ARTIGO TÉCNICO
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Nelson Silva Pronodis – Soluções Tecnológicas, Lda.
gestão de edifícios {DETECTORES DE PRESENÇA COM KNX E DALI, DETECTOR DE FUMOS E SENSOR DA QUALIDADE DO AR}
Para facilitar a gestão de edifícios foi criada uma nova gama de detectores de presença, aliados a várias interfaces, nomeadamente, DALI e KNX. Desenvolveu-se ainda um detector de fumos e um sensor da qualidade do ar. Essa gama de detectores de presença, possui 4 tecnologias de sensores – 2 variantes de infravermelhos e 2 variantes de alta frequência – todos eles com uma detecção quadrática, podendo ser fornecidos com várias interfaces, das quais se destacam a DALI e KNX. Para facilitar a gestão, mas principalmente olhando ao bem-estar do utilizador, criaram-se ainda dois detectores com particularidades diferentes dos outros 4 desta gama, são eles: o detector de fumos e o sensor da qualidade do ar.
1› INTERFACE DALI
Figura 1 . Interface DIM digital.
DALI (Figura 2) é a sigla de “Digital Addressable Lighting Interface”. É uma interface de padrão internacional, que foi especificada pela norma IEC 60929.
para cada situação; › dimar a luminosidade das lâmpadas, quer no conjunto, quer em cada uma; › quando a corrente é maior, torna-se fácil identificar as lâmpadas estragadas; › fácil instalação. Pode conferir-se através das descrições anteriores, que a Interface DALI pode ser usada de forma a simplificar o nosso dia-a-dia.
Figura 2 . DALI.
A principal característica desta Interface é a possibilidade de dimar a luminosidade das lâmpadas. Cada componente da interface DALI possui um endereço, fazendo com que seja possível comunicar com cada componente, tendo um fluxo de informação bidirecional. A interface comanda o nível de iluminação das lâmpadas, e permite ainda, obter informações das condições dos aparelhos ligados na rede. É de fácil instalação: precisa apenas de um cabo de dois fios simples entre as várias unidades no sistema. Vantagens da Interface DALI: › ligação individual de cada lâmpada; › podem criar-se grupos de lâmpadas; › possibilidade de criar cenários diferentes
Trouxe-se ao mercado a possibilidade de se ter um detector de presença que, para além da sua forma quadrática, conjugado com esta interface (Interface DIM digital – Figura 1), consegue-se a comunicação com o sistema DALI, regulando até 2 saídas. Esta interface é utilizada em soluções de iluminação para fazer o controlo da luminosidade constante ou básica, por exemplo em vãos de escadas ou corredores onde a luz tenha de ser no minímo 10%.
2› INTERFACE KNX O sistema KNX (figura 4) é o melhoramento do sistema EIB e foi desenhado de forma a poder ser encadeado em rede, com diversos componentes fazendo a automatização de edifícios como escritórios,
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Podem também ser comandados através de telecomando de Infravermelhos, que permite regular a iluminação, a intensidade da luz, bem como memorizar e activar cenários de iluminação. Através deste, podem alterar-se as definições ou parâmetros do detector.
3› FIRE CONTROL PRO (DETECTOR DE FUMOS)
As suas zonas de detecção são de 80 m2 e podem ligar-se até 30 destes detectores em rede.
4› AIR CONTROL PRO SIGNAL (SENSOR DA QUALIDADE DO AR) O ser humano inala O2 e exala CO2. Várias pessoas reunidas numa sala originam uma grande concentração de CO2. Para avaliar o seu nível, existe no mercado um medidor de dióxido de carbono, que após uma detecção automática, se diagnosticar demasiado CO2 dá sinal (acústico e óptico) da necessidade de ar fresco – fazendo a autocalibração ao ar fresco e à pressão atmosférica em relação à altitude.
Figura 7 . Sensor da qualidade do ar.
Ao longo do dia, a necessidade do ser humano de renovação do ar é variável, conforme se constata pelo gráfico abaixo (Figura 8). Consoante a quantidade de CO2, os LEDs indicadores dos detectores variam conforme apresentado na Tabela 1.
Figura 6 . Detector de fumo/temperatura.
Os detectores de fumos são sensores DUAL que com os dois tipos de detecção (óptico e térmico) garantem uma dupla protecção, detectando o perigo e posteriormente emitindo sinais sonoros. Detectam incêndios causados por líquidos ou incêndios de combustão lenta, pois a sua sensibilidade é adequada. Fazem uma detecção correcta, para que não haja confusão entre vapores/fumos habituais e os que são de perigo. A avaliação dos sinais é controlada por microprocessador, têm uma câmara de fumo simétrica e faz a correcção do desvio das temperaturas analisadas. Têm uma função de auto-teste cíclico e fazem a autocalibração de 24 horas. Se a carga da pilha for baixa, são emitidos sinais sonoros apenas durante o dia, se a carga da pilha for crítica é que esse sinal passa a ser emitido de noite. Para além da alimentação com a pilha de 9 volts (lítio ou hidreto metálico), os detectores de fumo também dispõem de uma entrada para 230 volts e de uma entrada para encadeamento de outros detectores.
Figura 8 . Necessidade do ser humano de renovação do ar em recintos fechados.
Cor e estado do LED
Nível de CO2
Verde – luz fixa
) 1.000 ppm
Cor-de-Laranja – luz fixa
> 1.000 ppm e ) 1.500 ppm
Vermelho – luz intermitente e sinal sonoro
> 1.500 ppm
Tabela 1 . LEDs indicadores do nível de CO2.
É feito o controlo do sistema de climatização (ventilação, abertura automática de janelas, controlo adaptado do aquecimento, entre outros), através da sua saída adicional - possibilitando a poupança energética. Os detectores de presença, o sensor da qualidade do ar e o detector de fumos são a tecnologia de vanguarda, devido às suas áreas de detecção, ao seu sistema sensórico, bem como à tecnologia que os acompanha. Após estudos, comparações e vários testes de utilização, estes equipamentos são cada vez mais procurados pelo utilizador, pois as características possibilitam uma gestão de edifícios eficiente.