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Ano XXV - n째 41 - Dezembro 2011


Ano XXV - n° 41 – Dezembro 2011 Diretor: Irmão AMEstaún

índice Estilos de animação e governo do Conselho geral Ir. AMEstaún

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A serviço de um Projeto de vitalidade Ir. Emili Turú

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Francês: Irmão Josep Roura Bahí Irmão Aimé Maillet Irmão Gilles Hogue Irmão Joannès Fontanay

Origem do Plano de Animação e Governo do Conselho geral Ir. Joe Mc Kee

página 10

Inglês: Irmão Edward Clisby Marilu Balbis

Organograma

página 14

Comissão de Publicações: Irmãos Antonio Ramalho, AMEstaún; Luiz Da Rosa. Coordenação dos tradutores: Irmão Josep Roura Tradutores: Espanhol: Irmão Jorge Sánchez Marcela Quesada

Português: Irmão Aloisio Kuhn Irmão Manuel Silva P. Eduardo Campagnani Fotografia: AMEstaún, Arquivos da Casa geral Diagrama e fotolitos: TIPOCROM, s.r.l. Via A. Meucci 28, 00012 Guidonia, Roma (Itália) Redação e Administração: Piazzale Marcellino Champagnat, 2 C.P. 10250 - 00144 ROMA Tel. (39) 06 54 51 71 Fax (39) 06 54 517 217 E-mail: publica@fms.it Web: www.champagnat.org Edita: Instituto dos Irmãos Maristas Casa geral - Roma Imprime: C.S.C. GRAFICA, s.r.l. Via A. Meucci 28, 00012 Guidonia, Roma (Itália) Dezembro 2011

SECRETARIADOS

■ Secretariado da Missão Ir. João Carlos do Prado

página 18

■ Secretariado Irmãos Hoje Ir. César Augusto Rojas

página 24

■ Secretariado dos Leigos Ir. Javier Espinosa

página 30

■ Secretariado da Colaboração Missionária Internacional Ir. Chris Wills

página 38

■ Fondazione Marista per la Solidarietà Internazionale Ir. Michael De Waas

página 42


SERVIÇOS DA ADMINISTRAÇÃO GERAL ■ Postulador geral Ir. Jorge Flores Aceves

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■ Ecônomo geral Ir. Víctor Preciado e Roy Deita

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■ Diretor da casa Ir. Antoni Salat

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■ Administrador da casa Ir. Francisco Javier Ocaranza

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■ Secretaria geral Ir. Pedro Sánchez de León e Emanuela Lisciarelli

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■ Serviço de tradução página Ir. Josep Roura, Aloisio Kuhn, Ted Klisby e Sra. Gabriela Scanavino

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■ Comunicações Ir. AMEstaún e Luiz Da Rosa

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■ Serviços gerais Ir. Ton Martínez e Yolanda Gallo

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■ Serviço dos Arquivos gerais página Ir. Juan Moral, Sra. Lucia Distefano e Dorotea Cinnani

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■ Superior da Comunidade Ir. Pietro Betin

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■ Sacerdotes PP. John Jairo Franco Cárdenas e Carmelo de La Cruz Reyes

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■ Secretário do Superior geral Ir. José María Ferre

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TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Ir. Marcelo De Brito página

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Ir. AMEstaún

Estilos de animação e governo do Conselho geral

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ste número 41 de FMS Mensagem, por iniciativa do Conselho geral dedicado à animação e governo do Instituto , convida-nos a lançar um olhar retrospectivo à trajetória do nosso Instituto. Historicamente, considera-se como o primeiro Capítulo geral a reunião convocada pelo Padre Colin, em 12 de outubro de 1839, em razão da saúde delicada do Padre Champagnat. Nessa ocasião, foram eleitos o

Ir. Francisco como Diretor-geral e os irmãos Luís Maria e João Batista como Conselheiros gerais. O grande destaque da política de animação e governo nesse período foi obter, no dia 20 de junho de 1851 e com a chancela de Napoleão, a aprovação civil da “Associação Religiosa, dedicada ao ensino, dos Pequenos Irmãos de Maria”1. O decreto outorgava os estatutos da entidade e determinava que a eleição do Superior geral fos-

se vitalícia e os Assistentes permanecessem em suas funções, após a morte do Superior geral, até a eleição de seu sucessor. Tendo obtido o reconhecimento legal do Instituto por parte da sociedade civil, os irmãos passaram a se dedicar à busca do reconhecimento canônico pelas autoridades religiosas. Para tanto, o Instituto precisava adotar um corpo legal e submetê-lo a Roma. A direção do Instituto decidiu, pois, convocar um Capítulo geral, em Notre-Dame de l´Hermitage, para o estudo de sua legislação2. Em três sessões consecutivas, o Capítulo aprovou o código doutrinal, sob o título de “Regras Comuns” (1852), o código pedagógico, intitulado “Guia das Escolas” (1853), e o código jurídico, denominado “Constituições e Regras de Governo” (1854), em que se estabelecia a designação do Superior geral em caráter vitalício. O código 1

Circulaires T. 2, p. 449-452. Extrait du Bulletin administratif de l’Instruction publique, n. 18, juin 1851, p. 207. 2 Cf. Avit 2, 257-274.

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“Constituições e Regras de Governo” também declarava: “O Irmão Superior geral e seus Assistentes constituem o Regimento do Instituto” 3. O trabalho do Capítulo, além do critério de fidelidade ao Fundador4, foi movido pelo empenho em alcançar a uniformidade5 para todas as obras do Instituto. Uma das novidades introduzida nas Constituições por esse Capítulo, e que repercutiu durante muito tempo na vida e na organização do Instituto, foi o voto de estabilidade, pré-requisito para ocupar determinados cargos6. Em seu conjunto, o trabalho do Capítulo de 1852 balizou decididamente o futuro funcionamento do Instituto e marcou a separação definitiva

entre as obras dos irmãos e as dos padres, conforme decisões de Roma. Quando os irmãos apresentaram a documentação na Congregação de Bispos e Regulares, de Roma, para a provação do Instituto marista, as Constituições regulavam que o cargo de Superior geral fosse vitalício, tal como o governo francês aprovara em 1851. A Sagrada Congregação de Bispos e Regulares, que defendia estruturas menos centralizadas e autoritárias, não aceitou tal proposta e exigiu uma estrutura de governo com um Superior geral com mandato de 4 anos e que as atribuições dos Assistentes se descentralizassem, mediante a designação de Provinciais7. As diretrizes apresentadas por Ro-

ma entravam, assim, em conflito com a normativa aprovada pelo decreto do governo francês, que reconhecia aos irmãos direitos tão importantes como a dispensa do serviço militar. O confronto com a Sagrada Congregação de Bispos e Regulares

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Cf. Constitutions et Règles du gouvernement, Imprimerie d’Antonine Perisse, Lyon 1854. Cap. 2, art. 6, p. 5. Essa expressão aparece pela primeira vez na Circular do Ir. Francisco de 10 de abril de 1852: “Este Capítulo será composto por 30 Irmãos professos e pelos membros do Regimento, a saber, o Irmão Superior geral e seus Assistentes” (Circulaires T. 2, p. 105). O termo se manteve durante muitos anos, integrando o vocabulário marista relativo à estrutura de governo. O Ir. Charles Rafael, Superior geral, chegou a empregar essa expressão na legenda de algumas fotografias, conservadas nos Arquivos de Irmãos Maristas de Roma, em que ele aparece com os membros de seu Conselho. O uso dessa terminologia caiu em desuso nos anos anteriores ao Concílio Vaticano II. 4 “Não sei, queridos irmãos, se estamos enganados, mas acreditamos que podemos aplicar à situação atual de nossa congregação o que nosso piedoso Fundador dizia da Igreja. Hoje, o Instituto está como o bom Pai o fundou e o deixou ao morrer, isto é, com o mesmo espírito, o mesmo fim, as mesmas Regras e o mesmo governo”. Circulaires T. 2, p. 232 5 “Alegramo-nos por termos atingido a uniformidade em todas as partes do corpo do Instituto: uniformidade no comportamento dos irmãos, quanto à sua perfeição e sua vida como religiosos; pelas Regras Comuns; uniformidade nas aulas, na educação, mediante o Guides des Écoles; uniformidade na administração e no aspecto externo do Instituto, pelas Constitutions et Règles du gouvernement; uniformidade nas orações, que passarão agora a ser as mesmas em todas as partes; uniformidade na formação e educação dos jovens irmãos, que em todos os noviciados seguirão a mesma Regra, aprenderão as mesmas lições, escutarão as mesmas instruções e serão submetidos ás mesmas provas”. Circulaires T. 2, p. 229 6 “Há três categorias de irmãos neste Instituto. O primeiro inclui todos os que não fizeram os três votos perpétuos, tendo ou não emitido o voto de obediência. O segundo grupo, todos os que fizeram os três votos perpétuos. E o terceiro se compõe daqueles que também fizeram o voto de estabilidade. Apenas estes últimos serão eleitos como membros dos Capítulos gerais, além do Superior geral, dos Assistentes, dos Diretores das casas de Noviciado e, sempre que possível, dos Visitadores”. Constitutions et Règles du gouvernement, Imprimerie d’Antonine Perisse, Lyon 1854. Cap. 6, Tercera Sección. Del voto de estabilidad 1, p. 54. 7 Nos primórdios, adotou-se um estilo de governo centralizado e partilhado por poucas pessoas. Em 1856, o Ir. Francisco anunciou a formação de um Grande Conselho, que começou a reunir-se conforme o estava estabelecido nas Constituições. Era integrado pelo “Regimento” e seis irmãos nomeados por este. “É provável que reunamos o Grande Conselho este ano. Eis os nomes dos irmãos eleitos pelo Regimento para participar: Irmãos Malachie, Marie, Andronic, Léon, Chrysogone y LouisRégis”. Circulaires T. 2, p. 247 (1856). Segundo os Estatutos da Association religieuse, vouée a l’enseignement, dite des Petits Frères de Marie, apresentados ao Conselho de Estado e aprovados pelo Decreto 3072, de 20 de junho de 1851, o Artigo 9º estabelecia: “Os irmãos Assistentes, o irmão Diretor da Casa geral, o irmão Procurador geral e o irmão Mestre de noviços, além de um irmão de uma escola, este designado pelo irmão Superior geral, constituem o Conselho”. Extrait du Bulletin administratif de l’Instruction publique, n. 18, juin 1851, p. 207, publicado em Circulaires T. 2, p. 449-452.

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Apresentação

Ir. AMEstaún

Conselho geral, Roma, 1962 8 Foram significativos os governos dos Vigários gerais Michaélis y Marie-Odulphe de 1941 a 1946, que assumiram as responsabilidades de governo em momentos muito difíceis após o falecimento do irmão Diogène e das guerras.

João Batista, Francisco e Luís Maria

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manteve-se por muito tempo. Os primeiros trâmites foram concluídos com o decreto de aprovação das Constituições ad experimentum durante cinco anos (1863), mas a alternância entre tensão e conciliação dos Capítulos gerais com Roma durou até 1903, quando Leão XIII oficialmente aprovou as Constituições. O cargo de Superior geral passou, então, a ser vitalício (1851-1903). O último Superior geral vitalício foi o irmão

Teófano (1883-1907). Com a aprovação definitiva das Constituições (1903), foi estabelecido o cargo de Superior geral e Assistente por um período de 12 anos, critério que vigorou até o final do mandato do irmão Leônidas (1946-1958). O 15º Capítulo geral (1958)introduziu o mandato de 9 anos e, finalmente, o Capítulo geral (1985), que elegeu o irmão Charles Howard (1985-1993), estabeleceu mandato de 8 anos tanto para o Superior geral como para seus Conselheiros. Em 1860, o Capítulo geral elegeu o irmão Luís Maria como Vigáriogeral. O cargo de Vigário foi introduzido no governo do Instituto com a tarefa de apoiar o Superior geral em seu governo e substituí-lo em caso de impedimento ou impossibilidade de exercer suas funções8. Nos anos subsequentes, apenas uma mudança ocorreu: o Vigário geral passou a ser o Assistente mais antigo. A partir de 1958, até hoje, o irmão Vigário geral passou a ser eleito pelo Capítulo geral. Os colaboradores mais diretos do Superior geral foram chamados de Assistentes (1851), designação empregada até 1967. Com a aprovação definitiva das Constituições (1903), ficou estabelecida a figura canônica do Provincial à frente de cada Província, em substituição à de Assistente. Os Assistentes deixaram de ser superiores imediatos, não obstante continuassem sob sua responsabilidade uma ou duas Províncias governadas a partir de l’Hermitage e Saint-Genis. Os Provinciais e Vice-provinciais podiam ser eleitos por 3 anos e


reeleitos uma vez. No 14º Capítulo geral, passou-se de 8 Assistentes para 10. No 15º Capítulo geral (1958), cada Assistente foi eleito por um grupo previamente indicado de Provinciais9. A figura dos Conselheiros encarregados de serviços foi introduzida no 16º Capítulo geral (1967). O irmão Basilio Rueda iniciou seu primeiro mandato (1967) com 12 Conselheiros gerais, entre os quais o Ecônomo geral, o Secretário geral e o Procurador geral. Esse mesmo número se manteve em seu segundo mandato, mas, no 17º Capítulo geral (1976), os Conselheiros regionais passaram a ser denominados Conselheiros gerais do Superior geral, que atribuiu a cada um as tarefas adequadas às aptidões pessoais10. O número de Conselheiros gerais permaneceu reduzido a 8. Nessa mesma ocasião, as funções desempenhadas pe-

los Conselheiros das Missões e de Formação foram assumidas pelo Conselho geral. Os irmãos Charles Howard e Benito Arbués governaram com 8 Conselheiros e o irmão Seán com 7. O irmão Emili Turú iniciou seu mandato com 6 Conselheiros, eleitos pelo Capítulo geral, e um sétimo indicado por ele. Um dos meios de animação, iniciado no governo do irmão Seán Sammon, foi o encontro do Conselho geral com os Conselhos provinciais das diversas regiões. Essa categoria de reunião é hoje conhecida como Conselho geral ampliado. Este número 41 da FMS Mensagem percorre a longa trajetória de animação e governo do Instituto, tendo em mente o planejamento a ser desenvolvido durante o mandato do irmão Emili Turú (2009-2017) em busca de novas terras para o carisma e a missão maristas.

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Surgiu assim uma primeira versão das regiões maristas como agrupamentos de Províncias e Vice-províncias, mas sem personalidade jurídica própria. A nova estrutura depois foi confirmada no Diretório de 1968. Diretorio (1968), p. 161-162. 10 No Anexo I do Diretorio, inspirado pelo Motu proprio “Ecclesiae Sanctae”, n. 18, há uma referência à ação subsidiária (p. 196-198), implicando que, em cada nível de governo, seja possível tomar as devidas decisões de acordo com as normas das Constituições e do Diretório. Isso proporcionou uma mudança na relação dos Conselheiros gerais com as Províncias sob sua tutela. Assim os Conselheiros passaram a assumir uma função de animação, e não de governo como acontecia antes. Deixaram de ficar exclusivamente vinculados à região de origem e passaram a ser animadores da vida religiosa de todo o Instituto.

Três Superiores gerais: Leônidas, Basilio Rueda e Charles Raphaël (1967).

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general • Palavras do irmão Superior geral • Palavras do irmão

A serviço de um Projeto de vitalidade Ir. Emili Turú, Superior geral

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Superior geral • Palavras do irmão Superior geral • Palavras do

como em casa”; “Impressio“ Sentimo-nos nou-nos o testemunho fraterno de uma

comunidade tão internacional”; “Muito obrigado pela acolhida”... Estas e outras frases semelhantes pude escutar, centenas de vezes, dos lábios de pessoas que nos visitaram, ao longo dos 10 anos que vivo na Casa geral.

Todos esses testemunhos dizem muito da qualidade das pessoas que estão a serviço da administração geral. Por isso, quisera começar estas linhas, agradecendo o esforço feito pelas Províncias para colocar à disposição algum de seus Irmãos para o bem-comum do Instituto. Obrigado também aos Irmãos e aos Leigos/as que compõem essa formidável equipe da administração geral e que, com grande generosidade, se entregam à sua missão, dia após dia. A missão marista desenvolve-se no contato direto de pessoas leigas e Irmãos com milhares de crianças e jovens, no mundo inteiro. A contribuição da administração geral para essa missão é muito mais discreta, de retaguarda, mas nem por isso menos importante.

Como dizia no início, o ambiente da Casa geral é muito bom, mas isso não significa que seja fácil de criá-lo e mantê-lo. Trata-se de um grupo humano muito complexo, dadas as grandes diferenças que ocorrem: idade, formação, cultura, língua... Por outra parte, cada pessoa chega a Roma com sua própria ideia do que significa servir na administração geral, e nem sempre é fácil conciliar, na prática, essas representações mentais. Por isso valorizo ainda mais o esforço de cada pessoa para que nossa comunidade chegue a ser verdadeiramente intercultural, e não apenas multicultural.

