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2013  TEMPO DO ADVENTO  Reflexões para cada dia do Advento     

  O mundo das crianças e jovens migrantes   

 


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AGRADECIMENTOS  A FMSI agradece a todas as pessoas que colaboraram neste livreto de reflexão  para  o  tempo  do  Advento.  Muitas  pessoas  colocaram  o  coração  nessa  atividade.  Agradecemos  às  crianças  e  adolescentes  que,  gentilmente,  compartilharam conosco suas histórias; aos pais, que nos permitiram publicar  a  história  de  vida  de  seus  filhos;  a  todas  as  pessoas  de  contato  da  FMSI  nas  Províncias, pois sem a sua colaboração o trabalho não teria sido possível, e aos  tradutores, pelo trabalho e carinho em manter a fidelidade dos conteúdos das  histórias enviadas, e a tantos outros que nos apoiaram. Muito obrigado.    O  tema  central  do  livreto  deste  ano  é  a  criança,  o  adolescente  e  o  jovem  migrantes.    Em 2012, O Comitê dos Direitos da Criancas da ONU, em Genebra, teve como  tema de discussão, no Debate Geral, as Crianças em Situação de Migração. O  artigo  11  da  Convenção  da  Criança  diz  que  o  “Estado  tem  obrigação  de  combater as deslocações e retenções ilícitas de crianças no estrangeiro levadas  a cabo por um dos pais ou por terceiros”. Com essas reflexões, desejamos que  nossas vidas se aproximem um pouco mais das dessas pessoas, que vivem em  constantes  mudanças  e  são  impedidas  de  participar  plenamente  dos  seus  direitos  sociais.  “Nos  termos  da  presente  Convenção,  criança  é  todo  o  ser  humano  menor  de  18  anos,  salvo  se,  nos  termos  da  lei  que  lhe  for  aplicável,  atingir a maioridade mais cedo.” Artigo 1º da Convenção sobre os Direitos da  Criança.  Considerando  que  o  tema  desse  ano  foi  alvo  do  Debate  Mundial  em  2012, utilizaremos como elemento de reflexão após cada história do livreto, as  contribuições  enviadas  pelas  Instituições  ao  “Dia  de  Debate  Geral”  e  outros  documentos da ONU.    Tenhamos como exemplo de migração a Famila de Nazaré, Jesus, Maria e José,  que  foi  obrigada  a  migrar  às  pressas  para  o  Egito,  enfrentando  todo  tipo  de  dificuldades da época.    Desejamos também que as histórias de  vida aqui  apresentadas  nos ajudem a  ter mais presente a pessoa do migrante, a respeitá‐lo, a acolher a cada um e a  cada  uma,  a  partilhar  nossa  vida  com  suas  vidas  e,  sobretudo,  prestar‐lhes  ajuda necessária para integrá‐los plenamente na sociedade.      Ir. Vicente Sossai Falchetto    3   


O ADVENTO    Termo:  Advento  vem  do  Latim  adventus,  que  significa  preparar  a  vinda,  a  chegada. Este tempo litúrgico, com duração de quatro semanas, termina no dia  24 de dezembro e, em continuação temos o Natal e a Epifania. É o tempo de  despertar e preparar a todos para a chegada do Menino‐Deus.      Origem    Não  se  pode  determinar  com  exatidão  quando  foi  introduzida  na  Igreja  a  celebração  do  Advento.  A  preparação  para  a  festa  de  Natal,  certamente  não  aconteceu  antes  da  festa  de  Natal  e  sobre  isso  não  encontramos  nenhuma  evidência, antes do final do século IV, quando era celebrada em toda Igreja, ou  no dia 25 de dezembro ou no dia 6 de janeiro (Duchesne).     Nas Atas do Sínodo de Zaragoza (380), o quarto Cânon prescreve que a partir  do  dia  dezessete  de  dezembro  até  a  festa  da  Epifania,  ninguém  deveria  ausentar‐se da Igreja. Existem algumas homilias, provavelmente a maior parte  de  São  Cesário,  bispo  de  Arlés  (502‐504),  onde  encontramos  menção  a  uma  preparação  antes  do  Natal;  entretanto,  a  julgar  pelo  contexto  da  época,  não  existia nenhuma regulamentação sobre esse assunto.    Um Sínodo que aconteceu em (581) em Macon, na Gália, em seu nono cânon  ordena que, a partir do dia onze de novembro até o dia de Natal, o Sacrifício  seja  oferecido  de  acordo  com  o  rito  da  Quaresma,  às  segundas,  quartas  e  sextas‐feiras  da  semana.  O  Sacramentário  Gelasiano  destaca  cinco  domingos  para o  tempo  do Advento; e  esses cinco foram reduzidos  a quatro  pelo papa  São  Gregório  VII  (1073‐85).  A  coleção  de  homilias  de  São  Gregório,  o  Grande  (590‐604)  começa  com  um  sermão  para  o  segundo  domingo  do  Advento.  Vários  Sínodos  criaram  cânones  sobre  os  jejuns  a  serem  observados  durante  esse  tempo,  sendo  que  alguns  começavam  no  dia  onze  de  novembro,  outros  no dia quinze, e outros com o equinócio de outono.     

"As crianças migrantes devem ser sempre tratadas como  crianças em primeiro lugar"  François Crépeau  Relator Especial sobre os Direitos Humanos dos Migrantes    4   


INTRODUÇÃO    "Os direitos de todas as crianças no contexto da migração internacional"    Em sua declaração introdutória no dia do Debate Geral, em setembro de 2012,  François  Crépeau,  Relator  Especial  sobre  os  direitos  humanos  dos  migrantes,  enfatizou  que  "as  crianças  migrantes  devem  ser  sempre  tratadas  como  crianças  em  primeiro  lugar".  Infelizmente,  a  terminologia  como  "imigrantes  clandestinos"  ainda  domina  a  maioria  das  discussões  ‐  linguagem  que  "demoniza  crianças  migrantes  e  leva  a  uma  maior  alienação,  violência  e  xenofobia... Nenhuma criança é ilegal, nenhum ser humano é ilegal. Todas as  crianças têm direitos, independentemente de seu status."    Crépeau destacou uma série de aspectos que devemos dar prioridade ao lidar  com  os  filhos  de  migrantes,  tais  como  coleta  de  dados,  a  formação  das  autoridades  de  migração  e  de  uma  melhor  coordenação  entre  as  Agências.  Referindo‐se ao seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos, destacando o  efeito prejudicial da detenção dos pais sobre as crianças, ele acrescentou que a  detenção de crianças migrantes em si também é um grande problema.    Ele concluiu pedindo que a detenção deve ser evitada como uma questão de  princípio.  A  detenção  das  famílias  deveria  ser  feito  apenas  em  circunstâncias  muito  excepcionais.  Cabem  ao  Estado  desenvolver  alternativas  especiais  à  detenção e aos direitos da criança e do jovem baseadas em  suas abordagens  políticas,  leis  e  práticas  para  garantir  o  cumprimento  de  suas  obrigações  mínimas e absolutas da Convenção dos Direitos da Criança.    Em seguida, duas adolescentes enriqueceram o Debate.  A  primeira  foi  Fatoumata,  de  14  anos,  Delegada  Nacional  da  Associação  de  Crianças  e  Jovens  Trabalhadores  do  Mali.  Ela  enfatizou  a  necessidade  de  as  autoridades  continuarem  a  trabalhar  no  registo  de  nascimento  e  melhorar  a  conduta  do  pessoal  que  aplica  a  legislação.  "Eu  gostaria  de  pedir  a  todos  os  adultos aqui para ouvir as crianças. Porque, se a criança tem um problema, a  primeira  pessoa  que  ele  ou  ela  vai  falar  é  com  um  amigo,  ao  invés  de  um  adulto.  As  autoridades  locais,  nacionais  e  internacionais  devem  ouvir  as  crianças e ajudá‐las", concluiu.    A  segunda  foi  Sasima,  de  16,  que  estava  representando  o  Fórum  sobre  Migrações  de  Crianças  da  Tailândia.  Sasima  vive  perto  da  fronteira  entre  a  Tailândia e a República Democrática Popular do Laos, e levantou a questão das  crianças sem nacionalidade e sua luta para acesso à educação. Ela recomendou  5   


que  as  crianças  recebam,  automaticamente,  a  nacionalidade  do  país  onde  nasceram, que o acesso à educação não seja restrito às crianças não‐nacionais  e que as crianças sejam protegidas durante todo o processo.    Segundo  os  depoimentos  das  crianças  e  jovens  em  situações  de  migração  internacional, a maior ameaça que muitos relataram enfrentar é a violência e a  extorsão de policiais. Além disso, às crianças é, muitas vezes, negado o acesso  aos serviços básicos nos países de acolhimento. Karlsson falou da necessidade  de  um  estudo  global  sobre  as  medidas  de  cooperação  transnacional  que  vai  identificar as lacunas e contribuir para o diálogo de alto nível sobre a migração  no futuro.    Dia do Debate Geral 2012   

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1º de dezembro I domingo do Advento     Leituras do dia:  Is 2, 1‐5. O Senhor reune todas as nações na paz do Reino de Deus.  Rm 13, 11 – 14. Nossa salvação está proxima.  Mt 24,37‐44. Ficai atentos e preparados!  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐    Eu me chamo Ben Hamilton. Eu imigrei com  minha  família  para  Sydney  em  junho  de  2011, vindo de Christchurch, Nova Zelândia.  Os terremotos devastaram minha escola e a  paróquia Nossa Senhora do Mar.   Foi  um  período  muito  assustador,  que  se  prolongou  por  vários  meses.  Quando  nós  mudamos para Austrália, nos sentimos mais  seguros, longe dos tremores, especialmente  à noite. Quando chegamos a Sydney, muita  gente nos ajudou, dando‐nos um lugar para  ficar,  enquanto  procurávamos  um    alojamento  e  trabalho  para  viver  e  uma  Benjamin Hamilton  nova  escolar  para  eu  estudar.  Minha  nova  13 anos  escolar  foi  Santíssimo  Sacramento,  em  Nova Zelandia  Clifton Gardens. Eles me receberam com os  Sydney, Austrália  braços  abertos  e,  facilmente,  eu  fiz  novos  amigos.  No início, eu tive mais dificuldades com o meu sotaque Kiwi (sotaque inglês de  Nova  Zelândia)  e  eu  encontrei  muita  dificuldade  para  me  acostumar  com  os  termos australianos tais como tanga (jandals) e nadadores (togs).  Meu irmão  mais  velho  retornou  para  Nova  Zelândia  e  eu  sinto  muita  falta  dele.  Nós  nos  falamos via Skype quase todo final de semana.  Agora  eu  estou  no  Colégio  Marista  North  Shore,  em  meu  primeiro  ano  de  Ensino  Médio,  e  eu  me  sinto  mais  envolvido  com  a  cultura  australiana.  Eu  ainda  sinto  falta  de  meus  amigos  de  Christchurch,  mas,  por  intermédio  da  escola,  eu  fiz  novos  amigos  que  me  aceitam  como  eu  sou.  Eu  sei  que  os  desafios sempre viram ao longo da vida. Mas sinto‐me agradecido porque sou  capaz  de  viver  aqui  na  Austrália  e  desfrutar,  aprender  e  crescer  em  um  ambiente favorável, que é a escola.  7   


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enfrentar os seus medos e aceitar as mudanças que acontecem em suas vidas.  Por  favor,  mantenha‐os  seguros  de  danos,  dar‐lhes  as  amizades  de  que  eles  precisam para recuperar e desfrutar da vida seguindo a sua luz e o seu amor.                                                                            9   


2 de dezembro Segunda-feira da I semana do Advento     Comemoração marista: 1915 ‐ fundação marista en Marrocos.   ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Leituras do dia:  Is 4,2‐6: Haverá grande alegria para os sobreviventes de Israel  Mt 8,5‐11: Muitos virão do Oriente e do Ocidente para o Reino do Céu.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Quando  nossa  família  mudou‐se  para  o  bairro  Martello  (Município  de  Caçador,  no  estado  de  Santa  Catarina)  havia  muito  preconceito  com  relação  ao  lugar,  as  pessoas  eram  contra  minha  família.  Hoje  moro com minha mãe e meu irmão,  ambos  tem  problemas  de  saúde.   No  começo  não  tinha  amigos,  encontrei  muita  dificuldade,  ninguém  queria  falar  conosco.  As  Edilaine Chagas ‐14 anos   pessoas  começaram  a  falar  mal  da  Estado de Santa Catarina  minha  mãe,  ela  tem  depressão  e  Caçador, Santa Catarina,  Brasil  quem cuida dela sou eu.    Minha  vida  não  está  sendo  fácil,  passamos  necessidades,  pois  somente  meu  irmão  recebe  beneficio  do  governo.  Quando  chegamos  o  que  mais  me  prejudicava  era  a  falta  de  amigos  e  a  vizinhança  que  não  colaborava,  pois  pensavam  que  éramos  de  briga.  Hoje  tudo  mudou  tenho  novos  amigos,  os  vizinhos são bons, acho que é porque viram que eu não estava dando conta de  tudo. Mesmo assim minha vida é muito difícil, o que mais me afeta é a falta de  amigos e a solidão.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:   Embora o direito internacional defina criança como "todo ser humano com idade  inferior a dezoito anos," não existe uma definição legal internacional único de um  migrante, portanto, de uma criança migrante. No entanto, muitos tipos distintos de  migração  infantil,  de  base  familiar,  não  acompanhado,  irregular,  tráfico,  em  matéria  de  asilo,  têm  sido  o  foco  de  atenção  regional,  nacional  e  internacional.  Apesar  das  diferenças,  todos  eles  incluem  situações  em  que  as  crianças  possam  estar em risco de serem expostos ao abuso, negligência, violência ou exploração.  10   


As  circunstâncias  das  crianças  migrantes  que  estão  desacompanhados  ou   separados  de  seus  cuidadores  normais  tem  sido  uma  preocupação  especial.  No  entanto, as crianças em movimento, que são acompanhados por seus cuidadores  normais também podem ter as necessidades de proteção, especialmente quando  seus  cuidadores  são  imigrantes  irregulares  ou  onde  as  famílias  são  pobres  e  refugiados,  afetados  por  conflitos  e,  que  não  se  adaptaram  ao  novo  ambiente.  (Save the Children, Dia do Debate Geral 2012)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐    Rhuan  Filipe  Gontijo  dos  Santos  Barbosa  relatou  que  morava  em  São  Paulo  e  desde  que  veio  de  São  Paulo  para  Samambaia‐  Distrito  Federal  está  triste, pois está com muita saudade da  mãe. Contou que gosta de morar com  os Tios Jean e Celiana e os primos Igor  e  Geovanna,  mas  tem  momentos  que  não gosta muito por ter que fazer tudo  na  hora  certa.  E  quando  morava  em  São  Paulo  com  os  pais,  não  tinha  que    fazer  tudo  na  hora  certa.  “Se  eu  não  Rhuan Filipe Gontijo  estivesse  com  fome  eu  não  comia.”  dos Santos Barbosa ‐ 7 anos  afirmou.    Relatou  que  não  gostava  de  Estado de São Paulo, Brasil  ficar  dentro  de  casa,  pois  não  tinha  Samambaia, Brasil  televisão  e  nada  para  se  divertir,  por    isso  ficava  maior  parte  do  tempo  brincando na rua.  O educando relatou que não sofre discriminação no local em que está vivendo e  nem  na  escola,  e  disse  que  é  tratado  muito  bem  na  casa  dos  tios  e  na  escola.  Segundo  o  educando,  ele  veio  morar  em  Brasília  com  os  tios,  porque  o  pai  está  preso e a mãe falou que era só para ele ficar um tempo até ela “conseguir arrumar  um lugar bom para a gente morar”.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo  48:   Grande  é  o  Senhor  e  digno  de  todo  louvor,  na  cidade  de  nosso  Deus.     O seu monte santo, colina magnífica, é uma alegria para toda a terra. O lado  norte  do  monte  Sião  é  a  cidade  do  grande  rei.  Deus  se  mostrou  em  seus  palácios um baluarte seguro.    11   


Eis  que  se  unem  os  reis  para  atacar  juntamente.  Apenas  a  vêem,  atônitos  de  medo e estupor, fogem. Aí o terror se apodera deles, uma angústia como a de  mulher em parto, ou como quando o vento do oriente despedaça as naus de  Társis.    Como  nos  contaram,  assim  o  vimos  na  cidade  do  Senhor  dos  exércitos,  na  cidade de nosso Deus; Deus a sustenta eternamente!    Ó Deus, relembremos a vossa misericórdia no interior de vosso templo.  Como  o  vosso  nome,  ó  Deus,  assim  vosso  louvor  chega  até  os  confins  do  mundo.  Vossa mão direita está cheia de justiça.    Que o monte Sião se alegre. Que as cidades de Judá exultem, à vista de vossos  juízos!   Relanceai  o  olhar  sobre  Sião,  dai‐lhe  a  volta,  contai  suas  torres,  considerai  suas  fortificações,  examinai  seus  palácios,  para  narrardes  às  gerações futuras: como Deus é grande, nosso Deus dos séculos eternos; é ele o  nosso guia.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos pelas crianças que vivem longe de suas famílias, por aquelas que tem  grandes  responsabilidades  na  família  e  em  especial  pelas  pessoas  que  se  ocupam de seus cuidados.   ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:  Querido Deus obrigado por tudo que me deste, obrigado pelo peso de cuidar  de  minha  família,  pois  sei  que  o  senhor  nunca  me  deixaria  na  mão,  mesmo  com as coisas boas que vem acontecendo na minha vida. Peço que cuidem da  minha  família,  amigos,  parentes  e  meus  educadores,  pois  isso  me  fortalece  cada vez mais. Obrigado Senhor. Amen.   

