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“a Efacec está no centro da revolução da mobilidade elétrica” No passado dia 5 fevereiro de 2018, a Efacec inaugurou a sua nova unidade industrial de Mobilidade Elétrica. Localizada na Zona Industrial da Maia, esta nova unidade permitirá que a empresa aumente a sua capacidade anual de produção para 3800 carregadores rápidos, com possibilidade de expansão até 9000 unidades, e prevê criar mais 340 postos de trabalho associados às novas tecnologias e padrões de evolução da mobilidade, até 2025. texto e fotos por André Mendes
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A sessão de inauguração foi presidida pelo Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e contou com a presença da acionista maioritária da Efacec, Isabel dos Santos, bem como convidados ligados à área da mobilidade elétrica, energia e I&D. A Efacec pretende com este investimento afirmar-se como uma empresa exportadora de dimensão internacional, tendo como objetivo primordial atingir um crescimento do volume de negócios de dois a três dígitos anualmente nos próximos anos, chegando perto da barreira dos 100 milhões de euros. Com este projeto de dimensão internacional, a Efacec pretende também reforçar a sua capacidade exportadora, nomeadamente nos Estados Unidos da América e Europa. A capacidade de desenvolvimento e produção desta empresa permite-lhes conceber uma gama completa de carregadores para veículos elétricos para os segmentos privado, público, rápido, ultrarrápido e wireless. Graças a esta capacidade, a Efacec vai instalar 400 estações de carga de grande potência nas principais autoestradas da Europa e num projeto idêntico nos Estados Unidos, que prevê um investimento de dois mil milhões de dólares nos próximos 10 anos em infraestruturas de carregamento. A revista “o electricista” esteve presente no evento de inauguração da nova unidade industrial de Mobilidade Elétrica da Efacec e, junto dos intervenientes, conheceu a importância deste investimento no panorama económico nacional e internacional.
Plug-In tomorrow Num espaço onde todos os lugares rapidamente se ocuparam com os vários convidados, representantes de empresas e entidades, bem como a comunicação social, a Efacec deu início à cerimónia de inauguração e apresentação do seu novo projeto na área da mobilidade elétrica. Para dar início à cerimónia tomou a palavra o CEO da Efacec, Ângelo Ramalho, que primeiramente se apressou a agradecer a todos pela presença neste que foi “um dia importante para a história presente e de futuro da Efacec”. O CEO da empresa enalteceu o pioneirismo da empresa na mobilidade elétrica que há 10 anos investe nesta área, “hoje estratégica para Portugal e para a União Europeia”. Com 70 anos de história a Efacec afirma-se como “uma referência mundial em carregadores de carga rápida”, e este novo projeto vem garantir que dali sairão soluções que contribuirão para mudar atitudes e comportamentos, com ganhos ambientais e económicos. Para tal, Ângelo Ramalho salientou que a Efacec é e continuará a ser um grupo dedicado à conceção de produtos e serviços para a transmissão e distribuição de energia, sempre com uma presença internacional com equipamentos diferentes para os setores da energia, ambiente, indústria e, claro, a mobilidade. “Somos e continuaremos a ser uma referência mundial do que melhor se faz em engenharia”, acrescentou. “Sejam bem-vindos ao futuro, um futuro com mais tecnologia, mais qualidade, mais produtos, mais
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postos de trabalho, mais exportação, é a esta a receita que a Efacec se propõe a cumprir com esta nova unidade industrial”, sublinhou Ângelo Ramalho, dando assim início à sessão. “A Efacec é uma empresa repleta de história e tradição” No momento seguinte tomou a palavra a acionista maioritária da Efacec, Isabel dos Santos, que começou por salientar que este foi “o dia de concretizar uma visão que nasceu há cerca de três anos. Há 70 anos que é uma empresa à frente do seu tempo. É reconhecida internacionalmente pela sua capacidade de criar, de ultrapassar, de se reinventar”, afirmou a empresária, salientando que a Efacec é uma empresa repleta de história e tradição. Isabel dos Santos, que em 2015 passou a fazer parte da Efacec, com a visão de contribuir para um novo ciclo do seu crescimento, sublinhou que a tecnologia presente na estrutura da empresa é o resultado da capacidade de pesquisa dos engenheiros, gestores e colaboradores da Efacec. “Para alguns, Portugal é conhecido pelo seu excelente turismo e agricultura, mas Portugal é muito mais, é um país de inovação. Portugal é líder mundial num dos setores mais sofisticados e que ditará uma nova forma de encarar o consumo de energia, a produção de carregadores rápidos e ultrarrápidos para veículos elétricos. É com orgulho que vejo a Efacec ser protagonista na alteração do paradigma atual e contribuir para o desenvolvimento de soluções de mobilidade seguras e impares”, afirmou a acionista maioritária da Efacec. A empresária afirmou ainda que caminhamos para um mundo onde o cruzamento de várias tecnologias, quando aplicadas a uma utilidade única, a um objeto, como por exemplo um veículo, vão permitir dar saltos tecnológicos muito rápido. A criação da unidade industrial de Mobilidade Elétrica da Efacec é exemplo disso.
