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A GestĂŁo do Ciclo de Vida

M 112

(2.a Parte) Continuação da última edição.

2.2.4. Três exemplos de empresas na Europa Muitas empresas europeias compreenderam que estender a sua preocupação relativamente ao ambiente, correspon-

14

Carlos Alberto Alves Responsåvel pela Inovação, Design e Desenvolvimento da Extruplås Tlm.: +351 964 021 341 carlosalves@extruplas.com¡ www.extruplas.com

GESTĂƒO DE RESĂ?DUOS

de a um ou mais dos passos descritos abaixo. Simultaneamente, muitas empresas estão a aceitar a sua responsabilidade face às questþes ambientais, de acordo com as políticas ambientais nacionais e europeias, envolvendo açþes

Figura 1.

preventivas na fonte, promovendo o fecho do ciclo das matĂŠrias-primas, aceitando o princĂ­pio do poluidor pa-

um  de 71 gestores da qualidade e

tal e a rotulagem ecolĂłgica em colabo-

gador bem como o desenvolvimento

ambiente (todo o seu pessoal). A em-

ração com os seus fornecedores.

sustentĂĄvel.

presa obteve desde essa altura licença

Uma empresa de impressĂŁo, com 30

produtos e hoje 25% da sua produção

2.2.5. Oferta e procura – qual Ê que vem primeiro?

empregados, nos anos 90 iniciou a mu-

usa esse rĂłtulo, e encontra-se a traba-

O desenvolvimento das iniciativas na

dança no seu processo de produção,

lhar para este segmento da produção

ĂĄrea ambiental tĂŞm frequentemente

substituindo o uso do chumbo e do es-

mais exigente do mercado, atravĂŠs da

sido forçadas pelas exigências das au-

tanho por prata. A empresa apercebeu-

colaboração dos seus parceiros de ne-

         

se de uma sĂŠrie de vantagens, depois

gĂłcio. A gestĂŁo ambiental pode ajudar

A orientação de um produto para uma

da adoção deste novo processo, subs-

a orientar os produtos e, pode tornar-

polĂ­tica ambiental exige, simultanea-

tituindo os metais pesados por prata:

se uma ferramenta de ajuda Ă s empre-

mente, uma polĂ­tica integrada de pre-

–

O uso da prata representava ape-

sas, desenvolvendo o marketing dos

venção da poluição (IPP), colocando

nas uma percentagem da quanti-

produtos limpos ou verdes.

muita da responsabilidade nas mĂŁos

para usar o rĂłtulo ecolĂłgico nos seus

das empresas e consumidores.

dade de chumbo e estanho usada anteriormente;

Nos anos 80, foi lançado um conceito

O consumo de ĂĄgua e energia dimi-

de produto, designado por “AlgodĂŁo

A procura de produtos limpos no mer-

nuiu cerca de 80 a 90%;

Verde�, baseado numa perspetiva de

cado deve ser incentivada, e criar essa

       

ciclo de vida, por uma empresa chama-

       

de produção aumentou cerca de

da Novotex. A fase principal do ciclo

um lado, uma empresa pode, atĂŠ cer-

  !

     

to ponto, queixar-se de que o mercado

O ambiente (clima) no local de tra-

Depois, por cada fase, os problemas de

nĂŁo reclama produtos limpos. Mas por

balho melhorou;

higiene, saĂşde e ambiente foram equa-

outro lado, os consumidores, podem

A qualidade do produto melhorou

cionados. Baseado nesta informação, a

tambĂŠm queixar-se de que as empre-

bem como a sua superfĂ­cie, era

empresa tem, atravÊs da colaboração

     -

   "     

      

tos limpos.

–

– –

impactos ambientais dos produtos de A substituição pela prata dos metais

algodĂŁo. Simultaneamente, a empresa

        

indesejados, criaram um produto e

tem vindo a trabalhar com tecnologias

dilema de saber quem ĂŠ que nasceu pri-

um processo mais limpo, devendo tal,

     & 

meiro, se foi o ovo ou se foi a galinha.

considerar-se um passo em frente na

de GestĂŁo Ambiental EMAS e, adotou

No entanto as empresas devem consi-

adoção de tecnologias e produtos lim-

o uso do rĂłtulo ecolĂłgico para alguns

         -

pos. Uma outra empresa, em 1993, foi

produtos tĂŞxteis.

tos na ĂĄrea do ambiente, apostando no facto de daĂ­ advirem vantagens num

a primeira na sua ĂĄrea na Dinamarca a #  $ 

  #-

O conceito de produto limpo ĂŠ uma

futuro prĂłximo. A lista das possibilida-

tal. De acordo com a empresa e a sua

boa plataforma a partir da qual uma

des disso acontecer ĂŠ grande, como se

contabilidade ambiental, ela hoje tem

empresa pode lançar a gestão ambien-

pode ver no capĂ­tulo a seguir.


vividas por outras empresas do mesmo setor.