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3 de dezembro Terça-feira da I semana do Advento São Francisco Xavier, presbítero Dia internacional das pessoas com necessidades especiais     Comemoração marista: 1956 – partida dos primeiros Irmãos para a Bolívia.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Leituras do dia:   Is 11, 1‐10 ‐ Sobre ele pousará o Espírito do Senhor.  Lc 10, 21‐24 ‐ Jesus cheio de alegria do Espírito Santo.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Poder viajar ao redor do mundo é fantástico e  emocionante. Dá uma compreensão de outras  culturas  e  tradições,  bem  como  a  oportunidade  de  fazer  novos  amigos.  Isso  parece  ótimo,  e  é.    Você  é  forçado  a  sair,  deixar tudo o que tem e perder todos aqueles  que voce ama e que fazem parte da sua vida.  Quando  chegamos  a  um  lugar  desconhecido,  sem  conhecer  ninguém,  sem  amigos,  nos  sentimos  como  se  estivesséssemos  sido  deixados  de  fora  do  mundo.  Mas  assim  que  começamos a fazer novos amigos e a conhecer  a nova realidade, descobrimos que ali pode ser  um ótimo lugar para viver. Quando nós saímos  da Espanha para viver na Grécia há cinco anos,  até  chegar  à  Austrália,  meus  pais  sempre  me  apoiaram e eu sou muito grato a eles.   Eu estou muito feliz de estar aqui na Austrália,  com novos amigos e aprendendo coisas novas.    No  início,  não  foi  assim  tão  fácil.  A  mudança  me  impediu  de  ir  à  escola  por  quase  seis  Juan Rasines Mazo  meses.  14 anos  Isso  me  afetou  muito,  porque  eu  não  tinha  Espanha  nada para fazer e não tinha amigos.  Sydney, Austrália    Graças à calorosa acolhida da Comunidade e do Colégio Marista North Shore,  eu tive um tempo maravilhoso na Austrália.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  13   


Reflexão sobre migração:  A  maioria  das  crianças  migrantes  muda‐se  com  sua  família,  acompanhando  seus  pais  ou  cuidadores,  que  buscam  emprego  ou  oportunidades.  Chega  a  quase  10%  a  parcela  da  população  infantil  da  China  –  27,3  milhões  de  crianças – que participou de migrações internas com seus genitores em 2008.  No  entanto,  é  significativo  o  número  de  crianças  e  jovens  que  se  deslocam  sozinhos dentro dos países. Uma análise recente de dados de recenseamento  de  pesquisas  domiciliares  em  12  países  constatou  que  um  em  cada  cinco  adolescentes  migrantes  de  12  a  14  anos  de  idade,  e  metade  dos  de  15  a  17  anos de idade haviam migrado sem um dos pais.   (Situação das Crianças no Mundo em 2012, UNICEF)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 72: Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância.   Dai  ao  Rei  vossos  poderes,  Senhor  Deus,  vossa  justiça  ao  descendente  da  realeza!  Com  justiça  ele  governe  o  vosso  povo,  com  eqüidade  ele  julgue  os  vossos pobres.    Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho!  De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a  terra!    Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar.  Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.    Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória!  Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos pelas crianças que vivem em constante mudança, e em especial por  aquela que vivem longe de seus familiares.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:  Pai Todo‐Poderoso. Ajudai a todos aqueles que se mudaram ou foram expulsos  de suas casas. Dê apoio a todos que estão em perigo e dificuldades e guiai‐os  para  uma  vida  melhor.  Dai  seu  Espírito  para  aqueles,  como  eu,  tem  dificuldades em suas mudanças. Por Jesus Cristo Senhor nosso. Amém. 

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4 de dezembro Quarta-feira da I semana do Advento São João Damasceno, presbítero e doutor

Comemoração marista: 1889 ‐ abre‐se a primeira escola marista na Colômbia.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Leituras do dia:  Is 25, 6‐10a ‐ O Senhor convida ao banquete e enxugará as lágrimas de todos.  Mt 15, 29‐37 – O Senhor cura a muitos e multiplica os pães.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐    Meu  nome  é  Lenderson  Rosa  Reis,  tenho 16 anos, sou brasileiro, nasci  no interior do Estado do Maranhão,  chamado  São  Bento.  Meus  pais  vierem  para  São  Luís  à  procura  de�� um  melhor  emprego,  pois  meu  pai  é  marceneiro  e  minha  mãe  empregada  doméstica.  Então  ele,  meu  pai,  vendeu  uma  moto  para  comprar  as  passagens  e  poder  trazer toda a minha família.  Viemos  para  São  Luís,  capital  do  Estado.  Com  o  passar  do  tempo,  acho que eu tinha uns quatro anos,    tivemos  que  retornar  de  onde  Lenderson Rosa Reis  viemos, mas mesmo assim não deu  16 anos  certo. Então meu pai resolveu ficar  São Bento,  Maranhão  de  vez  aqui  em  São  Luís,  aí  eu  já  São Luís, Brasil  tinha  oito  anos  e  eu  lembro  muito  bem.  Moramos em vários bairros daqui de São Luís, mas firmamos residência neste  que fica próximo da Casa da Acolhida Marista Olho d’Água, que hoje é muito  importante  na  minha  vida.  E  quando  conheci  a  Casa  vim  apenas  por  curiosidade  e  interesse  de  fazer  capoeira.  E  vejam  só  o  que  aconteceu:  hoje  sou aluno bolsista do Colégio Marista Araçagy, atendido pela Casa da Acolhida,  sou  da  Pastoral  Juvenil  Marista,  vou  participar  da  Jornada  Mundial  da  Juventude  no  Rio  de  Janeiro  e  faço  parte  da  Rádio  Tribos.  Sem  contar  que  15   


ainda tenho dois irmãos, Vanessa Rosa e Leandro Rosa, atendidos na Casa da  Acolhida.  Hoje  minha  mãe  está  desempregada,  meu  pai  ainda  é  marceneiro,  e  talvez  tenhamos que voltar para o interior. Se isso acontecer vai ser uma pena, pois  não  posso  perder  as  oportunidades  que  a  Casa  da  Acolhida  Marista  Olho  d’Água estar me oferecendo, sem contar às amizades que fizemos aqui. Então  rezo todos os dias para que isso não aconteça, mas é meu pai que decide.  Por isso nas minhas orações agradeço a Deus por este caminho construído pela  minha família, em especial meu pai e minha mãe, e a grande ajuda que a Casa  da Acolhida Marista Olho d’Água tem realizado em nossas vidas.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  Crianças  e  jovens  frequentemente  seguem  padrões  de  migração  conhecidos.  Na  África  Ocidental  e  na  Ásia  Meridional,  onde  as  taxas  de  migração  infantil  independente  são  particularmente  altas,  a  maioria  das  crianças  migrantes  deixa  suas  casas  entre  os  13  e  os  17  anos  de  idade.  Muitas  dessas  crianças  crescem  em  áreas  rurais  empobrecidas,  onde  é  comum  viajar  em  busca  de  trabalho para suplementar a renda familiar, seja durante parte do ano, durante  períodos de dificuldades financeiras ou por períodos mais longos. Acredita‐se  que,  somente  na  Índia,  chegue  o  pelo  menos  quatro  milhões  o  número  de  crianças que migram de tempos em tempos, sozinhas ou com suas famílias.   (Situação da Criança no mundo em 2012, UNICEF)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 23: Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.  O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.  Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar.  Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.     Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome.  Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei.  Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!    Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo;  com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.     Felicidade e todo bem hão de seguir‐me, por toda a minha vida;  e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos hoje de modo especial por todas as crianças que vivem em constante  migração em seu propio país.  16   


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5 de dezembro Quinta-feira da I semana do Advento Dia internacional dos voluntários     Leituras do dia:  Is 26, 1‐6 ‐ Que entre um povo justo que observa a lealdade.  Mt 7,21. 24‐27 ‐ Aquele que cumpre a vontade do Pai entrará no Reino dos Céus.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐    Eu  me  chamo  Monga  Mukasa.  Tenho  16  anos de idade e estudo no Colégio Nossa  Senhora  de  Shepparton,  localizado  na  cidade de Victoria, Austrália, onde curso o  ensino médio. Nasci em Baraka, República  Democrática  do  Congo,  também  conhecida como RDC. Eu sou o quarto, de  uma  família  de  seis.  Papai,  Juliette,  Achi,  Fitina  e  Neema,  minhas  duas  irmãs  gêmeas.   Eu  venho  de  um  país  devastado  pela  guerra,  onde  muitas  vidas  foram  tiradas  pelos  soldados.  Perdi  minha  mãe  na  guerra.  Por  causa  da  guerra,  uma  das  Monga Mukasa  minhas  irmãs  gêmeas,  a  Neema  e  o  meu  16 anos  tio  Machinda  foram  separados  de  nós.  República Democrática do Congo  Nós não tivemos a chance de dizer adeus  Victoria, Austrália  a nossa mãe quando ela faleceu.  No  entanto,  meu  tio  e  minha  irmã,  caminharam  com  segurança  através  da  fronteira  de  Uganda  e  logo  se  instalou  no  Quênia.  Eles  escaparam,  mas  naquela época não sabíamos se eles estavam vivos ou mortos. Fiquei com meu  pai  e  meus  quatro  irmãos.  Também  escapamos  da  guerra  na  fronteira  com  a  Tanzânia,  onde  fomos  colocados  em  um  campo  de  refugiados  com  muitas  outras famílias que fugiram da guerra do Congo.  A vida no Campo de Refugiados foi muito dura para mim e minha família. Cada  família  foi  colocada  em  uma  pequena  casa  feita  de  barro,  madeira  e  grama  seca.  As  casas,  em  sua  maioria,  tinham  dois  quartos  pequenos,  por  isso  as  minhas três irmãs compartilharam um  quarto e a mesma cama, e o meu  pai,  meu  irmão  e  eu  dividíamos  o  mesmo  quarto.  Como  tínhamos  seis  pessoas  vivendo  sob  mesmo  teto,  a  casa  em  que  vivíamos  era  muito  pequena  para  a  18   


minha  família.  O  acampamento  era  cuidado  pelas  Nações  Unidas,  que  nos  fornecia  comida,  água,  roupas  e  algumas  instalações.  Não  havia  comida  suficiente para todos no campo de refugiados, na maioria das vezes estávamos  famintos a espera que, em breve, Deus trouxesse algo para a nossa mesa.  No  acampamento  não  tínhamos  acesso  à  água  limpa  e  tínhamos  que  caminhar  cerca  de  20  km  ou  mais  para  ir  buscar  água  do  poço.  Devido  a  isso,  muitos  refugiados  ficaram  muito  doente  com  doenças  como  a  malária,  germes  e  muitos  mais.  Eu  frequentei  a  escola  primária  no  Campo  de  Refugiados  de  Mkugwa. Tivemos ausência de educação de qualidade e não havia instalações  suficientes para os alunos da minha escola. Muitas meninas ficavam em casa e  faziam  o  trabalho  doméstico  (inclusive  minhas  irmãs),  porque  elas  estavam  com  medo  de  serem  estupradas  por  estranhos  ou  meninos  locais.  Apesar  da  má situação do campo, eu era um bom estudante na minha escola primária. Eu  tirava  boas  notas  e  fiquei  em  segundo  lugar  em  meus  exames.  Minha  família  ficou  muito  orgulhosa.  Eu  nasci  e  cresci  em  uma  família  musical.  Antes  de  minha  mãe  ser  morta,  ela  e  meu  pai  eram  líderes  do  coral  de  uma  igreja  metodista no Congo. No campo, a minha família continuou a cantar e adorar a  Deus através da música e esta foi a primeira vez que eu descobri meu talento.  Eu  frequentava  a  igreja  luterana,  onde  logo  fui  escolhido  como  vocalista  no  coral  para  crianças.  Minha  família  formou  um  pequeno  grupo  de  canto  com  outras famílias onde cantavam, dançavam e compartilhávamos nossas histórias  juntos enquanto estávamos no Campo de Refugiados.  Depois de muitos anos vivendo uma vida miserável, a minha família conseguiu  vir para a Austrália. Foi um longo processo para chegar onde estamos hoje e foi  uma trajetória muito difícil. Primeiro tivemos que esperar por um país que nos  aceitasse. Fizemos entrevistas, exames de saúde e esperamos pela aprovação  do  governo  de  um  país.  Eu  me  lembro  da  primeira  vez  que  eu  ouvi  sobre  a  possibilidade de minha família vir para a Austrália. Eu estava na escola quando  minha irmã mais velha, a Julieta, veio cheia de emoção e me contou uma das  melhores  de  notícias  da  minha  vida.  Para  ser  honesto,  eu  não  sabia  em  que  lugar  do  mundo  estava  a  Austrália,  com  o  que  o  país  se  parecia,  o  que  aconteceria  conosco  para  chegar  até  lá  ou  para  onde  estávamos  indo.  Eu  estava muito animado em deixar toda aquela miséria para trás e estava pronto  para seguir em frente com a vida, mas ao mesmo tempo eu estava preocupado  com a vinda para a Austrália, porque eu não sabia o que esperar das pessoas  de lá.   Minha família veio  morar  na  cidade  de  Shepparton. No início de fevereiro  de  2006, eu comecei o Primário na Escola São Brendan está aqui em Shepparton.  Eu  comecei  na  quarta  série,  onde  eu  lutava  com  dificuldade  para  falar,  escrever  e  compreender  Inglês.  Conhecendo  mais  de  6  idiomas,  tivemos  problemas  para  nos  comunicarmos  com  as  pessoas  ao  nosso  redor.  Era  um  19   


momento muito difícil porque não conseguia entender os outros. O meu Inglês  melhorou demais. Eu fui a primeira pessoa na minha família a falar o inglês tão  rapidamente.  Minha  família  continuou  cantando.  Nós  formamos  um  grupo  chamado  Coro  Congolês  e  com  a  idade  de  10  anos  eu  era  o  líder.  Depois  de  recém‐chegados em Shepparton, novos membros se juntaram ao Coro e logo  se tornou conhecido como a Banda “Angels Voices”.  A  vida  na  Austrália  para  minha  família  estava  muito  bem  e  continuamos  louvando a Deus por tudo o que havia feito por nós. Porém, havia uma coisa  que nos causava tristeza, se tratava de mina irmã gêmea Neema e o meu tio  Machinda,  que  não  sabíamos  deles  desde  o  dia  em  que  fomos  separados.  Rezávamos e esperávamos que algum dia tivéssemos notícias. Certo dia, meu  pai recebeu uma carta do meu tio comunicando que ele e minha irmã estavam  vivos  e  que  estavam  sendo  atendidos  por  um  pastor  da  igreja  no  Congo.  Na  minha  vida,  eu  tive  muitos  momentos  espirituais,  mas  este  significou  muito  para  mim,  porque  eu  sabia  que  não  tinha  mais  que  preocupar‐me  com  eles.  Em casa nós dançamos e choramos de alegria ao saber que os encontraríamos  novamente depois de tantos anos. Em 2007, o governo da Austrália aprovou o  visto  de  minha  irmã.  Eu  não  dormi  no  dia  em  que  fomos  recebê‐la  no  aeroporto.  Todos  estávamos  emocionados  depois  de  5  anos  separados.  Esse  dia  foi  o  mais  feliz  para  a  minha  família.  Dois  anos  depois,  veio  também  o  nosso tio Machinda. Foi genial ter toda minha família reunida depois de tantos  anos de separação.   A música e o canto são minha paixão. Eu canto porque é um dom especial de  Deus e quero partilhar com os outros. Minha música fala sobre as experiências  da  vida,  a  coragem,  falar  com  Deus  sobre  os  acontecimentos  do  mundo  que  enfrentamos.  Cada  vez  que  eu  canto,  me  sinto  livre  e  sinto  alegria  em  meu  coração.  No  Colégio  Nossa  Senhora,  eu  tenho  participado  de  muitos  eventos  musicais e o melhor de tudo isso é fazer grandes amizades com outros jovens  músicos.  Nos  anos  anteriores,  apresentei  muitas  vezes  em  outras  partes  do  país com a Banda “Angels Voices”. Ter paixão pela música e acreditar em mim  mesmo, me deu a oportunidade de me representar a Austrália no Campeonato  Mundial  de  Artes  de  Hollywood,  em  julho  de  este  ano,  junto  com  muitas  outras pessoas com talento de toda Austrália.  As experiências de minha infância me fizeram a pessoa que sou hoje. Às vezes,  olho  para  trás  e  me  pergunto  como  seria  a  minha  vida  se  não  tivesse  acontecido  tudo  isso?  Onde  eu  estaria?  O  que  estaria  fazendo?  Em  resumo,  agradeço muito a Deus, ao meu pai, aos meus amigos e a minha família.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:   “As  agências  das  Nações  Unidas  responsáveis  pelos  direitos  e  bem‐estar  das  crianças,  devem  ser  pró‐ativas  em  pressionar  os  governos  a  fazer  mais  para  20   


apoiar as crianças em comunidades de migrantes, especialmente nessas áreas‐ chave:  1. Capacitação de profissionais que trabalham com crianças para elevar o seu  nível de conhecimento e de confiança sobre o impacto da cultura e da religião  nas crianças das crianças envolvidas.  2.  Colocando  mais  recursos  em  programas  de  sensibilização  junto  às  comunidades migrantes em matéria de protecção de crianças e salvaguarda.  3. Com política governamental coerente e ação regulatória em todos os países  para  evitar  danos  às  crianças  e  famílias  vulneráveis  e  proteger  as  crianças  estigmatizadas e em risco de ritos de exorcismo nocivos.  4.  Fornecendo  apoio  adequado  para  as  famílias  cujas  condições  sociais  e  econômicas colocam seus filhos em risco de abuso.”   (Nações Unidas)   ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 118: Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor!  Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! 'Eterna é a sua misericórdia!'  É melhor buscar refúgio no Senhor, do que pôr no ser humano a esperança;  é  melhor  buscar  refúgio  no  Senhor,  do  que  contar  com  os  poderosos  deste  mundo!    Abri‐me  vós,  abri‐me  as  portas  da  justiça;  quero  entrar  para  dar  graças  ao  Senhor! 'Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão!'  Dou‐vos  graças,  ó  Senhor,  porque  me  ouvistes  e  vos  tornastes  para  mim  o  Salvador!    Ó Senhor, dai‐nos a vossa salvação, ó Senhor, dai‐nos também prosperidade!'  Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que em seus átrios vai entrando!  Desta  casa  do  Senhor  vos  bendizemos.  Que  o  Senhor  e  nosso  Deus  nos  ilumine!  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Peçamos  pelas  famílias  que  vivem  em  países  em  guerra,  em  especial  pelas  crianças que sofrem com as mudanças que lhe são submetidas.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:   Ó meu Deus, eu te imploro que me dê muita disposição para continuar com os  meus  projetos  de  vida.  Ajuda‐me  e  a  todos  os  membros  da  minha  família.  Abençoa a todos que os cuidam de nós em esse novo país. Dá‐lhes paz e saúde  a todos. Amém.     21   