“A Efacec está no centro da revolução da mobilidade elétrica juntamente com os seus parceiros”, concluiu Isabel dos Santos. A importância da descarbonização António da Silva Tiago, Presidente da Câmara Municipal da Maia, teve como base da sua intervenção a importância que este projeto da Efacec poderá trazer para o município da Maia, salientando que o Município se revê no alinhamento estratégico que a Efacec adotou e está a concretizar.
conjunto de medidas que visam fazer com que a Maia seja o primeiro território concelhio com balanço de carbono zero. Segundo o edil, encontram-se em marcha diversos projetos sobre descarbonização dos projetos produtivos e logísticos. “A Efacec é um bom exemplo para a indústria portuguesa” Em representação do Governo por tuguês esteve presente na cerimónia de inauguração da nova unidade industrial de Mobilidade Elétrica da Efacec o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que começou por salientar que “a Efacec é um bom exemplo para a indústria portuguesa”, parabenizando a empresa pela criação de 400 novos postos de trabalho. Na sua intervenção, o governante começou por salientar que a indústria portuguesa se distingue hoje pela inovação, pela capacidade de engenharia, e que esses são valores que com os seus 70 anos de história a Efacec pratica e promove. “Em Portugal as exportações estão a crescer, não só no turismo, mas também na indústria, e
“A inauguração de uma unidade industrial para a Mobilidade Elétrica é um ato que para a Maia não se esgota no seu simbolismo, é um ato que adquire significado por ocorrer precisamente num território em que a descarbonização é encarada pelo município como um objetivo estratégico que converge pelo desígnio da sustentabilidade integral, desígnio global que integra a sustentabilidade ambiental, a sustentabilidade económica e consequentemente a sustentabilidade social”, afirmou o autarca. António da Silva Tiago confessou que a Câmara Municipal da Maia tem vindo a concretizar um
em particular nas indústrias com uma forte componente de engenharia”, sublinhou, acrescentando que o Ministério da Economia tem estado atento com novos mecanismos de financiamento, mas também com um trabalho muito forte na área de inovação. “O ambiente e a competitividade podem andar de mãos dadas em Portugal, haja para isso soluções tecnológicas, inovadoras, que esta empresa, com este investimento que reforça a sua posição como líder mundial nas soluções de mobilidade, pode e deve contribuir”, afirmou Manuel Caldeira Cabral, ressalvando que este projeto, juntando-se a muitos outros, seja mais um contributo para o crescimento da economia portuguesa que foi muito bom em 2017. 67
reportagem “A EFACEC ESTÁ NO CENTRO DA REVOLUÇÃO DA MOBILIDADE ELÉTRICA”
Plug-in talks Ângelo Ramalho, CEO da Efacec, deu o toque de arranque para a sessão da tarde, dedicada a um conjunto de intervenções de especialistas que apresentaram a sua visão sobre o futuro do setor, representantes de instituições, representantes das marcas de automóveis e dos principais operadores europeus de mobilidade elétrica, empreendedores e órgãos autárquicos. O CEO da Efacec sublinhou que a empresa continuará a trabalhar diariamente na procura de soluções de carregamento. “A Efacec tem estado sempre na linha da frente, antecipando soluções, sendo um dos poucos operadores que apresentam soluções wireless. Está na linha da frente em projetos na europa e Estados Unidos da América”. “Let´s talk”. A primeira intervenção da tarde esteve a cargo da keynote speaker Helena Braga, docente na Universidade do Texas em Austin e investigadora da Faculdade de Engenharia no Porto. Com a temática sobre o “Futuro da Mobilidade Elétrica”, Helena Braga falou sobre um projeto de investigação que se encontra a desenvolver, e fez uma explicação técnica sobre armazenamento de energia, baterias, ciclos de vida das baterias, novos tipos de baterias, entre outros. Pedro Silva, Diretor da Efacec Electric Mobility, tomou de seguida a palavra na segunda intervenção. Primeiramente abordou o percurso da mobilidade elétrica no mundo e em particular na Efacec. Falou também de novos produtos, dos novos conceitos e da importância das normas e certificações para a empresa. “Neste momento estamos a assistir a uma evolução aceleradíssima de potência de carregamento”, confessou Pedro Silva, realçando a importância dos sistemas de gestão de redes de carregamento. Analisando o futuro, o Diretor da Efacec Electric Mobility salientou alguns dos pontos chave para o desenvolvimento deste setor, nomeadamente apostar na carga de grade potência, no cluster management, na nova norma de veículos e carregadores (ISO 13118), em novos modelos, na introdução de novos cabos refrigerados, em novos standards e em Vehicle to Grid Integration. Ricardo Oliveira, fundador da World Shopper e autor do estudo “2025 Automotive 360º Vision” focou a sua intervenção numa experiência que realizou, uma roadtrip de 5000 km de Lisboa a Frankfurt com um VW Golf elétrico, que encontrou alguns percalços no percurso, nomeadamente pela dificuldade em encontrar spots de carregamento. Ricardo Tomás, Diretor de Comunicação do Grupo SIVA / Volkswagen centrou-se na antevisão do futuro da mobilidade elétrica. Segundo o mesmo, em 2021 as emissões não vão poder exceder os 95 gramas, um contexto que irá permitir que a eletromobilidade se desenvolva. “Quando o cliente do futuro é um nativo digital é necessário desenvolver a conetividade e a eletromobilidade”, 68
