Issuu on Google+

CITE’in’FORMA Nº4 Maio de 2000 NOTA EDITORIAL A transparência das qualificações e a certificação profissional A questão da transparência das qualificações profissionais, enquanto facilitadora da mobilidade das cidadãos na U.E., é hoje um tema chave quando se perspectiva o funcionamento dum verdadeiro Mercado de Trabalho Europeu. A livre circulação de trabalhadores na UE, constituindo um dos princípios fundamentais da política europeia consignado no tratado de Roma, foi reafirmada em sucessivas iniciativas da Comissão e do Conselho Europeu. A realidade, porem, parece demonstrar que a realização dum espaço comunitário sem fronteiras como resultado da livre circulação das pessoas na UE, está longe de ser conseguida. Segundo alguns dados disponíveis, se mais de 40% dos europeus estarão disponíveis para trabalhar no estrangeiro, em 1995, apenas 2% dos activos europeus viviam num país diferente do seu país de origem. Isto significa que são imensos e diversificados os obstáculos à mobilidade dos trabalhadores dentro do espaço comunitário, entre os quais avulta o reconhecimento e o conhecimento / transparência das qualificações. O Sistema Nacional de Certificação Profissional, respondendo às exigências decorrentes da Livre Circulação dos Trabalhadores no espaço comunitário facilitará a empregabilidade pela transparência das qualificações e pelo incentivo a novas formas de organização do trabalho. A garantia da qualidade da formação profissional e a sua relação com as qualificações e competências profissionais, bem como o reconhecimento social do valor acrescentado da formação, são elementos que, na base do sistema, contribuem para a modernização e racionalização do próprio sistema de Formação Profissional. Um balanço do Sistema Nacional de Certificação indica que o mesmo poderá contribuir para facilitar o reconhecimento de competências e consequentemente a mobilidade interna e no espaço da União Europeia; parece ainda evidente que a definição de perfis profissionais potenciará a dinâmica da negociação colectiva e que a certificação das competências adquiridas pela experiência profissional será factor de valorização dos recursos humanos e de promoção da formação contínua. Agostinho Castanheira, Director do CITEFORMA

NOTÍCIAS Formandos divulgam cursos nas Escolas


No âmbito das Feiras de Orientação Escolar, organizadas por algumas escolas do Ensino Secundário, os formandos do CITEFORMA têm contribuído para a divulgação dos cursos que frequentam. Cada turma criou uma apresentação que pode ser consultada nos computadores disponíveis para o efeito. Os formandos de Programação de Sistemas e Análise e Programação de Aplicações recorreram aos conhecimentos de programação entretanto adquiridos e, para satisfação dos alunos das escolas, criaram um jogo do galo, mastermind, puzzle, relógio digital, entre outros. São depois os próprios que explicam aos potenciais interessados o que está na base destes trabalhos. É ver para crer!

Multimédia premiada no Concurso de Formação Profissional Ex-formandos conquistam os três primeiros lugares Os três Técnicos de Multimédia, recém-formados pelo CITEFORMA, saborearam o gosto da vitória no Concurso de Formação Profissional, promovido pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional. Daniel Almeida arrecadou o primeiro lugar, Rute Alves o segundo e Rita Gonçalves o terceiro. O desafio lançado na área da Multimédia, consistiu na criação de um site para a Internet, sobre o Metropolitano de Lisboa. A criatividade e o rigor técnico foram avaliados pelo júri que distinguiu os três trabalhos destes Técnicos. Subordinado ao tema “O Metro está a mudar”, os participantes criaram novos logotipos, desenvolveram animações e cada um, ao seu jeito trabalhou sobre as cores e os sons que melhor se adequavam à imagem por eles concebida. Foi uma semana trabalho mas também de convívio. O Concurso reuniu no Seixal as diversas áreas da Formação Profissional. Todos os jovens ficaram alojados na Margem Sul do Tejo, durante uma semana. Até às cinco da tarde a ordem foi de trabalho, com cada grupo a tentar dar o melhor. Depois, a festa tomava conta do resto do dia. A organização planeou ainda algumas actividades: foram ao Teatro Luisa Todi e visitaram a Serra da Arrábida. O balanço final, foi bastante positivo. Rute Alves frisa o espírito de equipa criado, sem grandes rivalidades: “um ajudava o outro e vice-versa”. Os elogios à organização foram tónica comum, com Rita Guerreiro a sublinhar o facto das pessoas terem sido todas muito simpáticas.