6 de dezembro Sexta-feira da I semana do Advento São Nicolau, bispo     Leituras do dia:  Is 29, 17‐24 ‐ Naqueles dias, os olhos do cego verão.   Mt 9, 27‐31 – Jesus cura dois cegos que creem nele.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐    Eu  me  chamo  Sedler  Miguel,  tenho  13  anos  de idade, e sou de Angola. Moro com o meu  primo  em  Joanesburgo  na  África  do  Sul  desde  que  eu  nasci.  Até  o  ano  passado,  eu  nunca  tinha  ido  à  escola,  quando  Andrew  Ballister,  o  padrinho  do  meu  primo,  me  matriculou no Projeto Three2Six. Eu tinha 12  anos  de  idade  e  fui  colocado  na  5ª  série.  Antes de vir para o projeto, meu primo tinha  tentado  encontrar  uma  escola  para  mim,  mas  todas  disseram  não.  Eu  acordo  de  manhã  e  vejo  as  outras  crianças  que  vão  felizes para a escola, com seus amigos, olho  para  os  seus  uniformes  e  penso  comigo  mesmo:  quando  será  a  minha  vez  de  me    Sedler Miguel  sentar na mesma classe que eles, levantar a  13 anos‐ Angola  minha  mão  e  discutir  com  os  outros  alunos  Joanesburgo, África do Sul  sobre questões da aula?    Então,  eu  sinto  que  o  meu  futuro  está  sendo  roubado  e  diminui  a  minha  esperança. Quando eu conheci Andrew, ele me fez muitas perguntas e aquela que  mais me incomodou foi: 'para qual escola você vai?’ Então eu contei a ele a minha  história  e  ele  parecia  tão  triste.  Ele  disse:  ‘Eu  tenho  um  plano  para  você’.  Duas  semanas mais tarde, ele nos chamou e disse ao meu primo que tinha encontrado  uma  escola  para  mim.  Eu  estava  tão  feliz  e  animado  que,  quando  ele  me  levou  para  a  escola  com  o  uniforme  do  Projeto  Three2Six,  me  senti  tão  inteligente  e  feliz. Sabia que, com a ajuda de Deus, o meu futuro seria brilhante.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  Projeto Three2Six do Colégio do Sagrado Coração. (Primeira parte)  22   


Somos um projeto Educacional para crianças refugiadas apoiadas pelo Colégio  Marista do Sagrado Coração acompanhado desde 2008.  O  Projeto  é  um  programa  de  transição  para  crianças  refugiadas  que  têm  dificuldades  para  registrar  em  Escolas  Sul‐africanas,  quer  porque  as  famílias  não  conseguem  pagar  as  taxas  e  outras  despesas  relacionadas  para  colocar  seus filhos em escolas, ou os pais não têm todos os documentos necessários.  Ainda  assim,  a  maioria  das  crianças  refugiadas  não  fala  inglês.  Quando  eles  chegam  à  África  do  Sul  o  que  torna  difícil  para  eles  é  seguir  em  uma  escola  normal. Às vezes, mais de uma vez eles chegam a momentos ímpares, quando  a matrícula não é mais possível.   O  projeto  atua  na  tarde  de  segunda  a  sexta‐feira,  de  15h  às  18h,  quando  as  principais  escolas não estão funcionando. Temos um grupo de 140 crianças de  6 a 13 anos de idade.  Nós ajudamos as crianças a se acostumar com o Inglês como língua principal de  comunicação nas escolas aqui na África do Sul. Na fase de transição para uma  escola normal, o inglês é mais uma barreira para eles para resolver, como eles  não são capazes de entender, falar, escrever ou ler em Inglês. As crianças que  estão muito atrasadas são colocadas em uma classe de recuperação, onde elas  fazem  suas  sessões  de  Inglês  até  chegar  ao  nível  correto  de  seu  grupo.  O  Projeto Three2Six tem também uma biblioteca infantil, que funciona uma vez  por  semana.  As  crianças  tomam  emprestados  os  livros  e  os  trazem  de  volta  após uma semana. Os livros são doados.  “As crianças seguem também um programa de Matemática que está previsto  nas normas das escolas sul africanas”. Isto lhes permite integrar rapidamente  nas classes apropriadas, uma vez que sair do projeto. Este ano, quatro crianças  ganharam  uma  bolsa  de  estudos  e  foram  colocados  em  duas  das  melhores  escolas públicas em Joanesburgo.   (Esther Olive N Munonoka, Coordenadora do Projeto Three2Six).   Continua no dia 10.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 27: O Senhor é minha luz e salvação.  O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo?  O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?     Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo:  habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida;  saborear a suavidade do Senhor e contemplá‐lo no seu templo.     Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes.  Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!   ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  23   


Intenção:   Rezemos de modo especial hoje pelos voluntários que de maneira expontanea  dedicam‐se aos demais.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:   Senhor  meu  Pai,  estou  aqui,  mais  uma  vez,  para  agradecer  tudo  o  que  está  acontecendo  na  minha  vida.  Principalmente,  Deus,  o  relacionamento  com  os  meus  novos  amigos.  Abençoe  a  todos  da  minha  escola,  principalmente  meus  amigos. Amém! 

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7 de dezembro Sábado da I semana do Advento Santo Ambrósio, bispo e mártir

Leituras do dia:  Is 30,19‐21.23‐26. O Senhor se comoverá à voz do teu clamor.  Mt 9,35 ‐ 10,1.6‐8. Vendo Jesus as multidões, compadeceu‐se delas.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Olá  amigos.  Eu  me  chamo  Layra  Lizzeth Irías e envio a todos vocês e  a  todas  as  crianças  do  mundo,  uma  saudação de Vida Pura. Eu tenho 10  anos  e  nasci  na  Nicarágua.  Estou  vivendo em los Chiles de Costa Rica.  Querem  saber  por  que  eu  estou  aqui? Pois é uma longa historia, mas  eu vou ser muito rápida.  Eu vim com minha mãe e o meu pai  ficou na Nicarágua, mas não sei por  quê.  Eu  vim  quando  eu  tinha    5  anos.  Minha  família  está  na  Nicarágua e eu tenho muita vontade  de vê‐los, embora eu queira viver na    Costa  Rica,  porque  aqui  me  tratam  Layra Lizzeth Irías  muito  bem.  Eu  gostaria  de  voltar  à  10 anos‐ Niguaragua  Nicarágua  para  ver  os  meus  tios  e  Los Chiles, Costa Rica  primos.  Muito  bem.  Eu  desejo  tudo    de bom pra você aí.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:   Um fator relevante diz respeito aos diferentes níveis de desenvolvimento que  se estabeleceu ao longo da história do Brasil. Esta busca por um futuro melhor  é  um  dos  principais  fatores  que  levam  a  população  a  deixar  sua  origem,  sua  terra natal em busca deste futuro. Este fator motivador das famílias está ligado  principalmente na busca pela melhora nas condições de vida para seus filhos.  Atualmente  o  desenvolvimento  econômico  do  Brasil  contribui  para  esta  migração interna. É o caso da construção de hidroelétricas na região Norte do  Brasil,  especialmente,  Porto  Velho  –  Rondônia  e  Altamira  –  Pará.  Essas  obras  deslocam  aproximadamente  20.000  trabalhadores  durante  o  período  de  25   


construção,  para  regiões  com  pouca  densidade  populacional  e,  portanto,  pouco  preparada  para  a  recepção  do  grande  contingente  de  pessoa.    É  fato  que,  entre  as  pessoas  que  migram  estão  crianças  que,  com  as  famílias,  vivenciam as mesmas condições que irão acompanhar os adultos na busca de  outra realidade.   (Dia  de  Debate  Geral  –  2012,  Vozes  de  Crianças  do  Brasil  em  situação  de  Migração – UMBRASIL)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Quando eu estudava em Aparecida de  Goiânia eu tinha muita dificuldade e a  única  pessoa  que  me  ajudava  era  a  minha  diretora.  Quando  eu  mudei  para Silvânia, a primeira escola que eu  estudei foi na Escola Manoel Caetano  do  Nascimento.  Eu  tinha  muita  dificuldade  para  ler,  as  pessoas  que  me  apoiaram  foram  Izaque,    o  João  Vitor, o Diego e o Bruno.   Depois  comecei  a  frequentar  o  Aprendizado.  No  começo  foi  ruim  porque os meus colegas achavam que  eu  não  sabia  de  nada.  Quando  eu  estava  com  um  mês  que  eu  estava  Eliaquim Guilherme Alves Rodrigues  estudando  aqui,  minha  professora  pediu  ajuda  a  outra  professora  11 anos  falando que eu não fazia nada dentro  Aparecida de Goiânia ‐ Goiás  da sala, no mesmo dia esta professora  Silvânia, Goiás ‐ Brasil  foi em minha sala e me perguntou por    que eu não falava nada.  Ai eu falei eu não gostava que me chamava de Eliaquim e  sim  de Guilherme,  um dia minha professora falou que meu nome era tão diferente, foi ai que eu  comecei a gostar do meu nome. Nesta escola, o estudo foi tão bom quanto a  outra escola.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Magníficat: Maria é a mais bela obra de Deus.   A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu  Salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva.     Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Poderoso  fez para mim coisas grandiosas.     26   


O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende de geração em geração,   sobre aqueles que o temem. Ele mostrou a força de seu braço:   dispersou os que têm planos orgulhosos no coração.    Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.   Encheu de bens os famintos, e mandou embora os ricos de mãos vazias.     Acolheu Israel, seu servo, lembrando‐se de sua misericórdia, conforme  prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para  sempre.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos pelas crianças cujos pais vivem separados.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:  Espirito  Santo,  eu  peço  por  mim  e  pela  minha  família.  Obrigado  pelos  alimentos  de  cada  dia;  Obrigado  pelo  bem  estar;  Obrigado  pelo  ar  que  respiramos.  Obrigado  por  tudo  o  que  aconteceu  em  minha  vida.  E  tira  as  pessoas das ruas, que perderam suas casas e não tem onde morar. Amém. 

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8 de dezembro II domingo do Advento

Festividade da Imaculada Conceição     Comemoração marista: 1942 ‐ Consagração do Instituto Marista ao Coração  Imaculado de Maria. 1950 ‐ Primeira fundação marista na Indonésia. 2012 –  Fundação da Província da Austrália.   ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Leituras do dia:  Gn 3,9‐15.20: Porei inimizade entre ti e a mulher.  Ef 1,3‐6.11‐12: Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo.  Lc 1,26‐38: Eis que conceberás e darás à luz um filho  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐    Eu  nasci  em  Campo  Grande,  capital  do  Mato  Grosso  do  Sul.  Quanto  eu  tinha  1  ano  de  idade  eu  fui  morar  em  Curitiba  capital  do  Paraná  Eu  não  lembro  muito  bem  dessa  época,  pois  eu  era  muito  pequeno. Depois fui morar em Maracaju  no Mato Grosso do Sul. As mudanças de  cidade  eram  por  causa  do  trabalho  do  meu  pai.  Eu  estou  em  Dourados  no  Mato  Grosso  do  Sul  há  quatro  anos.    Já  estou  acostumado  com  mudanças,  pois    eu  já  morei  em  diversas  casas.  Só  aqui  Joao Victor Viegas Arguelho  em  Dourados,  foram  duas  casas  14 anos  diferentes.  Sinto  saudades  do  meu  Mato Grosso do Sul, Brasil  bisavô  que  morava  em  Maracaju  Curitiba, Paraná,  Brasil  comigo.  Minhas  primeiras  amizades  em    Dourados foram feitas na escola.   As pessoas achavam diferente o jeito que eu me vestia. Em Maracaju a gente ia  muito simples para a escola. Isso foi motivo para algumas pessoas caçoarem de  mim.  Logo  nos  primeiros  dias  de  aula  eu  briguei  na  escola  por  causa  dessas  diferenças.  Hoje  acho  melhor  morar  em  Dourados  do  que  em  Maracaju,  porque lá (em Maracaju) há muita gente usando drogas e ainda continua sem  asfalto.  Acho  que  Dourados  é  mais  desenvolvida  e  oferece  mais  oportunidades.   ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  28   


Reflexão sobre migração:  Tratando‐se de um país continental (Brasil) esse fenômeno tem ocorrido entre  estados, municípios e dentro das cidades entre diferentes territórios. As razões  apontadas retratam essa diversidade, violência familiar ou comunitária, busca  por melhores condições de trabalho ou moradia, modelos de desenvolvimento  econômico que retornam populações de seu espaço histórico para fazer frente  a grandes empreendimentos, entre outros.  Importante refletir sobre os impactos da migração para esta parcela população  e o que tem sido  feito em favor de crianças, que  vivem este processo. Como  seus direitos estão sendo assegurados e como o Estado tem proposto políticas  públicas planejem esses processos e que atendam esta população.   (Dia  de  Debate  Geral  –  2012,  Vozes  de  Crianças  do  Brasil  em  situação  de  Migração – UMBRASIL)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 98: Cantai ao Senhor Deus um canto novo!  Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios!  Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram‐lhe a vitória.    O  Senhor  fez  conhecer  a  salvação,  e  às  nações,  sua  justiça;  recordou  o  seu  amor sempre fiel pela casa de Israel.    Os confins do universo contemplaram da salvação do nosso Deus.   Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai‐vos e exultai!  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos pelas familias que vivem em constante mudança, e em especial pelas  ciranças que sofrem com esses impactos.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:  Pai  eterno.  Eu  te  agradeço  a  minha  vontade  de  mudar  as  coisas,  a  minha  insatisfação diante do que é medíocre, a minha ira diante da injustiça, o nó que  sinto  na  garganta  diante  de  uma  história  de  amor,  o  carinho  que  sinto  pelas  crianças  que  me  aceitam  como  eu  sou  o  amor  que,  apesar  de  alguns  desentendimentos  seu  tenho  pelos  meus  pais  e  a  coragem  de  ter  sido  suficiente  "eu"  para  não  acompanhar  a  onda,  nem  experimentar  os  tóxicos,  nem  brincar  com  minha  dignidade  de  jovem  cristão.    Eu  te  peço  a  grandeza  interior para compreender meu povo, minha geração e a tua presença no meu  caminho. Eu te ofereço minha juventude. Sei que é pouco, mas é meu jeito de  dizer  que  gosto  da  vida  e  pretendo  vive‐la  como  um  filho  digno  desse  nome.  Amem.  29   


9 de dezembro Segunda-feira da II semana do Advento     Comemoração marista: 1879 – morre o Ir. Luís Maria, 2º Superior Geral do  Instituto.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Leituras do dia:  Is 35,1‐10 – Deus vem em pessoa para salvá‐los.  Lc 5,17‐26 – Hoje, vimos coisas admiráveis.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Olá amigos. Eu me chamo Lidieth González  Corea  e  tenho  10  anos.  Eu  nasci  em  San  Carlos de Nicarágua.  Eu vivo em Los Chiles de Costa Rica. Eu vim  com  minha  mãe  porque  ela  estava  procurando  trabalho.  Meu  pai  ficou  na  Nicarágua.  Estou  muito  feliz  aqui  na  Costa  Rica,  mas  eu  sempre  me  lembro  do  meu  país.  Quando  terminar  o  primário,  eu  penso em retornar àNicarágua.  Certa  ocasião,  um  garoto  costarriquenho,  para  me  provocar,  me  disse  que  eu  era  uma nica (Nicarágua) zombando de mim e,  Lidieth González Corea  eu  lhe  respondi  que  os  nicos  não  são  10 anos  cachorros, que são iguais a eles e que todos  Nicarágua  temos os mesmos direitos. Ele ficou calado.  Los Chiles, Costa Rica  Adeus amigos, que tenham um ano feliz.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  Num mundo que diz “globalizado”, e cada vez mais conectado pelos diversos  meios de transporte, um fenômeno tem se tornado cada vez mais frequente: a  migração  de  famílias,  tanto  dentro  de  um  mesmo  país,  quanto  para  outros  países, não raro situados em outros continentes.  Na  busca  de  melhores  condições  de  vida  e,  em  alguns  casos,  da  própria  sobrevivência, famílias inteiras deixam seus locais de origem, sua cultura e sua  própria história de vida e se aventuram em locais distantes, onde muitas vezes  sofrem  toda  sorte  de  privações,  além  de  serem  vítimas  de  preconceito,  discriminação e dificuldades de adaptação.  30   


