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UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS

CÉSAR FERNANDES RIBEIRO FILHO

Tecnologias que Educam: O desafio da utilização das tecnologias na educação

Lavras 2011


CÉSAR FERNANDES RIBEIRO FILHO

Tecnologias que Educam: O desafio da utilização das tecnologias na educação

Proposta de pesquisa apresentada à universidade federal de Lavras, para a obtenção de vaga no programa de Pós-Graduação Stricto Sensu, na modalidade Mestrado em Educação Profissional.

Lavras 2011


NOME DO PROJETO: Tecnologias que Educam: O desafio da utilização das tecnologias na educação PROBLEMA A tecnologia existe, a prática pedagógica está evoluindo, mas como adaptar e usar adequadamente criando inovações e interações para proporcionar ao aprendiz a busca do conhecimento e a autonomia na aprendizagem. HIPÓTESE Demonstrar como as tecnologias educacionais podem ajudar no desenvolvimento da aprendizagem dos alunos. Os professores precisam utilizar técnicas interativas e construtivistas conectando seus aprendizes em ferramentas como Blogs, Redes Sociais, Docs, Wikis, e principalmente AVAS, enfatizando o aprendizado através de um bom planejamento de aula e adaptando os conteúdos em materiais didáticos mais criativos, levando o aluno além da sala de aula incentivando ainda mais a atividade do sujeito bem como a autoria e o desenvolvimento de sua autonomia. OBJETIVO GERAL Mostrar como as tecnologias educacionais podem contribuir para desenvolver a autonomia, criatividade, interação e colaboração dos aprendizes através de treinamentos e capacitações de docentes nas mais variadas ferramentas tecnológicas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Conceituar e correlacionar as práticas pedagógicas às ferramentas tecnológicas estudadas; Definir criticamente o conceito de Tecnologia; Elencar e analisar as ferramentas tecnológicas disponíveis; Comprovar a eficiência das tecnologias educacionais no desenvolvimento e melhoria das práticas docentes dos educadores. Propiciar técnicas para realização do aprendizado com uma proposta pedagógica inovadora.


JUSTIFICATIVA A educação evidencia uma mudança no método de ensino atual, é necessário que se faça com que os aprendizes fiquem mais colaborativos nos estudos, consigam buscar o conhecimento, se comportando como agentes construtores da própria cognição, saindo então das trilhas aprendidas, construindo e explorando novos caminhos, descobrindo assim sua verdadeira identidade estudantil. As tecnologias vieram para ajudar na construção de uma escola que possa instrumentalizar alunos e professores trazendo grandes benefícios para a sociedade integrando a comunidade à escola, desenvolvendo a autonomia do aluno. As tecnologias nos ajudam a encontrar o que está consolidado e a organizar o que está confuso, caótico, disperso. Por isso é tão importante dominar ferramentas de busca da informação e saber interpretar o que se escolhe, adaptálo ao contexto pessoal e regional e situar cada informação dentro do universo de referências pessoais. (MORAN, 2009)

O aluno só aprende de verdade quando vive o que é ensinado, quando interage com o objeto de estudo, quando pratica o que o professor transmite, Schelmmer (2009, p.32) afirma que “conhecer é modificar, transformar o objeto, compreender o processo dessa transformação e, conseqüentemente, compreender o modo como o objeto é construído”. Novos desafios e como chegar lá que recursos como o portfólio, em que os alunos organizam o que produzem e o colocam à disposição para consultas, é cada vez mais utilizado. Os blogs, fotologs e videologs são recursos muito interativos de publicação, com possibilidade de fácil atualização e de participação de terceiros. São páginas na Internet, fáceis de se desenvolver, e que permitem a participação de outras pessoas. (MORAN, 2009)

