Robots colaborativos: aplicações e mitos
robótica
Na presença de um objeto no seu trajeto, param e reduzem a potência dos motores, permitindo muitos deles de serem reposicionados à mão pelas pessoas que estão na sua presença. Esta caraterística introduz uma funcionalidade interessante a este tipo de robots: o operador pode mover, manualmente, o robot para onde quiser e facilmente refazer os programas e as trajetórias sem necessidade de conhecimentos de robótica.
Começando pelo início: um robot colaborativo é um equipamento especificamente dimensionado para trabalhar, lado a lado, com um ser humano. Enquanto um robot convencional, por questões de segurança, só pode trabalhar dentro de estruturas que o separem das pessoas envolventes, o seu parceiro colaborativo não precisa destas proteções e pode estar, lado a lado, com os seus colegas humanos.
VANTAGENS E INCONVENIENTES DOS ROBOTS COLABORATIVOS As duas grandes vantagens dos robots colaborativos são: • A possibilidade de trabalharem lado a lado com seres humanos, sem necessidade de proteções envolventes. Esta vantagem reduz os custos da instalação e permite soluções muito mais compactas e interativas em chão de fábrica. • A facilidade com que (alguns) podem ser reprogramados por pessoas sem conhecimentos em robótica.
Vítor Almeida Diretor Técnico Tropimática, Lda.
Tenho vindo a ser confrontado com pedidos de clientes, tanto clientes habituais como novos clientes, para desenvolver soluções usando este tipo de robots. Decidi, assim, reunir aqui algumas considerações sobre este tema, para discussão. Começando pelo início: um robot colaborativo é um equipamento especificamente dimensionado para trabalhar, lado a lado, com um ser humano. Enquanto um robot convencional, por questões de segurança, só pode trabalhar dentro de estruturas que o separem das pessoas envolventes, o seu parceiro colaborativo não precisa destas proteções e pode estar, lado a lado, com os seus colegas humanos. Estes equipamentos evitam essas proteções envolventes recorrendo a duas caraterísticas essenciais: • Funcionam a velocidades inferiores aos robots convencionais; • Estão equipados com vários dispositivos e sensores que lhes permitem parar automaticamente quando detetam ou colidem com algum objeto.
Curiosamente, a grande maioria dos meus clientes que me solicita robots colaborativos está a pensar apenas nesta caraterística: esse cliente pretende um robot colaborativo porque pode facilmente fazer e ajustar os programas do robot sem necessidade dum especialista.
ROBOTS COLABORATIVOS VERSUS PROCESSOS COLABORATIVOS Quando considero a utilização deste tipo de robots tenho sempre o cuidado de analisar e verificar se o processo que o robot vai realizar é ele próprio colaborativo. Imaginemos um robot que vai manusear uma peça usando uma pinça que fecha com uma força de várias centenas de Newtons. Este processo não é, de forma alguma, colaborativo e as ditas proteções envolventes ao robot não podem ser removidas porque, embora o robot seja colaborativo, a pinça que ele manuseia não o é: existe o perigo de uma pessoa que esteja nas suas imediações se magoar nessa dita pinça. Neste exemplo, a funcionalidade adicional de reprogramação também não pode ser usada, porque o risco para o operador que o está a reprogramar está lá. Neste caso concreto devemos esquecer, de imediato, o robot colaborativo e considerar um robot convencional.
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vozes de mercado
Muito se tem falado sobre robots colaborativos e a sua aplicação na indústria. As principais marcas de robots estão a apresentar produtos nesta área. Novas marcas aparecem no mercado exclusivamente com este tipo de produtos.