãos de nossos inimigos! Eu agora estava quase a pedir para que fosse presa. Estava ainda determinada a não acelerar meu objetivo por admissões desnecessárias. Eu queria deixar isso para os deuses invisíveis decidirem onde e como eu deveria continuar agüentando, testemunhando pela glória do Nacional Socialismo. Se eu "escapasse disso" desta vez, significaria que eu teria maior utilidade sendo 6


livre. Se não, significaria que após uma longa corrida, eu seria mais útil na prisão — ou morta, se o inimigo tivesse a honra de me matar. O homem à mesa dirigiu-se a mim novamente. "Você conhece certo Sr. W., que fora um oficial da S.S., não?" E pela primeira vez percebi — Eu sabia claramente que se o homem havia me dito isso — que o Sr. W. havia sido preso. Nunca senti meu sangue ficar tão frio, porque eu sabia (de outros, os quais sabiam da experiência direta) a que tipo de extrema brutalidade os presentes mestres da Alemanha — ou os próprios alemães pagos por eles — poderiam submeter, quando estão diante de um dos gloriosos de Hitler, pego em flagrante na ação de desafiá-los. "Pobre querido camarada!", pensei; "Espero que eles não estejam o torturando. De qualquer forma, eu carregarei toda a responsabilidade, se algo de ruim vier a lhe ocorrer". "Conversei com ele", respondi, um pouco pálida. O oficial da polícia estava me observando de forma severa, sincronizada — olhos de um poderoso observador. "Vá e busque os pertences dela", ele ordenou ao outro policial, "e traga tudo para cá". O policial deixou a sala. "Então você esteve com ele", disse o homem à mesa, virando para mim e falando mais uma vez do Sr. W. "Onde e quando você conversou com ele?" "Aqui em Köln, há algum tempo atrás." "Aqui, no metrô, há exatamente uma semana", respondeu o homem. "E você tinha um compromisso com ele. Você disse que havia pedido a ele seu endereço, durante a Missão Católica, há pouco. Você não imagina que você está sendo observada? Que tipo de negócio você tinha com esse jovem?" "Eu quis vê-lo novamente." O homem aproveitou um telefone próximo da parede, e tão logo eu o ouvi falando com certo Sr. "Oberinspector" — perguntando a ele sobre instruções do que ele deveria fazer comigo. Lembro-me pedaços da conversa. "Ela esteve em contato com esse homem... Mas ela tem um passaporte britânico, — em ordem, como posso vê-lo. E uma carta de recomendação endereçada às autoridades da Ocupação Aliada por alguém importante no Bureau francês em Paris... Sim, sim Sr. Oberinspektor... Não; nada tão velho quanto isso. O passaporte dela diz quarenta e três, mas ela não aparenta mais que trinta e cinco, se... Sim, certamente, Sr. Oberinspektor... Não; ainda não... Vamos ver. O policial está pronto para buscar a sua bagagem... Sim, certamente; Eu também acho. Vamos ver... Sim, Sr. Oberinspektor." 7


O policial não tardou em retornar. Ele estava segurando minha mala de viagens em uma mão, minha bolsa e minha pasta em outra. Ele colocou aquela em um canto, no chão, enquanto estas sobre a mesa. Então, arrancou de minha pasta um de meus cartazes, dobrados em quatro (havia poucos deles ali, pois eu havia distribuído boa parte no trajeto até Köln). Ele desdobrou-os, deitando-os em seguida antes do oficial à mesa. "São exatamente os mesmos que encontrei com G.W.", disse ele. "Esses Nazis" Mais ativos e arrogantes que nunca! O que você acha disso?" O homem à mesa não o respondeu, mas leu o papel e me disse: "O que você tem a me dizer, sobre a presença disso em sua mala?", ele me perguntou. "Por acaso, o Sr. W. deu isso a você? Ou teria sido outra pessoa?" Eu sabia que agora, tornar-se-ia inútil tentar algo para esconder a verdade do policial. Desta vez, eu não me iria "safar". E com a maior precisão possível, eu iria contar a verdade, menos aparentar a responsabilidade do Sr. W. nesses afazeres comigo, e o isqueiro seria a sentença dele — tão logo, ele estaria livre. Ele merecia ser livre, após todos os anos de serviço durante a guerra e seus três anos de captura nos campos de concentração, no meio da África. Eu poderia me dispor a ir para a cadeia. Talvez eu tivesse merecido ir, — por não ter voltado à Europa antes da guerra; por não ter sido prestativa a ela. Além disso, mesmo se todas essas considerações não fossem levadas em conta, se isso não tivesse acontecido, não com o Sr. W., mas com qualquer outra pessoa que havia trabalhado comigo, eu deveria sentir nisso o meu dever, de qualquer forma, de responsabilizar-me de cada ação pela causa Nacional Socialista pela qual eu comandei uma parte, ainda que pequena. Essa responsabilidade foi, sem dúvida, uma honra que eu não reivindicaria. Olhei em direção ao homem que estava à mesa e respondi de forma clara e firme, quase que triunfantemente: "Estes cartazes não são obra do Sr. W.; eles são meus. Eu os escrevi. Fui eu quem deu ao Sr. W. tudo o que ele tinha — Eu, sozinha". O homem mau me esperava acusar o Sr. W., evitando assim toda e qualquer responsabilidade que me fosse atribuída. Ele se esqueceu, aparentemente, que nós não somos Democratas. Ele me contemplou com surpresa e interesse — como alguém que olha para dentro uma janela de loja, focalizando em um objeto que não esteve em mercado por muitos anos e que, por fim, ele nunca esperava ver isso novamente. Mas ele não teceu comentários. Não havia nada o que ele pudesse fazer. Ele simplesmente me disse: "Desculpe-me — desculpe-me realmente —mas devo-lhe informar que você está presa". 8


Eu estava sorrindo. Lembrava-me da minha primeira jornada através da Alemanha arruinada, há menos de um ano atrás. "Se eu não puder fazer mais nada por eles, nesses dias de horror, devo, então, sofrer junto das pessoas do Führer!", orei a todos os deuses do céu. Durante nove minutos, tive a mínima experiência dos sofrimentos aos quais os alemães estiveram submetidos nos últimos quatro anos. Agora, eu estaria em pé por eles, nas mãos dos inimigos da Alemanha. Os deuses concederam-me o desejo de meu coração. "Estou feliz", disse eu, "pela oportunidade de ser testemunha aos ideais de minha vida". E então as três pessoas presentes puderam ver que eu não estava mentindo, nem "fazendo um show". Eu me senti tão contente que precisava ser notada. Eram por volta de duas da manhã.

*Texto original em inglês, sob o título de “The arrest”, pgs. 10-20, do capítulo 1, “Part one – Triumph”. DEVI, Savitri. Defiance. Calcutta, 1951. Versão original online, disponível no site: www.savitridevi.org Tradução por Tholf zine.

