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Formação: artigo técnico formativo n.º3

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FORMAÇÃO

o electricista

revista técnico-profissional

133

Hilário Dias Nogueira (Eng.º) com o patrocínio de: IXUS, Formação e Consultadoria, Lda.

formação

{ARTIGO TÉCNICO FORMATIVO Nº. 3}

Neste número, apresentamos a resolução do exercício colocado na revista anterior. Apresenta-se também novo exercício cuja resolução será incluída na revista 24. A potência de dimensionamento da coluna será então:

RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 3 Enunciado proposto na revista 22: Determinar a corrente estipulada do Interruptor de Corte Geral a usar no Quadro de Coluna de um edifício, utilizando os dados que se indicam na tabela seguinte.

Dados a Utilizar

Andares Habitações por andar Potência por habitação Serviços Comuns

5 (R/C+4) 2 10,35 kVA 20,7 kVA

1º Determinação da Potência a disponibilizar para a coluna Como temos 5 pisos, com duas habitações por piso, o prédio é então composto por 10 habitações. Sendo a potência escolhida por habitação de S = 10,35 kVA, monofásica, a potência total da coluna será: St = SHab x 10 = 10,35 x 10 = 103,5 kVA 2º Determinação da Potência de dimensionamento da coluna A potência efectivamente absorvida da rede de distribuição por uma coluna de uma instalação colectiva é normalmente inferior à potência total calculada para efeito de futuros contratos de energia. Assim, o valor calculado atrás será afectado de um factor de simultaneidade, que representa um valor provável de potência espectável para a instalação da coluna. Os factores de simultaneidade apresentados nas Regras Técnicas são:

SD = ST x KS = 103,5 x 0,56 = 57,96 kVA (RTIEBT 803.4.6)

3º Determinação da corrente de serviço por fase, IB (RTIEBT-803.2.4.3)

Utilizando a fórmula: IB =

SD = 3xU

57960 = 83,7A 3 x 400

4º Determinar a corrente admissível e respectiva secção d os condutores Segundo as Regras Técnicas (RTIEBT), na Secção 5.2, encontra-se o modo de instalação da canalização escolhida (condutores protegidos por tubo, embebidos na alvenaria), que é classificado como, Método de Referência B A tabela de correntes admissíveis a consultar para determinação da corrente admissível e da secção é a tabela do, Quadro Q 52-C3. A corrente admissível, IZ, deverá ser de valor superior ao da corrente de serviço, IB:

(RTIEBT - 803.2.4.3.2 – Quadro 803 A) Número de Instalações 2a4 5a9 10 a 14 15 a 19 20 a 24 25 a 29 30 a 34 35 a 39 40 a 49 ≥ 50

Factor de simultaneidade 1 0,75 0,56 0,48 0,43 0,40 0,38 0,37 0,36 0,34

IZ ≥ IB : IZ ≥ 83,7 A Consultando o quadro, encontramos a corrente admissível, IZ= 89 A.

(RTIEBT 433.2)

correspondendo à secção, S = 25 mm2. Calculando a protecção, encontramos o valor da corrente estipulada (calibre) possível o fusível de In=80 A.


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PISO 4º 3º 2º 1º R/C

IB (A) 16,74 33,48 50,22 66,96 83,7

Altura (m) 3 3 3 3 3 Totais

q.d.t (V) 0,032 0,065 0,097 0,129 0,168 0,491

Δu% 0,014 0,028 0,042 0,056 0,073 0,21

Potência total Factor de Simultaneidade Potência de dimensionamento Corrente de dimensionamento Método de referência Corrente admissível Canalização

Grandezas e características determinadas

Queda de tensão em serviço

Os valores totais calculados são muito inferiores aos calculados anteriormente, estão muito abaixo dos limites impostos pelas RTIEBT. Bastava o cálculo majorado anteriormente para termos a certeza de que a coluna se encontraria dentro dos limites da q.d.t..

Interruptor de corte Geral

ST = 103,5 kVA Ks = 0,56 SD = 57,96 kVA IB = 83,7 A B IZ = 110 A (Q52-C3) H07V-R 3x35+2G25 mm2

u = 0,81 V Δu% = 0,35 % IN = 125 A

Exercício para resolução no próximo número (Revista 24) 7º Cálculo da corrente total no interruptor de corte geral Ao valor da corrente da coluna devemos acrescentar a corrente dos serviços comuns, cuja potência é de S=20,7 kVA, em trifásico.

Sugere-se que o resolvam antecipadamente, comparando depois com a solução a apresentar na próxima revista.

(RTIEBT 803.2.4.3.1 factor de simultaneidade)

Enunciado: Determinar a secção de um cabo tipo XV, para alimentação de um equipamento trifásico que absorve uma corrente IB=30 A. O cabo é ligado numa caixa exterior a um edifício, percorre 10 metros enterrado, entra noutro edifício e sobe 2 metros em calha embebida na parede até um pavimento situado acima e percorre mais 18 metros em calha embebida no pavimento (ver esquema).

A corrente total será então de: IB =

SD = 3xU

20700 = 30A 3 x 400

IT= I(coluna) + I(Serv. Com.) = 83,7 + 30 = 113,7 A (Como principio base do calculo da corrente estipulada do Interruptor Geral, deve ter-se em conta a corrente total da alimentação, IT =113,7 A)

Assim será utilizado um interruptor Geral de, 2 metros em calha

In = 125 A.

18 metros em calha embebida

10 metros t

Nota: as Regras Técnicas não definem valores de segurança para o dimensionamento dos

d

interruptores de corte geral. Poder-se-ia pensar num dimensionamento com recurso aos valores das correntes convencionais das protecções o que levaria a um valor de corrente

Nota: Sugere-se a consulta das RTIEBT, nomeadamente a parte 5 para de-

substancialmente mais elevado. Pensamos ser esse valor exagerado. Também nalguns

terminação dos métodos de referência e eventuais factores de correcção a

casos o método de cálculo aqui empregue pode conduzir a valores francamente modes-

empregar.

tos e desajustados. Cabe ao projectista, caso a caso, determinar o dimensionamento mais adequado.

8º Resumo dos parâmetros iniciais e parâmetros calculados Nos quadros seguintes, resumem-se as grandezas e os respectivos valores calculados.

Dados iniciais da canalização

Corrente no receptor

(RTIEBT 803.3.1/803.5.7)

Potências das habitações a alimentar Potência dos Serviços Comuns Modo de instalação Queda de tensão admissível

S = 10x10,35 kVA

Dados a Utilizar

Canalização: cabo XV

I = 30 A 10 m enterrado 2 m em calha embebida na parede 18 m em calha embebida no pavimento

Bom trabalho!

S=20,7 kVA Condutores em tubo 1%

Com o patrocínio de:


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