FORMAÇÃO
revista técnico-profissional
185
o electricista Hilário Dias Nogueira (Eng.º) com o patrocínio de IXUS, Formação e Consultadoria, Lda.
formação
{ARTIGO TÉCNICO FORMATIVO Nº. 16}
Neste número, apresentamos um dos primeiros temas relacionados com a proteção contra os contactos indirectos, regime de neutro e sua coerência com a ligação à terra. Apresenta-se também uma nova proposta de análise e estudo continuado sobre os vários sistemas de ligação à terra.
411.3.3 - Protecção contra contactos indirectos A protecção contra contactos indirectos consiste na defesa das pessoas contra os riscos de electrocussão a que podem ficar sujeitas em resultado das massas ficarem acidentalmente sob tensão (Figura 1).
Modos de protecção › Protecção por corte automático de alimentação; › Protecção por ligação equipotencial suplementar; › Protecção por recurso a equipamentos da classe II; › Protecção por recurso a locais não condutores; › Protecção por ligação equipotencial local não ligada à terra; › Protecção por separação eléctrica.
Figura 2
Defeito de isolamento
Figura 1
FORMAÇÃO
revista técnico-profissional
o electricista
187
A Figura 3 ilustra como é constituída a malha percorrida pela corrente de defeito quando se produzir um defeito entre uma fase e a massa de um aparelho monofásico alimentado por uma rede trifásica. Em regra, a soma das resistências dos eléctrodos de terra das massas e do neutro (RA + RB) é muito superior à impedância dos outros elementos da malha, pelo que a impedância total da malha é, praticamente, igual a (RA + RB).
› Sistema TT – Determinação do valor de terras Vamos considerar a aplicação de um diferencial de corrente estipulada de 300 mA - (0,3 A), e que a terra de serviço RB tem um valor de 10 1.
Está protegido mas:
RT = (RA + RB) = 156,6 + 10 = 166,6 1 No entanto o valor limite da terra de proteção deverá ser de 100 1, se não for, terá de ser justificada, uma vez que não está de acordo com a imposição das RTIEBT. No sistema TT deve sempre verificar-se a condição descrita no ponto 413.1.4.2:
› Sistema TT – Sensibilidade dos diferenciais Resistência de terra (1)
I6n (mA)
R ) 100
500
100 ) R ) 166,6
300
166,6 ) R ) 500
100
500 ) R ) 1.666,6
30
1.666,6 ) R ) 4.166,6
10
› Sistema TT – Protecção por máximo de corrente Corrente estipulada (fusíveis ou disjuntores*) (A)
Valor máximo da Resistência de terra (1)
2
2,8
4
1,4
6
1,0
10
0,6
16
0,4
20
0,3
25
0,2
Nota: Este sistema é pouco usado nos sistemas TT
RT x Ia ) 50 Volt 166,6 1 X 0,300 A = 49,98 ) 50 Volt em que RT = (R A + RB) e o Ia é a corrente que garante o funcionamento automático do dispositivo de protecção em Ampere. Quando este dispositivo for diferencial, Ia é a corrente diferencialresidual estipulada I6n. › Sistema TT – Tempo de corte das protecções Tensão de contacto presumida
Tempo de corte máximo do dispositivo de protecção – t (s)
Uc (V)
Corrente alternada
Corrente contínua
50
5
5
75
0,60
5
90
0,45
5
120
0,34
5
150
0,27
1
220
0,17
0,40
280
0,12
0,30
350
0,08
0,20
500
0,04
0,10
ENUNCIADO PARA O TEMA DA REVISTA 38: 413.1.3 - Esquema TN e seus princípios de funcionamento (cujo desenvolvimento será incluída na revista 38).
(continua na próxima edição)