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Elaboração de um diagrama de manutenção aplicado à Mini-Fábrica e à moagem de malte - 1.ª Parte

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Elaboração de um diagrama de manutenção aplicado à Mini-Fábrica e à moagem de malte

M

1.ª Parte

Adriano A. Santos1, João Gonçalves2, Alcides Gonçalves3 1,2 Departamento Engenharia Mecânica, Politécnico do Porto 1 ads@isep.ipp.pt, 21140551@isep.ipp.pt, 3 Unicer Bebidas S.A., 3alcides.goncalves@unicer.pt

dossier sobre linhas de produção e a sua manutenção

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RESUMO

este esteja nas condições desejadas para prosseguir para a

Este projeto tem como principais objetivos a criação de

fermentação.

uma lista técnica dos equipamentos presentes na Área D

Por outro lado, e dado que não existia qualquer informa-

da UNICER-Bebidas S.A. (área de moagem), e a criação de

ção sobre o referido setor, quer em suporte digital, quer em

planos de manutenção, no formato One-Point Lessons, para

papel, da maior parte dos equipamentos, houve a necessida-

cada um dos equipamentos listados. A área referida situa-

de, numa fase inicial do processo de catalogação, de fazer o le-

-se no setor de produção da Mini-Fábrica (setor destinado à

vantamento dos equipamentos, um a um, do seguinte modo:

produção de cerveja artesanal) e tem como função a rece-

1. Procura e análise das chapas de caraterísticas dos equipa-

ção de malte, limpeza e sua trituração de modo a que este

mentos seguido da pesquisa de informação técnica com

se encontre nas condições desejadas para prosseguir para

recurso à Internet (site dos fabricantes do equipamento,

a fermentação.

datasheets, entre outros);

Palavras-chave: Manutenção Preventiva, Diagramas de Manutenção, One-Point Lessons, Moagem.

2. Elaboração de um documento em formato Excel com toda a informação necessária para ser carregado para a

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plataforma de gestão da manutenção SAP-PM (Systems, Applications, and Products in Plant Maintenance);

1. INTRODUÇÃO No competitivo e complexo ambiente tecnológico em que vivemos, os computadores assumem um papel importante

3. Elaboração de um diagrama funcional de modo a serem percetíveis todas as inter-relações dos equipamentos e respetiva disposição;

no tratamento, distribuição e no controlo da informação,

4. Elaboração do um esquema detalhado, por máquina,

permitindo um acesso rápido e fácil à informação e possi-

com representação de todos os subequipamentos, con-

bilitando, ainda, a execução de outras funcionalidades mais

juntos e materiais.

complexas de entre as quais se poderá citar, por exemplo, a gestão da manutenção. Neste sentido, a qualidade da

Após conclusão dos passos anteriores, segunda fase do pro-

decisão dependerá das informações que estão disponíveis

cesso, realizaram-se os planos de manutenção com vista a

no momento em que ela é tomada. Para Herbert Simon (Si-

evitar/reduzir as paragens não planeadas do processo de

mon, 1963), a tomada de decisão é o processo de análise

fabrico e diminuir os custos associados aos maus funciona-

e escolha, entre várias alternativas disponíveis no curso de

mentos dos equipamentos. Os One-Point Lessons foram ela-

ação, que a pessoa deverá seguir. Dessa forma, informa-

borados com recurso à informação contida em documentos

ções imprecisas e desatualizadas afetaram o processo de

de manutenção semelhantes e com base no conhecimento

decisão. Por isso, e com a necessidade de se obter a sin-

prático adquirido ao longo dos anos por todos os interve-

tetização das informações, é necessário implementar os

nientes no processo de manutenção, dando origem aos

sistemas para que se possam otimizar os processos produ-

planos de manutenção preventiva para área de moagem

tivos. Assim sendo, o presente trabalho tem como objetivo,

(Figura 1) destinada à produção de cerveja artesanal.

