ABC do osciloscópio: 4.ª parte - técnicas de medição

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ARTIGO TÉCNICO

revista técnico-profissional

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o electricista Mário Jorge de Andrade Ferreira Alves Dep. de Engenharia Electrotécnica Instituto Superior de Engenharia do Porto

ABC do osciloscópio*

{4.ª PARTE › TÉCNICAS DE MEDIÇÃO}

Os dois tipos fundamentais de medição são a medição de tensão e a medição de tempo. Todos os outros tipos de medição baseiam-se numa destas duas técnicas fundamentais. (continuação da última edição)

1› CONSIDERAÇÕES INICIAIS O objectivo deste trabalho é dar uma noção de algumas técnicas de medição, utilizando o osciloscópio. Os dois tipos mais básicos de medição são a medição de tensão e a medição de tempo. Todos os outros tipos de medição se baseiam numa destas duas técnicas fundamentais. Discutem-se aqui métodos para fazer medições através da visualização do ecrã do osciloscópio. No entanto, existem já muitos osciloscópios que efetuam certas medições automaticamente. Se bem que esta automação das medições apareça “naturalmente” nos osciloscópios de amostragem, devido à facilidade do processamento de informação digital (por software apropriado), também existem osciloscópios analógicos que efetuam algumas medições automaticamente. De qualquer forma, mesmo no caso de osciloscópios com estas características, é fundamental que o utilizador seja capaz de analisar visualmente os sinais, de modo a entender e verificar as suas medições automáticas.

gura 1, podemos constatar que nele existe marcada uma grelha. Cada linha horizontal e vertical demarca uma divisão grande. Na generalidade dos casos, existem 10 divisões horizontais e 8 divisões verticais. As indicações nos comandos do osciloscópio - VOLTS/ DIV e TIME/DIV - referem-se sempre às divisões grandes. No entanto, nas divisões vertical e horizontal que dividem a meio o ecrã (eixos XX e YY), existem subdivisões marcadas. Estas, normalmente 5 por cada divisão, permitem fazer medições mais exatas, através da deslocação horizontal e vertical das formas de onda (ajustando os comandos POSITION dos sistemas horizontal e vertical). É então necessário proceder à contagem do número de divisões (e subdivisões) para efetuar medições de amplitude de tensão e de tempo (exemplificado na Figura 1).

Os osciloscópios de amostragem poderão ter ecrãs ligeiramente diferentes (mesmo os que se baseiam em CRT), tanto no que respeita ao número de divisões horizontais e verticais, como relativamente às subdivisões, que poderão não estar marcadas nos eixos do ecrã, podendo aparecer como parte de uma grelha (ver Figura 2). Estes osciloscópios mostram no ecrã vários tipos de informações, que se podem dividir em dois tipos:

Figura 1 . Ecrã de um osciloscópio analógico [1].

Figura 2 . Ecrã de um Fluke 199C [2].

› Informações relativas ao estado dos comandos do osciloscópio (isto é ganho vertical, velocidade de varrimento, nível e inclinação de trigger) › Indicações sobre grandezas características do sinal sob análise (como valor eficaz, valor pico-a-pico, período, frequência, duty-cycle).

2› O ECRÃ Olhando para o ecrã de um osciloscópio analógico, tal como o apresentado na Fi* Texto escrito de acordo com o Novo Acordo Ortográfico


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