O mistério é entender a hora de usar a interatividade diferenciar o que é ação e informação, Gerbran (2009, p.57) diz que “o importante é saber dosar essa interatividade para que o objetivo pedagógico seja alcançado fazendo com que o aluno aprenda de forma desafiadora e inovadora”. Os professores devem ter o papel de mediadores no processo de aprendizagem, motivando os discentes destacando os materiais didáticos e multimídia evitando os princípios de depositários do conhecimento. Este trabalho tem a possibilidade de mostrar como as novas tecnologias podem ajudar no processo cognitivo do aprendiz, trazendo benefícios que diferenciam o aluno, preparam para


uma autonomia na busca do conhecimento proporcionando uma grande potência no desenvolvimento interacionista com o conteúdo e com outros discentes, por isso é relevante a oportunidade dos estudos das tecnologias educacionais se tornarem obrigatórios na formação de professores. REFERENCIAL TEÓRICO As tecnologias educacionais podem transformar o processo cognitivo proporcionando ao aluno uma aprendizagem colaborativa e construtivista, a obra de Litwin (2001, p.10) afirma que: “a tecnologia posta a disposição dos estudantes tem por objetivo desenvolver as possibilidades individuais, tanto cognitivas como estéticas, através das múltiplas utilizações que o docente pode realizar nos espaços de interação grupal”. Para Newby apud Gebran (2009, p.24) a “a tecnologia educacional é um meio pelo qual se conecta o professor, a experiência pedagógica e o estudante para aprimorar o ensino”. A tecnologia vem especialmente não para por fim no ensino e sim para aprimorar todo processo de ensino-aprendizagem ressaltando a importância do docente dentro deste método e fazendo com que a educação seja intercedida pela tecnologia. Mas como preparar a sociedade para tal mudança? Como serão aplicadas? Que aproveitamento pode-se ter com as novas tecnologias? A tecnologia por si só não melhora a qualidade educativa. O mais importante é enfatizar o aprendizado através de um bom planejamento de aula e adaptar os conteúdos em materiais didáticos mais criativos, levando o aluno além da sala de aula incentivando ainda mais a atividade do sujeito bem como a autoria e o desenvolvimento de sua autonomia, para Niskier (1993, p.129) “o educador ao planejar deve ter em mente que, ao lado de o quê e como fazer, esteja incluído o porquê do fazer que leve o estudante a descobrir que pode fazer de modo diferente abrindo caminhos para novas formas de ação.” A proposta de implantação no currículo escolar pode ajudar na formação dos professores que terão capacidade de explorar mais suas aulas ajudando os discentes na busca do conhecimento, Litwin (2009, p.7) afirma “que as reformas, para realmente serem reformas, deveriam gerar novas propostas de capacitação docente, com o objetivo de pôr ao alcance dos professores os novos temas, problemas ou enfoques.”


A escola pesquisa a informação pronta, já consolidada e a informação em movimento, em transformação, que vai surgindo da interação, de novos fatos, experiências, práticas, contextos. Existem áreas com bastante estabilidade informativa: fatos do passado, que só se modificam diante de alguma nova evidência. E existem áreas, as mais ligadas ao cotidiano, que são altamente susceptíveis de mudança, de novas interpretações. (MORAN, 2009)

A escola tem hoje com papel principal reavaliar toda sua metodologia educacional adequando assim ao modelo dessa nova era que estão os alunos. Em relação à educação, convém notar que o Rádio, a “TV” e o cinema serviram como excelentes acessórios pedagógicos, utilizados para ilustrar as aulas ministradas pelos professores da escola tradicional. A banda larga, porém, é infinitamente mais poderosa. Com ela, a escola migrou inteira para o espaço virtual. Isto porque a invenção da Internet transtorna completamente as formas e hábitos de conhecer o mundo a que nos acostumamos. Ela coloca lado a lado, à distância de um clique ou de um hiperlink, os conhecimentos acadêmico, popular, religioso, jornalístico, familiar, dos indígenas, dos velhos, dos imigrantes e outros, compondo um gigantesco espaço orgástico de diálogo de saberes, como a humanidade nunca antes viu. (BRITO, 2009,§5)

