FORMAÇÃO
revista técnico-profissional
38
o electricista Texto cedido por Soler & Palau, Lda.
hotes de extracção Quando se falou na Ficha Técnica VENTILAÇÃO 1, de Abri de 1995, de Ventilação Localizada, justificava-se a utilização da mesma nas situações em que fosse possível identificar num determinado ponto o foco contaminante do ar. Dizíamos, nessa altura, que o sistema mais racional e económico, bem como o único eficaz para controlar emissões tóxicas, de poeiras ou fumos, seria a captura da contaminação à medida que se ia produzindo e no próprio local da sua origem, impedindo-se assim a respectiva difusão por todo o ambiente. A hote de extracção é o elemento essencial neste caso, sendo constituída por uma caixa fechada com uma extremidade aberta à emissão nociva a partir da qual sai uma conduta de evacuação activada por um extractor mecânico.
Figura 1
O projecto de uma hote de captação ou extracção deve focar duas questões principais: a) Formato, dimensões e localização da hote; b) Cálculo do caudal necessário e determinação das velocidades do ar para a captação e arrastamento.
CONCEITOS BÁSICOS. UNIDADES Quantidade de ar (V): Como os processos de acondicionamento de ar têm lugar a baixas pressões, pode considerar-se o ar como um fluido que não se pode comprimir e assim a quantidade de ar existente num local coincide com o volume do mesmo. A quantidade de ar exprime-se em metros cúbicos, m3. Caudal de ar (Q): Este conceito implica ar em movimento. Por isso há que relacionar a quantidade com o tempo em que circula. Exprime-se em metros cúbicos por hora, m3/h, e por vezes em litros por segundo, l/s. A fórmula de relação entre ambas as unidades é: 1 m3/h = 3,6 l/s Velocidade do ar (v): A velocidade do ar com que circula um determinado caudal (Q) que atravessa uma secção (S) de conduta ou de outro espaço, é determinada pela fórmula: V (m/s) =
Q (m3/h) 3.600 (m2)
Esta velocidade determina uma pressão do ar na direcção de circulação do mesmo que se chama Pressão Dinâmica (Pd) cuja fórmula é: Pd (mm c.a.) =
V2 (m/s) 16,3
Figura 2
o electricista
VENTILAÇÃO
revista técnico-profissional
41
CAPTAÇÃO POR HOTE Figura 13 Tipo de trabalho › Gases ou vapores › Gases de soldadura › Caldeira de vapor › Estufa de verniz › Perfuração
CAPTAÇÃO POR CABINA › › › ›
Pintura, trituração Aerografismo Material afiado Máquina de embalar (Aspiração descendente) › Motores de explosão › Tanque impregnado › Força manual
CAPTAÇÃO POR CABINA
Figura 14 Figura 15
› Esmerilação › Perfuração de pedra, vertical descendente › Soldadura com prata
VÁRIOS › › › › › › › ›
›
Todos os vapores e gases Pó de sementes, juta ou borracha Soldadura eléctrica Fios de algodão, farinha de gramíneas e pó de madeira, pós de litografia Serradura de madeira Pó metálico de materiais rectificados Tiras de borracha, fios de juta, pó de algodão, de sabão e baquelite, aparas de madeira e couro. Pó de materiais afiados, de juta, de lã, granito e corte de produtos cerâmicos e de argila, de fundição e moldagem, produtos têxteis, grãos de café, farinha de sílica, aparas finas metálicas. Pó denso de serração, torneamento metálico, compactação e material fundido vertido, projecção de areia, pequenos cubos de madeira, pó de chumbo com partículas, de cimento, de amianto no corte de condutas, desperdícios aderentes de linho, pó de cal viva e tiras de carbono.
Figura 16 Figura 17