Se tal cenário já é inadequado para os adultos, os prejuízos que pode acarretar  às  crianças  que  se  veem  obrigadas  a  sair  de  seus  locais  de  origem  e  passar  a  residir em bairros, cidades ou países que lhes são completamente estranhos, e  em  ambientes  que  por  vezes  lhes  são  hostis,  assume  uma  proporção  descomunal, podendo resultar em problemas de ordem emocional e traumas  difíceis de superar.   (Dia  de  Debate  Geral  –  2012,  Vozes  de  Crianças  do  Brasil  em  situação  de  Migração – UMBRASIL)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Quando  minha  família  chegou  aqui  as  condições  eram  precárias,  pois  o  bairro  nasceu  a  partir  de  invasões.  As  casas  eram  construídas  de  madeira,  lona  não  havia  esgoto,  água  encanada,  luz  elétrica.  A adaptação foi difícil, pois minha família  vinha do estado da Bahia onde tínhamos  toda  infraestrutura  necessária.  Dai  o  sofrimento  foi  grande  para  carregar  água,  usar  vela  para  iluminar  além  dos  costumes muito diferentes.  Hoje  a  grande  terra  vermelha  possui    ainda  muitos  problemas,  no  entanto  avanços  aconteceram  no  que  diz  Millena de Jesus Olivira  respeito  à  infraestrutura  e  nós  já  14 anos  estamos  mais  adaptados  ao  jeito  de  Estado da Bahia, Brasil  viver  do  povo  da  região.  Já  estamos  Vila Velha, Brasil  inseridos  na  luta  por  melhorias    destinadas especialmente aos jovens.   Nesta  perspectiva  buscamos  a  construção  de  espaços  de  vivência  para  a  juventude que possam vir a contribuir com práxis reflexiva que levem os jovens  a horizontes melhores, ou seja, construir sonhos, traçar objetivos que ajudem  a transformar a realidade da comunidade em que estamos inseridos.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 85: Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar.    Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar;  a  paz  para  o  seu  povo  e  seus  amigos,  para  os  que  voltam  ao  Senhor  seu  coração.     Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra.  31   


A  verdade  e  o  amor  se  encontrarão,  a  justiça  e  a  paz  se  abraçarão;  da  terra  brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.    O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas;  justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos  pela  harmonia  familiar  das  crianças  que  vivem  em  constantes  mudanças.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:  Senhor  Jesus,  eu  te  agradeço  por  me  dar  sabedoria  e  conhecimento  para  estudar e poder defender‐me dos que me ofendem.  Obrigado por manter a mina família com saúde. Senhor abençoe a minha vida,  minha família e  os  jovens  da  minha  região, para  que possamos transforma‐la  em um lugar melhor para se viver. Obrigado Jesus. Amém.     

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10 de dezembro Terça-feira da II semana do Advento Dia Internacional dos direitos humanos (ONU)     Comemoração marista: 1984 ‐ Primeira fundação marista no Quênia.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Leituras do dia:  Is 40,1‐11 – Deus consola o seu povo.     Mt 18, 12‐14 ‐ Deus nao deseja que se perca nenhum desses pequeninos.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Eu  me  chamo  Nzanga  Kapenda.  Tenho  13  anos  de  idade  e  venho  da  República  Democrática  do  Congo.  Eu  moro  com  a  minha mãe em Joanesburgo na África do  Sul  desde  2007.  Tenho  três  irmãos  e  duas irmãs, mas nem todos ficam juntos  porque  minha  mãe  não  tem  dinheiro  para  cuidar  de  todos  nós.  Todos  nós  estudamos no Projeto Marista Three2Six  porque  minha  mãe  não  tinha  dinheiro  para  pagar  as  taxas  que  exige  uma  escola pública. Depois que nós deixamos  o  projeto,  eu  e  uma  das  minhas  irmãs  fomos  as  únicas  a  continuar  na  escola.      Nossos  outros  irmãos  ainda  estão  Nzanga Kapenda  esperando  para  ter  uma  chance  de  ir  13 anos  para a escola, mas nosso pequeno irmão  República Democrática do Congo  ainda está em projeto marista. O Projeto  Joanesburgo, África do Sul  também  está  ajudando  a  resolver  o    problema  para  que  os  meus  irmãos  voltem para a escola.  Three2Six  Projeto  tem  me  ajudado  a  falar  Inglês  e  Matemática.  Ajudou  tambem  a  minha  mãe  quando  ela  foi  presa  pela  polícia.  O  projeto  cuidou  de  nós e acompanhou o caso dela, até que ela foi liberada. Agradeço a Deus pela  ajuda que Ele forneceu para nós através das pessoas do Projeto Three2Six.   

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Nasci  em  Curitiba  e  vim  morar  para  Guaraqueçaba (ilha no litoral do estado) no  ano passado porque meu pai e minha mãe  decidiram vir morar para cá. Sinto saudades  dos  irmãos  que  ficaram  em  Curitiba  e  também das amiguinhas que brincavam em  minha  casa.  Aqui  em  Guaraqueçaba  só  tenho duas amigas.   Não  tive  nenhum  problema  de  adaptação,  mas  tenho  medo  do  mar  subir  até  minha  casa. Não gosto de mar, gosto de piscina.  Uma  vez  uma  amiguinha  não  quis  ir  a  minha  casa,  não  sei  por  quê.  Gosto  daqui,  mas quero voltar morar em Curitiba.   

  Maria Eduarda Schuster  8 anos‐ Curitiba, Paraná  Guaraqueçaba, Paraná ‐ Brasil  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  Atendemos a 6 classes do 1º  ao 6º ano e o 7º  ano é uma classe de reparação.  As  crianças  grau  (R)  são  transferidas  ao  Observatório  de  Meninas  da  Escola  Primária, que é a execução de um grau (R) do Three2Six para 1º ramo a partir  de 2010.  O programa não tem a intenção de manter as crianças em  todas as  séries.  Uma  vez  que  a  criança  está  pronta  para  se  juntar  à  educacao  formal  pedimos  aos  pais  para  registrar  seu  filho  em  uma  escola.  Nós  ajudamos  as  crianças a obter o primeiro pacote de uniformes e artigos de papelaria, a fim  de  ter  um  começo  em  sua  nova  escola.  Algumas  crianças  não  conseguem  deixar o projeto antes de completar 6ª série.  Além  do  sistema  de  Educação,  O  Projeto  Three2Six  fornece  uniforme,  papelaria  e  almoço  para  as  crianças,  considerando  que  a  maioria  dessas  crianças  vêm  de  famílias  pobres,  que  só  chegam  na  África  do  Sul  a  partir  de  países  mergulhados  em  guerra  ou  outros  problemas  políticos  e,  assim,  lutar  para  fornecer  a  todas  apoio  com  material  necessário  para  os  seus  filhos  a  entrar  em  escolas.  Nós  só  pedimos  aos  pais  para  comprar  sapatos  e  bolsas  escolares  que  alguns  deles  ainda  lutam  com  dificuldades  para  pagar.  Desde  2012,  “Toms  Shoes”  começou  a  oferecer  sapatos  para  as  nossas  crianças  e  a  oferta  até  agora  tem  sido  regular.  Todas  as  crianças  têm  o  seu  tamanho  do  sapato,  e  sempre  que  elas  necessitam  de  um  novo,  eles  são  substituídos.  Os  Pais  dos  alunos  do  Sagrado  Coração  também  ajudam  as  famílias  do  Projeto  Three2Six  com  parcelas  de  alimentos  que  são  doadas  às  crianças  para  levar  para casa uma ou duas vezes por semana.   (Esther Olive N Munonoka, Coordenadora do Projeto Three2Six)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  34   


Salmo 96: Olhai e vede: o nosso Deus vem com poder!  Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!  Cantai e bendizei seu santo nome! Dia após dia anunciai sua salvação.    Manifestai  a  sua  glória  entre  as  nações,  e  entre  os  povos  do  universo  seus  prodígios! Publicai entre as nações: 'Reina o Senhor!' e os povos ele julga com  justiça.    O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas;  os campos com seus frutos rejubilem e exultem as florestas e as matas     Na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira.  Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos  em  especial  pelas  crianças  que  vivem  sozinhas,  sem  amigos  para  brincar e se alegrar.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:  Orar  para  que  todo  mundo  seja  bom  para  todas  as  pessoas.  Que  todas  as  criancas tenham oportunidades de estudar. Que o papai pense em voltar para  Curitiba para eu poder brincar com minhas amiguinhas. Que eu passe de ano  na escola, porque eu reprovei. Amém!     

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11 de dezembro Quarta-feira da II semana do Advento     Leituras do dia:  Is 40 25‐31 ‐ O Senhor todo poderoso dá força ao desvalido.  Mt 11 28‐30 – Vinde a mim todos vós que estais cansados.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Olá,  eu  me  chamo  Neil!  Eu  tenho  16  anos  e  estou  no  ensino  médio  no  Colégio  Marista  de  Eastwood,  em  Sydney.  Eu  me  mudei  para  a  Austrália  como imigrante, há cinco anos, devido à  transferência  do  trabalho  de  meu  pai.  Nós  vivíamos  em  Mumbai,  Índia,  onde  eu  morava  junto  com  meus  avós,  lugar  onde  a  maioria  da  minha  família  e  amigos estão vivendo atualmente.  O  maior  passo  na  minha  vida  até  agora  foi a mudança da Índia para a Austrália.  Embora ainda fosse uma criança ingênua  com  11  anos  de  idade,  que  passou  a    maior parte de sua vida em um país em    desenvolvimento,  eu  realmente  não  Neil Bookseller  tinha  experimentado  um  monte  de  16 anos  acontecimentos  e  mudança  na  minha  Mumbai, Índia  vida  e  não  tinha  ideia  de  quanto  eu  Sydney, Austrália  havia crescido como pessoa.  Eu mudei para Sydney em julho de 2008. No momento em que meus pais e eu  saímos  do  aeroporto,  fomos  recebidos  por  um  frio  terrível.  Depois  de  viver  durante  dois  dias  em  um  hotel,  logo  alugamos  uma  linda  casa  e  fizemos  a  nosso  lar!  Rapidamente  meus  pais  me  matricularam  em  um  colégio  vizinho,  cujo  diretor  me  colocou  no  7º  ano.  A  partir  daí  começou  a  minha  incrível  jornada  seis  anos.  Com  o  passar  dos  dias,  fiquei  surpreso  ao  encontrar  as  enormes  diferenças  entre  as  sociedades  indígenas  e  australianas.  Pequenas  coisas,  como  por  exemplo,  o  reabastecimento  de  um  carro  em  um  posto  de  gasolina, em Mumbai o pagamento poderia ser feito mediante um funcionário,  mas aqui, você tinha que fazê‐lo sozinho.  Como a educação na Índia começa cedo, eu era muito novo, em comparação  com  a  maioria  da  minha  turma.  Fiquei  surpreso  pela  forma  como  as  crianças  36   


eram maduras no 7º ano e encontrei‐me aprendendo um monte de coisas que  eu  não  sabia  como  a    idade  de  11  anos.  Havia  definitivamente  uma  luta  precoce  em  termos  de  lidar  com  a  discriminação,  o  racismo  e  o  “bullying”.  Como eu era um personagem completamente diferente em termos de idade,  religião,  cor  da  pele,  sotaque  e  até  mesmo  estilo  de  vida  básico  e  de  ser  a  único vegetariano em minha escola.   Por  várias  vezes,  ao  longo  dos  meus  primeiros  seis  meses  da  minha  vida  na  Austrália,  eu  me  senti  como  um  peixe  fora  d'água,  pois  eu  havia  perdido  os  meus amigos e família de meu antigo lar. Muitas vezes, eu me senti indisposto  e tive vontade de voltar atrás, mas com o apoio constante dos meus pais, do  coordenador de turma (Sr. McNamara), dos novos amigos e professores, eu fui  capaz  de,  através  deles,  alcançar  excelentes  resultados  acadêmicos  e  homenageado por um prêmio de excelência na escola.  Com  esses  acontecimentos  comigo  e  com  minha  família,  pouco  a  pouco  nos  adaptamos ao modo de vida australiano. Com o acompanhamento continuado  de  meus  amigos,  professores  e  familiares,  eu  pude  fazer  uma  transição  bem‐ sucedida  de  um  garoto  ingênuo  a  um  adolescente  crescido,  maduro  que  me  levou a ser o 1º da minha turma por 4 (quatro) anos consecutivos e também  ser eleito como o líder acadêmico do colégio.  À  medida  que  nos  tornamos  os  novos  cidadãos  de  Sydney,  meus  pais  compraram  uma  casa  maravilhosa  e  três  pessoas  da  família  já  receberam  o  visto  de  residência  permanente.  Espero,  este  ano,  obter  minha  cidadania  australiana e completar o ensino médio.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  Os  problemas  enfrentados  pelas  novas  famílias  migrantes  incluem:  status  de  imigração,  a  falta  de  sistema  de  apoio  social  que  o  ajude  a  voltar  para  casa  (assistência à infância, a mediação familiar), a falta de apoio para crianças com  problemas de comportamento graves ou com deficiência, pessoas que sofrem  de  transtorno  de  estresse  pós‐traumático,  o  desemprego  e  subemprego;  ex‐ crianças‐soldados  que  necessitam  de  apoio  especial;  exclusão  escolar  e  mau  desempenho;  exclusão  social,  criando  uma  sensação  de  impotência,  o  tráfico  de crianças e a exploração; experiência de assédio, discriminação racial que o  impede  de  procurar  os  serviços  adequados  e  baixa  autoestima,  dificuldades  linguísticas  levando  à  falta  de  compreensão  de  suas  necessidades,  especialmente crianças.   (Dia do Debate Geral – 2012, Africans United Against Child Abuse ‐ AFRUCA).  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 103: Bendize, ó minha alma ao Senhor.  Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome!  37   


Bendize,  ó  minha  alma,  ao  Senhor,  não  te  esqueças  de  nenhum  de  seus  favores!     Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade;  da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão;    O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo.  Não  nos  trata  como  exigem  nossas  faltas,  nem  nos  pune  em  proporção  às  nossas culpas.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos pelas crianças do mundo inteiro, em especial por aquelas que sofrem  com o impacto das mudanças.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:   Querido  Deus.  Eu  te  agradeço  pelas  oportunidades  que  me  destes  em  minha  vida. Agradeço pela minha família e pelos amigos que me destes. Eu rezo para  que  eu  e  todas  as  crianças  migrantes  sejamos  bem  acolhidas  e  tenham  um  futuro brilhante. Eu desejo passar a minha vida aqui na Austrália. Amem.

