ESPAÇO QUALIDADE 16
Um papel para o Gestor de Recursos Humanos por Maria Manuel Costa
No artigo anterior falamos sobre avaliação de desempenho, agora entendo interessante direccionar a redacção deste artigo para algo mais concreto, impulsionando uma reflexão breve sobre o mesmo. Falo de Comportamentos e de Atitudes. Em gestão de recursos humanos o impacto dos nossos comportamentos faz claramente a diferença, não só porque o nosso “core business” são as pessoas, como também há algo subtil inerente a esta função que “dita” que somos um exemplo a seguir, somos um ponto de referência atitudinal. Muito poucas vezes nos lembramos que somos o espelho uns dos outros, e principalmente esquecemo-nos de que todas as nossas atitudes para com os outros têm um retorno. Um retorno que pode ser bom ou positivo, ou ao contrário, ser menos bom, e deixar um “sabor” amargo na nossa percepção. Efectivamente existem momentos nas nossas vidas em que por algum motivo nos sentimos angustiados, tristes, sem energia para continuarmos a ser uma referência, que catapulta e motiva o resto da equipa. Apesar de nos dias de hoje ainda haver um certo conservadorismo relativo à função recursos humanos, começa a despontar a necessidade de se reinventar o perfil do profissional desta área, não só na perspectiva e enquadramento geral da função nas empresas, como os própios gestores de pessoas também eles começam a adoptar uma atitude diferente.
Com esta abordagem, que parece transversal e generalista gostaria de apelar directamente à importância daquilo que queremos ser!
análise interior e verificarmos as nossas dificuldades, as aceitarmos, e partindo daqui transformamos naturalmente o nosso comportamento.
Nem sempre somos o que parecemos, mas às vezes parecemos aquilo que não somos! Integrar a função recursos humanos na estratégia da empresa, adoptar ferramentas inovadoras na área da comunicação, na gestão de carreiras, na formação, fomentar emoções positivas e trabalhar com inteligêncoa emocional são algumas das orientações que todas as empresas deveriam realizar, mas para que isso possa ser uma realidade o gestor de RH também têm que mudar, e a mudança começa sempre por nós mesmos! Trabalharmos numa organização onde nos dêem este “espaço de manobra”, é óptimo, mas de pouco serve se não fizermos esta
É um facto que um Gestor de Recursos Humanos precisa de ter o conhecimento e as competências, mas também é certo que é importantissimo transpôr estes elementos para o dia-a-dia, para a liderança, para o trabalho de equipa, para a comunicação, para a motivação de todo o grupo. É crucial que a ousadia, a capacidade interventiva, a proactividade, a orientação para os resultados, a capacidade analitica e a construção de criticas evolutivas, a subtileza das palavras, a flexibilidade negocial e a resiliência sejam competências e capacidades reais num gestor de recursos humanos nos dias de hoje. No fundo precisamos de vestir o papel de um “camaleão”, que se adapta conforme o ambiente que o circunda, sem nunca se sentir posto em causa!!