RAÇA, ALMA E RELIGIÃO INDO-ARIANA* Alfred Rosenberg Quando a grande onda nórdica chegou às elevadas montanhas da Índia, tivera ela de passar por entre inúmeras raças hostis. Instintivamente, como fora em outros tempos, os indo-arianos mantiveram-se separados dos estrangeiros mais escuros que haviam sido encontrados. A instituição da casta foi a consolidação desse distanciamento consciente. Varna significa casta, mas também cor. Os bons arianos assim, estando lá, ligaram-se a seus semelhantes – uma versão aceitável de tipo humano, passando a criar, como conseqüência, um abismo entre eles próprios, reconhecendo-se como conquistadores, e os nativos marrom-escuro da Índia pré-ariana. Como fruto desta oposição de sangue e solo, estiveram os arianos envoltos a uma visão de mundo que, por sua profundidade, não pôde ser ultrapassada por nenhuma filosofia, mesmo nos dias de hoje, embora se reconheça que este 9


feito se dera como conseqüência de longas batalhas contra os ideais dos aborígines racialmente inferiores. O período que, por exemplo, situa-se entre as canções heróicas dos Vedas e dos Upanishads é regado ao expansionismo e a lutas simultâneas contra a feitiçaria e todos os demais êxtases degenerados. O culto de sacrifício de espíritos e deuses começara a infiltrar-se. O sacerdote, com seu caço sagrado e seu tição, não estava imune a esses princípios de magia. Cada toque de mão, cada gesto, adquiria um significado místico. A ritualística desenvolvera-se entre períodos mitológicos e filosóficos. A oração, que aos verdadeiros Brâmanes representava apenas uma poderosa forma de elevar seus corações, tornara-se uma encarnação a compelir os deuses através da magia. Em meio a este obscuro processo, a doutrina dos Atman apareceu e assim acendendo a um raio de esperança. Não se caracterizou isso “um ato de desenvolvimento psicológico”, que seria desprovida de sentido – representou, no entanto, um novo despertar da alma ariana frente às superstições e convicções mágicas dos não-arianos subjugados. Esta interpretação que fora confirmada quando se estabeleceu que a grande doutrina do valor pessoal do espírito – destituída de magia e demonização – originara-se nas cortes dos reis e conseqüentemente difundida na casta guerreira. Embora os Brâmanes posteriormente tenham se tornado tutores de uma nova concepção de unidade essencial de alma individual e coletiva, nunca estiveram eles dispostos e mesmo aptos a ocultar a origem destas mesmas concepções que outrora aprenderam. Assim a instrução que diz respeito aos Atman é dada pelo Rei Ajatacatru ao brâmane Gargya Balake; pelo Rei Pravahna ao brâmane Aruni. Gratos a estes modos aristocráticos, o culto da magia não-ariana retirara-se adiante e proliferara-se apenas tempos mais tarde, quando a decadência racial se alastrou mesmo sobre a Índia dos Kshatriyas. Como nobres de nascença, os indianos sentiram suas almas individuais expandirem-se para dentro dos Atman, que penetraram ao universo por inteiro e viveram com seu próprio ego. O conceito de uma natureza impessoal, rica e virtualmente auto-suficiente não pôde fazê-los romper uma união metafísica. Uma vida ativa, que sempre fora demandada como um dever inelutável do pensamento de renúncia do mundo, deu lugar mais adiante à ponta de uma jornada para dentro do universo da alma. Esta transição à luz pura do conhecimento levou à nobre tentativa de superar a natureza através da razão. Não há dúvidas de que muitos indianos, como personalidades dotadas de aristocrática individualidade, introduziram-se com sucesso nessa questão – posteriormente, introduzir-se-iam, por vontade 10


própria, apenas os remanescentes do que outrora lhes fora ensinado, destituídos de pré-requisitos raciais. Tão logo o rico significado da Varna, calcado na questão do sangue, perdera-se por inteiro. Hoje se trata ela de apenas uma divisão entre técnicas, profissões e as mais diversas classes, estando a alimentar a degeneração dentro da mais vil caricatura do que outrora fora o mais nobre principio na história do mundo. Os indianos da posteridade não compreendem o significado dos três preceitos: Sangue, o Eu e o Universo. Vêem eles somente aos dois primeiros. Perecem eles na tentativa de realizar-se uma contemplação isolada do Eu ao lado de toda a poluição racial que está a produzir miseráveis desventurados à procura de cura para sua existência incapacitada nas águas dos Ganges. Após a “superação” de polarizadas idéias do próprio universo por uma escolha racional em favor de uma parte específica, o indiano monista também empreendido de eliminar a antítese entre eles e violentamente se ater da liberdade através da natureza e de uma natureza-mestre através da liberdade. Ele, portanto, inclinara-se à raça atribuída e sua respectiva personalidade como sendo aspectos de um grandioso conceito e, ao mesmo tempo, algo dotado de ilusões. O indiano monista da posteridade viera a enxergar o que cerca à natureza como algo irreal – um sonho mal. A única realidade para ele consistira na alma do mundo (Brâmane) e seu eterno retorno à alma individual (Atman). Com o distanciamento da natureza em geral, a idéia já limpa do conceito de raça tornara-se mais nebulosa como nunca fora – instinto de dogma filosófico desarraigado de sua base terrestre. Se a única realidade é o mundo-alma e se os Atman estão junto disso, desaparece-se a individualidade e um universo de unidade indiferente é alcançado. O resultado foi que o pensamento indiano deixou de ser dotado de criatividade. Crescera de rígida forma. O sangue estrangeiro dos morenos Sudras, os quais foram agora vistos como de iguais valores aos Atman. Assim destruiu-se o conceito original da identidade da casta e, conseqüentemente, da raça. O aparecimento de bastardos tornou-se inevitável. Serpentes e cultos fálicos dos aborígines começaram se espalhar como adorno. Interpretações simbólicas de Siva, dotada de cem braços armados tal como galhos rastejantes em uma floresta primitiva, começaram a aparecer na assombrosa arte bastarda. Somente nas cortes dos reis dispunha-se ainda a ouvir antigas canções heróicas, junto da atenção dada ao lirismo como o de Kalidasa e de outros poetas honrados, em sua grande maioria desconhecidos. Shankhara tentara uma nova remobilização da filosofia indiana, mas fora em vão. À entrada de ar através das profundezas, as artérias da raça 11


foram rompidas. O sangue ariano fluiu-se, sendo jogado para fora. Somente aqui e ali, onde o solo escuro de uma antiga Índia o suga, fazendo-o ainda fertilizar. Mas isso deixa o cultivo de uma ortodoxia filosófica e técnica que regada a uma distorção quase que insana, comanda a vida Hindu dos dias atuais. Não devemos afirmar imprevidentemente que os indianos primeiro poluíram sua raça e então renderam sua personalidade. É preferível, no caso, dizer que um processo metafísico tomou espaço e que isso se manifestou em um anseio apaixonado pela abolição do dualismo, bem como as reciprocamente-condicionantes baixas formas de polaridade. Visto de fora, a aceitação filosófica de uma equação de Atman-Brâmane engendrou a decadência racial. Em outras culturas, esta decadência não fora conseqüente do estabelecimento de uma filosofia penetrante, mas simplesmente o resultado da miscigenação ininterrupta entre duas ou mais raças. Em casos como esse, as características essenciais das várias raças nunca foram elevadas ou fortalecidas, mas terminadas em aniquilação mútua.

*Texto originalmente contido na obra “Der Mythus der 20. Jarhrhunderts”, de 1930. Tradução feita a partir da tradução em inglês por Vivian Bird, páginas 810, sob o título de “The myth of the Twentieth Century”, de 1983. Tradução por Tholf zine.