utilizando as Tecnologias da Informação (TI), a criação de

O presente artigo encontra-se organizado do seguinte

listagens técnicas dos equipamentos adstritos à moagem,

modo: Na presente secção faz-se a introdução e traçam-

local onde decorreu o estágio (parte integral da formação

-se alguns objetivos e metodologias relevantes para a rea-

da Licenciatura em Engenharia Mecânica, LEM do Instituto

lização deste trabalho, enquanto na segunda secção se

Superior de Engenharia do Porto, ISEP), e a criação de pla-

procede ao enquadramento do mesmo. Na terceira secção

nos de manutenção, no formato One-Point Lessons (OPL),

referem-se sucintamente alguns tipos de manutenção, en-

para cada um dos equipamentos listados. A área referida

quanto na quarta secção se apresenta a metodologia uti-

situa-se no setor de produção da Mini-Fábrica (setor desti-

lizada e se descreve a criação das OPLs. Na quinta secção

nado à produção de cerveja artesanal) e tem como função a

apresentam-se as conclusões e propostas para ações de

receção de malte, a sua limpeza e trituração, de modo a que

melhoria e implementação dos planos desenvolvidos.


os equipamentos suscetíveis de manutenção assim como os respetivos planos de manutenção e as datas previstas para a sua realização subdividindo-se em objetos técnicos, tarefas de manutenção, histórico de manutenção, recursos e análises. Por outro lado, e dado que o sistema SAP tem por base a integração de todas as atividades da empresa, SAP PM inter-relaciona-se mais diretamente com os módulos SAP MM, SAP HR, SAP CO e SAP AM. Na módulo SAP PM, esquema fundamental para o processo de codificação.

Figura 4. Estrutura de codificação de equipamentos (SAP PM, 2017).

Paralelamente, e com o intuito de se visualizar todas estas informações, é associada a esta codificação um código de cores, parcialmente apresentado no esquema anterior, que se torna visível aquando do acesso à plataforma (Figura 5).

Figura 2. Hierarquia dos objetos técnicos (SAP PM, 2017).

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dossier sobre linhas de produção e a sua manutenção

Figura 2 apresentam-se os objetos técnicos associados ao

2.3. Sistema de codificação A codificação deste setor produtivo não poderia divergir do

Figura 5. Estrutura de codificação SAP de equipamento

que já era praticado na empresa. Assim, houve a necessi-

(SAP PM, 2017).

dade de codificar todos os componentes segundo a metodologia adotada nos diversos setores da empresa, conjunto de letras e números separado por hífenes. Na Figura 3, e a

A codificação local, área de implantação do equipamento,

título de exemplo, apresenta-se uma codificação alfanumé-

é também uma codificação alfanumérica (existente aquan-

rica, correspondente à área em análise.

do do estudo da área em análise) que define claramente o equipamento ou subconjuntos como se pode constatar na Tabela 1.

M

Tabela 1. Codificação local de área da instalação.

Figura 3. Sistema de codificação (SAP PM, 2017).

Letra

Designação

M

Motor Elétrico/Motoredutor (ex: M301)

B

Sensor de Posição (ex: B-314)

BL

Sensor de nível (ex: BL-307)

BR

Sensor de rotação (ex: BR-305)

BW

Sensor de Peso (ex: BW-301)

BP

Sensor de Pressão (ex: BP-300)

LSH

Sensor de limite (ex: LSH-282)

Nesta Figura podem identificar-se a localização geográfi-

V

Válvula Seletora (ex: V283)

ca da fábrica (Leça do Balio), o setor (Mini-fábrica) e a área

GS

Cilindro Pneumático (ex: GS283)

(Área D – Moagem).

SS

Sensor do Sem-Fim (ex: SS281)

F

Controlador do sistema pneumático (ex: F-304)

HSZ

Interruptor de segurança (ex: HSZ301)

X

Caixa de terminais (ex: X-280)

A codificação de equipamentos e subequipamentos e materiais praticados pele empresa é resultado da codificação numérica gerada pelo próprio software (Figura 4).


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