ANIMAÇÃO E GOVERNO O Instituto confiou ao Superior geral e a seu Conselho a tarefa de animar e governar o Instituto: “por animação e governo entendemos o serviço que o governo geral oferece às Unidades administrativas, através de estruturas e processos, para levar adiante o projeto de vitalidade emanado do XXI Capítulo geral” (Decisões do XXI Capítulo geral). “A Administração geral é composta por Irmãos e Leigos que estão a serviço do Instituto. Uns e outros dão seu apoio ao Conselho geral em sua responsabilidade de animação e governo do Instituto” (Manual do pessoal da AG). Entre essas duas palavras – “animação” e “governo” – move-se tudo quanto é promovido a partir

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general • Palavras do irmão Superior geral • Palavras do irmão

Membros del Conselho geral

Leigos que colaboram na Administração geral

da administração geral, tratando de equilibrar essas duas dimensões de uma única missão. O Instituto marista é uma organização internacional e, como tal, precisa ser gestionada (governo). Mas é também um organismo vivo, usando a imagem de São Paulo: “Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com o corpo de Cristo que é a Igreja” (1Cor 12, 12); por isso falamos também de animação. É certo que não pode existir um organismo sem um mínimo de organização; mas, provavelmente seja importante recordar algumas diferenças entre esses dois conceitos, para respeitar um sadio equilíbrio e para que possa ocorrer um “projeto de vitalidade”, como nos pede o último Capítulo geral: • A organização funciona quando há dinheiro; o organismo funciona quando há vida; • A organização necessita de uma estrutura; o organismo requer um corpo; • A organização exige um chefe, um impulso externo para funcionar; o organismo vive de sua alma, a partir da interação harmoniosa de todas as partes quem constituem a totalidade; • Uma organização equivale à soma de suas partes, e cada parte pode ser substituída por uma cópia idêntica; um organismo é mais do que a soma de seus componentes, e nenhum destes pode ser substituído por um fac-símile exato, porque cada um é único;

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Superior geral • Palavras do irmão Superior geral • Palavras do • Um organismo, quando está enfermo, deve recuperar-se a partir do interior, e morre quando o coração deixa de pulsar ou o cérebro de funcionar; uma organização tem muito mais resistência porque sua estrutura é mais forte e pode funcionar por inércia. Como fazer para que a organização não devore o organismo? Como fortalecer um organismo sadio, autônomo, garantindo-lhe um nível de organização que se ajuste a suas necessidades vitais, sem pecar nem por excesso nem por deficiência? Aí está um dos grandes desafios que enfrentamos e que esperamos poder resolver satisfatoriamente.

INSPIRADOS POR MARIA DA VISITAÇÃO “A Missão da administração geral é inspirada por Maria no momento da Visitação. Ela percebeu que havia uma necessidade e se pôs, diligentemente, em marcha para colocar suas qualidades a serviço dos outros” (Manual do pessoal da AG). “Visitar” figura entre as principais obrigações de alguns membros da administração geral e é, sem dúvida alguma, o que mais tempo requer. Para os que estão mais estáveis em Roma cabe, por contra, acolher calorosamente as numerosas pessoas que nos visitam. Em ambos os casos, Maria é nossa fonte de inspiração. Sabemos bem que, se quisermos construir uma Igreja de rosto mariano, temos que começar do cotidiano de nossas vidas. E, certamente, nossa maneira de trabalhar e de relacionar-nos deve transparecer esse tom mariano. Por isso, quando nos perguntamos, no Conselho geral, que valores queríamos sublinhar em nossa maneira de organizar-nos e de trabalhar, destacamos os seguintes: • o diálogo fraterno, • a participação ativa, • a interação construtiva entre todas as pessoas e os organismos implicados. O ícone de Pentecostes representa muito bem os ideais da Igreja mariana que queremos tornar

nossos: uma comunidade circular, mas que não se fecha em si mesma; unidade e compreensão ultrapassando a multiplicidade de línguas; abertura ao fogo do Espírito; sinal de fraternidade e de reconciliação em meio do povo; uma comunidade de homens que se inspiram numa mulher, que preside... Afinal, uma luz de esperança face às trevas e à morte. Conscientes da limitação de nossas forças, fazemos nossa a oração do Capítulo geral a Maria:

Cheios de confiança dizemos, como Champagnat: “Se o Senhor não construir a casa...” e proclamamos: “Tudo fizeste entre nós”. Magníficat!

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Origem do Plano Governo Ir. Joe Mc Kee Vigário geral

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processo seguido pelo Conselho geral para elaborar seu Plano de Animação e Governo 20090-2017 partiu das “orientações e recomendações” elaboradas pelo XXI Capítulo geral, centradas, fundamentalmente, no “acompanhamento e na animação da liderança das Províncias e Distritos, sobretudo, dos Provinciais e Superiores de Distrito”. (Doc. do XXI Cap. Geral)

A primeira reflexão do Conselho consistiu na análise do alcance dos objetivos propostos pelo Capítulo para o Governo do Ir. Emili Turú e seu Conselho, durante o período 2009-2017:

1. “Exercer as tarefas constitucionais de animação, coordenação e governo”. 2. “Levar à prática o apelo fundamental e pôr em andamento as orientações emanadas do XXI Capítulo geral”. 3. “Fomentar, em todos os níveis, estruturas de animação, de coordenação e governo que reforcem a vitalidade do Instituto e de sua missão”. (Documento do XXI Capítulo geral)

Em seguida, recolheram todos os encargos e as responsabilidades que o Capítulo lhes confiou ou que lhes atribuem as Constituições e Estatutos. A partir desse elenco, foram estabelecidos os critérios de atuação e foram distribuídas as responsabilidades entre os Conselheiros.

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de Animação e do Conselho geral • Num primeiro momento, foram nomeados os Irmãos responsáveis pela ligação com as Unidades administrativas de cada região: Ásia e Pacífico: Michael De Waas e John Klein; África e Europa: Antonio Ramalho e Ernesto Sánchez; Américas: Josep María Soteras e Eugène Kabanguka. • Uma segunda decisão foi a de criar quatro Secretariados e nomear seus respectivos Diretores: “Irmãos hoje” (Diretor: Ir. César Augusto Rojas Carvajal); Secretariado ampliado dos leigos (Diretor: Ir. Javier Espinosa, codiretores: Ana Sarrate e Tony Clark); Secretariado da Missão (Diretor: Ir. João Carlos do Prado); Secretariado da Colaboração Missionária Internacional (Diretor: Ir. Chris Wills; Secretário da Missão ad gentes: Ir. Teófilo Minga). A esses Secretariados acrescentou-se a ‘Fondazione Marista per la Solidarietà Internazionale’ (FMSI) que já existia, mas com um novo Presidente na pessoa do Ir. Michael De Waas, Conselheiro geral, e a criação de dois Escritórios, um em Genebra, cujo Diretor é o Ir. Jim Jolley e outro em Roma, cujo Diretor é o Ir. Mario Meuti.

Mc Kee, Vigário geral, mantém o contato do Conselho geral com a Secretaria geral, a Postulação, o Secretariado da Colaboração Missionária Internacional e coordena a Equipe da gestão da Casa geral. O Ir. Michael De Waas, por sua vez, acompanha a FMSI; o Ir. John Klein, o Secretariado da Missão; os Irmãos Josep Maria Soteras, Eugène Kabanguka e Ernesto Sánchez assessoram o Secretariado Irmãos hoje; o Ir. Antonio Ramalho, o Secretariado dos leigos; o Ir. Víctor Preciado é o coordenador do Economato geral e faz o contato com a Gestão e Animação da Casa geral. Nesta estrutura da Administração geral não se contempla a figura do Procurador geral; por isso, foi nomeado o Ir. Franco Faggin como representante do Instituto junto à Santa Sé. O Ir. Juan Miguel Anaya continuará como consultor canônico do Conselho geral.

• Uma terceira decisão foi a de indicar os responsáveis pela coordenação de cada um dos serviços da Administração geral. Nomeou-se então um responsável para manter o contato entre o Conselho geral e cada um dos responsáveis por serviços da Administração geral. O Ir. Emili Turú, Superior geral, coordena os Diretores dos Secretariados e a FMSI. O Ir. Joe

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ORIGEM DO PLANO DE ANIMAÇÃO E GOVERNO DO CONSELHO GERAL Ir. Joe Mc Kee

A distribuição das competências e responsabilidades foi representada graficamente num organograma que visualiza a organização da Administração geral. Entre as realizações programadas pelo Conselho geral para o Instituto estão as seguintes: Conferência geral em 2013, no Hermitage; um calendário de visitas e de presenças em eventos significativos das Províncias e Regiões; os Conselhos gerais ampliados em todas as Regiões.

DINÂMICA DE TRABALHO DO CONSELHO GERAL O Conselho geral utilizou três fórmulas para definir o trabalho de suas reuniões: • reunião para definir a dinâmica comunitária do Conselho geral; • reuniões plenárias em Roma, duas ou três vezes ao ano, para estudar a fundo os temas mais importantes que afetam a vida e a missão do Instituto;

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• e um terceiro tipo de reuniões mensais – Conselho regular – para tomar decisões relativas a requerimentos provenientes das Unidades administrativas. Para isso se requer um quórum mínimo. Mesmo assim, os recursos da videoconferência permitem que, nas tomadas de decisão, mesmo os que estão longe possam participar.

METODOLOGIA DO DIÁLOGO FRATERNO E O CONSENSO

mação e de governo do Instituto. Segundo o espírito de um provérbio africano: “Se queres chegar com rapidez, caminha sozinho; se queres chegar longe, caminha com outros”, convidamos diferentes grupos de pessoas para participar ativamente em nossa reflexão e discernimento e a partilhar a responsabilidade de elaborar nosso plano de ação. Os diretores dos Secretariados, membros da Administração geral, Irmãos responsáveis pela formação permanente no Instituto, bem como pessoas alheias ao nosso mundo marista, nos ajudaram na reflexão para discernir e elaborar nossos objetivos, os valores que os fundamentam e desejamos promover. Assim, pouco a pouco, nosso plano integral de ação para a Animação e o Governo do Instituto começou a tomar forma com 8 ‘objetivos’ e cada um com suas “linhas de ação” e as “estratégias”. O tempo que passamos em reflexão e trabalho conjunto foi profundamente significativo e construtivo para todos nós. Foi espaço em que novas ideias e maneiras diferentes de compreender e de pensar puderam ser expressas, num espírito de escuta ativa e de discernimento. Ajudou-nos também a entender melhor o valor e a importância de criar um plano de ação, coordenado e integrado, de modo que todos nós pudéssemos trabalhar tendo como perspectiva o Apelo Fundamental e os Horizontes de futuro que o XXI Capítulo geral elaborou. Tudo isso vem baseado num conjunto de acordos comuns e afinados, que nos permitam caminhar juntos, com esperança e com rumo – para uma “nova terra”.

Todo o anterior refere-se à organização, às estruturas e às decisões tomadas de início. Quiçá, mais importante é saber ‘como’ se chegou a isso. O característico de nosso trabalho em comum, enquanto Conselho, foi a metodologia usada pelo XXI Capítulo geral, como “nova forma de ser e de fazer” juntos – uma metodologia que enfatiza o diálogo, a construção do consenso e uma grande abertura à realidade internacional e intercultural de nosso Instituto, no mundo de hoje. Também ficou claro para nós, desde que começamos a estar juntos, que precisávamos incluir mais vozes, diferentes das nossas, no trabalho de ani-

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ORGANOGRAMA ADMINISTRAÇÃO GERAL CARTA A MIS HERMANOS

Ir. Seán Sammon

SERVIÇOS - Arquivos - Comunicações - Traduções - Estatísticas - Informática

Jorge Flores

POSTULADOR

Pedro Sánchez

Joe Mc Kee

SECRETARIA GERAL

Joe Mc Kee

VILLA EUR Joe Mc Kee

Víctor M. Preciado

EQUIPE DE GESTÃO E ANIMAÇÃO

GESTÃO Serviçõs gerais

Antoni Salat

ANIMADOR COMUNIDADE CASA GERAL

ECONOMATO GERAL Pietro Betin

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COMISSÕES INTERNACIONALS

Víctor M. Preciado


EQUIPES INTERNACIONAIS

IRMÃOS HOJE

César Rojas

VOCAÇÕES ■ FORMAÇÃO ■ ESPIRITUALIDADE ■ COMUNIDADE ■ PATRIMÔNIO ESPIRITUAL

SECRETARIADO AMPLIADO Ana Sarrate

Javier Espinosa Tony Clarke

LEIGOS ■ LEIGOS MARISTAS FORMAÇÃO CONJUNTA ■ MCHFM

Soteras Josep M.

Ernesto Sánchez

João Carlos do Prado

EQUIPE INTERNACIONAL Eugène Kabanguka Antonio Ramalho

MISSÃO SUPERIOR GERAL CONSELHO GERAL

■ PASTORAL JUVENIL ■ EDUCAÇÃO FORMAL

EDUCAÇÃO NÃO FORMAL

John Klein

Emili Turú

CONSELHO INTERNACIONAL Joe Mc Kee

Chris Wills

COLABORAÇÃO MISSIONÁRIA INTERNACIONAL

Michael De Waas

■ AMAG ■ PROJETOS ESPECIALS ■ COLABORAÇÃO INTERNACIONAL

COORDENAÇÃO DOS DIRETORES DE SECRETARIADOS Superior geral

Teófilo Minga

EQUIPE INTERNACIONAL

FMSI ■

SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL ■ FUND RAISING ■ DEFESA DIREITOS DA CRIANÇA ■ ESCRITÓRIO EN GENEBRA Jim Jolley

Mario Meuti

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SECRETARIADOS

SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS


• SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECR

MISSÃO ........................ p. 18 IRMÃOS HOJE ........................ p. 24 LEIGOS ........................ p. 30 COLABORAÇÃO MISSIONÁRIA INTERNACIONAL ........................ p. 38 FMSI ........................ p. 42

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SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS

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• SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECR

Secretariado da Missão O

Secretariado da Missão é uma instância estratégica do Governo Geral para a animação, fortalecimento e articulação da missão marista em todos os níveis do Instituto Marista.

Tem a responsabilidade de contribuir para a fidelidade e o desenvolvimento com criatividade, audácia e profetismo da missão marista de “tornar Jesus Cristo conhecido e amado pelas crianças e jovens”. Em face do apelo do Capítulo Geral XXI, o Secretariado é desafiado a contribuir para a construção da missão marista em um mundo novo, para que responda às vozes e apelos de evangelizar e educar a infância e juventude contemporâneas..

Ir. João Carlos do Prado, (Brasil Centro-Sul) Diretor do Secretariado da Missão

FINALIDADES DO SECRETARIADO DA MISSÃO O Planejamento do Secretariado da Missão para o período de 2011 a 2017 contou com a contribuição e participação de muitos Irmãos e leigos de diversos lugares do mundo marista. Definiram-se os conceitos fundamentais da missão marista, a identidade e finalidade do Secretariado, as principais iniciativas e estratégias da missão desse período e de algumas estruturas, em vista de contribuir para o desenvolvimento de suas ações. Entre as principais finalidades do Secretariado da Missão destaca-se o seguinte.

1. Animar e apoiar a missão marista das Unidades Administrativas e Regiões do Instituto Marista. 2. Fomentar a busca de sinergia, integração e articulação em rede da missão marista entre as Unidades Administrativas e Regiões. 3. Construir, de forma participativa, a visão de futuro da missão marista.

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SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS 4. Propor diretrizes e políticas que favoreçam a realização da missão marista. 5. Coordenar processos, projetos e eventos sob a responsabilidade do Secretariado da missão em nível regional e global do Instituto Marista. 6. Contribuir em processos e ações em vista da sustentabilidade e viabilidade da missão marista nos espaços e regiões onde houver necessidade. 7. Representar o Instituto Marista nos temas da missão, no espaço interno e externo, em nome do Governo geral.

ABRANGÊNCIA DO SECRETARIADO E MISSÃO

ESPIRITUALIDADE Educação

Defesa dos direitos

Solidariedade

1 A espiritualidade neste contexto é entendida como a experiência viva e dinâmica de Deus, que se orienta, ao mesmo tempo, à contemplação e à ação (SAMMON, 2007). Como se diz no documento Água da Rocha (p.15), ela “fortalece nossa união e constitui elemento decisivo para a vitalidade de nosso ser-em-missão”.

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A atuação do Secretariado da Missão contempla a educação formal, educação não formal, as obras sociais ou de inserção e os projetos de evangelização. A missão marista também pode ser contemplada em quatro dimensões intrínsecas, presentes no gráfico a seguir. É possível perceber que as quatro dimensões emanam e se alimentam da espiritualidade1, no mesmo tempo em que estas também a nutrem. A educação marista precisa ser, simultaneamente, evangelizadora, solidária e comprometida com a defesa dos direitos e com o cumprimento dos deveres das crianças e jovens. Da mesma Evangelização forma, não se pode pensar na evangelização, na solidariedade ou no ajuste de direitos e deveres, sem considerar as outras três dimensões como seus elementos constitutivos. Assim, todas as obras maristas e frentes da missão marista necessitam contemplar essas quatro dimensões. Elas são elementos fundamentais da fecundidade e vitalidade da missão marista no “mundo novo”.

PRINCÍPIOS DA MISSÃO MARISTA Seis princípios nortearão a caminhada da missão marista e serão impulsionados pelo Secretariado da Missão. Os primeiros quatro são os princípios definidos pelo Capítulo Geral XXI. Os princípios quinto e sexto nasceram a partir da reflexão e sensibilidade das pessoas que participaram do processo de planejamento.

Princípios 1. Queremos ver o mundo com os olhos das crianças e jovens pobres e, assim, mudar nossos corações e atitudes, como fez Maria.


• SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECR 2. Sentimo-nos impelidos a agir com urgência, para encontrar formas novas e criativas de educar, evangelizar e defender os direitos das crianças e jovens pobres, quando nos mostramos solidários com eles. 3 Afirmamos que a evangelização é o centro e a prioridade de nossas atividades apostólicas pelo anúncio de Jesus Cristo e da sua mensagem (Mendes). 4. Como irmãos e leigos maristas, que vivem no mundo globalizado de hoje, somos instados a ter um horizonte internacional, em nossos corações e mentes. 5. Deus nos convida, por meio do testemunho profético de nossa presença e ação, a sermos pontes que favorecem o encontro, o diálogo, a solidariedade e a justiça social, reduzindo as distâncias e as diferenças injustas entre ricos e pobres, em todo o contexto da nossa missão. 6. Pelo nosso modo de viver e realizar a missão marista, revelamos o rosto mariano da Igreja e somos sinal do Reino de Deus neste mundo.

PERSPECTIVAS ESTRATÉGICAS A missão marista é práxis, ação e reflexão; ganha tanto mais sentido quanto for mais intencional. A ação consciente pode levar-nos verdadeiramente à transformação do coração das crianças e jovens e, conseguintemente, do mundo. A consciência da ação faz com que entendamos que os frutos não dependem apenas de nós, mas sobremodo do Espírito. Ela nos dispõe a cumprir a nossa parte num projeto que é de Deus. Ação sem intenção é vazia e não logra a missão. Eis por que é indispensável o planejamento da missão. Nesse sentido, alguns elementos podem ajudar a tornar a nossa missão mais viva e viável. Será muito importante que, em todos os níveis institucionais, sejam consideradas na missão marista as seguintes perspectivas estratégicas. • Potencial Humano • Potencial econômico-financeiro • Qualidade dos serviços e fidelidade ao carisma

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SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • Processos • Estruturas organizacionais e operacionais • Posicionamento e visibilidade institucional

AS PRINCIPAIS INICIATIVAS DO SECRETARIADO DA MISSÃO Para o período de 2011 a 2017, o Secretariado da missão tem em vista as seguintes iniciativas. 1. Acompanhar o discernimento nas UAs e Regiões, para descobrir o que significa “ir para uma nova terra”, em seu próprio contexto. Para esta iniciativa, definimos como estratégias importantes o acompanhamento das equipes regionais e aquelas das Unidades Administrativas; a revisão do documento Missão Educativa Marista; o desenvolvimento de critérios e ferramentas para a avaliação da fecundidade evangélica das obras maristas. 2. Criar e consolidar o Secretariado da Missão com o objetivo de apoiar os processos e projetos da missão nas UAs, nas Regiões e no mundo. 3. Favorecer em nossas instituições maior desenvolvimento do trabalho evangelizador e da Pastoral Juvenil Marista. 4. Incentivar Irmãos e pessoas leigas a marcarem presença e a trabalharem com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. 5. Organizar a II Assembleia Internacional da Missão Marista (AIMM) em continuidade com o espírito da I Assembleia e do Capítulo geral XXI. 6. Continuar a promover a reflexão e a partilha dos novos modelos de animação, gestão e governo do conjunto das obras educativas das UAs, e repensar, nesse contexto, a presença e o papel dos Irmãos. 7. Fomentar a realização da missão marista em rede, bem como a constituição de redes maristas de missão.

A MISSÃO MARISTA NO MUNDO NOVO DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O FUTURO

Os anos que viveremos até 2017 serão fundamentais para o discernimento da missão marista no mundo novo. Os apelos do Capítulo Geral

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• SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECR XXI nos impelem a buscar visão conceitual e visão estratégica da missão marista. A visão conceitual traduzirá o que Deus quer de nós, maristas de Champagnat, diante da celebração do bicentenário da fundação marista e dos apelos do último Capítulo Geral. A visão estratégica nos ajudará a dar passos significativos para a construção dessa nova realidade que Deus nos propõe. Responder aos apelos da missão marista no mundo novo exige fidelidade ao sonho de Marcelino e forte atenção aos apelos e necessidades das crianças e jovens de hoje. O Capítulo nos pede “uma presença fortemente significativa entre as

Para fazer esse movimento é necessário, como diz o Capítulo, “ver o mundo com os olhos das crianças e jovens pobres”. Isso significa ver o mundo a partir de baixo, do chão dos excluídos e esquecidos deste mundo, como Maria e Marcelino também o viram. Ver o mundo a partir de baixo exige deslocamentos. Uma presença sincera, verdadeira e solidária junto às crianças e jovens pobres favorece uma conversão pessoal e institucional do coração. A evangelização e o compromisso com a vida plena, conforme o Evangelho, devem estar em todos os nossos projetos de missão e em nossos corações e mentes.

crianças e jovens pobres”. Já avançamos bastante nessa direção. Mas precisamos colocar ainda mais nosso coração e ação junto às crianças e jovens na realidade periférica ou de fronteira. Somos desafiados a comprometer todas nossas estruturas e frentes de missão, independentemente do público que atendemos, com a transformação da realidade, a justiça social, a construção do projeto do Reino de Deus.

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Secretariado Irmãos hoje NOSSA IDENTIDADE

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espírito do XXI Capítulo geral, o horizonte do bicentenário marista e uma maior consciência de nossa internacionalidade, urgem-nos a uma vida consagrada nova, enraizada firmemente no Evangelho, e promotora de um modo novo de ser Irmão.

Ir. César Augusto Rojas Carvajal, (Norandina) Diretor do Secretariado Irmãos hoje

Dentro do programa de animação e governo que o Conselho geral deseja promover, o Secretariado Irmãos hoje se reconhece como o organismo que procura dinamizar e promover, a partir de várias frentes, tudo o que se relaciona com a vida e a consagração do Irmão marista, desde o começo do chamado vocacional e suas etapas de formação, os aspectos fundamentais da vida comunitária, da espiritualidade, de nosso patrimônio marista e dos elementos que configuram sua consagração de religioso irmão. A partir dos diversos processos que o Instituto promoveu ao longo dos últimos anos, o Secretariado Irmãos hoje nasce para dar continuidade aos esforços que o Secretariado das vocações (2003-2006), a Comissão da vida religiosa (2005-2009), e o movimento da espiritualidade marista, a partir do documento “Água da Rocha”, entre outros, semearam em seus respectivos momentos, constituindo, hoje, um excelente ponto de partida para a ação do Secretariado.

OBJETIVOS TRAÇADOS O Secretariado Irmãos hoje assume o quarto objetivo do Plano de animação e governo do Conselho geral como seu objetivo inspirador; e, a partir dele, intenta estabelecer seu plano de ação, sua dinamização e harmonia com os outros objetivos. Assim, como Secretariado, quermos “favorecer entre os Irmãos o reencontro e o encantamento com a própria vocação, para poder vivê-la e testemunhá-la com radicalidade, abertura e alegria, na Igreja e no mundo de hoje”.

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Para isso, o Secretariado se propôs quatro linhas de ação e suas respectivas estratégias, para operacionalizar os esforços de renovação de nossa vida consagrada, de modo a consolidar nossa identidade de religiosos irmãos. A - Criar e consolidar o Secretariado Irmãos hoje e cooperar com estruturas similares nas Províncias e regiões. 1. Organizando o Secretariado em sua estrutura interna e elaborando o plano de trabalho; 2. Conhecendo as estruturas provinciais e/ou regionais de animação da vida religiosa e espiritual dos Irmãos; 3. Constituindo uma equipe internacional com representatividade geográfica no Instituto e nas várias temáticas assumidas pelo Secretariado, de modo a facilitar a ligação com as regiões. 4. Promovendo o estudo e a reflexão sobre as temáticas próprias do Secretariado: rosto mariano da Igreja, nova vida consagrada,

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• SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECR pastoral vocacional, formação, espiritualidade, patrimônio. 5. Relação e possíveis projetos comuns com Congregações de religiosos Irmãos.

5. Acompanhando o itinerário da comissão internacional do patrimônio espiritual: planos, integração, nova equipe.

B - Acompanhar e promover as estruturas já existentes de animação e de formação, em nível provincial, regional e congregacional.

C - Gerar novos processos e/ou estruturas, em todos os níveis, que assegurem experiências e itinerários formativos, provoquem a conversão pessoal e institucional e desenvolvam uma espiritualidade ativa.

1. Fomentando uma rede com os responsáveis, nas Unidades administrativas, das várias áreas de trabalho abrangidas pelo Secretariado.

1. Elaboração de um documento de referência sobre a pastoral vocacional marista. Realização de encontros regionais para sua divulgação.

2. Estabelecendo contato com experiências provinciais ou interprovinciais sobre a formação inicial ou permanente, pastoral vocacional, espiritualidade, patrimônio, vida comunitária e outras.

2. Lançamento de um processo de reflexão sobre a identidade do Irmão hoje (reencanto) que poderia ser integrado com a Assembleia Internacional da Missão marista.

3. Favorecendo o acompanhamento às equipes de formação permanente do Instituto: Manziana, El Escorial e outros em nível regional. 4. Apoiando os programas de preparação à profissão perpétua.

3. Acompanhando e encorajando a elaboração de itinerários de crescimento na espiritualidade marista. 4. Realização de um itinerário formativo para animadores comunitários e futuros formadores. 5. Realização de um encontro internacional sobre a formação inicial que inclua um

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SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS processo de avaliação das linhas e programas formativos. 6. Apoiando as iniciativas e propostas que surgirem da comissão internacional do patrimônio espiritual: equipe de pesquisadores, encontros e um curso para novos pesquisadores. D - Promover um processo de revisão das Constituições e Estatutos com ampla participação dos Irmãos, como caminho de revitalização de nossa vocação. 1. Motivando a acolhida da nova edição, bem como seu uso e aprofundamento nos vários processos e programas formativos. 2. Acompanhando a comissão internacional a ser eleita para coordenar essa revisão, com ampla participação dos Irmãos. (cf. Decisão Cap. 1.2 pág. 46)

COMO ESTAMOS ORGANIZADOS? Consideramos o Secretariado Irmãos hoje um organismo que se enriquece ao encontrar em cada um dos Irmãos o protagonista principal, no hoje da vida marista que precisamos animar. Dizendo todos, quere-

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• SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECR mos significar que é preciso personificar, com nosso nome e sobrenome, a chamada a sermos partícipes de primeira ordem, na construção desse novo modo de ser Irmão. O Irmão idoso com sua longa caminhada e experiência de vida, o jovem formando e o Irmão jovem com sua criatividade e iniciativa, o Irmão de meia-idade com sua liderança e compromisso, os leigos e as leigas maristas com sua proximidade e constante apoio. Todos constituem uma referência para impulsionar as iniciativas acima elencadas. Com a ajuda dos Irmãos Eugéne Kabanguka, Ernesto Sánchez e Josep María Soteras, desenhamos o que será a estrutura inicial deste Secretariado que, com o andar dos diversos processos, irá encontrando o modo mais ágil e participativo de organização e funcionamento, de modo que, a partir dos vários papéis assumidos, possamos exercer nossa liderança, colocada a serviço do Instituto.

QUAL O SONHO PARA O TEU SECRETARIADO? Sem dúvida, nossos sonhos vão tornar-se realidade na medida em que todos assumirmos e tentarmos encarnar em nossas vidas e comunidades os princípios que o Capítulo geral ofereceu a todos os Irmãos, com o objetivo de consolidar nossa identidade e que se encontram expressos no primeiro horizonte de futuro: Uma vida consagrada nova que promova um novo modo de ser Irmão. Todos os esforços, atividades, programas, ilusões e tarefas deste Secretariado ver-se-ão recompensados, na medida em que as várias instâncias de animação e governo, em todos os níveis (local, provincial, regional e congregacional) assumirem os desafios que se apresentam à vida religiosa, partindo da riqueza e da diversidade geográfica e cultural de nosso Instituto. Convidamos cada Irmão e Leigo marista a assumir sua responsabilidade em fazer germinar e acom-

panhar a vida de novas e vibrantes vocações maristas, sentindo-nos herdeiros e protagonistas no hoje da história do carisma Champagnat. Que o caminhar para o bicentenário de nossa fundação, seja alento e motivo para vivermos a ilusão que caracterizou Marcelino e tantos Irmãos e Leigos maristas que plantaram a semente, em tantas partes do universo.

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Secretariado dos Leigos A

atual estrutura do Secretariado dos Leigos foi implementada a partir de 2002, mas, sem dúvida, é ao Ir. Charles Howard na Circular sobre o Movimento Champagnat (1991), que se devem as novas perspectivas sobre a visão dos leigos em nosso Instituto, que, ao longo dos anos, serão promovidas, com o apoio dos Superiores gerais que vieram depois, e por várias iniciativas de protagonismo laical e de comunhão com os Irmãos.

Nas suas intuições o Ir. Charles Howard lembranos que a concepção piramidal, pela qual uns dirigem e ensinam, e outros obedecem e aprendem, desaparece frente a uma eclesiologia de comunhão, toda ministerial e carismática. Na Igreja-comunhão os estados de vida aparecem tão interligados que se ordenam uns aos outros. Ele também afirma que o carisma marista não pertence exclusivamente ao Instituto, é dom de Deus para a comunidade eclesial. É um dom que vai além da vida dos Irmãos. E mais, o Ir. Charles Howard mostrou que o nosso carisma exprime a sua fertilidade e plenitude quando é vivido pelos diferentes membros da Igreja. Desse modo foi entrando na consciência dos Irmãos, que os leigos e as leigas maristas, mais que colaboradores na missão, são portadores de carisma.

Ir. Javier Espinosa, (América Central) Diretor do Secretariado dos leigos

UM POUCO DE HISTÓRIA O início da atual estrutura do Secretariado dos Leigos nasceu com o espírito do XX Capítulo geral, quando o mesmo Capítulo diz que devemos alargar o espaço da nossa tenda, descobrir a riqueza de Irmãos e leigos, partilhar, caminhar juntos, e convencer-nos de que o Espírito de vida nos conduz por esse caminho comum (cf. Escolhamos a Vida, 26-30). O Conselho geral nomeia então uma Comissão de Leigos, em 2002. Dessa Comissão faziam parte o Ir. Pedro Herreros como presidente, Ir. Emili Turú, Ir. Antonio Ramalho e o Ir. Paulo Celso Ferraresi, como secretário.

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Leigos no Capítulo geral de 1993

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Em 2005, sendo secretário da Comissão o Ir. Michael Flanigan, foi criado um Grupo consultivo de Leigos que se reúnem em Roma, em maio daquele ano, para avaliar o percurso empreendido pela Comissão dos Leigos. Em 2006, essa Comissão é supressa e é criado o SECRETARIADO DOS LEIGOS, integrado na Comissão da Missão, e é nomeado o Ir. Pau Fornells como seu diretor. No ano seguinte (2007) o Conselho geral aprova a criação de uma nova estrutura para os Leigos maristas, o Secretariado Ampliado dos Leigos com a nomeação de pessoas para colaborar com o diretor do Secretariado: Ana Sarrate (Ibérica - Espanha), Linda Corbeil (Canadá), Tony Clarke (Sydney - Austrália) e o Ir. Afonso Murad (Brasil Centro-Norte). Será em 2010, sendo diretor o Ir. Javier Espinosa, que se introduz a figura de codiretores, sendo nomeados para esta função: Ana Sarrate (Província Ibérica) e Tony Clarke (Província de Sydney). A ideia dessa nomeação é promover um maior protagonismo e maior corresponsabilidade dos leigos na animação do Instituto. Foi em 2011 que o Conselho geral ampliou para sete o número de membros do Secretariado, representando as grandes regiões do Instituto. Para a Europa Ana Sarrate, Patricia Cecilia Ríos Gómez substituindo Linda Corbeil para o Arco-Norte, Tony Clarke para a Oceania, o Ir. Sylvain Ramandimbiarisoa para a África, Agnes Reyes para a Ásia, Fabiano Incerti para o Brasil e Raul Amaya para o Cone Sul. Essa nova estrutura proporciona melhor relacionamento entre as regiões do Instituto, projeta o plano e as linhas de ação do Secretariado, tendo em conta todas as sensibilidades culturais, e aumenta as possibilidades de animação laical em todos os níveis. O Secretariado ampliado reúne-se uma vez por ano e os codiretores


• SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECR têm mais duas reuniões no mesmo período. O Plano para o triênio (2011-2013) orienta as tarefas de animação dos membros do Secretariado. Entre seus objetivos atuais: Promover a compreensão e o desenvolvimento da vocação do Leigo marista; Desenvolver processos que promovam o novo espírito de comunhão no carisma de Champagnat; Acompanhar novas formas de viver

o carisma marista; Apoiar e incentivar os grupos de leigos maristas no Instituto; Incentivar e promover estruturas de animação em nível provincial e regional para estimular o envolvimento dos leigos. O Plano atual apresenta uma forte ênfase nos processos de formação que se harmonizam com os itinerários de conversão pedida pelo XXI Capítulo geral.

