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Formação: artigo técnico formativo n.º16

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FORMAÇÃO

revista técnico-profissional

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o electricista Hilário Dias Nogueira (Eng.º) com o patrocínio de IXUS, Formação e Consultadoria, Lda.

formação

{ARTIGO TÉCNICO FORMATIVO Nº. 16}

Neste número, apresentamos um dos primeiros temas relacionados com a proteção contra os contactos indirectos, regime de neutro e sua coerência com a ligação à terra. Apresenta-se também uma nova proposta de análise e estudo continuado sobre os vários sistemas de ligação à terra.

411.3.3 - Protecção contra contactos indirectos A protecção contra contactos indirectos consiste na defesa das pessoas contra os riscos de electrocussão a que podem ficar sujeitas em resultado das massas ficarem acidentalmente sob tensão (Figura 1).

Modos de protecção › Protecção por corte automático de alimentação; › Protecção por ligação equipotencial suplementar; › Protecção por recurso a equipamentos da classe II; › Protecção por recurso a locais não condutores; › Protecção por ligação equipotencial local não ligada à terra; › Protecção por separação eléctrica.

Figura 2

Defeito de isolamento

Figura 1


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A Figura 3 ilustra como é constituída a malha percorrida pela corrente de defeito quando se produzir um defeito entre uma fase e a massa de um aparelho monofásico alimentado por uma rede trifásica. Em regra, a soma das resistências dos eléctrodos de terra das massas e do neutro (RA + RB) é muito superior à impedância dos outros elementos da malha, pelo que a impedância total da malha é, praticamente, igual a (RA + RB).

› Sistema TT – Determinação do valor de terras Vamos considerar a aplicação de um diferencial de corrente estipulada de 300 mA - (0,3 A), e que a terra de serviço RB tem um valor de 10 1.

Está protegido mas:

RT = (RA + RB) = 156,6 + 10 = 166,6 1 No entanto o valor limite da terra de proteção deverá ser de 100 1, se não for, terá de ser justificada, uma vez que não está de acordo com a imposição das RTIEBT. No sistema TT deve sempre verificar-se a condição descrita no ponto 413.1.4.2:

› Sistema TT – Sensibilidade dos diferenciais Resistência de terra (1)

I6n (mA)

R ) 100

500

100 ) R ) 166,6

300

166,6 ) R ) 500

100

500 ) R ) 1.666,6

30

1.666,6 ) R ) 4.166,6

10

› Sistema TT – Protecção por máximo de corrente Corrente estipulada (fusíveis ou disjuntores*) (A)

Valor máximo da Resistência de terra (1)

2

2,8

4

1,4

6

1,0

10

0,6

16

0,4

20

0,3

25

0,2

Nota: Este sistema é pouco usado nos sistemas TT

RT x Ia ) 50 Volt 166,6 1 X 0,300 A = 49,98 ) 50 Volt em que RT = (R A + RB) e o Ia é a corrente que garante o funcionamento automático do dispositivo de protecção em Ampere. Quando este dispositivo for diferencial, Ia é a corrente diferencialresidual estipulada I6n. › Sistema TT – Tempo de corte das protecções Tensão de contacto presumida

Tempo de corte máximo do dispositivo de protecção – t (s)

Uc (V)

Corrente alternada

Corrente contínua

50

5

5

75

0,60

5

90

0,45

5

120

0,34

5

150

0,27

1

220

0,17

0,40

280

0,12

0,30

350

0,08

0,20

500

0,04

0,10

ENUNCIADO PARA O TEMA DA REVISTA 38: 413.1.3 - Esquema TN e seus princípios de funcionamento (cujo desenvolvimento será incluída na revista 38).

(continua na próxima edição)


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