FORMAÇÃO
revista técnico-profissional
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o electricista Hilário Dias Nogueira (Eng.º) com o patrocínio de: IXUS, Formação e Consultadoria, Lda.
formação
{ARTIGO TÉCNICO FORMATIVO Nº. 15 - 1.ª PARTE}
Neste número, apresentamos a primeira parte de uma revisão sobre a Protecção para garantir Segurança com a principal dedicação às Ligações Equipotenciais.
APRESENTAÇÃO DE TEMA Nº15 Observação: Devido a solicitações e divergências sobre o tema que se apresenta proponho, e seguindo a legislação em vigor descrita nas RTIEBT, informações agrupadas sobre o assunto com as várias secções dispersas para a tornar menos confusa e abordando algumas aplicações de casos práticos.
LIGAÇÕES EQUIPOTENCIAIS Ligação eléctrica destinada a colocar ao mesmo potencial, ou a potenciais aproximadamente iguais, massas e elementos condutores.
Nota: Podem distinguir-se: a) A ligação equipotencial principal (veja-se 413.1.2.1); b) As ligações equipotenciais suplementares (veja-se 413.1.2.2); c) As ligações equipotenciais locais não ligadas à terra (veja-se 413.4). 413.1.2.1- Ligação equipotencial principal Em cada edifício devem ser ligados à ligação equipotencial principal os seguintes Elementos condutores: a) O condutor principal de protecção; b) O condutor principal de terra ou o terminal principal de terra. (13) - Na Secção 54 são indicadas as regras relativas às ligações à terra e aos condutores de protecção: c) As canalizações metálicas de alimentação do edifício e situadas no interior por exemplo, de água e gás); d) Os elementos metálicos da construção e as canalizações metálicas de aquecimento central e de ar-condicionado (sempre que possível).
547.1.2 - Condutores de ligação equipotencial suplementar 701.413.1.6 - Ligação equipotencial suplementar
Quando estes elementos condutores tiverem a sua origem no exterior do edifício, esta ligação deve ser feita tão perto quanto possível do seu ponto de entrada no edifício. Os condutores da ligação equipotencial principal devem satisfazer as regras indicadas na Secção 54. Devem, também, ser ligadas à ligação equipotencial principal as bainhas metálicas dos cabos de telecomunicações, desde que os proprietários e os utilizadores destes cabos o autorizem.
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ARTIGO TÉCNICO FORMATIVO 154
Nota: Esta medida de protecção não deve ser confundida com a medida de protecção por ligação equipotencial suplementar (veja-se 413.1.6), pois não é exigido qualquer corte da alimentação. A aplicação desta medida de protecção é limitada, na prática, a certos postos de trabalho onde o espaço envolvente é reduzido e onde não podem ser utilizadas outras medidas de protecção (caso das instalações especiais definidas nas RTIEBT). Estas ligações são feitas com condutores de protecção nas mesmas condições do que as indicadas para as ligações equipotenciais suplementarem (veja-se 547).
413.1.6 Ligação equipotencial suplementar 413.1.6.1 A ligação equipotencial suplementar deve interligar todas as partes condutoras simultaneamente acessíveis, quer se trate das massas dos equipamentos fixos quer dos elementos condutores quer, ainda, sempre que possível, das armaduras principais do betão armado utilizadas na construção dos Edifícios. Todos os condutores de protecção de todos os equipamentos, incluindo os das fichas e os das tomadas, devem ser ligados a este sistema equipotencial.
Nota: Quando os pavimentos forem não isolantes e não for possível ligá-los à ligação equipotencial suplementar, esta medida de protecção não deve ser utilizada. As ligações equipotenciais suplementares permitem evitar os perigos do ponto de vista da protecção contra os contactos indirectos se, em caso de defeito, o corte não ocorrer com rapidez suficiente. No entanto, podem manifestar-se outros fenómenos prejudiciais, tais como o aquecimento do condutor de equipotencialidade, o aumento da resistência do eléctrodo de terra resultante da secagem do solo, entre outros. Isto aplica-se tanto no caso de um primeiro defeito que ocorra nas instalações realizadas segundo os esquemas TT e TN, como no caso do aparecimento de um segundo defeito que ocorra nas instalações realizadas segundo o esquema IT. A ligação das armaduras principais do betão armado pode ser feita nas que estejam facilmente acessíveis ou, de preferência, durante a construção do edifício. É necessário verificar se a ligação entre duas massas pertencentes a circuitos com secções muito diferentes não irá provocar, no condutor de protecção de menor secção, a passagem de uma corrente de defeito da qual resulte uma solicitação térmica superior à admissível para esse condutor (veja-se 547.1.2). (continua na próxima edição) PUB