Tem sido uma experiência significativa para mim fazer parte do Secretariado dos Leigos numa altura em que o Espírito parece determinado em continuar a incitar-nos a viver uma nova relação entre Irmãos e Leigos. É um novo momento na nossa história. É um novo momento como Maristas, Leigos e Irmãos, de encarar seriamente a compreensão dessa nova realidade, como ela se apresenta e como ela pode ser efetivamente vivida e ser geradora de vida. Como um leigo, isso desafiou o meu entendimento pessoal do que é viver a minha própria vocação cristã. Eu sei que isso também levantou questões aos Irmãos sobre a sua própria vocação de Irmãos. Como um novo relacionamento, essa realidade terá um impacto significativo nas nossas vidas, na compreensão de quem somos, na nossa espiritualidade, no sentido do que afirmamos ou negamos e na forma como vivemos as nossas relações.Através do trabalho do Secretariado dos Leigos, foi um privilégio viajar com muitos Leigos e Irmãos, apoiá-los e encorajá-los a explorar e assumir o desafio dessa nova forma de relacionar-se. Importantes questões continuam a exigir um discernimento mais profundo. O que é um leigo Marista? Que processos de formação permitirão desenvolver uma forma mais profunda de viver a vida Marista (para Irmãos e Leigos, em conjunto)? Quais são as novas estruturas ou formas de viver o carisma como leigos Maristas? Embora o caminho à nossa frente ainda esteja somente a delinear-se, sabemos que é Deus quem nos conduziu até aqui, é Deus quem está conosco nessa nova etapa e é Deus quem estará conosco, ao tentarmos juntos descobrir o rumo. Para cada um de nós, nesta altura, há uma chamada interior para escutar os urgentes apelos do Espírito, uma chamada “para juntos promovermos uma maior vitalidade do carisma Marista e a sua missão no mundo” (XXI Capítulo geral). É um convite para crescermos como Leigos Maristas. É um convite para crescermos como Irmãos. Precisamos uns dos outros. A vitalidade futura do carisma e a sua eficácia em acender o fogo do Evangelho nos corações dos jovens dependem disso. Tony Clarke

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EXPRESSÕES DE VIDA Encontramos vários acontecimentos ao longo da nossa história, que têm vindo a manifestar uma crescente consciência da vocação laical na vida do Instituto. Em 1985, reconhece-se oficialmente o Movimento da Família Marista, formado por pessoas que querem viver a sua vida cristã de acordo com o carisma marista. Atualmente, existem mais de 250 fraternidades e uns 3300 membros. Houve três reuniões do Movimento em nível continental: no continente Americano (2005) e no Europeu (2006, 2010). No Capítulo geral de 1993 começa a participação dos leigos nesse tipo de assembléias. Essa presença laical estender-se-á a assembléias e capítulos provinciais. É interessante notar que dois dos cinco apelos do Capítulo de 2001 são para Irmãos e leigos. Lentamente, os leigos estão presentes nas equipes de coordenação, e criam-se especificamente comissões de animação laical em muitas Unidades administrativas à frente das quais está um leigo/a. Também destacamos a participação significati-

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• SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECR va dos leigos nos documentos Missão educativa Marista (1998) e Em torno da mesma mesa (2009). A Assembléia Internacional da Missão Marista, realizada em Mendes (2007) reunirá, em igualdade de condições, 50 leigos e 44 Irmãos. Com o mesmo critério de igualdade numérica e de vida partilhada realizar-se-ão Encontros de formação internacional, tal como a formação conjunta de Quito (2008) e St Paul-TroisChâteaux (2009). Dentro dessa mesma trajetória, o Plano do Secretariado prevê cinco encontros regionais das equipes de animação de cada Província (2011), um encontro internacional sobre a vocação laical Marista (2012) e um processo de atualização do Movimento Champagnat (2013).

IDENTIDADE DO SECRETARIADO

leigo marista traz originalidade à maneira de entender o fundador e de viver a sua espiritualidade. O patrimônio comum que Irmãos e leigos partilhamos complementa e enriquece as nossas vocações específicas. Não só há espaço na mesa para uns e outros, mas precisamos viver uns ao lado dos outros. Temos a certeza de que as nossas vocações específicas, sem confusão, se iluminam reciprocamente, e nós somos uns para os outros uma permanente fonte de riqueza. O Secretariado assume essa nova era para o carisma marista como um desafio no sentido de favorecer o surgimento da aurora de uma nova vida marista e fortalecer a já existente, tornando-a mais criativa, leal e dinâmica. Desafio de Irmãos e Leigos para tecer uma nova experiência do carisma. A reflexão do Secretariado tem andado em sintonia com o novo relacionamento entre Irmãos

A identidade do Secretariado dos Leigos se delineia, ao longo dos anos, pelo mesmo processo vivido pela Igreja e pelo Instituto. O documento que melhor recolhe a síntese de todo esse percurso em nosso Instituto é, sem dúvida, Em torno da mesma mesa. Nesse documento é patente um claro reconhecimento da vocação do leigo marista. O Leigo marista descobre o chamamento de Deus para viver o carisma de Marcelino em sua condição de leigo, como uma forma peculiar de desenvolver a identidade cristã comum a todos os fiéis. É um chamamento pessoal a uma forma específica de ser discípulos de Jesus. Por outras palavras, o carisma de São Marcelino Champagnat expressa-se em novas formas de vida marista, e uma delas é o laicato marista. Do acima exposto, leigos e leigas são considerados herdeiros por direito próprio, na sua forma de vida laical, do carisma e, portanto, responsáveis por seu crescimento e adaptação. Assim o entendeu o Ir. Charles Howard: “Os Leigos revelar-nos-ão novas facetas desse carisma, na medida em que eles o vivam mais plenamente. O fato de com eles fazermos uma partilha espiritual, nos permitirá descobrir novas profundidades da nossa vocação de Irmãos”. A vocação do

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OS MEUS SENTIMENTOS ANTE A COGESTÃO Quando li o documento do XXI Capítulo geral, tive a certeza de que o Espírito tinha estado muito presente entre os participantes, apesar das dificuldades que possam ter tido na hora de plasmá-lo num texto ... porque é difícil definir a vida por palavras. E quando, de novo, leio este parágrafo: “contemplamos o nosso futuro Marista como uma comunhão de pessoas no carisma de Champagnat, onde as nossas vocações específicas enriquecer-se-ão mutuamente” ... faz-me pensar se sou, se somos capazes de captar onde chegaríamos se realmente tomássemos a sério essas palavras. O Espírito nos impele a caminhar, como sempre fez na história… E, na nossa história marista também. Eis aqui a imagem de Maria na Visitação. Nestes anos de trabalho no Secretariado, dei-me conta de que a vida se vai gerando entre aqueles que são capazes de “se moverem“ de um trabalho mais seguro para outro não conhecido; de uma escola com um determinado tipo de estudantes para outro diferente; de uma comunidade fechada para outra que acolhe os recém-chegados; de um país com a sua cultura para outro, com uma cultura muito diferente... Há um movimento incontido na Igreja e está a tornar-se cada vez mais claro: uma Igreja na qual os leigos/as estão conscientes do nosso chamamento para tornar realidade a Boa-nova de Jesus. E os Maristas damo-nos conta de tudo isso como uma novidade que dá vida: Irmãos e leigos juntos atingimos mais crianças e jovens do que antes... porque somos mais. E o Secretariado quer incentivar essa nova maneira de, Irmãos e leigos, caminharem em comunhão. Eu também fui convidada para me mudar de um lugar para outro (os que me conhecem sabem o que me custa viajar...) mas, especialmente, a “percorrer o caminho interior” de viver a minha vocação marista num ambiente familiar com a minha fraternidade, a minha escola, a minha cidade..., para descobrir uma família marista muito mais vasta, um trabalho diferente e uma riqueza de carisma encarnado em tantas culturas diversas... Sinto esta situação como um privilégio e uma responsabilidade. Além disso, poder andar com outros companheiros de grande qualidade humana, partilhar vida e fé, dificuldades e esperanças, é o maior presente que podemos ter na vida. E no Secretariado de Leigos, temos cuidado com muito carinho este sentido de comunidade, desde o início. Os pequenos “sins” a Deus vão-nos levando, sem saber aonde, por caminhos de maior plenitude, apesar das dificuldades de cada dia... Essa foi a confiança de Maria. Que saibamos como ela, caminhar até a nova terra que desconhecemos, mas que intuímos. Ana Sarrate

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• SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECR e leigos, homens e mulheres. A nova relação vai supor para os Irmãos deixar de ser os protagonistas da missão e evangelização, para que os leigos possam ser os protagonistas e os Irmãos, seus colaboradores. Trata-se de ser parceiros, atuando juntos, aprendendo uns com os outros. Isto vai implicar que a imagem do Irmão venha a ser mais radical, profética e comunitária, como a que viveu Champagnat, em La Valla, começando a sua experiência com aqueles leigos associados. No atual horizonte do Secretariado está a percepção de que o futuro Marista é um futuro de comunhão de pessoas no carisma de Champagnat. Essa experiência de partilha do carisma leva-nos a repensar o modelo institucional que até agora encarnou o carisma marista na Igreja. A realidade parece indicar que não só necessitamos alargar a tenda do Instituto, mas construir, em conjunto, uma tenda nova, onde todos, leigos e Irmãos, encontremos o nosso lugar, como afirma EMM 145. No Secretariado percebe-se que essa comunhão implica conversão e mudança de mentalidade, tanto nos leigos como nos Irmãos. Para nos pormos a caminho, precisamos viver uma espiritualidade de mudança que nasce apenas e só do Espírito de Deus. O seguimento de Jesus, que

Irmãos e leigos/as partilhamos, faz-nos pioneiros e exploradores. Ser pioneiro é o verbo de fidelidade. Assim se expressa um autor: “A fidelidade não consiste em estar sempre no mesmo lugar, mas em se mover sistematicamente em direção do que proporcione maior plenitude e convicção de alma, clareza de mente e integridade de coração.” Cremos que assim soa a novidade proposta no último Capítulo. Estamos cientes, assim como estavam os Capitulares, da urgência que a vida marista mergulhe numa dinâmica de Êxodo. Deve levar Irmãos e leigos a deixarem as respostas do passado, que já não satisfazem, e meter-nos pelos caminhos da terra prometida, atravessando o deserto. Para leigos e Irmãos, supõe, por vezes, uma perda, um “desprender-nos”, no seguimento do apelo fundamental do Capítulo. A perda coloca-nos no início de algo novo, mas que só se pode viver numa espiritualidade de desinstalação. Esse caminho espiritual é um desafio para o nosso tempo tanto para os leigos como para os Irmãos, e também para nós do Secretariado. Experimentamos que isso significa mudança de mentalidade, muito discernimento, alta disponibilidade, renúncia a seguranças, assunção de riscos e uma profunda confiança em Deus, a exemplo de Maria.

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• SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECR

Secretariado da

Colaboração Missionária Internacional Ir. Chris Wills, (Sidney)

Q

uando me pediram para assumir a direção do Secretariado da Colaboração Missionária Internacional, eu vivia na Austrália, trabalhando com comunidades da Oceania e da Ásia como diretor da fundação “Solidariedade Marista na Ásia e no Pacífico” (MAPS).

Diretor do Secretariado de Colaboração Missionária Internacional

MAPS (www.maristsolidarity.net.au) é a agência de solidariedade das Províncias australianas. A sua missão é criar rede com os estudantes das escolas da Austrália, professores, famílias e membros da grande comunidade marista e outros jovens maristas em nossa região da Oceania; facilitar experiências de inserção para estudantes e proporcionar possibilidades de voluntariado; organizar e coordenar projetos internacionais de desenvolvimento; assessorar comunidades distantes com estratégias e promover a defesa dos direitos da criança. Estive à frente desse trabalho por 10 anos e comecei quando era diretor, durante 6 anos, da Marist Farmhouse, uma comunidade internacional de jovens adultos e Irmãos. Nossa missão era oferecer hospitalidade marista para outros jovens adultos e também para grupos de professores e Irmãos das nossas escolas, para organizações sociais e comunidades. Durante esse período, muitos jovens expressaram o desejo de juntar-se ao nosso apostolado de periferia, participando da missão marista em prol das crianças em perigo. Eu tinha consciência da necessidade de os Maristas se envolverem na missão de Marcelino. Durante o período em que fui professor, passei 6 anos em Papua-Nova Guiné e 4 anos trabalhando com crianças que têm necessidades especiais, o que é conhecido, hoje, como Assistência Marista aos jovens (Marist Youth Care). Espero poder colocar à disposição desse trabalho a minha experiência de professor, de administrador e de Irmão Marista que teve alguma experiência no campo do desenvolvimento internacional e da organização de Irmãos e voluntários maristas leigos. Dezembro 2011

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SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS SECRETARIADO DA COLABORAÇÃO MISSIONÁRIA INTERNACIONAL 1. Este é um novo secretariado que procura responder ao apelo do XXI Capítulo geral. Este chamado tinha sido feito também em outras ocasiões, como na Revista do BIS (2004), em Mendes – Assembleia do Laicato marista; na Conferência geral no Sri Lanka e em sua decisão de implantar a Missão ad gentes na Ásia, e ainda em Capítulos gerais anteriores. 2. O Ir. Emili, na sua Carta aos Provinciais e Superiores de Distrito, de março de 2011, relembrou algumas propostas de ação do XXI Capítulo Geral: • Formar comunidades internacionais e interprovinciais, abertas aos Irmãos e leigos/as maristas, para atender a novos campos de missão de fronteira. • Fortalecer o desenvolvimento futuro da Missão ad gentes na Ásia, e estendê-la a outras regiões em que são percebidas necessidades. • Estabelecer, em apoio à nossa Missão, um serviço de voluntariado marista, com membros que se dispõem a atuar em nossos campos de apostolado que o necessitem, ou estejam dispostos à mobilização em casos de emergência. 3. Este Secretariado se acrescenta a outros quatro Secretariados do Conselho geral: Missão, Leigos, Irmãos Hoje e Solidariedade (FMSI). A palavra de ação no nome do Secretariado é colaboração – com outros Secretariados, Províncias, Distritos, irmãos e leigos maristas pelo mundo. 4. Essa é uma nova aventura, atualmente, em período de gestação. O seu nascimento está previsto durante a Sessão plenária do Conselho geral, em janeiro de 2012.

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COORDENAÇÃO DO PROJETO ‘AD GENTES’ O meu trabalho como Coordenador do projeto AD GENTES consiste em pôr em prática as diretrizes relacionadas com a missão AD GENTES e com a Cooperação Missionária Internacional do plano Ir.Teófilo Minga, orientador do Conselho Geral. (Compostela) O capítulo Geral XXI afirmou que o Instituto quer Coordenador do Projeto ad gentes desenvolver uma mentalidade internacional e intercultural. O projeto AD GENTES é o meio apropriado para dar vida a esta proposta aberta a comunidades internacionais e interculturais. Parte do meu trabalho é precisamente desenvolver e multiplicar em todo o Instituto a informação relativa a tudo o que diz respeito à cooperação missionária internacional, identificar as pessoas que as Províncias me referem como interessadas no trabalho missionário e acompanhá-las no discernimento da sua vocação missionária. No desenvolvimento e promoção desta solidariedade ad intra é também minha responsabilidade animar os provinciais e detectar nas Províncias vocações para responder às necessidades missionárias da Congregação: Irmãos, Leigos missionários e Leigos colaboradores nos mais diferentes projectos. Um dos desejos do Capítulo Geral XXI é que se estabeleça um Serviço Marista de Voluntários cujos membros estariam dispostos a colaborar no nosso serviço missionário. O trabalho do Coordenador AD GENTES é feito também em estreita colaboração com os outros Secretariados. Continua a ser ainda parte do meu trabalho a formação dos Irmãos e Leigos que se oferecem para um trabalho missionário facilitando toda a informação que diz respeito a cursos que devem seguir ou que é aconselhável seguir. Em relação aos que já se encontram em missão AD GENTES é também minha preocupação conhecer as suas necessidades para poder responder-lhes eficazmente tão depressa quanto é possível. É o que procuro fazer, com muita alegria e dedicação. É a minha maneira de ser missionário AD GENTES. Ir. Teófilo Minga

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Fondazione Marista per la Solidarietà Internazionale

Ir. Michael De Waas, (South Asia) Presidente da FMSI

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ONG, Oganização Não Governamental, Fundação Marista pela Solidariedade Internacional (FMSI) foi criada em outubro de 2007 e atualmente funciona como uma entidade jurídica reconhecida perante o governo italiano. A fundação substituiu o precedente Secretariado Internacional de Solidariedade (BIS), criado em 1995.

