Qualidade, segurança e ambiente
Ecodesign na indústria – a abordagem de uma produção limpa Ecologia industrial 2.a Parte Carlos Alberto Alves Responsável pela Inovação, Design e Desenvolvimento Extruplás
INTRODUÇÃO
res industriais e ao longo das barreiras
formas de reutilizar os resíduos, mas tam-
Atualmente os produtos e processos não
nacionais e culturais.
bém uma seleção ativa dos processos com
são concebidos para que os seus resíduos
a reutilização já em curso.
sejam reintroduzidos no processo. Através
DESIGN E ECOLOGIA INDUSTRIAL
e depois das mudanças do sistema indus-
A ecologia industrial é, antes de mais, uma
GESTÃO AMBIENTAL
trial, para um mais natural ecodesign, os
forma de ver e partilhar conceitos comuns
Entretanto, foi dada uma nova ênfase, ao
resíduos de um produto poderão trans-
aos da abordagem da Análise de Ciclo de
papel da Gestão Ambiental, tendo os gover-
formar-se em matéria-prima de outros
Vida, que coloca os sistemas industriais
nos, na sequência da produção de legisla-
produtos, poupando dessa forma energia e
num contexto mais alargado, de vários
ção, virado agora para políticas com vista
materiais e reduzindo a poluição. Uma eco-
outros sistemas. Alguns autores colocam
à adoção dos conceitos de durabilidade do
logia industrial é um sistema industrial que
a questão do papel do design dos produ-
produto.
está totalmente integrado com os ciclos
tos e processos no desenvolvimento dos
naturais dos recursos ou dos materiais. Ela
ecossistemas industriais e discutem a im-
Tornou-se entretanto mais difícil levar a
fecha o circuito deixado aberto pelo pro-
portância da ACV e outras abordagens do
cabo melhorias nos processos industriais,
cesso industrial convencional e otimiza a
design e do ambiente, num conceito geral
enquanto por outro lado a quantidade de
reciclagem e o uso de cada material sepa-
da ecologia industrial. O design desempe-
população e o consequente consumo con-
radamente, mas ao mesmo tempo permite
nha um papel vital no sucesso de ecolo-
tinua a crescer, significando que quaisquer
espaço para a criação de materiais mais
gia industrial, sendo talvez a chave para a
implicações ambientais das solicitações ou
complexos.
criação de ecossistemas industriais com a
da procura do mercado superam os bene-
reconcetualização dos resíduos como pro-
fícios conseguidos através da melhoria da
dutos. Isto sugere não apenas a procura de
eficiência.
A seguir, estabelecem-se os princípios da ecologia industrial: 1.
A ecologia industrial é: - pro-ativa e não reativa, ela é iniciada e promovida pela indústria e não imposta por fatores externos;
2. A ecologia industrial é: - a conceção e não apenas mais uma das muitas decisões relativas aos aspetos relacionados com os impactos ambientais, que são tomadas na fase do design; 3. A ecologia industrial é: - flexível e não rígida e envolve novos conceitos e tecnologias; 4. A ecologia industrial é: - abraçar e não isolar, e age ao longo de todos os seto-
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elevare
Gráfico 3. Sistema de Gestão Ambiental.
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do sob a forma como percecionamos e sobre a forma como dispomos desses recursos. Por exemplo, o efeito da atividade humana ao longo deste último século ou a forma como isso nos conduziu a um aumento da produção de CO2 exponencial, são elucidativos do mal que temos vindo a fazer. Os exemplos podem incluir o processamento de recursos naturais em materiais utilizáveis para a extração de emissões de fumos, derivados do uso cada vez maior de automóveis. O aumento da produção de CO2 tem contribuído para o conhecido problema do aumento do aquecimento global. De forma a estabilizar o clima na terra, é importante que durante as próximas décadas sejamos obrigados a reduzir o crescimento de CO2 para valores mais aceitáveis.
Gráfico 5.
A redução efetiva destas emissões, que conseguiremos impor a nós próprios, dependerá de como formos moderados no uso dos nossos recursos naturais, nos ciclos de produção e consumo. A título de exemplo, veja-se o Gráfico anterior, para percebermos o esforço que é necessário fazer para conter esta situação. Um trabalho internacional levado a cabo para ilustrar a nossa dependência dos recursos da terra relaciona o nosso crescimento e dependência com estes mesmos recursos, para a manutenção do atual modelo de vida que temos. Assim, e porque nunca é demais repeti-lo, é importante conseguir o objetivo de “produzir mais com menos” ou, por outras palavras, reduzir o uso dos recursos e ao mesmo tempo aumentar os “resultados” ou as “saídas” dos recursos que utilizamos.
O dióxido de carbono é um gás naturalmente presente na atmosfera. À medida que crescem, as plantas absorvem dióxido de carbono, que se combina com a água para formar açúcares simples. Estes transformam-se depois em compostos mais complexos, que formam a estrutura da planta. A energia necessária a este processo (fotossíntese) provém do sol.