“A Efacec tem estado sempre na linha da frente, antecipando soluções, sendo um dos poucos operadores que apresentam soluções wireless. Está na linha da frente em projetos na Europa e Estados Unidos da América” explicou Ricardo Tomás, continuando a falar sobre produtos da marca e das apostas que passam por criar um ecossistema, ou seja, soluções, upgrades, e criar relações com o cliente oferecendo novos serviços. Entre estes novos serviços encontra-se o VW ID, uma nova marca para 2020 que aposta na conetividade e permitirá aceder a todos os serviços da plataforma da VW, com autonomia até 500 km. Anja Van Niersel da ALLEGO Group falou nestes talks sobre as soluções de carregamento de veículos elétricos da empresa que conta atualmente com cerca de 30 000 carregadores na Europa. Na sua intervenção centrou-se igualmente na explicação sobre os E-Hubs, por forma a tornar as cidades mais agradáveis. Danny Clinton da ESB é engenheiro de integração de tecnologia Charge Point, especializado nas tecnologias necessárias para criar o ecossistema para a mobilidade elétrica nacional na Irlanda. Na sua intervenção falou sobre o projeto que permite que toda a infraestrutura de veículos elétricos seja gerida centralmente e controlada remotamente para o benefício de todos os utilizadores de veículos elétricos. Rui Bica do BMW Group centrou a sua intervenção nos “The next 100 years”, sublinhando que para atingir os objetivos de redução das emissões é necessário completar os quatro ases
– viaturas autónomas, conetividade, eletrificados e partilhados. Rui Bica salientou ainda a importância de as empresas como o BMW Group passarem de fornecedores de produtos a fornecedores de serviços, dando o exemplo de alguns serviços disponibilizados pela sua empresa como o Drivenow (carsharing), Cargenow (rede conjunta de carregamento), Parknow (serviço de apoio ao parqueamento) e o Reachnow (aplicação mobile para aluguer de automóveis da frota BMW). Geral Vogel é o responsável da Innogy, uma utility company que gera, por exemplo, energia proveniente de fontes renováveis e garante que ela chegue às casas dos clientes. Na sua intervenção mencionou que contruíram redes inteligentes e oferecem serviços inovadores de energia, em áreas como tecnologias de armazenamento, eletromobilidade e eficiência energética. Filipe Sousa Campos, Marketing Sales Director da Toyota/Lexus falou da evolução histórica dos VE´s, desde o primeiro híbrido há 20 anos até às 11 milhões de unidades de carros elétricos vendidos até aos dias de hoje. Fez uma breve explicação sobre os diferentes tipos de VE´s (híbrido, plug-in híbrido, bateria e fuel cell) e falou dos novos produtos e da parceria com a Efacec. A representar a Mitsubishi/Fuso esteve Manuel Vilhena Júlio, que fez uma apresentação voltada para a presença da marca em Portugal e dos seus produtos, mais concretamente VE´s. Salientou a questão da aposta em veículos de mercadorias elétricos, mencionando as marcas E-Fuso e E-Canter, novas gamas de veículos de mercadorias elétricos da empresa. Jorge Teixeira Magalhães do Grupo PSA confessou que a estratégia da empresa passa por criar uma nova oportunidade – novos serviços e novas interações que os clientes têm com o telemóvel. O objetivo, afirmou, passa por “não pensar apenas em automóveis, mas sim em mobilidade – viaturas elétricas, mobilidade elétrica”. Rami Syväri, responsável da Fortum Charge & Drive, empresa de soluções de carregamento elétrico, centrou a sua intervenção no futuro da e-mobility e das soluções apresentadas por este player. Da Caetano Bus, Joaquim Miranda sublinhou o ambicioso projeto entre a empresa e a Efacec, um Ecobus Elétrico, com engenharia e tecnologia portuguesa, um novo passo para a evolução do autocarro elétrico. O Vice-Presidente da Câmara Municipal do Porto, Filipe Araújo, em substituição do Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, centrou a sua intervenção nos exemplos de mobilidade elétrica na cidade do Porto e a procura constante de novas possibilidades e de novas formas de mobilidade na cidade. As Plug-In Talks foram encerradas por Mário Leite da Silva, Presidente do Concelho de Administração da Efacec.