artigo tĂŠcnico
ResistĂŞncia elĂŠtrica e Protoboard Como podemos determinar o valor Ăłhmico de uma resistĂŞncia?
A resistĂŞncia elĂŠtrica ĂŠ um componente eletrĂłnico que oferece uma oposição Ă passagem da corrente elĂŠtrica. Este componente tem diversas aplicaçþes na eletrĂłnica, nomeadamente em circuitos limitadores de corrente, ďŹ ltragem, carga, atenuação, polarização, divisores de tensĂŁo, entre outros.
O valor Ăłhmico de uma resistĂŞncia pode ser medido atravĂŠs do multĂmetro, ou poderĂĄ ser calculado atravĂŠs de uma medição indireta. Paula Domingues Formadora nas ĂĄreas de EletrĂłnica, pauladomingues47@gmail.com
1. A resistĂŞncia elĂŠtrica
Figura 1. Simbologia da resistĂŞncia elĂŠtrica. Figura 4. Medição de resistĂŞncia com o multĂmetro.
CĂłdigo de cores das resistĂŞncias
Figura 2. ResistĂŞncia elĂŠtrica.
Figura 3. ResistĂŞncias integradas.
Podemos encontrar no mercado resistĂŞncias de carvĂŁo, graďŹ te, ligas de metais, cerâmicas ou bobinadas. A unidade de medida da resistĂŞncia elĂŠtrica ĂŠ o ohm (Ί) e ĂŠ comum, em circuitos eletrĂłnicos, utilizarmos resistĂŞncias que poderĂŁo ter valores na ordem dos ohms atĂŠ aos MΊ.
COR
1Âş E 2Âş ALGARISMO
MULTIPLICADOR
Preto
0
x1
Castanho
1
x10
Vermelho
2
x100
Laranja
3
x1000
Amarelo
4
x10 000
Verde
5
x100 000
Azul
6
x1 000 000
Violeta
7
x10 000 000
Cinzento
8
-----
Branco
9
-----
Dourado
-----
x0,1 â ˝*â ž
Âą 5%
Prateado
-----
x0,01 â ˝*â ž
Âą 10%
Sem cor
-----
-----
Âą 20%
Nota: O valor obtido vem expresso em ohm Ί
TOLERÂNCIA
⠽*⠞ 3º anel dourado o R <10 Ί; 3º anel prateado o R<1Ί
eletrĂłnica 01 1Âş Trimestre de 2016
Tabela 1. CĂłdigo de cores para resistĂŞncias com 4 anĂŠis de cores.
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Dependendo do tipo de resistĂŞncia, o seu valor Ăłhmico poderĂĄ estar inscrito no seu corpo ou poderĂĄ ser calculado atravĂŠs do cĂłdigo de cores. O cĂłdigo de cores ĂŠ interpretado atravĂŠs de uma das Tabelas seguintes segundo o nĂşmero de anĂŠis que a resistĂŞncia tem:
artigo técnico
Código alfanumérico do potenciómetro Os potenciómetros podem ter escrito no seu corpo um código alfanumérico semelhante ao código utilizado nas resistências fixas, em que as letras R, K e M são colocadas no lugar da vírgula, ou poderão ter um código numérico, composto por 3 algarismos, no qual o terceiro algarismo nos indica o número de zeros.
a)
d)
e)
b)
a) Alimentação: interligadas na vertical; b) Área de trabalho: interligadas na horizontal; c) Alvéolos para encaixe dos componentes
c) Tabela 5. Código alfanumérico do potenciómetro.
na protoboard; d) Alimentação: interligadas na vertical;
CÓDIGO ESCRITO NO CORPO DO POTENCIÓMETRO
VALOR OHMICO DO POTENCIÓMETRO
374
37 000 Ω
402
4 000 Ω
103
10 000 Ω
e) Divisor Central.
Figura 19. Constituição da protoboard.
eletrónica 01 1º Trimestre de 2016
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3. Protoboard A Protoboard pode também designar-se por Breadboard (termo inglês) ou matriz de contacto. Este é um dos elementos mais utilizados e úteis na eletrónica quando queremos testar circuitos eletrónicos sem ter que os soldar. A protoboard é constituída por uma matriz de contactos, conforme mostra a Figura 18:
Figura 20. Vários modelos de protoboard.
De cada um dos lados da placa existem geralmente duas linhas longas, usadas para a alimentação do circuito. Existem, no mercado, protoboards de vários tamanhos. A protoboard é classificada segundo o número de pontos de ligação, sendo comum 400 a 6000 pontos de ligação e suporta, geralmente, uma corrente elétrica entre 1 A a 3 A.
Como fazer ligações numa protoboard 1. Utilize as linhas de alimentação, designadas por + e – para ligação da bateria ou da fonte de alimentação; 2. Utilize condutores para distribuir a alimentação pela placa; 3. Sempre que for necessário, utilize condutores para conduzir a corrente elétrica no circuito.
Figura 18. Protoboard.
Como é constituída a protoboard Os terminais dos condutores e componentes são inseridos nos orifícios da placa, obedecendo a algumas regras de forma a estabelecer as ligações pretendidas. Os pontos de ligação formam linhas verticais e horizontais. A protoboard tem, geralmente, um divisor central que nos permite inserir corretamente os Circuitos Integrados (CI), sem que os terminais fiquem em curto-circuito.
Figura 21. Ligação da alimentação do circuito à protoboard.
Figura 22. Distribuição da alimentação pela protoboard.
Figura 23. Utilização de condutores na protoboard.