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12 de dezembro Quinta-feira da II semana do Advento Nossa Senhora de Guadalupe     Leituras do dia:  1ª Leitura ‐ Gl 4,4‐7: Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher.  Evangelho ‐ Lc 1,39‐47: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do  teu ventre!  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐   Emily Ferreira Macedo de Oliveira   Eu morava no Marieta, na Zona Norte de  Caçador  e  atualmente  moro  no  residencial  Vista  Bela  da  mesma  cidade.  Mudamos  para  este  bairro  porque  a  gente pagava aluguel, e “daí” minha mãe  fez a inscrição (no programa habitacional  do governo) e conseguimos a nossa casa  e “dai” a gente veio para o Bela Vista. Os  problemas  enfrentados  são  mais  por  falta de infraestrutura, de não ter escola,     posto  de  saúde  nem  mercado  perto.    Para  resolver  esses  problemas,  14 anos  dependemos  de  ônibus.  Antes  a  minha  Marieta, Caçador, S. Catarina  casa  era  a  5  minutos  da  escola,  e  agora  Bela Vista, Caçador, S. Catarina  eu tenho que pegar ônibus, ir e voltar de  Brasil  ônibus pra escola.  Para  posto  de  saúde,  a  gente  vai  ao  mesmo  posto    de  antes,  utilizamos  o   ônibus  e  vamos    lá  no  Vivi  Xavier;  e  somos  atendidos  normalmente.  Outro  problema era o mercado, antes não tinha, a gente tinha que ir até Avenida Saul  Elkind ( que fica distante)pra comprar, mas agora já abriu dois mercados.  Quanto  às  dificuldades,  a  gente  sempre  dá  um  jeito  aqui  outro  ali,  mas  acho  não  superamos  todas  as  necessidades,  porque  o  bairro  é  muito  grande,  tem  muita gente e pouca coisa.  Antes  tudo  era  mais fácil,  sei  lá  acho  que  a  gente  já  conhecia  a  vizinhança,  e  quando  você  muda  para  outro  lugar,  as  pessoas  são  diferentes,  o  espaço,  o  ambiente  é  diferente.  Esse  é  o  maior  impacto.  Quando  você  tá  numa  vizinhança  antiga,  as  pessoas  já  te  conhecem,  te  tratam  de  uma  forma  diferente. Agora quando é vizinhança nova, as pessoas já te olham estranho, já  39   


te observa mais, comenta mais. Pra conviver com essas diferenças, assim..., na  época  de  escola  não  deu  muito  mas,  conforme  nas  férias  conversei  bastante  com as minhas vizinhas e até fiz bastante amizade. Acho que é por isso, mas eu  não sou muito de ficar na rua, então é meio difícil.   Em relação a discriminação, já sofri. Eu sempre escuto falar “aquele povo do  Vista Bela, tudo bagunceiro, favela..., essas coisas”.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  Recomendações:  Que  sejam  promovidas  por  parte  dos  Estados  pesquisas  sobre as realidades de crianças em situação de migração, de forma a entender  a dimensão do fenômeno e garantir a formulação de políticas públicas eficazes  de proteção de seus direitos.  Que  sejam  implementadas  as  políticas  educacionais  voltadas  para  a  sensibilização e consequente redução da discriminação de crianças migrantes.   Que  os  Estados  elaborem  uma  política  pública  para  garantia  dos  direitos  de  populações migrantes, que reconheça a mobilidade humana interna e externa,  com recorte específico na garantia dos direitos de crianças garantindo o direito  de  permanecer  junto  às  suas  famílias  de  origem,  além  de  serem  imediatamente  inseridas  no  Sistema  de  Ensino  e  em  outros  equipamentos  públicos  destinados  a  detectar  e  tratar,  desde  logo,  possíveis  traumas  decorrentes da própria migração, recebendo toda atenção e acompanhamento  que sua peculiar condição recomenda.   Que sejam aportados recursos públicos (orçamentários), para realização de um  trabalho  de  orientação,  apoio  e  assistência  às  famílias  migrantes  como  um  todo  com  prioridade  para  o  atendimento  especializado  de  crianças  nessa  condição.  (Dia  do  Debate  Geral  –  2012,  As  vozes  das  crianças  do  Brasil  em  situação de migração)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 145: Ó meu Deus, meu rei, eu vos glorificarei, e bendirei o vosso nome  pelos séculos dos séculos.    Dia a dia vos bendirei, e louvarei o vosso nome eternamente.   Grande é o Senhor e sumamente louvável, insondável é a sua grandeza.    Cada geração apregoa à outra as vossas obras, e proclama o vosso poder.   Elas  falam  do  brilho  esplendoroso  de  vossa  majestade,  e  publicam  as  vossas  maravilhas.    Anunciam o formidável poder de vossas obras e narram a vossa grandeza.  Proclamam o louvor de vossa bondade imensa, e aclamam a vossa justiça.  O Senhor é clemente e compassivo, longânime e cheio de bondade.  40   


O Senhor é bom para com todos, e sua misericórdia se estende a todas as suas  obras.  Glorifiquem‐vos,  Senhor,  todas  as  vossas  obras,  e  vos  bendigam  os  vossos fiéis.    Que eles apregoem a glória de vosso reino, e anunciem o vosso poder,  para  darem  a  conhecer  aos  homens  a  vossa  força,  e  a  glória  de  vosso  reino  maravilhoso.    Basta abrirdes as mãos, para saciardes com benevolência todos os viventes.  O Senhor é justo em seus caminhos, e santo em tudo o que faz.  O  Senhor  se  aproxima  dos  que  o  invocam,  daqueles  que  o  invocam  com  sinceridade. ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Peçamos a Virgem de Guadalupe por todas a crianças que vivem em estado de  abandono. Rezemos em especial pelos povos indígenas.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:   Que  Deus  ilumine  muito  a  cabeça  do  nosso  novo  prefeito,  pra  que  ele  possa  pensar em formas de acrescentar cultura, esporte, lazer no nosso bairro e pra  ele possa melhorar a nossa infraestrutura, porque não é todo mundo que tem  condição de sair de lá pra ir para o centro toda hora e tudo depende de ônibus.  E  agora  a  gente  está  com  um  problema  muito  grande  que  é  da  tarifa  que  aumentou.  Acho  que  é  isso,  que  a  gente  precisa  mais  ainda  do  apoio  dos  policiais, do prefeito, porque é muita gente, é até tem espaço grande, mas tem  pouca coisa para as crianças fazer e é mais fácil entrar no mundo das drogas.  Amem. 

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13 de dezembro Sexta-feira da II semana do Advento Santa Luzia, virgem e mártir   Leituras do dia:  Is 48, 17‐19 – Ah! Se tivessem observado meus mandamentos.  Mt 11, 16‐19 – Não escutam nem a João, nem ao Filho do Homem.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Olá!  Meu  nome  Anastasaiya,  eu  sou  da  Rússia  e estou  no  Ensino  Médio  do  Colégio  Marista  de  Girona.  Eu  vou  contar‐lhes  um  breve  resumo  da  minha  história.  Eu  gosto  muito  da  Rússia,  porque  lá  eu  tenho  toda  a  minha  família  e  os  meus  amigos.  Fazíamos  coisas  muito  interessantes  e  éramos  muito  felizes.  Faz  dois  anos  e  10  meses  que eu vim para a Catalunha para passar as férias e  viver aqui. Quando chegou o dia de  ir para escola,  fiquei muito nervosa, porque eu não sabia nada do  idioma daqui. Só sabia a minha língua materna.  O    primeiro  ano  foi  muito  difícil.  As  pessoas  se    comunicavam comigo com gestos. Agora eu estou  Anastasiya Russkikh  bem,  pois  aprendi  duas  novas  línguas,  catalão  e  15 anos ‐ Rússia  castelhano.  Tenho  amigos  e  sou  muito  feliz.  Eu  Girona, Catalunha, Espanha  realmente  gosto  de  viver  na  Catalunha,  mas  eu  sinto muita saudade de minha família.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Eu sou Qianwen Huang e tenho 16 anos.  Nasci  na  China  e  há  12  anos    vivo  aqui,  no  Chile.  Como  eu  vim  ainda  pequena  para o Chile, a mudança não foi tão difícil  ou talvez eu não me lembre. Eu acho que  para  os  meus  pais  foi  mais  difícil  se  adaptar  à  nova  língua,  aos  novos  costumes  e  à  nova  cultura  em  geral.  Mas,  apesar  de  tudo,  tem  sido  uma  experiência  agradável.  Nós  nunca  tivemos  grandes  problemas  com  os  chilenos,  em  comparação  com  as  Qianwen Huang, 16 anos, China pessoas de nosso país, eles são amáveis,  Rancágua, Chile mais, mais acolhedores e próximos,   42   


portanto,  sempre  fomos  muito  bem  recebidos  em  todos  os  lugares.  Embora  sempre haverá exceções sobre discriminação, às vezes olham para nós na rua,  mas são pequenas coisas que não têm grande importância.  Nossos  desafios  como  migrantes,  são  os  de  todas  as  pessoas.  Ter  mais  oportunidades,  algo  que  o  nosso  país  era  muito  difícil,  pois  há  muita  concorrência.  Até  agora,  temos  vivido  muito  bem  e  nós  temos  alcançado  muitas das nossas expectativas. A escola tem sido um apoio fundamental para  isso. Assim, poderíamos dizer que somos migrantes de sorte, porque pudemos  desenvolver o que nos propusemos e estamos felizes de estar neste belo país.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:   No  panorama  europeu,  o  fenômeno  migratório  conhecido  como  o  de  “Menores não Acompanhados” aparece entre 1980 e 1990. Apesar do fato de  que a migração de jovens com menos de 18 anos acontece ha vários séculos na  história da Europa e do mundo, sinalizada em 1989, ano em que vários países  europeus ratificam a Convenção sobre os Direitos da Criança e do Adolescente  (1989)  quando  se  desenvolve  a  construção  social  da  “Infância”  e  se  universalizam  seus  direitos.  Com  o  surgimento  desta  nova  categoria  de  infância,  inicia‐se  uma  modificação  geral  dos  procedimentos  e  torna  efetiva  uma nova perspectiva protecionista, outorgando a todos os menores de idade  a  necessidade  de  ser  amparados  e  orientados  pelas  instituições  que  competentes.”  (Escuela del profesorado de Alcalá de Henares para o Dia de Bate General)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 1: Senhor, quem vos seguir, terá a luz da vida.    Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos;  que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai  sentar‐se; mas encontra seu prazer na lei de Deus a medita, dia e noite, sem  cessar.    Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada;  ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis  que tudo o que ele faz vai prosperar.    Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca  espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas  a estrada dos malvados leva à morte.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐      43   


Intenção:   Rezemos pelas crianças e suas familias que vivem constante mudança cultural.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:  Gracioso Deus, obrigado por tudo que você me deu. Serei eternamente grata a  você e por isso deixo minha vida em suas mãos. Eu te peço que cuide dos meus  entes queridos, que nos mantenha com boa saúde e um bom relacionamento  em  minha  família.  Que  tua  vontade  seja  feita  em  mim  e  em  meu  entorno.  Amém. 

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14 de dezembro Sábado da II semana do Advento São João da Cruz, presbítero e doutor da Igreja     Leituras do dia:  Eclo 48, 1‐4.9‐11 – Elias voltará.  Mt 17, 10‐13 – Elias já voltou, e não o reconheceram.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Minha  vida  começou  bem  e  continua  bem,  mas  a  saudade  que  acaba  comigo.  Bem  eu  nasci  em  Brasília,  mas  depois  fui  para a cidade carioca, Rio de Janeiro. Uma  cidade  grande,  bonita  de  se  ver,  eu  adorei,  permaneci  lá  por  3  ou  4  anos.  Lá  tinha praia, açaí dos mais gostosos que eu  já  provei.  Eu  tinha  feito  muitos  amigos.  Fui  bem  acolhido  lá.  A  minha  escola  se  chamava  Dom  Bosco.  A  escola  era  do  Município.  Lá  era  igual  aqui,  servia  comida  e  etc.  Minha  professora  se  chamava  Virtelana,  muito  boazinha  e  legal. Vim para cá porque o aluguel subiu  Matheus Xavier Lelles  muito.  Vim  para  a  Escola  Padre  Lancísio.  10 anos  No  início  foi  difícil  porque  os  únicos  Rio de Janeiro  garotos  que  me  acolheram  foram:  Daniel  Silvânia, Goiás, Brasil  Lucas, Danilo Porto, João Vitor.  Só  depois  de  5  meses  me  acolheram.  O  estudo  é  diferente,  melhor,  mais  rápido  e  menos  cansativo,  é  mais  rápido,  foi  assim  que  eu  encontrei  o  meu  amor a matemática e a conta favorita é a divisão.   ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  A  elaboração  e  implementação  da  política  pública,  logicamente,  tem  como  pressuposto elementar a realização de um levantamento do número de casos  existentes,  inclusive  sob  o  ponto  de  vista  “histórico”,  que  também  aponte  os  locais  de  origem  dos  migrantes,  o  que,  especialmente  no  caso  das  migrações  internas  (dentro  de  um  mesmo  país),  permitirá  a  realização  de  ações  preventivas, na perspectiva de evitar o deslocamento forçado acima referido.  Também  demanda  o  aporte  de  recursos  públicos  (orçamentários),  seja  para  realização  de  um  trabalho  de  orientação,  apoio  e  assistência  às  famílias  45   


migrantes como um todo, seja para que as crianças que a integram recebam o  mencionado atendimento especializado (e prioritário) a que têm direito.  No  plano  internacional,  demanda  a  celebração  de  acordos  de  cooperação  entre os países, especialmente aqueles limítrofes e/ou nos em que a migração  é mais comum, na perspectiva de regularizar a situação dos migrantes e evitar  prejuízos,  sobretudo,  às  crianças  integrantes  da  família  em  situação  de  migração.  Demanda,  enfim,  a  plena  efetivação  das  disposições  da  Convenção  da  ONU  sobre os Direitos da Criança, que se aplica integralmente às crianças migrantes,  que logicamente não podem sofrer qualquer preconceito ou discriminação em  razão de tal condição. (Dia do Debate Geral – 2012, As vozes das crianças do  Brasil em situação de migração)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo  80:  Convertei‐nos,  ó  Senhor,  resplandecei  a  vossa  face  e  nós  seremos  salvos!  Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós que sobre os querubins vos assentais.  Despertai vosso poder, ó nosso Deus e vinde logo nos trazer a salvação!    Voltai‐vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai.  Visitai a vossa vinha e protegei‐a! Foi a vossa mão direita que a plantou;  protegei‐a, e ao rebento que firmastes!    Pousai a mão por sobre o vosso Protegido, o filho do homem que escolhestes  para  vós!  E  nunca  mais  vos  deixaremos,  Senhor  Deus!  Dai‐nos  vida,  e  louvaremos vosso nome!  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos  para  que  as  políticas  sociais  favoreçam  aos  mais  necessitados  da  sociedade.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:   Meu  caro  Jesus,  abençoe  na  vida  a  cada  passo  que  eu  der,  abençoe  a  cada  trabalhador  e  estudante  da  escola  Marista  e  me  abençoe  também,  este  teu  servo aqui te serve e me abençoe na sala de aula, em casa. Que minha família  possa  seguir  os  teus  ensinamentos  e  obrigado  por  tudo:  pela  alimentação,  lazer  e  por  seguir  seus  princípios.  Coloque  na  cabeça  delas  que  elas  têm  que  ser meninos (a) de Deus. Amém.          46   


15 de dezembro III domingo do Advento     Comemoração marista: em 1949, partida dos primeiros Irmãos para a Nigéria.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Leituras do dia:  Is 35, 1‐6a.10: É o próprio Deus que vem para vos salvar.  Tg 5, 7‐10: Fortalecei vossos corações porque a vinda do Senhor está próxima.  Mt 11,2‐11: És tu aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?    Eu  me  chamo  Japhet  Mwamba,  sou  congolês  e  estou  no  Canadá  há  um  ano  e  meio.  Estou  feliz  porque  eu  encontrei  novos  amigos  e  por  estar  aqui com a minha família. Eu gostaria de fazer os  esportes  que  praticava  em  meu  país.  Aqui  no  inverno é muito difícil de fazer minhas atividades  favoritas  de  lazer,  como  o  futebol.  Apoiado  pelo  meu orientador de vida espiritual, fazemos planos  para  nos  integrarmos  na  nova  sociedade,  tão  diferente  da  nossa,  e    ajudar  os  outros.  Fazemos    planos para mudar a sociedade, para sermos mais  Mwamba Japhet  solidários  e,  especialmente,  ajudar  as  pessoas  15 anos  mais  pobres  assim  como  os  mais  velhos  ajudam‐ Congo  nos  na  nossa  integração.  Eu  amo  as  minhas  Montreal, Canadá  experiências  de  ajudar  os  idosos,  que  por  vezes    são esquecidos por nossa sociedade, mas a ajuda  é  muito  positiva  para  a  nossa  vida  de  jovens  imigrantes. Aqui no país, tudo é novo para nós.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  A  identificação  e  implementação  de  uma  solução  em  longo  prazo  para  cada  criança  e  jovem  envolvido  na  migração  ‐  estar  no  país  de  destino,  o  país  de  origem ou num país terceiro, são atividades complexas. Informações de várias  fontes  e  em  diferentes  localizações  geográficas  são  necessárias,  nomeadamente  através  de  contactos  transnacionais  entre  atores  em  diferentes países.  Essa  coleta  de  informações  transnacional  é  muitas  vezes  essencial  para  facilitar,  por  exemplo,  traçando  os  membros  da  família  e  restaurar  vínculos  familiares  ou  comunidade  onde  isso  favoreça  o  melhor  interesse  da  criança,  47   


avaliar as  circunstâncias da família,  reunindo outras informações importantes  sobre  a  criança  e  as  circunstâncias  na  região  de  origem;  compartilhando  opiniões  da  criança  e  atitudes  no  ambiente  familiar,  avaliando  as  oportunidades  e  os  recursos  disponíveis  no  país  de  origem  ou  de  países  terceiros (onde os membros da família residem) para determinar se a proteção  e o cuidado das crianças estariam assegurados.  A  fase  de  identificacao  e  implementação  das  soluções  pertinentes  para  a  criança também requer medidas específicas para garantir que ela tenha acesso  a  cuidados  adequados,  educação  e  formação,  proteção,  monitoramento  e  apoio  para  sua  integração.  Coordenação  transnacional  e  comunicação  são  muitas vezes necessárias para garantir que tais medidas sejam implementadas.  Experiência  de  intervenções  programadas  mostra  que  as  falhas  de  tal  coordenação  transnacional  entre  os  atores‐chave  ‐  tanto  na  fase  de  identificação  e  durante  a  implementação  de  soluções  de  longo  prazo  ‐  pode  resultar em graves violações dos direitos das crianças.  (Save the Children no Dia do Debate Geral da ONU)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 146: Vinde Senhor, para salvar o vosso povo!  O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos que são oprimidos;  ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos.     O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer‐se o caído,  o Senhor ama aquele que é justo, é o Senhor que protege o estrangeiro.      Ele ampara a viúva e o órfão, mas confunde os caminhos dos maus.  O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos  pelas  pessoas  que  trabalham  nas  Instituições  que  acolhem  os  migrantes.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:   Senhor  Jesus.  Obrigado  pelas  pessoas  que  abriram  o  coração  para  acolher  os  migrantes  nesse  país.  Não  deixe  faltar  o  necessário  às  famílias  mais  pobres.  Amem.            48   