O irmão Benito Arbués, então Superior geral, e seu Conselho, criaram este escritório em resposta às recomendações do XIX Capítulo Geral do Instituto dos Irmãos Maristas. Sua finalidade é assessorar o Conselho-geral na animação e no governo do Instituto em questões de justiça, paz desenvolvimento e solidariedade, de modo especial quando tais questões causam impacto nas vidas de crianças e jovens em todas as partes do mundo onde Irmãos, leigas e leigos maristas atuam. Inicialmente, a FMSI apoiou o Instituto a: – Proporcionar recursos, informações e ferramentas para a educação e animação da justiça. – Auxiliar as Unidades Administrativas dos países em desenvolvimento a propor, relatar, apresentar, coordenar e avaliar projetos de captação de recursos financeiros. – Em defesa das causas justas. – Contatar ONGs Maristas e Comitês de Solidariedade das Províncias e Distritos do Instituto. O primeiro diretor da organização foi o Ir. Allen Sherry (Austrália) (1995-2002). O Ir. Dominick Pujia (Estados Unidos), seu sucessor, viu a entidade atingir a condição de “Fundação Marista pela Solidariedade Internacional” (FMSI) em 2007 na Itália, tornando-se seu primeiro presi-

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Sala de reuniões comitê dos Direitos Humanos

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dente até 2009. Durante seu mandato, instalou escritório de representação em Genebra para atuar em defesa dos Direitos da Criança no âmbito das Nações Unidas (ONU). O Ir. César Henríquez (El Salvador) coordenou o escritório de 2006 a 2008, sendo substituído pelo Ir. Jim Jolley (Austrália) em 2009. O Ir. Richard Carey foi o segundo Presidente da FMSI, em 2009 e 2010, renunciando por questões de saúde. Na condição de Vice-Presidente, assumiu o posto o Ir. Jude Pieterse, permanecendo até o início de 2011. Somos profundamente gratos a todos esses irmãos por sua decisiva contribuição em conduzir a FMSI até sua posição atual. Destacamos sua competência, dedicação incansável e generosidade no desenvolvimento dessa Fundação, hoje formalmente credenciada pelo Governo Italiano. Em 2011, sob a liderança e coordenação da Administração Geral em Roma, a FMSI foi reestruturada em resposta aos Apelos Fundamentais do 21º Capítulo Geral de 2009. Nessa ocasião, sob a inspiração de São Marcelino e seus primeiros irmãos, o Capítulo Geral convocou – Irmãos e Leigos — a assumirem o crucial compromisso de apoiar e ser presença junto às crianças e jovens. Para tanto, a Fundação passou a ter como Presidente um membro do Conselho-geral para coordenar os trabalhos das representações em Roma e Genebra. Os dois escritórios de representação têm seus próprios diretores com atribuições bem definidas. O Ir. Mario Meuti (Itália) é o diretor da FMSI em Roma, sendo responsável pela administração, captação de recursos, rede digital, promoção de parcerias e criação de programas de desenvolvimento provincial e regional. É assessorado por Sara Pan-


• SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECR ciroli (Itália), secretária geral da Fundação, que coordena certas áreas estratégicas, e Angela Petenzi (Itália), coordenadora do setor de projetos e captação de recursos. Além das atribuições diretamente associadas à FMSI, o escritório de Roma assumiu os projetos anteriormente administrados pelo BIS. Os focos da Fundação Marista pela Solidariedade Internacional são as crianças e os jovens desamparados, que visa. Ela visa ao desenvolvimento da solidariedade pela educação e de programas e projetos de assistência social, à promoção dos direitos da criança e ao apoio técnico e financeiro a projetos com idênticos objetivos. Por outro lado, os projetos de solidariedade marista também oferecem apoio técnico e financeiro a iniciativas na área da pastoral e outros de natureza mais geral, como assistência para a organização de cursos, apoio às casas de formação e projetos de construção. O diretor da FMSI em Roma, com o auxílio da coordenação de projetos, empenha-se para que as Unidades Administrativas do Instituto, especialmente dos países em desenvolvimento, recebam assistência na preparação, apresentação, coordenação e avaliação de projetos com necessidade de recursos de fontes internas e externas. O Ir. Jim Jolley (Austrália) dirige atualmente o escritório da FMSI em Genebra e responde pelos programas de formação e de defesa dos direitos da criança. Os Irmãos Manel Mendoza (Espanha) e Vicente Falquetto (Brasil) o auxiliam como Delegados dos Direitos da Criança e atuam integrados à organização “Franciscanos Internacionais” (FI). Em razão da complexidade dos procedimentos diplomáticos em Genebra e dos termos do acordo que regulam as parcerias entre a FMSI e a FI, o Diretor da FMSI e sua equipe adotam a mesma estrutura funcional e seguem os mesmos procedimentos da equipe da FI. Em julho de 2011, a “Fundação Marista pela Solidariedade Internacional” (FMSI) recebeu a acreditação de status consultivo especial no Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ECOSOC). Isso significa que a ONU passou a reconhecer oficialmente a FMSI como uma das 3400 pequenas organizações qualificadas pa-

ra participar em diversos campos de atividades do âmbito da ECOSOC. Como entidade jurídica reconhecida pela Itália, estado-membro da ONU, a FMSI está credenciada a participar nas deliberações formais da ONU, estabelecer parcerias e projetos com outras ONGs e Fundações com a mesma orientação, participar de grupos dedicados à defesa dos direitos das crianças, oferecendo-lhes a experiência e a competência maristas no trabalho junto às crianças e na defesa de seus direitos em âmbito internacional. A FMSI , por exemplo, hoje pode manifestar seu ponto de vista institucional nas conferências do Conselho de Direitos Humanos da ONU. A nova condição de membro do ECOSOC representa bênção especial e avanço importante para a Fundação Marista pela Solidariedade Internacional, no sentido de contribuir para a realização da missão Marista, fazendo diferença para as vidas de crianças e jovens, principalmente os pobres e desemparados que mais precisam de nossa atenção e defesa. É grande privilégio ser o terceiro Presidente da FMSI e assumir a coordenação do trabalho de suas representações em Roma e Genebra por indicação do Governo geral.

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Ir. Mario Meuti, (Mediterránea) Diretor da FMSI Roma

O ESCRITÓRIO DE ROMA DE FMSI O XXI Capítulo geral reiterou a importância da Fundação Marista para a Solidariedade Internacional (FMSI) propondo-a como ferramenta fundamental para a missão marista hoje: “Sentimo-nos levados a desafiar as políticas sociais, econômicas, culturais e religiosas que oprimem as crianças e os jovens. Agora é o momento para todos nos unirmos aos esforços da Fundação Marista para a solidariedade Internacional (FMSI).” Nossas linhas de ação direta vêm

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indicadas no ponto 3 (p. 40) do Documento do XXI Capítulo geral: A Missão marista num mundo novo, onde todos são convidados a mudar os corações e as atitudes, para ver o mundo com os olhos das crianças e jovens pobres e, a partir dessa perspectiva, promover seus direitos em todas as áreas em que atuamos, inclusive com a ação política e a denúncia... Para fazer isso é preciso estar preparados e organizados de maneira profissional. A FMSI é chamada a contribuir nos programas de formação dos Irmãos e Leigos, acompanhandoos nas experiências que favoreçam a sensibilização ante as necessidades das crianças e dos jovens pobres. Sem esquecer outro sonho do Capítulo: Organizar um serviço de voluntariado em apoio da missão marista, cujos membros se ofereçam para atuar em nossos

campos de apostolado, que o necessitem, e estejam dispostos a mobilizar-se em situações de emergência. O escritório da FMSI, em Roma, atua concretamente nas seguintes áreas: 1. EDUCAÇÃO PARA A JUSTIÇA E A SOLIDARIEDADE Recolhe informação relacionada com as iniciativas e os assuntos da justiça, da paz e da solidariedade que têm relevância para o Instituto, especialmente no que se refere à promoção do bemestar das crianças e dos jovens mais marginalizados. Nosso objetivo é formar pessoas sensíveis ante essas questões, através de campanhas e ações concretas, boletins informativos, materiais de reflexão, grupos de trabalho.


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Sara Panciroli é atualmente a Secretária geral da Fondazione Marista per la Solidarietà Internazionale (FMSI) e cumpre seu segundo período frente a esse serviço. Ocupa-se fundamentalmente da administração da Fundação, assessora o Presidente na preparação do Conselho de administração e mantém contato com os assessores para assuntos legais e administrativos que se apresentam. Sara é também membro da equipe de pessoas que trabalham no escritório da Fundação em Roma. É coordenadora dos microprojetos - um programa para financiar pequenas iniciativas em favor de crianças e jovens desfavorecidos - na área dos direitos humanos, da educação e desenvolvimento social, principalmente nos países em desenvolvimento em que se encontram os Irmãos Maristas. Ela recebe os pedidos de financiamento de projetos e faz uma primeira seleção para apresentá-los ao comitê de avaliação. Uma vez aprovado o projeto, o trabalho da secretaria está na manutenção do contato com o gerente de cada projeto, para comprovar sua realização e a apresentação dos relatórios, no término das operações. Finalmente, Sara coordena as atividades de comunicação, realizadas, atualmente, através da web www.fmsi.onlus.org Essa atividade de coordenação consiste na escolha, preparação e adequação dos textos, na tradução ao italiano (o site é publicado em inglês, espanhol e italiano) e no desenvolvimento do site, mediante o apoio técnico do programador. Em termos gerais, prevê a implantação de novas ferramentas de comunicação (está previsto um boletim periódico de notícias) e apoia a realização de publicações informativas.

2. ASSESSORIA E COORDENAÇÃO DE PROJETOS Dá assessoria às Unidades administrativas, especialmente, nos países em desenvolvimento, para a difusão, a correta apresentação e posterior avaliação dos projetos, antes de enviar o financiamento do Instituto ou de outros organismos. O escritório pede um relatório detalhado da concretização de cada projeto e se assegura de que as ajudas enviadas chegam a seu destino e são atualizados adequadamente. 3. ARRECADAÇÃO DE FUNDOS Procura aumentar os recursos para permitir à Fundação de conseguir a autossuficiência econômica e de responder aos numerosos pedidos que recebe, em favor das crianças e dos jovens necessitados. Manter contatos com escolas e instituições de beneficência, dar a conhecer os próprios objetivos a entidades públicas e privadas, na Itália e no estrangeiro, através de boletins, relatórios anuais e o serviço da web: http://www.fmsi-onlus.org/ 4. DESENVOLVER UMA REDE DE COLABORAÇÃO Seja dentro do Instituto, seja com diferentes equipes de solidariedade ou de organizações não-

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SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS • SECRETARIADOS governamentais reconhecidas, ou então com organizações de outros Institutos que, como o nosso, trabalham em favor das crianças e dos jovens. Agora que já temos o reconhecimento oficial da ONU, constituir essa rede é, talvez, nosso principal objetivo. Este é também o desejo do Capítulo geral e do Irmão Emili, em particular: Procuramos unir nossos esforços com outras instituições que têm uma finalidade similar à nossa (promoção dos direitos da criança, o tráfico de mulheres, a proteção do ambiente, etc.). Este é um campo no qual podemos crescer muito mais e onde as possibilidades de colaboração são enormes. Oxalá, tenhamos a audácia de dar passos coordenados e de apoiar-nos uns aos outros. Demonstraríamos com os fatos que uma globalização alternativa é possível.

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Na atualidade, a tarefa de coordenadora de projetos é desempenhada por Ângela Petenzi. A coordenadora de projetos faz parte do pessoal que trabalha na Fundação Marista para a Solidariedade Internacional (FMSI), em Roma, e é responsável por ajudar a comunidade marista, no âmbito mundial, a desenvolver projetos de solidariedade e a encontrar doadores para financiá-los. Ela colabora com o diretor do escritório de Roma, mantendo contato com as pessoas ou entidades que financiam os projetos, além de buscar novos parceiros. A assistência prestada aos projetos vai desde a identificação de possíveis entidades que posssam financiá-los até o acompanhamento da comunidade marista onde se realiza o projeto em cada uma de suas fases de operação: a preparação, apresentação, execução e envio de relatórios. A pessoa encarregada da coordenação dos projetos, além de participar da avaliação técnica dos microprojetos solicitados, também se ocupa da obtenção de recursos para as atividades de solidariedade promovidas pela Fundação, particularmente a formação e/ou a promoção da defesa dos direitos da criança e os programas especiais do Conselho geral do Instituto. Além dos projetos de caráter social para a promoção social e econômica das crianças e jovens mais pobres e desfavorecidos dos estratos mais frágeis da população, a coordenadora de projetos assiste a comunidade marista em sua busca de recursos para os programas de pastoral, para os centros de formação de Irmãos, para os cursos de formação na espiritualidade marista, com o apoio do fundo de solidariedade do Conselho geral.


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Ir. Jim Jolley, (Melbourne) Diretor da FMSI Genebra

ESCRITÓRIO DE GENEBRA DE FMSI Ir depressa com Maria para a nova terra! O que é esta “nova terra”? Certamente os direitos da criança fazem parte de sua paisagem! UMA VISÃO DA FMSI EM GENEBRA Aqui em Genebra, nós somos três a trabalhar para a defesa dos direitos da criança, em âmbito internacional. Nosso trabalho é guiado pelo estatuto da missão da FMSI, assim como pelo apelo do 21° Capítulo geral para a promoção dos direitos das crianças, particularmente, as marginalizadas e mais vulneráveis. Somos guiados pela Convenção sobre os direitos da criança (CRC), um tratado internacional assinado por quase todos os países do mundo. TRABALHO DA FMSI JUNTO ÀS NAÇÕES UNIDAS Nossa principal interação com a ONU está ligada ao Conselho dos direitos humanos (HRC). Este conselho se reúne três vezes ao ano e é o responsável pelo fortalecimento da proteção dos direitos humanos, em todo o mundo. Particularmente, valem-nos do novo recurso sob os cuidados do Conselho, chamado Universal Periodic Review (UPR),

que monitora o respeito dos direitos humanos em todos os 193 Estados membros da ONU, a cada quatro anos. A FMSI esteve muito atenta, apresentando propostas sobre os direitos da criança, através do mecanismo de avaliação, a UPR. Nós apresentamos relatórios sobre 12 países, através da UPR, como Austrália, Camboja, Quênia, Kiribati, Maláui, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tanzânia, Timor Leste, Vanuatu e Zimbábue. A maioria de nossas sugestões focaliza assuntos relacionados à educação das crianças e muitas de nossas recomendações foram aceitas por esses governos. Esperamos, em poucos anos, envolver mais Províncias, quando a UPR iniciar sua segunda fase, em 2012. No último mês de janeiro, também fizemos recomendações à

Nova Zelândia sobre a “educação alternativa”, quando esse país foi examinado pela Comissão sobre os direitos da criança. TRABALHO DA FMSI NAS PROVÍNCIAS Outro enfoque de nosso trabalho em Genebra é a promoção de Programas de conscientização, com a duração de um dia, destinado a grupos maristas, e cursos de treinamento, com duração de uma a duas semanas, para aqueles que desejam ter um conhecimento mais detalhado da Convenção sobre os direitos da criança, e de como promover esses direitos, através de várias atividades em seus respectivos países. Promovemos cursos de conscientização no El Escorial (Madrid), em Manziana, em

Membros da FMSI em Genebra

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Tenho a certeza de que a palavra “advocacy” tem um significado muito específico para pessoas de língua inglesa. Em contrapartida, esta palavra é difícil de traduzir para outras línguas. Querendo traduzir para português, acho que precisamos mais de uma palavra para explicar o seu significado. Em português seria “promover“ e “defender” e as duas palavras dão-nos o significado pleno do que é especificado quando usamos esta palavra em Inglês. Bem, esta é a atividade que estou a desenvolver, em Genebra, no gabinete da Organização Internacional Marista de Solidariedade Foundation (FMSI). Tentamos promover uma nova cultura ou um novo paradigma para todas as pessoas que trabalhamos ou que têm outro tipo de colaboração no Instituto Marista. Tentamos que outras tomem consciência para que nos fixemos noutro aspecto do nosso trabalho. Procuramos formar ou capacitar outras pessoas para serem capazes de orientar as suas ações para essa nova forma de ver o envolvimento do Instituto com as crianças de hoje. Uma vez interiorizados estes novos modelos de ação, é-nos fácil aceder ao segundo passo que é a defesa dos novos paradigmas com que o último Capítulo Geral nos comprometeu. Tudo isso implica, para mim, mais um passo na forma de interpretar a vocação marista, porque creio que não só temos de nos dedicar ao ensino como temos feito até agora, mas que essa nova maneira de ver a realidade devenos levar a compreender que devemos, não só educar a criança, mas também cuidar de seu bem-estar, e isso envolvenos na defesa e na promoção dos seus direitos nos diferentes países e culturas onde trabalharmos. Ir. Manel Mendoza

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Barcelona, no MAPAC de Manila e no MIC de Nairóbi. Um curso de treinamento de uma semana foi realizado em Brisbane no ano passado, e um de duas semanas foi oferecido aos Irmãos no MAPAC, em outubro.

Um fator importante para o nosso desenvolvimento é o contato com as pessoas designadas pelas Províncias para servirem de elo de união com a FMSI. Temos 14 Províncias que nomearam pessoas para esta ligação. Nosso plano é de organizar, na primeira metade de 2012, um encontro-treinamento para as pessoas de ligação nas Províncias. Acolhemos com satisfação os convites das Províncias para organizar programas de conscientização e treinamentos em seus próprios países, ajudando a promover, ali, os direitos da criança. No futuro pretendemos ajudar o Instituto marista a desenvolver sua especialidade na proteção das crianças e a torná-lo mais conhecido no mundo como defensor dos direitos da criança. É uma aventura estimulante essa “nova terra”, e convidamos você para se juntar a nós, em nossa caminhada.


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“É fazendo os outros felizes que encontro a minha própria felicidade.” Esse pensamento do Padre Champagnat tem acompanhado a minha trajetória marista. Desde cedo, percebi que poderia contribuir com essa difícil missão. Agora, encontro-me trabalhando na Fundação Marista para Solidariedade Internacional - FMSI. Há muito tempo, eu sonhava com um espaço como este na Instituição Marista. A FMSI existe, de fato, no Instituto Marista, mas este ainda não a descobriu em sua totalidade. Qual é a missão da FMSI? Ela parece ser um pouco confusa, assim como é desafiadora a nossa missão. Digo isso, porque o que realizamos em Genebra, ainda não está claro para nossas Províncias e Distritos. Somos convocados em favor da criança mais necessitada e isso muda, em boa parte, a perspectiva de nossa ação, sem abandonar a ampla missão que herdamos de nossas origens. Há milhões de crianças que precisam ser defendidas, antes de se tornarem sujeito ou alvo de um processo de crescimento humano. Fisicamente, eu cheguei a Genebra no mês de janeiro de 2011. Minha atividade como agente de defesa dos direitos da criança vem acontecendo, há mais de 15 anos. Trabalhar com a perspectiva dos direitos, significa mudar de paradigma. O grande passo que nossa Instituição está dando é o de explicitar a promoção e a proteção dos direitos da criança. Não esquecemos, por isso, que a educação integral, incluindo as várias dimensões da vida humana, foi e continua sendo forma eficaz de promover e de proteger os direitos da criança. Portanto, aqui está o nosso desafio e a nossa missão. Só estaremos de fato em Genebra, Fundação Marista para Solidariedade Internacional – FMSI, quando estivermos em todas as Províncias e Distritos Maristas do Instituto. Este é, atualmente, o nosso principal trabalho na Fundação. Sensibilizar e capacitar outras pessoas para que sejam capazes de orientar suas ações para esta nova maneira de envolvimento do Instituto, em suas Províncias e Distritos, segundo as diretrizes da Convenção Internacional dos Direitos da Criança. Ir. Vicente Sossai Falqueto

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SERVIÇOS DA

ADMINISTRAÇÃO GERAL

ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO


GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

POSTULADOR GERAL ADMINISTRAÇÃO GERAL DIRETOR DA CASA ADMINISTRATOR DA CASA SECRETARIA GERAL TRADUÇÃO COMUNICAÇÕES SERVIÇOS GERAIS ARQUIVOS SUPERIOR DA COMUNIDADE SACERDOTES SECRETÁRIO PESSOAL DO SUPERIOR GERAL

p. 54 p. 56 p. 58 p. 59 p. 60 p. 62 p. 66 p. 68 p. 70 p. 74 p. 76 p. 77

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Postulador geral O

Irmão Jorge Flores Aceves, México Ocidental, é Postulador geral. O Conselho geral nomeou o Ir. Jorge Flores Aceves Postulador geral, para um período de três anos.