Portanto com a utilização da banda larga é possível contribuir para o desenvolvimento da cognição do aprendiz, o docente precisa promover a interação e a ação entre os sujeitos ampliando a informação através da busca do conhecimento. Mas por meio de uma boa interação promovida pelas tecnologias supracitadas viabiliza-se a interação satisfatória do aluno. A capacitação e o incentivo na utilização das redes sociais devem ser intensos divulgando e adaptando as escolas com praticidade e organização, pois Valente (2011,§3) diz que “não existe uma prática incentivada por grupos, escolas, redes de ensino. Mesmo assim, o que eles fazem, na maioria dos casos, é usar blogs para divulgar algum conteúdo que não deu tempo de passar em aula, receber material de aluno.” É uma prática sem inovação pois não há busca do conhecimento e nem interação do aluno. A escola, com as redes eletrônicas, abre-se para o mundo; o aluno e o professor se expõem, divulgam seus projetos e pesquisas, são avaliados por terceiros, positiva e negativamente. A escola contribui para divulgar as melhores práticas, ajudando outras escolas a encontrar seus caminhos. A divulgação hoje faz com que o conhecimento compartilhado acelere as mudanças necessárias e agilize as trocas entre alunos, professores, instituições. A escola sai do seu casulo, do seu mundinho e se torna uma instituição onde a comunidade pode aprender contínua e flexivelmente. (MORAN, 2009)

Meier (2009,§1) em sua reportagem na revista Veja fala que o maior avanço proporcionado pelas redes sociais, se deve à possibilidade que elas abrem para o aprendizado em rede. No espaço


virtual, os alunos debatem, sob a supervisão de um professor, temas apresentados na sala de aula e ainda, de casa, podem tirar dúvidas sobre a lição. A sociedade só tem a ganhar, pois com o uso das novas tecnologias alcança grades benefícios, Nískier, (1993, p.128) cita que “a tecnologia educacional está a serviço da sociedade em todos os seus segmentos e deve ser implantada no treinamento e aperfeiçoamento de recursos humanos dependendo da criatividade, planejamento, visão pedagógica e conhecimento do usuário.” E a partir desta perspectiva de análise que seria importante a implantação das novas tecnologias nos currículos escolares. METODOLOGIA Será realizada uma pesquisa teórica acerca dos conceitos das diversas teorias da aprendizagem, bem como de tecnologia e tecnologias educacionais. Em seguida as tecnologias serão enumeradas, caracterizadas e analisadas sob a perspectiva de suas contribuições no desenvolvimento da construção do conhecimento, da colaboração e interação entre os agentes do processo educacional. Nesta pesquisa será ponderada também a questão do currículo e a possibilidade dos estudos das tecnologias educacionais se tornarem obrigatórios na formação de professores.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARMANDO, José Valente. Educador quer redes sociais no currículo escolar. Disponível em:

<http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/educador+quer+redes+sociais+no+curriculo+escolar/n 1238187320827.html> Acesso em 28 junho 2011. BRITO, Renato. Estudar via

Internet? Disponível em:

<http://www.sabe.br/index.php?option=com_content&view=article&id=56&catid=11:geral&Itemid=66& el_mcal_month=6&el_mcal_year=2028> Acesso em 29 junho 2011>.

GEBRAN, Maurício Pessoa. Tecnologias Educacionais. Curitiba: Iesde Brasil, 2009. SCHLEMMER, Eliane. Telepresença. Curitiba: Iesde Brasil, 2009. LITWIN, Edith. Tecnologia Educacional Política, Histórias e Propostas. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001. MEIER, Bruno. Conectados para aprender. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/181109/conectados-aprender-p-094.html> Revista Veja Edição 2139 / 18 de novembro de 2009. Acesso em 29 junho 2011

MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus, 2009. NISKIER, Arnaldo. Tecnologia Educacional: Uma Visão Política. Petrópolis: Vozes, 1993.

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