Presente e futuro das redes elétricas

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REPORTAGEM

revista técnico-profissional

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o electricista Helena Paulino

presente e futuro das redes eléctricas A 25 de Novembro realizou-se um Seminário sobre Exploração e Manutenção das Redes Eléctricas, onde foi dado especial destaque ao livro redigido por Manuel Delgado. Neste evento foram abordados os vários problemas derivados dos problemas de exploração dos sistemas eléctricos trifásicos, sobretudo no que diz respeito às redes de transporte e de interligação a alta e a muito alta tensão e das redes de distribuição a média tensão. Cerca de 100 participantes estiveram presentes neste evento.

A revista “o electricista”, juntamente com a Engebook e a Associação dos Antigos Alunos do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), organizou um Seminário direccionado para a exploração e manutenção das redes eléctricas. Custódio Dias, Professor no ISEP e director da revista “o electricista”, moderou este seminário onde foram discutidas as melhores práticas de exploração e manutenção das redes eléctricas, e onde também se contextualizou o desempenho da Rede Nacional de Transporte de Electricidade em Portugal. António Malheiro, editor do livro “Sistemas Eléctricos Trifásicos – A Média, Alta e Muito Tensão”, redigido por Manuel Delgado e editado pela Publindústria, apresentou o livro em que apostou e a Publindústria como uma plataforma de comunicação e informação direccionada para os mercados da engenharia e gestão, citando também a Engebook como uma marca associada ao comércio e distribuição de conteúdos para essas áreas, como os livros, softwares e revistas. Manuel Delgado abriu-nos as páginas do seu livro e falou sobre a protecção re-ligação

automática nas redes aéreas de transporte e de interligação. Caracterizou estas mesmas redes no que diz respeito às exigências das protecções e aos problemas ligados à re-ligação automática e à estabilidade e sincronismo. A evolução das redes eléctricas de alta e de muito alta tensão desenvolveu as interligações e aumentou constantemente a potência das centrais que alimentam essas redes. Desta forma houve um aumento considerável nas correntes de curto-circuitos nas grandes linhas de transporte. Explicou que para haver uma re-ligação automática de qualidade nas redes de interligação é indispensável que as protecções tenham disparos simultâneos dos disjuntores nas duas extremidades da linha, e para além do disparo trifásico dos disjuntores ocorre um disparo fase por fase. Segundo Manuel Delgado, a re-ligação automática permite restaurar a rede, ligando rapidamente os disjuntores de uma linha aérea depois do seu disparo, devido ao defeito. E assim a circulação de energia é assim restabelecida. E a re-ligação contribui para a estabilidade e sincronismo, importantes para as redes

de interligação e transporte. Mas Manuel Delgado alertou para algo importante: antes da tentativa de re-ligação do disjuntor deve respeitar-se o tempo morto (tempo suficiente para permitir a extinção do arco e a desionização completa do trajecto entre os contactos do disjuntor). A maioria dos


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