Ficha prática n.º14: máquinas eléctricas estáticas - parte III

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FORMAÇÃO - PRÁTICAS DE ELECTRICIDADE

revista técnico-profissional

o electricista

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Manuel Teixeira e Paulo Peixoto Formadores da ATEC - Academia de Formação

ficha prática n.º 14

{MÁQUINAS ELÉCTRICAS ESTÁTICAS – PARTE III}

TRANSFORMADOR MONOFÁSICO

u1 = r1 i1 +

› EQUAÇÕES DE FUNCIONAMENTO

u2 = - r2 i2 +

Adopta-se a seguinte representação esquemática para o transformador monofásico

dΨ1 dt dΨ2 dt

com os sentidos positivos fixados no esquema do transformador monofásico acima apresentado e designado Ψ1 e Ψ2 os fluxos totalizados encadeados com os enrolamentos primário e secundário, respectivamente. Introduzindo os fluxos médios por espira, Φ1t e Φ2t, vem Ψ1 = N1Φ1t Ψ2 = N2Φ2t e reunindo as equações de funcionamento, chega-se à primeira forma das equações gerais do transformador monofásico.

Designa-se por primário o enrolamento que absorve energia eléctrica da rede de alimentação e por secundário o enrolamento que fornece energia eléctrica transformada. Todas as grandezas ligadas ao enrolamento primário serão afectadas do índice 1 e as do secundário do índice 2. Os dois enrolamentos terão números de espiras diferentes, N1 e N2. Supondo aplicada ao primário uma tensão alternada de valor instantâneo, U1, circulará no mesmo enrolamento uma corrente com o valor instantâneo I1. Esta corrente provocará um campo magnético cujo fluxo, em grande parte encadeia os dois enrolamentos e neles gerará f.e.m. de indução. Desde o momento que o secundário esteja fechado sobre uma carga, circulará uma corrente I2 e nos seus terminais passará a existir uma tensão, U2. Com este princípio, as equações de funcionamento do transformador deverão traduzir: › A composição dos campos magnéticos produzidos pelas intensidades de corrente I1 e I2. › As relações entre intensidades de corrente, tensões e f.e.m. em cada um dos enrolamentos. Traduz-se a composição dos campos através das f.m.m., escrevendo N1I1+N2I2 = N1I0 atribuindo de uma forma arbitrária a f.m.m. resultante em carga, a uma corrente I0, no primário. As relações tensões/correntes em cada enrolamento, são da forma,

dΦ1t dt dΦ2t u1 = - r2 i2 - N2 dt u1 = r1 i1 + N1

N1 i1 + N2 i2 = N1 i0 Estas equações traduzem completamente os fenómenos físicos que regem o funcionamento do transformador e são válidas com qualquer forma de onda das tensões, intensidades de corrente, f.e.m. e fluxos.

ENSAIOS ECONÓMICOS A utilização das equações estabelecidas no ponto anterior para o estudo de quedas de tensão, características externas e rendimentos, exige o conhecimento dos parâmetros do circuito equivalente do transformador. Isto pode ser feito por dois ensaios económicos: › Ensaio em circuito aberto › Ensaio em curto-circuito

A designação de ensaios económicos resulta de neles, o transformador se colocar em regimes de funcionamento particulares que não envolvem o fornecimento de energia pelo secundário, a única energia absorvida à rede de alimentação sendo a de perdas. › ENSAIO EM CIRCUITO ABERTO Condições de realização: › Secundário em circuito aberto


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