16 de dezembro Segunda-feira da III semana do Advento     Comemoração  marista:  Em  1845  ‐  Monsenhor  Epalle  morre  na  ilha  de  São  Cristóvão (Oceania).  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Leituras do dia:  Nm 24,2‐7.15‐17a: Uma estrela sai de Jacó.  Mt 21,23‐27: Donde vinha o batismo de João?  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Eu  vim  para  Silvânia  porque  lá  no  Maranhão  era  muito  difícil,  o  que  foi  mais difícil foi quando o meu pai tomou  uma  facada  no  punho,  ficou  sem  o  movimento da mão direita.   A minha avó não gostava da minha mãe  e  fez  os  dois  se  separarem.  Passou  um  tempo  e  a  minha  mãe  veio  visitar  a  minha  tia  que  já  morava  aqui  em  Silvânia há três anos. Meu irmão Daniel  estava aqui. Ela veio, passou dois meses  Bruno Gabriel Ribeiro Rodrigues e  conheceu  um  homem  e  eles  11 anos ‐ Maranhão, Brasil  começaram  a  namorar,  mas  ela  Silvania, Brasil precisou voltar.  Passou mais outros meses e a minha mãe veio, trouxe a minha irmã, depois eu.  Minha  mãe  matriculou  a  gente  na  Escola  Aprendizado  Marista,  tivemos  algumas  dificuldades  para  ler  e  escrever,  mas  participamos  do  reforço  e  reagrupamento e com o tempo estamos conseguindo escrever e ler. Estou aqui  a três anos e passei finalmente para o 5º ano, depois de repetir o 4º ano e se  eu me esforçar no final do ano eu vou para o  6º ano.   ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  As  vozes  das  crianças  consultadas  estão  refletidas  nestas  considerações  onde  fica claro que devemos ouvir e responder ao que as crianças têm a dizer sobre  o porquê elas tem que se mover de suas casas, das suas experiências, da sua  jornada através dos países, fronteiras e mares e o que elas esperam encontrar  e construir ao seu destino é vital se quisermos garantir que seus direitos sejam  respeitados, protegidos e cumpridos.  49   


1. Pontos  de  vista,  experiências  e  recomendações  das  crianças  deve  ser  ouvido  para  responder  às  suas  necessidades  e  apoiá‐las  antes,  durante  e  após a viagem.  2. A  proteção  das  crianças  contra  a  migração  de  risco  começa  antes  de  sair.  Apoio  para  os  pais,  o  acesso  à  educação  e  formação  e  proteção  contra  danos e violência no seio da família e das comunidades são essenciais para  evitar a migração insegura.  3. Famílias,  crianças  e  comunidades  precisam  de  informações  para  tomar  decisões sobre a migração ou não. As campanhas de informação não devem  ser apenas sobre os riscos da migração, mas incluem informações práticas  sobre a viagem, o destino e o mercado de trabalho para que elas possam se  proteger melhor contra a exploração e suporte de acesso se e quando elas  precisam.   (Recomendações de Save the Children no Dia de Debate Geral)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐���‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Aldana Castelnuovo 14 anos‐ Argentina  Montreal, Canadá    Olá o meu nome é Aldana e sou da Argentina. Eu e  minha família imigramos para o Canadá em 2003 e  estou feliz em escrever para o mundo marista.   Diria  que  a  minha  experiência  de  ter  emigrado  foi  muito  positiva,  pois  abriu  minha  mente  para  uma  nova cultura e aprendi duas novas línguas: francês e  inglês.  Eu  fiz  um  monte  de  amigos  de  todo  o  mundo,  especialmente  com  as  pessoas  da  Igreja  latino‐americana de Montreal.    ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 25: Fazei‐me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!  Mostrai‐me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei‐me conhecer a vossa estrada!  Vossa  verdade  me  oriente  e  me  conduza,  porque  sois  o  Deus  da  minha  salvação.    Recordai,  Senhor  meu  Deus,  vossa  ternura  e  a  vossa  compaixão  que  são  eternas!  De  mim  lembrai‐vos,  porque  sois  misericórdia  e  sois  bondade  sem  limites, ó Senhor!    O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores.  Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.  50   


‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos  para  que  aumente  a  fraternidade  e  o  amor  entre  as  pessoas  do  mundo inteiro.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:  Nossa  Boa  Mãe,  quero  que  proteja  as  pessoas  que  moram  nas  ruas,  a  minha  família  e  todas  as  pessoas  do  mundo,  principalmente  as  crianças  de  rua,  das  escolas,  proteja‐os  das  maldades,  de  todas  as  maldades  que  existem  no  mundo.  Obrigado  Nossa  Boa  Mãe  Maria,  que  todos  tenham  oportunidade  de  aprender assim como eu tive. Amém!                                                              51   


17 de dezembro Terça-feira da III semana do Advento     Leituras do dia:  Gn 49, 2.8‐10: O cetro não será tirado de Judá.  Mt 1, 1‐17: Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Nasci  e  morei  no  Maranhão  até  os  14  anos,  eu,  meu  irmão  e  minha  família.  Viemos  para  Brasília  num  momento  muito  difícil,  minha  mãe  precisava  de  tratamento  médico,  pois  tinha  um  problema  renal  e  necessitava  realizar  hemodiálise.  Nossa  cidade  não  havia  estrutura  para  o  tratamento  e  minha  mãe,  que  precisava  muito  de  um  bom  hospital.  Hoje  ela  se  trata  no  Hospital  Universitário de Brasília e está quase boa.  O meu desafio ao vir morar em Brasília foi  frequentar  a  escola,  pois  o  ensino  aqui  é    mais avançado que no Maranhão.  Luna Maria Monteiro Costa Hoje  eu  já  consigo  acompanhar  o  17 anos – Maranhão, Brasil desenvolvimento da minha série, mais no  Brasília, Brasil inicio foi muito difícil, assim como fazer   novos  amigos,  pois  lá  no  Maranhão  tinha  muitas  amizades,  sem  falar  na  violência,  aqui  é  mais  perigoso  que  lá.Minha  mãe  está  terminando  seu  tratamento  e  está  querendo  voltar  a  morar  no  Maranhão  junto  com  meu  irmão de 11 anos. Eu vou ficar em Brasília, pois quero me dedicar aos estudos  e fazer faculdade de jornalismo, quero muito realizar esse sonho.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  As  vozes  das  crianças  consultadas  estão  refletidas  nestas  considerações  onde  fica claro que devemos ouvir e responder ao que as crianças têm a dizer sobre  o porquê elas tem que se mover de suas casas, das suas experiências, da sua  jornada através dos países, fronteiras e mares e o que elas esperam encontrar  e construir ao seu destino é vital se quisermos garantir que seus direitos sejam  respeitados, protegidos e cumpridos.  4. Durante  a  viagem,  as  crianças,  especialmente  se  viajar  sozinha,  são  muito  vulneráveis.  Postos  de  fronteira  podem  ser  extremamente  perigosos  para  52   


as crianças, especialmente se elas não têm a documentação correta. Polícia  de  fronteiras  e  as  autoridades  policiais  devem  proteger  as  crianças  de  contrabandistas e traficantes, eles devem ser treinados para interagir com  as  crianças  sem  ameaçá‐las  e  deve  sempre  respeitá‐las.  A  polícia  e  os  oficiais de imigração através das fronteiras devem colaborar para proteger  as crianças e não apenas para impedi‐los de migrar.  5. Quando  elas  chegam  a  um  novo  destino,  as  crianças  precisam  de  ajuda  imediata,  incluindo  comida,  roupa  e  um  lugar  seguro  para  ficar.  Elas  não  devem ser criminalizadas por sua condição migratória e nunca deve acabar  na prisão, porque elas estão em movimento.  6. Quando elas chegam a um novo destino, as crianças em movimento devem  ter os mesmos direitos e acesso a serviços como as crianças locais, incluindo  a educação, saúde, proteção, formação profissional e trabalho decente para  as  crianças  de  idades  de  trabalho  e  de  cuidados  especiais  nas  famílias  em  que as crianças necessitam de cuidados alternativos. As crianças devem ser  capazes  de  acessar  esses  serviços,  mesmo  se  elas  não  têm  documentos.  Atrasos na obtenção de documentos podem ter um impacto muito negativo  sobre as crianças.   (Recomendações de Save the Children no Dia de Debate Geral)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo  71,  1‐13:  É  em  vós,  Senhor,  que  procuro  meu  refúgio;  que  minha  esperança não seja para sempre confundida.    Por  vossa  justiça,  livrai‐me,  libertai‐me;  inclinai  para  mim  vossos  ouvidos  e  salvai‐me. Sede‐me uma rocha protetora, uma cidadela forte para me abrigar:  e vós me salvareis, porque sois meu rochedo e minha fortaleza.    Meu Deus, livrai‐me da mãos do iníquo, das garras do inimigo e do opressor,  porque vós sois, ó meu Deus, minha esperança. Senhor, desde a juventude vós  sois minha confiança.    Em vós eu me apoiei desde que nasci, desde o seio materno sois meu protetor;  em  vós  eu  sempre  esperei.  Tornei‐me  para  a  turba  um  objeto  de  admiração,  mas vós tendes sido meu poderoso apoio.    Minha boca andava cheia de vossos louvores, cantando continuamente vossa  glória. Na minha velhice não me rejeiteis, ao declinar de minhas forças não me  abandoneis.   

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Porque falam de mim meus inimigos e os que me observam conspiram contra  mim,  dizendo:  Deus  o  abandonou;  persegui‐o  e  prendei‐o,  porque  não  há  ninguém para o livrá‐lo.    Ó Deus, não vos afasteis de mim. Meu Deus, apressai‐vos em me socorrer.  Sejam  confundidos  e  pereçam  os  que  atentam  contra  minha  vida,  sejam  cobertos de vergonha e confusão os que procuram minha desgraça. ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos  pelas  pessoas  que  vivem  em  lugares  onde  as  oportunidades  são  mínimas para se viver.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:   Senhor, nos dê sempre a sua paz, que minha família tenha saúde e alegria, guie  meus  caminhos  e  que  sempre  aconteçam  coisas  boas  na  minha  vida  e  da  minha  família.  Peço  que  não  deixe  faltar  o  alimento  e  que  as  pessoas  vivam  sempre em paz. Amém. 

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18 de dezembro Quarta-feira da III semana do Advento Dia Internacional do Migrante     Leituras do dia:  Jr 23,5‐8: Suscitarei a Davi um rebento justo.  Mt 1,18‐24: Jesus nascerá de Maria, prometida  em casamento a José, filho de  Davi.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Eu sou Jainito Castro, tenho nove anos e  nasci  em  Baucau  no  Timor  Leste.  No  Timor  a  minha  vida  era  boa,  mas  tinha  muitas  coisas  tristes  como,  ficar  longe  do  meu  pai  brasileiro  e  achar  que  a  minha  família  nunca  mais  ia  ficar  junta  de novo. Mas um dia meu pai foi buscar  a  gente  no  Timor  e  eu  fiquei  muito  contente porque assim eu fiquei livre da  violência.  Agora  aqui  no  Brasil  é  muito  legal,  porque  a  gente  pode  sair  para  brincar,  ir  ao  zoológico  e  ao  parque.  Aqui  tenho  muitos  amigos  e  eu  gosto  muito  da  escola,  porque  a  professora  passa  muitas  tarefas  e  atividades.  E  eu  gosto da escola, porque tem provas e eu    sempre tiro notas boas. Gosto muito de  Jainito Castro  sorrir  quando  vejo  as  pessoas  porque  9 anos ‐ Timor Leste  meu coração pede para eu sorrir. Gosto  Brasília, Brasil  muito de cantar, dançar e correr porque  estou contente.  Fico triste, quando meus pais ficam nervosos comigo e me dão castigos como  não  ver  filmes.  Mas  a  tristeza  passa  logo,  porque  eu  tenho  criatividade  para  inventar outras brincadeiras.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  As  vozes  das  crianças  consultadas  estão  refletidas  nestas  considerações  onde  fica claro que devemos ouvir e responder ao que as crianças têm a dizer sobre  o porquê elas tem que se mover de suas casas, das suas experiências, da sua  jornada através dos países, fronteiras e mares e o que elas esperam encontrar  55   


e construir ao seu destino é vital se quisermos garantir que seus direitos sejam  respeitados, protegidos e cumpridos.  7. As  crianças  têm  o  direito  a  ter  uma  nacionalidade.  Os  Estados  Membros  devem certificar‐se de que nenhuma criança seja deixada sem pátria.  8. Decisões  ou  ações  que  envolvem  crianças  não  devem  ser  baseada  em  sua  condição  migratória,  mas  em  seus  melhores  interesses  e  deve  ouvir  a  opinião da criança. Regressar à sua área de origem nunca deveria acontecer  sem  antes  avaliar  a  situação  de  cada  criança,  da  família  da  criança  e  da  provável  situação  em  que  se  encontra  área  de  origem.  As  crianças  devem  receber  o  apoio  de  longo  prazo  para  ajudá‐las  a  reintegrar  e  superar  os  problemas  quando  elas  retornam  para  suas  comunidades  de  origem  ou  reabilitá‐las  para  integrar  e  começar  uma  nova  vida  em  um  novo  lugar  ou  país.  9. É  importante  que  os  assistentes  sociais,  a  polícia  de  fronteira  e  outros  adultos  que  interagem  com  as  crianças  em  movimento,  comunicam  e  colaboram entre si através das fronteiras para compreender a situação da  criança e fornecer o apoio adequado.  10.Crianças  dependem  de  outras  crianças  e  jovens  para  o  apoio  e  incentivo.  Organizações  infantis  e  de  redes  sociais  são  muito  importantes  para  a  proteção e o apoio a todas as crianças que estão em movimento.  (Recomendações de Save the Children no Dia de Debate Geral)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐    Gracia Mujinga Bodika   Eu  sou  Gracia  Mujinga  Bodika.  Nasci  em  Botswana e vim para o Canadá há cinco meses.  Tenho  muita  dificuldade  para  aprender  outra  língua e o fato de ter deixado o meu pai la no  meu país. O inverno aqui é muito duro e triste  para mim.   Eu  fiz  novos  amigos  e  existem  muitas  atividades novas e diferentes no meu país que  eu  jamais  poderia  sonhar  em  fazer  um  dia.  As    atividades  me  ajudam  a  esquecer  a  minha  13 anos ‐ Botswana, África  tristeza.  Montreal, Canadá  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo  71,  14‐24:  Eu,  porém,  hei  de  esperar  sempre,  e,  dia  após  dia,  vos  louvarei mais. 

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Minha  boca  proclamará  vossa  justiça  e  vossos  auxílios  de  todos  os  dias,  sem  poder enumerá‐los todos.    Os portentos de Deus eu narrarei, só a vossa justiça hei de proclamar, Senhor.  Vós me tendes instruído, ó Deus, desde minha juventude, e até hoje publico as  vossas maravilhas.    Na velhice e até os cabelos brancos, ó Deus, não me abandoneis, a fim de que  eu anuncie à geração presente a força de vosso braço, e vosso poder à geração  vindoura, e vossa justiça, ó Deus, que se eleva à altura dos céus, pela qual vós  fizestes coisas grandiosas. Senhor, quem vos é comparável?    Vós me fizestes passar por numerosas e amargas tribulações para, de novo, me  fazer  viver  e  dos  abismos  da  terra  novamente  me  tirar.  Aumentai  minha  grandeza, e de novo consolai‐me.    Celebrarei então vossa fidelidade nas cordas da lira, eu vos cantarei na harpa,  ó  Santo  de  Israel.  Meus  lábios  e  minha  alma  que  resgatastes  exultarão  de  alegria quando eu cantar a vossa glória.    E,  dia  após  dia,  também  minha  língua  exaltará  vossa  justiça,  porque  ficaram  cobertos de vergonha e confusão aqueles que buscavam minha perdição.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos  pelas  crianças  que  são  frequentemente  agredidas  pelas  mudanças  sociais.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:   Senhor  Deus,  agradeço  por  ter  uma  família  que  gosta  de  mim.  Eu  peço  pelas  crianças que recebem violência, para que o sofrimento delas acabe e possam  ter amor e paz, como eu. Amém.                      57   


19 de dezembro Quinta-feira da III semana do Advento     Comemoração marista: 1886: Chegada dos primeiros Irmãos à Espanha.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Leituras do dia:  Jz 13,2‐7.24‐25a: O nascimento de Sansão é anunciado por um anjo.  Lc1, 5‐25: O nascimento de João Batista é anunciado pelo anjo Gabriel.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Vanessa Manroop 13 anos ‐ Guiana Inglesa Montreal, Canadá Eu  me  chamo  Vanessa  Manroop  e  sou  da  Guiana  Inglesa.  O  que  me  ajudou  a  superar  os  momentos  mais  difíceis  da  minha vida como imigrante foi a pessoa  de Jesus. Eu acho que quando você tem  amor  no  coração  é  mais  fácil  para  superar  os  problemas.  Acho  que  é  muito  importante  para  um  jovem  imigrante  a  busca  de  Deus  para  preencher  o  vazio  interior.    Muitos  jovens, em nossa sociedade, necessitam  preencher  esse  vazio  para  encontrar  a  felicidade.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  Globalmente, há cerca de 33 milhões de migrantes com idade inferior a 20, o  que  representa  cerca  de  16  por  cento  por  cento  do  total  da  população  migrante.   Entre  os  33  milhões  de  migrantes  internacionais  com  menos  de  20  anos  de  idade,  entre  15  a  19  anos  de  idade  conta  para  cerca  de  34  por  cento  (11  milhões) de todos os migrantes com idade inferior a 20, seguido de 10‐14 anos  de  idade  que  compõem  26  por  cento  (9  milhões).  Grupos  etários  5‐9  e  0‐4  representam 22 por cento (7.000.000) e 18 por cento (6 milhões) do total da  população migrante com menos de 20 anos de idade, respectivamente.  Os  países  em  desenvolvimento  sediam  uma  maior  proporção  de  crianças  e  adolescentes migrantes.  58   


