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A GestĂŁo do Ciclo de Vida
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(3.a Parte) Continuação da última edição.
5. COMO ORGANIZAR OS ESFORÇOS?
suas ideias e sugestĂľes sĂŁo levadas
ra estas iniciativas ambientais e com
em conta com seriedade.
soluçþes, baseada na sua experiência particular. Isto assegurarå uma sÊrie de
É claro que existem muitas formas de
ideias, bem como criarĂĄ um certo rea-
organizar e levar a cabo um programa
lismo em relação à situação dos vårios
gestĂŁo do ciclo de vida. Algumas das
5.2. Comunicação interna e visibilidade da empresa
-
A comunicação interna assegura que,
for a empresa, mais pequeno serĂĄ o nĂş-
ciam ĂŠ a dimensĂŁo da empresa e a sua
quer as åreas de implementação quer
mero de pessoas que estĂŁo envolvidas
experiĂŞncia prĂŠvia com as atividades
os resultados das iniciativas ambien-
e que poderão assegurar as funçþes
preventivas na ĂĄrea ambiental que in-
tais baseadas no ciclo de vida, sĂŁo do
departamentais.
-
conhecimento comum entre os em-
ma se organizarĂĄ, bem como o nĂvel de
pregados. Quanto maior for o nĂşmero
ambição da empresa.
de empregados, mais exigentes serĂŁo
Carlos Alberto Alves Responsåvel pela Inovação, Design e Desenvolvimento da Extruplås Tlm.: +351 964 021 341 carlosalves@extruplas.com¡ www.extruplas.com
departamentos. Quanto mais pequena
as tarefas. A visibilidade dos esforços
5.4. Cada departamento numa empresa
A integração dos esforços ambientais,
e dos resultados Ê uma condição im-
Cada departamento de uma empresa
em todos os aspetos de uma empresa,
portante para garantir o apoio e o en-
tem um determinado grau de liberda-
pode ser cumprido atravĂŠs de:
volvimento. Deve estar ciente de que
de para operar naquilo que se conven-
–
Uma elevada prioridade por parte
todas as iniciativas levadas a cabo nĂŁo
ciona ser o seu universo, por exemplo,
da gestĂŁo;
são um simples esforço, mas antes um
nos seus prĂłprios projetos, interesses
–
Comunicação interna adequada;
plano de melhoria contĂnua onde to-
–
O envolvimento de todos os seto-
dos os empregados podem contribuir
e para a coordenação do grupo ligado
res e funçþes da empresa;
com ideias para novos melhoramentos
ao ambiente ĂŠ colocar o ambiente em
–
Uma coordenação de grupo;
ou para outras iniciativas. A comuni-
primeiro lugar, em todos os departa-
–
Coordenação com outros projetos
cação interna tambÊm assegura que
mentos e, criar um ambienta de sau-
e outras iniciativas na empresa;
os vĂĄrios departamentos da empresa
dåvel competição entre os diferentes
possam ver as razĂľes da implemen-
departamentos, com vista a desenvol-
tação das medidas, e para dessa for-
ver a abordagem ambiental baseada no
5.1. Elevada prioridade da gestĂŁo
ma poderem coordenar os esforços,
ciclo de vida.
Os benefĂcios que uma empresa con-
informação.
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GESTĂƒO DE RESĂ?DUOS
de iniciativas ambientais baseadas na
que poderiam ter origem na falta de
5.5. Coordenação do grupo do ambiente
segue, de um programa de gestĂŁo ambiental baseado na anĂĄlise do ciclo de
5.3. O envolvimento de todos os departamentos relevantes
A abordagem baseada no ciclo de vi-
vo dos colaboradores. Na prĂĄtica este apoio poderĂĄ ser expresso das seguin-
As iniciativas ambientais baseadas na
apesar da sua competĂŞncia, nĂŁo pode
tes maneiras:
gestĂŁo do ciclo de vida, afeta todas as
assumir sozinha a responsabilidade
–
Os recursos necessĂĄrios que foram
funçþes e departamentos da empresa.
