Iluminação indirecta: porque sim ou porque não?

Page 1

ARTIGO TÉCNICO

revista técnico-profissional

117

o electricista

Rui Mota Eng. Electrotécnico . Division Director Iluminação Siemens Automation & Drives (Representante exclusivo da Siteco em Portugal)

iluminação indirecta

{PORQUE SIM OU PORQUE NÃO?}

Universidade Livre de Berlim - Biblioteca

Sendo uma técnica utilizada desde sempre na iluminação, seja ela obtida através de luz natural ou de luz artificial, somos confrontados actualmente com a compatibilização da sua utilização com as exigências respeitantes aos imperativos de Eficiência Energética, que se impõem em todas as áreas. No entanto, nem sempre a iluminação indirecta e a eficiência energética são conceitos contraditórios...

O CONCEITO

A LUZ NATURAL E A ARQUITECTURA

Iluminação indirecta em termos formais poderá ser considerada como toda aquela em que a luz emitida pela fonte luminosa (natural ou artificial) não atingem directamente o espaço ou objecto a iluminar.

Desde os primórdios da civilização que a utilização da luz natural esteve sempre presente, até pelo simples facto de que as fontes de luz artificial seriam à época extremamente rudimentares.

Relativamente a fonte natural, estaremos fundamentalmente a falar do Sol, uma vez que o luar já se trata de uma luz reflectida, e as estrelas fora do nosso sistema solar não constituem fontes de luz natural passiveis de utilização funcional no nosso planeta.

Na arquitectura, a luz natural teve sempre por isso muito valor, quer no que respeita à utilização funcional da luz, quer no realce de pormenores do espaço e/ou edifício iluminado.

A LUZ NATURAL A luz do sol é um requisito básico para qualquer ser vivo. Esta determina o nosso ritmo de vida e sustenta o nosso bem-estar. A luz do dia tem uma importante participação na nossa percepção do clima, espaço e tempo. Só com a luz do dia nós conseguimos ver os objectos na sua cor natural. No entanto, existem tambem factores menos positivos relacionados com a luz natural e que necessitam de ser atenuados, como por exemplo: › A luz do dia significa também um aumento de temperatura ambiente numa sala ou quarto, especialmente no Verão. › Existem grandes variações de luminosidade que são difíceis de compensar. › Os elevados níveis de densidade de luz de dia provocam encandeamento, que prejudicam especialmente zonas de trabalho com ecráns de computador.

Os problemas originados pela luz natural (aquecimento por radiação, altos níveis de luminosidade) foram limitados ao longo da história através precisamente da utilização dos primeiros conceitos de utilização de luz indirecta. Efectivamente, a utilização de elementos arquitectónicos conduz desta forma a uma redução substancial quer nos níveis de aquecimento, quer nos níveis de encandeamento provocados pela luz solar em radiação directa. No entanto, e apesar de existirem excelentes exemplos da utilização de luz natural indirecta, desde a arquitectura clássica à arquitectura contemporânea, outras exigências se levantam nos dias de hoje.

OS SISTEMA LUZ DO DIA – DAYLIGHT Tratam-se de sistemas que evitam que a luz natural atinja de forma directa as superficies ou espaços a iluminar, fazendo a filtragem da componente de infravermelhos da luz responsável pelo aumento da temperatura ambiente, a atenuação/modulação da quantidade de luz para níveis aceitaveis de utilização e melhoramento na distribuição


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Issuu converts static files into: digital portfolios, online yearbooks, online catalogs, digital photo albums and more. Sign up and create your flipbook.