Ir. Jorge Flores Aceves, (México Occidental) Postulador geral

O Ir. Jorge, com 71 anos, é mexicano e pertence à Província do México Ocidental; trabalha como vice-postulador na causa diocesana do Ir. Basílio Rueda. Em Roma, acompanhará também a causa do Ir. Crisanto e de seus 67 companheiros mártires, na Espanha.

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A gestão econômica e administrativa a “O

departamento do Administrador, ante os desafios que o Instituto enfrenta, hoje, na área econômica e no uso evangélico dos bens, pretende apoiar a continuidade e a vitalidade do Instituto e de sua missão”.

Ir. Víctor Preciado, (México Occidental) Ecônomo geral

Os objetivos para uma etapa de três anos se concentram em:

1. Cumprir as funções que as Constituições (169) confiam ao Ecônomo geral, no concernente às finanças da Administração geral: apresentar, anualmente, ao Ir. Superior geral, para aprovação, o relatório financeiro da administração geral. Além disso, informar sobre a situação econômica das Províncias e dos Distritos e elaborar o orçamento do governo geral. 2. Coordenar o trabalho da Equipe de Financiamento para responder às tarefas solicitadas pelo XXI Capítulo geral, em vista do financiamento da Administração geral e das Unidades administrativas.

ATIVIDADES A contabilidade e a administração da Tesouraria se organizaram para atender o primeiro objetivo. A contabilidade, expressa em Euro, informa o Governo geral, as Províncias e as autoridades fiscais italianas. A Tesouraria acompanha a movimentação dos recursos das Unidades administrativas para a manutenção do Governo geral e para as necessidades da Solidariedade do Instituto, especialmente para a formação na Ásia, na África e para projetos especiais do mundo marista.

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GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

serviço da missão EQUIPES DE APOIO A Contabilidade e a Tesouraria são controladas pelos Irmãos Roy Deita e Javier Ocaranza. Trabalham de modo coordenado com o Ir. Antoni Salat, representante legal da “Casa generalizia del Istituto dei Fratelli Maristi delle Scuole”, ente jurídico responsável pela atividade administrativa e financeira transparente e em harmonia com a legislação vigente. A atual Equipe Internacional para Assuntos Econômicos, formada por 5 Irmãos e dois Leigos, cuida prioritariamente do 2º objetivo e “coopera com o Ecônomo geral na aplicação da política econômica do Instituto”. A Comissão para Assuntos Econômicos ajuda o Ecônomo geral em seu trabalho e avalia os pedidos de caráter econômico, submetidos ao Superior geral.

NO FUTURO PRÓXIMO O Departamento do Administrador geral: a) Deverá trabalhar com o Secretariado da Missão e dos Leigos, promovendo programas de formação para administradores e líderes da missão marista, em vista da missão e de seus desafios para um mundo novo, e iniciar uma reflexão sobre as implicações econômicas da corresponsabilidade dos Irmãos e Leigos. b) Em toda sua função dará continuidade ao processo do Uso evangélico dos bens; estará atento à formação e ao discernimento para o uso dos bens, na perspectiva evangélica e à promoção da simplicidade na vida pessoal e em nossas estruturas.

O escritório do ECONOMATO é formado pelo Ecônomo geral e o Ecônomo adjunto. O Ecônomo geral é encarregado das finanças da Administração geral e é membro do Conselho geral (C 160). O Ecônomo adjunto é o encarregado da contabilidade e da maior parte da movimentação de fundos entre a Administração geral e as diversas Unidades administrativas do Instituto. Atualmente, o Ecônomo geral é o Ir. Víctor Preciado, do México Ocidental, e o Ecônomo adjunto é o Ir. Roy Deita, do setor das Filipinas, Província Ásia do Leste (East Asia). Fui nomeado Ecônomo geral adjunto para um mandato de três anos. Meu trabalho consiste em ajudar o Ecônomo geral, aliviando a carga relativa às finanças da Administração geral. Passo a maior parte de meu tempo fazendo a contabilidade, a garantir que os dados estejam atualizados e disponíveis nos prazos previstos. Além disso, o controle e o equilíbrio na preparação das operações bancárias, o controle da validade das faturas e dos recibos bem como o estado das contas mensais a pagar fazem parte de meu trabalho. Vejo meu trabalho como uma ajuda ou serviço ao Economato geral. Ir. Roy R. Deita, (East Asia)

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ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

Direção da Casa geral Ir. Antoni Salat, (L’Hermitage) Diretor da Casa geral

O

pessoal que serve a Casa geral é integrado por Irmãos e leigos, à disposição da Administração geral. O Diretor da Casa geral orienta a gestão, atende a acolhida, realiza a manutenção e outros serviços partilhados com a “Casa per ferie”.

A GESTÃO

A gestão está atenta às necessidades do pessoal da casa; distribui adequadamente os espaços físicos e coloca à sua disposição os instrumentos necessários para executar o trabalho. Está atento às exigências dos organismos oficiais e às normas que deles emanam. Acompanha os aspectos legais, a serviço da Administração geral, e soluciona as necessidades à medida que surgem.

O ACOLHIMENTO A casa acolhe os Irmãos que visitam Roma ou nela se hospedam antes de participar de cursos de espiritualidade, ou vêm para diferentes comissões internacionais maristas. Recebe também familiares de Irmãos da casa e outras pessoas que se alojam na “Casa per ferie” e têm relação com os Irmãos. É importante podermos atendê-los e colocar à disposição os espaços preparados para o desenvolvimento de sua missão. Ocasionalmente, visitam-nos grupos de nossos centros maristas que desejam conhecer a casa e encontrar-se com alguns Irmãos ou realizar alguma celebração religiosa.

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GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

A MANUTENÇÃO Uma das tarefas fundamentais da Direção é cuidar da manutenção. As dimensões da casa e sua antiguidade são motivo de variados problemas em condutores, infiltrações, equipamentos, máquinas e outros, exigindo manutenção detalhada e minuciosa. O cumprimento das normas vigentes em cada momento impõe, com frequência, a realização de importantes mudanças.

A

“CASA

PER FERIE”

A “Casa per ferie”, que ocupa o espaço do antigo Colégio Internacional, condivide com a direção da Casa alguns serviços comuns, sendo atendidos pela direção da “Casa per ferie” e pela gestão. A direção deve estar atenta às necessidades que surgem no dia-a-dia e procurar dar uma solução adequada. Esta, em determinados momentos,

constitui autêntico desafio, como pode ser a preparação e a celebração do Capítulo geral, o atendimento a dois grupos de Irmãos que realizam cursos de formação ao mesmo tempo, resolver situações imprevistas na casa, exigindo tempo e medidas concretas. Graças à dedicação de Irmãos e de pessoas que colaboram conosco é possível dar conta do recado, com o apoio, por vezes, de técnicos e de empresas necessários para certos tipos de trabalho.

ADMINISTRADOR DA CASA Ajudo o Diretor da casa nas tarefas administrativas e colaboro na Tesouraria da Administração geral. Quito a folha de pagamento e pago as despesas da comunidade religiosa da casa; cabe-me deixar em dia os registros contábeis. Faço a ligação com a empresa que administra Ir. Francisco Javier e controla a cozinha e compro as coisas necessárias Ocaranza, (México Occidental) para alguma festa dos Irmãos. Administrador da casa Dou atenção e presto serviço aos Irmãos e grupos que nos visitam. Cabe-me também o controle da documentação, das reformas e da compra de combustível para os veículos da casa.

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Secretaria geral O Ir. Pedro Sánchez de León, (Mediterránea) Secretário geral

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Irmão Secretário geral é o encarregado da Secretaria do Conselho geral. Ele é responsável pelas atas das sessões do Conselho e da correspondência oficial, em nome do Instituto.

Assim reza o nº 137.8 das Constituições. A essa missão específica é preciso acrescentar a coordenação dos serviços de estatística do Instituto, traduções, comunicações, informática e arquivos, segundo o organograma da Administração geral. Com o XXI Capítulo geral, um novo horizonte e uma nova maneira de perceber para onde se orienta a Secretaria geral ilumina conceptual e praticamente o trabalho realizado e a realizar. O exaurimento de programas informáticos obsoletos impõe a necessidade de repensar ou de rever onde nos situamos e a questão do futuro. Hoje, a diversidade dos meios de comunicação de que dispomos, a tecnologia, a generosidade no trabalho de todos os que formamos parte da Secretaria geral, não nos permitem de pensar em pequenas propostas, mas na busca e na realização de grandes transformações, dentro de nosso setor na Administração geral. O Conselho geral, em seu itinerário delimitado pelos objetivos de governo e pela animação do Instituto, incluiu em sua agenda atual o plano de favorecer a modernização de todos os serviços da Administração geral. Sim, o plano de ação que a Secretaria geral começou pode caracterizar-se como um novo período caracterizado por três grandes eixos: uma comunicação fluida e constante com todos os Secretários provinciais; a modernização e atualização da base de dados do Instituto e a implantação em todas as Províncias e Distritos; e o convite a todas as Secretarias provinciais de usarem a ferramenta de gestão de arquivo e biblioteca PERGAMUM, desenvolvida pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Brasil (PUCPR), herdeira do sistema Archivum v. 2 que algumas Unidades administrativas e a Administração geral utilizam, há alguns anos.


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O mencionado, anteriormente, repercutirá na qualidade com que os Provinciais e seus Conselhos vão desenvolver sua missão de animação e governo e, ao mesmo tempo, pretende-se assegurar melhor a conservação do patrimônio documental que os novos suportes informáticos põem em grande perigo, se medidas não forem tomadas, em tempo. Esse patrimônio é o testemunho material da experiência humana e espiritual de nossa família religiosa, em sua passagem pela história. Conservá-la consolida nossa identidade e permitenos de dispor de referências que facilitam novas adaptações e encarnações do carisma. O bom funcionamento de toda Secretaria provincial deve garantir, entre outras coisas básicas, a atualização sistemática dos dados e o arquivo adequado da documentação. Tenho certeza de que a partir da Secretaria geral não consegue satisfazer todas as expectativas, dada a grande diversidade do Instituto, mas, todos somos convidados a unir-nos a essas propostas. O projeto mencionado acima prevê um encontro, por regiões, do Secretário geral com os Secretários provinciais; com essa iniciativa se pretende tornar realidade a incorporação das novas ferramentas e caminhar unidos na realização de nossa missão.

Como responsável pelas ESTATÍSTICAS, colaboro diretamente com o Secretário geral. Ocupo-me, principalmente, em manter a base de dados dos Irmãos, noviços e afiliados ao Instituto. Em particular, com finalidade de estatística e de pesquisa, acompanho os processos de entrada ao noviciado, de emissão de votos temporários, de transferência dos Irmãos e de suas funções. Elaboro, atualmente, um relatório estatístico para ser enviado ao Vaticano e para informação do Instituto. Informatizo o procedimento relativo ao envio de livros e de revistas que se publicam na Casa geral e mantenho comunicação com as Secretarias provinciais e com os noviciados. Realizo traduções do inglês e do francês ao italiano. Emanuela Lisciarelli

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Serviço de tradução Ir. Josep Roura, (L’Hermitage) Coordenador dos tradutores e tradutor para o Francês

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Ir. Seán Sammon, Superior geral precedente, gostava de dizer que a tarefa dos tradutores da Casa geral era indispensável. É graças a seu trabalho, essencialmente, que a informação passa para o Instituto, seja através de documentos escritos ou através do site « champagnat.org ».

Nossa congregação, sendo internacional, deve transmitir as principais informações e documentos nas quatro línguas oficiais: francês, inglês, espanhol e português. Na Casa geral há, portanto, um tradutor para cada um desses idiomas. Meu papel nessa equipe, além de fazer as traduções escritas para o francês, é de coordenar o trabalho dos outros tradutores. Eu lhes envio via internet os textos a serem traduzidos, provenientes do Superior geral e de seu Conselho, dos diferentes órgãos, bem como de futuras publicações, especialmente em vista do site www.champagnat.org. Para algumas traduções mais longas, como Circulares, Cadernos Maristas e


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O ENCARGO DE TRADUTOR No final de 2006, fui convidado para ocupar-me das traduções à língua portuguesa, na Casa geral, em Roma. Inicialmente, apressei-me em ajudar o Irmão Provincial a encontrar outros nomes. Com a lista desses, surgiu também aquela dos motivos para declinar da proposta. O convite retornou para mim. Assim desembarquei em Roma, no dia 27 de fevereiro de 2007. Aqui estou, desde então. O futuro a Deus pertence. Qual é a função do tradutor, em Roma? O Instituto Marista decidiu, em 1962, e mais ainda em 1968, traduzir as Circulares e outros textos oficiais para quatro línguas: Francês, Espanhol, Inglês e Português. Cabe-me a tradução ao Português, “última flor do Lácio, inculta e bela”. Há traduções que requerem muita fidelidade, sobretudo às ideias. Assim: documentos do Instituto, estudos, circulares, mensagens, cartas pessoais ou a diversas categorias de Irmãos e autoridades. Outras traduções são menos exigentes: crônicas, notícias, relatórios de encontros os mais variados. Em todas as traduções, há a exigência de não maltratar a língua. O bulismo está de moda. Isso requer recurso aos dicionários, inclusive, de verbos e regimes. Pede-se ainda cuidadosa revisão e releitura e, quando possível, confronto com a tradução às outras línguas. O tradutor tem o dever de não trair o texto e de não adiantar as notícias. Com frequência, é um trabalho cansativo e de muita concentração, como, aliás, tantos outros. Segundo minha experiência, traduzir é um trabalho interessante, embora monótono. É encorajante saber que os textos se tornam acessíveis a muito mais pessoas. O que é incompatível com uma boa tradução é a pressa; e é desolador ver erros de último minuto, cometidos na hora de diagramar e imprimir. Mas, como a perfeição não é deste mundo, contentemo-nos com o que consegue o esforço e o engenho humano. Ir. Aloisio Kuhn, (Brasil Centro-Sul) Tradutor ao Português

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ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

MEU TRABALHO DE TRADUTOR O Ir. Aloísio já escreveu sobre o trabalho de traduções, em geral; assim, limito-me a partilhar um pouco sobre meu trabalho na Casa geral. Solicitaram-me de vir para cá, no fim de 2008, para assumir a função de tradutor para o inglês. Naquela oportunidade pensei que minha principal tarefa seria a de traduzir do francês; na realidade, verifiquei de imediato que a maioria dos documentos encaminhados eram escritos em espanhol. Inicialmente, meu conhecimento dessa língua era bastante rudimentar, mas depois de três anos, melhorou consideravelmente. Ocasionalmente, recebo também documentos em italiano e tenho, agora, suficiente conhecimento desta língua para fazer uma tradução adequada. Com ampla diversidade de documentos para traduzir – notícias, cartas, orações, reflexões, artigos de história, finanças e relatórios de projetos – temos trabalho suficiente! Meu contrato foi renovado, recentemente, por mais três anos de modo que não voltarei à minha Província, até o início de 2015. Ir. Edward Clisby, (New Zealand) Tradutor ao Inglês

Gabriela Scanavino presta o serviço de tradução ao espanhol, desde janeiro de 2009..

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GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO outros documentos, nós solicitamos ajuda a tradutores externos, na maior parte Irmãos. Cada tradutor tem suas técnicas e métodos, mas o essencial é que o trabalho seja bem feito. O que há de mais natural, portanto, que sobre a mesa de um tradutor estejam dicionários e outras obras de referência? Cada uma das quatro línguas oficiais tem a sua riqueza e sua complexidade e… suas armadilhas, que colocam à prova a capacidade dos tradutores. A cada um cabe encontrar os meios para obter um bom resultado. Enquanto coordenador dos tradutores, os interessados me enviam, pela internet, o documento ou o texto a ser traduzido, precisando a língua na qual deseja receber a tradução solicitada, assim como a data-limite para a entrega do texto. Eu envio o texto ao tradutor correspondente, indicando-lhe a data de retorno e às vezes dando

explicações complementares. Habitualmente, um texto precisa ser traduzido nas três outras línguas. Quando as traduções chegam ao meu computador, eu as devolvo a quem as havia solicitado, via internet. Como nós trabalhamos em equipe, às vezes trocamos idéias entre nós sobre algumas dificuldades dos textos a serem traduzidos. Cada um sabe que, à força de ler e reler um mesmo texto, a gente corre o risco de deixar passar alguns erros, repetições… Por isso, é bom submeter as traduções a outro leitor. É o que eu faço habitualmente. Aproveito a ocasião para agradecer muito sinceramente a todos os nossos colaboradores dedicados. Seu trabalho muitas vezes apagado, discreto mas indispensável, torna a nossa tarefa muito mais agradável e eficaz.

