o electricista
NOTA DE ABERTURA
revista técnico-profissional
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projecto O estado da energia eléctrica Desde há milhões de anos que o Sol irradia para a Terra uma substancial quota de energia, avaliada anualmente em 1,5 x 1018 kWh. Esta energia vai ser “transformada” noutras formas de energia. A evaporação das águas do mar é a chave da existência dos ciclos hidrológicos, com reposição através da chuva. O aquecimento das massas de ar é responsável pela formação das pressões e depressões atmosféricas que dão origem aos ventos. A luz solar é também responsável pela fotossíntese nas plantas, contribuindo para transformação do CO2 libertando o oxigénio e ao mesmo tempo para o crescimento da biomassa florestal. Nos sistemas solares térmicos, os colectores captam a energia térmica do sol para aquecimento de água. Nas células fotovoltaicas a radiação solar é transformada directamente em energia eléctrica. Tudo isto por “Obra e Graça” do Sol!
Josué Morais Director Técnico
Desde há muitos anos que Portugal explora o seu potencial Hídrico, sabendo-se que a esse nível ainda possui recursos por explorar. Existe um plano de exploração de recursos hídricos da década de sessenta (1959?!) ainda não concretizado, mas agora retomado parcialmente com a intenção da construção de dez aproveitamentos, principalmente nos rios Tâmega, Sabor e Tua. O “atraso” na implementação daquele plano de barragens, acaba por ter uma vantagem: agora os grupos hidroeléctricos vão ser dotados de sistema gerador/bomba, podendo funcionar
ora na função geração de energia eléctrica, ora na função bombagem, para reacumular água na albufeira, necessitando para isso também de uma barragem a jusante. Este retomar de atenção para os recursos hidroeléctricos tem uma dupla função: aproveitamento de uma energia renovável e simultaneamente constituir uma forma de armazenamento da energia eólica, cuja produção não é controlável, principalmente quando aquela é produzida em horas de vazio. Desta forma, através da bombagem nas centrais hidroeléctricas, pode-se transformar a energia eólica em armazenamento hídrico, para ser utilizada mais tarde. No campo da energia eólica o crescimento da potência instalada nos últimos 8 anos foi de 114 MW em 2001 para 2771 MW em Novembro de 2008, traduzindo-se numa taxa de crescimento anual de 62,6 % ao ano. Existem neste momento 168 parques eólicos com um total de 1482 aerogeradores. Na energia fotovoltaica, o crescimento tem sido mais lento, mas a legislação mais recente (DL 363/2007), referente à microprodução de energia eléctrica pela via renovável (que inclui a micro hídrica, micro eólica e biomassa), veio no último ano proporcionar uma corrida dos particulares à condição de micro produtores, aproveitando essencialmente os espaços disponíveis nos telhados das suas habitações. Desde Fevereiro de 2008 até Fevereiro de 2009, foram instaladas 2132 unidades de micro geração fotovoltaicas, correspondendo a uma potência total de 7,454 MW. Portugal está assim no bom caminho, rumo à utilização generalizada das energias renováveis.
ARTIGO TÉCNICO projecto de postos de transformação: cálculo dos condutores (4.ª parte) 137 quadros eléctricos: definições e normas 143 módulos solares fotovoltaicos 145 as entradas e as quedas de tensão 149
ARTIGO TÉCNICO-COMERCIAL TELEVES: terras nas ITED 165 BAXIROCA: o novo aquecimento 171 WEIDMÜLLER: comutador electrónico de segurança para caldeiras e esquentadores 183 RUTRONIK: «Managed NAND» - alternativa à NOR flash 185
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E ENERGIAS RENOVÁVEIS sistemas de ar comprimido: medidas para aumentar a eficiência energética 151
FICHA FORMATIVA DE ILUMINAÇÃO iluminação eficiente – o objectivo final? 173
ENTREVISTA ATEC: Investir na formação é investir no futuro do país 161
FORMAÇÃO 175
REPORTAGEM seminário apresenta soluções de engenharia 165 recolha de resíduos eléctricos e electrónicos 179 tektónica 2009: feira de referência da construção e obras 181
ITED rede colectiva de cabos coaxiais 177 CONSULTÓRIO ELECTROTÉCNICO 189