Porque não formar uma empresa em vez de irmos ajudar outros a criar? Foi esta a questão colocada por Jens Sievert e Nuno Franco quando terminaram o curso de Técnico de Multimédia. “Nós fomos a umas quantas entrevistas quando o curso acabou. A maioria das empresas estava a querer avançar com departamentos de Multimédia” explica Jens. “A questão é que essas empresas iam começar com o nosso trabalho, ou seja, não tinham pessoas mais experientes do que nós” acrescenta o Nuno. Para partir do zero, preferiram apostar neles... e surgiu a HY-


PERLINK. Fazem todo o tipo de trabalhos na área da multimédia, desde o design, cartões de visita, elaboração de CD-ROM interactivo, website, etc... excepto a parte de vídeo, que segundo Jens “de início precisaria de um investimento muito maior”. O Nuno e o Jens têm um outro sócio, o Filipe Palma que se ocupa do departamento comercial. Iniciaram actividade há pouco mais de um mês e têm escritório em Cacém. De falta de trabalho não se queixam, ao ponto de já terem arranjado um colaborador, Daniel Almeida, também ele ex-formando do mesmo curso de Multimédia. Contacto: hyperlink@hyperlink.pt

SEMINÁRIO - ARQUIVÍSTICA O Serviço Tratamento de Informação e Documentação de uma organização A familiaridade com a gestão da documentação depressa nos revela que um arquivo deficiente é a principal causa da perda de informação. Mas se, falar de arquivo para uma parte das pessoas que desempenham funções administrativas, pressupõe uma desagradável viagem ao passado onde não existem dados registados de forma compreensível e capazes de serem comunicados, é possível que esta óptica desencoraje os técnicos administrativos a inserirem-se cada vez mais nos Serviços de Informação dentro da estrutura organizacional, e a desejarem conhecer as grandes linhas de planeamento e os objectivos da organização. O “Índice de Informação” não é mais do que o “Directório” de toda a informação existente na empresa ou organismo, armazenada quer na MEMÓRIA INFORMÁTICA, quer na MEMÓRIA HUMANA, ou seja, é todo o conjunto de conhecimento dos colaboradores da empresa ou instituição. O Conselho Internacional para a Tecnologia da Informação ICA publicou em 1987 um relatório intitulado “Gestão da Informação como Recurso” em que diz “...a estratégia de aplicação das “TI-Tecnologias de Informação” de um ministério deve ser precedida de um estudo completo e aprofundado sobre a gestão da informação como recurso”. O recurso INFORMAÇÃO refere-se ao conteúdo da informação - a mensagem informativa - a qual adquire valor à medida que vai sendo tratada e processada num ciclo que vai desde a produção, criação ou recolha até à destruição, quando a mensagem informativa se torna obsoleta. O recurso e os recursos da informação são coordenados pelos sistemas e processos de gestão da informação, pela aplicação de uma metodologia normal de gestão. Assim, há cada vez mais organizações que encaram o arquivo como um verdadeiro Serviço de Informação e Documentação que, utilizando programas informáticos sofisticados, mas fáceis de utilizar por qualquer pessoa, constituem um verdadeira rede local de informação.


O Dicionário de Terminologia Arquivística define a gestão de documentação como a “implementação de um conjunto de medidas que visam a racionalização e a eficácia na constituição, avaliação, aquisição, organização, conservação e comunicação dos arquivos”. A rapidez exigida aos gestores na tomada de decisões está a revitalizar e a restituir a dignidade à função arquivo. O caminho a percorrer passa pela criação de um ambiente de trabalho independente dos processos, padrões de funcionamento não restritivos, universalidade das ferramentas, capacidade de auto gestão, independência face às fontes de informação. Os principais activos são os recursos humanos que têm a capacidade de gerir a informação e de gerar a informação e de gerar conhecimento. O QUE SE ARQUIVA? Os documentos que são produzidos pelos diferentes sectores e recebidos do exterior. PORQUE SE ARQUIVA? Para conservação dos documentos e haver possibilidade de recuperação da informação contida neles. COMO SE ARQUIVA? Pelos sistemas de classificação e ordenação eleitos. ONDE SE ARQUIVA? Está relacionado com a frequência de consulta, prazos de conservação, e com a funcionalidade e operacionalidade do trabalho a desenvolver.

CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL Um instrumento de empregabilidade Garantir que uma pessoa tem as competências necessárias para desempenhar uma determinada profissão. É este o pressuposto da Certificação Profissional. Para compreender o funcionamento de todo o sistema, ouvimos Lino Soares, Director do Departamento de Certificação do Instituto de Emprego e Formação Profissional. A primeira porta a abrir foi precisamente a do conceito de Certificação Profissional. Lino Soares: Certificar é garantir a qualidade do que quer que seja. Pode ser de um produto, de um serviço ou das competências de uma pessoa. A nossa certificação profissional tem a ver com as pessoas, a dois níveis: tem a ver com a certificação da formação profissional e tem a ver com a certificação das competências ou aptidões profissionais. Os certificados de formação são entregues a quem completa uma formação com aproveitamento. Garante que os formandos detêm um conjunto de conhecimentos e cumpriram os objectivos pedagógicos do curso que frequentaram.


A par desta, há a certificação das competências ou aptidões. Garante-se que quem possui o Certificado de Aptidão Profissional (CAP) detém um conjunto de competências que lhe permite exercer uma determinada profissão ou uma determinada actividade. Esta certificação de competências tem na base um determinado perfil profissional que é aprovado no Sistema Nacional de Certificação Profissional (SNCP). CITE’in’FORMA: Mas esta certificação de competências e aptidões destina-se a pessoas que não frequentaram uma formação profissional? L.S.: Não exactamente. O SNCP institui três vias de acesso ao CAP. A via da formação profissional, em que os formandos que frequentam formação profissional homologada têm acesso a este certificado (para além do certificado de formação). Outra via possível de obtenção do certificado é pelo reconhecimento, após avaliação, das competências adquiridas pela experiência profissional, pela actividade social ou por formações parcelares (certificadas ou não). A terceira via é a da equivalência de qualificações, ou seja, através do reconhecimento em Portugal das qualificações obtidas em países estrangeiros, nomeadamente na União Europeia. No nosso país, as entidades certificadoras são instituídas por sector de actividade. Enquanto que os certificados de formação são emitidos pelas entidades formadoras, os certificados de aptidão profissional são emitidos pelas entidades certificadoras. CF: Esta certificação pelas entidades certificadoras é obrigatória? L.S. A este nível há dois grandes tipos de profissões: as profissões cujo exercício é livre, não sendo portanto exigível qualquer tipo de certificado, e outras profissões, que são as chamadas profissões regulamentadas, em que, por razões de interesse público, é exigido um determinado título, designadamente o Certificado de Aptidão Profissional, que, nesta acepção, vem substituir as velhinhas carteiras profissionais. Há uma série de profissões nestas condições. Por exemplo, o formador é uma profissão regulamentada e só pode exercer funções de formador, no sistema de formação inserida no mercado de emprego, quem possuir um certificado de aptidão de formador. O Instituto de Emprego e Formação Profissional é a entidade certificadora para a área da formação, existindo neste momento mais de 45 mil formadores certificados. É também o caso dos Motoristas de Táxi. Se reparar verá no “tablier” dos táxis um pequeno cartão plastificado, com a fotografia do condutor, que mais não é que uma miniatura do Certificado de Aptidão Profissional de Motorista de Ligeiros. CF: Qual é a importância da certificação profissional para a transparência da qualificação dos trabalhadores? L.S.: Há dois grandes objectivos no Sistema Nacional de Certificação. Por um lado é dar às pessoas um instrumento que facilite a sua empregabilidade, isto é, um certificado que funcione como uma garantia junto das entidades empregadoras que aquele indivíduo possui um conjunto de competências reconhecidas por uma enti-