diĂĄria do projeto, conforme estĂĄ des-
colocados à disposição para o pro-
Por exemplo, a decisĂŁo de mudar a com-
crito na Figura 7. Esta responsabilida-
grama, particularmente tempo e
posição de um material de um produto,
de extravasa o grupo coordenador do
vida, dependerĂĄ do envolvimento ati-
–
–
recursos de formação;
não afeta apenas a qualidade, preço e o
ambiente e o responsĂĄvel pela gestĂŁo
Com a participação ativa da gestão,
do processo, que estĂĄ no centro do
estabelecendo estratĂŠgias e objeti-
questĂľes Ă procura de novos materiais
mesmo. Este coordenador ĂŠ responsĂĄ-
vos;
alternativos, mercados potenciais para
vel por assegurar as funçþes do grupo,
AtravĂŠs da existĂŞncia de comuni-
o novo produto, com consequĂŞncias
marcação de reuniþes, minutas das
cação interna, atravÊs da empresa,
para o processo de produção, novas exi-
mesmas e outros. A coordenação dos
com vista a publicitar o nĂvel de am-
gĂŞncias de logĂstica e muitos outros.
membros do grupo pode ser feita de forma rotativa, durante muitas das ta-
bição e os objetivos; –
da ĂŠ tĂŁo abrangente que uma pessoa,
AtravĂŠs do envolvimento dos em-
Todos os departamentos devem, por
refas prĂĄticas. No entanto os membros
pregados, fazendo-os sentir que as
essa razĂŁo, participar com ideias pa-
do grupo coordenador, devem ser se-
deverĂĄ funcionar como um guia para
de forma sĂŠria. Portanto serĂĄ boa ideia
o trabalho diĂĄrio. Esta polĂtica ambien-
se os empregados participarem ativa-
tal deve ser usada para a comunicação
mente neste processo de seleção.
ambientais; DeverĂĄ ser o embaixador da em-
bem como deverĂĄ evidenciar o nĂvel
presa, com vista à divulgação das
de ambição da empresa. Para alÊm
de intervenção, envolve o estabeleci-
medidas ambientais, junto dos par-
disso, poderĂĄ ser usada como suporte
mento dos objetivos ambientais, para
nas questĂľes colocadas pelas solicita-
cada fase do ciclo de vida do produto.
çþes feitas aos fornecedores e outros
Isto pode ser conjugado com uma es-
parceiros de negĂłcio.
tratÊgia do produto, na qual a empresa estabeleça explicitamente as suas im-
GESTĂƒO DE RESĂ?DUOS
Motivar e dar a conhecer, tornando visĂveis os resultados das medidas
–
entre a empresa e os seus parceiros
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–
Os objetivos de longo prazo traçam
plicaçþes ambientais nas vårias fases
um rumo e indicam uma direção para
os esforços ambientais da empresa.
ambiental do mesmo. Uma ferramen-
Uma polĂtica ambiental pode ser simul-
ceiros da cadeia do produto; –
Deve ser a pessoa de contacto, para a divulgação e informação para as autoridades;
–
Deve processar os dados durante a avaliação ambiental ou a avaliação do ciclo de vida;
# $ & ' anålise da informação do mercado; –
Coligir as sugestĂľes para melhorias
taneamente visionĂĄria, com objetivos
implicaçþes ambientais sĂŁo a “teia de
de longo prazo e, realista atravĂŠs da
aranhaâ€? ou a “roda estratĂŠgicaâ€?, ambas
gestĂŁo selecionada dos objetivos de
podem ser desenhadas de tal forma
curto prazo. Uma abordagem passo
a passo dĂĄ-nos a possibilidade de ser
entre um produto existente e um com
simultaneamente visionĂĄrio e realista.
