Televisão digital terrestre: move 12.000 milhões de euros e cria 40.000 novos postos de trabalho em.

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ARTIGO TÉCNICO

revista técnico-profissional

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o electricista Luis Peixoto Televes

televisão digital terrestre {MOVE 12.000 MILHÕES DE EUROS E CRIA 40.000 NOVOS POSTOS DE TRABALHO EM… ESPANHA!}

À ANACOM E À DECO O enquadramento legal comunitário define prazos para as implementações das Redes de Nova Geração e também para o Arranque da Televisão Digital Terrestre e graças ao mesmo, Portugal está a viver uma fase acelerada, de transformações tecnológicas, muito próxima do limite temporal estabelecido. Estas alterações de contexto tecnológico só servirão como catalisador da economia das pequenas e médias empresas portuguesas dedicadas ao fabrico, distribuição e instalação de produtos de telecomunicações, caso exista equidade e isenção nas decisões superiores, ou por outras palavras: que a Televisão Digital Terrestre seja respeitada e convenientemente divulgada por todo o território nacional. No entanto a divulgação não está a ocorrer, como já admitiu a DECO. E não está a ocorrer porque a mesma entidade que está encarregue de tal desígnio é parte claramente interessada na divulgação de tecnologias concorrentes como são o DTH de Satélite e o IPTV via Par-de-Cobre ou Fibra. Um claro e real exemplo que confirma a influência positiva que o aparecimento da Televisão Digital Terrestre tem na economia de

um país é o facto de que em Espanha terem sido criados cerca de 40.000 novos postos de trabalho, especializados e duradouros, relacionados com a TDT. No passado dia 12 de Julho de 2010, a ANACOM aceitou o pedido de revogação dos Direitos de Utilização de Frequências Associadas aos MUXes B a F solicitado pela Portugal Telecom Comunicações SA, o que por outras palavras significa que não haverá nos anos mais próximos TDT por assinatura em Portugal.

Trata-se de uma má noticia para todos os Portugueses assim como para a própria TDT que vê assim anulado um factor que se previa de dinamização, divulgação e impulsionador, da mudança do Analógico para o Digital por parte da população,

assim como das emissões broadcast livres à semelhança de toda a Europa tecnologicamente desenvolvida. Outros dois factores que seriam também dinamizadores e sobretudo catalisadores para a plena adesão da população à TDT, pelo facto de tornarem esta tecnologia diferenciadora em conteúdos relativamente ao Analógico, eram: › O aparecimento do 5.º Canal, do qual o concurso acabou por ser anulado sem que se entendessem claramente os motivos de tal decisão; › A programação em Alta Definição (HD) que chegou a estar no ar na primeira semana de arranque da TDT em Abril de 2009 e de seguida foi desligada até à data presente. O que neste momento temos nessa emissão é um ecrã NEGRO, o que é, do ponto de vista técnico, incompreensível. Estando o sistema preparado para emitir em HD não se pode admitir e muito menos compreender porque razão nenhum tipo de emissão com conteúdo HD foi ainda colocado no ar. Não se pode alegar como desculpa a não existência de entendimento entre os três fornecedores de conteúdos (RTP, SIC e TVI) porque a responsável pela colocação no ar da tal emissão é a PTC, e caso existisse vontade


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