dade que é credível dentro da área de actividade, de forma a permitir a transparência do próprio recrutamento. Uma segunda linha de objectivos do sistema é a regulação da formação profissional, através da definição de referenciais de formação que estão na base da homologação de cursos que garantem a produção das competências necessárias ao mercado de trabalho actual e futuro. A nível de Formação de Formadores há mais de quatrocentas entidades que têm os cursos reconhecidos pelo IEFP, pois cumprem com uma série de requisitos relativos quer aos conteúdos pedagógicos, quer a instalações, materiais didácticos ou à própria qualidade dos formadores. CF: Estando esses requisitos normalizados a nível europeu é a Formação em Portugal reconhecida fora? LS: A questão é muito sensível. Numa abordagem formal, é evidente que os países da União Europeia são obrigados a não ter mais exigências para os cidadãos de outros países comunitários do que têm para os seus próprios cidadãos. Agora esta certificação não é uma garantia total... é fundamental não esquecer que os trabalhadores são recrutados por empresas e, portanto, depende sempre da vontade dos responsáveis das próprias empresas. É claro que um trabalhador certificado por uma entidade credível tem claramente à partida uma mais valia, que pode ter influência na altura do recrutamento. Agora, como é evidente, não podemos dizer que um certificado obriga uma determinada empresa a empregar a pessoa que está certificada em detrimento de outra que não está. Mas o facto das confederações patronais, a par das sindicais evidentemente, também serem parte integrante do SNCP é uma garantia do valor social da certificação e da sua própria credibilidade. Certificação dos Serviços Administrativos ganha os primeiros contornos O Sistema Nacional de Certificação Profissional é um sistema de base tripartida envolvendo o Estado, as Confederações Patronais e as Confederações Sindicais. Os órgãos de coordenação do sistema são a Comissão Permanente de Certificação (CPC), com a função de regular e produzir as grandes orientações do sistema e aprovar os Perfis Profissionais objecto de certificação e as respectivas regras de acesso ao CAP e à homologação das formações, e as Comissões Técnicas Especializadas (CTE), criadas pela CPC, por sector de actividade. Este Sistema, que é de âmbito nacional tem a sua sede no IEFP que, nomeadamente através do Departamento de Certificação, presta todo o apoio, quer conceptual, quer técnico, quer mesmo logístico. Segundo Lino Soares “neste momento, estão já criadas vinte e cinco Comissões Técnicas Especializadas, que cobrem praticamente todos os sectores de actividade. Nomeadamente há uma C.T.E. dos Serviços Administrativos, que começou a funcionar recentemente. Já desenhou dois ou três perfis mas ainda não há certifica��ão propriamente dita. É claro que esta certificação vai ser perfeitamente voluntária. Vai ser um esforço relativamente à qualidade quer da formação, quer do reconhecimento das competências individuais”. “Dignificação das Profissões da Área Administrativa”


É, para Vítor Coelho, membro da CTE para os Serviços Administrativos, o objectivo da certificação das categorias profissionais deste sector. Trabalha-se para “o reconhecimento das profissões no nosso país e também no espaço comunitário europeu.” Começaram a reunir há 14 meses e dão já mostras de trabalho. “Está mais ou menos arrumada a questão do Técnico Administrativo e do Assistente Administrativo. Na medida em que há uma coincidência entre uma profissão e a outra, verificou-se que era impossível, face ao nosso mercado de trabalho, avançar só com o Técnico Administrativo que tem por correspondência uma formação igual ao grau III da União Europeia. Assim, propôs-se também o Assistente Administrativo, que tem qualificação de nível II, e não mais do que isso. A diferencia essencial é ao nível da responsabilidade e da autonomia”. Quase definido está o Técnico de Secretariado “que coincide com a formação que se faz a este nível no CITEFORMA. O nível atribuído é também o grau III” acrescenta Vitor Coelho. A estes três perfís, dever-se-ão juntar as restantes categorias profissionais da área dos Serviços Administrativos já definidos pela CTE. A primeira fase de trabalho da CTE foi no sentido de encontrar as principais profissões do sector. Decorreu com base na contratação colectiva, na classificação nacional de profissões e num estudo de levantamento de necessidades de formação realizado pelo CITEFORMA. Vitor Coelho é o representante da UGT na Comissão Técnica Especializada dos Serviços Administrativos e também Coordenador Técnico dos Serviços de Negociação Colectiva da FETESE.