Cerca  de  20  milhões  de  migrantes  internacionais  com  menos  de  20  anos  de  idade,  residir  em  países  menos  desenvolvidos  e  em  desenvolvimento,  sendo  responsável por 60  por cento  do total da população migrante sob a idade de  20  anos.  Por  outro  lado,  cerca  de  13  milhões  de  crianças  e  adolescentes  migrantes residem em países desenvolvidos, o que representa cerca de 40 por  cento dos migrantes internacionais com menos de 20 anos de idade.   (Dia  de  Debate  Geral.  “Os  direitos  das  crianças  no  contexto  das  migrações  internacionais")  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Quando  morei  em  São  Paulo  foi  bom,  pois  lá  eu  tinha  mais  amizade,  vivia  com  meu  pai,  saía  para  pegar  passarinho  e  brincar  com  meus  amigos.  No  Ceará  era  onde  eu  mais  gostava, pois lá eu estava com quase  toda  família,  a  minha  madrinha,  os  amigos, o irmão mais velho. Ia para a  barragem,  brincava  no  campo  de  futebol de terra, no campo gramado  e  saía  com  os  amigos.  No  Ceará  as  coisas  eram  diferentes.  Atrás  da  escola  tinha  um  campo  de  futebol  com algumas árvores que eu gostava    de brincar.  Eu lembro que um dia saí    da  escola  com  um  amigo  meu  para  Maciel Alves Balbino dos Santos  uma  cachoeira  e  deixei  minhas  12 anos ‐ São Paulo, Brasil  coisas lá, quando cheguei em casa eu  Natal, Brasil  levei uma surra.  Aqui em Natal, no inicio, quando vim morar eu não gostava da cidade, pois ela  é  muito  violenta.  Agora  estou  gostando,  pois  estou  fazendo  amigos,  estou  matriculado  numa  escola  grande  (CMJ‐Centro  Marista  de  Juventude).  Estudo  no Monsenhor Mata, lá tem muita briga e eu reclamo com a diretora, mas ela  não faz nada. Eu não estou gostando de vir ao CMJ com minha mãe, pois já sou  grande  para  andar  sozinho.  Não  gosto  daqui  por  que  não  posso  sair  sozinho.  De todas as escolas a que mais gostei foi a de Natal (o CMJ), pois é grande e  tem jogos, como o futebol.   Das  cidades  onde  morei  a  que  mais  gostei  foi  Riacho  Pompeu,  quando  fui  morar  com  os  meus  avós  (maternos).  Eu  tinha  muitos  amigos  e  gostava  de  brincar com meus irmãos, foi lá que meu irmão mais novo nasceu, e eu fui vê  ele com aquela carinha linda, que eu me emocionei.  59   


Lá no Ceará, o que mais marcou foi uma vez, quando eu e meus irmãos fomos  a uma padaria e pegamos um monte de bombons e comemos todos até ficar  com dor de barriga. Minha mãe bateu na gente, mas foi muito legal. Na escola  em dias de prova saía, pulava o muro e ia ver os meninos jogarem bola. O dia  em eu ganhei a farda foi o dia mais feliz, fiquei tão emocionado que tirei minha  camisa  e  coloquei  a  farda  para  ir  para  casa.  Eu  tinha  um  amigo  que  colava  figurinha  “do  bem  10”    em  meu  caderno  e  quando  chegava  em  casa  eu  gostava. Eu o chamava de garoto esperto.  Em São Paulo, o que mais gostei lá foi por que minha mãe me matriculou numa  escola a APAI, era uma coisa muito legal, na quarta eu jogava bola e na sexta  brincava com os amigos e até tomava café na escola. Lá era tudo de bom.  Lá  também  cassava  passarinho  no  quintal  de  casa.  Foi  lá  que  eu  dei  meu  primeiro beijo, foi com a minha prima. Maciel viu e queria falar para a minha  mãe, mais eu disse que não e ele falou que eu era um homem.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo  19,  2‐10:  Narram  os  céus  a  glória  de  Deus,  e  o  firmamento  anuncia  a  obra de suas mãos.    O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete.  Não é uma língua nem são palavras, cujo sentido não se perceba, porque por  toda  a  terra  se  espalha  o  seu  ruído,  e  até  os  confins  do  mundo  a  sua  voz;  aí  armou Deus para o sol uma tenda.    E  este,  qual  esposo  que  sai  do  seu  tálamo,  exulta,  como  um  gigante,  a  percorrer  seu caminho. Sai de um extremo do céu, e no outro termina o seu  curso; nada se furta ao seu calor.    A  lei  do  Senhor  é  perfeita,  reconforta  a  alma;  a  ordem  do  Senhor  é  segura,  instrui  o  simples.  Os  preceitos  do  Senhor  são  retos,  deleitam  o  coração;  o  mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos.    O  temor  do  Senhor  é  puro,  subsiste  eternamente;  os  juízos  do  Senhor  são  verdadeiros, todos igualmente justos.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos para que as oportunidades na vida das criancas ajudem a realizar os  seus sonhos.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:  Que o nosso Anjo da guarda nos proteja e Deus nos abençoe, principalmente  minha família. Amém. 60   


20 de dezembro Sexta-feira da III semana do Advento     Leituras do dia:  Is 7,10‐14: Eis que uma virgem conceberá.  Lc 1,26‐38: Eis que conceberás e darás à luz um filho.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Tudo  começou  quando  eu  tinha  1  ano  e  3  meses,  sou  natural  do  Espírito  Santo,  nasci  no  dia  12/01/1997,  e  quando  completei  essa  idade  minha  família  se  mudou  para  São  Paulo,  pois  meu  pai  trabalhava  lá.  Como  eu  era  muito  pequeno  na  época  cresci  e  me  acostumei  com  o  modo  de  vida  paulistano, morei lá por 10 anos, mas  durante esse tempo, de dois em dois  anos  visitávamos  o  Espirito  Santo  para  ver  a  família.  Também  durante  esse tempo, ganhei  dois  irmãos (que  são  paulistanos).  Após  esses  anos  Waden Junio Dias da Silva, 16 anos  Vila Velha, Brasil  meu  pai  conseguiu  um  emprego  São Paulo, Brasil  melhor  aqui  no  E.S,  então  nos  mudamos novamente para minha   terra  natal.  Para  mi  foi  uma  grande  experiência,  e  em  várias  situações  engraçada,  pois  eu  tinha  um  sotaque  diferente,  e  levei  certo  tempo  para  perdê‐lo  e  aprender  as  falas  e  costumes  locais,  até  então  eu  não  era  acostumado  com  praias  e  outras  coisas  locais,  a  cultura  é  total  mente  diferente.  Do  meu  ponto  de  vista  é  interessante  relembrar  esses  momentos,  que são às vezes pequenas, mas mudam muita coisa.   ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  Existem  diferenças  regionais  significativas  na  proporção  de  crianças  e  adolescentes  migrantes.  Crianças  e  adolescentes  migrantes  constituem  o  maior grupo da população migrante na África (28 por cento), seguida pela Ásia  (21 por cento), Oceania (11 por cento), Europa (11 por cento) e nas Américas  (10  por  cento).  Existem  variações  regionais  entre  crianças  e  adolescentes  migrantes.  Na  África,  o  grupo  de  15  a  19  anos  representam  cerca  de  31%  do  61   


total  da  população  migrante  com  menos  de  20  anos  de  idade,  enquanto  o  grupo  de  0  a  4  representam  21  por  cento.  Na  América  do  Norte,  migrantes  entre 15 e 19 anos de idade representam 43 por cento do total da população  migrante  sob  a  idade  de  20  anos,  enquanto  na  América  Latina  e  no  Caribe  o  grupo  15‐19  representam  29  por  cento.  O  grupo  de  0  a  4  anos  de  idade  representa  9  e  33  por  cento  na  América  do  Norte  e  na  América  Latina  e  no  Caribe,  respectivamente.  Na  Ásia  e  na  Oceania,  o  grupo  de  15  a  19  anos  representam 27 e 40 por cento, respectivamente, enquanto o grupo de 0 a 4  anos  de  idade  representa  entre  24  a  10  por  cento  do  total  da  população  migrante com menos de 20 anos de idade, respectivamente.  Na  Europa,  os  migrantes  internacionais  entre  15  e  19  anos  de  idade  representam 41 por cento do  total da população migrante  com menos de 20  anos de idade, enquanto os migrantes entre 0 e 4 representam 11 por cento  de todos os migrantes com menos de 20 anos de idade.   (Dia  de  Debate  Geral.  “Os  direitos  das  crianças  no  contexto  das  migrações  internacionais ")  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 24: O Senhor vai entrar, é o Rei glorioso!     Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,  o mundo inteiro com os seres  que o povoam;  porque ele a tornou firme sobre os mares,  e sobre as águas a  mantém inabalável.     Quem subirá até o monte do Senhor,  quem ficará em sua santa habitação?   Quem tem mãos puras e inocente coração,   quem não dirige sua mente para  o crime.     sobre  este  desce  a  bênção  do  Senhor    e  a  recompensa  de  seu  Deus  e  Salvador'.  É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam  a face'.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos pelas familias que sao obrigadas a constantes mudancas territoriais.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:   Senhor, que dissestes aos vossos apóstolos: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a  minha paz”, não olhei os nossos pecados mas a fé que anima nossa igreja, dai‐ nos segundo vosso desejo a paz e a unidade, vos que sois Deus com o pai e o  Espirito Santo, Amem.    62   


21 de dezembro Sábado da III semana do Advento     Leituras do dia:  Ct 2,8‐14: Eis o meu amado que vem saltando pelos montes.  Lc 1,39‐45: Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Eu sou Paula, tenho 12 anos, e  vivi  a  maior  parte  da  minha  vida no Equador. Eu morava na  casa  dos  meus  avós  com  a  minha  mãe  e  meu  tio.  Quando  tinha  10  anos,  meus  pais  decidiram  que,  para  os  meus  estudos,  eu  deveria  morar  no  Chile. Embora minha mãe e eu  tivéssemos  falado  sobre  este  país,  no  começo  eu  estava  um  pouco  deprimida,  mas  depois  pensei  e  eu  disse  que  sim.  Foi    difícil  deixar  a  minha  família,  Paula Merchan  mas  eu  sabia  que  eu  ia  com  o  12 anos ‐ Equador  meu  pai  que  me  ama  e  cuida  Los Andes, Chile  de mim.  O primeiro ano não foi tão bem. Falava com o meu pai que eu sentia falta da  minha mãe. Mas depois me acostumei. Eu não estava muito bem nos estudos,  mas, ao chegar no Marista, como havia professores muito bons, melhorei e e  me acolheram muito bem. Agora estou feliz e me sinto em casa neste país, o  Chile.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  Desde a sua entrada em vigor em 1990, o Comitê dos Direitos da Criança ‐ CDC  tem  servido  como  catalisador  para  a  reforma,  emendas  constitucionais,  legislativas e políticas que visam proteger os direitos das crianças. Ele também  ajudou a eliminar diversas formas de jure e de facto a discriminação, promover  a igualdade de gênero, e para estabelecer sistemas e instituições de proteção à  criança  mais  eficaz.  Apesar  do  impacto  significativo  da  CRC  até  à  data,  o  tratado  ainda  não  foi  suficientemente  aplicado  ou  promovido  entre  os  decisores políticos no que diz respeito à proteção dos direitos das crianças no  63   


contexto  da  migração.  Alguns  Estados‐Partes  também  continuar  a  ter  declarações  ou  reservas  sobre  o  princípio  da  não  discriminação,  com  a  interpretação  de  que  não  confere  os  mesmos  direitos  para  as  crianças  como  filhos  de  cidadãos  estrangeiros.  Pelo  contrário,  o  CDC  fornece  um  catálogo  abrangente  de  direitos  civis,  políticos,  sociais,  econômicos  e  culturais  e  princípios claros sobre a sua aplicação a todas as crianças, independentemente  do status de migração. Assim, como um instrumento juridicamente vinculativo  com  a  ratificação  praticamente  universal,  o  CDC,  como  instrumento  dos  direitos  da  criança  internacional  mais  relevante,  tem  o  potencial  de  desempenhar um papel fundamental na proteção dos direitos das crianças no  contexto  da  migração.  Esse  potencial  deve  ser  explorado  pelos  decisores  políticos  e  partes  interessadas  no  futuro,  especialmente  tendo  em  vista  a  ausência de coerência sistêmica no âmbito internacional existente aplicável às  crianças no contexto da migração.   (Comitê sobre os Direitos da Criança, Dia de Debate Geral 2012)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Daniela Freitas Bravo   Eu  nasci  na  cidade  de  Chosica,  na  capital  de  Lima,  Peru.  Minha  família  veio  para  o  Brasil  porque  o  meu  pai  é  brasileiro e nasceu na cidade de Belém,  ele  sempre  quis  que  conhecêssemos  a  “terra”  onde  ele  nasceu  e  meus  familiares brasileiros.   Viemos  para  conhecer  e  estamos  morando  no  Brasil  há  dois  anos,  hoje  moro  com  meus  pais  e  meu  cachorro.  Minha  mãe  trabalha  como  professora  de  Espanhol  e  meu  pai  trabalha  como  auxiliar  em  um  hospital.  Sinto  falta  de  meus  familiares  do  Peru    principalmente  dos  meus  primos,  9 anos ‐ Chosica, Peru  nossas brincadeiras e dos meus tios.  Brasília, Brasil    Quando viemos para o Brasil, tive o desafio de falar português e aprender tudo  rápido, pois tinha que estudar. Hoje eu já consigo me comunicar e entender os  brasileiros.  Fiz  muitos  amigos,  aqui  no  Brasil,  mais  não  foi  muito  fácil  no  começo, aqui as coisas são bem diferentes do Peru, agora eu estou gostando.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  64   


Salmo 33: Ó justos, alegrai‐vos no Senhor!   Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai‐o!  Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!    Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz  no coração, de geração em geração, vão perdurar.  Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança!     No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção!  Por  isso  o  nosso  coração  se  alegra  nele,  seu  santo  nome  é  nossa  única  esperança.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Pedimos pelas autoridades que trabalham para melhorar a realidade mundial  em favor das crianças.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:  Eu  peço  a  Deus  para  cuidar  de  toda  a  minha  família,  especialmente  aqueles  que estão longe de mim, e dou graças a todos aqueles que estao meu redor e à  família  maravilhosa  que  tenho.  Que  não  tenha  guerra  e  que  as  pessoas  se  amem mais. Amem. 

