LUZES
o electricista, número vinte e cinco Custódio Pais Dias Director
Manda a tradição que o número vinte e cinco seja um número para comemorar. Por isso, neste número da revista permito-me fazer um editorial menos técnico e mais festivo. Esta segunda vida da revista O Electricista tem já mais de seis anos, durante os quais tudo fizemos para que ela corresponda às necessidades dos nossos leitores e das empresas e entidades que connosco colaboram. Herdeira de um passado algo conturbado, os primeiros anos deste projecto foram muito difíceis. Se do lado dos leitores a adesão foi quase imediata, já na vertente das empresas a implantação foi mais lenta, talvez por na época ainda não existir o hábito de colaboração estreita entre elas e uma publicação periódica nacional. Os números foram-se sucedendo e o objectivo de formação/ divulgação que nos norteou foi-se cumprindo, o mercado percebeu que este projecto tinha consistência e espaço no universo electrotécnico português e, por isso, a revista foi-se impondo e sedimentando a sua posição. Desde o inicio tentamos perceber o que é que os leitores e as empresas necessitavam e esperavam da revista. Por isso, a sua estrutura e os conteúdos foram-se adaptando ao que percebíamos serem as prioridades do mercado. Procurou-se uma maior interactividade com os leitores e alargou-se o universo dos potenciais leitores introduzindo um espaço prioritariamente dedicado ao projecto.
Um dos principais objectivos a que, desde o inicio, a revista se propôs foi o de servir de elo de ligação entre as empresas e os seus potenciais clientes, veiculando informação técnica fornecida por aquelas. Neste percurso percebemos que, embora a transmissão da informação técnica seja fundamental, é muito importante o contacto directo entre as empresas, representadas pelos seus técnicos, e os seus clientes. Por isso, arrancamos com uma iniciativa a que demos o nome de Jornadas Tecnológicas, que desde logo mereceu o apoio entusiástico tanto das empresas como do público. Contrariando a tendência que sempre se verifica no nosso país, que é centralizar os eventos nas grandes cidades, tem havido o cuidado de escolher para sede das jornadas centros urbanos mais pequenos, onde exista um tecido industrial significativo e logística apropriada. Esta iniciativa está também consolidada e gostaríamos que continuasse a crescer em número de participantes, tanto empresariais como individuais, como na diversidade das temáticas abordadas. Depois de alguns parágrafos dedicados à história da revista, ao passado, impõe-se dedicar algum espaço ao futuro. O que o futuro reserva à revista é uma incógnita, mas tudo faremos para que se torne ainda mais risonho. Tentaremos incrementar a parceria com as empresas e, com recurso a novas tecnologias de comunicação, chegar aos nossos leitores de uma forma cada vez mais eficiente. A diversificação dos conteúdos continuará a ser uma das preocupações e não descuraremos a vertente da formação. Por tudo isto, estamos seguros que os próximos vinte e cinco números da revista estão assegurados e quando se publicar o número cinquenta aqui voltaremos a festejar uma revista que está sempre ao serviço dos seus parceiros e do seu público. A todos os que têm tornado realidade este projecto deixo aqui um bem hajam e votos de que mantenham o interesse e a disponibilidade para colaborar.