FÜHRER E JUNG* Miguel Serrano O livro “Jung speaking” (falas de Jung), do professor William Mcquire, foi recentemente traduzido para o espanhol e publicado pela Editora Trotta, com o título de “Encuentros com Jung” (encontros com Jung). Reproduzemse ali descrições de Jung quando viu a Hitler e Mussolini juntos, dirigindo-se à uma grande concentração de massas. Coloca-se Mussolini como um homem normal, “um ser humano” por assim dizer, até dotado de certa simpatia. Hitler, por sua vez, não era considerado um simples humano, mas “carente de individualidade, confundido com a alma coletiva de sua nação, possuído por seu inconsciente coletivo”. Jung complementa: “Não somente pelo inconsciente coletivo de um país, mas de toda uma raça – da raça ariana. E por isso que seus ouvintes, mesmo que não estejam familiarizados com o 12


alemão, se são arianos automaticamente sentem-se atraídos, hipnotizados por suas palavras, porque ele representa a todos, fala por todos. E se surgem gritos, é porque uma nação inteira, toda uma raça, está se expressando através dele.”. Assim, Hitler é a encarnação do deus ariano Wotan. Está possuído por ele, não sendo assim um simples humano. E Jung chega a compará-lo a Maomé, com o seu fenômeno em si – o que ele foi e o que é para o mundo islâmico. Não creio que o professor Jung tenha tido o livro de Kubizek, “Adolf Hitler, mein Jugendfreund” (Adolf Hitler, meu amigo de juventude), o mais importante livro que tenha sido escrito sobre o Führer alemão e que nos ilustra como ninguém, a confirmar suas apreciações, a narrar, por exemplo, uma cena extraordinária em uma noite de sua juventude. Junto de dois amigos, assistiu a representação de Rienzi, em Linz, de Richard Wagner. Tamanha a profunda impressão que esta obra deixou em Hitler (obra que talvez mostrasse a ele o espetáculo do seu próprio futuro), que, após o espetáculo, caminhou com seu amigo pela calada noturna em direção ao bosque próximo de uma montanha, estando em completo silêncio. E conta Kubizek que, uma vez chegados ali, ele tomou sua mão, pondo-a entre as suas, e começou a falar como se estivesse em transe, com uma voz que não o pertencia, estando ele próprio admirado ao escutar-se. S referia à Alemanha, aos alemães e ao que ele faria por esse povo: uma revolução total. E o que fora declarado era fruto de um menino austríaco de não mais que dezesseis anos – um desconhecido por completo. Revela Kubizek que muitos anos depois, quando Adolf Hitler já ocupava o posto de Führer da Alemanha, o fez relembrar a cena extraordinária de uma noite distante de sua juventude. E Hitler lhe disse: “Sim, eu jamais poderia esquecer, porque foi ali onde tudo começou.”. Como em muitas outras coisas, também a psicanálise se apropriou de conceitos e expressões de Nietzsche, sem declarar ou sequer reconhecer tal feito. Assim se sucede também com relação à concepção de “Inconsciente”, de Freud, que por sua vez foi adotado por Jung, sendo ampliada para a concepção de “Inconsciente coletivo”. Foi Nietzsche quem afirmou que “havia algo nele [Nietzsche] que sabia mais do que ele próprio, porque ele não era consciente o suficiente para sabê-lo”. E Jung ampliou esta experiência ao afirmar: “Eu sei de coisas ao seu respeito que nem mesmo você faz idéia, e também que nem eu próprio sei o que sei”. Sem dúvida, Jung durante os anos trinta esteve intrigado pelo fenômeno do Nacional Socialismo, com sua força envolvente, ameaçando estender-se mundialmente. E aceitou a Presidência da Sociedade Médica 13


Internacional de Psicoterapia, tendo substituído o irmão de Göring. Ademais, houve a ruptura com Freud, culminando em sua teoria que diz respeito aos “Dois inconscientes coletivos”, entregando com ela uma arma formidável ao Nazismo, porém este jamais a usou, devido à essencial desconfiança que o hitlerismo possuía de tudo o que tivesse origem na psicanálise e de sua terminologia. Não há dúvidas de que para Jung, o fim da guerra foi uma catástrofe, pois estava a temer que toda a sua obra também pudesse ser destruída à medida que vínculos fossem criados junto do hitlerismo, ainda que fosse apenas de um modo filosófico, e também por sua concepção do Arquétipo, referindo-se a Wotan ou a Vishnu, de modo que Adolf Hitler, ao ser possuído por Wotan, passava a ser um Avatar, ocupando assim uma divindade externa, extraterrestre como se diz atualmente. Ao fim de seus dias, Jung, declarou no prefácio do meu livro “Las visitas de la reina de Saba” (As visitas ao reino do Sabá), que o Arquétipo seria uma entidade superconsciente, um deus, e não uma “representação dos instintos”, como até então seus alunos o haviam definido. Temendo pela destruição da obra de toda a sua vida, e ao vínculo feito a Hitler e ao hitlerismo, ao término da guerra Jung sofreu três ataques do coração. Antes já havia ele aconselhado os Serviços Secretos ingleses e norte-americanos para largarem a guerra, porque Hitler estava possuído por Wotan, deus do furacão e da tormenta (Blitzkrieg). “E uma tormenta não pode durar muito tempo – ela vai se esgotando, se autodestruindo.”. De todos os modos, a atitude de Jung, um suíço, foi diametralmente oposta a de Heidegger, um alemão que se manteve firme, como partidário do Nazismo até o fim, sem pensar no que sucessivamente poderia ocorrer às suas obras. E Heidegger recordaria a Ezra Pound: “Mantenha-se firme aos seus velhos sonhos para que de alguma forma o nosso mundo não perca a esperança”. Tradução feita a partir do texto original em Espanhol, sob o título de Führer & Jung. Tradução por Tholf zine. Fonte: http://www.letras.s5.com/archivoserrano.htm

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A HISTÓRIA NÃO EXISTE SENÃO ENTRE NAÇÕES BRANCAS *Arthur de Gobineau Abandonamos até agora o que foi visto anteriormente, com os conquistadores espanhóis a pisar em solo americano, povos isolados que, menos expostos se comparados a outros no que diz respeito às mesclas étnicas, puderam conservar, durante vários séculos, uma organização contra a qual nada influía. A Índia e a China, em seu isolamento do resto do mundo, presentearam-nos com este raro espetáculo. E assim como sucessivamente não veremos mais do que nações ordenando seus interesses, suas idéias, suas doutrinas e destinos à marcha de outras nações de formação diferente, e assim também não veremos perdurar as instituições sociais. Em nenhuma parte experimentamos um só momento da ilusão de que, durante o Império Celeste e na terra dos brâmanes, poderia nevar facilmente ao observador, estando a se perguntar se o pensamento do homem não é imortal. Em vez desta majestosa duração, em vez desta solidez quase imperecível, magnífica prerrogativa que a homogeneidade relativa das raças garantiu às sociedades que acabo de nomear, não contemplaremos já, a partir do século VII antes de Cristo, no turbulento cenário de onde partem a maioria dos povos brancos, nada mais que a inconstante instabilidade na idéia civilizadora. Em um momento, para medir sobre a longitude do tempo a série de criações hindus ou chinesas, era necessário contar com uma disponibilidade de dezenas de séculos. Desacostumados a esse método, comprovaremos que uma civilização de quinhentos ou seiscentos anos é comparativamente muito venerável. As criações políticas mais esplêndidas teriam apenas duzentos ou trezentos anos e, passado este prazo, deveriam se transformar ou sucumbir. Cegos por um instante de brilho efêmero da Grécia e da Roma republicana, nos servirá de grande consolo, quando cheguemos aos tempos modernos, à idéia de que, se nossas estruturas sociais duram ou alcançam ao menos tanta longevidade como tudo o que fora visto na Ásia e Europa, sendo admirados, temidos e mortos, pisoteados a partir daquela era do século VII antes de Cristo, esta época significou renovação e transformação quase completa da influência branca nos problemas territoriais dos ocidentais. O Oeste fora sempre o centro do mundo. Na verdade, todos os países mais ou menos importantes abrigaram essa pretensão e puseram-na ao topo de suas prioridades. Para os Hindus, o Ariavarta se encontra ao centro das regiões sublunares; ao redor deste país santo estendem-se os Dwipas, unidos ao centro sagrado como pétalas de lótus ao cálice da planta divina. Segundo os Chineses, o Universo converge no Império Celeste a mesma ilusão que sustentaram os gregos, para os quais o templo de Delfos era o umbigo da Boa Deusa. Os Egípcios foram tão ingênuos quanto os demais. Não é partindo de uma antiga presunção geográfica como a uma nação ou a um conjunto delas que se permitirá atribuir-se um papel dominante no Globo. 15


