Gestão de energia e eficiência energética: seminário no ISEP destaca a sua importância

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REPORTAGEM

revista técnico-profissional

o electricista

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Helena Paulino

gestão de energia e eficiência energética {SEMINÁRIO NO ISEP DESTACA A SUA IMPORTÂNCIA}

A revista “o electricista”, em colaboração com a Associação dos Antigos Alunos do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), a Engebook, a IXUS e a Sinergiae, organizou a 26 de Fevereiro um Seminário sobre Eficiência Energética, nas instalações do ISEP. O seminário contou com a presença de cerca de 200 pessoas que assistiram a várias exposições sobre a importância da maximização da produção e racionalização da energia. Custódio Dias abriu o evento, com uma simples frase onde sublinhou o princípio básico da eficiência energética: “o kWh mais económico é aquele que não é consumido.” Dentro do mesmo âmbito referiu o PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética, um conjunto de doze programas direccionados para vários sectores com vista a alcançar os objectivos delineados pela Directiva Europeia, ou seja, alcançar 10% de eficiência energética até 2015. O director da revista “o electricista”, também organizadora das reconhecidas Jornadas Tecnológicas, fechou o seminário com uma questão: “quanto vamos pagar pela reutilização dos painéis solares, e quando vamos pagar essa factura?” A segunda comunicação partiu de Fátima Alpalhão da ADENE – Agência para a Energia, que apresentou o Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE). Contextualizou Portugal como tendo uma intensidade energética acima da média europeia, sobretudo no sector residencial e nos serviços, ao contrário do que acontece no contexto europeu. Falou dos certificados de desem-

penho energético que incidem sobre a construção, venda ou arrendamento de edifícios e que entraram em vigor em Janeiro deste ano. Segundo determina a Directiva Europeia, estes certificados válidos por dez anos devem incluir valores de referência do desempenho energético ideal e recomendações de melhorias e viabilidade económica, informações estas que devem ser fornecidas por técnicos especializados.

(Regulamento dos Sistemas de Climatização em Edifícios). Fátima Alpalhão enumerou as inúmeras vantagens de um certificado como a etiqueta do desempenho energético do edifício, as emissões de CO2, as necessidades de energia - e concluiu que uma casa eficiente pode consumir menos ¼ do consumo de referência. O objectivo de ter 2.000 técnicos reconhecido no final da década não foi esquecido pela representante da ADENE, que contabilizou actualmente 822 técnicos. Os custos na certificação de um edifício não foram esquecidos, com uma média de 1 a 5 ` por metro para um edifício dos serviços, e 1,5 a 4 ` por metro para um edifício residencial, dependendo o valor da complexidade do edifício ou do projecto. A comunicação terminou com uma frase muito usada na campanha de comunicação do Sistema de Certificação de Edifícios (SCE) da ADENE: “Um dia todos os edifícios serão verdes.”

Segundo esta nova regulamentação, os edifícios têm de obedecer a dois regulamentos com requisitos diferentes: o RCCTE (Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios) e o RSECE

“DESPERDIÇAR A ENERGIA” Carlos Gaspar, formador da IXUS – Formação e Consultadoria, Lda e director técnico da cmtg – Energia e Ambiente, Lda, retratou para uma plateia atenta, o SGCIE – Sistema


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