DOSSIER
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o electricista CPT cirprotec
sobretensões transitórias
INTRODUÇÃO A descarga de um raio sobre qualquer cabo condutor, tanto nas linhas eléctricas como nas linhas de dados, dá origem a sobretensões transitórias que se caracterizam pela sua curta duração, crescimento rápido e valores de crista muito elevados (até várias centenas de kV). A descarga de um raio propaga-se numa extensão de vários quilómetros e a sua dispersão na terra eleva o seu potencial, induzindo fortes sobretensões nos cabos subterrâneos e aumentando a tensão nas redes de terra. O raio não é o único causador de sobretensões transitórias, outros fenómenos também as originam como: › Grandes comutações da companhia de electricidade. › Comutações em máquinas de grande potência. › Descargas electrostáticas. Numa instalação eléctrica, todos os condutores provenientes do exterior são susceptíveis de facilitar a passagem a sobretensões transitórias, provocando, assim, interferências na alimentação de todos os sistemas ligados.
As sobretensões produzidas por fenómenos atmosféricos chegam às instalações de três formas:
SOBRETENSÃO CONDUZIDA O Raio pode cair directamente nas linhas aéreas, propagando-se esta sobretensão ao longo de vários quilómetros. A sobretensão acaba chegando ao utilizador e é escoado até à terra através dos equipamentos produzindo nestes avarias ou na sua total destruição.
SOBRETENSÃO INDUZIDA A radiação emitida pelo impacto do raio sobre um objecto (poste, árvore, pára-raios, etc.) próximo a linhas eléctricas ou telefónicas, induz correntes transitórias nestas, transmitindo-as ao interior das nossas instalações provocando avarias ou a destruição dos equipamentos ligados.
AUMENTO DO POTENCIAL DE TERRA Quando um raio cai directamente no solo ou através de uma estrutura ligada a terra (poderá ser um poste eléctrico, um páraraios, etc.) a corrente da descarga do raio pode elevar o potencial de terra em vários milhares de Volts como consequência da corrente que circula pelo terreno.
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PROTECÇÃO EM INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS 71
DISPOSITIVO DE CORTE COMPLEMENTAR Todas as protecções levam incorporado um dispositivo térmico de desconexão. Estas protecções devem ser instaladas a montante do protector com uma protecção complementar contra sobrecargas por curto-circuitos, para isolar o equipamento instalado em caso de mau funcionamento.
DISTÂNCIA ENTRE PROTECTORES E EQUIPAMENTOS A PROTEGER A protecção será tanto mais eficaz quanto mais perto do equipamento estiver o módulo protector. Na maioria das instalações, é fácil encontrar mais de 30 metros de cabo entre a entrada da ligação e a localização dos equipamentos que se pretende proteger, daí que possa ser necessário instalar mais que um protector. Além disso, e tendo em conta que se deseja um alto poder de descarga (Imax) e um nível de protecção apropriado (Up), ter-se-á também de instalar mais que um protector.
LIGAÇÃO DO DISPOSITIVO DE CORTE Mediante o tipo de funcionamento que se deseja, são possíveis dois sistemas de ligação. O primeiro esquema dá prioridade à continuidade do serviço. Sempre que o fusível ou interruptor automático desliga-se, a protecção também é desligada da linha, mas os equipamentos mantêm-se com tensão nominal e a funcionar. Naturalmente que nestas circunstâncias e a partir deste momento, todos os equipamentos ficam sem protecção até à substituição do módulo protector. O segundo esquema permite dar prioridade à protecção. Quando o fusível ou o interruptor automático actuam, ficam isolados da linha ao mesmo tempo que a protecção e os equipamentos protegidos. A alimentação dos equipamentos é interrompida e, como consequência, já não podem ser submetidos a nenhuma outra sobretensão. Deduz-se, pelo que foi apresentado, que a colocação de um protector a montante na entrada da ligação, com um alto poder de descarga, e um ou vários nos diversos circuitos específicos dos equipamentos a proteger, com um nível de protecção adequado e respeitando as distâncias recomendadas, é a melhor maneira de proteger uma instalação e a qualidade do seu funcionamento.