Nem sequer se deixá-la reivindicar a direção constante dos interesses civilizadores e, a este aspecto, permito-me criticar de forma radical a célebre obra de Giobierti – Primato civile e morale dell' Italiani. Somente através do ponto de vista moral é que se resulta a lícita sustentação que, à margem de todas as preocupações patrióticas, o centro de gravidade do mundo social oscila sempre nos países ocidentais, sem deixar-se nunca de si mesmos e tendo, com base nos tempos, dos limites extremos, ou seja, Babilônia e Londres, do Leste a Oeste. Estocolmo e Tebas, no Egito, de Norte a Sul; mais adiante desses limites, isolamento, personalidade restringida, impotência para despertar a simpatia geral e, finalmente, a barbárie abaixo de todas as suas formas. O mundo ocidental, tal como acabo de descrever, é como um vasto tabuleiro de onde partem golpes dos mais variados interesses. É um lago que constantemente se derrama sobre o resto do Globo, algumas vezes assolando-o, sempre a fertilizá-lo. É uma espécie de campo de cultivos mosqueados em todas as plantas, saudáveis e venenosas, nutritivas e mortais, que encontraram cultivadores. A maior soma de movimento, a mais assombrosa diversidade de fatos, os mais ilustres conflitos e os mais interessantes por suas vastas conseqüências, se encontram ali; Enquanto que na China e na Índia produziram-se consideráveis revoluções das que o mundo tem tido conhecimento, que a erudição, estimulada em certos indícios, não deixou rastros delas senão com grandes esforços. Pelo contrário, entre os povos civilizados do Ocidente, não há batalha, mas uma revolução, algo sangrento, resultado de dinastia por pouco importante que seja, que, tendo acontecido trinta anos atrás, não deixa legados ao nosso conhecimento, frequentemente com pormenores que deixam o leitor tão assombrado como pode estar o antiquário quando, nos monumentos de antigas idades, sua vista descobre intacta a delicadeza das mais finas esculturas. A que se deve esta diferença? Deve-se ao fato de que na parte oriental do mundo, a luta permanente das causas étnicas não teve lugar senão entre o elemento ariano, de uma parte, e os princípios negros e amarelos, de outro. Não necessito fazer observar que, ali onde as raças negras não combateram senão contra elas mesmas ou onde as raças amarelas giraram igualmente em seu próprio círculo, ou bem ali onde as mesclas negras e amarelas lutam hoje entre si, não há História possível. Como os resultados destes conflitos são essencialmente infecundos ao mesmo que os agentes étnicos que os determinam, nada esclareceu nem substituiu isso deles. É o caso da América, da maior parte da África e de uma fração considerável da Ásia. A História não brota senão somente do contato com as raças brancas. Na Índia, a espécie nobre não colide senão com a dos antagonistas inferiores. Compacta, a princípio, em sua essência ariana, toda sua tarefa 16


consiste em defender-se contra a invasão, contra a imersão do fluxo de princípios estranhos aos seus. Este trabalho preservador se prossegue com energia, com consciência do perigo e com ajuda de meios que nos cabe chamar desesperados, e que seriam verdadeiramente novelescos se não tivessem dado resultados tão práticos. Esta luta tão real, tão verdadeira, não é, sem dúvidas, com o intuito de produzir sua História propriamente dita. Como a raiz branca posta em ação está, segundo acabo de dizer, compacta e tem um objetivo único, uma só idéia civilizadora, basta-lhe apenas vencer e viver. Pouca variedade na origem dos movimentos engloba escassos desejos de conservar seus vestígios; e do mesmo modo que se tem feito notar que os povos felizes carecem de história, cabe acrescentar que não as possuem, não têm nada que contar que não seja do domínio de todos. Assim o desenvolvimento de uma civilização unitária tal como a da Índia, que não oferece à reflexão nacional senão poucas inovações surpreendentes, nem muitas trocas inesperadas em suas idéias, nem em doutrinas, nem em costumes, não têm nada grave que se referir, e de ali vem que as crônicas hindus estiveram sempre revestindo a forma teológica, as sombras da poesia, e apresentam uma carência tão completa de cronologia, deixando consideráveis lacunas no registro dos acontecimentos. Na China, um de seus costumes mais antigos consiste em relembrar seus feitos. Nós o explicamos, observando que a China esteve desde o começo longínquo em relação com povos geralmente pouco numerosos para poder conquistá-la, ainda que dotados de poderio suficiente para inquietá-la e comovê-la, e que, formados, em toda a parte, por elementos brancos, ao atacá-la não iriam somente com espadas, mas também idéias. A China, ainda que distante do contato europeu, influiu, não obstante, nos resultados das diferentes migrações, e quanto mais se levam as grandes compilações de seus escritores, mais dados encontraremos sobre nossas próprias origens, dados que a história do Aryavarta não nos dá com tanta precisão. Já faz muitos anos que graças aos livros dos escritores, retificaram-se felizmente muitas idéias falsas sobre os Hunos e Alanos. Daqueles livros percebem-se, todavia, detalhes preciosos relativos aos Eslavos, e pode que, por este meio, o que hoje se sabe acerca do início dos povos sármatas se vê aumentando com novos conhecimentos. Adiante, esta abundância de realidades antigas, conservada pela literatura do Império Celeste, se aplica, e isso merece ser sublinhado, melhor às comarcas do Noroeste da China que as do Sul do continente asiático. A causa não há que buscá-la senão no atrito das populações mestiças do Império Celeste com as tribos brancas ou semibrancas das fronteiras; de modo que, seguindo uma manifestação progressiva, a partir do silêncio inerte das raças negras ou amarelas, se encontra primeiro na Índia, com seus civilizadores, e não oferecendo senão pouca história, posto que mantém poucas relações com outros ramos da raça idêntica. Depois vem o Egito, que tem apenas um pouco mais, pela mesma 17


