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Cablagem estruturada

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revista técnico-profissional

DOSSIER 60

o electricista Eunice Cruz Gestora de Produto de Cablagem Estruturada - Legrand

cablagem estruturada

›INTRODUÇÃO Existe cada vez mais a necessidade de comunicação e partilha de informação entre pessoas e organizações. A evolução das tecnologias de informação, a mutação dos locais de trabalho e as alterações físicas das configurações dos locais, exige uma maior flexibilidade das instalações. Os meios empresariais contêm uma maior densidade de equipamentos informáticos, os processos de fluxos de informação devem ser bem adaptados às necessidades concretas das empresas, permitindo assim uma optimização dos investimentos. Surge então, a criação de redes locais de computadores (LAN) num edifício ou num conjunto de edifícios próximos fisicamente pertencentes ao mesmo domínio privado (campus), redes metropolitanas (MAN) e também redes de áreas alargadas (WAN) em função da sua abrangência. Os sistemas de cablagem servem de base a um vasto conjunto de serviços de comunicação, redes telefónicas, redes de computadores locais, ligações vídeo ou áudio, até às mais complexas aplicações telemáticas. A este sistema de cablagem chama-se vulgarmente Cablagem Estruturada. Sendo considerada um investimento dispendioso, a Cablagem Estruturada deverá ser dimensionada tendo em conta o aumento do número de postos de trabalho, permitir a flexibilidade em termos de loca-

lização dos equipamentos terminais e ter uma durabilidade de entre 10 a 15 anos, garantindo as suas performances durante este prazo.

exploração presentes, mas também futuras garantindo a máxima longevidade. › não se incompatibilizar com tecnologias disponíveis num futuro próximo. › não colidir com futuras alterações topográficas dos edifícios.

›A CABLAGEM ESTRUTURADA A Cablagem Estruturada deve ter características que a seguir se descrevem. i› Hierárquica para: › reflectir os diferentes níveis de circulação de informação dentro das organizações. › responder às necessidades de comunicação entre os diferentes níveis. › permitir facilmente delegar funções de operação e manutenção. ii› Genérica para: › poder suportar várias tecnologias de comunicações e aplicações telemáticas tais como voz, dados, multimédia, etc... iii› Flexível para: › se poder adaptar à evolução das tecnologias de informação, crescimento e mutação das organizações sem que para isso necessite de alterações frequentes nos componentes instalados. iv› Duradoura para: › responder não só às necessidades de

v› Normalizada para: › permitir uma validação completa após a instalação, realizada com recurso a equipamento especialmente concebido para teste e certificação. › estar de acordo com norma de referência : ISO/IEC 11801 – Generic Cabling for Customer Premises Cabling.

›13 PRINCÍPIOS A SEGUIR PARA UMA TER INSTALAÇÃO PERFORMANTE A performance de uma instalação deve resistir à passagem do tempo. É por esse motivo que os fabricantes de sistemas lhes concedem uma garantia normalmente alargada, por exemplo a Legrand garante durante 20 anos, as performances e os componentes dos seus sistemas Cabling Systems LCS6 e LCS5 sobre a totalidade do canal. Para que se beneficie dessa garantia é necessário realizar a instalação tendo em conta determinados princípios, sendo eles:


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CABOS 69

› ELFEXT (Equal Level Far End Cross Talk) – equivalente ao ACR para a extremidade do cabo mais afastado. O ELFEXT é portanto o resultado da diferença entre o FEXT e a Atenuação. EFEXT = FEXT – Atenuação › PSNEXT, PSELFEXT, PSACR – as letras PS abreviam Power Sum e estas grandezas permitem avaliar o efeito combinado (Power Sum) da diafonia resultante da transmissão simultânea em cabos com vários pares, de sinais em todos os pares, excepto naquele onde são realizadas as medições.

TESTES E ENSAIOS FUNCIONAIS À CABLAGEM ESTRUTURADA CABLAGEM DE COBRE Para a execução dos testes sobre a cablagem de cobre deverá ser utilizado um equipamento adequado e calibrado que automaticamente executa: › teste de continuidade das ligações › a medição do comprimento das ligações › a medição da paradiafonia ou NEXT › a medição da atenuação › cálculo do ACR › a medição da impedância, e capacitância Todos estes testes, medições e cálculos são efectuados sobre todos os segmentos da instalação, todos os pares e em todas as combinações possíveis se a grandeza a medir assim o exigir (ex: NEXT). Este equipamento deverá emitir o resultado do teste, tipo passou/falhou na forma impressa e permitir o armazenamento em suporte digital (ficheiro informático). CABLAGEM DE FIBRA ÓPTICA Para a execução dos testes sobre a cablagem de fibra óptica deverá ser utilizado um equipamento designado por OTDR – Reflectrometria óptica no domínio do tempo, que executam os testes de atenuação na fibra óptica nas janelas de 850 e 1300 nm. Exemplo As curvas abaixo dão os resultados dos testes NEXT, ACR e Return Loss efectuados a uma canal FTP categoria 6 com um sistema Cabling Systems LCS6 da Legrand.

11 - NOS CASOS DE UTILIZAÇÃO DE CABOS COM ECRÃ OU BLINDADOS ESTÃO RESPEITADAS: › a ligação das massa em ambas as extremidades de todos estes cabos › o conjunto dos componentes do canal possui igualmente ecrã ou blindagem, de acordo com a escolha efectuada.

12 - FORAM RESPEITADOS OS REQUISITOS ÓPTICOS DEFINIDOS NA NORMA ISO 11801 (8.3) OU NA EN 50 173 (6.4.2) OU NA EIA / TIA 568 (12.7.2 ANEXO H).

13 - A ESCOLHA E O COMPRIMENTO DOS CABOS DE FIBRA ÓPTICA ESTÃO ADAPTADOS ÀS APLICAÇÕES QUE IRÃO SUPORTAR.

›CONCLUSÃO Após a conclusão da instalação, a verificação e cumprimento de todos os 13 pontos analisados anteriormente, é criado um dossier de garantia onde consta, o projecto ou traçado da instalação, todos os relatórios dos testes e ensaios feitos, segundo as normas aplicáveis em vigor e a listagem com todos os componentes pertencentes à instalação, é celebrado um contrato de garantia (tomando a Legrand como exemplo) de Cabling Systems LCS de 20 anos de performance e produto, que constará do dossier e este deve ser mantido durante toda a vida útil da infraestrutura como auxiliar de diagnóstico em situação de existir qualquer avaria. Os sistemas de cablagem são os elementos base sobre os quais são construídas as redes informáticas e os sistemas de informação das organizações modernas.

O NEXT do canal excede 48 dB a 250 MHz, ou seja 8,6 dB de margem em relação à norma. O ACR é largamente positivo a 250 MHz. Superior a 9,3 dB, permite uma óptima transmissão de dados. A curva do Return Loss com uma margem superior a 13 dB a 250 MHz, demonstra a excelente adaptação de todos os componentes do canal.


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