ITED
revista técnico-profissional
o electricista
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Paulo Monteiro Formador da ATEC
ficha técnica n.º 15
{REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS, SEGUNDO O MANUAL DE ITED 2.º EDIÇÃO DE NOVEMBRO DE 2009}
REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO
Excentricidade: Deformação num tubo, após a dobragem, expressa na medida do desvio dos eixos da secção exterior e interior do tubo.
1› INSTALAÇÃO DE REDES DE TUBAGEM As regras têm a finalidade de estabelecer procedimentos normalizados e boas práticas de instalação de redes de tubagem em edifícios. A instalação adequada de uma rede de tubagens apoia-se num conjunto de regras associadas aos materiais a manipular e às acções a efectuar sobre estes materiais, por exemplo dobragens, cortes, entre outros. Também é obrigatório cumprir as regras específicas de instalação dos fabricantes dos materiais e equipamentos.
Inclinação: Relação, em percentagem, entre = distância entre os pontos de maior e menor cota no eixo do tubo, na vertical (a) distância entre a projecção dos mesmos pontos, em valor absoluto, na horizontal (IbI). Ovalização: Relação entre os eixos da eclipse que resulta da deformação da secção do tubo quando dobrado incorrectamente.
1.1› Definições específicas de características de tubos Ângulo de curvatura do tubo: Ângulo suplementar (c) do ângulo de dobragem. Ângulo de dobragem do tubo: Ângulo (d) entre o eixo do tubo antes da dobragem e o eixo do tubo após a dobragem, medido no sentido da força que a origina.
Engelhamento: Deformação resultante da alteração do material na parte inferior do tubo, na zona de dobragem.
Ângulo de retorno: Ângulo que deve ser deduzido ao ângulo de curvatura, devido ao movimento de regressão do eixo no sentido da sua posição inicial, por efeito de mola.
Raio de curvatura: Raio do arco da circunferência que se sobrepõe ao arco do eixo do tubo, correspondente a um ângulo com lados perpendiculares às partes rectas do tubo adjacentes à curva. Valor em regra fornecido pelo fabricante.
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1.3.1› Marcação Os elementos das redes de tubagem, nomeadamente as caixas, devem ser identificados por marcações que facilitem a sua identificação. Todas as caixas devem ser identificadas, de forma permanente, com a palavra Telecomunicações na rede colectiva ou com a letra T na rede individual. Nas caixas da rede colectiva deve ser utilizada a seguinte nomenclatura:
j) Os cabos da rede colectiva devem ser numerados e etiquetados, de forma a conhecer-se o seu encaminhamento e o cliente a que se destina; k) Todos os cabos instalados numa rede individual têm obrigatoriamente que estar ligados a TT.
4› INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS Piso ou secção - OBRIGATÓRIO Referência do piso abaixo do nível térreo (Sinal - ) - SE APLICÁVEL Desdobramento da coluna (00,01, .. ) – SE APLICÁVEL Coluna ou Troço (A,B,...) - SE APLICÁVEL
Adicionalmente, no interior das caixas da rede colectiva, cada entrada e saída de tubagem deve ser correctamente identificada, de modo a referir o tipo de tecnologia a que corresponde: PC (Par de Cobre), CC (Cabo Coaxial) ou FO (Fibra Óptica). As derivações da coluna montante devem ser identificadas, nomeadamente as saídas para os ATI. Nas ITED que disponham de Sala Técnica, o instalador deve preparar e afixar, em moldura apropriada, o diagrama das Redes (Cabos e Tubagem) com identificação dos PD, das caixas, colunas e saídas de distribuição. Poderão ser utilizadas etiquetas plásticas, ou fita com impressão mecânica, excepto nos materiais em que a marcação é efectuada pelo fabricante.
2› INSTALAÇÃO DE REDES DE TUBAGEM Na instalação das Cabeças de Rede, nomeadamente do RG-CC/MATV, deve ter-se em conta os parâmetros para o ajuste das mesmas. Para este ajuste poderá recorrer-se a um medidor de nível.
3› INSTALAÇÃO DE REDES DE CABOS a) Devem ser respeitados os requisitos constantes do projecto; b) Os cabos devem ser instalados de forma a serem respeitadas as instruções técnicas dos fabricantes; c) As passagens de cabos nas coretes não deve afectar a vedação térmica, destinada a evitar a propagação de incêndios; d) Os cabos devem possuir uma folga de passagem no interior das caixas, de forma fácil poderem ser acomodados e presos; e) Os cabos de passagem devem estar agrupados por tecnologia, devidamente presos, não interferindo com as derivações de cliente da coluna montante; f) Deve ser garantida a continuidade das ligações de terra; g) Deve ser assegurada a distância correcta a canalizações metálicas e a cabos de energia eléctrica; h) As saídas não utilizadas das redes coaxiais devem ser terminadas em cargas de impedância característica de 75 1; i) Na utilização das tubagens das colunas montante deve ser respeitada a organização e a separação por tecnologias;
Podem ser estabelecidas instalações com carácter temporário, durante a realização de exposições, congressos, ou outros eventos limitados no tempo, em estaleiros e outras situações a considerar pelos proprietários dos edifícios, ou pela administração de um conjunto de edifícios. Este tipo de instalações deve ser desmantelado após o término do prazo do evento. As Instalações Temporárias devem satisfazer as prescrições do manual em vigor, no que se refere à segurança de pessoas e bens, e serão autorizadas pelos proprietários dos edifícios ou dono da obra, mediante documento que ateste a não interferência com outros serviços.
5› DOCUMENTAÇÃO O instalador deve: › efectuar o registo, em fichas técnicas apropriadas, dos elementos relevantes para identificação das tubagens e da ligação dos cabos nas ITED; › emitir um termo de responsabilidade de execução, disponibilizando-o ao dono de obra, ao proprietário ou à administração do edifício e ao ICP-ANACOM, conforme previsto na alínea d), do n.º 1, do artigo 76.º, do Decreto-Lei n.º 123, de 21 de Maio (com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 258/2009, de 25 de Setembro).
BIBLIOGRAFIA
› Manual ITED ( Prescrições e Especificações Técnicas) - 2.ª edição, 24 de Novembro de 2009 pela ICP-ANACOM.