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22 de dezembro IV domingo do Advento     Leituras do dia:  Is 7,10‐14: Eis que uma virgem conceberá.  Rm 1,1‐7: Jesus Cristo, descendente de Davi, filho de Deus.  Mt 1,18‐24: Jesus nascerá de Maria, prometida em casamento a José, filho de Davi.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  O  meu  nome  é  Anna  Beatriz,  eu  estudo  na  Escola  Marista  Champagnat  de  Terra  Vermelha, no Espirito Santo. Eu vim de outro  estado,  mais  precisamente  do  Rio  de  Janeiro.  Minha  adaptação  foi  um  pouco  difícil, pois eu não conhecia quase ninguém.  Tudo  aqui  era  diferente.  O  jeito  de  falar,  as  brincadeiras,  a  comida.  Eu  tive  que  me  adaptar  e  contei  com  a  colaboração  dos  meus  primos  embora  eles  nem  lembrassem  muito bem de mim, me ajudaram a entender  as  diferenças.  Mas,  eu  faço  amizade  fácil  e  fui  logo  procurando  saber  o  nome  dos  vizinhos para iniciar novas amizades.   O mais difícil foi na escola, pois não conhecia    ninguém,  ainda  bem  que  a  escola  é  legal  e  Anna Beatriz Araujo de Lima eu  já  fiz  bastantes  amigos  sendo  que  hoje  12 anos‐ Rio de Janeiro tenho  uma  super  amiga  e  já  estou  Espírito Santo, Brasil totalmente  adaptada  ao  jeito  de  viver  do  povo local.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  Trabalhos recentes sobre migração de crianças a partir de uma perspectiva de  gênero  tem  se  concentrado  sobre  os  impactos  e  as  vulnerabilidades  relacionadas  com  o  género  em  todo  o  processo  de  migração  nos  países  de  origem, destino e durante as viagens de migração (por exemplo, em relação ao  culturalmente  determinado  papéis  de  gênero,  educação,  trabalho,  etc).  Estes  estudos reconhecem o papel das estruturas sociais e culturais que moldam as  normas de gênero (por exemplo, os padrões de acordo com a qual os papéis de  género são definidos na família, comunidade e sociedade em geral) e analisar  os diferentes impactos que estes podem ter sobre as trajetórias de meninos e  66   


meninas que migram, bem como sobre aqueles deixados para trás. Além disso,  a  migração  de  um  dos  pais,  muitas  vezes  implica  mudanças  nos  arranjos  anteriores sobre a divisão de cuidados e outras responsabilidades domésticas  dentro da família. Crianças deixadas para trás muitas vezes enfrentam maiores  responsabilidades, dependendo se o pai ou a mãe tenha migrado, cumprindo  as  funções  correspondentes.  Por  exemplo,  as  crianças,  principalmente  meninos,  podem  deixar  a  escola,  a  fim  de  procurar  trabalho  e  sustentar  a  família.  Enquanto  as  remessas  têm  geralmente  um  impacto  positivo  sobre  as  meninas migrantes em idade escolar, a migração de um dos pais também pode  afetar  seu  desempenho  escolar  quando  se  espera  para  assumir  as  tarefas  domésticas ou cuidar de irmãos mais novos.   (Comitê dos Direitos da Criança no Dia do Debate Geral 2012)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Midith Stephane Colon   Meu  nome  é  Midith  Stephane  Colon,  tenho  14  anos  de  idade  e  estou  no  Canadá  há  seis  meses.  Eu  venho  do  Haiti,  cheguei  como  imigrante.  Foi  uma  grande  experiência  porque eu vim com a minha família e isso me  ajudou  muito,  mas  o  frio  deste  país  é  algo  muito  difícil  para  mim,  porque  eu  venho  de  um país tropical. Deixar meus amigos e minha  avó foi muito difícil, e foi muito difícil para a  minha família. A minha participação na igreja    me ajudou a me adaptar aqui nesse país.  14 anos ‐ Haiti    Montreal, Canadá  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 8: Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra!    Ó  Senhor,  nosso  Deus,  como  é  glorioso  vosso  nome  em  toda  a  terra!  Vossa  majestade se estende, triunfante, por cima de todos os céus.    Da  boca  das  crianças  e  dos  pequeninos  sai  um  louvor  que  confunde  vossos  adversários, e reduz ao silêncio vossos inimigos.    Quando  contemplo  o  firmamento,  obra  de  vossos  dedos,  a  lua  e  as  estrelas  que lá fixastes: Que é o homem, digo‐me então, para pensardes nele? Que são  os filhos de Adão, para que vos ocupeis com eles?    67   


Entretanto, vós o fizestes quase igual aos anjos, de glória e honra o coroastes.  Destes‐lhe poder sobre as obras de vossas mãos, vós lhe submetestes todo o  universo.    Rebanhos e gados, e até os animais bravios, pássaros do céu e peixes do mar,  tudo  o  que  se  move  nas  águas  do  oceano.  Ó  Senhor,  nosso  Deus,  como  ��  glorioso vosso nome em toda a terra! ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos pela familias que sao forçadas a migrar de seus países, a buscar novas  oportunidades para seus filhos.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:   Senhor  eu  te  agradeço  por  tudo  e  por  mais  um  dia  de  vida,  nunca  nos  deixe  faltar nada que nós precisamos no dia a dia. Agradeco em especial as pessoal  que nos acolheram. Amém.                                                    68   


23 de dezembro Segunda-feira da IV semana do Advento     Leituras do dia:  Ml 3,1‐4.23‐24: Eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia do Senhor.  Lc 1,57‐66: Nascimento de João Batista.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Meu  nome  é  Laura,  tenho  14  anos  e  nasci  em  uma  cidade  ao  sul  da  Colômbia. Neste local, toda a família da  minha mãe, do meu avô aos meus tios,  todos  eram  estudantes  maristas.  Embora  houvesse  cinco  mulheres  e  cinco  homens,  apenas  os  homens  tinham o privilégio de entrar no Colégio  Champagnat  de  Popayan,  porque  naquela  época  não  era  misto.  Naquela  cidade,  eu  aprendi  muito  da  religião  Católica porque lá todos participam da  comunidade e são muito religiosos.  Por  várias  razões,  minha  mãe  e  eu  tivemos  que  sair  da  Colômbia  e  irmos    ao  Chile.  Chegar  lá  foi  fácil,  mas  Laura Vargas  quando  chegamos  ficou  diferente.  Era   14 anos ‐ Colômbia  época de Natal e ficamos muito tempo  Los Andes, Chile  sozinhas até encontrar um local.  Depois  de  um  tempo,  descobrimos  que  em  uma  cidade  vizinha  tinha  uma  Escola Marista e tentamos de todas as maneiras conseguir uma vaga para eu  estudar lá. Em 2012 nós conseguimos, e eu me senti muito bem porque não foi  difícil fazer amigos e ficar feliz. Tudo isso nos deixou muito alegres, tanto que  agora o meu irmão mais novo tambem faz parte da grande família Marista.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  Da mesma forma, especialmente no contexto da crise económica e financeira  global, muitos países de origem e destino estão reforçando as leis de migração  mais severamente, inclusive aumentando as restrições sobre vias legais para a  migração e empregando deportação mais dura e detenção policies. Em vários  países, reunificação da família tornou‐se mais grave, impondo novas restrições  que  tornam  a  reunificação  mais  difícil  e  inacessível  para  muitos.  Migração  69   


irregular,  principalmente  das  crianças  que  migram  sozinhas,  tem  aumentado,  em  parte  devido  a  esses  obstáculos  que  impedem  reunificacao  da  família.  Outras restrições sobre o acesso a mecanismos de regularização existentes, o  estatuto  (Visto)  de  residente  de  longa  duração,  e  cidadania  também  estão  sendo  impostas,  aumentando  ainda  mais  o  número  de  crianças  em  situação  irregular de migração.  Ao  mesmo  tempo,  a  informação  sobre  as  migrações  Sul‐Sul  observa  a  probabilidade de que uma alta proporção da migração Sul‐Sul ocorre de forma  irregular. Isto é devido a uma combinação de diversos fatores, incluindo, entre  outros, requisitos rigorosos para a migração regular, regras de imigração pouco  claras,  o  nível  de  burocracia  e  os  altos  custos  associados  à  migração  de  aplicações  regulares,  falta  de  controles  nas  fronteiras,  dificuldades  na  obtenção de documentos de viagem, e informalidade no setor.   (Comité dos Direitos da Crianca no Dia do Debate Mundial 2012)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Nasci  no  Piauí  na  cidade  de  Campo  Maior.  Quando  eu  tinha  4  anos  minha  mãe  decidiu  vir  para  Brasília.  Meu  pai  bebia  muito,  e  às  vezes  acontecia  do  meu  pai  agredir  minha  mãe,  eu  e  meus  irmãos.  Isso  fez  com  que  minha  mãe  mudasse  para  Brasília  comigo  e  com  os  meus três irmãos. Quando minha família  veio  morar  aqui,  minha  mãe  não  tinha  emprego,  foi  muito  difícil.  Nessa  época  estive  muito  doente  com  suspeita  de  meningite e fiquei no hospital por quase  um  mês.      Minha  mãe  ficou  muito  preocupada,  pois  os  médicos  falaram  Rainara Dos Santos Araújo que eu poderia ter alguma sequela, mas  12 anos‐  Piauí, Brasil graças a Deus fiquei bem.  Brasília, Brasil Hoje  minha  mãe  tem  um  companheiro  que  considero  meu  pai  e  que  me  ajuda  nas atividades de casa.  Nossa  vida  melhorou  muito  com  a  vinda  para  Brasília.  Tenho  recordações  e  saudades do meu pai que ficou morando no Piauí, não tenho mais contato com  ele. Em nossas férias sempre vamos para o Piauí, o que mais gosto de lá, é a  casa da minha tia Célia, pois brinco com meus primos e amigos.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 26: Fazei‐me justiça, Senhor, pois tenho andado retamente e, confiando  em vós, não vacilei.  70   


Sondai‐me, Senhor, e provai‐me; escrutai meus rins e meu coração.  Tenho sempre diante dos olhos vossa bondade, e caminho na vossa verdade.    Entre os homens iníquos não me assento, nem me associo aos trapaceiros.  Detesto a companhia dos malfeitores, com os ímpios não me junto.    Na inocência lavo as minhas mãos, e conservo‐me junto de vosso altar, Senhor,  para  publicamente  anunciar  vossos  louvores,  e  proclamar  todas  as  vossas  maravilhas.    Senhor,  amo  a  habitação  de  vossa  casa,  e  o  tabernáculo  onde  reside  a  vossa  glória. Não leveis a minha alma com a dos pecadores, nem me tireis a vida com  a  dos  sanguinários,  cujas  mãos  são  criminosas,  e  cuja  destra  está  cheia  de  subornos.    Eu, porém, procedo com retidão. Livrai‐me e sede‐me propício.  Meu pé está firme no caminho reto; nas assembleias, bendirei ao Senhor.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Intenção:   Rezemos pelas iniciativas sociais que apoiam as familias em migração.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:   Senhor, eu quero agradecer por todas as bênçãos que você me deu, pois tenho  família e amigos que tenho encontrado neste novo lugar. Muito obrigado por  esse dia e pela minha vida, que eu e minha família tenhamos muita saúde, que  o Senhor proteja minha casa, minha mãe eu e meus três irmãos, peço para que  nunca  falte  o  pão  de  cada  dia  e  que  minha  família  esteja  sempre  protegida,  que o mundo seja menos violento e as pessoas tenha mais amor. Amém.                            71   


24 de dezembro Terça-feira da IV semana do Advento     Comemoração marista: 1817‐ ingressa em La Valla o Irmão Lourenço, terceiro  membro do Instituto. 1836‐ partida dos primeiros Irmãos para a Oceania.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Leituras do dia:  2 Sam 7, 1‐5.14ª‐16 – O teu reino será estável para sempre diante de mim.  Lc 1, 67‐79. O sol que nasce do alto nos visitará.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐   Vou começar dizendo‐lhes que uma das  coisas mais difíceis que podem acontecer  a uma pessoa é sair de seu próprio país.  Primeiro,  porque  você  tem  que  deixar  tudo o que sabe e tudo o que você ama,  como  por  exemplo,  os  parentes  e  amigos.  Depois,  a  adaptação  à  outra  cultura  (dependendo  do  país).  Eu  e  minha  família  fomos  para  o  Chile  em  busca de um futuro melhor.   Mas tem sido muito difícil nos adaptar, já  que  temos  que  comer  pratos  típicos,  dançar suas danças, etc. Coisas que você  não  está  acostumado.  Mas  isso  são  coisas  superáveis,  porque  eventualmente você se acostuma. O que  mais  nos  afetou  foram  os  problemas  na  Elkin López Gómez  escola  com  as  outras  pessoas,  porque  16 anos ‐ Colômbia  havia  muita  discriminação.  Nas  duas  Alto Hospicio, Chile  primeiras escolas que estudei, fui muito   discriminado  e  todos  os  dias  eu  apanhava  dos  outros  alunos  ou  era  ridicularizado  pela  minha  maneira  de  falar.Com  isso,  eu  comecei  a  ficar  mais  agressivo  e  respondia‐lhes,  empurrava‐os  e  batia  neles  também.  Mas  só  que  me  batiam  mais,  porque  eram  vários  e  eu  estava  sozinho.  Depois  disso,  em  2010,  eu  vim  para  o  Colégio  Marista  Irmão  Fernando,  onde  eu  aprendi  a  ser  mais tolerante e calmo. Tenho amigos muito bons, mas às vezes eu falto com  respeito  com  as  pessoas.  Espero  mudar  porque  eu  não  gosto  desse  comportamenteo  e  é  muito  feio.  Agora  me  sinto  melhor.  Eu  me  adaptei  e,  acima de tudo, aprendi a viver com outras pessoas.  72   


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25 de dezembro Natal Quarta-feira da IV semana do Advento Leituras do dia:  Is 52, 7‐10 Todos os confins da terra hão de ver a salvação que vem do nosso Deus.  Hb 1, 1‐6 Deus falou‐nos por meio de seu Filho.  Jo 1,1‐18 A Palavra se fez carne e habitou entre nós.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Olá,  o  meu  nome  é  Denyse,  nasci no  Equador,  no  Estado  de  Zamora  Chinchipe.  Quando tinha quatro anos de idade, minha  mãe  veio  à  Espanha,  para  trabalhar  tentando dar uma vida melhor para mim e  minha irmã Norma.   Nós  fomos  criados  pelos  nossos  avós  em  uma  chácara.  Depois  de  seis  anos,  minha  mãe  tentou  levar  a  minha  irmã  e  eu  com  ela, mas não podia porque necessitava um  monte  de  documentação  e  foi  negado  o  visto  para  vir  ao  país.  Após  3  anos,  minha  mãe  tentou  trazer‐nos  novamente,  desta  vez  conseguiu  trazer‐me,  mas  para  minha  irmã, o visto foi negado novamente.  Cheguei  aqui  no  dia  8/10/2010  às  23h.  Tinha  dificuldade  para  me  acostumar  com  o horário, porque nós estávamos às 23hs e  ainda  não  estava  escuro,  e  onde  eu  morava,  sempre  estava  escuro  às  19h  ou    20h.  Uma  das  coisas  que  achei  mais  difícil  Denyse Loja lojano ‐ 17 anos  para vir a   Zamora Chinchipe, Equador  Catalunha  foi  separar‐me  das  pessoas  do  Catalunha, Espanha  Equador.  Quando  comecei  a  ir  para  a  escola,  eu  me  senti  mal  porque  os  outros  estudantes falavam em catalão e não entendia nada do que eles diziam. Eu me  recusei  a  ter  amigos,  porque  me  sentia  muito  mal  com  a  maneira  como  os  jovens  aqui  tratavam  e  se  relacionavam  com  os  professores.  No  Equador,  eu  fui  criada  para  tratar  os  professores  e  adultos  com  muito  respeito.  Era  difícil 

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ver que aqui os jovens faziam muito diferente que eu e não sabia como reagir  a essas coisas. Sentia‐me muito sozinha com meus novos companheiros.  Agora estou muito bem aqui, porque eu tenho mais oportunidades de estudar  e  seguir  em  frente.  O  meu  sonho  é  ser  um  empresária  e  ter  o  meu  próprio  negócio. O futuro aqui também me permite saber mais coisas sobre mim. Sou  apaixonada  pelos  livros,  posso  fazer  coisas  que  eu  nunca  podia  fazer  no  Equador  (como  sair  com  os  meus  amigos  para  o  shopping  ou  ir  ao  cinema,  conhecer  pessoas  de  culturas  diferentes,  com  as  quais  eu  também  aprendo  muito).  Com relação à minha família, minha mãe se chama Rosa e sempre me apoiou,  me  ajudando  em  tudo  o  que  foi  possível.  Tenho  quatro  irmãos.  Minha  irmã  mais  velha,  Norma,  continua  a  viver  no  Equador,  e  os  três  menores  estão  crescendo e sendo educados aqui na Catalunha, com a minha mãe e comigo.  Eles  se  chamam  Juana,  Leidy  e  Jhofre,  e  estão  sempre  me  fazendo  sorrir,  embora eu realmente sinta muita falta de minha irmã no Equador.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Reflexão sobre migração:  A  situação  de  todas  as  crianças  no  contexto  da  migração  é  de  grande  preocupação,  dada  a  sua  maior  vulnerabilidade  a  violações  de  direitos  humanos.  Este  é  um  grupo  diversificado,  incluindo  crianças  com  status  de  migração  regular  e  irregular.  Embora  as  crianças  em  situação  de  migração  irregular  sejam  o  maior  risco  de  violações  dos  direitos  humanos  em  toda  a  legislação,  política  e  prática,  as  crianças  com  estatus  migratórios  regulares  também  são  vulneráveis  à  discriminação  e  exclusão  dos  direitos  e  serviços  básicos.  Além  disso,  elas  também  enfrentam  desafios  práticos,  tais  como,  nomeadamente,  as  barreiras  linguísticas  e  a  falta  de  consciência  sobre  os  direitos  que  os  migrantes  têm  direito,  tanto  por  parte  dos  prestadores  de  serviços como as famílias migrantes. Mesmo com situação regular, as famílias  migrantes muitas vezes não têm igual acesso às medidas de protecção social, e  estão  em  risco  de  pobreza,  marginalização  e  exclusão  social.  (Comitê  dos  Direitos da Crianca e do Adolescente, Dia de Debate Geral 2012)  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Salmo 81, 1‐6: Exultai em Deus, nosso protetor, aclamai o Deus de Jacó.    Exultai em Deus, nosso protetor, aclamai o Deus de Jacó. Tocai o saltério, vibrai  os tímbales, tangei a melodiosa harpa e a lira.    Ressoai  a  trombeta  na  lua  nova,  na  lua  cheia,  dia  de  grande  festa,  porque  é  uma  instituição  para  Israel,  um  preceito  do  Deus  de  Jacó;  uma  lei  que  foi  imposta a José, quando ele entrou em luta com o Egito.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  76   


Intenção:   Pelas  instituições  que  trabalham  no  atendimento  de  criancas  e  jovens  do  mundo interio, em epecial com os migrantes.  ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐  Oração:  Gostaria  de  pedir  a  Deus  por  toda  a  minha  família  para  que  continuemos  unidos,  assim  como  que  me  dê  mais  oportunidade  para  um  futuro  melhor.  Gostaria de pedir pelos jovens de todo o mundo, em especial aqueles que não  têm possibilidades de um futuro melhor, migrantes como eu. Amen. 

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