razão. À continuação, encontra-se a China, onde resulta algo maior, devido ao fato de que seus atritos com o Ariano estrangeiro foram reiterados, e se chega assim ao território ocidental do mundo, à Ásia Anterior, aos países europeus, de onde os anais se desenvolvem com um caráter permanente e uma atividade infatigável. É porque ali não se enfrentam somente um dos três ramos da espécie nobre ocupadas em defender-se tenazmente contra o entrelaçar dos ramos inferiores da árvore humana. O cenário é completamente diferente, e neste teatro turbulento, a partir do Século VII de nossa era, numerosos grupos de mestiços brancos, dotados de diferentes costumes, todos em luta entre si, combatendo com o punho e sobretudo com as idéias que modificam incessantemente suas civilizações recíprocas em meio a um campo de batalha onde os povos negros e amarelos não aparecem já senão desfigurados por mesclas seculares e não influem sobre seus vencedores senão mediante uma infusão latente e inadvertida cujo único auxílio é o tempo. Em outras palavras, se a História se desenvolve desde este momento nas regiões ocidentais, é porque no sucessivo que se figurará à idéia de todas as partes estará mesclado de branco, porque somente se tratará de Arianos, de Semitas (os Camitas estavam já mesclados com estes), de Celtas, de Eslavos, povos, todos, originariamente nobres e com idéias especiais, tendo se formado sobre a civilização um sistema mais ou menos refinado, porém possuindo toda uma origem em comum, e surpreendendo-se, estranhando-se uns aos outros por doutrinas que eles emitem acerca de todas as coisas e cujo triunfo persegue sobre as doutrinas rivais. Este imenso e incessante antagonismo intelectual parece sempre, àqueles que os motivaram, muito digno de ser observado, recorrido, registrado hora por hora, ao passo que outros povos menos atormentados não julgavam útil conservar uma grande recordação de uma existência social sempre uniforme, apesar das vitórias alcançadas sobre raças pouco menos que mudas. Assim, o Oeste da Ásia e da Europa é o grande semeador de uma luta civilizadora – tende inevitavelmente a concentrar-se em tudo o que, no mundo, oferece um valor capaz de excitar a cobiça. Se tudo não se criou ali, houve ao menos pretensão a tudo possuir, e sempre se conseguiu, na medida em que a essência branca exercia seu império porque, não há dúvidas, a raça nobre não existe pura em nenhum estado, e descasa certamente sobre um fundo étnico heterogêneo que, na maioria das circunstâncias, a paralisa de uma maneira que por não passar inadvertida, é menos decisiva. Nos tempos em que a influência branca pode exercer-se mais livremente, no ambiente ocidental, nesse oceano ao qual afluem todas as correntes civilizadoras, pude ver como viriam sucessivamente a enriquecer o tesouro comum da família as conquistas intelectuais dos outros ramos brancos que operavam no centro das esferas mais apartadas. Assim é como, nos grandiosos tempos da Grécia, Atenas se

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apoderou do quanto à ciência egípcia possuía de mais valioso, assim como a Filosofia hindu demonstrava ser sutil. Do mesmo modo, em Roma possui-se a arte de assimilarem-se os descobrimentos que pertenciam aos pontos mais deficientes do Globo. Na Idade Média, época em que a sociedade civil parece a muitos como inferior ao que foi abaixo dos Césares e Augustos, se redobrou não o bastante no zelo e se chegaram aos maiores êxitos para a concentração de conhecimentos. Penetrou-se muito mais além nos santuários da sabedoria oriental, recorrendo maior número de justas noções; e, ao mesmo tempo, intrépidos viajantes, impelidos pelo gênio aventureiro de sua raça, realizavam viagens longínquas, comparadas com os quais os périplos de Escilax e de Aumon, os de Piteas e Nearco apenas se merecem ser citados. E, sem dúvidas, um rei da França e até o Papa do Século XII, promovedores e sustentadores desses objetivos poderosos, poderiam comparar-se aos colossos da autoridade que governam o mundo romano? Não; porém na Idade Média o elemento branco era mais nobre, mais puro e, por conseguinte, mais ativo que se havia conhecido nos palácios da Roma antiga. Mas estamos no Século VII antes da era cristã, naquela época importante em que, na vasta amostra do inundo ocidental, a História positiva começa para não cessar jamais; época em que a larga duração de um estado é pouco provável, em que os choques dos povos e das civilizações se sucederam a muitos intervalos curtos, em que a esterilidade e a fecundidade social deveriam se remover e reintegrar-se nos mesmo países, segundo maior ou menor densidade dos elementos brancos que recobriam os fundos negros e amarelos. Aqui convém que voltemos sobre o que fora dito em equilíbrio acerca da importância concedida por alguns sábios à situação geográfica. Não renovarei meus argumentos contra esta doutrina. Não repetirei que, se as leis militares de Alexandria, de Constantinopla, estavam fatalmente indicadas para converter-se em grandes centros de população, teriam subsistido e seguido de forma igual em outros tempos, sob a alegação de serem desmentidas pelos feitos. Nem sequer recordaria que, raciocinando assim, nem Paris, nem Londres, nem Viena, nem Berlin, nem Madrid, teriam título algum para ser as célebres capitais que são, e que em seu lugar teríamos visto como, desde a aparição dos primeiros mercadores, Cádiz, ou talvez melhor Gibraltar, Alexandria muito antes que Tiro ou Sidão, Constantinopla, excluindo eterna de Odesa, Veneza, sem esperança alguma para Trieste, acamparam uma supremacia natural, incomunicável, alienável, indomável, se me é lícito utilizar esta palavra; e teríamos visto, portanto, como a história humana girava eternamente ao redor destes pontos predestinados. Em efeito, são certamente os lugares melhor situados para 19


fomentar o tráfico. Porém, afortunadamente, o mundo tem interesses maiores se comparados aos das mercadorias. Seus negócios não andam a mercê da seta economista. Movem-se mais elevados que as considerações do dever e ter presidem seus atos e, desde a aurora do mundo, a Providência estabeleceu assim as regras da gravitação social: que o lugar mais importante do Globo não é necessariamente o meio para comprar ou vender, para fazer transitar os gêneros ou para fabricá-los, para recorrer às matérias primas ou para cultivá-las. É, contudo, aquele em que, em um dado momento, habita o grupo branco mais puro e mais inteligente e forte. Ainda que o caso de que, por uma série de circunstâncias políticas invencíveis, reside-se este grupo entre os elos polares ou abaixo dos raios do fogo do equador, o mundo intelectual se inclinaria até este lado. Convergir-se-iam ali todas as idéias, todas as tendências, todos os esforços, e não haveria obstáculos naturais que pudessem impedir que os gêneros e os produtos mais distantes chegassem ali através dos mares, dos rios e montanhas. As perpétuas trocas ocorridas à importância social das grandes cidades são uma demonstração plena desta verdade sobre a qual não se podem fazer amostras às presunçosas difamações dos teóricos economistas. Nada mais detestável que o crédito que desfruta de uma suposta ciência que, de algumas observações gerais aplicadas pelo bom sentido de todas as épocas positivas dos arianos, chegou-se a extrair, pretendendo dar-lhes uma coesão dogmática, as maiores e mais perigosas inépcias práticas; que, abusando em demasia da confiança de um público sensível à influência das sesquipedalia verba, assume o papel funesto de uma verdadeira heresia presumindo dominar, corrigir e acomodar a seus pontos de vista a religião, as leis, os costumes. Estabelecendo toda a vida humana e ainda a vida dos povos nestes vocábulos produzir e consumir, pouco menos cabalísticos em suas escolas, qualifica de honroso aquilo que é apenas natural e justo: o trabalho do trabalhador, e a palavra honra perde toda a sublimidade de significação primitiva. Da economia privada faz-se a mais eminente das virtudes, e, a força de exaltar as preeminências da prudência no individuo e os benefícios da paz no Estado, a abnegação, a fidelidade pública, a bravura e a intrepidez concertam-se quase que em vícios, ao seu teor máximo. Não é uma ciência, ainda que sua base mesquinha constitua a negação mais miserável das verdadeiras e mais santas necessidades do homem. Pega o milheiro e o fiador de sua categoria modesta, para oferecer-lhes a admiração dos Impérios. Porém, limitando-me a refutar o menor dos seus erros, direi mais uma vez, que, junto das convenções comerciais que poderão recomendar tal qual o ponto geográfico, as civilizações da Antigüidade não cessaram nunca de avançar pelo Oeste, justamente porque as tribos brancas seguiram este caminho e ao chegar a nosso continente, encontraram essas mesclas amarelas que recuaram suas idéias utilitárias adotadas com maior reserva pela raça ariana e muito desconhecidas do mundo semita. Assim, é de se 20


