CONSULTÓRIO ELECTROTÉCNICO 175
revista técnico-profissional
o electricista IXUS, Formação e Consultadoria, Lda.
consultório electrotécnico O “Consultório Electrotécnico” continua a responder às questões sobre Regras Técnicas, ITED e Energias renováveis que nos têm sido colocadas. O e-mail consultoriotecnico@ixus.pt está também disponível no sítio www.ixus.pt está ao dispor. Aguardamos as vossas questões. Nesta edição publicamos as questões que nos colocaram entre Maio e Julho de 2009. P1: Um prédio é alimentado com energia desde 2000. Tem garagens “box” individuais com contadores também e com Potência de 1,15 kVA. Um dos condóminos quer alterar a potência da sua box (garagem) para 3,45 kVA ou 6,9 kVA. Quais as alterações ao projecto tendo em vista este assunto. R1: Primeiro, deverá saber qual a potência para que instalação foi certificada. Se tiver sido certificada para uma potência inferior à que pretende deverá pedir à Certiel a certificação para a nova potência. No entanto deve a instalação ser analisada se está em conformidade com a potência a certificar e se carece de alteração da entrada e/ou da coluna (se existir) que a alimenta. P2: Têm-me comunicado alguns técnicos que está a ser exigida a ligação das bainhas de protecção dos cabos VAV através de trança de cobre com secção de 25 mm², estanhada na bainha e apertada por terminal de cravação ao barramento geral de terra (BGT). Ponto 1: No caso de cabos VAV para sinais de comando (2x1,5 por exemplo) a trança (25 mm²) fica bastante desproporcionada do próprio cabo. - Pode utilizar-se um outro processo como por exemplo a ligação com cabo multifilar (Verde/Amarelo) de 4 mm²? - A ligação à bainha tem de ser feita por estanhagem, ou pode ser utilizado outro sistema de aperto mecânico, como por exemplo abraçadeiras metálicas de aperto por parafuso? Ponto 2: Para a ligação equipotencial entre elementos condutores em estações elevatórias (tubagens, filtros metálicos, outros) - Pode utilizar-se H05V-F (verde/amarelo) para esse efeito? - Qual a secção mínima? (4 mm²) Atendendo a que a ligação se faz usualmente por terminais apertados em parafusos soldados à tubagem: - Podem colocar-se mais de 2 terminais por parafuso, ou podem derivar várias ligações do mesmo parafuso? (sem barramento de cobre) - Sendo necessário garantir a continuidade das ligações equipotenciais, quando se retira um dos elementos condutores a mesma pode ser quebrada. Aceita-se a cravação de 2 condutores no mesmo terminal, de modo que se esse terminal for desapertado a continuidade
do condutor de equipotencialidade é mantida para juzante. (ex: cravar 2 condutores de 4 mm² juntos num terminal de 10mm²) - Se possível, agradecia alguma indicação que remeta para os artigos correspondentes das Regras Técnicas. R2: Relativamente ao preambulo, o que se pode dizer é que depende do tipo de Instalação de Utilização (IU), pois caso seja uma IU que obrigue a canalizações da classe II ou então cabos com bainha metálica, estas devem ser ligadas à terra e nas condições da Secção 547.1 das RTIEBT. A utilização de trança de cobre estanhada, está a ser aplicada nas Redes de Distribuição de acordo com o art.º 59.º do Regulamento (Decreto Regulamentar N.º 90/84 de 26 de Dezembro), e com a DMA da EDP e que esta exige em trança. Quanto ao ponto 1: Pode-se desde que se respeite a Secção já referenciada. A ligação deve ser feita de forma que garanta indefinidamente a continuidade. Quanto ao ponto 2: 1.ª Questão - Pode desde que sejam respeitadas as condições da Secção 543 das RTIEBT. 2.ª Questão - Pode derivar mais que 2 terminais no mesmo parafuso. 3.ª Questão – Não, cada condutor deverá ter o seu terminal. Em caso de necessidade de desligar algum, deverá garantir que os restantes mantenham a continuidade. NOTA: Analisando a Secção 54 das RTIEBT, encontrará muitas respostas às dúvidas colocadas. P3: Tenho uma questão em relação aos locais com risco de incêndio BE2 que é a seguinte: Neste tipo de locais (BE2) tais como salas de arquivo, reprografia, parques de estacionamento, etc., os cabos a utilizar nas instalações de iluminação normal e de tomadas devem ser ignífugos, retardantes ao fogo? Assim sendo a questão que coloco é se neste aditamento poderei considerar os coeficientes das RTIEBT em vez dos considerados no art. 25 RSICEE. R3: Nos locais com riscos de incêndio, BE2, quando não embebidos em materiais não incombustíveis, as canalizações eléctricas não devem ser propagadoras de chama nem produzir gases ou fumos tóxicos, devendo