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ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

A Diretoria das Comunicações A

Ir. AMEstaún, (L’Hermitage) Diretor de comunicações

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Diretoria das Comunicações, dentro dos serviços gerais da Administração geral, tem a responsabilidade de executar as políticas de comunicação, determinadas pelo Ir. Superior geral e seu Conselho:

difundir as orientações do Capítulo geral, comunicar e publicar o programa, a reflexão, as orientações e as ações de animação e de governo do Ir. Superior geral e seu Conselho, favorecendo o espírito de comunhão entre os Irmãos. O pessoal que integra a Diretoria das comunicações é o Ir. Antonio Martínez Estaún, Diretor, desde 1º de setembro de 2005 até 31 de dezembro de 2011; a partir dessa data será substituído pelo Ir. Alberto Ricica, da América Central, e o Sr. Luiz Da Rosa, Webmaster (desde 1º de abril de 2003). O Ir. Antonio Ramalho faz a ligação entre a Diretoria e o Conselho geral. O Comitê das Comunicações, nomeado pelo Ir. Superior geral, é responsável pela elaboração e a execução do Plano de ação anual e pela política das comunicações e publicações confiadas a esta Direção. Os instrumentos digitais pelos quais se realiza o trabalho são a web www.champagnat.org, o semanário ‘Notícias Maristas’ e a imprensa em que são publicados FMS Mensagem, Cadernos Maristas e outras publicações ocasionais.


GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

A PÁGINA WEB Sou o responsável pelo andamento do site do instituto, em colaboração com o diretor de Comunicações, e membro do Comitê de publicações da Administração geral. Desde o início de 2003 trabalhamos para condividir com o instituto, através de www.champagnat.org, a missão e o carisma maristas que se concretizam em diferentes realidades do mundo. Buscamos criar uma infra-estrutura que esteje em harmonia com a realidade hodierna da IT, realizando aplicações e espaços adecuados para receber os diversos conteúdos maristas, desde textos históricos do Instituto até áudio e vídeo. Atualmente estamos desenvolvendo a quarta versão do nosso site. Produzimos semanalmente o boletim Notícias Maristas, enviados a cerca de 5 mil pessoas. Além do aspecto técnico, mantemos contato com as unidades administrativas e o público em geral, tentando ser um elo que une, através do site, o mundo marista. Luiz Da Rosa Webmaster

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ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

Gestão de serviços gerais da Casa geral Ir. Ton Martínez, (L’Hermitage) Gestão de serviços gerais da Casa geral

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o organograma do Ir. Superior geral e seu Conselho, para o período 2009-2017, estou a serviço da gestão de Serviços gerais da casa-geral.

Nos Serviços de apoio à Secretaria geral do Instituto, cabe-me uma série de serviços e tarefas concretas e definidas. Além disso, há uma série de serviços complementares e esporádicos que estão minha responsabilidade. As tarefas mais frequentes a realizar, no dia-a-dia, são as seguintes: • Organizar e efetuar a expedição das publicações do Instituto para cada Província. Desde que um livro, um documento ou outra publicação qualquer sai da tipografia, de acordo com a distribuição estabelecida pela Secretaria geral, faço os pacotes e, na forma mais adequada, procedo à expedição para o mundo marista.

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GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

• Manter depositados, em ordem e à disposição, os exemplares remanescentes de publicações, para atender pedidos de Irmãos e Províncias. • Conservar em bom estado de funcionamento as máquinas fotocopiadoras e impressoras da casa; efetuar os trabalhos solicitados; estabelecer contato com as empresas de manutenção técnica; e prover o material de consumo. • Comprar e colocar à disposição bebidas e alimentos, nos locais de merenda, e para outros serviços existentes na casa. • Organizar o transporte de Irmãos e de visitantes, entre a casa geral e o aeroporto. • Contribuir para a manutenção e o embelezamento dos jardins em torno da casa. Sempre há pedidos para atender numa Comunidade tão numerosa.

Meu nome é Iolanda Gallo. Sou recepcionista na Administração geral dos Irmãos Maristas. Desde 1993, ocupo-me em atender as pessoas que chegam à Casa geral e em repassar as chamadas telefônicas que entram e saem. Cabe-me o serviço diário de classificar e distribuir a correspondência e os pacotes que chegam à recepção. Recebo também os pedidos de bênçãos papais e faço os encaminhamentos necessários. Iolanda Gallo Recepção

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ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

Serviço dos Arquivos gerais Ir. Juan Moral, (L’Hermitage) Arquivista geral

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o organograma elaborado pelo Conselho geral para 2009-2017, o serviço dos arquivos gerais do Instituto é uma atividade vinculada à Secretaria geral da Congregação.

Os Arquivos gerais acompanharam os passos e a vicissitudes das transferências da Casa geral. Em 1825, saíram de La Valla com a Comunidade que Marcelino levou para o Hermitage. Em 1858, sofreram nova mudança para Saint Genis-Laval, um lugar mais central e com melhores comunicações para a Administração. Em 1903, foram trasladados forçadamente para Grugliasco, em circunstâncias de diáspora e precipitação incendiária. Retornam a Saint Genis, em 1939, com o começo da segunda guerra mundial e, finalmente, chegam a Roma em maio de 1961. O serviço dos Arquivos procura cumprir os seguintes objetivos: • Constituir os Arquivos históricos do Instituto e garantir que os elementos essenciais dos documentos depositados nos Arquivos sejam devidamente registrados; • Garantir a classificação dos documentos elaborados e recebidos pela Administração geral;

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A CATALOGAÇÃO DOS DOCUMENTOS Meu nome é Dorotea Cinanni. Sou arquivista e, desde 2009, trabalho nos Arquivos da Casa geral dos Irmãos Maristas, em Roma. Sou responsável pela catalogação dos documentos históricos, em particular dos provenientes das Províncias, referentes ao período que vai de 1817 a 2000. Como se realiza a catalogação dos documentos? Os documentos, numa primeira fase de pré-classificação, são analisados e depois ordenados segundo o tipo de documento, autor, destinatário, assunto e Província de origem, de acordo com o catálogo do Instituto. Concluída essa fase, os documentos são catalogados e conservados conforme o programa informatizado “Archivum” que registra todos os dados descritivos do documento: autor, remetente, data, tema, pasta, localização, etc., permitindo, desse modo, encontrá-lo fácil e rapidamente. Outra faceta do meu trabalho consiste em responder os pedidos de dados, solicitados junto aos Arquivos, por estudiosos, sejam eles Irmãos, sejam ex-alunos e outras pessoas que desejam informações sobre a vida dos Irmãos Maristas. Além disso, cabe-me catalogar os documentos elaborados pela Secretaria geral. Dorotea Cinanni Arquivista

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ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

A BASE DE DADOS ARCHIVUM Lucia Distefano, licenciada em Ciências Políticas, em Roma, trabalha nos Arquivos da Casa geral dos Irmãos Maristas, desde 2006. Depois de ter contribuído na catalogação dos documentos relativos às Províncias e aos Irmãos, seu trabalho consiste na migração do registro dos documentos já catalogados na antiga base de dados do Arquivo geral, denominada Ficdoc, para a nova base de dados chamada Archivum, um software informático utilizado pela Administração geral e algumas Províncias. Para ativar essa migração, verifica todos os dados extraídos da base de dados antigos para fazer um relatório de acordo com os critérios do novo software. Concluída essa operação, todos os registros, desse modo uniformizados, são registrados e conservados no Archivum, o que permite encontrar rápida e facilmente os documentos arquivados. Lucia Distefano Arquivista

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GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

• Zelar pela adequada conservação e manutenção dos documentos; • Responder aos pedidos de pesquisa que chegam;

futuras; • Gestão documental adaptada nos serviços da Administração geral;

• Dar apoio documental às pessoas que o solicitam;

• A possibilidade de consulta rápida e segura aos membros da Administração geral;

• Atender a biblioteca anexa aos Arquivos, em que são conservados os livros recebidos e relacionados diretamente com o patrimônio e o mundo marista.

• Estão colocadas as bases para que os Irmãos e leigos, através da Internet, possam consultar os diversos documentos disponíveis nos Arquivos;

Principais atividades desenvolvidas:

• Falta terminar a catalogação dos documentos do Antigo catálogo (até 2001);

– Integração da documentação gráfica no sistema informático; – Adoção de novo software para a gestão documental; – Catalogação dos documentos das Províncias e Irmãos;

• Completar a emigração da documentação da antiga base de dados; • Continuar a classificação da biblioteca anexa aos Arquivos;

– Emigração da base de dados existente;

• Continuar a formar as pessoas para a pré-catalogação, nos diversos serviços da Administração geral;

– Harmonização das pastas e outros contentores de documentos.

• Formação dos Irmãos arquivistas das Províncias.

Entre as conquistas, os desafios e as tarefas pendentes:

• Tarefas habituais dos Arquivos: estudo dos fundos documentais; reparar e conservar documentos deteriorados; encadernação de circulares, cartas, revistas e outros.

• Clareza de visão sobre as tarefas pendentes e

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ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

O serviço da autoridade Ir. Pietro Betin, (Mediterránea) Superior da comunidade

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eunidos, sem nos termos escolhido uns aos outros, aceitamo-nos mutuamente como dom do Senhor. (C.63) Nossa comunidade torna-se então lugar de amizade e de partilha, onde se expandem as qualidades humanas e os dons espirituais de cada Irmão. (C.51)

Esses artigos das Constituições recordam-nos o ideal de nossa vida comunitária que é válido para todo o mundo marista e, com maior razão, para a comunidade da Casa geral. O papel do Superior é aquele que se indica no número 152 das Constituições: O Superior “está a serviço de seus Irmãos para ajudá-los a responder à sua vocação pessoal, comunitária e apostólica”. Mas, como se realiza essa vocação na Casa geral? Atualmente, a comunidade é composta de 25 Irmãos, provenientes de 11 países diferentes e pertencentes a 13 Províncias distintas do Insti-

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GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

tuto. Foram convidados pelo Ir. Superior geral para ajudar o Conselho geral em sua responsabilidade de animação e governo. Há quatro anos também os Irmãos estudantes, que formavam parte do Colégio Internacional, integram a comunidade que se vê enriquecida pela energia, alegria e criatividade deles. Separados de suas Províncias, os Irmãos deixaram as atividades e responsabilidades diretas e poderiam viver num certo isolamento “cultural”, agravado por uma sensação de solidão com o risco de se fecharem em seu próprio mundo. Nesse contexto, é importante encontrar uma comunidade em que podem construir relações fraternas que permitam ao Irmão de crescer humana e espiritualmente, e levar a bom termo o trabalho que lhe foi confiado. Na reflexão que inspirou a elaboração do projeto comunitário, tomamos consciência deste fato: somos uma comunidade internacional, multicultural e de diversas gerações. Ao comunicar a aprovação do projeto de vida da comunidade, o Irmão Emili disse que nossa diversidade é um presente e deixou-nos um desafio: passar de uma comunidade multicultural a uma comunidade intercultural, em que a especificidade de cada um se converta em riqueza para todos. Como lembrança e sinal, ele nos deixou uma pequena ponte, símbolo do compromisso de construir relações positivas entre nós, a fim de representar aqui, em

Roma, o que sucede nas comunidades do Instituto, em todo o mundo. Uma das formas concretas de animação da comunidade, no contexto da Administração geral, é facilitar a comunicação através do uso de um linguajar comum. Dessa maneira, os Irmãos fazem um admirável esforço para utilizar o italiano nas orações e nas reuniões. Há alguns momentos que favorecem as relações privilegiadas e o bom espírito, tais como os espaços informais para partilhar, as reuniões de comunidade, as celebrações de aniversário e as saídas em pequenos grupos. Por último, a oração em comum (a Eucaristia pela manhã e a oração da tarde) tem um papel-chave na motivação e no apoio à nossa missão. Os Irmãos a preparam com cuidado e criatividade e a animam segundo sua cultura. Fazê-la em italiano, embora para alguns apresente alguma dificuldade, é um sinal que revela o desejo de rezar juntos e de rezar com um mesmo coração. Nesse contexto, o Superior trabalha em estreita colaboração com o conselho da comunidade, e tratando de valorizar o enorme potencial de cada Irmão, com o fim de garantir um serviço adequado ao Instituto, fazendo ao mesmo tempo frente ao desafio da integração cultural e do respeito à diversidade, para que cresça a unidade sem cair na uniformidade. Talvez, esta comunidade se encontre numa situação ideal para abrir novos caminhos para o diálogo.

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ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

Capelães John Jairo Franco Cárdenas e José del Carmen de la Cruz Reyes Sacerdotes

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ou John Jairo Franco Cardenas, sacerdote, para presidir à celebração litúrgica da Comunidade da Administração Geral. Ao mesmo tempo sou estudante na Universidade Gregoriana em Roma, onde frequento o terceiro ano de História da Igreja.

A minha tarefa especial nesta casa, é a assistência espiritual aos irmãos que trabalham na Administração geral ou que se encontram em Roma seguindo cursos universitários. Digo isto porque a casa tem outra capelania, cujo responsável é o Padre José del Carmen de la Cruz, estudante do 2º ano de psicologia na Universidade Pontifícia Salesiana, que atende às necessidades espirituais do Governo geral do Instituto

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GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO GERAL • ADMINISTRAÇÃO

O nosso trabalho, em síntese, baseia-se na presidência das diversas celebrações litúrgicas que se vivem diariamente em ambas as comunidades e a disponibilidade para acolher os irmãos que desejem receber o Sacramento da Reconciliação.

No entanto, a nossa tarefa mais importante é aprender todas as coisas belas que a comunidade nos oferece, tais como: a vivência comunitária, o testemunho dos irmãos, a sua generosidade na vida cristã, a sua dedicação à missão que cada um desempenha e assim por diante, etc . Não é possível imaginar a enorme riqueza que eu adquiri nestes três escassos anos compartilhando e vivendo a espiritualidade marista. Assim, aproveito esta oportunidade para agradecer aos irmãos que me brindam com estas ofertas, para lhes expressar a minha admiração e lhes oferecer as minhas orações afim de prosseguirem na sua bela missão de educadores das novas gerações que Jesus Cristo, através do nosso pai Marcelino e nossa Boa Mãe lhes confiou.

SECRETÁRIO DO SUPERIOR GERAL Não é um cargo previsto nas Constituições. Não consta do organograma da animação e governo do Conselho geral. O Secretário particular é uma tradição e uma necessidade dos Superiores gerais e o Ir. Emili me fez a proposta alguns dias depois de ser eleito. Trata-se de uma missão discreta, Ir. José M.a Ferre, (Mediterránea) muito mariana, confidencial e de muita confiança. Secretário É preciso estar à disposição do Superior geral do Superior geral para o que for necessário: auxiliar na correspondência e nas atividades desenvolvidas; estar disponível para solucionar mil pequenos detalhes ligados à missão do Superior geral. É preciso saber ficar em segundo plano. Ir. José M.a Ferre

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TECNOLOGIA DA

INFORMAÇÃO

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA


DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TEC

ESTRUTURA DO SISTEMA DE DADOS E ESTATÍSTICAS INFRAESTRUTURA INFORMÁTICA DA CASA GERAL .

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TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA

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DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TEC

Tecnologia da informação O

Irmão Marcelo De Brito elaborou o software da infraestrutura informática que, pouco a pouco, está sendo instalada em todo o Instituto.

Enquanto fazia estudos bíblicos na Universidade Gregoriana, preparou o software que serviu de base operativa para as comunicações, durante o XXI Capítulo geral, em Roma. Atualmente, concluídos os estudos, foi-lhe solicitado um diagnóstico, análise e solução de um novo sistema de comunicações para a Casa geral, permitindo o trabalho integrado e harmônico da Administração geral, e especialmente da Secretaria geral, em união com todas as Unidades administrativas do Instituto.

Ir. Marcelo C. F. De Brito, (Cruz del Sur) Administrador de Sistemas TI

AMEstaún .– À Secretaria geral ou à Diretoria das comunicações têm chegado perguntas como estas: Quantos Irmãos há no Instituto, neste momento ou em alguma data determinada?Em que áreas de estudo temos mais Irmãos com estudos universitários e como estão distribuídos? Marcelo, que respostas se podia dar a essas perguntas, a partir dos instrumentos de que dispúnhamos, antes deste seu trabalho? Marcelo .– Se um jovem espírito inquisidor ou um professor, que se interessa por dados estatísticos exatos do Instituto, me fizesse estas perguntas ou similares, teria que responder simplesmente “não sei”. Na melhor das hipóteses, poderia dar-lhe uma resposta aproximada. Na Administração geral essas perguntas são cotidianas e a dificuldade em respondê-las, um verdadeiro problema. AMEstaún.- Donde provém a dificuldade para dar respostas fiáveis? Marcelo.- Faz mais de uma década, alguns Irmãos que trabalhavam na Administração geral criaram uma base de dados informatizada, que foi o instrumento para elaborar as estatísticas oficiais desses últimos anos. Realizaram um trabalho excelente. Entretanto, a tecnologia, nos dez últimos anos, realizou avanços extraordinários que permitem resultados muito mais exatos. Por outro lado, a própria vida da Instituição, a integração dos leigos na missão marista, a diversificação das obras, etc., exigem novas solu-

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RETIROS DA UNIDADE ADMINISTRATIVA

MOTIVOS DO INDULTO

MOTIVOS DA EXPULSÃO

INDULTOS

EXPULSÃO

RETIROS DA UNIDADE ADMINISTRATIVA EM QUE PARTICIPOU

TIPO DE ALIAS

ALIAS

(NOME RELIGIOSO, SOBRE NOME, ETC.)