prever que as nações se mostrem cada vez mais realistas, cada vez menos artistas, na medida em que avancem até o Oeste. Mostrando-se assim, não se deverá isso, seguramente, a motivos calcados na influência climática. Deve-se unicamente ao fato que resultarão cada vez mais mescladas com elementos amarelos e carregadas de traços negros. Tracemos aqui, a fim de nos convencermos melhor, uma lista de gradação dos resultados que indico. É necessário que o leitor coloque nisto muita atenção. Os iranianos, como veremos em seguida, foram mais realistas, mais viris que os Semitas, os quais, em maior número se comparados aos Camitas, permitem estabelecer esta progressão: Negros, Camitas, Semitas, Iranianos. Ver-se-á em seguida, a monarquia de Dário abnegar-se do fundo do elemento semita e atribuir o triunfo ao sangue dos gregos, que, ainda que cruzados, não obstante, estavam em tempos de Alexandre – livres de mesclas negras. Despertos os gregos, submergidos na essência asiática, serão etnicamente inferiores aos romanos, que levarão o império do mundo muito mais ao Oeste, e que, em sua fusão debilmente amarela, branca em um grado muito mais elevado, e em fim semitizada, em progressão crescente, tiveram conservado, não obstante, a dominação se, uma vez mais, não tivessem aparecido competidores mais brancos. Eis porque os arianos germanos fixaram decididamente a civilização no Noroeste. Do mesmo modo que acabo de recordar este princípio do primeiro livro, que a posição geográfica das nações não constitui em modo algum sua glória, nem contribui senão em uma exígua medida a ativar sua existência política, intelectual, comercial, assim também para os países soberanos as questões de clima são nulas; e assim como vemos na China que a antiga supremacia, outorgada em uma época a Yusman, passou em seguida a Petchi-li, e que na Índia as comarcas do Norte são hoje as mais ativas, quando, durante vários séculos, esteve, pelo contrário, no Sul, assim também não há, no Ocidente do mundo, climas que não tiveram suas épocas de esplendor e de poder. A Babilônia, onde nunca chove, e a Inglaterra onde chove sempre; o Cairo, onde o sol é tórrido e São Petesburgo, onde o frio é mortal. Em pontos extremos, a dominação reina ou é reinada. Depois destas questões, poderia abordar também a respeito da fertilidade: nada mais inútil. Os Países Baixos nos demonstram de sobra que o gênio de um povo é dotado de glórias: cria grandes cidades na água, constrói uma pátria sobre guias, atrai o ouro do universo mesmo em pântanos improdutivos. Veneza nos dá a prova de algo a mais: que sem território algum, sem sequer marítimo, nem sequer não-cultivado, pode fundar-se um

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Estado que luta em esplendor e vive mais anos se comparados aos outorgados mais sólidos. Permanece-se, pois, estabelecido que a questão da raça seja maior para apreciar o grau do princípio vital nas grandes fundações; que a História que se criou, desenvolveu-se sustentada unicamente por onde estiveram em contato com os povos brancos; que quanto mais se trata do assunto dos povos brancos, se aceita a crítica positiva que afirma serem eles os únicos povos históricos, e que lembrar de seus atos é algo de extrema importância à humanidade, em diversas épocas; que uma nação é mais rica na medida em que sua origem branca é mais pura. Antes de abordar o estudo das modificações introduzidas, no século VII antes de Cristo, nas sociedades ocidentais, deve-se verificar a aplicação de certos princípios centrados anteriormente e fazer brotar novas observações do terreno sobre o qual avanço.

*Texto original em espanhol, sob o título de “La historia no existe más que entre las naciones blandas, porqué casi todas las civilizaciones se han desarrollado en el occidente del globo”, pgs 1-8, do livro quatro, “Civilizaciones semíticas del Sudoeste”. DE GOBINEAU, Arthur. humanas”. Barcelona.

“Ensayo sobre la desigualdad de las razas

Tradução por Tholf zine.

O SACRIFÍCIO REVISIONISTA Tholf Chegara a minhas mãos o exemplar de uma obra revisionista. Obra rara e de tiragem limitada, faz-me lembrar dos transtornos aos quais fui submetido quando ainda estive à sua busca. Foi preciso ter estado em contato com uma série de outras obras, também raras, que de alguma forma fariam menções a esta que por agora possuo, despertando meu interesse histórico. O ato de adquirir tal obra, por si só, caracteriza um sacrifício, ainda que leve, se levarmos em conta a raridade deste gênero repleto de magia que vem a ser o revisionismo histórico. Trata-se ele de uma categoria literária que contra sua vontade, vem sido mantido às escondidas, no subsolo da obscuridade.

