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A inteligência aplicada nos edifícios: um olhar sobre segurança electrónica num edifício

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DOSSIER

revista técnico-profissional

o electricista

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Jorge Braga Niscayah Portugal

a inteligência aplicada nos edifícios

{UM OLHAR SOBRE SEGURANÇA ELECTRÓNICA NUM EDIFÍCIO}

A palavra inteligente é hoje em dia utilizada para classificar um sem número de soluções tecnológicas, procurando dar-lhe um selo de inovação tecnológica ou de autonomia de processos de análise e decisão do utilizador. Na realidade, o que acontece é que às vezes são soluções mal aplicadas à utilização final, que poucas vezes é levada em conta na altura da sua escolha, sendo que o sector da segurança de edifícios não foge a esta situação.

O PROJECTO

A ANÁLISE

O sistema de segurança de um edifício começa normalmente a ser pensado, na altura do projecto, vetado invariavelmente para um bolo das especialidades (eléctricas, iluminação, AVAC) onde raramente a utilização final do edifício é levada em conta.

Invariavelmente, são inúmeras as vezes em que o utilizador vê-se obrigado a alterar as condições iniciais do sistema, procurando uma empresa especialista, para adaptar o sistema e infraestruturas existentes, novas mas inadaptadas.

Aos olhos do projectista uma preocupação, a de dimensionar correctamente os locais e respectivas infraestruturas para a colocação de um sistema. Aos olhos do executor da obra outra, a de garantir que o que o projectista dimensionou é efectuado. Finalmente o utilizador final, que pretende um edifício seguro para si, para o seu negócio e para os que o visitam. Realmente, poucas especialidades apresentam maior dificuldade em encontrar uma solução que no final funcione adaptada às necessidades do utilizador, do que a segurança, relegando este importante factor da vida de um edifício para um segundo plano, com soluções precárias ou estandardizadas, enfim inadaptadas…

Por sua vez, a empresa especialista também já se especializou em adaptar, pois poucas ou nenhumas vezes é chamada a contribuir no momento do projecto, que devia ser de análise de condições de utilização num ambiente de segurança, ao invés de um “projecto de quantidades”. Para completar a situação, virtualmente qualquer empresa com validações de instalações eléctricas pode por em marcha um sistema de segurança, relegando mais uma vez a especialidade para um plano não condizente com o enfoque que a sociedade dá neste momento ao tema segurança, e dado a interacção com as forças de autoridade, interessa urgentemente regular.

DA SIMPLICIDADE AO SISTEMA INTEGRADO Para ilustrar as actuais tendências na segurança de edifícios, veja-se o caso concreto, e mais facilmente de entender – o acesso de pessoas ao edifício.


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A opção anterior com a associação de um serviço, ganha em eficácia, senão vejamos, se no momento da validação de identidade, alguém a confirme visualmente, consegue-se de imediato prevenir eventuais vulnerabilidades. Este serviço pode ser local, através de guarda, ou de forma mais eficaz, com um serviço remoto através de uma Central de Serviços.

Os bens a proteger tanto podem ser pessoas, informação ou propriedade, e as ameaças à segurança definem-se como qualquer evento que possa causar mal, perda ou dano. É da análise destes dois factores e das vulnerabilidades da segurança que nasce o risco.

POLÍTICA INTEGRADA E ANÁLISE DE RISCOS Extrapolando do exemplo anterior a uma verdadeira análise de riscos, compreende-se que aos olhos do analista (especialista), são várias as soluções a adoptar, mas nunca esquecendo a utilização final do edifício e suas politicas de seguranças. Começa-se por identificar claramente o ambiente de segurança, com a análise de quem, como e quando utiliza o edifício. Terá utilização do tipo comercial, aberto ao público, estritamente de serviços ou mesmo de habitação? São questões básicas a fazer no momento da concepção de um sistema de segurança, tendo por base já os elementos de construção do edifício que constituirão os primeiros pilares do sistema, e sobre os quais a segurança electrónica se sustentará.

SISTEMA DE SEGURANÇA NUM EDIFÍCIO INTELIGENTE, TODOS OS DIAS Conclui-se pois, que um edifício devidamente pensado na sua construção e utilização, não dispensa uma correcta análise de riscos, com a solução de segurança adaptada aos seus utilizadores.

Como os utilizadores o usarão, que bens, negócios ou informações, em que quantidade e em que condições existirão no edifício, ajuda a determinar correctamente o sistema. Finalmente, o factor tempo, que cargas de utilização temporal poderá ter o edifício, como se desenvolvem as utilizações à noite, ou ao fim de semana, ou tempos parciais de almoço, enfim o sistema adaptar-se-á também a estas necessidades.

No entanto, também não raros são os casos, em que o “ambiente de segurança” do edifício mudam, já depois da instalação do sistema. As mudanças do espaço físico ou de organização, ou ainda novas perspectivas de ameaças, obrigam a uma análise contínua, que só se consegue com o acompanhamento permanente. A análise de riscos é portanto um processo contínuo, onde as medidas implementadas variam conforme o tempo, e obrigam a uma atenção e um olhar meticuloso que só o especialista pode fornecer.

Aplicando este modelo à análise de um qualquer edifício, o analista consegue avaliar o risco, mediante as necessidades específicas do utilizador.

De facto o edifício não é “inteligente”, a forma como o usamos e o colocamos à disposição dos demais, com as vertentes segurança e comodidade bem equilibradas, é que o pode classificar como tal.


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