Estado Legislação e regulamentação

Fornecedores Inovação tecnológica

3.2.6. Colaboração entre fornecedores com vista ao lançamento de inovaçþes e melhorias ambientais

Mercado Vantagens competitivas

O aumento da colaboração entre fornecedores pode providenciar uma vantagem em termos de trocas de Organizaçþes sectoriais Colaboração em rede

conhecimento e experiĂŞncias, melho-

PĂşblico ExigĂŞncias ambientais

rando as condiçþes de fornecimento,

    

    no desenvolvimento de novos produ-

ConcorrĂŞncia Ser lĂ­der ou seguidor

tos e serviços. Quanto maior for essa colaboração, maiores serão as vanta  

     partenariado que levarå à criação de outras inovaçþes ambientais.

GESTĂƒO DE RESĂ?DUOS

Figura 3. Motivaçþes externas e vantagens possíveis.

3.3. Agarrar a mudança dar oportunidade para conseguir vårias

gados, sejam questionados relativa-

Todas as empresas sĂŁo diferentes. Is-

vantagens (ver a Figura 3).

mente Ă s performances ambientais da

to tambĂŠm ĂŠ verdade para as motiva-

empresa. É importante ter uma estra-

!            

3.2.1. Colaboração com as autoridades

tÊgia de comunicação ambiental, com



" #

  

  

  

vista a fornecer as “respostas certas� e,

representadas como desajustadas, por

O lançamento de um programa de ges-

a facilitar a criação de uma boa imagem

 

 !   

 -

tĂŁo ambiental cria uma boa imagem

pĂşblica da empresa.

tando novas solicitaçþes do mercado,

junto das autoridades responsĂĄveis

16

do governo e de outros organismos.

dessa forma condiçþes para que a em-

3.2.4. Liderar em vez de ser um Seguidor

No entanto, as empresas sĂŁo tambĂŠm

presa possa prosseguir na persecução

Uma empresa que tem, internamen-

responsĂĄveis pelo estado de desenvolvi-

dos seus objetivos. Ao mesmo tempo,

te expresso que, estĂĄ comprometida

mento dos seus negĂłcios. Centrando-se

espera-se que a empresa se responsa-

a melhorar a performance ambiental,

nas forças de motivação internas, as em-

           

atravĂŠs da gestĂŁo do ciclo de vida, tem

presas desenvolvem conhecimento, um

seus processos e produtos.

a oportunidade de ser um lĂ­der no de-

compromisso com o ambiente, e regras

senvolvimento de produtos limpos,

para que possam rapidamente tomar

3.2.2. Vantagens num mercado competitivo

muito mais do que a sua concorrĂŞncia.

decisĂľes sobre novos negĂłcios, sobre

Ă€ medida que os negĂłcios evoluem,

             $  

O desenvolvimento de produtos lim-

uma empresa assim, torna-se um for-

expetativas e tomar iniciativas relativa-

pos, e de acordo com os critĂŠrios de

necedor atrativo e credĂ­vel.

        -

pela inspeção e supervisão, criando

            -

des ou outros parceiros.

belecidos pela legislação comunitåria,

3.2.5. Colaboração em rede

pode constituir uma vantagem estra-

Muitos setores colaboram, atravĂŠs

Uma empresa que esteja bem prepa-

tĂŠgica de marketing, em termos de

de uma rede ou atravĂŠs de painĂŠis de

rada para a gestĂŁo ambiental, baseada

uma maior quota de mercado, atravĂŠs

produtos, em iniciativas ambientais

             %   

do aumento das vendas. A abordagem

orientadas para os produtos. Algumas

desenvolver estratĂŠgias e criar merca-

ambiental baseada na gestĂŁo do ciclo

associaçþes

procuram

do para produtos limpos. Uma estratĂŠ-

de vida, pode dar ao produto uma qua-

membros para partilhar experiĂŞncias,

    &   '   

lidade extra que, pode contribuir para

com vista ao lançamento de Sistemas

empresa ĂŠ lĂ­der e pode desempenhar

uma seleção por parte do consumidor

de GestĂŁo Ambiental. Outros setores,

um papel determinante entre os seus

    

      

desenvolveram eles prĂłprios as suas

parceiros. A discussão das motivaçþes

concorrentes.

regras, para um bom comportamento

internas da empresa ĂŠ importante para

ambiental.

tentar estabelecer o seu nĂ­vel de ambi-

empresariais

3.2.3. Procura pĂşblica

ção e de objectivos, com vista ao desen-

         

A colaboração em rede pode permitir

volvimento e ao marketing dos produtos

media, e outras relaçþes, criam situa-

que as empresas evoluam com a apren-

limpos. Este assunto serĂĄ no entanto

çþes para que ambos, gestão e empre-

      

  



discutido no capĂ­tulo seguinte.

M


A gestão do ciclo de vida (2.ª parte)