Ficha técnica n.º12: requisitos técnicos gerais, segundo o manual de ITED 2.ª edição de 24 de novemb

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ITED

revista técnico-profissional

o electricista

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Paulo Monteiro Formador da ATEC - Academia de Formação

ficha técnica n.º 12

{REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS, SEGUNDO O MANUAL DE ITED 2.º EDIÇÃO DE 24 DE NOVEMBRO DE 2009}

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES REFERENTES AO MANUAL ITED – 1.ª EDIÇÃO › Caracterização dos edifícios em diferentes tipos, em função do uso a que se destinam; › Obrigatoriedade da instalação de sistemas de fibra óptica, nas redes colectivas ou entre pontos de distribuição (PD), nos vários tipos de edifícios; › Tipologia de redes de cabos em estrela, o que implica um maior número de cabos e maiores necessidades de espaço; › Alteração dos mínimos exigidos às redes de cablagem de pares de cobre e cabos coaxiais, no que respeita à sua classificação; › Possibilidade do uso de caminhos de cabos em redes individuais (em zonas não acessíveis ao público ou fora do volume de acessibilidade). Sua aplicação: 1. Edifícios novos; 2. Edifícios a reconstruir; 3. Todos aqueles que possam estar sujeitos a alterações, nos termos do DL 123 / 2009. Caracterização dos tipos de edifícios › TIPOS DE CABLAGEM: 1. Pares de cobre; 2. Cabo Coaxial; 3. Fibra Óptica.

› PARES DE COBRE Observações adicionais › Os diâmetros exteriores devem ser minimizados; › As bainhas externas: › PVC para aplicações interiores; › Polietileno Negro, para aplicações em exterior, não enterrado; › Polietileno Negro, cobrindo um composto de Petrogel que se encontre a

sobrepor a malha, para aplicações de cabo exterior entubado (como por exemplo: CEMU – ATI); › Materiais com propriedades LSFH (Low Smoke, Free Halogen), para aplicações interiores em edifícios recebendo público.

› CONECTOR COAXIAL TIPO “F” Solução mais utilizada para ligações permanentes entre o cabo coaxial e equipamentos das redes TCD-C. Existe 3 tipos: › Roscar; › Cravar; › Compressão – este tipo de conector é o único permitido nas ligações a cabos coaxiais.

› REDES DE TUBAGENS Quase sempre quando se trata de uma rede de tubagem pensa-se logo em tubos e porque não verificarmos a utilização de calhas. A ter em atenção:

caminhos de cabos (esteiras), que estejam de acordo com as requisitos mínimos previstos na caracterização dos materiais.

“Os materiais a serem utilizados como constituintes da Rede de Tubagens não devem ter características que se traduzam em comportamentos indesejáveis, ou mesmo perigosos, nomeadamente quando sujeitos a combustão. A fim de minimizar os riscos em caso de incêndio, só é permitida a utilização de materiais nas Redes de Tubagem que sejam não propagadores de chama.” (Manual ITED 2ª ed., 2.5.2.1)

› CALHAS “Conduta para utilização em instalações à vista, podendo ser compartimentada, que dispõe de tampa amovível e em que o processo de inserção de cabos não inclui o enfiamento. Nas calhas compartimentadas, cada compartimento é equivalente a uma subconduta.” (Manual ITED 2ª ed., 1.1)

“A constante evolução tecnológica implica que durante a vida útil do edifício exista a necessidade de actualização das redes de cabos, pelo que a tubagem deve permitir a remoção fácil dos cabos e a subsequente instalação de novos.” (Manual ITED 2ª ed., 2.3.4)

Para isso deve-se ter em consideração o tipo de local de instalação, adequando convenientemente a tubagem ao ambiente considerado. Para realizar o projecto das redes de tubagem podem ser utilizados tubos, calhas ou

Para facilitar a instalação dos cabos, permitir um coeficiente corrector de enchimento e dispor de um espaço de reserva, para o dimensionamento de compartimentos de calhas e caminhos de cabos, recomenda-se o uso da seguinte fórmula: Su * 2 x - Sn BIBLIOGRAFIA › Manual ITED ( Prescrições e Especificações Técnicas ) - 2.ª edição, 24 de Novembro de 2009 pela ICP-ANACOM


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