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Por vezes, fazem-nos lembrar os meios acadêmicos sobre listas de livros que um dia foram proibidos sob o olhar de determinados regimes, fazendo-nos sentir orgulho da tão repetida democracia que gozamos. Mas, o regresso ao qual estamos submetidos neste sentido não chega a ser diferente se comparado com outros tempos, com a pequena diferença de que por agora, aqueles que exercem o poder possuem mecanismos infinitamente mais eficientes na pretensão de justificar suas ações como um bem comum a todos. Estando atrelados à academia, os meios de comunicação em geral mostram-se profundamente eficientes em toda a propaganda negativa, regada de uma triste ignorância, no que diz respeito ao revisionismo histórico, transformando-o, pode-se assim dizer, em um gênero literário do ódio. Seus leitores, por sua vez, seriam pessoas que encontram na leitura um espaço para aguçar a chama de sua fúria e de alguma forma encontram neste gênero um incentivo para contribuir com o caos mundial. É, pois, desta forma ignóbil que vem sendo tratado um dos mais brilhantes e, por isso mesmo, inquietantes meios de discussão a respeito de grandes e pequenos acontecimentos na história da humanidade. Diferentemente de outros tempos, em que a grande massa assistia com indiferença ou, em alguns poucos casos com temor, à limpeza de gêneros literários indesejáveis, hoje nosso povo está a aplaudir a proibição do revisionismo histórico. Aqueles cuja absorção da mensagem sionista se dera com mais eficácia, exaltam-se a pedir por maiores punições àqueles tidos como disseminadores do ódio. Causa perigo, à sua ótica ofuscada pelos senhores do mundo, o questionamento em relação aos acontecimentos referentes à Segunda Guerra Mundial – não única e exclusivamente a respeito dela, mas que de algum modo tenham algum tipo de relação – e um possível despertar daqueles que por tanto tempo mantiveram-se, sem que notassem, como marionetes de uma opinião inescrupulosa. Aplaude-se com entusiasmo a toda a repressão sofrida por pessoas simples, cujo interesse pelo questionamento referente aos acontecimentos históricos fez-se presente com maior vivacidade, ao ponto de dedicarem parte de suas vidas a pesquisas sérias. São as mesmas pessoas que aplaudem toda a repressão ao revisionismo histórico – pessoas inquestionavelmente bem instruídas – que ao retornarem aos seus lares, estarão a cantarolar sobre músicas que tendo livre circulação, propagam o uso de drogas, a violência sobretudo contra as autoridades, o homossexualismo ou a experiências bissexuais, o luxo exacerbado e a veneração e posteriormente a adesão à arte escrava. Diante de nós, cai o mundo. O incentivo dado a nossos jovens não mais se caracteriza como a sede pela descoberta de lugares, idiomas e leituras como outrora fora: incentivam-nos às mais bizarras e anti-naturais experiências sexuais, o uso de drogas sem qualquer finalidade, o desinteresse pelas raízes que conseqüentemente traz um distanciamento da família. Quantos destes jovens estão cônscios que talvez suas próximas gerações assistam ao estado mais catastrófico de nosso planeta? Há, entre o que eles tanto 23


respiram através do que ouvem, sequer uma menção à sustentabilidade? Não! E digo-o simplesmente porque não caracteriza isto uma preocupação interessante às suas interpretações. Dá-se ao jovem uma infinidade de drogas e que goze das mais bizarras experiências sexuais, criando-se a idéia de que é, pois, assim que uma vida é aproveitada. Junto, alimenta-se sua revolta contra aquilo que sem perceber o quão manipulados estão, é visto como preconceito. Incita-se ao jovem que defenda o criminoso, justificando suas ações como fruto de um meio, a descartar a autonomia da consciência; que defenda a libertinagem sexual que sendo por si só antinatural, os faz crer que quando todos forem apenas objeto de prazer sexual, tornar-se-á o mundo um lugar melhor de se viver. Mas, diante de todo o caos do mundo, incita-se que haja por parte de todas as camadas da população o desencadeamento da aversão àquilo que vem sido tido como ameaça: o revisionismo histórico. Este gênero é o caminho de impávidos seres que estando cônscios de sua capacidade argumentativa para justificar ao que crêem e pelo destemor que desperta inveja aos bem instruídos blasés do mundo, carregam os mais grosseiros estigmas que lhes poderiam ser atribuídos. Comumente fazem-se, através dos meios de comunicação, difamações que fazem do revisionismo histórico algo indesejável. Muitos o evitam. A alguns, desperta a curiosidade e se acaso levem-na com tamanha determinação, ao ponto de vasculhar à procura de obras, é certo de que, no mínimo, percebem o quanto sua mensagem está distante de toda a propaganda difamatória. A titulo de curiosidade, lembro-me de um amigo que há anos é envolvido com o revisionismo histórico. Em sua juventude, seu comportamento explosivo fizera-o por vezes entrar em discussão com sua irmã que constantemente estava a recusar-se à leitura de uma das obras recomendadas com tanta insistência por parte de seu consangüíneo. Anos se passaram e ele, naturalmente, amadureceu e consigo, aprendera que não mais deveria intervir contra a vontade de sua irmã – psicologia do reverso. Certa tarde estava ele a trabalhar e ao retornar, percebera que seu livro não estava no mesmo lugar de outrora. Foi em direção à irmã, única pessoa na casa daquele instante. Não estava interessado em saber o porquê teria ela invadido seu quarto ou algo do gênero; ao invez disso, extasiado, perguntara à irmã se ela finalmente havia passeado seus olhos sobre a obra que há anos ele havia recomendado. Respondeu-lhe ela que sim e que se acaso aquilo que lera era verdadeiro, dissera que a situação atual estava regada a profundas complicações. Sem dar a entender de forma direta, é provável de que a irmã que por anos desprezou o que lhe fora recomendado pelo irmão mais novo, recolhera-se a pensar que ele crê em algo de valor e que não para menos por vezes, quando mais novo, mostrava-se inquieto em relação às perspectivas do revisionismo histórico. Não mais conversaram a respeito, mas é certo de ela por agora carrega consigo a noção de que os tantos problemas que seu irmão enfrentou por suas concepções, eram, por fim, com 24


razão. Relembro ao caso deste meu amigo para pensar que assim como sua irmã, há provavelmente uma infinidade de pessoas que estão a carregar uma aversão à inquietude dos escritores e simpatizantes do revisionismo histórico e, certo dia, terão a oportunidade, talvez levados por uma pulsante curiosidade, de estar em contato com as obras e de alguma forma crer que há uma infinidade de motivos para justificar esta inquietude nossa. Alguns decerto fechar-se-ão ao silêncio, sem que se esqueçam das lições tiradas quando um dia estiveram em contato com os frutos do questionamento histórico. Não terão a vontade, ou talvez a coragem, de tratar sobre aquilo que estiveram a conhecer, mas não mais se deixarão levar pela difamação bem elaborada. Mas àqueles cuja personalidade, cujas raízes, cuja sede pela mudança bater-lhe à porta ao contato com o revisionismo histórico, teremos, enfim, ganhado novos adeptos que estarão compromissados em levar esta fonte adiante, susceptíveis às mais distintas reações. Muitos cujo potencial, intelectualmente falando, permite com que compreendam nossas causas mantêm-se, infelizmente, em silêncio. Com seu silêncio, demonstram que apesar da grandiosidade que cerca às questões revisionistas, não estão dispostos a deixar de lado sua comodidade para carregar estigmas. A grande diferença entre aquele que compreende as razões da existência e suas respectivas justificativas do revisionismo histórico, e aquele que se diz adepto deste gênero literário, é a questão do sacrifício pessoal. Basta com que lembremos a inúmeros nomes daqueles que um dia deixaram de lado o conforto pessoal, a sacrificar-se pela mensagem do revisionismo histórico. Como dito anteriormente, não são os escritores revisionistas pessoas cujas obras são editadas ao modo best seller. Muitos dispõem do pouco tempo livre para levar adiante suas pesquisas e de alguma forma colocá-las em meio aos questionamentos levantados. Não é preciso que o adepto do revisionismo histórico procure chocar àqueles que o cercam, ostentando símbolos de péssima reputação por parte da sociedade, ou que se detenham de um aspecto visual propositadamente chocante, ou até mesmo que demonstrem com revolta, dita a insuportáveis decibéis, sobre o que pensam – isto, por fim, acabaria por contribuir com a difamação que vem sido feita aos nossos adeptos. Procure, de certo modo, aprofundar-se em seus estudos e provar para si mesmo, antes de qualquer coisa, sua capacidade de justificar seus posicionamentos; não ostente símbolos agressivos ou esteja a trajar roupas chamativas, porque, afinal, sua mensagem não é fruto de grife ou de uma moda que oscila a cada nova estação. Diante de outrem, demonstre sua educação e calma, afinal são os calmos que por vezes em silêncio, demonstram maior segurança em relação ao que pensam. Trata-se de puro egoísmo manter o revisionismo histórico fechado ao seu mundo, quando se pensar nos sacrifícios de muitos tiveram de enfrentar para levar adiante suas obras. É preciso que uma chama queime dentro daquele que sente a valentia de comprometer-se com nossa causa 25


