o electricista
NOTA DE ABERTURA
revista técnico-profissional
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projecto A Sustentabilidade energética Nos últimos cinquenta anos a “pegada humana” no planeta Terra (para já…) tem sido de tal ordem marcante que colocou em perigo a sustentabilidade futura dos recursos energéticos, perspectivando um fim à vista num horizonte não muito distante. Relativamente aos consumos de electricidade, estes têm uma tendência marcadamente crescente, em escala mais acentuada do que se esperaria há alguns anos atrás. A escalada dos equipamentos eléctricos de potência mais ou menos elevada acentuou-se nos últimos anos. Em meio doméstico, por exemplo, os secadores de cabelo e os aspiradores são cada vez mais potentes, os microondas já fazem parte dos normais electrodomésticos caseiros, os aparelhos de condicionamento de ar estão em expansão, as máquinas de lavar e secar já fazem parte da maioria dos lares e muitos fornos e fogões a gás têm sido substituídos por equipamentos eléctricos. Na indústria, com a escalada do preço dos combustíveis fosseis (por agora em fase recessiva), muitos equipamentos que antigamente usavam aqueles combustíveis foram também substituídos por equipamentos eléctricos. É o caso de grandes fornos de metais onde ultimamente se usam fornos eléctricos de indução. Nos veículos automóveis ligeiros e nos veículos de transporte de passageiros muitas inovações têm sido testadas como resultado da muita investigação que se tem efectuado visando uma alternativa que possa ser passada à fase de produção industrial. O desenvolvimento das pilhas de combustível e de baterias de acumuladores com maior capacidade, maior eficiência e menor volume, são aposta para tentar colocar o sector automóvel a funcionar a electricidade. Duas questões se colocam hoje, relativamente ao futuro: - O futuro da energia, principalmente em habitações, não será eléctrico? - A produção de electricidade não será pela via nuclear? São questões “complicadas”? Pois são. Porém o crescimento colossal dos consumos de energia e o desenfreado recurso aos combustíveis fosseis, levarão inevitavelmente à implementação de uma solução que sustente a procura e seja verdadeiramente duradoura e sustentável. O nuclear insere-se nessa possibilidade.
Josué Morais Director Técnico
Não existirão entretanto outras alternativas? Por agora, o recurso a energias renováveis, que têm um grande potencial de crescimento ao nível hídrico, eólico e fotovoltaico, a par da melhoria da eficiência energética dos equipamentos e sistemas de produção, vão adiando soluções do tipo nuclear. E para o futuro? A sustentabilidade é possível?
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