Ficha técnica n.º6: rede colectiva de cabos coaxiais

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ITED

revista técnico-profissional

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o electricista Manuel Teixeira e Paulo Peixoto Formadores da ATEC - Academia de Formação

ficha técnica n.º 6

{REDE COLECTIVA DE CABOS COAXIAIS}

REDE COLECTIVA DE CABOS COAXIAIS Segundo o manual ITED, a rede colectiva de cabos coaxiais deve ser constituída da seguinte forma:

fracções com a respectiva rede de tubagem. Neste número iremos focar a atenção na rede colectiva de cabos coaxiais, para uma análise também da rede individual deverá consultar o número anterior (Revista 27).

› Nos edifícios com 3 ou menos fracções autónomas: constituída, no mínimo, por 1 sistema de cabo coaxial, adaptado ao NQ2a (frequências piloto de ensaio: 85 MHz + 750 MHz); › Nos edifícios com 4 ou mais fracções autónomas: constituída, no mínimo, por 2 sistemas de cabo coaxial, adaptados ao NQ2a, sendo um deles adequado à recepção e distribuição de sinais de CATV e o outro aos sinais de MATV (sistemas de recepção e distribuição do tipo A). É recomendado no entanto que na rede colectiva se construam, duas redes de cabo coaxial de qualidade NQ2a, para os operadores de TV por cabo, mais uma rede coaxial de nível NQ2b, para sistemas de SMATV. Os dois sistemas de cabo coaxial anteriormente considerados, partilham a mesma rede colectiva de tubagens. As redes de cabo coaxial do tipo A (MATV), incluem as respectivas antenas e a sua interligação ao RG-CC, normalmente instalado no ATE do ETS (ATE superior). Os níveis de sinal na entrada do RG-CC deverão estar entre 75 e 100 dB.μV, de modo a garantir os níveis de sinal calculados para as tomadas de cliente. A questão que se levanta é que não sabemos concretamente qual será o nível de sinal TV, que nos será fornecido pelo operador. Uma forma de ultrapassar esta questão é projectar sempre a rede para o mínimo de atenuação possível. Assim no pior cenário possível teremos unicamente que atenuar o sinal de entrada, caso este seja excessivo, através de um atenuador. Os níveis de sinal na entrada do RG-CC são calculados, tomando em consideração as frequências piloto indicadas de seguida, em função do NQ considerado: NQ2a - FREQUÊNCIA DE TRABALHO ATÉ 1000 MHz FREQUÊNCIAS PILOTO DE ENSAIO: 85 MHz + 750 MHz

NQ2b - FREQUÊNCIA DE TRABALHO ATÉ 2150 MHz FREQUÊNCIAS PILOTO DE ENSAIO: 85 MHz + 750 MHz + 1000 MHz + 2150 MHz

Figura 1 . Fracção autónoma do edifício em estudo.

Como o edifício em projecto apresenta 4 ou mais fracções autónomas, a rede colectiva de cabos coaxiais será constituída por 2 sistemas de cabo coaxial adaptados ao NQ2a e 1 sistema de cabo coaxial de nível NQ2b. No projecto da coluna montante seguimos o seguinte procedimento: 1. Escolher os derivadores, devendo garantir a existência de saídas suficientes para fornecer sinal a todas as fracções de cada piso. No edifício em estudo temos 2 habitações por piso, logo escolhemos um derivador com duas saídas; 2. Dispor os derivadores pela coluna montante. O primeiro derivador deverá ser o que apresenta a menor atenuação, aumentando gradualmente a atenuação até ao último derivador.

CÁLCULOS EM REDES COLECTIVA DE CABOS COAXIAIS Passamos à análise de um edifício de 3 andares, com duas habitações por piso com tipologia T3. Na figura 1 é representa uma das

Não esquecer os níveis de sinal na saída das tomadas das fracções autónomas, conforme manual ITED (página 39 / Tabela 12):


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