REDE Empresa da 2º edição do REDE com 43,5% de taxa de crescimento A Sobralgurtes é uma empresa distribuidora de lacticínios na região Centro. Os empresários aderiram ao programa REDE em 1998, porque sabiam que alguma coisa tinha de mudar. Organizaram a casa, investiram no negócio e são hoje o maior cliente da Danone. “Estavamos a trabalhar sem informação nenhuma” desabafa José Eduardo Pereira, um dos três sócios da Sobralgurtes. “Trabalhávamos bem porque tínhamos uma boa marca, mas dados de tesouraria ou dados de negócio não havia. Percebemos que uma empresa que começou a vender cerca de um milhão e oitocentos mil iogurtes por mês não podia estar da maneira que estava”, acrescenta. O primeiro diagnóstico feito à Sobralgurtes pelo Consultor, José Poças Rascão em conjunto com o empresário, confirmaram-no. Com a ajuda da ADE Filipa Reis (área da contabilidade) os números começaram a vir a lume: encomendas, vendas, trocas, notas de devolução. “Neste momento já é diferente” afirma o empresário. “Fazemos o apanhado dos desvios e temos argumentos para contrapor. A Danone começou-se a preocupar um pouco connosco”. O distribuidor local que a


principio não inspirava grande credibilidade começou a dar cartas “A Danone tinhanos dado uma meta de 12% de crescimento. Como sou uma pessoa ambiciosa, fui um bocadinho acima do estipulado e propus mais 10%. Mesmo assim, consegui superar os 22% que estavam projectados e subimos a fasquia para os 26,5%. Isto o ano passado. Este ano, e atendendo às várias dificuldades que temos de fornecimento, posso dizer que conseguimos uma taxa de crescimento de 43,5%. Senão fossem as sucessivas faltas de produto teríamos 60% de crescimento das vendas em relação ao ano passado”. Investimento de quase 100 mil contos A remodelação de instalações foi geral. A antiga sala comum é agora uma memória. Foi criado um novo escritório, com gabinetes em espaços distintos. A câmara frigorífica tem também uma outra área e foi construído um pavilhão, recuperando um terreno que estava subaproveitado por se situar num declive. Com o investimento realizado, José Eduardo pensa em rentabilizá-lo. “As condições estão criadas e agora há que tirar proveito. Andámos cinco anos a fazer remendos e esse conceito acabou. Temos uma responsabilidade muito grande e não podemos andar a brincar aos distribuidores locais”. A Sobralgurtes foi criada, precisamente pela associação de três distribuidores. Começaram por fazer sete rotas, e foram crescendo. Neste momento têm 24 carros a sair diariamente para a rua e três de reserva, para qualquer tipo de pedido. A qualidade do serviço foi sempre um dos segredos do negócio. Desde a introdução do serviço de tele-mensagem, em que foram pioneiros, ao corrente uso do telemóvel, para José Eduardo o importante é atender ao pedido do cliente. “O facto de estar permanentemente em contacto com o vendedor salvaguarda a situação de uma creche ou de um hospital. Ninguém fica sem iogurtes”. Seminários “A Competitividade, Alianças, Estratégias e Internacionalização das PME’s” revelou-se motivo válido para reunir em Sesimbra, durante um dia, gestores e empresários. Este seminário, promovido no âmbito do Programa REDE teve por objectivo preparar as PME’s para a mudança face aos novos desafios e oportunidades que se lhes deparam, na economia global. Ferreira Dias e Pedro Dominguinhos lançaram os temas de debate, ao qual aderiram os participantes. No final da sessão, a palavra ficou do lado dos empresários da segunda edição. Testemunhos sentidos do antes e depois. Independentemente dos resultados conseguidos, mudaram-se mentalidades, definiram-se estratégias e abriram-se outras perspectivas.


CITE'IN'FORMA Nº4