(NOMES ALTERNATIVOS)

TIPO DE DOCUMENTO

DOCUMENTOS

LOG DE MODIFICAÇÃO

PROFISSÕES

IRMÃOS E NOVIÇOS

PESSOAS GRAUS ACADÊMICOS

ESTUDOS E CURSOS

CENTRO DE ESTUDOS (UNIVERSIDADES, CURSOS DE MAGISTÉRIO, ETC.)

CONTINENTES FOTOGRAFIAS

ÁREAS DE ESTUDO

PROGRAMAS DE FORMAÇÃO MARISTA

PROGRAMAS DE FORMAÇÃO MARISTA REALIZADOS

LAÇOS FAMILIARES

FAMILIARES E CONTATOS

DADOS SUPLEMENTARES DA PESSOA

PAÍSES

COMUNIDADES (MORA EM, NA…)

PAPEL QUE DESEMPENHA NA COMUNIDADE FUNÇÕES DE UMA PESSOA NA COMUNIDADE

ESTRUTURA DO SISTEMA DE DADOS E ESTATÍSTICAS 82

MISSÃO NA OBRA APOSTÓLICA

FUNÇÕES DE UMA PESSOA NA OBRA APOSTÓLICA


PARÂMETROS EMAIL - SMTP

SESSÕES

FOTOS DA PÁGINA DE INÍCIO

NOTÍCIAS

INTERFACE (IDIOMAS)

USUÁRIOS

REPOSITÓRIO DOCUMENTAL PASTAS

MOTIVO DE PERTENÇA A UMA UNIDADE ADMINISTRATIVA

REPOSITÓRIO DOCUMENTAL DOCUMENTOS

PESSOA: PERTENÇA A UMA UNIDADE ADMINISTRATIVA

UNIDADE ADMINISTRATIVA: DEPENDÊNCIA DE OUTRA UNIDADE ADMINISTRATIVA

UNIDADES ADMINISTRATIVAS

FUNÇÃO DA PESSOA NA UNIDADE ADMINISTRATIVA

FUNÇÕES DE UMA PESSOA NA UNIDADE ADMINISTRATIVA

UNIDADE ADMINISTRATIVA: DADOS SUPLEMENTARES

CATEGORIA DE UMA UNIDADE ADMINISTRATIVA

REGIÕES

CASA: DADOS SUPLEMENTARES

DATA DE ABERTURA E FECHAMENTO DE UMA CASA CORREIO E PREÇOS POR TIPO DE ENVIO

EXPEDIÇÕES

CASA: DEPENDÊNCIA DE UMA UNIDADE ADMINISTRATIVA

PEDIDO

CASAS

FUNÇÃO DE UMA CASA: DEPENDÊNCIA DE UMA UNIDADE ADMINISTRATIVA

FUNÇÕES DE UMA CASA

FUNÇÕES QUE PODE TER UMA CASA

FUNÇÃO DE UMA CASA: DADOS SUPLEMENTARES

ASSINATURAS

PUBLICAÇÕES

DADOS SUPLEMENTARES DE UMA OBRA

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TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA ções. De modo que o instrumento existente já não tinha a capacidade de acompanhar os novos dados e, muito menos, de responder as perguntas que fazemos hoje. Por uma multiplicidade de razões, que foram atentamente estudadas, chegou-se à conclusão de que era mais conveniente criar algo novo, com a tecnologia hoje disponível, e olhando para o futuro. AMEstaún.- Que orientações recebeu do Conselho geral? Marcelo.- O Ir. Superior geral e seu Conselho assumiram o desafio que implicava solucionar os problemas que enfrentava a Administração geral para dar respostas satisfatórias às necessidades do Instituto e decidiram criar de um novo sistema de arquivo de dados, capaz de responder com precisão e fiabilidade a todas as necessidades. AMEstaún.- Como organizou o trabalho de criação e de implantação do novo sistema de armazenamento de dados? Marcelo.- No último trimestre do ano passado (2010), começamos o trabalho. O primeiro passo foi definir o que queríamos, o que necessitávamos e que critérios nos pareciam mais apropriados para estabelecer o novo instrumento. Era um grande desafio que só podia ser abordado em equipe. Durante vários meses, procedeu-se a consultas aos secretários provinciais, aos diretores das diferentes secretarias que compõem o serviço da Administração geral. Muitas horas foram dedicadas à reflexão e ao debate com os responsáveis pela elaboração das estatísticas do Instituto e da gestão da Secretaria geral. As sugestões colocaram à prova a paciência e o engenho, para imaginar um sistema informático que espelhasse com suficiente fidelidade a realidade viva do Instituto. Também estivemos atentos para observar os sistemas e os meios que outras Províncias utilizavam para responder a suas necessidades organizativas. Foram muito valiosos os comentários ou as perguntas ocasionais de muitos que conheciam nosso projeto; assim deram sua contribuição. O Conselho geral acompanhava com interesse e animava de perto o trabalho, à medida que se avançava nas soluções. AMEstaún.- Quais foram os critérios que orientaram a busca de soluções para conseguir que o sistema informático refletisse com fidelidade a complexa realidade internacional do Instituto? Marcelo.- Esta foi uma necessidade que percebemos desde os primeiros momentos. O que primeiro veio à luz foi uma lista de critérios a ter em conta. Alguns dos mais importantes são os seguintes: • Necessitamos de uma base de dados consistente, com dados verdadeiros e atualizados, quase em tempo real, capaz de oferecer resultados, listas e cálculos automáticos e fiáveis. Construir um sistema com uma base de dados centralizada, mas com a gestão

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DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TEC

dos dados descentralizada, de modo que, para quem está mais perto de cada fato ou acontecimento, este lhe apareça em forma de dado. Que seja um sistema ‘escalável’, o seja, que possa crescer sobre plataformas e tecnologias novas, à medida que surjam novas necessidades e possibilidades e que se possam agregar novos módulos, sem depender da equipe original que o desenvolveu. Que o sistema seja flexível no momento de criar relatórios, fazer análises estatísticas, informações históricas ou de apresentar possíveis cenários de futuro, e que os dados se possam manipular, inclusive com software habitualmente utilizado pelos usuários como Open Office ou Microsoft Office. Que seja multilinguagem para que todos os usuários possam compreender melhor o sistema e selecionar as opções apropriadas com facilidade e precisão. Que não seja necessário instalar nenhum programa especial nos computadores dos usuários, mas que todos os processos sejam executados por um servidor centralizado. Desse modo, qualquer atualização ou correção, realizada no servidor, estaria imediatamente à disposição de todos, sem precisar atualizar seus próprios computadores. Que seja um sistema ‘multiplataforma’, o seja, que funcione em qualquer computador com um explorador de internet conectado à rede, independentemente do sistema operativo que utilize: Mac, Windows, Linux, etc. Aproveitar a potência, a documentação e a disponibilidade do software open source para criar um sistema sólido, atual e econômico. Que a estrutura de dados, as listas e estatísticas respondam não apenas às necessidades da Administração geral, mas também às das diversas secretarias das Províncias e Distritos. O sistema que queremos construir deve ser fácil para os usuários, ágil na navegação e na transferência de dados e, ao mesmo tempo, seguro. Assegurar a possibilidade de interconexão do sistema de dados e de estatísticas com o sistema de arquivo.

ESTRUTURA DO NOVO SISTEMA DE ARQUIVO E DE GESTÃO DE DADOS DA CASA GERAL AMEstaún.- Como se conseguiu elaborar a estrutura do novo sistema de arquivo e de gestão de dados? Marcelo.- Tudo foi amadurecido aos poucos. Um dia apareceu diante de nossos olhos o primeiro desenho, o primeiro mapa da estrutura do novo sistema de dados; em seguida, a segunda versão, a terceira... Foi, finalmente, a nona versão (com algumas modificações posteriores) aquela que nos convenceu, depois de superar as provas lógicas a que foi submetida. Está representada no gráfico que pode ser visto na página anexa. AMEstaún.- Quais são os núcleos fundamentais dessa estrutura? Marcelo.- Tal como salta à vista, a estrutura de dados está organizada em torno de quatro grandes núcleos: 1. as unidades administrativas 2. as pessoas 3. as casas 4. as publicações Em torno desses quatro núcleos cresce uma intricada trama de tabelas de dados e relações. Todo esse conjunto nos permitirá de dispor de todo o necessário para poder reconstruir a história de uma pessoa, de uma casa (colégio, noviciado, obra social, etc.), de uma unidade administrativa (atual ou histórica), de fazer cálculos estatísticos e de projetar prospectivas. AMEstaún.- Talvez para um usuário de primeira viagem chame a atenção o fato de não aparecerem núcleos de espaços físicos como aqueles que se escondem atrás de termos como “país” ou “diocese”, etc. Teve dificuldades para delimitar os núcleos? Marcelo.- Foi um desafio delimitar uma opção que harmonizasse todo o sistema. Talvez, o conceito que pode aparecer como mais estranho seja o de

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ESQUEMA DA DA REDE DA CASA Router COLT

USG-300 Gateway – Firewall – Antivírus – Filtro de conteúdo Router ARUBA

ESTUDANTES Quartos do 3°andar

SWITCH 1.5

SWITCH SC

SWITCH 6.2 Quartos ala Hermitage (hóspedes)

WIFI 4 3º andar

Escritório de consulta 2º andar SWITCH 6.1 Quartosala Hermitage (hóspedes)

SWITCH 1.3

Quartos Hermitage

Quartos Hermitage

HP 1022n Escritório de consulta 2º andar

Comunidade Mosteiro

Escritórios Térreo

Projetor Champagnat

WIFI Champagnat WIFI Mosteiro

WIFI 3 2° andar

Projetor Francisco SWITCH 5.2

SWITCH 4.2 WIFI Francisco

SWITCH 3.2

ESTUDANTES Quartos do 3° andar


WIFI Lab

INFRAESTRUTURA GERAL

WIFI 6 2° andar

PEDRO Sistema de Monitoramento Escritórios 2º andar

HP 2600n Impressora a cores FMSI HP cp3525 Impressora a cores 3º andar

KM TA300ci Impressora multifunção cores 1º andar

Escritórios Arquivo

KM 8030 Multifunção b&n 3º andar NAS JUDEIA Publicações

PRN-Arquivo

NAS GALILEIA Uso técnico

SWITCH 5.1 Escritórios 1º andar e Térreo

Mesa SCG

Projetor SCG LUCAS Servidor de arquivos da Administração geral

SWITCH SCG

SWITCH 3.1

WIFI SCG KM 3035 Multifunção b&n – térreo

Escritórios do Térreo JUAN Servidor de cópias de segurança

RELÓGIO de entradas e saídas do pessoal Quartos 3º andar

MATEUS Servidor do sistema de registro contábil Escritórios 2º andar

HWSW 1 Controlador do portão

Quartos 3º andar

SWITCH 4.1

HWGSTE 1 Termômetro Rack 1 SWITCH 2.2

UPS 1 Monitor da UPS do Rack 1

CX7816 Servidor videocâmaras de segurança

SWITCH 2.1

SWITCH 1.1 SWITCH 1.2 ABRAHAM Servidor web app.fms.it

ISAAC Servidor web www.fmsi-onlus.org JACOB Servidor web www.champagnat.org

SWITCH 1.4 AGAR Servidor de respaldo para app.fms.it

REBECA Servidor de respaldo para www.fmsi-onlus.org RAQUEL Servidor de respaldo para www.champagnat.org

SARA Servidor de respaldo para app.fms.it DEMUT Servidor de virtualização

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TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA funções de uma casa, embora por outra parte, nos seja algo familiar. Foi a maneira que encontramos para integrar no espaço físico do que chamamos genericamente casa, distinguindo por sua vez as diversas funções (ou papéis) que se executam dentro desse espaço, por exemplo, numa situação clássica, dentro do que no sistema chamamos casa encontramos uma comunidade de Irmãos (uma função dessa casa) e um colégio (seria outra função). Essa diferenciação nos permitiu resolver muitas das situações reais que se dão em nosso pequeno universo marista. AMEstaún.- A informação contida na base de dados está à disposição de todos? Marcelo.- A informação armazenada contém matizes de ordens diversas. Para respeitar, sobretudo, as pessoas, e como modo de garantir a consistência do sistema, este foi dotado de um elenco hierárquico de usuários, cada qual com diferentes possibilidades e atribuições, segundo o papel que desempenham. Desse modo, apenas os dados gerais e as informações estatísticas anônimas estarão ao alcance dos usuários, mas aos dados privativos ou mais pessoais apenas terão acesso aqueles que podem ou devem conhecê-los em decorrência de sua função ou missão. AMEstaún.- Uma vez concluído o mapa da estrutura, começou a montar seu suporte informático. Marcelo.- Tão logo que estivemos convencidos sobre a viabilidade dessa estrutura de dados, começamos a imaginar e a desenvolver a interface do usuário; os vídeos pelos quais os usuários interagem com esses dados, os formulários de carga, etc. Simultaneamente estudamos as várias arquiteturas de hardware sobre as quais iríamos montar nosso sistema, ou seja, que servidores, com que características e prestações, que tipo de conexão com a internet, que equipamentos de conexão e segurança, etc. Essa pesquisa e reflexão nos colocou diante de outro problema: era imprescindível otimizar a infraestrutura da rede da Casa geral.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DA REDE DA CASA GERAL AMEstaún.- Pode descrever-nos as características técnicas da Rede da Casa geral Marcelo.- No gráfico da página anexa pode-se ver um esquema da atual rede da Casa geral. Está organizada a partir de um equipamento (router-gateway) de tecnologia bem atual que permite várias conexões simultâneas à internet e a separação interna de várias sub-redes

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DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO • TEC para serviços diversificados. O mesmo equipamento oferece um sistema de antivírus e de filtro muito eficaz de conteúdos. No esquema se pode apreciar: • Duas conexões com a internet: uma de fibra ótica (de 4 Mbps / 4Mbps) utilizada normalmente para a conexão dos servidores que podem ser contatados a partir da internet e para o acesso à internet da Administração geral e dos hóspedes que, ocasionalmente, estão na casa. Outra conexão ADSL (de 7Mbps / 384 Kbps) é habitualmente utilizada para proporcionar acesso à internet aos estudantes e quartos dos Irmãos. Dessa maneira se equilibra o acesso à internet e, caso necessário, uma pode oferecer o serviço à outra linha que, por qualquer motivo, deixe de funcionar. • Uma primeira sub-rede chamada DMZ, na qual se encontram os servidores aos quais se pode acessar com a internet, como aquele que acolhe o site web www.champagnat.org e os serviços do sistema de dados. • Uma sub-rede chamada LAN1 que integra todos os equipamentos dos Irmãos e dos escritórios da Administração geral com os servidores. • Uma sub-rede chamada LAN2 que integra os equipamentos dos Irmãos que fazem estudos superiores nas diversas universidades romanas. • Uma sub-rede chamada WLAN que integra o sistema wifi e dá acesso à internet para os quartos destinados aos hóspedes, mas não permite acesso aos servidores e a outros equipamentos da Administração geral. AMEstaún.- Como se fez a implementação do sistema que já existia na Casa geral? Marcelo.- Com o calor abrasador do mês de agosto romano, veio também o novo conjunto de servidores HP que nestes dias assume a carga do trabalho cotidiano. Não me parece oportuno entrar nesse ponto com muitos detalhes, mas se, por acaso, alguém com mais conhecimentos técnicos tiver a curiosidade, permito-me três ou quatro linhas em jargão informático. O sistema de dados está montado do seguinte modo:

• Um servidor HP Proliant DL370 G6 com um sistema de discos RAID 6 para a base de dados. Em síntese, um servidor com grandes prestações, muito confiável, onde poderia ocorrer, por exemplo, que se rompessem dois discos (coisa muito rara); mesmo se isso acontecesse, não perderíamos os dados. • Dois servidores HP Prolian DL360 G7 com dois discos em espelho (com dupla cópia) para o servidor web do sistema de dados. Um para o trabalho normal e outro para o caso em que o primeiro tivesse algum problema. • Em todos os servidores se instalou um sistema operativo linux baseado em Debian. O motor da base de dados é um MySQL e o sistema de dados e sua interface estão escritos em php e javascript para enriquecer um pouco mais a interface do usuário e facilitar algumas funcionalidades. Além disso, instalamos um sistema de replicação (cópia instantânea) da base dados, em tempo real, e um sistema de cópia de segurança (backup) de todos os serviços e dados que se atualiza cada vez que se faz alguma alteração nos arquivos de código do sistema, ou então a cada 6 horas. • No mês de outubro, com o primeiro Encontro de secretários provinciais com sede na Espanha, realizado em Guardamar del Segura, começamos a etapa da implantação do sistema. Dia após dia, encontro após encontro, novas funcionalidades, algumas correções e muitas melhoras vão surgindo, graças à contribuição de muitos. • Se com o compromisso de todos os atores participantes, conseguirmos prosseguir, como até agora, com o ritmo de trabalho planejado, em outubro de 2012 teremos um “quadro digital” do Instituto, preciso e real. E em pouco tempo (talvez um ano) teremos à disposição os dados da história atual do Instituto. Um projeto ambicioso, pensado e construído em equipe e ainda implantado em equipe. Essa ferramenta será um eficiente instrumento para responder a perguntas semelhantes àquelas apresentadas, no começo deste escrito.


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Ano XXV - n° 41 - Dezembro 2011 ■ Secretariado da Missão Ir. João Carlos do Prado página 18 ■ Secretariado Irmãos Hoje página 24 Ir. César A...

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