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Evitar avarias, tolerando falhas

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NOTA TÉCNICA

William Marshall RS Components Tel.: +351 800 102 037 ¡ Fax: +351 800 102 038 marketing.spain@rs-components.com ¡ rsportugal.com

S   D        VW  9Y$?$  apresentamos a primeira parte de uma sĂŠrie que pretende cobrir  (%      Z 6  #

No Ăşltimo quarto do sĂŠculo XX, a pala-

duas abordagens principais: primeiro,

vra “computadorâ€? tornou-se sinĂłnimo

evitar as falhas e, segundo, aumentar

      # *  

< %  

"A Google demonstrou que os carros sem

sistema falhava, a culpa era sempre

as falhas.

   "  "  6#[

casos, totalmente injustificado e tor-

/        -

   

nou-se num mecanismo conveniente

        

avaria e erro:

para encobrir muitos erros humanos

    # 9 ( -

â&#x20AC;ş

cometidos pelos programadores ou

pende do ponto de vista; o Diretor de

o sistema nĂŁo realiza corretamen-

   # /     -

"    -

te as tarefas atribuĂ­das. Uma falha

nou-se no bode expiatĂłrio dos nossos

%( %

pode ocorrer no hardware, no tem-

defeitos e todos pareciam satisfeitos

em geral, satisfaz os seus requisitos.

po ou no software. TambĂŠm pode

   "    %  -

 "         -

ser permanente ou transitĂłria;

mados â&#x20AC;&#x153;erros informĂĄticosâ&#x20AC;? nĂŁo cau-

mente diferente se, para satisfazer os

     # 4  -

requisitos deve corrigir erros e chamar

  ! " 

         

 "    "  

do sistema devido Ă  existĂŞncia de

entraram nos sistemas dos carros e

componentes com frequĂŞncia. O en-

#$ %  -

      % " 

   "     -

cessador entra num estado incor-

6  (

%  -

reto apĂłs atravessar uma sĂŠrie de

o caso dos limpa para-brisas, e a nave-

lidade ao ter de realizar um trabalho de

" # 9        % 

"  (     6

os sistemas de controlo de voo passa-

falhas e eliminar outras que ainda nĂŁo

  %      

ram a ser controlados por computado-

causaram erros noutros locais do sis-

uma imprecisĂŁo num lugar concre-

     

tema. Esta abordagem tradicional da

     #

nos civis, como no Airbus A320. Hoje

   " ( -

em dia, atĂŠ os carros estĂŁo repletos de

6   

Ao projetar um sistema devem-se ter

microcontroladores que tambĂŠm con-

o controlo de voo.

        

do computador. Isto era, em muitos

â&#x20AC;ş

Uma falha ĂŠ a causa direta de que

Uma avaria ĂŠ o desvio que se pro-

estados corretos; &

'   (  "   

 6-

falhas, aquilo a que os engenheiros

   <

chamam de "ameaças":

o funcionamento dos airbags. Importa

DEFINIĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES DE FIABILIDADE

referir que, recentemente, a Google

&

&

'  (  %   

     (       

falha e pode derivar de um ambien-

demonstrou que os carros sem con-

que um determinado sistema reali-

te normal, um ambiente anormal

  "   "   6# =" 

" %  -

ou um erro de desenho.

qual ĂŠ agora a atitude do pĂşblico face

   6  

    >? 

tempo concreto.

     B

 "         

de que negar a importância de um

     ("  

dois pressupostos principais. Primeiro,

acidente de aviĂŁo, ou de um acidente

tempo que varia entre 1 (totalmente

as avarias sĂŁo produzidas aleatoria-

mĂşltiplo na auto-estrada, atribuindo-o

LMQ L#/ R   -

mente e, portanto, sĂŁo estatisticamen-

a um â&#x20AC;&#x153;erro informĂĄticoâ&#x20AC;? nĂŁo seria acei-

senhador ĂŠ manter o valor o mais prĂł-

te independentes. O segundo pressu-

#C D % B

ximo possĂ­vel 1 durante o maior tempo

posto consiste que a taxa de avarias,

       " 

possĂ­vel, ou pelo menos que atinja o

expressada em avarias por hora, ĂŠ

de forma a tornar os computadores

tempo da missĂŁo ou alcance do requisi-

constante ao longo da vida do equipa-

â&#x20AC;&#x153;infalĂ­veisâ&#x20AC;?, seguindo principalmente

 #*     " 

mento. Estes pressupostos sĂŁo pouco


Evitar avarias, tolerando falhas: parte 1 - abordagens para um desenho fiável: evitar falhas  

Autor: William Marshall; Revista: Manutenção nº114 e 115

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