! "-
Se o coordenador ambiental ĂŠ um ges-
Para alĂŠm disso, uma abordagem pas-
tulo 10, sobre as ferramentas).
tor do ambiente, ou um desenhador
ambientais dos departamentos internos e dos parceiros; –
Entre outras tarefas.
de produtos ou um comercial, isto, em
so a passo permite que a experiĂŞncia e o conhecimento ganho no decurso do
A expressĂŁo da polĂtica ambiental de-
princĂpio, ĂŠ irrelevante. O mais impor-
processo, constituam patamares para
monstra na prĂĄtica, quer nos objetivos
tante ĂŠ que essa pessoa se dedique
evoluir para os prĂłximos passos.
concretos quer atravĂŠs de uma estra-
com entusiasmo aos planos, bem como
tĂŠgia do produto, que as iniciativas do
seja um motivador e seja capaz de dele-
A polĂtica ambiental quando posta em
ambiente levam em conta, de forma
gar. Para alĂŠm disto, a pessoa escolhida
-
sĂŠria, a gestĂŁo do ciclo de vida e, que
deve ser capaz de agir como um coor-
cionĂĄrios nas suas tarefas diĂĄrias, per-
a gestĂŁo estĂĄ a liderar o processo. Por
denador para a empresa toda. É tam-
seguindo os objetivos ambientais a que
outro lado, a gestĂŁo deverĂĄ dar sinais
bĂŠm possĂvel selecionar no exterior um
a empresa se propĂľe.
de que as iniciativas baseadas no ciclo
especialista da ĂĄrea do ambiente, para
de vida, exigem cooperação entre os
realizar a coordenação.
Exemplos de alguns objetivos e iniciati-
diferentes departamentos a todos os
vas em algumas ĂĄreas, sĂŁo os seguintes:
nĂveis. Nas empresas de maior dimen-
As medidas ambientais baseadas no
–
QuĂmicos – Eliminação e substitui-
sĂŁo existe, normalmente, um coorde-
ciclo da vida, requerem tambĂŠm a co-
ção de produtos quĂmicos e mate-
nador que assume a responsabilidade
laboração de analistas a processadores
riais que se encontram listados na
dessa coordenação no dia-a-dia.
de dados, na empresa. Isto ĂŠ tambĂŠm outro argumento para que a coordena-
lista de substâncias perigosas; –
–
–
Transportes – Redução das emis-
É necessårio o empenho entusiåstico
ção do grupo ambiental seja feita com
sĂľes do O2, nas empresas de trans-
de todos, desde o operador atĂŠ ao con-
alguĂŠm externo Ă empresa.
portes em 10%;
tabilista, para que as iniciativas ambien-
Produto – Desenvolvimento e cria-
tais baseadas no ciclo de vida tenham
ção de instruçþes, com vista ao uso
sucesso. O coordenador ambiental,
funcionarå como uma âncora do pro-
6.2. Desenvolvimento de Produtos e produção
jeto. O coordenador ambiental ou a
AtĂŠ agora, as pessoas envolvidas na
vida;
pessoa âncora, com responsabilidades
produção têm tido um papel de li-
Reciclagem – Objetivo de recicla-
diĂĄrias, descobrirĂĄ que as tarefas em
gação nas melhorias ambientais nos
gem de 85% dos materiais consti-
curso expandir-se-ĂŁo.
processos de produção e tambÊm de
tuintes dos produtos; –
introdução nos sistemas de gestão
Consumo dos recursos – Reduzir o
Em cooperação com o grupo coorde-
ambiental. Simultaneamente, os desig-
consumo da ĂĄgua e energia em 8 e
nador, o coordenador do grupo deverĂĄ
ners e os desenhadores, tĂŞm tido um
5%, respetivamente.
assumir algumas das seguintes regras:
papel importante no desenvolvimento
–
Coordenar todas as atividades dos
de produtos limpos ou mais amigos do
vĂĄrios departamentos;
ambiente.
A seleção das iniciativas ambientais e a sua medição motivarå os empregados
–
M
Deve ser fonte de inspiração para
e tornarå óbvio que os esforços para a
assegurar a motivação e a disponi-
melhoria ambiental sejam encarados
bilidade de ferramentas simples;
Continua na próxima edição.