nobre, e pensar que ao limitar seus argumentos e justificativas a si próprio, estará, com a arma do silêncio, fazendo com que a mesma chama não seja contemplada por outrem. Aquele que está disposto a sacrificar-se por nossos ideais, deverá eliminar o egoísmo de seu vocabulário nesse sentido. Caracteriza-se simplesmente como um descaso ao depararmo-nos com a atual situação de grandiosos nomes como Ernst Zündel ou Siegfried Ellwanger Castan que tendo por décadas enfrentado inúmeros problemas por levar adiante a chama de nosso ideal, mantêm-se firmes aos seus princípios – à fidelidade ao modo streicheriano. Diante disto, relembro ao nome de Reinhold Elstner e sua mensagem deixada junto de seu corpo, quando ateara fogo contra si próprio em frente ao histórico monumento de Feldherrenhalle onde em 1923, dezesseis nacional-socialistas foram assassinados pela polícia da República de Weimar. Deixara ele isto, antes de ensopar o corpo com gasolina: “50 anos de infindáveis difamações, terríveis mentiras e a demonização de todo um povo... é demais. 50 anos de inacreditáveis insultos aos antigos soldados alemães, extorções que custam bilhões, e de ódio ‘democrático’ – é mais do que alguém pode suportar. 50 anos de vingança judicial sionista é suficiente. 50 anos criando lacunas entre gerações de alemães, com a criminalização de seus pais e avós, é demais. O que ainda teremos de suportar neste ano de ‘comemorações’ será simplesmente inimaginável. Uma avalanche de mentiras e difamações tem nos inundado. Com 75 anos já não posso fazer muito mais, mesmo assim, neste último ato, com a minha morte por auto-imolação, quero ser uma luz para a volta ao sentido da realidade. E se minha morte servir para a conscientização de um único alemão, e assim encontrar o caminho da verdade, então meu sacrifício não terá sido em vão”. Elstner não fora um revisionista propriamente dito, no sentido de atuar como escritor, mas parte da matéria do revisionismo: alguém que vivenciara a realidade da Segunda Guerra Mundial e, justamente por isto, encontrava-se inconformado diante de todo um universo irreal que fora imposto às novas gerações, sob as ordens dos aliados. Temos diante de nós, inúmeros casos para pensarmos que se hoje estamos a reclamar por toda a procura que temos de fazer m busca de um raro livro revisionista, isto nos é um grande conforto se compararmos com as situações a que muitos revisionistas ou matérias do revisionismo estiveram submetidos. Que conforto estamos a desfrutar quando vasculhamos a sebos por certas obras, sem nos darmos conta que foram elas o fruto de um glorioso sacrifício. Quantas apreensões, difamações, prisões e torturas estiveram enfrentando estes escritores, enquanto você pensa no perigo em simplesmente provocar uma discussão polêmica frente a outras pessoas? E pensar que enquanto muitos revisionistas estão a padecer atrás das grades, não por causas marginais, mas por um dia terem reunido argumentos convincentes para arrancar a máscara do sionismo, você por vezes está a fechar-se em seu mundo e gozar de uma vida sem estigmas e riscos. Tenha a consciência de que você é fruto de seu tempo e seu sacrifício, independente dos resultados, há de garantir 26


sua paz de espírito ao pensar que você se manteve fiel e corajoso frente ao seu ideal – relembrando as palavras de Ghandi, pensar que você ao menos tentou ser a diferença que pretendeu ver no mundo. E diante daqueles que atribuem a você as piores definições possíveis por seus princípios, mantenhase firme, imponente, altivo e com seu comportamento nobre, faça ganhar respeito. Absorvamos, pois, a mensagem que nos fora deixada através dos tempos, por aqueles que estiveram a se sacrificar pelo despertar ariano, trazida a nós pelo revisionismo histórico, e sendo nós adeptos desta ponte dourada, também seremos nós um exemplo, com nossos sacrifícios, às próximas gerações. Assim como as tradições pagãs que nos foram roubadas, devemos pensar que somos nós raízes de uma árvore imortal e da mesma forma com que nossa vida é fruto de sacrifícios por parte de nossos antepassados, tenhamos, pois, a obrigação de sacrificarmo-nos por novas vidas. Por fim, estou certo de que toda a difamação por parte dos sionistas e seus instruídos em relação ao revisionismo irá prosseguir. No entanto, façamos nossa parte: mostremo-nos pessoas exemplares, com boa capacidade argumentativa, bem-educadas, ganhando assim respeito aos meios que freqüentamos. Não deixemos com que pessoas que talvez dotadas de traumas da infância, desprovidos de boa capacidade cognitiva, se apropriem do revisionismo histórico para servir-se de iscas à difamação crescente por parte daqueles que detém o poder. Nossa causa não está atrelada a arruaceiros, encrenqueiros, drogados ou pessoas presas às vestes de um ou outro estilo musical. Mostremo-nos, pois, como pessoas que ganham a admiração por parte de outrem, abrindo assim espaço para que nossos ideais encontrem eco. Mostrando-nos como pessoas fiéis aos seus princípios, de costumes aristocráticos, podemos em longo prazo mudar a impressão que vem sido atrelada àqueles que estão de alguma forma ligadas ao revisionismo. Podem nos colocar como disseminadores do ódio, propagandistas do negacionismo, racistas, terroristas, mafiosos, desumanos, dentre tantas outras denominações pejorativas, mas se de alguma forma pretendemos mudar, em longo prazo, a situação pelo que cremos, teremos inevitavelmente de realizarmos sacrifícios e neste sentido, que não vem a ser propriamente um sacrifício, mostremo-nos exemplares e de alguma forma deixemos com que aqueles que nos enxergam estando fora de nosso movimento, percebam por seus próprios olhos que estamos distantes daquilo que dizem ser parte de nosso comportamento. Desta vertente literária que por sermos adeptos, à qual vem sido tratada como um alvo em meio a uma guerra que insistentemente o sionismo procura prevalecer, mantemos a certeza de que somos frutos de um gênero sincero. Relembremos, pois, as palavras de Castan: “Não dispomos de ouro nem jóias... apenas dispomos, nós da Editora Revisão, de bons livros”. Somos 27


adeptos de um gênero que não tem à sua disposição o apoio por parte das autoridades, do estado, dos meios de comunicação, universidades e bancos. Estamos, ao fim, sozinhos e como um povo que está a enfrentar uma enxurrada, sejamos solidários no sentido de fazer com que nossos ideais se perpetuem, criando barreiras à torrente de mentiras que tem sido depositadas desde o fim da Segunda Guerra mundial. Lembremos, como oriundos de uma origem comum ao lobo nobre que fora o maior exemplo do sacrifício pessoal, e pensemos que ao dispor de exemplos tão significativos, nosso sacrifício nunca será em vão. Façamos, ao modo germânico, com que a luta e a persistência garantam-nos a luz, a paz de espírito, o Valhalla em vida.

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Tholf zine #02